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PENTECOSTES > A homilia do Papa Francisco

jun 9, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano – Na Solenidade de Pentecostes, o Papa Francisco presidiu a Celebração Eucarística na Praça São Pedro, na presença de milhares de peregrinos. Confira sua homilia na íntegra;

O Pentecostes chegou, para os discípulos, depois de cinquenta dias incertos. Por um lado, Jesus ressuscitara: cheios de alegria, tinham-No visto, escutado e até comido com Ele. Por outro, ainda não superaram dúvidas e temores: estavam com as portas fechadas (cf. Jo 20, 19.26), com perspetivas reduzidas, incapazes de anunciar o Vivente. Depois, chega o Espírito Santo e as preocupações desaparecem: agora os Apóstolos não têm medo nem sequer à vista de quem os prende; antes, preocupados por salvar a sua vida, agora já não têm medo de morrer; antes, fechados no Cenáculo, agora levam o anúncio a todas as nações.

Até à Ascensão de Jesus, aguardavam um Reino de Deus para eles (cf. At 1, 6), agora estão ansiosos por alcançar fronteiras desconhecidas. Antes, quase nunca falaram em público e muitas vezes, quando o fizeram, criaram problemas como Pedro que renegou Jesus; agora falam corajosamente a todos. Em resumo, a história dos discípulos, que parecia ter chegado ao fim, é renovada pela juventude do Espírito: aqueles jovens, que dominados pela incerteza se sentiam no fim, foram transformados por uma alegria que os fez renascer.

Foi o Espírito Santo que fez isto. O Espírito não é, como poderia parecer, uma coisa abstrata; é a Pessoa mais concreta, mais próxima, aquela que muda a nossa vida. E como faz? Vejamos os Apóstolos. O Espírito não lhes tornou as coisas mais fáceis, não fez milagres espetaculares, não eliminou problemas nem opositores. Mas o Espírito trouxe para a vida dos discípulos uma harmonia que faltava: a Sua, porque Ele é harmonia.

Harmonia dentro do homem. Era dentro, no coração, que os discípulos precisavam de ser mudados. A sua história diz-nos que a própria visão do Ressuscitado não basta; é preciso acolhê-Lo no coração. De nada aproveita saber que o Ressuscitado está vivo, se não se vive como ressuscitados. E é o Espírito que faz viver e ressurgir Jesus em nós, que nos ressuscita dentro. Por isso Jesus, ao encontrar os Seus, repete: «A paz esteja convosco» (Jo 20, 19.21) e dá o Espírito. A paz não consiste em resolver os problemas a partir de fora – Deus não tira aos Seus tribulações e perseguições –, mas em receber o Espírito Santo.

Nisto consiste a paz, aquela paz dada aos Apóstolos, aquela paz que não livra dos problemas, mas, nos problemas, é oferecida a cada um de nós. É uma paz que torna o coração semelhante ao mar profundo: permanece tranquilo, mesmo quando as ondas estão revoltas à superfície. É uma harmonia tão profunda que pode até transformar as perseguições em bem-aventurança. Mas, em vez disso, quantas vezes permanecemos à superfície!

Em vez de procurar o Espírito, tentamos flutuar, pensando que tudo ficará bem se certo problema passar, se não virmos mais tal pessoa, se melhorar aquela situação. Mas isto é permanecer à superfície: superado um problema, chegará outro; e a ansiedade voltará. Não é afastando-nos de quem pensa diferente de nós que ficaremos tranquilos, não é resolvendo o problema presente que estaremos em paz. O ponto de mudança é a paz de Jesus, é a harmonia do Espírito.

Com a pressa que o nosso tempo nos impõe, parece que a harmonia esteja posta de lado: reclamados por uma infinidade de coisas, arriscamo-nos a explodir, solicitados por um nervosismo contínuo que nos faz reagir mal a tudo. E procura-se a solução rápida: uma pastilha atrás doutra para continuar, uma emoção atrás doutra para se sentir vivo, quando na verdade aquilo de que precisamos é sobretudo o Espírito.

É Ele que coloca ordem neste frenesi. É paz na ansiedade, confiança no desânimo, alegria na tristeza, juventude na velhice, coragem na prova. É Ele que, no meio das correntes tempestuosas da vida, mantém firme a âncora da esperança. Como nos diz hoje São Paulo, é o Espírito que nos impede de recair no medo, fazendo-nos sentir filhos amados (cf. Rm 8, 15). É o Consolador, que nos transmite a ternura de Deus. Sem o Espírito, a vida cristã desfia-se, privada do amor que tudo une.

Sem o Espírito, Jesus permanece um personagem do passado; com o Espírito, é pessoa viva hoje. Sem o Espírito, a Escritura é letra morta; com o Espírito, é Palavra de vida. Um cristianismo sem o Espírito é um moralismo sem alegria; com o Espírito, é vida.

O Espírito Santo produz harmonia não só dentro, mas também fora, entre os homens. Faz-nos Igreja, compõe partes distintas num único edifício harmónico. Explica-o bem São Paulo que, ao falar da Igreja, repete muitas vezes a palavra «diferente»: «diferentes carismas, diferentesatividades, diferentes ministérios» (cf. 1 Cor 12, 4-6). Somos diferentes, na variedade das qualidades e dos dons. O Espírito distribui-os com criatividade, sem rebaixar nem nivelar. E, a partir desta diversidade, constrói a unidade. Assim procede desde a criação, porque é especialista em transformar o caos em cosmo, em criar harmonia. É especialista em criar as diversidades, as riquezas; cada um a sua, diferente. Ele é o criador desta diversidade e, ao mesmo tempo, é aquele que harmoniza, que dá a harmonia e dá a diversidade. Somente Ele pode fazer estas duas coisas.

