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“URBI ET ORBI” | A bênção do Papa no Domingo de Páscoa

abr 1, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano – Exortação ao diálogo e pedidos de frutos de paz para o mundo inteiro, a começar pela “martirizada Síria”, Terra Santa, continente africano, península coreana, Ucrânia, Venezuela, as crianças e os idosos. Os dramas vividos por milhões de pessoas em cada uma destas partes do globo foram recordados pelo Papa Francisco em sua mensagem Urbi et Orbi na Páscoa da Ressurreição. Mas mesmo diante disto,  existe a esperança, pois “a morte, a solidão e o medo não têm a última palavra”.

Papa na varanda central da Basílica São Pedro

Mensagem “Urbi et Orbi”
Jesus, Morto pelo pecado do mundo, permaneceu dois dias no sepulcro, mas na sua morte estava contido todo o poder do amor de Deus, e “nós cristãos, acreditamos e sabemos que a ressurreição de Cristo é a verdadeira esperança do mundo, aquela que não desilude”, disse o Santo Padre: “É a força do grão de trigo, a do amor que se humilha e oferece até ao fim e que verdadeiramente renova o mundo. Esta força dá fruto também hoje nos sulcos da nossa história, marcada por tantas injustiças e violências. Dá frutos de esperança e dignidade onde há miséria e exclusão, onde há fome e falta trabalho, no meio dos deslocados e refugiados – frequentemente rejeitados pela cultura atual do descarte – das vítimas do narcotráfico, do tráfico de pessoas e da escravidão dos nossos tempos”.

Síria
Ao recordar da “amada e martirizada Síria, cuja população está exausta por uma guerra que não vê fim”, o Pontífice pediu que “a luz de Cristo Ressuscitado ilumine as consciências de todos os responsáveis políticos e militares, para que coloquem fim imediatamente ao extermínio em andamento”, respeitando o direito humanitário e facilitando o acesso das ajudas humanitárias aos “nossos irmãos e irmãs que têm necessidade urgente” e assegurando condições adequadas para o retorno dos deslocados.

Terra Santa
O Papa desejou “frutos de reconciliação” para o Iêmen, o Oriente Médio, para a Terra Santa – “também nestes dias ferida por conflitos” que não poupam os inocentes – pedindo que “o diálogo e o respeito recíproco prevaleçam sobre as divisões e sobre a violência” e que “nossos irmãos em Cristo, que não raro sofrem abusos e perseguições, possam ser testemunhos luminosos do Ressuscitado e da vitória do bem sobre o mal”.

África
Frutos de esperança” foi a súplica do Santo Padre pelas populações do continente africano que anseiam por uma vida mais digna, em particular nas áreas afetadas “pela fome, por conflito endêmicos e pelo terrorismo”. Neste continente, o Papa citou o Sudão do Sul, pedindo que “a paz do Ressuscitado cure as feridas, abra os corações ao diálogo e à compreensão recíproca”.

Não esqueçamos as vítimas deste conflito, especialmente as crianças!” sublinhou, pedindo que “não falte a solidariedade às pessoas obrigadas a abandonaram as próprias terras “e privadas do mínimo necessário para viver”.

Península coreana
Frutos de diálogo” foi o que implorou o Santo Padre para a Península coreana, para que os colóquios em andamento “promovam a harmonia e a pacificação da região”, e que os responsáveis diretos “ajam com sabedoria e discernimento” para promover o bem do povo coreano.

Ucrânia
Frutos de paz”, com o fortalecimento dos passos em direção à concórdia e a facilitação para as iniciativas humanitária em favor das populações necessitadas foi o desejo de Francisco para a Ucrânia.

Venezuela
Para o povo venezuelano o Pontífice suplicou “frutos de consolação”, recordando a mensagem do episcopado local que afirmava que no  país se vive uma espécie de “terra de ninguém”. Assim, Francisco pede que “pela força da Ressurreição do Senhor Jesus” possa ser encontrado “o caminho justo, pacífico e humano para sair o mais rápido possível da crise política e humanitária” e que “não faltem acolhida e assistência àqueles, entre os seus filhos, são obrigados a abandonar o próprio país”.

Crianças e idosos
O Papa pediu “frutos de vida nova” para as crianças, “que devido às guerras e à fome, crescem sem esperança, privadas de educação e de assistência sanitária” e também pelos idosos “descartados pela cultura egoísta, que deixa de lado quem não é “produtivo””. Por fim, o pedido de “frutos de sabedoria” por aqueles que têm responsabilidades políticas, para que “respeitem sempre a dignidade humana” e que estejam a serviço “do bem comum”, assegurando “desenvolvimento e segurança aos próprios cidadãos”.

Recordando que “a morte, a solidão e o medo não têm a última palavra”, e que a força do amor de Deus “derrota o mal, lava as culpas, restitui a inocência aos pecadores, a alegria aos aflitos, dissipa o ódio, quebra a dureza dos poderosos, promove a concórdia e a paz”, o Papa Francisco desejou a todos “Boa Páscoa”. Ao final, o Santo Padre concedeu a todos a Bênção Pascal com a Indulgência Plenária, segundo a forma estabelecida pela Igreja:

Bênção Urbi et Orbi
(
fórmula em latim):

Sancti Apostoli Petrus et Paulus: de quorum potestate et auctoritate confidimus ipsi intercedant pro nobis ad Dominum.

R: Amen.

