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Diocese de São José do Rio Preto: 92 anos comemorados à luz das vocações

jan 26, 2021   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Dom Tomé Ferreira da Silva abriu o Ano Pastoral de 2021 na Diocese de São José do Rio Preto em celebração que, igualmente, marcou as comemorações pelos 92 anos de criação dessa Igreja Particular. Não poderia, nesse contexto, ser maior a alegria; em muito, também, pela Ordenação Diaconal do seminarista Geraldo Fernandes Neto no ano dedicado a São José, esposo de Maria.

Entoado com maior compromisso, o Ato Penitencial fez a “ligação afetiva” entre os Diocesanos presentes e São Paulo; cuja própria conversão se destacou na noite de 25 de janeiro, na Catedral de São José. “A história do Cristianismo é marcada por muitas conversões (…), mas nenhuma é recordada pela Igreja a não ser a do Apóstolo São Paulo”, sublinhou do Tomé no trânsito de sua homilia. Pouco antes, logo no início da Celebração, o religioso recordou o desmembramento que, em 1929, fez surgir as Dioceses de Jaboticabal e a presente, que leva o nome do “pai adotivo” de Jesus. O encontro, repleto de motivos para a ação de graças, contou com a presença de dom Marcos Antônio Tavoni, bispo diocesano de Bom Jesus Gurguéia, no estado do Piauí.

Partilha
Após a apresentação do seminarista Geraldo Fernandes Neto e de ter sido ele considerado digno para o serviço no grau do Diaconato, dom Tomé ofereceu sua homilia. “Que você não se esqueça das suas raízes como Paulo não se esqueceu e como Moisés também não se esqueceu”, recomendou o bispo ao vocacionado. “Deixe que Deus faça história na sua história e na sua história deixe Deus revelar-se e também falar com você”, completou.

“Um Diácono sem fé é fake”
Dom Tomé falou dos perigos dos Ministros Ordenados que exercem seus Ministérios sem fé. “São Paulo foi um homem que viveu para a missão impulsionado pela fé”, disse o Epíscopo ao apresentar o Apóstolo como modelo. “Aberto à fé, ele se fez missionário entre os gentios por amor a Nosso Senhor Jesus Cristo Ressuscitado”, seguiu o bispo. Mostrando a oportuna comunhão entre apostolado e discipulado, dom Tomé recomendou que Geraldo Fernandes Neto “procure, doravante, mais do que antes, conciliar na sua vida o discipulado e o apostolado”. E diante desse compromisso, o Bispo Ordenante concluiu sua fala com uma palavra de gratidão aos pais do Neo Diácono.

Vocações
Novos vocacionados, acolhidos no Seminário Propedêutico, receberam o incentivo da Assembleia em forma de palmas. Apresentados pelo padre Irineu Vendrami, esses completaram o discernimento vocacional sob a orientação do padre Rafael Oliveira e iniciam a caminhada formativa em 2021. Na mesma alegria, e em uma nova fase, seminaristas propedeutas foram encaminhados ao Seminário Maior Sagrado Coração de Jesus. O reitor do “centro de formação”, padre Leonel Brabo, seguiu apresentando, também, os seminaristas que encerraram a formação em Filosofia; iniciando a última etapa na Teologia. “Não tenham medo, sigam adiante, por águas mais profundas”, incentivou dom Tomé.

Ordenação
Em diálogo com o bispo, Geraldo Fernandes Neto assumiu uma série de compromissos; em cuja as suas renúncias favorecerão a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo e o Povo de Deus. Prostrado, Neto acompanhou a Prece Litânica antes da Imposição das Mãos e Prece de Ordenação. “Enviai sobre ele, nós vos pedimos, o Espírito Santo que o fortaleça com os sete dons da vossa graça, a fim de exercer com fidelidade o seu Ministério”, seguiu dom Tomé. Deu-se a imposição das vestes; a estola transversal e a dalmática. O Neo Diácono saudou os padres presentes e autoridades representando os municípios de Onda Verde e São José do Rio Preto.

