Exibindo artigos em "Notícias"

ANGELUS > “Cristo não veio ao mundo para julgar e condenar, mas para salvar e oferecer às pessoas uma nova vida”, disse o Papa

abr 7, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

2019-04-07-angelus-1554632028440.JPG

Cidade do Vaticano – Abandonar as pedras da difamação e do julgamento, converter-se e recomeçar uma nova vida: esta foi a mensagem que o Papa transmitiu aos fiéis ao rezar com eles, na Praça S. Pedro, o Angelus dominical. Antes da oração mariana, Francisco comentou a liturgia deste quinto domingo da Quaresma, que apresenta o episódio da mulher adúltera. Nele, explicou o Papa, se contrapõem duas atitudes: a dos escribas e dos fariseus de um lado e, de outro, a de Jesus. O episódio narra o Mestre ensinando no templo, quando os escribas e os fariseus levam até ele uma mulher surpreendida em adultério; colocam-na no meio e perguntam a Jesus se lapidá-la, assim como prescreve a Lei de Moisés. “Os interlocutores de Jesus estão presos nas amarras do legalismo e querem prender o Filho de Deus em sua perspectiva de juízo e condenação”, refletiu Francisco. “Mas Cristo não veio ao mundo para julgar e condenar, mas para salvar e oferecer às pessoas uma nova vida.

Atire a primeira pedra
Jesus reage, antes de tudo, permanecendo um pouco em silêncio e inclinando-se para escrever algo no chão e depois diz: “Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra. Deste modo, Jesus faz apelo à consciência daqueles homens: eles se sentiam ‘paladinos da justiça’, mas Ele os chama à consciência de sua condição de homens pecadores, pela qual não podem atribuir-se o direito de vida ou de morte sobre um seu semelhante.”

Os homens abandonam o local um a um e renunciam à lapidação da mulher. Para Francisco, esta cena convida cada um de nós a se conscientizar de que somos pecadores e a deixar cair de nossas mãos as pedras da difamação e da condenação que, às vezes, gostaríamos de lançar contra os outros. “Quando falamos mal dos outros, lançamos pedras, somos como eles.

VIAGEM DO PAPA AO MARROCOS: frutos do diálogo

abr 2, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa Francisco e o arcebispo de Rabat, dom Cristobal Lopez Romero

Rabat - Palavras e gestos que permanecem e dão fruto. O Papa Francisco partiu do Marrocos e logo o Arcebispo de Rabat, dom Cristobal Lopez Romero, concedeu uma entrevista ao Vatican News em seu simples e movimentado escritório, situado atrás da catedral. “Estou muito feliz e agradecido a Deus. Com o que foi dito pelo Rei Mohammed VI e o Papa podemos dar um passo adiante, da coexistência e tolerância, que o rei na esplanada reconheceu que não são mais suficientes, para a amizade, para construir juntos a fraternidade universal, partindo daqui, do Marrocos.

Sobre o proselitismo, abordado pelo Papa na catedral, o arcebispo sublinhou: “Não nos interessa, não queremos aumentar os clientes da Igreja, mas que cresça o Reino de Deus, cresça a paz, o respeito pela vida, o amor e a verdade. Trabalhamos juntos com os muçulmanos por um mundo novo, misericordioso.

Dom Lopez Romero: Estou muito feliz, estou muito agradecido a Deus por esta graça que caiu sobre a nossa Igreja no Marrocos. Sou muito grato a todos aqueles que tornaram possível esta visita. Penso que existem dois aspectos pelos quais é preciso agradecer. O primeiro é a participação e o envolvimento de todos: Sua Majestade o Rei, as autoridades marroquinas, a comunidade cristã e o povo marroquino. Todos participaram com grande entusiasmo e alegria. O segundo aspecto são a profundidade e a qualidade das mensagens: seja os quatro discursos do Papa seja a mensagem do Rei na Esplanada de Tour Hassan, digna de ser estudada e aplicada. São mensagens válidas não somente para o Marrocos, mas para o mundo inteiro e para a Igreja universal.

Quais frutos vocês esperam agora concretamente nos setores um pouco mais delicados, como o diálogo com os muçulmanos, mas também a vida dos migrantes e a vida da Igreja?