Hoje, no mundo, as desarmonias tornaram-se verdadeiras divisões: há quem tenha demais e há quem não tem nada, há quem procure viver cem anos e quem não pode vir à luz. Na era dos computadores, permanece-se à distância: mais “social”, mas menos sociais. Precisamos do Espírito de unidade, que nos regenere como Igreja, como Povo de Deus e como humanidade inteira. Há sempre a tentação de construir «ninhos»: reunir-se à volta do próprio grupo, das próprias preferências, o semelhante com o semelhante, alérgicos a toda a contaminação.

E do ninho à seita, o passo é curto, também dentro da Igreja. Quantas vezes se define a própria identidade contra alguém ou contra alguma coisa! Pelo contrário, o Espírito Santo junta os distantes, une os afastados, reconduz os dispersos. Funde tonalidades diferentes numa única harmonia, porque em primeiro lugar vê o bem, vê o homem antes dos seus erros, as pessoas antes das suas ações. O Espírito molda a Igreja, molda o mundo como espaços de filhos e de irmãos. Filhos e irmãos: substantivos que vêm antes de qualquer adjetivo.

Está na moda adjetivar, se não mesmo, infelizmente, insultar.  Podemos dizer que vivemos uma cultura do adjetivo que esquece o substantitvo das coisas; e também em uma cultura do insulto, que é a primeira resposta a uma opinião com a qual eu não compartilho. Depois damo-nos conta de que faz mal a quem é insultado, mas também a quem insulta. Retribuindo o mal com mal, passando de vítimas a verdugos, não se vive bem. Pelo contrário, quem vive segundo o Espírito leva paz onde há discórdia, concórdia onde há conflito. Os homens espirituais retribuem o mal com bem, respondem à arrogância com a mansidão, à maldade com a bondade, à barafunda com o silêncio, às maledicências com a oração, ao derrotismo com o sorriso.

Para ser espirituais, para saborear a harmonia do Espírito, é preciso colocar a sua visão à frente da nossa. Então as coisas mudam: com o Espírito, a Igreja é o Povo santo de Deus, a missão é o contágio da alegria, não o proselitismo, os outros são irmãos e irmãs amados pelo mesmo Pai. Mas, sem o Espírito, a Igreja é uma organização, a missão é propaganda, a comunhão é um esforço.  E tantas Igrejas fazem ações programáticas neste sentido de planos pastorais, de discussões sobre todas as coisas. Parace ser aquele o caminho a nos unir, mas este não é o caminho do Espírito, é o caminho da divisão. A primeira e a derradeira necessidade da Igreja é o Espírito (cf. São Paulo VI, Catequese na Audiência Geral de 29/XI/1972). Ele «vem aonde é amado, aonde é convidado, aonde é esperado» (São Boaventura, Sermão para o IV Domingo depois da Páscoa).

Irmãos e irmãs, rezemos-Lhe diariamente. Espírito Santo, harmonia de Deus! Vós que transformais o medo em confiança e o fechamento em dom, vinde a nós. Dai-nos a alegria da ressurreição, a perene juventude do coração. Espírito Santo, nossa harmonia! Vós que fazeis de nós um só corpo, infundi a vossa paz na Igreja e no mundo. Espírito santo, tornai-nos artesãos de concórdia, semeadores de bem, apóstolos de esperança.

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Vatican News

Papa: desenvolvimento de uma ecologia integral, chamado e dever

jun 8, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Vaticano - A necessidade de uma “conversão”, de uma mudança de direção e de mentalidade, capaz de superar uma visão imediatista e individualista, que pensa somente na “satisfação dos desejos imediatos” e não nas gerações futuras. Foi o que defendeu em síntese o Papa Francisco, ao encontrar na manhã deste sábado, 8,  na Sala Regia, no Vaticano, cerca de 500 participantes da Conferência Internacional  “A Doutrina Social da Igreja, das raízes à era digital”, promovida pela Fundação Centesimus Annus.

Desenvolvimento de uma ecologia integral sejam uma prioridade
O encontro deste ano refletiu sobre a Carta Encíclica ‘Laudato Si’ e sobre o chamado a uma conversão das mentes e dos corações, de forma “que o desenvolvimento de uma ecologia integral, torne-se sempre mais uma prioridade a nível internacional, nacional e individual”, disse o Pontífice ao dar as boas-vindas aos participantes do encontro. Francisco recordou que, quatro anos após a publicação da Encíclica, foi possível constatar “sinais de um aumento da consciência sobre a necessidade do cuidado da “casa comum”, citando “a adoção por parte de muitas nações dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas”, o “crescente investimento em fontes de energia renovável e sustentável, os novos métodos de eficiência energética” e uma “maior sensibilidade, especialmente entre os jovens, sobre temas ecológicos”.