Precibus et meritis beatæ Mariae semper Virginis, beati Michaelis Archangeli, beati Ioannis Baptistæ, et sanctorum Apostolorum Petri et Pauli et omnium Sanctorum misereatur vestri omnipotens Deus; et dimissis omnibus peccatis vestris, perducat vos Iesus Christus ad vitam æternam.

R: Amen.

Indulgentiam, absolutionem et remissionem omnium peccatorum vestrorum, spatium verae et fructuosae poenitentiæ, cor semper penitens, et emendationem vitae, gratiam et consolationem Sancti Spiritus; et finalem perseverantiam in bonis operibus tribuat vobis omnipotens et misericors Dominus.

R: Amen.

Et benedictio Dei omnipotentis, Patris et Filii et Spiritus Sancti descendat super vos et maneat semper.

R: Amen.

 

FONTE 
Vatican News

MISSA DO CRISMA: Papa abre o Tríduo Pascal no Vaticano

mar 29, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano – O Papa Francisco abriu o Tríduo Pascal no Vaticano na manhã desta Quinta-feira Santa presidindo a Missa do Crisma. Os sacerdotes renovaram seu compromisso e os óleos dos Catecúmenos (usados nos batizados) e dos Enfermos (para a Unção dos doentes) foram abençoados e o óleo do Crisma (usado no sacramento do Crisma) consagrado.

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Evangelizar estando sempre próximo do povo: assim como Jesus – narra o Evangelho de Lucas – o padre de hoje deve assumir este desafio e cumpri-lo. “Ser um pregador de estrada, um mensageiro de boas novas”: em sua homilia, o Papa sugeriu aos padres esta opção, que foi a de Deus: “A pedagogia da encarnação, da inculturação; não só nas culturas distantes, mas também na própria paróquia, na nova cultura dos jovens… ”

Estar ‘sempre ‘ e falar com todos
Como definir um padre como “próximo” das pessoas? Para Francisco, ele deve estar “sempre” perto e “falar com todos”: com os grandes, com os pequenos, com os pobres, com aqueles que não creem… assim como o Apóstolo Filipe, pregador de estrada, que ia de terra em terra, anunciando a Boa-Nova da Palavra, inundando as cidades de alegria.

A proximidade é a chave do evangelizador, porque é uma atitude-chave no Evangelho, mas é também a chave da verdade”, ressaltou o Papa, lembrando que esta é também fidelidade e que não devemos cair na tentação de fazer ídolos com algumas verdades abstratas. Francisco improvisou e falou da ‘cultura do ajetivo’, um hábito ‘feio’… “Porque a ‘verdade-ídolo’ se mimetiza, usa as palavras evangélicas como um vestido, mas não deixa que lhe toquem o coração. E, pior ainda, afasta as pessoas simples da proximidade sanadora da Palavra e dos Sacramentos de Jesus”.

O modelo da proximidade materna
E quem nos é mais próximo do que a “Mãe”? Segundo o Papa, podemos invocá-La como “Nossa Senhora da Proximidade”, que caminha conosco, luta conosco e aproxima-nos incessantemente do amor de Deus, a fim de que ninguém se sinta excluído. Francisco sugeriu para meditação três âmbitos de proximidade sacerdotal que podem ressoar com o mesmo tom materno de Maria no coração das pessoas com quem falamos: o âmbito do acompanhamento espiritual, o da Confissão e o da pregação.

Diálogo, confissão e pregação
No diálogo espiritual, o Papa mencionou modelo o encontro do Senhor com a Samaritana: que soube trazer à luz o pecado sem ensombrar a oração de adoração nem pôr obstáculos à sua vocação missionária. A passagem da mulher adúltera foi o exemplo citado para a proximidade na Confissão: assim como Jesus, usar o tom da verdade-fiel, que permita ao pecador olhar em frente e não para trás. O tom justo do “não tornes a pecar” é o do confessor que o diz disposto a repeti-lo setenta vezes sete.

Por último, a proximidade do sacerdote no âmbito da pregação: “Quanto estamos próximos de Deus na oração e quão próximo estamos do nosso povo na sua vida diária?”. A resposta do Papa é: “Se te sentes longe de Deus, aproxima-te do seu povo, que te curará das ideologias que te entorpeceram o fervor. As pessoas simples te ensinarão a ver Jesus de outra maneira”

E explicou que “o sacerdote vizinho, que caminha no meio do seu povo com proximidade e ternura de bom pastor (e, na sua pastoral, umas vezes vai à frente, outras vezes no meio e outras vezes ainda atrás), as pessoas não só o veem com muito apreço; mas vão mais além: sentem por ele qualquer coisa de especial, algo que só sente na presença de Jesus”.

A proximidade do ‘sim’
Dirigindo-se diretamente aos sacerdotes, Francisco elevou uma prece a Maria, “Nossa Senhora da Proximidade” pedindo que mantenha os sacerdotes unidos no tom, “para que, na diversidade das opiniões, se torne presente a sua proximidade materna, aquela que com o seu «sim» nos aproximou de Jesus para sempre”.