Dom Lopez Romero: Iniciamos com o diálogo inter-religioso, islâmico-cristão: acreditamos que com o que foi dito pelo Rei e o Papa, podemos dar um passo adiante. Até agora, se falava muito de “coexistência” e “tolerância”, mas o rei disse que a tolerância “não basta”. Eu já tinha dito isso, ou seja, que devemos passar para a amizade, para o conhecimento mútuo, para o enriquecimento recíproco e trabalhar juntos: construir juntos a fraternidade universal, começando por nós. Devemos dar um passo adiante no diálogo islâmico-cristão. Não sei se saberemos fazê-lo, mas é o nosso trabalho a partir desse momento. Em relação aos migrantes, continuamos na mesma linha, pois o Papa nos reiterou os quatro verbos que conhecemos: acolher, proteger, promover e integrar. Devemos estudar como ir adiante nesse caminho. Falando da Europa e do mundo inteiro: é preciso mudar o mundo! Essa situação de pessoas que migram em condições desumanas, não se resolve simplesmente com medidas policiais ou administrativas. É preciso abrir os corações, é necessário abrir as portas depois de abrir os corações. É preciso mudar as leis do comércio internacional, o sistema econômico, a fim de que cada um possa permanecer no próprio país e não ser obrigado a deixar sua nação por causa da guerra ou por razões econômicas. Migrar é um direito, mas deve ser feito de maneira ordenada e respeitosa dos direitos humanos.

Além do problema dos migrantes, o Papa fez referência também às dificuldades enfrentadas pelos pobres do Marrocos. Sobre isso pode aumentar a cultura da misericórdia que não olha o outro com indiferença, como disse na missa? Esse pode ser também um caminho comum com os muçulmanos?

Dom Lopez Romero: Obviamente! É um caminho comum já neste momento. Trabalhamos pela educação, saúde pública, promoção da mulher, todos juntos, muçulmanos e cristãos, e isso deve continuar. Mas a misericórdia não é um fim em si mesma: é o caminho para viver como irmãos e irmãs. Este é o ideal: todo ser humano é meu irmão, devemos reiterá-lo pois vem de longe, mas não acreditamos muito, não colocamos em prática. Todo ser humano é meu irmão. A minha casa é o mundo. A minha família é a humanidade. São slogans, mas slogans que nos levam em direção à utopia de uma fraternidade ou irmandade, como deseja o Papa.

Último tema: o proselitismo. O Papa falou sobre esse tema hoje na catedral, no encontro com os religiosos e o clero, mas existe ainda medo do proselitismo dos cristãos, dos católicos, no mundo muçulmano…

Dom Lopez Romero: Existem cristãos que não entendem esse aspecto: a Igreja não quer fazer proselitismo. Bento XVI dizia: “ A Igreja cresce não pelo proselitismo, mas pela atração, pelo testemunho”. Por isso, estamos tranquilos aqui no Marrocos, onde o proselitismo é proibido, pois não queremos fazer proselitismo. O nosso objetivo não é “aumentar os clientes da Igreja”: o nosso objetivo é o Reino de Deus, que a paz cresça, que haja mais fraternidade, respeito pela vida, mais amor, mais verdade. Então, o Reino de Deus já está presente, mas deve crescer muito. Os muçulmanos não falam do Reino de Deus, é uma categoria cristã, mas trabalhamos juntos por um mundo novo, misericordioso, onde a misericórdia seja a base das relações humanas. Isso dará a possibilidade de viver em fraternidade. Penso que um dia o Marrocos descobrirá também que os cristãos, pelo menos nós católicos, não temos esse objetivo, penso que eles já descobriram isso, pois nos respeitam muito, nos estimam e nos ajudam quando precisamos.

FONTE 
Alessandro Di Bussolo
Vatican News

Papa no Marrocos: a importância do diálogo

mar 31, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

morocco-vatican-pope-religion-1554027239120.jpg

Na manhã deste domingo (31), segundo dia da visita do Papa Francisco ao Marrocos, o Pontífice foi à Catedral de Rabat, sede da Arquidiocese local para encontrar o clero, as religiosas e os religiosos e o Conselho Ecumênico de Igrejas. No local, depois de um breve testemunho de um sacerdote e uma religiosa seguido pela saudação de dois religiosos idosos, o Santo Padre iniciou o seu discurso aos presentes recordando que os cristãos “são em reduzido número, neste país”, e que na sua opinião isso não é um problema, embora reconheça que às vezes, para alguns, se possa tornar difícil viver.

Fermento da mãe Igreja
Pensando nessa situação o Santo Padre disse: “A que é semelhante um cristão nestas terras? Com que posso compará-lo? É semelhante a um pouco de fermento que a mãe Igreja quer misturar com uma grande quantidade de farinha, até que toda a massa se levede. De fato, Jesus não nos escolheu nem enviou para que nos tornássemos os mais numerosos! Chamou-nos para uma missão. A nossa missão” continuou o Papa, “não é determinada pela quantidade de espaços que se ocupa, mas pela capacidade de gerar e suscitar mudança, encanto e compaixão, pelo modo como nós vivemos no meio das pessoas”.