Individualismo, consumismo e desperdício colocam em risco o bem comum
Não obstante estes progressos – observou – “ainda permanece um bom número de desafios e de problemas”, citando “o lento ou mesmo inexistente” progresso em alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o “uso impróprio dos recursos naturais” e “os modelos não inclusivos e não sustentáveis”, que “continuam a ter efeitos negativos sobre a pobreza, sobre o crescimento e sobre a justiça social”. Ademais, “o bem comum é colocado em risco por atitudes de excessivo individualismo, consumismo e desperdício”: “Tudo isso torna difícil promover a solidariedade econômica, ambiental e social e a sustentabilidade dentro de uma economia mais humana, que considere não apenas a satisfação de desejos imediatos, mas também o bem-estar das futuras gerações. Diante da enormidade de tais desafios, poder-se-ia facilmente desanimar, deixando espaço para a incerteza e a ansiedade.”

Transformação dos corações e mentes
Neste sentido, “a palavra ‘conversão’ adquire uma particular importância em nossa presente situação”, afirmou Francisco, frisando que “respostas adequadas aos problemas atuais não podem ser superficiais”: “De fato, o que é necessário é precisamente uma conversão, uma “mudança de direção”, ou seja, uma transformação dos corações e mentes. O compromisso para superar problemas como fome e insegurança alimentar, persistente desconforto social e econômico, degradação do ecossistema e “cultura do desperdício”, requer uma renovada visão ética, que saiba colocar no centro as pessoas, com o objetivo de não deixar ninguém à margem da vida. Uma visão que una em vez de dividir, que inclua ao invés de excluir. É uma visão transformada por ter bem presente a meta última e o objetivo de nosso trabalho, de nossos esforços, da nossa vida e de nossa passagem nesta terra”.

Chamado e dever
Assim “o desenvolvimento de uma ecologia integral é tanto um chamado como um dever”, salientou o Papa, “é um chamado a redescobrir a nossa identidade de filhos e filhas de nosso Pai Celeste, criados à imagem de Deus e encarregados de ser administradores da terra, recriados por meio da morte salvífica e a ressurreição de Jesus Cristo, santificados pelo dom do Espírito Santo”. Neste sentido, o apelo “para sermos mais solidários como irmãos e irmãs e a uma responsabilidade compartilhada pela casa comum, torna-se sempre mais urgente. Mudar o modelo de desenvolvimento global, abrindo um novo diálogo sobre o futuro de nosso planeta”, é a tarefa que está diante de nós.

E diante destes desafios, que por vezes podem nos atemorizar, o Papa concluiu encorajando os presentes a não perderem a esperança, “porque esta esperança está baseada no amor misericordioso do Pai celeste. Que suas discussões e seus esforços – foram os votos de Francisco – possam contribuir para uma profunda transformação em todos os níveis de nossas sociedades contemporâneas: indivíduos, empresas, instituições e políticas”.

FONTE
Vatican News

O Papa na Romênia: a 30º Viagem Apostólica de Francisco

mai 31, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Bucareste - Vinte anos depois de João Paulo II, o Papa retorna à Romênia. Francisco visitará não só Bucareste, como ocorreu com Wojtyla, mas também diferentes regiões, cada uma com a sua própria história e cultura, onde encontrará as diferentes comunidades católicas. Um país com uma maioria ortodoxa, em que os católicos são cerca de 7%.

Francisco chega a um país que saiu do comunismo 30 anos atrás, que desde 2007 faz parte da União Europeia, e neste semestre tem a Presidência da União Europeia; um país que olha para o futuro. Este primeiro dia será todo dedicado a Bucareste, a “pequena Paris”, assim chamada por causa dos belos edifícios do centro em estilo “liberty” e “art nouveau”. Uma cidade vivaz que recebe Francisco. Nas largas avenidas arborizadas ao longo caminho que do aeroporto leva o Papa até o coração da capital, bandeiras do Vaticano e da Romênia, e o povo que o espera.

O avião papal tocou terra às 05h09, hora de Brasília, 11h09 na Romênia. Francisco foi recebido pelo Presidente da Romênia, Klaus Werner Iohannis, de uma antiga família de saxões da Transilvânia, e sua esposa. Estes primeiros momentos serão marcados pela cerimônia de boas-vindas no complexo do Palácio Presidencial, ao Palácio Cotroceni, pela visita de cortesia ao Presidente, pelo encontro com a primeira-ministra da Romênia, Vasilica Viorica Dancila e, posteriormente, com as autoridades, a sociedade civil e o Corpo Diplomático.

A alegria da Igreja Ortodoxa
O ecumenismo será uma das características essenciais do dia de hoje e entrando no vivo depois do almoço, quando o Papa irá ao Patriarcado Ortodoxo Romeno, onde João Paulo II também esteve com Teoctistas. Um acontecimento esse que permaneceu no coração e na história, tanto que uma placa recorda o evento. A acolher Francisco será o Patriarca da Igreja Ortodoxa romena, Daniel, estimado teólogo, que também estudou em Estrasburgo e Friburgo. Em seguida, o encontro com o Sínodo permanente, um dos mais altos órgãos de decisão da Igreja Ortodoxa romena. Momento importante, também para os fiéis, será a Oração do Pai Nosso na nova catedral ortodoxa, a Catedral da Salvação do Povo, inaugurada em novembro passado e ainda não concluída, com medidas imponentes e uma esplêndida iconóstase no seu interior. O Patriarcado fez um forte convite a todos  para participarem do evento, como confirmado por Ionut Mavrichi, arquidiácono e vice-diretor do gabinete de imprensa do Patriarcado Ortodoxo. “O Papa é bem-vindo à Romênia”, disse, sublinhando que a Igreja Ortodoxa partilha a alegria da Igreja Católica pela visita de Francisco e recordando que a mensagem cristã de paz e unidade, de que a Europa precisa, pode contribuir para o futuro da sociedade.