FONTE
Vatican News

O Papa Francisco e o alimento: relação distante do desperdício

mar 27, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano - ”Bom domingo e bom almoço!” são os já tradicionais votos do Papa Francisco aos milhares de fiéis reunidos na Praça São Pedro, ao concluir a oração do Angelus da janela do apartamento pontifício. Por trás destes votos, um convite para fazer uma boa refeição, cuidando de si, de sua saúde, mas também sem esquecer as pessoas ao lado e partilhando o alimento com quem tem necessidade. E o Papa não se constrange em sentar à mesa com quem quer que seja, onde quer que vá. Já o vimos almoçando com pessoas pobres na Sala Paulo VI, com os funcionários no bandejão do Vaticano, com jovens em Cracóvia e em tantos outros lugares.

Livro de F. Alborghetti  "A tavola con Papa Francesco"

Ademais, por ter decidido não morar no apartamento pontifício mas viver na Casa Santa Marta, divide a mesa com hóspedes ficos e visitantes ocasionais. Citando estes exemplos e muitos outros, o italiano Roberto Alborghetti lança um olhar original sobre o primeiro Papa latino-americano com o livro ”À mesa com Papa Francisco – A comida na vida de Jorge Mario Bergoglio”. Com prefácio do sobrinho Ignacio Bergoglio, o livro repassa as principais etapas do caminho percorrido pelo cardeal arcebispo de Buenos Aires, desde a infância até os dias de hoje. Mas – e a originalidade do livro está nisto – é que sua história é revisitada de uma forma que conjuga alimentos terrestres com alimentos espirituais.

Desperdício
Rejeitando categoricamente qualquer desperdício, assim como as desigualdades e o consumo cego e desenfreado, o Papa privilegia a “cozinha dos restos”, que reaproveita ao máximo os alimentos, também no respeito à natureza e aos produtos, fruto do trabalho dos homens e dom de Deus. Conta-se que certa vez, Francisco foi até a cozinha da Casa Santa Marta e disse às cozinheiras: “Por favor, não joguem fora a água do cozimento da chicória. Eu a tomo com gosto. É boa e faz bem”.

O alimento na transmissão de valores
Não poucas vezes, o Papa Francisco usou a comida e recordações da infância para transmitir valores, expressar sua preocupação com a fome ou pedir uma melhor distribuição. Em uma homilia na Santa Marta, falou do valor e do simbolismo do pão e do pecado que era jogar fora este alimento precioso. E certa vez ao falar sobre a mentira, recordou as bolachas que sua avó preparava com uma massa leve, que cresciam muito, mas quando iam comer, estavam ocas por dentro. E “assim são as mentiras: parecem grandes, porém por dentro não têm nada, não há nada de verdadeiro ali”.

Origens italianas
Alborhetti recorda que Jorge Mario Bergoglio vem de uma modesta família ítalo-argentina, “de longas Missas dominicais” e que defende que “compartilhar a comida é um momento para próximo. É fonte de relação. É hospitalidade. E é escutar os que te rodeiam. Comer juntos é uma acção muito evocativa e simbólica”. De fato, foram os avós piemonteses do Papa – Giovanni e Rosa – que transmitiram a ele “o saber gastronômico”, que incluída também o gosto pela polenta, pelas castanhas e maçãs, pelos “tagliolini” e os queijos.

O livro, ricamente ilustrado, oferece quarenta receitas simples, da tradição popular, inspiradas por reuniões, viagens, experiências, memórias de infância do Papa : frango grelhado no forno da avó, vieiras com ervilhas e nata, costeletas ao estilo de Milão, risoto ao açafrão, pão de ló com mate e, como não poderia faltar, tradicionais receitas com carne argentina.

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Vatican News

DOMINGO DE RAMOS | Uma mensagem especial aos jovens

mar 25, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano - Neste Domingo de Ramos (25/03), o Papa presidiu missa na Praça São Pedro diante de dezenas de milhares de pessoas. Antes, no centro da Praça, junto ao obelisco, Francisco abençoou os ramos e as oliveiras. Foi feita a leitura do Evangelho de Marcos e no sagrado, a narração da Paixão de Cristo.

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Jornada Mundial da Juventude
Grande parte dos fiéis eram jovens de Roma que aderiram à celebração diocesana da XXXIII Jornada Mundial da Juventude que teve o tema “Não tenhas medo, Maria! Encontraste graça junto a Deus” (Lc 1,30). Após a celebração da Eucaristia, antes da Benção Apostólica, foram entregues ao Papa as conclusões da Reunião pré-Sinodal realizada nesta semana no Vaticano em preparação ao Sínodo dos Bispos de outubro próximo sobre a Juventude.

Alegria e sofrimento
Em sua homilia, o Papa propôs uma reflexão evocando os sentimentos contrastantes de discípulos e fariseus quando Jesus entra em Jerusalém. “Nesta celebração, parecem cruzar-se histórias de alegria e sofrimento, de erros e sucessos que fazem parte da nossa vida diária como discípulos, porque consegue revelar sentimentos e contradições que hoje em dia, com frequência, aparecem também em nós, homens e mulheres deste tempo: capazes de amar muito… mas também de odiar (e muito!); capazes de sacrifícios heroicos mas também de saber ‘lavar-se as mãos’ no momento oportuno; capazes de fidelidade, mas também de grandes abandonos e traições”

Nesta narração evangélica fica evidente que a alegria suscitada em alguns por Jesus é motivo de incômodo e irritação para outros. A alegria é a de tantos pecadores perdoados que reencontraram ousadia e esperança; e o desconforto é o daqueles que que se consideram justos e ‘fiéis’ à lei e aos preceitos rituais.  Como é difícil, para quem procura justificar-se e salvar-se a si mesmo, compreender a alegria e a festa da misericórdia de Deus! Como é difícil, para quantos confiam apenas nas suas próprias forças e se sentem superiores aos outros, poder compartilhar esta alegria!