Em seguida advertiu: Os caminhos da missão não passam através do proselitismo, que leva sempre a um beco sem saída, mas pelo nosso modo de estar com Jesus e com os outros. Por conseguinte o problema não está no fato de ser pouco numerosos, mas de ser insignificantes, tornar-se sal que já não tem o sabor do Evangelho, ou uma luz que já nada ilumina”. O Papa recordou que “não podemos pensar que só seremos significativos se constituirmos a massa e ocuparmos todos os espaços”, porque a vida depende “da capacidade que temos de ‘levedar’ onde e com quem nos encontrarmos. Portanto, ser cristão não é aderir a uma doutrina, a um templo, ou a um grupo étnico; ser cristão é um encontro. Somos cristãos, porque Alguém nos amou e veio ao nosso encontro, e não por resultados do proselitismo”.

Diálogo de salvação
Cientes do contexto que sois chamados a viver”, continuou o Papa “a Igreja deve entrar em diálogo com o mundo em que vive. A Igreja faz-se palavra, faz-se mensagem, faz-se diálogo”, e entrar em diálogo “por fidelidade ao seu Senhor e Mestre, que desde o princípio, movido pelo amor, quis entrar em diálogo como amigo e convidar-vos a participar da sua amizade”, “um diálogo de salvação e amizade do qual somos os primeiros beneficiários”.

Recordando aos presentes a realidade em que vivem o Papa continuou dizendo que “nestas terras, o cristãos aprendem a ser sacramento vivo do diálogo que Deus deseja estabelecer com cada homem e mulher”, a ser feito sempre com amor “diligente e desinteressado, sem cálculos nem limites, no respeito pela liberdade das pessoas”. Deste modo, quando a Igreja “dialoga com o mundo e se faz diálogo, participa no advento da fraternidade, que tem a sua fonte profunda, não em nós, mas na Paternidade de DeusEnquanto pessoas consagradas“, afirma o Papa, “somos convidados a viver este diálogo de salvação, antes de mais nada, como intercessão pelo povo que nos foi confiadoO consagrado, o sacerdote – continuou – traz ao altar, na sua oração, a vida dos seus conterrâneos mantendo viva, como se fosse uma pequena brecha naquela terra, a força vivificante do Espírito Santo”.

Francisco recordou que se trata de um diálogo que se torna oração e que podemos concretizar todos os dias em nome da fraternidade humana. “Uma oração que não discrimina, não separa nem marginaliza, mas faz-se eco da vida do próximo; oração de intercessão, que é capaz de dizer ao Pai: ‘venha a nós o vosso reino’. Não com a violência, não com o ódio, nem com a supremacia étnica, religiosa e econômica, mas com a força da compaixão espargida para todos os homens na Cruz”.

Semear futuro e esperança
Agradecendo a Deus pelo trabalho de todos os presentes pelo diálogo, colaboração e amizade usados como instrumentos para semear futuro e esperança, o Papa disse que com isso é possível desmascarar e “pôr a descoberto todas as tentativas de usar as diferenças e a ignorância para semear medo, ódio e conflito. Porque sabemos que o medo e o ódio, alimentados e manipulados, desestabilizam e deixam espiritualmente indefesas as nossas comunidades”.

Em seguida Francisco pediu a todos para que continuem a estar próximos “daqueles que muitas vezes são deixados para trás, dos humildes e dos pobres, dos prisioneiros e dos migrantes. Que a vossa caridade se faça sempre ativa, tornando-se assim uma via de comunhão entre os cristãos de todas as confissões presentes no Marrocos: o ecumenismo da caridade”.

Angelus
No final do encontro o Santo Padre rezou a oração do Angelus com os presentes, pedindo a proteção da Virgem Maria.

FONTE
Vatican News

Papa Francisco irá a Moçambique, Madagascar e Maurício

mar 27, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Logotipo da Viagem Apostólica a Moçambique

Cidade do Vaticano - Foi publicada na manhã desta quarta-feira (27/03) a Declaração do diretor interino da Sala de Imprensa da Santa Sé, Alessandro Gisotti, comunicando que o Santo Padre fará uma Viagem Apostólica a três países, dois da África e Madagascar, em setembro deste ano. “Acolhendo o convite dos respectivos presidentes e dos Bispos, Sua Santidade Papa Francisco realizará uma Viagem Apostólica a Moçambique, Madagascar e Maurício de 4 a 10 de setembro de 2019, visitando as cidades de Maputo em Moçambique, Antananarivo em Madagascar e Port Louis em Maurício. O programa da viagem será publicado oportunamente”.