O abraço da comunidade católica
O dia terminará com um encontro com a comunidade católica na catedral de São José, construída a partir de meados do século XIX. No interior, as relíquias do Beato Vladimir Ghika, sacerdote e mártir, e de São João Paulo II. O abraço com os fiéis católicos encerrará, portanto, este primeiro intenso dia de Francisco na Romênia, o “jardim da Mãe de Deus”, como a chamou também João Paulo II, tão querida ao povo romeno. Hoje o povo romeno recebe novamente o Papa, que chega como peregrino “para caminhar junto com os irmãos da Igreja Ortodoxa Romena e com os fiéis católicos”.

FONTE
Debora Donnini
Silvonei José
Vatican News

 

REGINA COELI > Francisco comenta o Evangelho do dia: “agir como uma comunidade em caminho”

mai 26, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano - O domingo (26) de tempo encoberto e com chuva em Roma foi iluminado pelas palavras do Papa Francisco durante a Oração Mariana do Regina Coeli, na Praça São Pedro. O Pontície comentou o Evangelho do dia (Jo, 14,23-29) quando Jesus se dirigiu aos Apóstolos na Última Ceia e falou “da obra do Espírito Santo”, o “Defensor”, que por meio dele apoiaria “na missão de levar o Evangelho para todo o mundo. Durante a sua vida terrena, Jesus transmitiu tudo o que queria confiar aos Apóstolos: cumpriu a Revelação Divina, isto é, tudo aquilo que o Pai queria dizer à humanidade com a encarnação do Filho.  A tarefa do Espírito Santo é aquela de recordar, isto é, de fazer compreender em plenitude e induzir a realizar concretamente os ensinamentos de Jesus.”

“Para realizar tudo isso que a Igreja não pode ficar estática mas, com a participação ativa de cada batizado, é chamada a agir como uma comunidade em caminho, animada e amparada pela luz e pela força do Espírito Santo que faz novas todas as coisas. Trata-se de se libertar dos laços mundanos representados pelos nossos pontos de vista, pelas nossas estratégias, pelos nossos objetivos, que muitas vezes sobrecarregam o caminho da fé; e nos colocar em dócil escuta da Palavra do Senhor. Assim é o Espírito de Deus que nos guia e guia a Igreja para que através dela brilhe o rosto autêntico, belo e luminoso, desejado por Cristo.”

Francisco enaltece o convite feito pelo Senhor, que nos convida a abrir o coração ao dom do Espírito Santo para nos guiar pelos caminhos da história e “para que possamos acolher a Palavra de Deus e testemunhá-la com a nossa vida. Ele, dia a dia, nos educa à lógica do Evangelho, à lógica do amor acolhedor, ‘nos ensinando tudo’ e ‘nos recordando tudo aquilo que o Senhor nos disse’.

FONTE 
Andressa Collet
Vatican News

“A fé verdadeira purifica dos apegos”, disse o Papa Francisco na abertura da Assembleia da Caritas Internacional

mai 23, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Celebração da Santa Missa na Basílica de São Pedro, na abertura da XXI Assembleia Geral da Caritas Internacional

Cidade do Vaticano – “Peçamos ao Senhor que nos livre do eficientismo, do mundanismo, da tentação sutil de render culto a nós mesmos e à nossa bravura. Peçamos a graça de acolher o caminho indicado pela Palavra de Deus: humildade, comunhão, renúncia.” Foi a exortação do Papa Francisco na missa celebrada na tarde desta quinta-feira (23/05) no Altar da Cátedra na Basílica de São Pedro, na abertura da XXI Assembleia Geral da Caritas Internacional.

Tendo presente a liturgia do dia, o Santo Padre desenvolveu sua reflexão na homilia a partir do trecho dos Atos dos Apóstolos que traz a primeira grande reunião da história da Igreja, em que os apóstolos e os anciãos se reuniram para examinar questões surgidas após uma situação inesperada: os pagãos que se convertiam à fé. Devem adequar-se, como os outros, também a todas as normas da Lei antiga?

O Pontífice ressaltou tratar-se de uma decisão difícil de ser tomada e o Senhor não estava mais presente. Uma pergunta espontânea: por que Jesus não tinha deixado uma sugestão para dirimir a discussão? Por que Jesus não tinha dado regras sempre claras e rapidamente resolutivas?

Tentação do eficientismo
Francisco apontou aí a tentação do eficientismo, do pensar que a Igreja caminha bem se mantém tudo sob controle, se vive sem turbulências, com a agenda sempre em ordem. Mas o Senhor não faz desse modo, observou. “O Senhor não manda uma resposta do céu, manda o Espírito Santo. E o Espírito não vem trazendo a agenda do dia, vem como fogo. Jesus não quer que a Igreja seja um modelo miniatura perfeito, que se compraz da própria organização e é capaz de defender seu bom nome. Jesus não viveu assim, mas em caminho, sem temer as agitações da vida. O Evangelho é o nosso programa de vida.”