O Papa lembrou o grito ‘Crucifica-O!’ emerso entre o povo: a voz de quem manipula a realidade criando uma versão favorável a si próprio e não tem problemas em ‘tramar’ os outros para ele mesmo se ver livre. O grito de quem não tem escrúpulos em procurar os meios para reforçar a sua posição e silenciar as vozes dissonantes”.

As intrigas da autossuficiência
É o grito de quem deseja defender a sua posição, desacreditando especialmente quem não se pode defender. É o grito produzido pelas ‘intrigas’ da autossuficiência, do orgulho e da soberba, que proclama sem problemas: “crucifica-O, crucifica-O! É o grito que pretende cancelar a compaixão

Mas, ressaltou o Pontífice, perante todas estas vozes que gritam, o melhor antídoto é olhar a cruz de Cristo e deixar-se interpelar pelo seu último grito. Cristo morreu, gritando o seu amor por cada um de nós: por jovens e idosos, santos e pecadores, amor pelos do seu tempo e pelos do nosso tempo.

Alegria torna o jovem difícil de ser manipulado
No dia em que a Igreja, em cada diocese no mundo, celebra a sua Jornada da Juventude, o Papa se dirigiu diretamente aos jovens: “Queridos jovens, a alegria que Jesus suscita em vós é, para alguns, motivo de irritação, porque um jovem alegre é difícil de manipular. Calar os jovens é uma tentação que sempre existiu. Há muitas maneiras de tornar os jovens silenciosos e invisíveis; muitas maneiras de os anestesiar e adormecer para que não façam ‘barulho’, para que não se interroguem nem ponham em discussão. Há muitas maneiras de os fazer estar tranquilos, para que não se envolvam, e os seus sonhos percam altura tornando-se fantastiquices rasteiras, mesquinhas, tristes. Neste Domingo de Ramos, em que celebramos o Dia Mundial da Juventude, faz-nos bem ouvir a resposta de Jesus aos fariseus de ontem e de todos os tempos: «Se eles se calarem, gritarão as pedras» (Lc 19, 40).

Não fiquem calados
Cabe a vós não ficar calados. Se os outros calam, se nós, idosos e responsáveis – muitas vezes corruptos – silenciamos, se o mundo se cala e perde a alegria, pergunto-vos: vós gritareis? Por favor, decidi-vos antes que gritem as pedras...”.

FONTE 
Vatican News

TELEFONEMA DO PAPA: a declaração da Sala de Imprensa

mar 22, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano – Devido às inúmeras solicitações que continuam a chegar à redação do Vatican News de língua portuguesa sobre um eventual  telefonema do Papa Francisco à mãe da vereadora Marielle Franco nos dias passados, assassinada no Rio de Janeiro,  pedindo confirmação ou não do mesmo, eis o que podemos dizer: segundo declaração nesta manhã de quinta-feira do Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Greg Burke,  “os telefonemas do Santo Padre são privados. A Sala de Imprensa não confirma, nem desmente”.

Greg Burke, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé

FONTE 
Vatican News

Adeus ao astrofísico britânico Stephen Hawking

mar 15, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano – Faleceu na noite de quarta-feira (14/03) em Cambridge, o físico e pesquisador britânico Stephen William Hawking, aos 76 anos. Era o cientista mais popular desde Albert Einstein: um gênio que desvendou segredos do universo enquanto lutava contra a doença degenerativa Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).

Stephen Hawking no Vaticano, novembro de 2016

O encontro com 4 Papas
Membro desde 1986 da Pontifícia Academia de Ciências, o cientista foi recebido por 4 Papas: Paulo VI em abril de 1975, João Paulo II em outubro de 1981, Bento XVI em outubro de 2008 e Francisco, em novembro de 2016.

Genialidade e fama precoces
Hawking nasceu em 8 de janeiro de 1942 em Oxford, na Inglaterra. Aos 8 anos se mudou para St. Albans, cidade localizada a cerca de 30 km de Londres. Foi professor de Matemática em Cambridge e dirigiu o departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica da mesma universidade. Em 1974 se tornou um dos mais jovens membros da Royal Society, com apenas 32 anos. “ Muitos de seus trabalhos se concentraram em alinhar a relatividade à teoria quântica para explicar a criação e o funcionamento do Universo ”

Autor de 14 livros, sua obra mais popular foi “Um breve história do tempo”, best-seller lançado em 1988 que detalhava a lógica dos buracos negros a todo o universo. Em 2014, a história de sua vida foi narrada no filme “A teoria de tudo”, vencedor de um Oscar.

Adaptação à doença
Hawking também se tornou um símbolo de determinação por ser portador da ELA e ter sobrevivido décadas. Aos 21 anos foi diagnosticado com a doença que acaba com os neurônios motores, as células nervosas responsáveis pelos movimentos do corpo e perdeu progressivamente sua capacidade de se mover, falar, engolir e até respirar.

A cadeira de rodas e a crescente dificuldade para se comunicar não o impediram, no entanto, de seguir sua carreira, já que sua capacidade intelectual permaneceu intacta. Dependente de um sistema de voz computadorizado para se comunicar, o astrofísico prosseguiu trabalhando até o fim, sem perder sua curiosidade e humildade diante dos mistérios da ciência.