Entenda o Lema e o Logo utilizado na viagem do Papa Francisco
Madagáscar é representada pela palmeira do viajante, “Ravinala” e a árvore do baobá. Terra de discípulos missionários e testemunhas da fé em Jesus Cristo até ao martírio, no qual os Santos são uma alta expressão. Eles podem ser vistos no logo, visitado pelo Papa Francisco, semeador de paz e esperança. A Paz e Esperança, são marcos para que os malgaxes sejam os arquitetos de um país baseado no autentico desenvolvimento e bem-estar espiritual e social.

Imagem
Mapa de Moçambique: O Papa visita a nação moçambicana e a Igreja Católica em Moçambique.
Fotografia do Papa Francisco: uma imagem mais expressiva e voltada para o mapa, na expressão do amor que tem para com Moçambique e Pastor da Igreja de Cristo.
Pomba: simbolizando a paz que é muito necessária para Moçambique, pois se encontra a viver o momento de trégua do recente conflito militar e há situações de ataques a civis no Norte do país.
Duas mãos: simbolizam o acolhimento de Moçambique ao Papa e também da mensagem de “Esperança, Paz e Reconciliação”, que ele traz para o povo de Moçambique.

Cores
As cinco cores da Bandeira de Moçambique: ladeando o mapa e uma faixa que sai da parte de baixo;
Verde: que está na mão e na inscrição exprime a esperança pelos melhores tempos para o povo moçambicano;
Vermelho: que está na mão e na inscrição exprime a necessidade da reconciliação entre o povo moçambicano;
Branca: exprime a paz, a religiosidade do povo moçambicano, a verdade e santidade do Sumo Pontífice;
Amarelo: a cor do Vaticano

FONTE
Vatican News

ANGELUS > Santo Padre indica a urgência da conversão

mar 24, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa no Angelus

Cidade do Vaticano - “A possibilidade da conversão não é ilimitada; por isso é preciso aproveitar logo; do contrário ela se perderia para sempre. Podemos confiar muito na misericórdia de Deus, mas sem abusar dela. Não devemos justificar a preguiça espiritual, mas aumentar nosso esforço a corresponder prontamente a essa misericórdia com coração sincero.”  Foi o que disse o Papa Francisco ao meio-dia deste domingo (24/03) no Angelus rezado com milhares de fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro para a oração mariana com o Santo Padre. Na alocução que precedeu a oração, Francisco comentou a página do Evangelho deste terceiro domingo da Quaresma (Lc 13,1-9), que nos fala da misericórdia de Deus e da nossa conversão.

Parábola da figueira estéril
A página do Evangelho nos traz nos versículos 6 a 9 a seguinte parábola contada por Jesus: “Um homem tinha uma figueira plantada em sua vinha. Veio a ela procurar frutos, mas não encontrou. Então disse ao vinhateiro: ‘Há três anos que venho buscar frutos nesta figueira e não encontro. Corta-a; por que há de tornar a terra infrutífera? Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, deixa-a ainda este ano para que eu cave ao redor e coloque adubo. Depois, talvez, dê frutos… Caso contrário, tu a cortarás’”. O dono da figueira representa Deus Pai e o vinhateiro é imagem de Jesus, já o figo é símbolo da humanidade indiferente e árida, disse o Papa, acrescentando que “Jesus intercede ao Pai em favor da humanidade – e o faz sempre – e pede que espere e Lhe dê mais tempo, para que nela possam germinar os frutos do amor e da justiça”.

Uma existência estéril, incapaz de doação, de fazer o bem Francisco explicou que a figueira que o dono na parábola quer extirpar representa uma existência estéril, incapaz de doação, incapaz de fazer o bem. “É símbolo de quem vive para si mesmo, saciado e tranquilo, aconchegado em suas comodidades, incapaz de voltar o olhar e o coração para aqueles estão a seu lado e se encontram em condição de sofrimento, em condição de pobreza, de dificuldade.”

Amor que se contrapõe ao egoísmo e esterilidade espiritual
O Santo Padre disse ainda que esta atitude de egoísmo e de esterilidade espiritual é contraposta pelo grande amor do vinhateiro pela figueira: tem paciência, sabe esperar, lhe dedica seu tempo e seu trabalho. Esta similitude do vinhateiro manifesta a misericórdia de Deus, que nos deixa um tempo para a conversão. “Apesar da esterilidade, que por vezes marca a nossa existência, Deus tem paciência e nos oferece a possibilidade de mudar e de progredir no caminho do bem. Mas o prazo implorado e concedido à espera que a árvore finalmente frutifique, indica também a urgência da conversão”.

