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AUDIÊNCIA GERAL > Papa inicia série de catequeses inspirada na Carta aos Gálatas

jun 23, 2021   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

2021.06.23 Udienza Generale

Quarenta minutos: este foi o tempo que o Papa Francisco dedicou a cumprimentar e saudar os fiéis e peregrinos cada vez mais numerosos no Pátio São Dâmaso, onde se realiza a Audiência Geral. Não obstante o calor, Francisco não deixou de fazer brincadeiras, ouvir confidências, assinar teses e livros e abençoar quem se aperta para ter pelo menos um segundo da atenção do Papa. Já diante do microfone, o Pontífice iniciou um novo ciclo de catequeses. O tema agora será inspirado no apóstolo Paulo, mais precisamente em Carta aos Gálatas.

“É uma Carta muito importante, diria até decisiva, não só para conhecer melhor o Apóstolo, mas sobretudo para considerar alguns dos temas que ele aborda em profundidade, mostrando a beleza do Evangelho. Parece escrita para os nossos tempos”, explicou o Pontífice.

As primeiras comunidades cristãs
Entre os temas a serem explorados nas próximas semanas, estão a conversão, a liberdade, a graça e o modo de vida cristão, mas a primeira temática abordada por Francisco foi a obra de evangelização realizada pelo Apóstolo, que visitou as comunidades da Galácia pelo menos duas vezes durante as suas viagens missionárias. Sabe-se que os gálatas eram uma antiga população celta que, através de muitas vicissitudes, se estabeleceu na extensa região da Anatólia que tinha a sua capital na cidade de Ancira, hoje Ankara, capital da Turquia.

Paulo relata apenas que, por causa de uma doença, viu-se obrigado a permanecer naquela região – fato que indica que o caminho da evangelização nem sempre depende da nossa vontade e dos nossos projetos, mas requer a disponibilidade a deixar-nos plasmar e seguir outros caminhos que não estavam previstos.

A chegada dos “abutres”
Para o Papa, é interessante notar a preocupação pastoral de Paulo, pois havia muitos infiltrados semeando teorias contrárias aos seus ensinamentos, chegando ao ponto de o difamar. Como alguém dizia, notou o Pontífice, “vêm os abutres a destruir a comunidade. Como podemos ver, é uma prática antiga apresentar-se em certas ocasiões como o único possuidor da verdade e procurar menosprezar o trabalho dos outros, até com a calúnia”, afirmou.

Entre as intrigas, os adversários argumentaram que os Gálatas teriam de renunciar à sua identidade cultural e os mesmos se encontravam numa situação de crise. Para eles, que conheceram Jesus e acreditaram na obra de salvação realizada através da sua morte e ressurreição, foi verdadeiramente o início de uma nova vida, mas se sentiam desorientados e incertos sobre como se comportar e a quem ouvir.

“Pensemos em alguma comunidade cristã ou diocese: começam as histórias e depois acabam por desacreditar o pároco, o bispo. É precisamente o caminho do maligno, dessas pessoas que dividem e não sabem construir. E nesta Carta aos Gálatas vemos este procedimento.”

Uma situação que se apresenta também hoje, constatou Francisco: “Ainda hoje, não faltam pregadores que, especialmente através dos novos meios de comunicação, se apresentam não para anunciar o Evangelho de Deus que ama o homem em Jesus Crucificado e Ressuscitado, mas para reiterar com insistência, como verdadeiros ‘guardiães da verdade’, qual é a melhor maneira de ser cristão.”

A liberdade oferecida por Cristo
Estas pessoas afirmam que o verdadeiro cristianismo é aquele a que estão ligados, frequentemente identificado com certas formas do passado, e que a solução para as crises de hoje é voltar atrás para não perder a genuinidade da fé. Também hoje, como outrora, existe a tentação de se fechar em algumas certezas adquiridas em tradições passadas. O traço distintivo dessas pessoas, segundo o Papa, é a rigidez: “Diante da pregação do Evangelho que nos torna livres, nos faz alegres, estes são rígidos”.

Mas é o próprio Apóstolo que indica o caminho a seguir, e é o caminho libertador e sempre novo de Jesus Crucificado e Ressuscitado; é o caminho do anúncio, que se realiza através da humildade e da fraternidade; “os novos pregadores não conhecem o significado da humildade, da fraternidade”; é o caminho da confiança mansa e obediente, que os novos pregadores não conhecem, na certeza de que o Espírito Santo age em cada época da Igreja. “Em última instância, a fé no Espírito Santo presenta na Igreja nos leva avante e nos salvará.”