Morte em família
“Estamos profundamente entristecidos porque nosso querido pai faleceu. Era um grande cientista e um extraordinário homem cujo legado perdurará por muitos anos”, escreve a família, em nota. “ Sua coragem e persistência, brilho e humorismo inspiraram pessoas em todo o mundo. Sentiremos sempre sua falta” Stephen Hawking faleceu ‘pacificamente’ em sua casa, circundado por seus três filhos Lucy, Robert e Tim.

FONTE
Vatican News

AUDIÊNCIA GERAL | Papa segue com Catequese sobre as partes da Missa

mar 14, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano – O “Pai Nosso” e a fração do Pão, como parte da Liturgia Eucarística da Santa Missa, foram o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira. O dia de céu azul e a temperatura de 11°C permitiram que o tradicional encontro voltasse a ser realizado na Praça São Pedro. Devido à chuva e ao grande número de fiéis nas duas últimas semanas, a catequese do Papa teve de ser acompanhada por telões por parte do público, acomodado dentro da Basílica de São Pedro.

Papa Francisco na Audiência Geral na Praça São Pedro

Pai Nosso
Francisco começou explicando aos 14 mil fiéis presentes na Praça, que à ação de Jesus de tomar o pão e o cálice de vinho, dar graças e partir o pão, “corresponde na Liturgia Eucarística da Missa a fração do Pão, precedida pela oração que o Senhor nos ensinou”, o Pai Nosso. Desta forma, começamos os ritos da Comunhão. Mas o Pai Nosso – sublinhou o Papa – “não é uma das tantas orações cristãs, mas ‘a oração dos filhos de Deus’, a grande oração. Foi Jesus que nos ensinou o Pai Nosso”, pois faz ressoar em nós “os mesmos sentimentos de Jesus Cristo”:

“Quando nós rezamos o Pai Nosso, rezamos como Jesus rezava. É a oração que fez Jesus, e a ensinou a nós (…). É tão bonito rezar como Jesus!” Renascidos pelo Batismo “ousamos dirigir-nos a Deus chamando-o de ‘Pai’”. De fato, “ninguém poderia chamá-lo com familiaridade de Abbà, Pai,  sem ter sido gerado por Deus, sem a inspiração do Espírito, como ensina São Paulo”:

“Mas, devemos pensar: ninguém pode chamá-lo “Pai” sem a inspiração do Espírito Santo. Mas quantas vezes existem pessoas que dizem “Pai Nosso”, mas não sabem o que dizem. Porque sim, é o Pai, mas tu sentes que quando dizes “Pai” ele é o Pai, o teu Pai, o Pai da humanidade, o Pai de Jesus Cristo? Tu tens uma relação com este Pai? “Ah, não… não havia pensado”. Quando nós rezamos o Pai Nosso, nos ligamos com o Pai que nos ama , mas é o Espírito que faz esta ligação, este sentimento de ser filhos de Deus”. “Que oração melhor do que esta ensinada por Jesus pode dispor-nos à Comunhão sacramental com Ele?”, pergunta Francisco. “Nenhuma!”, responde.

Esta mesma oração é rezada pela manhã e à tarde, nas Laudes e nas Vésperas, de forma que “a atitude filial com Deus e de fraternidade com o próximo, contribui para dar forma cristã aos nossos dias”.

Perdão
Ao rezar o Pai Nosso, pedimos “o pão de cada dia”, imploramos “a remissão de nossos pecados” e “para sermos dignos de receber o perdão de Deus, nos comprometemos a perdoar a quem nos ofendeu”: “E isto não é fácil, hein! Perdoar as pessoas que nos ofenderam não é fácil, é uma graça que devemos pedir: “Senhor, ensina-me a perdoar como tu me perdoaste”. É uma graça, hein! Com as nossas forças não podemos. É uma graça do Espírito Santo perdoar”.

Assim, abrindo o coração a Deus, “o Pai Nosso nos predispõe também ao amor fraterno”. Também pedimos a Deus que “nos livre do mal, que no separa d’Ele e nos divide de nossos irmãos”. E tudo isto nos prepara para a Comunhão. O que pedimos no Pai Nosso – prosseguiu o Santo Padre – é prolongado pela oração do sacerdote, “que em nome de todos suplica: ‘Livra-nos Senhor de todo o mal e concede a paz aos nossos dias’”.

O dom da paz 
Então se pede a Cristo que o dom da sua paz – que é diferente da paz que o mundo dá – “faça crescer a Igreja na unidade e na paz, segundo a sua vontade”, e com um gesto concreto, saudamo-nos uns aos outros, “expressando a comunhão eclesial e o amor recíproco”. “No Rito Romano – explicou o Papa – a saudação da paz, desde a antiguidade colocada antes da Comunhão, é ordenada à Comunhão Eucarística”, pois segundo advertência de Paulo, “não é possível comunicar ao único Pão que nos torna um só corpo em Cristo, sem reconhecer-se pacificados pelo amor fraterno”.

“A paz de Cristo não pode arraigar-se em um coração incapaz de viver a fraternidade e de recompô-la depois de tê-la ferido. A paz dá o Senhor. Também o Senhor nos dá a graça de perdoar aqueles que nos ofenderam”.