Quaresma, tempo de conversão
Nós podemos pensar nesta Quaresma: o que devo fazer para aproximar-me mais do Senhor, para converter-me, para eliminar aquelas coisas que não são boas? “Não, não… esperarei a próxima Quaresma…” Mas vocês estará vivo na próxima Quaresma? Cada um de nós pense hoje: o que devo fazer diante dessa misericórdia de Deus que me espera e que sempre perdoa. O que devo fazer? – interpelou o Pontífice. “Na Quaresma, o Senhor nos convida à conversão”, disse ainda Francisco, acrescentando: Francisco pediu à Virgem Maria que nos ajude a viver estes dias de preparação para a Páscoa como um tempo de renovação espiritual e de confiante abertura à graça de Deus e à suas misericórdia.

Novo Beato Mariano: o primado da caridade e do perdão
O Papa lembrou ainda, após a oração mariana, que este sábado (23/03) foi beatificado em Tarragona, na Espanha, Mariano Mullerat y Soldevia, pai de família e médico, que cuidou dos sofrimentos físicos e morais dos irmãos, testemunhando com a vida e com o martírio o primado da caridade e o primado do perdão.

Dia em memória dos missionários mártires
Ressaltou também a celebração, neste domingo, do Dia em memória dos missionários mártires. “Recordar este calvário contemporâneo de irmãos e irmãs perseguidos ou assassinados por causa da sua fé em Jesus é para toda a Igreja um dever de gratidão, mas também um estímulo a testemunhar com coragem a nossa fé e a nossa esperança n’Aquele que na Cruz venceu para sempre o ódio e a violência com o seu amor”, frisou o Santo Padre.

Visita a Loreto
Francisco destacou, por fim, que esta segunda-feira (25/03), Festa da Anunciação do Senhor, irá a Loreto, à Casa da Virgem. “Escolhi este lugar para a assinatura da Exortação Apostólica dedicada aos jovens. Peço a oração de vocês a fim de que o sim de Maria se torne o sim de muitos de nós”, concluiu.

FONTE
Raimundo de Lima
Vatican News

Nova Zelândia: Papa manifesta solidariedade à comunidade muçulmana

mar 15, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Uma das mesquitas em Christchurch onde ocorreu o ataque

Cidade do Vaticano - O Papa Francisco ficou “profundamente entristecido” com a notícia do ataque a tiros contra duas mesquitas na cidade de Christchurch,  na Nova Zelândia, nesta sexta-feira (15/03), em que 49 pessoas morreram e 48 ficaram feridas, das quais 12 em estado grave. No telegrama, assinado pelo secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, Francisco assegura a todos os neozelandeses, em particular à comunidade muçulmana, “sua solidariedade sincera. Consciente dos esforços das forças de segurança e da emergência  nesta situação difícil”, o Papa reza pela cura dos feridos, pelo consolo daqueles que sofrem a perda de seus entes queridos e por todos aqueles que foram atingidos por essa tragédia, confiando os que morreram à misericórdia do Deus Onipotente. Por fim, o Papa invoca ao Senhor conforto e força sobre a Nova Zelândia.

Os ataques foram definidos pela primeira-ministra neozelandesa, Jacinda Arden, como “o dia mais triste da história do país”. Forte a condenação dos atentados também no âmbito internacional. Os dois ataques foram perpetrados por um único comando formado por quatro pessoas armadas com metralhadoras. Quatro suspeitos foram presos. Um atirador entrou na primeira mesquita de Al Noor onde havia 300 fiéis. Matou algumas pessoas e depois saiu para pegar mais munições em seu carro e continuou atirando contra os fiéis. Depois, o ataque na segunda mesquita. O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, disse que um dos assassinos é um australiano de extrema direita. Trata-se de Brenton Tarrant.

A Polícia encontrou explosivos nos carros e pediu para não compartilhar o vídeo do ataque postado no Facebook. A empresa está trabalhando para remover as versões. Um dos agressores gravou tudo e se definiu numa postagem como supremacista branco que decidiu atacar a Nova Zelândia para mostrar que também nas áreas mais remotas do mundo existem imigrações em massa.