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Vatican News

ANGELUS > Francisco fala sobre o “poder suave e extraordinário da oração”

jun 20, 2021   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Praça São Pedro durante o Angelus deste domingo 20 de junho

Na oração mariana do Angelus deste domingo (20), o Papa Francisco falou sobre o texto do Evangelho de Marcos no qual Jesus com os discípulos no barco, acalmou a tempestade. No texto, os discípulos são deixados levar pelo medo, assustados, olhando as violentas ondas e ficam perplexos ao ver Jesus, na popa, dormindo sobre um travesseiro. E gritam-lhe: “Mestre, não te importa que pereçamos?” Partindo da atitude dos discípulos, o Papa Francisco nos recorda: “Muitas vezes nós também, assaltados pelas provações da vida, gritamos ao Senhor: ‘Por que ficas em silêncio e não fazes nada por mim?’”. Devemos lembrar, continua o Papa que “apesar de estar dormindo, Jesus está lá e compartilha com seus discípulos tudo o que está acontecendo. Seu sono, se por um lado nos surpreende, por outro nos põe à prova”. E explica:

“O Senhor, de fato, espera que o envolvamos, que o invoquemos, que o coloquemos no centro do que vivemos. Seu sono nos provoca a acordar. Porque, para ser discípulos de Jesus, não basta crer que Deus está presente, que existe, mas é preciso se envolver com Ele, é preciso também levantar nossa voz com Ele, gritar a Ele”

Chamar Deus através da oração
Francisco continua: “O Evangelho nos diz que os discípulos se aproximam de Jesus, acordam-no e falam com ele”. Este é o começo de nossa fé: “Reconhecer que sozinhos não somos capazes de permanecer à tona. A fé começa com a crença de que não somos suficientes para nós mesmos, com o sentimento de necessidade de Deus”. “Quando superamos a tentação de nos fecharmos em nós mesmos – continua o Papa – quando superamos a falsa religiosidade que não quer perturbar Deus, quando clamamos a Ele, Ele pode fazer maravilhas em nós. É o poder suave e extraordinário da oração que faz milagres”.

Olhar na direção certa
Depois de Jesus perguntar aos discípulos: ‘Por que tendes medo? Ainda não tendes fé’? nos damos conta que devemos olhar para Jesus e não se deixar levar pelo medo.  E Francisco conclui: “Quantas vezes ficamos olhando para os problemas em vez de irmos ao Senhor e lançarmos nossas preocupações n’Ele! Quantas vezes deixamos o Senhor em um canto, no fundo do barco da vida, para despertá-lo apenas no momento da necessidade!” Por fim o Papa pede: “não cansemos de buscar o Senhor, de bater na porta de Seu Coração”, desejando ainda, “Que a Virgem Maria, que em sua vida nunca deixou de confiar em Deus, redescubra em nós a necessidade vital de nos confiarmos a Ele todos os dias”.

FONTE
Vatican News

CNBB reza pelas 500 mil vítimas do novo coronavírus

jun 19, 2021   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

O Brasil se aproxima da lamentável marca de 500 mil pessoas vítimas do novo coronavírus. Nesse contexto de luto, perdas e necessidade de esperança e consolo, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) prepara orações, homenagens e mobilizações sociais para fazer memória de tantos brasileiros e brasileiras que partiram e para ressaltar a mensagem de que “toda vida importa”. A triste marca deve ser alcançada nesse sábado, 19 de junho. Dessa forma, a CNBB escolheu a data para a promoção de atividades de sensibilização.

Programação
O arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, preside a Santa Missa na intenção das 500 mil vítimas da Covid-19 no Brasil, no sábado, às 15h. A celebração será no Santuário Nossa Senhora da Piedade, em Caeté (MG), com transmissão pelas redes sociais da CNBB e por emissoras de TV de inspiração católica. No horário de início da missa, todas as dioceses serão convidadas a tocar os sinos.

Solidariedade
Para o bispo auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, a iniciativa da CNBB, com apoio de outras entidades, “é um ato de solidariedade, de esperança de compromisso para tentar fazer o Brasil um pouco melhor”. Ele acredita que todas as pessoas que, de algum modo, têm o mínimo de sensibilidade no coração devem parar nesse momento para refletir. “É um número simbólico, meio milhão de pessoas é muita gente”, destacou dom Joel.