A fração do Pão
O gesto da paz é seguido pela “fração do Pão”, que desde o tempo apostólico deu o nome a toda a celebração. Referindo-se ao episódio dos Discípulos de Emaús, Francisco recorda que o gesto realizado por Jesus durante a Última Ceia de partir o Pão, “ é o gesto revelador que permitiu aos discípulos reconhecê-lo após a sua ressurreição”.

Cordeiro de Deus
A fração do Pão Eucarístico é acompanhada pelo “Cordeiro de Deus”, “figura com que João Batista indicou em Jesus, “aquele que tira o pecado do mundo”. “A imagem bíblica do cordeiro fala da redenção”, recordou o Pontífice. E “no Pão Eucarístico, partido pela vida do mundo, a assembleia orante reconhece o verdadeiro Cordeiro de Deus, ou seja, o Cristo Redentor, e suplica a ele: “tende piedade de nós…dai-nos a paz”.

“Tenha piedade de nós, dai-nos a paz, são invocações que, da oração do Pai Nosso à fração do Pão, nos ajudam a dispor o espírito para participar ao banquete eucarístico, fonte de comunhão com Deus e com os irmãos”. “Não esqueçamos a grande oração: aquela que ensinou Jesus, e que é a oração com a qual ele rezava ao Pai. E esta oração nos prepara para a comunhão”. Ao concluir, o Papa Francisco convidou os fiéis presentes a rezarem juntos o Pai Nosso.

FONTE
Vatican News

Há 5 anos o Papa Francisco era eleito

mar 13, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Momento de alegria e compartilha com crianças

Cidade do Vaticano - Cinco anos atrás, no dia 13 de março de 2013, era eleito Papa Francisco. Alguns dados para sintetizar esses anos de Pontificado: duas encíclicas (Lumen fidei, sobre a fé, que continua o que fora escrito por Bento XVI e Laudato si, sobre o cuidado da casa comum, preservar a Criação não é dever dos verdes, mas dos cristãos), duas Exortações apostólicas (Evangelii gaudium, texto programático do Pontificado para uma Igreja em saída, fortemente missionária, e Amoris laetitia sobre o amor na família), 23 Motu próprio (reforma da Cúria Romana, gestão e transparência econômica, reforma do processo de nulidade matrimonial, tradução de textos litúrgicos, com indicações para uma maior descentralização e mais poderes às Conferências Episcopais), dois Sínodos sobre a família, um Jubileu dedicado à Misericórdia, 22 viagens internacionais com mais de 30 países visitados e 17 visitas pastorais na Itália, 8 ciclos de catequese na audiência geral das quartas-feiras (Profissão de fé, Sacramentos, Dons do Espírito Santo, Igreja, família, misericórdia, esperança cristã, Santa Missa), quase 600 homilias sem texto nas Missas em Santa Marta, mais de 46 milhões de seguidores no Twitter e mais de 5 milhões no Instagram. Sem contar os inúmeros discursos, mensagens e cartas, e os milhões de homens, mulheres e crianças de todo o mundo, encontrados, abraçados, acariciados.

Uma igreja com as portas abertas
O primeiro Papa jesuíta, primeiro proveniente das Américas, primeiro com o nome do Pobrezinho de Assis, Francisco, 265º Sucessor de Pedro, deseja uma Igreja com as portas abertas que saiba anunciar a todos a alegria e a frescor do Evangelho. Uma igreja acolhedora, “onde há espaço para todos com sua vida fadigada”, não um dogma que controle a graça em vez de facilitá-la. Uma Igreja que corra o risco de ser “ acidentada, ferida e suja” para chegar e estar no meio do povo, em vez de uma Igreja doente pelo fechamento e o conforto de se apegar às suas próprias seguranças”. Pede para abandonar um estilo defensivo e negativo, de mera condenação, para propor a beleza da fé, que é encontrar Deus.

O Espírito Santo perturba
O convite de Francisco é um convite para deixar-se surpreender pelo Espírito Santo, o verdadeiro protagonista da Igreja, que continua a falar e a nos contar coisas novas. Uma das palavras fortes do Pontificado, Francisco a pronunciou em Istambul em novembro de 2014: o Espírito Santo “perturba”, porque “move, faz caminhar, empurra a Igreja a ir para frente”, enquanto é muito mais fácil e mais seguro” reclinar-se nas próprias posições estáticas e inalteradas”. É muito mais reconfortante acreditar que a verdade seja “possuir” um pacote de doutrinas, muito bem confeccionado, que possamos gerenciar bem, ao invés de pertencermos nós mesmos à Verdade: é o Espírito que nos guia à verdade toda inteira. O cristão ainda tem muito a aprender porque Deus revela-se cada vez mais. Tanto que Francisco pode dizer que ele tem muitas dúvidas: “em um sentido positivo” – explica – “são um sinal de que queremos conhecer melhor Jesus e o mistério de seu amor por nós”. “Essas dúvidas nos fazem crescer”. Também Pedro, diante dos pagãos pôde dizer: ““Estou compreendendo que Deus não faz discriminação entre as pessoas. Pelo contrário, ele aceita quem o teme e pratica a justiça, qualquer que seja a nação a que perten­ça” (Atos 10: 34-35). Cresce a inteligência da fé.