Imediatamente a serviço da Igreja, o Diácono Geraldo preparou o altar, acompanhou dom Tomé e os fiéis na vivência da Liturgia Eucarística e colocou-se a disposição do Povo de Deus, na distribuição da Sagrada Comunhão Eucarística. “Tudo o que fizeres faça-o de todo o coração”, comprometeu-se o novo Ministro Ordenado em suas palavras de gratidão e reconhecimento. Dom Tomé, saudando os padres José Eduardo Andreazzi Vitoreti e Ernesto Pedro De Oliveira Rosa, que em 2021 celebram 25 anos de Ordenação Presbiteral, não se esqueceu do seminarista Alan, que perdeu sua mãe nas semanas próximas passadas. Ainda antes da benção, o Bispo Diocesano de São José do Rio Preto fez menção e externou solidariedade pelos permissionários do Shopping Azul, comerciantes que foram vitimados por incêndio ocorrido no local.

Diante da imagem do Imaculado Coração de Maria, fazendo referência a São José e a São Paulo, o Epíscopo rezou pela Igreja Particular aniversariante. Abençoados, os presentes seguiram ao que proferiu o Diácono Geraldo, pela primeira vez, o “ide em paz e que o Senhor vos acompanhe”.

TEXTO/FOTOS
André Botelho
Jornalista

“Leiam o Evangelho todos os dias”, pede o Papa Francisco

jan 25, 2021   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa doa a Bíblia por ocasião do Domingo da Palavra a representantes de vários povos

Após o Angelus, o Papa Francisco recordou que este domingo é dedicado à Palavra de Deus. Francisco disse:

Um dos grandes dons de nosso tempo é a redescoberta da Sagrada Escritura na vida da Igreja em todos os níveis. Nunca antes a Bíblia foi tão acessível a todos: em todas as línguas e agora também em formatos audiovisuais e digitais. São Jerônimo, cujo 16º centenário da morte comemorei recentemente, diz que aquele que ignora a Escritura ignora Cristo (cfr In Isaiam Prol.). E vice-versa é Jesus Cristo, o Verbo feito carne, que morreu e ressuscitou, que abre nossas mentes para a compreensão das Escrituras (cf. Lc 24,45). Isto acontece em particular na Liturgia, mas também quando oramos sozinhos ou em grupos, especialmente com o Evangelho e os Salmos. Agradeço e encorajo as paróquias por seu constante compromisso de educar as pessoas na escuta da Palavra de Deus. Que nunca nos falte a alegria de semear o Evangelho! E me repito mais uma vez: tenham o hábito, tenhamos o hábito de levar sempre um pequeno Evangelho no bolso, na bolsa, para que possamos lê-lo durante o dia, pelo menos três, quatro versículos. O Evangelho sempre conosco“.

Padroeiro dos Jornalistas
Em seguida o Papa recordou: “Hoje é também a memória de São Francisco de Sales, santo padroeiro dos jornalistas. Ontem, foi lançada a Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações, intitulada “Vem e verás”. Comunicar encontrando as pessoas onde estão e como são”. Exorto todos os jornalistas e comunicadores a “vir e ver”, mesmo onde ninguém quer ir, e a testemunhar a verdade“.

Famílias em dificuldade
Saúdo a todos vocês que estão conectados através da mídia. Uma lembrança e uma oração vão para as famílias que estão lutando durante neste período. Coragem, vamos em frente! Oremos por estas famílias e, na medida do possível, estejamos próximos a elas“.  Por fim o Papa proferiu sua habitual saudação: “Desejo a todos um bom domingo. Por favor, não se esqueça de rezar por mim. Tenha um bom almoço e adeus!”.

FONTE
Vatican News

Dia Mundial das Comunicações Sociais: a Mensagem do Papa Francisco

jan 24, 2021   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

"Vem e verás" é o título da Mensagem do Papa Francisco

Intitulada “Vem e verás”, a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações deste ano reflete sobre alguns princípios do jornalismo. Extraído do Evangelho de João (Jo 1, 46), o tema tem como subtítulo “Comunicar encontrando as pessoas onde estão e como são”. O Pontífice recorda que “vem e verás” foi a forma como a fé cristã se comunicou, começando pelos primeiros encontros nas margens do rio Jordão e do lago da Galileia. Aos primeiros discípulos que o quiseram conhecer, depois do seu batismo no rio Jordão, Jesus respondeu: «Vinde e vereis» (Jo 1, 39), convidando-os a viver em relação com ele. O mesmo diz Filipe a Natanael.