O momento de oração e as manifestações que devem ocorrer durante esta semana representam, segundo dom Joel, “um gesto de presença junto ao povo brasileiro e de solidariedade também com toda as pessoas tiveram covid-19 e, mais ainda, tiveram entes queridos mortos pela covid-19 em alguma situação de desassistência, com demora de vacina, desestímulo a medidas sanitárias todas – distanciamento, máscaras e afins”. O momento de oração possibilitará que “cada um, independentemente do que creia ou não, possa parar, pensar e refletir”.

FONTE
Conferência Nacional
dos Bispos do Brasil

“CORAÇÃO SANTO, TU REINARÁS, O NOSSO ENCANTO, SEMPRE SERÁS!”

jun 9, 2021   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Entre os símbolos usados, ao menos na cultura ocidental, o coração, em suas mais diversas representações, ocupa um lugar singular. Mesmo sem o respaldo da ciência, convencionou-se ver o coração como centro e fonte da vida e do sentimento para a pessoa humana. A imagem do coração foi assimilada pela cultura e pela arte, nas suas mais diversas expressões, assumindo significados distintos, mas relacionados, como vida e amor, sede originária da bondade ou maldade humana: “Quem é bom, tira o bem do bom tesouro do coração; mas quem é mau, tira o mal do seu mau tesouro, pois sua boca fala da abundância do coração” (Lc 6, 45).

Na igreja Católica Apostólica Romana, um dos modos mais peculiares de olhar para a pessoa do Divino Salvador, é através da devoção ao Sagrado Coração de Jesus, socializada pelo Apostolado da Oração, durante muito tempo sob a orientação dos Jesuítas. Ainda hoje, dificilmente se encontrará uma paróquia que não tenha um grupo do Apostolado da Oração, que acaba se constituindo como um exército espalhado por diversas partes do mundo, que recebe atenção mensal do Papa, na formulação da intenção para o mês, e na primeira sexta feira de cada mês, se encontra para a confissão, a missa, a adoração, a comunhão reparadora e a oração pela conversão dos pecadores, pela paz no mundo e pela santificação dos sacerdotes.

Embora diferentes, ao olharmos para as imagens representativas do Sagrado Coração de Jesus, percebemos: Jesus está vivo; suas mãos estão em movimento, uma direcionada para seu coração, enquanto a outra aponta para o alto ou para o fiel que contempla; vestes são branca, túnica, e vermelha, manto; o seu coração está ferido e exposto e nele se vê sangue, espinhos, luz, fogo e resplendor. Há um amálgama de simbolismos que compõem a imagem e que suscita um sentimento peculiar nos fiéis, num misto de maravilhamento, admiração, estupefação, compaixão, dor, alegria, paz, contemplação, adoração e missão, remetendo a diversos momentos da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, sobretudo os da paixão, morte e ressurreição.

Na espiritualidade que brota do Sagrado Coração de Jesus, são fortes as palavras pronunciadas pelo próprio Nosso Senhor Jesus Cristo: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e carregados de fardos, e eu vos darei descanso.  Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vós, pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11, 28-30). Antes de tudo, e sobretudo, encontramos nas palavras do Divino Mestre, a razão explicativa para o deslumbramento dos fiéis, que continuamente experimentam aflições, desolações, cansaço e noite escura ao longo da vida. O Sagrado Coração de Jesus é refúgio para nós míseros pecadores, que vemos na sua misericórdia, nossa tábua de salvação, fortaleza para prosseguir no caminho para a eternidade, sem perder a esperança e sem recorrer a atalhos.

Podemos recorrer diariamente ao Sagrado Coração de Jesus na meditação, contemplação, com nossa oração espontânea, com a recitação da sua ladainha, mas também com as jaculatórias: “Sagrado Coração de Jesus, eu tenho confiança em vós!”; “Sagrado Coração de Jesus, tende piedade de nós!”; “Jesus, manso e humilde de coração, fazei meu coração semelhante ao vosso!” São modos simples de rezar, que podemos usar em diversos momentos do dia, interrompendo por instantes os nossos afazeres. Que o Sagrado Coração de Jesus, nos ajude a viver este tempo pandêmico, restaurando as nossas forças físicas, psíquicas e espirituais, sem nos deixar cansar, desanimar ou perder a esperança: “Aos teus pés venho, se tu me deixas, sentidas queixas, humilde expor”.