Após lembrar que o Evangelho nos ensina que as questões não devem ser enfrentadas com uma receita pronta e que a fé não é uma tabela de marcha, mas o ‘Caminho’ a ser percorrido juntos, sempre juntos, com espírito de confiança”, Francisco reiterou que da narração dos Atos dos Apóstolos aprendemos três elementos essenciais para a Igreja em caminho: a humildade da escuta, o carisma do permanecer juntos, e a coragem da renúncia.

Coragem da renúncia
Atendo-se à coragem da renúncia, o Papa frisou que para os primeiros cristãos a questão em discussão tratava de tradições e preceitos importantes, que o povo eleito tinha muito a peito. Estava em jogo a identidade religiosa. Todavia, observou, escolheram que o anúncio do Senhor antecede e vale mais do que tudo. Para o bem da missão, para anunciar a todos, de modo transparente e crível, que Deus é amor, também aquelas convicções e tradições humanas que são mais obstáculo que ajuda, podem e devem ser deixadas. “A fé verdadeira purifica dos apegos. Para seguir o  Senhor é preciso caminhar rapidamente e para caminhar veloz é preciso aliviar o peso, mesmo se custa. Como Igreja, não somos chamados a comprometimentos empresariais, mas a ardores evangélicos.”

Deus não quer maquiagem, mas a conversão dos corações
E ao purificar-nos, ao reformar-nos, continuou, “devemos evitar a simulação, ou seja, o fingir mudar algo para que na realidade nada mude. Isso se dá, por exemplo, quando, para buscar estar passo a passo com os tempos, se faz de certo modo uma maquiagem na superfície das coisas, mas é somente maquiagem para parecer jovens. O Senhor não quer retoque cosméticos, quer a conversão do coração, que passa através da renúncia. Sair de si é a reforma fundamental.” Os primeiros cristãos alcançaram a coragem da renúncia partindo da humildade da escuta. Exercitaram-se no desinteresse por si mesmos: “vemos que cada um deixa o outro falar e é disponível a mudar as próprias convicções. Sabe escutar somente que deixa que a voz do outro entre realmente nele”, disse ainda.

Ouvir especialmente a voz dos pequenos e dos últimos
Francisco ressaltou que quem quer percorrer os caminhos da caridade, a humildade e a escuta significam ouvido disponível aos pequenos. “É sempre importante ouvir a voz de todos, especialmente dos pequenos e dos últimos. No mundo quem dispõe de mais meios fala mais, mas entre nós não pode ser assim, porque Deus ama revelar-se através dos pequenos e dos últimos. E a cada um pede que não olhe ninguém de cima para baixo.” Por fim, a escuta da vida: A Igreja faz discernimento não diante do computador, mas diante da realidade das pessoas. “Pessoas, antes dos programas, com o olhar humilde de quem sabe buscar nos outros a presença de Deus, que não mora na grandeza do que fazemos, mas na pequenez dos pobres que encontramos“.

Ser e sentir-se Igreja de Jesus, reunida em torno de Pedro
Da humildade da escuta à coragem da renúncia, tudo passa pelo carisma do estar juntos. De fato, “na discussão da primeira Igreja a unidade prevalece sempre sobre as diferenças. Para cada um, em primeiro lugar não estão as próprias preferências e estratégias, mas o ser e sentir-se Igreja de Jesus, reunida em torno de Pedro, na caridade que não cria uniformidade, mas comunhão”. É preciso estar próximo de Jesus, Pão partilhado. “Ajuda-nos estar diante do tabernáculo e diante de tantos tabernáculos vivos que são os pobres. A Eucaristia e os pobres, tabernáculo fixo e tabernáculos móveis: ali se permanece no amor e se absorve a mentalidade da fração do Pão”, concluiu.

FONTE
Raimundo de Lima
Vatican News

A mensagem do Papa no contexto do 5º Domingo da Páscoa

mai 19, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano -Como eu vos amei“: um amor “universal, incondicional e sem limites, que encontra seu ápice na Cruz”. Esta é a novidade no mandamento do amor, que Jesus confia aos discípulos antes de partir deste mundo. O Evangelho de João proposto pela liturgia para este V Domingo de Páscoa, inspirou a reflexão do Papa antes de rezar o Regina Coeli com os milhares de peregrinos de várias partes do mundo presentes na Praça São Pedro, em um domingo chuvoso.

Francisco começou explicando que o Evangelho do dia nos leva até o Cenáculo, justamente “para nos fazer escutar algumas das palavras que Jesus dirigiu aos discípulos no “discurso de despedida”, antes de sua Paixão. Depois de ter lavado os pés dos Doze, diz a eles: ‘Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outro‘”.

A novidade
Em que sentido Jesus chama esse mandamento de ‘novo’?”, pergunta o Papa, recordando que “já no Antigo Testamento Deus havia ordenado aos membros do seu povo para amar o próximo como a si mesmo”. E o próprio Jesus  – acrescenta o Santo Padre – dizia a quem lhe perguntava sobre qual era o maior mandamento da Lei que “o primeiro é amar a Deus de todo o coração e o segundo amar o próximo como a si mesmo”. Então, qual é a novidade, porque o chama de “novo mandamento“?:

Na Paixão, o ensinamento do amor total
E foi pensando na Paixão e na agonia de Cristo, que “os discípulos compreenderam o significado daquelas palavras: “Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outro.” Jesus nos amou primeiro – recorda Francisco – nos amou apesar de nossas fragilidades, nossas limitações e nossas fraquezas humanas: “Foi Ele quem nos fez dignos de seu amor que não conhece limites e nunca acaba. Ao nos dar o novo mandamento, ele nos pede que nos amemos mutuamente não somente e não tanto com o nosso amor, mas com o seu, que o Espírito Santo infunde em nossos corações se o invocarmos com fé. Deste modo – e somente assim – podemos nos amar mutuamente não somente como amamos a nós mesmos, mas como Ele nos amou, isso é, imensamente mais”.