Oração e solidariedade dos bispos católicos
Logo depois dos dois ataques, os bispos católicos da Nova Zelândia enviaram uma mensagem “aos queridos membros da comunidade muçulmana” neozelandesa de Christchurch, manifestando sua solidariedade diante dessa violência e assegurando suas orações. “Estamos conscientes das boas relações que temos com os muçulmanos nessa terra e estamos abalados pelo fato que tenha acontecido num lugar e num momento de oração. Estamos profundamente tristes pelas pessoas mortas e feridas, e os nossos corações se voltam para eles, suas famílias e a comunidade em geral. Paz, Salaam.

Documento sobre a fraternidade humana
No recente documento sobre a fraternidade humana, assinado há pouco mais de um mês nos Emirados Árabes Unidos pelo Papa e o Grão Imame de Al-Azhar, destaca-se a importância “do despertar do sentido religioso” especialmente nos jovens “a fim de enfrentar as  tendências individualistas, egoístas e conflituosas, o radicalismo e fundamentalismo em todas as suas formas e manifestações”. Evidencia-se também que “a proteção dos lugares de culto, templos, igrejas e mesquitas, é um dever garantido pelas religiões, pelos valores humanos, pelas leis e convenções internacionais”.

FONTE
Vatican News

6º Aniversário de Pontificado: Francisco celebra em oração

mar 13, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa Francisco durante Exercícios espirituais em Ariccia

Cidade do Vaticano - Celebra-se, nesta quarta-feira (13/03), o sexto aniversário da eleição do Papa Francisco à Cátedra de Pedro. O Santo Padre que continua os Exercícios espirituais na Casa do Divino Mestre, em Ariccia, junto com os membros da Cúria Romana, celebra esse dia em oração. Até sexta-feira, 15 de março, quando o Pontífice retornará ao Vaticano, os dias de Francisco, dos bispos e cardeais, nesse local tranquilo, situado a 300 metros de altura, continuam sendo marcados pela missa, oração das Laudes e Vésperas, Adoração Eucarística e a catequese do abade beneditino de São Miniato ao Monte, Bernardo Francesco Maria Gianni, uma pela manhã e outra à tarde.

Os dias são também marcados por momentos de convivência e partilha na hora do almoço e do jantar, mas o silêncio e a meditação, nesse Tempo de Quaresma, são os verdadeiros protagonistas. Enquanto isso, continuam chegando mensagens de felicitações de Chefes de Estado e de Governo, autoridades civis e eclesiais e fiéis simples, para celebrar o 13 de março de 2013 que fez de Jorge Mario Bergoglio o primeiro Papa latino-americano da história. Com o Rosário e a Bíblia na mão, o Pontífice se senta não na primeira fila, mas no meio, conforme mostrado por algumas câmeras, para ouvir, junto com seus confrades, as meditações do abade beneditino sobre o tema “As cidades dos desejos ardentes. Olhares e gestos pascais na vida do mundo”. No próximo domingo, 17 de março, o Papa Francisco rezará a oração mariana do Angelus com os fiéis na Praça São Pedro,  retomando os seus compromissos públicos e privados.

Felicitações do Cardeal Re
O decano do Colégio Cardinalício, cardeal Giovanni Battista Re, purpurado mais idoso presente nos Exercícios espirituais, em Ariccia, parabenizou o Papa Francisco antes da missa, na manhã desta quarta-feira (13/03), em Ariccia, em nome do Colégio Cardinalício. “Beatíssimo Padre, celebra-se hoje o sexto aniversário de sua eleição a Sumo Pontífice da Igreja Católica. Em nome de todos os presentes, gostaria de dizer-lhe que estamos felizes de celebrar essa missa junto com o senhor”, frisou o purpurado, pedindo a Deus para que seja luz, apoio e conforto ao Papa Francisco “em sua tarefa de confirmar os irmãos na fé, seja fundamento da unidade e indique a todos o caminho que leva ao céu. Estamos próximos ao senhor, Santo Padre, com grande afeto e dedicação  sincera”, concluiu o cardeal Re.

FONTE
Vatican News

Quaresma: Papa e membros da Cúria participam de Retiro

mar 10, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa Francisco

Cidade do Vaticano – O Santo Padre deixará o Vaticano, na tarde deste domingo (10/03), e se transferirá para Ariccia, nas proximidades de Roma, onde participará dos Exercícios Espirituais de Quaresma, junto com os membros da Cúria Romana. O Retiro Espiritual, que se realizará na Casa Divino Mestre, de 10 a 15 próximos, terá como tema “A cidade dos desejos ardentes: olhares e gestos pascais na vida do mundo”. Este ano, as meditações dos Exercícios Espirituais foram confiadas ao abade Bernardo Francisco Maria Gianni, da Abadia de São Miniato no Monte, Florença.