A fé cristã começa desta forma e assim é comunicada: “com um conhecimento direto, nascido da experiência, e não por ouvir dizer”, diz o Papa, algo muito atual nos tempos da informação nos grupos de Whatsapp. Vir e ver pressupõe dois movimentos. O primeiro deles é sair da presunção cômoda do “já sabido” e mover-se, ir ver, estar com as pessoas, ouvi-las.

Isso requer transparência e honestidade intelectual. Mas além do aspecto moral, “ir e ver” se refere a algo basilar no jornalismo, isto é, deixar de lado a informação construída nas redações, em frente do computador, para sair à rua, “gastar a sola dos sapatos”, encontrar pessoas para procurar histórias ou verificar informaçõesSe não nos abrirmos ao encontro, permanecemos espectadores externos, apesar das inovações tecnológicas.

Cada instrumento só é útil e precioso, adverte o Papa, se nos impelir a ir e ver coisas que, de outra forma, não saberíamos, se colocar em rede conhecimentos que, do contrário, não circulariam, se permitir encontros que de outra forma não teriam lugar. O “vem e verás” é o método mais simples de conhecer uma realidade. Para conhecer, escreve ainda Francisco, é necessário encontrar, permitir que quem está à minha frente fale comigo, deixar que o seu testemunho chegue até mim.

Agradecimento pela coragem de muitos jornalistas
A este ponto da mensagem, o Papa agradece aos muitos jornalistas que arriscam a própria vida. Se hoje se conhece a difícil condição das minorias perseguidas, os muitos abusos e injustiças contra os pobres e contra a criação e as tantas guerras esquecidas, é porque alguém sentiu a curiosidade, ou melhor, a paixão de noticiar essas realidades. “Seria uma perda não só para a informação, mas para toda a sociedade e para a democracia se faltassem essas vozes: um empobrecimento para a nossa humanidade”, defende o Papa.

Inclusive nesta época de pandemia, há muitas realidades que convidam a “ir e ver”, como os desempregados que fazem filas nos centros da Cáritas para receber um pacote de alimentos. “Quem nos contará a expectativa de cura nas aldeias mais pobres da Ásia, América Latina e África?”, questiona o Pontífice, alertando para que a distribuição das vacinas anti-Covid não obedeça a uma lógica do lucro.

Oportunidades e ciladas na web
Outro alerta do Papa diz respeito à informação produzida nas redes sociais. Se por uma lado pode haver mais velocidade no fluxo da informação, por outro há o risco da sua manipulação. Um risco que chama a todos a uma responsabilidade “pela comunicação que fazemos, pelas informações que damos, pelo controlo que podemos juntamente exercer sobre as notícias falsas, desmascarando-as. Todos estamos chamados a ser testemunhas da verdade: a ir, ver e partilhar.”

Nada substitui ver com os próprios olhos Na comunicação, prossegue o Papa, nada jamais pode substituir completamente o ver com os próprios olhos. A boa nova do Evangelho difundiu-se pelo mundo graças a encontros de pessoa a pessoa, de coração a coração. Para Francisco, “aquele grande comunicador que se chamava Paulo de Tarso ter-se-ia certamente servido do e-mail e das mensagens eletrônicas; mas foram a sua fé, a sua esperança e a sua caridade que impressionaram os seus contemporâneos”.

Isso significa que o Evangelho acontece novamente hoje, sempre que recebemos o testemunho claro de pessoas cujas vidas foram mudadas pelo seu encontro com Jesus. “Há mais de dois mil anos que uma corrente de encontros comunica o fascínio da aventura cristã. O desafio que nos espera é o de comunicar, encontrando as pessoas onde estão e como são.”