Papa de direita ou de esquerda?
Inicialmente, todos ou quase falavam bem de Francisco. Aos poucos as críticas chegaram. Uma boa notícia recordando as palavras de Jesus: “Ai de vocês quando todos falarão bem de vocês”. A direita acusa o Papa de ser comunista, porque ele ataca o atual sistema econômico liberal: “é injusto na raiz”, “esta economia mata”, prevalece a “lei do mais forte” que “come o mais fraco”. E fala demais sobre os migrantes e sobre os pobres: hoje “os excluídos não são só explorados, mas são resíduos, são restos”. A esquerda, acusa o Papa de estar parado em questões éticas: defende a vida, contra o aborto e a eutanásia: “não é ser progressista pretender resolver problemas eliminando uma vida humana”. Defende a família baseada no matrimônio entre um homem e uma mulher, condena a teoria do gênero, “erro da mente humana” e a ditadura do pensamento único e as colonizações ideológicas, também nas escolas, que correm o risco de se tornarem campos de reeducação. Ele adverte sobre questões da diminuição do direito à objeção de consciência. Ele observa a proliferação de direitos individuais, “individualistas”, diz, mas sem se preocupar com os deveres, e enquanto se fala de novos direitos – afirma – há pessoas que ainda passam fome.

Crítica interna
Aumentaram também as críticas dentro da Igreja. Há quem que até mesmo chama de herege o Papa, que diz que rompe com a Tradição secular da Igreja, que se irrita porque “bate” em quem está perto e acaricia quem está distante; há quem o contrapõe aos Papas precedentes. No entanto, Bento XVI já havia convidado a refletir sobre o discernimento para a Comunhão aos divorciados e recasados em certos casos especiais. João Paulo II já havia respondido a Dom Lefebvre, 40 anos atrás, explicando o verdadeiro significado da Tradição que “tem origem nos Apóstolos, progride na Igreja sob a assistência do Espírito Santo”. De fato, “a compreensão, tanto das coisas quanto das palavras transmitidas, cresce (…) com a reflexão e o estudo dos crentes”. Mas é “acima de tudo contraditória” – afirmava São João Paulo II – “uma noção de Tradição que se opõe ao Magistério universal da Igreja, do qual é detentor o Bispo de Roma e o Corpo dos Bispos. Não se pode permanecer fiel à Tradição, rompendo o vínculo eclesial com o qual Cristo mesmo, na pessoa do apóstolo Pedro, confiou o ministério da unidade na sua Igreja”. “A autodestruição ou o fogo amigo – afirma o Papa Francisco – é o perigo mais sorrateiro. É o mal que ataca de dentro; e, como disse Cristo, todo reino dividido acaba em ruínas”. O Papa cita frequentemente o diabo: é Ele que tenta destruir a Igreja. A sua “é uma guerra suja” e “nós ingénuos estamos ao seu jogo”.

Canteiros abertos
Duas ações fortemente promovidas por Francisco estão ainda em andamento: a primeira é a reforma da Cúria, devido à complexidade da reorganização de uma instituição secular (“fazer reformas em Roma é como limpar a Esfinge do Egito com uma escova de dentes” disse o Papa, citando Dom De Mérode). Mas também os escândalos, como Vatileaks2, não detém Bergoglio. A segunda ação é a luta contra os abusos sexuais na Igreja. Alguns membros da Pontifícia Comissão para a Proteção dos Menores, criada por Francesco, renunciaram, denunciando resistências e atrasos. O Papa reitera a “tolerância zero” porque “não há lugar no ministério para aqueles que abusam de crianças”. E vai avante.

Diplomacia da paz
Francisco promove a cultura do encontro, em campo ecuménico, inter-religiosos, na frente social e política e no nível meramente humano. Ele se move em direção à unidade, mas sem cancelar as diferenças e as identidades. Importante o seu papel no desgelo entre os Estados Unidos e Cuba, assim como no processo de paz na Colômbia e na África Central. Ataca quem fabrica e vende armas. Ao mesmo tempo denuncia fortemente as perseguições dos cristãos, talvez hoje mais graves do que ontem, no “silêncio cúmplice de tantas potências” que podem detê-las. Lança apelos contra o tráfico de seres humanos, “uma nova forma de escravidão”.

Tempo de misericórdia, mas até um certo ponto
É incontestável que a palavra central deste pontificado seja “misericórdia”: é o sentido da Encarnação do Verbo. É uma palavra que escandaliza. Francisco percebe isso. Deus é excessivo no amor pelas suas criaturas. No entanto, há um limite: a corrupção. O corrupto é quem não sabe que é corrupto, que recusa a misericórdia divina. E Deus não se impõe. Existe um juízo final. É por isso que o Papa sempre propõe o capítulo 25 do Evangelho de Mateus: “Eu estava com fome e você me deu comer…”. No ocaso da vida, seremos julgados pelo amor.

Menos clericalismo na Igreja, mais espaço aos leigos, mulheres e jovens
Francisco se opõe ao clericalismo, porque o pastor deve “servir” e ter “o cheiro das ovelhas”. Ele afirma que os leigos devem descobrir cada vez mais sua identidade na Igreja: eles não devem permanecer à margem das decisões. Basta com os “bispos piloto”. Relança o papel das mulheres, mas olhando para o seu mistério, não à sua funcionalidade: não se trata de uma luta pelo poder ou de reivindicações impossíveis, como o sacerdócio. Trata-se de refletir sobre a hermenêutica da mulher porque – reitera – Maria é mais importante do que os Apóstolos. Convida os jovens a terem um maior protagonismo e a incomodarem os pastores com sua criatividade.