Do amor de Cristo na Cruz brota uma força transformadora
O amor de Deus por nós – afirmou o Papa – é muito maior do que o amor que nós temos por nós mesmos. E tendo consciência disto, “podemos espalhar por toda parte a semente do amor que renova as relações entre as pessoas e abre horizontes de esperança“. “ Jesus sempre abre horizontes de esperança, o seu amor abre horizontes de esperançaUm amor, que “nos torna homens novos, irmãos e irmãs no Senhor, e faz de nós o novo povo de Deus, isto é, a Igreja, na qual todos são chamados a amar a Cristo e n’Ele a amar-se mutuamente“.

O amor que se manifestou na Cruz de Cristo e que Ele nos chama a viver é a única força que transforma nosso coração de pedra em um coração de carne; a única força capaz de transformar o nosso coração é o amor de Jesus, se nós também amarmos com este amor. E este amor nos torna capazes de amar nossos inimigos e perdoar aqueles que nos ofenderam“.

Sou capaz de perdoar a quem me fez mal?
E o Papa faz uma pergunta, para cada um responder em seu coração: “Sou capaz de amar os meus inimigos? Todos temos pessoas, não sei se inimigos, mas que não estão de acordo conosco, que estão “do outro lado”; ou alguém tem pessoas que lhe fizeram mal. Eu sou capaz de amar estas pessoas? Aquele homem, aquela mulher que me fizeram mal, que me ofenderam. Sou capaz de perdoá-los? Cada um responda em seu coração”. O amor de Jesus – completou o Papa – nos faz ver o outro como um atual ou futuro membro da comunidade dos amigos de Jesus; nos estimula ao diálogo e nos ajuda a escutar-nos e conhecer-nos reciprocamente. O amor nos abre para o outro, tornando-se a base dos relacionamentos humanos. Torna capazes de superar as barreiras da próprias fraquezas e preconceitos.” Que a Virgem Maria nos ajude com sua materna intercessão – foi o pedido do Pontífice ao concluir -  a receber de seu Filho Jesus o dom do seu mandamento e do Espírito Santo a força para praticá-lo na vida cotidiana.

Canonesas de la Cruz
Ao saudar os peregrinos e os diversos grupos presentes na Praça São Pedro, o Santo Padre dirigiu uma cordial saudação aos responsáveis pela Comunidade de Santo Egídio, provenientes de diversos países; aos peregrinos poloneses, em particular os escoteiros, acompanhados pelo Ordinário Militar, vindos no 75º aniversário da batalha de Montecassino, mas também às “Canonesas da Cruz, no centenário de sua fundação”. A Congregação foi fundada em Lima em 1919 por Madre Teresa da Cruz (no século, Teresa Candamo Álvarez-Calderon (1875-1953)), com a aprovação do arcebispo de Lima, Dom Emilio Francisco Lisson Chaves. As “Canonesas de la Cruz” propõe ao seu nome a sigla C.d.I.C. Como Instituto Diocesano, foi aprovado em 16 de setembro de 1919. Seu Estatuto, por sua vez, em 1925. O carisma principal é a catequeses e a animação litúrgica nas paróquias. As religiosas estão presentes na Argentina, Chile, Peru, Venezuela, Albânia, Itália. A Casa Geral é em Lima.

FONTE
Jackson Erpen
Vatican News

SOLIDARIEDADE > Distribuição de alimentos para Moradores em Situação de Rua em Roma

mai 17, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Iniciativa acontece na noite desta sexta-feira (17)

Cidade do Vaticano – Na noite desta sexta-feira (17), os moradores de rua que circundam as proximidades da Praça São Pedro irão receber comida feita e distribuída pelos presos da Ilha Solidária de Roma, uma entidade que há mais de 50 anos hospeda detentos com prisão domiciliar e permissões especiais ou ainda que já cumpriram a pena, mas se encontram sem apoio familiar e em dificuldade financeira. A janta especial será oferecida a partir das 21h na Via della Conciliazione, com o apoio dos voluntários católicos da Obra Divino Redentor.

Jantar solidário está na terceira edição
Serão servidas 40 refeições, pratos compostos por almôndegas, verduras e uma variedade de frutas. Tudo feito em casa pelos próprios presos, engajados numa nova experiência solidária, depois daquelas vividas em janeiro e abril deste ano. Alguns deles tiveram a permissão especial dos juízes e estarão na rua para distribuir os pratos junto com os voluntários católicos, enquanto que outros detentos ficarão responsáveis pela cozinha, na produção e divisão das refeições.

O presidente da Ilha Solidária explica que “é um gesto de solidariedade que já está se tornando num hábito para os nossos hóspedes. Com grande atenção e dedicação, eles se empenham na preparação e na distribuição das refeições, aceitando a cada vez a se colocar em jogo para ajudar que mais precisa. Tenho a certeza que esse é o melhor modo para ajudá-los a redescobrir o papel que podem desenvolver na sociedade”. Segundo dados divulgados pela Fundação do Divino Redentor, são mais de 8 mil os moradores de rua que precisam de ajuda em Roma.