A mensagem do Papa se conclui com uma oração:

Senhor, ensinai-nos a sair de nós mesmos, e partir à procura da verdade. Ensinai-nos a ir e ver, ensinai-nos a ouvir, a não cultivar preconceitos, a não tirar conclusões precipitadas. Ensinai-nos a ir aonde não vai ninguém, a reservar tempo para compreender, a prestar atenção ao essencial, a não nos distrairmos com o supérfluo, a distinguir entre a aparência enganadora e a verdade. Concedei-nos a graça de reconhecer as vossas moradas no mundo e a honestidade de contar o que vimos.

Fonte
Vatican News

DOMINGO DA PALAVRA DE DEUS: “Jesus Cristo, a Palavra que se fez carne”

jan 23, 2021   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

"A Palavra de Deus para nós é uma pessoa: Jesus Cristo", afirma Pe. Antonio Hofmeister.

Por que ter um Domingo da Palavra de Deus? A essa pergunta responde o Padre Antonio Hofmeister, que trabalha da Seção de Língua Portuguesa da Secretaria de Estado do Vaticano. O Papa Francisco instituiu o III Domingo do Tempo Comum como o Domingo da Palavra de Deus, “mas isso não significa que os outros não sejam”, explica o sacerdote gaúcho. Esta festa, afirma ele, “é para recordar, sobretudo, que a Palavra de Deus para nós é uma pessoa: Jesus Cristo, a Palavra que se fez carne e habitou entre nós”.

A Igreja nos ensina que essa revelação de Deus através da sua Palavra nós a encontramos na tradição, mas também na Escritura, na Bíblia. A importância deste testemunho da Sagrada Escritura para a vida de cada cristão: isso é o que nós celebramos de modo ainda mais especial neste Domingo.

Este ano, esta comemoração se reveste de um significado ainda maior, vivida em tempos de coronavírus: “Com as limitações todas que a pandemia nos impõe, num tempo em que nós buscamos alguma espécie de conforto, de explicação, de auxílio, nós encontramos com certeza este apoio, esta luz no meio das trevas  – que pode parecer esta pandemia – na Palavra de Deus, que nos orienta, que nos indica o caminho, que nos mostra que apesar de tudo, Ele está sempre conosco, como Ele prometeu.

FONTE
Bianca Fraccalvieri 
Vatican News 

ORAÇÃO DE LOUVOR é o tema da Catequese do Papa

jan 13, 2021   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa Francisco durante a Audi°encia Geral

A oração de louvor” foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral, desta quarta-feira (13/01), realizada na Biblioteca do Palácio Apostólico. O Pontífice se inspirou “numa passagem crítica da vida de Jesus” para falar sobre a dimensão do louvor. “Depois dos primeiros milagres e da participação dos discípulos no anúncio do Reino de Deus, a missão do Messias sofre uma crise. João Batista duvida, e lhe faz chegar esta mensagem. João está na prisão: “És tu aquele que há de vir, ou devemos esperar outro?”

João Batista “sente esta angústia por não saber se errou no anúncio. Existem na vida momentos sombrios, momentos de noites espirituais e João está passando por esse momento. Há hostilidade nas aldeias perto do lago, onde Jesus tinha realizado muitos sinais prodigiosos. Naquele momento de desilusão, Mateus relata um acontecimento surpreendente: Jesus não eleva ao Pai uma lamentação, mas um hino de júbilo: «Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos». Em plena crise, em plena escuridão na alma de muitas pessoas, como João Batista,  Jesus bendiz o Pai, Jesus louva o Pai”.

Primeiramente, Jesus louva o Pai pelo que é: «Pai, Senhor do céu e da terra». “Jesus rejubila-se no seu espírito porque sabe e sente que o seu Pai é o Deus do universo e, vice-versa, o Senhor de tudo o que existe é Pai, “meu Pai”. O louvor brota desta experiência de sentir-se “filho do Altíssimo”. Jesus se sente filho do Altíssimo.”