Evangelizadores com Espírito
O Papa pede a todos os cristãos que sejam “evangelizadores com Espírito” para “anunciar a novidade do Evangelho com audácia, em voz alta e em todos os momentos e lugares, também contracorrente”, tocando “a carne sofrida dos outros”, dando “razão da nossa esperança, mas não como inimigos que apontam o dedo e condenam”. “Se eu consigo ajudar uma só pessoa a viver melhor – afirma Francesco – isso já é suficiente para justificar o dom da minha vida”.

FONTE 
Sergio Centofanti e Silvonei José
Vatican News

Papa celebra Missa e comenta Evangelho do dia

mar 12, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano – O Papa Francisco começou a semana celebrando a missa na capela da Casa Santa Marta. Na homilia, comentou o Evangelho do dia, em que Jesus dirige uma crítica ao funcionário do rei que vai até a Galiléia para pedir a cura do filho doente. “Se não virdes sinais e prodígios, não acreditais”, é a crítica de Jesus, que parece perder a paciência com o fato de o prodígio ser a única coisa que conta: “Onde está a fé? Ver um milagre, um prodígio e dizer: ‘Mas Tu tens a potência, Tu és Deus’, sim, é um ato de fé, mas pequenino assim. Porque é evidente que este homem tem um poder forte; mas ali começa a fé, que depois deve ir avante. Onde está o seu desejo de Deus? Porque a fé é isto: ter o desejo de encontrar Deus, encontrá-Lo, estar com Ele, ser feliz com Ele.”

Papa celebra a missa na Casa Santa Marta

Mas qual é, ao invés, o grande milagre que o Senhor realiza? A primeira leitura extraída do livro do profeta Isaías explica isso, disse o Papa: “Eis que eu criarei novos céus e nova terra. Haverá alegria e exultação sem fim em razão das coisas que eu vou criar”. O Senhor atrai o nosso desejo para a alegria de estar com Ele. “Quando o Senhor passa na nossa vida e faz um milagre em cada um de nós, e cada um de nós sabe o que o Senhor fez na sua vida, ali não termina tudo: este é o convite a ir avante, a continuar a caminhar, ‘buscar a face de Deus’, afirma o Salmo; buscar esta alegria.”

O milagre, portanto, é somente o início e o Papa se questiona o que pensará Jesus de muitos cristãos que param ali na primeira graça recebida, que não caminham, como as pessoas que, no restaurante, se saciam com a entrada e voltam para casa sem saber que o melhor está por vir. “Porque existem muitos cristãos parados, que não caminham; cristãos atolados nas coisas de todos os dias – bons, bons! – mas não crescem, permanecem pequenos. Cristãos estacionados: se estacionam. Cristãos enjaulados que não sabem voar com o sonho a esta bela coisa para a qual o Senhor nos chama”.

É uma pergunta que cada um pode fazer, prosseguiu Francisco. “Como é o meu desejo? (…) Busco o Senhor assim? Ou tenho medo, sou medíocre? (…) Qual é a medida do meu desejo? A entrada ou todo o banquete?” E concluiu: é importante “proteger o próprio desejo: não se ajeitar muito, ir mais além, arriscar. O verdadeiro cristão arrisca, sai da segurança”.

FONTE 
Vatican News

24 HORAS PARA O SENHOR | Programação

mar 9, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

 

“Em Ti se encontra o perdão” (Salmo 130)

 

DIA 09 (Sexta-feira)

05h30 = Abertura com Via Sacra, Missa e Exposição do Santíssimo

07h = 1º Terço e Adoração Santíssimo = Ademilde

08h = 2º Terço e Adoração Santíssimo = Dulce

09h = 3º Terço e Adoração Santíssimo = Fatiminha

10h = 4º Terço e Adoração Santíssimo = André e Renaldo

11h = 5º Terço e Adora Santíssimo = Maria Sônia

12h = Bênção com Santíssimo = Pe. Luiz

          Ângelus

          Liturgia das Horas = Beto

13h = 6º Terço e Oração Silenciosa = Cristina

14h = 7º Terço e Oração Silenciosa = Vera Pagotto

15h = Missa = P. Comboniano

15h30 – Exposição do Santíssimo = P. Luiz

16h – Terço da Misericórdia – Beto

17h = 9º Terço e Adoração Santíssimo = Alduíno e Inês

18h = 10º Terço, Oração do Ângelus e Adoração Silenciosa

19h = 11º Terço e Adoração Santíssimo – Maria Elisa

20h = 12º Terço e Adoração Santíssimo – Rose e Claudio

21h = 13º Terço e Adoração Santíssimo – Rosangela e Valtinho

22h = 14º Terço e Adoração Santíssimo – Maria de Lurdes e Família

23h = Missa com a Bênção do Santíssimo = P. Luiz

DIA 10 (Sábado)

05h – Exposição Santissimo = P. Luiz

         15º Terço e Adoração Santíssimo – Grupo de Oração

06h – 16º Terço e Adoração ao Santíssimo – Agda e Sirlei

07h – Missa de Encerramento = P. Luiz

 

CONFISSÕES 
Sexta-feira, 9 de Março

09 às 11h = Pe. Comboniano

14 às 16h = Pe. Comboniano

16 às 18h = Pe. Luiz Caputo

20 às 22h = Pe. Luiz Caputo

 

INFORMAÇÕES 
17. 3215.9201

 

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