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

ANGELUS: “Eucaristia, pão dos pecadores”, disse o Papa Francisco

jun 6, 2021   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

O Papa Francisco no Angelus deste domingo

O Papa Francisco conduziu a oração mariana do Angelus, neste domingo (06/06), Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, na Itália e em outros países. No Vaticano e no Brasil, o Corpus Christi foi celebrado na quinta-feira, 3 de junho. O Evangelho deste domingo, nos apresenta o relato da Última Ceia. As palavras e os gestos do Senhor tocam os nossos corações: Ele toma o pão em suas mãos, pronuncia a bênção, parte-o e entrega-o aos discípulos, dizendo: “Tomai, este é o meu corpo”.

É assim, com simplicidade, que Jesus nos doa o maior dos sacramentos. É um gesto humilde de dom, um gesto de partilha. No auge de sua vida, ele não distribui pão em abundância para alimentar as multidões, mas se parte na ceia pascal com os discípulos. Desta forma, Jesus nos mostra que o objetivo da vida é doar-se, que a maior coisa é servir. E hoje encontramos a grandeza de Deus num pedaço de Pão, numa fragilidade que transborda amor, transborda partilha. Fragilidade é exatamente a palavra que eu gostaria de sublinhar. Jesus se torna frágil como o pão que se parte e se esmigalha. Mas é ali que está a sua força, na fragilidade. Na Eucaristia a fragilidade é força: força do amor que se faz pequeno para ser acolhido e não temido; força do amor que se parte e se divide para nutrir e dar vida; força do amor que se fragmenta para nos reunir na unidade.

Segundo o Papa, “há outra força que se destaca na fragilidade da Eucaristia: a força de amar quem erra. É na noite em que ele é traído que Jesus nos dá o Pão da Vida”.

Ele nos doa o maior presente enquanto sente em seu coração o abismo mais profundo: o discípulo que come com ele, que imerge o bocado no mesmo prato, o está traindo. E a traição é a maior dor para quem ama. E o que Jesus faz? Ele reage ao mal com um bem maior. Ele responde ao “não” de Judas com o “sim” da misericórdia. Não castiga o pecador, mas doa sua vida por ele, paga por ele. Quando recebemos a Eucaristia, Jesus faz o mesmo conosco: nos conhece, sabe que somos pecadores e sabe que erramos muito, mas não renuncia a unir sua vida à nossa. Ele sabe que precisamos, porque a Eucaristia não é o prêmio dos santos, mas o Pão dos pecadores. Por isso, nos exorta: Não tenham medo. “Tomai e comei”.

Francisco disse que “cada vez que recebemos o Pão da vida, Jesus vem para dar um novo sentido às nossas fragilidades. Ele nos lembra que, aos seus olhos, somos mais preciosos do que pensamos. Ele nos diz que fica feliz se partilhamos nossas fragilidades com Ele. Ele nos repete que sua misericórdia não tem medo de nossas misérias. A misericórdia de Jesus não tem medo de nossas misérias”. E acrescentou:

E acima de tudo, nos cura com amor daquelas fragilidades que não podemos curar sozinhos. Quais fragilidade? Pensemos! A de sentir ressentimento por quem nos fez mal, dessa não podemos nos curar sozinhos; de nos distanciarmos dos outros e nos isolarmos em nós mesmos; também dessa não podemos nos curar sozinhos; a de ficarmos tristes, chorando e lamentando sem encontrar a paz, também dessa não podemos nos curar sozinhos. É ele quem nos cura com a sua presença, com o seu pão, com a Eucaristia.

“A Eucaristia é um remédio eficaz contra esses fechamentos. O Pão da Vida, na verdade, cura a rigidez e a transforma em docilidade. A Eucaristia cura porque nos une a Jesus: nos faz assimilar seu modo de viver, sua capacidade de partir-se e doar-se a seus irmãos e irmãs, de responder ao mal com o bem. Nos doa a coragem de sair de nós mesmos e de nos inclinarmos com amor para a fragilidade dos outros. Como Deus faz conosco. Esta é a lógica da Eucaristia: recebemos Jesus que nos ama e cura nossas fragilidades para amar os outros e ajudá-los nas suas fragilidades”, disse ainda o Papa.