O abade Padre Bernardo proporá ao Papa e à Cúria Romana 10 meditações, com base no tema central. Durante os cinco dias de Exercícios espirituais serão suspensas todas as audiências pontifícias, inclusive a Audiência geral da quarta-feira, 13 de março, dia em que Francisco completará seis anos da sua eleição à Cátedra de Pedro. Entretanto, no dia 15, o Padre Raniero Cantalamessa, pregador oficial da Casa Pontifícia, iniciará, no Vaticano, suas pregações de Quaresma nas sextas-feiras que precedem a Páscoa do Senhor.

A temática das suas meditações, nas cinco sextas-feiras em preparação à Páscoa, será “Volte para dentro de ti”. As pregações terão lugar, segundo a tradição, na Capela “Redemptoris Mater”, no palácio Apostólico do Vaticano. Com suas meditações, o Frei capuchinho retomará o pensamento de Santo Agostinho, iniciado nas suas pregações de Advento, sobre o versículo do Salmo 42: “Minha alma tem sede do Deus vivo”.

FONTE
Vatican News

Campanha da Fraternidade: a mensagem do Papa

mar 8, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa Francisco com a imagem de Nossa Senhora Aparecida

Vaticano – O Papa Francisco também este ano enviou uma mensagem por ocasião da abertura da Campanha da Fraternidade. Eis a íntegra da mensagem do Santo Padre:

Queridos irmãos e irmãs do Brasil!

Com o início da Quaresma, somos convidados a preparar-nos, através das práticas penitenciais do jejum, da esmola e da oração, para a celebração da vitória do Senhor Jesus sobre o pecado e a morte. Para inspirar, iluminar e integrar tais práticas como componentes de um caminho pessoal e comunitário em direção à Páscoa de Cristo, a Campanha da Fraternidade propõe aos cristãos brasileiros o horizonte das “políticas públicas”.

Muito embora aquilo que se entende por política pública seja primordialmente uma responsabilidade do Estado cuja finalidade é garantir o bem comum dos cidadãos, todas as pessoas e instituições devem se sentir protagonistas das iniciativas e ações que promovam “o conjunto das condições de vida social que permitem aos indivíduos, famílias e associações alcançar mais plena e facilmente a própria perfeição” (Gaudium et spes, 74).

Cientes disso, os cristãos – inspirados pelo lema desta Campanha da Fraternidade “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1,28) e seguindo o exemplo do divino Mestre que “não veio para ser servido, mas para servir” (Mt 20,28) – devem buscar uma participação mais ativa na sociedade como forma concreta de amor ao próximo, que permita a construção de uma cultura fraterna baseada no direito e na justiça. De fato, como lembra o Documento de Aparecida, “são os leigos de nosso continente, conscientes de sua chamada à santidade em virtude de sua vocação batismal, os que têm de atuar à maneira de um fermento na massa para construir uma cidade temporal que esteja de acordo com o projeto de Deus” (n. 505).

De modo especial, àqueles que se dedicam formalmente à política – à que os Pontífices, a partir de Pio XII, se referiram como uma “nobre forma de caridade” (cf. Papa Francisco, Mensagem ao Congresso organizado pela CAL-CELAM, 1/XII/2017) – requer-se que vivam “com paixão o seu serviço aos povos, vibrando com as fibras íntimas do seu etos e da sua cultura, solidários com os seus sofrimentos e esperanças; políticos que anteponham o bem comum aos seus interesses privados, que não se deixem intimidar pelos grandes poderes financeiros e mediáticos, sendo competentes e pacientes face a problemas complexos, sendo abertos a ouvir e a aprender no diálogo democrático, conjugando a busca da justiça com a misericórdia e a reconciliação” (ibid.).

Refletindo e rezando as políticas públicas com a graça do Espírito Santo, faço votos, queridos irmãos e irmãs, que o caminho quaresmal deste ano, à luz das propostas da Campanha da Fraternidade, ajude todos os cristãos a terem os olhos e o coração abertos para que possam ver nos irmãos mais necessitados a “carne de Cristo” que espera “ser reconhecido, tocado e assistido cuidadosamente por nós” (Bula Misericórdia vultus, 15). Assim a força renovadora e transformadora da Ressurreição poderá alcançar a todos fazendo do Brasil uma nação mais fraterna e justa. E para lhes confirmar nesses propósitos, confiados na intercessão de Nossa Senhora Aparecida, de coração envio a todos e cada um a Bênção Apostólica, pedindo que nunca deixem de rezar por mim.