FONTE
Andressa Collet
Vatican News 

ESMOLARIA APOSTÓLICA: “O braço da caridade do Papa”

mai 16, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa saúda o Esmoler, cardeal Krajewski, ao fazer doação de um Fiat á Esmolaria Apostólica

Cidade do Vaticano - A caridade da Igreja remonta aos tempos dos apóstolos. Jesus afirma que no final da vida seremos julgados pelo amor, o amor concreto de cada dia (Mt 25,31-46). São Tiago nos recorda fortemente que a fé sem obras é morta em si mesma: “Meus irmãos, que adianta alguém dizer que tem fé, quando não tem as obras? A fé seria capaz de salvá-lo? Imaginai que um irmão ou uma irmã não têm o que vestir e que lhes falta a comida de cada dia; se então algum de vós disser a eles: “Ide em paz, aquecei-vos” e “Comei à vontade”, sem lhes dar o necessário para o corpo, que adianta isso?” Tg 2,14-16).

As origens da Esmolaria Apostólica
Nas primeiras comunidades cristãs, eram os diáconos, em particular, que cuidavam dos pobres. Mais tarde os Papas, como bispos de Roma, confiaram a tarefa da caridade ao chamado Esmoler: este nome aparece pela primeira vez em uma Bula de Inocêncio III, no século XIII. A Esmolaria nasce formalmente neste período. Leão XIII, o Papa da primeira Encíclica social, a Rerum novarum (1891), confia à Esmolaria a faculdade de conceder a Bênção Apostólica através de pergaminhos. O Papa Pecci denunciava as dramáticas condições daquela que ele chamou de “a infinita multidão de proletários“, explorada por “um número muito pequeno de super ricos” e mobilizava toda a Igreja para que apoiasse os pobres criados pela Revolução Industrial.

Contas e aluguéis
Hoje, justamente graças aos recursos provenientes dos pergaminhos, além de outras doações, a Esmolaria pode ajudar em nome do Papa aqueles que passam por dificuldades. Em 2018, cerca de 3 milhões e meio de euros foram destinados àqueles que não podiam pagar aluguel, contas de luz e gás, medicamentos e necessidades básicas. Uma cifra ligeiramente superior àquela de 2017. As ajudas chegam a todos, sem distinções, muitos são italianos e romanos: não se deve esquecer que o Papa é o bispo de Roma.

Ajuda aos verdadeiros pobres
Geralmente são os párocos que escrevem ao Esmoler: eles indicam quem realmente precisa. O Esmoler envia ao pároco um cheque, que depois destina o valor a quem tem necessidade, acompanhado por um bilhete: “Doação do Santo Padre”. A ajuda não passa por associações ou por várias entidades: chega diretamente à pessoa que o pároco considera em verdadeiro estado de necessidade. As contribuições que são enviadas a outros países, são solicitadas pelos Núncios espalhados por todo o mundo.

Um trabalho silencioso
A Esmolaria realiza todos os dias, em silêncio, sua atividade: sustenta refeitórios para os pobres, administra um ambulatório médico-sanitário sob a Colunata de Bernini, dedicado à “Mãe da Misericórdia“, juntamente com os chuveiros e a barbearia para os sem-teto, além do dormitório na Via dei Penitenzieri, pertinho do Vaticano.

Dar de acordo com a lógica do Evangelho
O atual Esmoler, cardeal Konrad Krajewski, é considerado “o braço da caridade do Papa“. Sua principal tarefa – diz – é “esvaziar a conta do Santo Padre para os pobres, segundo a lógica do Evangelho“.

FONTE 
Sergio Centofanti
Vatican News

Domingo do Bom Pastor: a mensagem do Papa Francisco

mai 12, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano – Poucos minutos após celebrar a Eucaristia e ordenar 19 novos sacerdotes para a sua diocese, o Bispo de Roma foi ao balcão da janela de seu escritório para o tradicional momento da oração mariana dominical que, nesta época do Ano Litúrgico, é o Regina Coeli.

Nossa intimidade com Jesus
Neste domingo (12/05), milhares de pessoas o aguardavam para ouvir suas palavras e em seguida, rezar com ele. Francisco iniciou refletindo sobre o Evangelho do dia, conhecido como o do Bom Pastor. “O Bom Pastor – Jesus – está atento a cada um de nós, nos procura e nos ama, dirigindo-nos a sua palavra, conhecendo em profundidade o nosso coração, os nossos desejos e as nossas esperanças, bem como os nossos fracassos e as nossas decepções. Acolhe-nos e ama-nos como somos, com os nossos pontos fortes e fracos. Para cada um de nós ‘dá a vida eterna’: isto é, oferece-nos a possibilidade de viver uma vida plena, sem fim. Além disso, nos guarda e nos guia com amor, ajudando-nos a percorrer as trilhas mais arriscadas que surgem no caminho da vida”.

Assim sendo, completou o Papa, devemos corresponder às atitudes ternas e carinhosas do Senhor, manter intimidade com Ele, segui-lo, saindo do labirinto dos caminhos errados, abandonando o comportamento egoísta, para nos colocarmos nos novos caminhos da fraternidade e do dom de nós mesmos, imitando-o. Ou seja, viver nossa relação com Cristo em plena confiança e familiaridade.