Segundo Francisco, isso é feito durante a vida toda. O Pontífice recordou um hino rezado na Liturgia das Horas deste domingo. “Quatro versos que resumem toda a vida de Jesus. Eles nos dizem que quando Jesus nasceu, tornou-se um companheiro de viagem na vida. Depois, na ceia, doou-se como alimento. Depois, na cruz, em sua morte, se fez um preço: pagou por nós. E agora, reinando no céu é o nosso prêmio, ao qual buscamos. Que a Virgem Santa, na qual Deus se fez carne, nos ajude a acolher com coração agradecido o dom da Eucaristia e a fazer também de nossa vida um dom. Que a Eucaristia faça de nós um dom para todos”, concluiu.

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Vatican News

CASA COMUM > Restaurar a natureza danificada significa restaurar a nós mesmos

jun 5, 2021   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Indonésia Lago de Toba

Com criatividade e coragem, tornemo-nos uma “geração da restauração” para os ecossistemas. “Restaurar a natureza que danificamos”, na verdade, significa em primeiro lugar, restaurar “a nós mesmos”. Esta é a exortação do Papa numa videomensagem lida em inglês pelo secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, dirigida a Inger Andersen, diretora executiva do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), nesta sexta-feira (04/06), e a Qn Dongy, diretor-geral do Fundo das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O foco é o Dia Mundial do Meio Ambiente que será celebrado neste sábado (05/06). É uma celebração especial porque se realiza no ano em que começa a Década da Restauração de Ecossistemas, promovida pelas Nações Unidas.

Pouco tempo, não continuar com a destruição
“Temos pouco tempo”, dizem os cientistas, “para restaurar o ecossistema”. Daí a importância de assumir compromissos de dez anos, intensificando os esforços para reverter a degradação dos ecossistemas, que foram explorados por muito tempo. “Corremos o risco de inundações, fome e graves consequências para nós e para as gerações futuras”. Por isso, é necessário “cuidarmos uns dos outros e dos mais vulneráveis entre nós”. “Injusto e insensato” é continuar no caminho da destruição do homem e da natureza. “Isto é o que uma consciência responsável nos diria”, enfatiza o Papa na mensagem.

Responsáveis com as gerações futuras
Portanto, é necessário agir “com urgência” para nos tornarmos administradores cada vez mais responsáveis com as gerações futuras: todos nós fazemos parte do “dom da criação”, como nos lembra a Bíblia. Esta interconexão com referência à ecologia integral é o fio condutor da mensagem de Francisco, na qual é mencionada várias vezes a Laudato si’.

Muitas advertências
Olhando ao redor, vê-se de fato uma crise que leva à crise, à destruição da natureza, “assim como uma pandemia global que leva à morte de milhões de pessoas”, mas também as consequências injustas de alguns aspectos de nossos sistemas econômicos atuais e de numerosas crises climáticas catastróficas “que produzem graves efeitos nas sociedades humanas e até a extinção em massa das espécies”. São “muitas” as “advertências” que impelem a tomar medidas urgentes. Estas incluem a “Covid-19 e o aquecimento global”. Em termos concretos, espera-se que a COP26 sobre as mudanças climáticas, que será realizada em Glasgow, na Escócia, em novembro próximo, ofereça as respostas justas. Outra frente importante sobre a qual intervir é a dos sistemas econômicos. Precisamos rever o modelo de desenvolvimento atual, destacando o ponto-chave de que “a degradação do ecossistema é um resultado claro da disfunção econômica”.

A esperança de um compromisso renovado
Apesar da preocupação, há esperança. A tecnologia pode ser direcionada para um progresso mais saudável. Há também um novo compromisso por parte de Estados, autoridades e sociedade civil, voltado para a promoção da ecologia integral. A palavra-chave é o conceito “multidimensional”, que “exige uma visão a longo prazo”, evidenciando também a inseparabilidade entre “preocupação pela justiça natural para com os pobres, compromisso com a sociedade e paz interior”, ressalta o Papa na mensagem, exortando a todos a assumirem responsabilidade para consigo mesmo, para com o próximo, a criação e o Criador.