Vaticano, 11 de fevereiro de 2019.

[Franciscus PP.]

Inaugurado hospital de Bangui. Papa: quem serve os doentes com amor, serve Jesus

mar 2, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

PAPA2.jpg

Cidade do Vaticano – Foi divulgada, neste sábado (02/03), a mensagem de vídeo do Papa Francisco por ocasião da inauguração do novo ambulatório pediátrico em Bangui, na República Centro-Africana. “Com alegria, saúdo a todos vocês por ocasião da inauguração festiva do novo ambulatório de saúde dedicado às crianças da República Centro-Africana. Esta estrutura nasce com o apoio do Hospital Pediátrico “Meninos Jesus”, engajado desde a primavera de 2016 na formação de médicos e muito mais. Espero que possa se tornar um centro de excelência, onde as crianças possam encontrar respostas e alívio aos seus sofrimentos, com ternura e amor. Não me esqueço! Conservo em meu coração os olhos de dor das muitas crianças desnutridas que eu encontrei durante minha breve visita ao hospital, por ocasião da viagem ao seu país”.

Sinal concreto de misericórdia
E ainda me lembro das palavras da doutora que estava ao meu lado”, diz o Papa. “A maior parte vai morrer, disse ela, porque tem malária, forte, e está  desnutrida”. Eu ouvi isso. Não, isso não pode mais acontecer! O sofrimento das crianças é, sem dúvida, o mais difícil de aceitar. O grande Dostoiévski fez a pergunta: “Por que as crianças sofrem?”. Muitas vezes me pergunto a mesma coisa: por que as crianças sofrem? E não encontro uma explicação. Somente olho para o Crucifixo e invoco o amor misericordioso do Pai por tanto sofrimento.

Esta estrutura que é inaugurada hoje é um sinal concreto de misericórdia, que encontra sua origem no Ano Santo que eu quis inaugurar antecipadamente, em 29 de novembro de 2015, em Bangui. A primeira porta de uma catedral a ser aberta foi a de Bangui, não a de São Pedro. Foi um gesto que o Senhor inspirou. Atravessando a Porta Santa da Catedral, eu disse: «Bangui se torna a capital espiritual da oração pela misericórdia do Pai. Todos nós pedimos paz, misericórdia, reconciliação, perdão e amor»”, afirma Francisco na vídeo-mensagem.

Gosto de pensar que a Porta Santa seja ainda aberta e que o rio da misericórdia doe linfa vital a este Hospital Pediátrico e a todos aqueles que trabalharão lá. Lembrem-se sempre: «Existem muitos sinais concretos de bondade e ternura para os pequenos e indefesos, os que estão sozinhos e abandonados. Existem realmente os protagonistas da caridade que não deixam faltar a solidariedade aos mais pobres e infelizes»

Quem cuida dos pequenos está do lado de Deus
O Papa os encorajou a “realizarem seu trabalho de cuidar das crianças, impelidos pela caridade, sempre pensando no “Bom Samaritano” do Evangelho: estejam atentos às necessidades de seus pequenos pacientes, curvem-se com ternura sobre suas fragilidades, e que neles vocês possam ver Senhor. Quem serve os doentes com amor, serve a Jesus que abre o Reino dos céus para nós. Este Hospital lembra a todos nós que o que estamos vivendo “é o tempo da misericórdia para que os frágeis e indefesos, distantes e sozinhos, possam acolher a presença de irmãos e irmãs que os sustentam na necessidade”.

Queridos irmãos e irmãs, exercendo sua profissão médica, sejam artesãos de misericórdia”, pede o Santo Padre, que saúda também na mensagem de vídeo o presidente da República Centro-Africana, Faustin-Archange Touadéra, o Núncio Apostólico, dom Santiago De Wit Guzmán e a presidente do Hospital Menino Jesus, Mariella Enoc, “que tanto se dedicou a esta obra”.

Uma saudação também ao esmoleiro pontifício, cardeal Konrad Krajewski, “que torna a caridade do Papa presente no mundo. Quem cuida dos pequenos está do lado de Deus. Não se esqueçam: quem cuida dos pequenos está do lado de Deus e vence a cultura do descarte! Que este novo hospital se torne um modelo e ponto de referência para todo o país. Lembrem-se: no doente há Cristo e no amor de alguém que se inclina sobre suas feridas, há o caminho para encontrá-lo”, conclui Francisco.

FONTE
Vatican News

Páginas:1234567...143»

Facebook

Twitter