Apresentá-lo a quem não O conhece
Desta forma, podemos também atrair para Ele as pessoas que o procuram, mas talvez sem o saber. Há muitas pessoas, que só Deus conhece em seus corações, e que já são Suas ‘ovelhas’, mas precisam de um irmão ou irmã para levá-las a Jesus Cristo. Poder fazer isso é uma grande graça e uma grande alegria!”. Neste sentido, concluiu o Papa, “que Maria, Mãe de Cristo Bom Pastor, ajude os chamados ao sacerdócio e à vida consagrada a acolher com alegria e disponibilidade o convite de Cristo para ser seus colaboradores mais diretos no anúncio do Evangelho e no serviço do Reino de Deus no nosso tempo”.

Mães, obrigado por tutelar o valor da família
Francisco rezou a oração do Regina Coeli e concedeu a todos a sua bênção apostólica e se despediu dos fiéis, romanos, e peregrinos com uma saudação inicial a todas as Mães do mundo, pedindo um aplauso a elas e recordando aquelas que continuam, ‘do céu’, a velar por nós com suas orações. Em seguida o Papa chamou à sua janela dois sacerdotes recém-ordenados e com eles, abençoou novamente todos os presentes.

FONTE 
Vatican News

CNBB: 57ª Assembleia chega ao fim com nova Presidência e Diretrizes

mai 10, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Assembleia CNBB

Aparecida > Concluiu-se nesta sexta-feira com a tomada de posse da nova presidência a 57ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida. A Santa Missa no Santuário Nacional foi presidida pelo arcebispo de Belo Horizonte (MG), dom Walmor Oliveira de Azevedo, novo presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. No dia de ontem foram eleitos os últimos presidente de Comissões de Pastoral. Dom Ricardo Hoepers, bispo de Rio Grande (RS) foi eleito, em primeiro escrutínio, por maioria absoluta dos votos, como presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Dom Nelson Francelino, bispo de Valença (RJ), foi eleito para a presidência da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude para o próximo quadriênio. E dom Joaquim Giovani Mol, bispo auxiliar da arquidiocese de Belo Horizonte (MG), foi eleito para presidir a Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Nos dias passados foi eleita a nova presidência: dom Walmor sucede ao Arcebispo de Brasília (DF), o cardeal dom Sérgio da Rocha. Primeiro vice – Presidente: o arcebispo de Porto Alegre (RS), Dom Jaime Spengler, foi eleito como primeiro vice-presidente; o segundo vice-presidente é o bispo de Roraima, dom Mário Antônio da Silva. Secretário Geral: foi eleito como novo secretário-geral da CNBB, o bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ), dom Joel Portella Amado.

Novas Diretrizes Gerais
Outro momento importante dessa Assembleia Geral foi a aprovação por parte dos bispos das Novas Diretrizes Gerais da Ação Evagelizadora da Igreja no Brasil para o próximo quadriênio (2019 a 2023). O foco central das Novas Diretrizes é mais uma vez um novo chamado de retorno às fontes para olhar  a experiência das comunidades primitivas e inspirados por elas formar, no hoje da história e na realidade urbana, comunidades eclesiais missionárias.

O padre Manoel de Oliveira Filho, membro da Comissão do Texto Central fala de quatro pilares das Diretrizes: a) Palavra de Deus e a iniciação à vida cristã; O pilar do Pão que é a casa sustentada pela liturgia e sobre a espiritualidade; o pilar da Caridade que é a casa sustentada sobre o acolhimento fraterno e sobre o cuidado com as pessoas, especialmente os mais frágeis e excluídos e invisíveis; o pilar da Missãoporque é impossível fazer uma experiência profunda com Deus na comunidade eclesial que não leve, inevitavelmente, à vida missionária. A realidade urbana, fragmentada, carregada de luz e de sombras, mas também cheia de potencialidades, é definida pelo padre muito mais do que um lugar social geográfico mas como uma mentalidade e cultura. “Nesta realidade a Igreja é convidada a ser presença. Como casa. Como comunidade eclesial missionária”, reafirmou.

A diretrizes, segundo ele, apontam para um rumo muito bonito, porque partem de uma perspectiva de encontro com Deus e com os irmãos, numa dinâmica de acolhida, de portas abertas, de ir ao encontro, de espera e acolhida ativa para formar as comunidades. As Igrejas e comunidades são convidadas, segundo o que propõe as novas diretrizes, a serem luzeiros no meio do mundo. O religioso afirmou que as comunidades podem estar em qualquer lugar: no condomínio, numa praça, no trabalho. “Mas também nas paróquias, comunidades, nos colégios católicos, nas obras sociais”, disse.

As novas diretrizes apontam para rumos
e horizontes muito bonitos de avanço, de comprometimento

Após a assembleia, o religioso aponta que todas as instâncias, as pastorais e organismos, e as Igrejas particulares, toda vida eclesial precisam entrar mesmo neste rumo, na direção apontadas pelas Diretrizes. “Seguir este caminho, acreditar no projeto e proposta. Vamos todos precisar, como todo a vida de Igreja, fazer um caminho de conversão, ler estudar, colocar na mente e descer para o coração para transformar em realidade”, conclui.

FONTE
Silvonei José
Vatican News

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