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Vatican News

ANGELUS > “Viver a Unidade mesmo na diferença” disse o Papa Francisco

mai 30, 2021   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

2021.05.30 Angelus

Num domingo (30) de tempo instável na Cidade do Vaticano, diferente dos dias quentes e anteriores de primavera na Europa, o Papa Francisco aqueceu os corações dos fiéis no Angelus ao refletir a liturgia do dia em que se celebra a Santíssima Trindade, “o mistério de um único Deus, e esse Deus é: o Pai e o Filho e o Espírito Santo, três pessoas”. O Pontífice disse que pode ser difícil de entender, mas “é um só deus e três pessoas”, um mistério revelado pelo próprio Jesus Cristo:

Hoje paramos para celebrar esse mistério, porque as Pessoas não são adjetivações de Deus, não. São pessoas, reais, diversas, diferentes. Não são – como dizia aquele filósofo – ‘emanações de Deus’, não, não! São pessoas. Há o Pai, a quem rezo com o Pai Nosso, que me deu a redenção, a justificação; há o Espírito Santo que habita em nós e que habita na Igreja.

Esse é um grande mistério que fala “ao nosso coração”, insistiu o Papa, porque o encontramos incluído na expressão de São João que resume toda revelação: “Deus é amor”. Um mistério que deve ser vivido por nós, fortalecendo a nossa comunhão com o Senhor e com as pessoas com as quais convivemos, não só através das palavras, mas com a força da unidade e do amor:

E, na medida em que é amor, Deus, embora seja um e único, não é solidão, mas comunhão, entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Porque o amor é essencialmente dom de si e, na sua realidade original e infinita, é Pai que se entrega gerando o Filho, que por sua vez se entrega ao Pai, e o seu amor recíproco é o Espírito Santo, vínculo da sua unidade.”

A unidade ao cristão que nasce do amor
O Papa, assim, refletiu sobre a importância deste Domingo da Santíssima Trindade nos encorajando a “contemplar esse maravilhoso mistério de amor e de luz”, sem ignorar a unidade invocada por Jesus: “a beleza do Evangelho requer ser vivida – a unidade – e testemunhada em harmonia entre nós, que somos tão diferentes!”.

E essa unidade, eu ouso dizer, é essencial para o cristão: não é uma atitude, uma forma de dizer, não. É essencial, porque é a unidade que nasce do amor, da misericórdia de Deus, da justificação de Jesus Cristo e da presença do Espírito Santo nos nossos corações.”

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Vatican News

AUDIÊNCIA GERAL > “É preciso rezar com humildade”, indica o Papa Francisco

mai 26, 2021   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

2021.05.26 Udienza Generale

A certeza de ser ouvidos: este foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira (26/05), realizada com a presença de fiéis no Pátio interno do Palácio Apostólico. O Pontífice acrescentou mais um capítulo à sua série sobre a oração, falando das preces que parecem permanecer desatendidas, algo que podemos interpretar como escandaloso. Francisco citou as inúmeras preces pelo fim dos conflitos, com guerras em andamento em muitos países, como no Iêmen e na Síria.  Mas se pode questionar: “Se Deus é Pai, por que não nos ouve? Todos nós fazemos esta experiência”, disse Francisco: todos rezamos pela doença de um amigo, de um pai, de uma mãe, que depois se foram.

A oração não é uma varinha de condão, mas um diálogo com Deus
Uma boa resposta está contida no Catecismo, afirmou o Papa, pois adverte para o risco de transformar a relação com Deus em algo mágico, e não numa autêntica experiência de fé. “A oração não é uma varinha de condão, mas um diálogo com Deus.” Com efeito, podemos cair na pretensão de que Deus nos deve servir, e não contrário. Que Ele deve realizar os nossos desejos, sem que admitamos outros projetos. Mas a humildade é a primeira condição. Jesus teve a grande sabedoria de colocar sobre os lábios o “Pai-Nosso”, pedindo que se realizasse a vontade do Pai no mundo. Francisco adverte ainda para as súplicas por motivos duvidosos, como o de derrotar o inimigo em guerra, sem se questionar o que Deus pensa daquela guerra.

“É fácil escrever sobre um estandarte ‘Deus está conosco’; muitos se apressam em garantir que Deus está com eles, mas poucos se preocupam de verificar se eles estão efetivamente com Deus.”

O tempo de Deus não é o nosso tempo
Na oração, disse o Papa, é Deus que deve nos converter, e não nós que devemos convertê-Lo. “É a humildade”, devemos rezar pedindo a Deus que converta o nosso coração pedindo o que é conveniente e o que é melhor para a minha saúde espiritual. Todavia, permanece o escândalo: quando homens rezam com coração sincero, quando uma mãe reza por um filho doente, por que às vezes Deus parece não ouvir? Para o Pontífice, para responder a esta pergunta é preciso meditar com calma os Evangelhos. Às vezes, Jesus cura imediatamente um doente que pede piedade, outras vezes não, como com a mulher de Cananeia. “Todos tivemos esta experiência. Quantas vezes pedimos uma graça, um milagre e nada aconteceu. Depois, com o tempo, as coisas se ajustaram, mas segundo o modo de Deus, o modo divino, não segundo o que eu queria naquele momento. O tempo de Deus não é o nosso tempo.”

O mal é senhor do penúltimo dia, jamais do último
Como exemplo, cita a filha de Jairo, que acaba falecendo mesmo tendo implorado misericórdia ao Mestre. Este parece o epílogo, mas Jesus diz ao pai: Não tenha medo, tenha fé. É a fé que sustenta a oração, disse o Papa. E, com efeito, Jesus despertará a menina do sono. Mas por um período, Jairo teve que caminhar na escuridão, somente com a chama da fé. Pedir a graça de ter fé. Também a oração de Jesus ao Pai no Getsêmani parece permanecer desatendida. Mas o Sábado Santo não é o capítulo final, porque no terceiro há a ressurreição: o mal é senhor do penúltimo dia, jamais do último. Este pertence a Deus, e é o dia em que se realizarão todos os anseios humanos de salvação.

“Aprendamos esta paciência humilde de esperar a graça do Senhor, esperar o último dia. Muitas vezes o penúltimo é terrível, porque os sofrimentos humanos são terríveis. Mas o Senhor está ali. E no último dia Ele resolve tudo.”

FONTE
Vatican News

PLATAFORMA LAUDATO SI: em defesa da Casa Comum

mai 25, 2021   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

O Papa Francisco anunciou hoje o lançamento da “Plataforma Laudato si”, na iminência do encerramento amanhã (24/05) do Ano especial dedicado à sua encíclica sobre a Casa Comum.  Ao final da oração do Regina Coeli com os fiéis na Praça São Pedro, o Pontífice agradeceu a todos os que participaram com numerosas iniciativas em todo o mundo: “É um caminho que devemos continuar juntos, ouvindo o clamor da Terra e dos pobres. Por isso, terá início imeditamente a ‘Plataforma Laudato si’, um percurso operativo de sete anos, que guiará as famílias, as comunidades paroquiais e diocesanas, as escolas e as universidades, os hospitais, as empresas, os grupos, os movimentos, as organizações, os institutos religiosos a assumir um estilo de vida sustentável.

Encerramento da Semana Laudato si
Já neste domingo, há o encerramento da Semana Laudato si’ com uma missa em parte on-line, em parte em presença, na Cúria-geral dos Frades Menores em Roma e na Igreja de São Damião em Assis. O evento é promovido pelo Global Catholic Climate Movement (Movimento Católico Global para o Clima). Concelebram a missa o cardeal Luis Antonio Tagle, prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, fr. Michael Perry OFM, ministro-geral da Ordem dos Frades Menores, Dom Domenico Sorrentino, bispo de Assisi, e padre Augusto Zampini, secretário adjunto do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.

De forma on-line, participam  Christina Leaño, diretora do Movimento Católico Global para o Clima e representantes de animadores e diversas realidades envolvidas no proejto da Semana Laudato Si’. Ao ifnal da missa, haverá a entrega do Mandato missionário aos Animadores da Laudato si’ do Movimento Católico Global para o Clima e a outros agentes pastorais empenhados em iniciativas ecológicas. O Papa Francisco, de fato, fez suas felicitações aos “muitos animadores que hoje recebem o mandato de difundir o Evangelho da Criação e cuidar da nossa Casa Comum”.

Como acompanhar a iniciativa
O evento será em inglês, com tradução simultânea em espanhol, italiano, francês, português, polonês e vietnamita, e será transmitido ao vivo no site do Vatican News.

FONTE
Vatican News

DOM TOMÉ: COMUNICAR ENCONTRANDO AS PESSOAS ONDE ESTÃO E COMO SÃO

mai 12, 2021   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Vem e verás!” (Jo 1,46)

Na Igreja Católica Apostólica Romana, na solenidade da Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo, 16 de maio, realizamos o 55º Dia Mundial das Comunicações Sociais. Para esta ocasião, o Santo Padre, o Papa Francisco, nos enviou uma mensagem, que pode ser encontrada nas mais diversas mídias católicas. Sugiro que você possa ler, meditar e agir a partir dela. O tema é: “Comunicar encontrando as pessoas onde estão e como são.” E o lema: “Vem e verás!” (Jo 1, 46).

A comunicação faz parte da vida humana, somos pessoas que comunicam, e da vida da Igreja, que existe para comunicar os mistérios da fé. A própria natureza de Deus implica um mistério de comunicação de amor e salvação, que através da pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo chega até nós. Ao longo da história, a Igreja Católica Apostólica Romana sempre esteve envolvida diretamente com a comunicação, às vezes sendo pioneira em alguns meios. Ao mesmo tempo, elaborou conteúdos e textos preciosos sobre este assunto.

Nas dioceses e paróquias temos os grupos da Pastoral da Comunicação, denominados de PASCOM. São pessoas voluntárias que ajudam nos processos de comunicação na Igreja: elaboração de jornal, revista, sites, blogs, programas radiofônicos, construção de vídeos, folders e flyers, alimentam as novas mídias com notícias e informações, transmitem missas e outras atividades religiosas, como palestras, momentos orantes e de formação, catequese “on line”. Somos imensamente gratos pelo precioso serviço que prestam ao Povo de Deus.

Em âmbito nacional, uma menção especial aos construtores das televisões, rádios, revistas, jornais e “novas mídias” de inspiração católica, presentes em todo o Brasil, que realizam um prestimoso trabalho de evangelização, fazendo chegar aos outros a pessoa e o evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Nosso reconhecimento às congregações religiosas e novas comunidades que fazem da comunicação um elemento do carisma que lhes é próprio. Em nossa Diocese de São José do Rio Preto, somos gratos à Rede Vida de Televisão, à Rádio Difusora Aparecida, Rádio Interativa e Rádio Espaço Aberto, bem como às mídias diocesanas possibilitadas pela internet. Deus recompense os que nelas trabalham.

A palavra que o Papa Francisco nos dirige abre um novo horizonte aos comunicadores católicos: ir ao encontro das pessoas, onde se encontram, acolhê-las como são, dando-lhes voz e vez. É grande a tentação de acomodar-se a narrativas construídas em escritórios, normalmente patrocinadas, e repeti-las à exaustão, mas que não nascem das pessoas e das situações existenciais em que elas se encontram. É preciso, afirma o Papa, não agir como expectador ou a partir de um “ouvir dizer”, mas “gastar as solas dos sapatos”, encontrar as pessoas e suas histórias, vendo com os próprios olhos, inteligência e coração o que vivem: “(…) para conhecer, é preciso encontrar, permitir à pessoa que tenho à minha frente que me fale, deixar que o seu testemunho chegue até mim”.

Vivemos o grande risco de uma comunicação não verificável, impessoal: “Há tempo que nos demos conta de como as notícias e até as imagens sejam facilmente manipuláveis, por infinitos motivos, às vezes por um banal narcisismo. Uma tal consciência crítica impele-nos, não a demonizar o instrumento, mas a uma maior capacidade de discernimento e a um sentido de responsabilidade mais maduro, seja quando se difundem seja quando se recebem conteúdos. (…) A palavra só é eficaz, se se vê, se te envolve numa experiência, num diálogo. Por esta razão, o ‘vem e verás’ era e continua a ser essencial.”

São Paulo, Apóstolo, foi um grande arauto da difusão do Evangelho, pois foi ao encontro das gentes, viajando muito, “missionariando”, e as pessoas se encantavam pelo modo como transmitia a boa nova da salvação.  “Foram a sua fé, esperança e caridade que impressionaram os contemporâneos que o ouviam pregar e tiveram a sorte de passar algum tempo com ele, de o ver durante uma assembleia ou numa conversa pessoal.” Santo Agostinho afirmava: “Nas nossas mãos, temos os livros; nos nossos olhos, os acontecimentos”.  O Papa Francisco, conclui a sua mensagem afirmando: o “desafio que nos espera é o de comunicar, encontrando as pessoas onde estão e como são.”

Diante de um ambiente social plural, secularizado e polarizado, à luz da fé, precisamos ser seletivos diante dos conteúdos, mas também diante dos meios de comunicação, optando pelos que mais se adequam à natureza da fé cristã. Temos muitos “lobos disfarçados de ovelhas” que não desejam o bem do Povo de Deus, da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, que não pautam a sua ação pelos valores éticos e cristãos. No que diz respeito aos meios de comunicação, saber escolher é um direito e um dever para os cristãos e católicos.

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

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