Depois, “disso Jesus louva o Pai porque prefere os pequeninos. É o que Ele próprio experimenta, pregando nas aldeias: os “entendidos” e os “sábios” permanecem desconfiados e fechados, enquanto os “pequeninos” se abrem e acolhem a mensagem”. A seguir, acrescentou:

Também nós devemos nos regozijar e louvar a Deus porque as pessoas humildes e simples aceitam o Evangelho. Quando vejo as pessoas simples, pessoas humildes que vão em peregrinação a rezar, que cantam, que louvam, pessoas às quais que talvez faltam muitas coisas, mas a humildade faz com que louvem a Deus.

“No futuro do mundo e nas esperanças da Igreja há os “pequeninos”: aqueles que não se consideram melhores do que os outros, que estão conscientes dos próprios limites e dos seus pecados, que não querem dominar os outros, que em Deus Pai se reconhecem todos irmãos”, disse ainda Francisco.

O Papa ressaltou que “naquele momento de aparente fracasso, onde tudo é escuro, Jesus reza, louvando o Pai”.

A sua oração nos leva, também a nós leitores do Evangelho, a julgar de um modo diferente as nossas derrotas pessoais, julgar de modo diferente as situações em que não vemos claramente a presença e a ação de Deus, quando parece que o mal prevalece e não há maneira de o deter. Jesus, que tanto recomendou a oração de súplica, precisamente no momento em que teria motivos para pedir explicações ao Pai, ao contrário passa a louvá-lo. Parece uma contradição. Mas a verdade está ali.

“Para quem é útil o louvor? Para nós ou para Deus?”, perguntou o Papa.

“A prece de louvor é útil para nós”, disse ele. A oração de louvor “deve ser praticada não só quando a vida nos enche de felicidade, mas sobretudo nos momentos difíceis, momentos sombrios quando o caminho é íngreme. Aprendemos que através daquela escalada, daquele caminho cansativo, daquelas passagens desafiadoras, chegamos a ver um novo panorama, um horizonte mais aberto. Louvar é como respirar oxigênio puro, que nos purifica a alma e nos faz olhar distante, e a não permanecer  aprisionado no momento escuro, de dificuldade”.

Francisco concluiu, citando o “Cântico do irmão sol” ou “das criaturas” de São Francisco de Assis. “O Pobrezinho não o compôs num momento de alegria, de bem-estar, mas, pelo contrário, no meio das dificuldades. Francisco estava quase cego e sentia na sua alma o peso de uma solidão que nunca tinha sentido antes: o mundo não mudou desde o início da sua pregação, ainda há aqueles que se deixam dilacerar por disputas e, além disso, ele ouve aproximar-se os passos da morte. Poderia ser o momento de extrema desilusão e a percepção do próprio fracasso. Mas naquele instante de tristeza, naquele instante escuro Francisco reza: «Louvado seja, meu Senhor…». Reza louvando. Francisco louva a Deus por tudo, por todos os dons da criação e até pela morte, que ele corajosamente consegue chamar “irmã”. A irmã morte. Estes exemplos dos santos, dos cristãos e também de Jesus de louvar a Deus nos momentos difíceis nos abrem as portas de um caminho muito grande rumo ao Senhor. Nos purificam sempre. O louvor purifica sempre.

“Os Santos e as Santas mostram-nos que podemos louvar sempre, nos momentos bons e maus, porque Deus é o Amigo fiel, este é o fundamento do louvor. Deus é o Amigo fiel e o seu amor nunca desilude. Ele está sempre junto de nós, Ele nos espera sempre. Alguém disse é a sentinela perto de nós que nos faz ir adiante com  segurança. Nos momentos difíceis e sombrios tenhamos a coragem de dizer Louvado seja o Senhor e isso nos fará bem.”

FONTE
Vatican News

FÉRIAS: cuidado e lucidez em tempo de pandemia

jan 9, 2021   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cuidados nas férias

Estas serão e deverão ser as férias do cuidado”. Esta é a afirmação do representante da coordenação nacional da Pastoral do Turismo, o padre Manoel Filho sobre as férias neste mês de janeiro. Segundo ele, se em todas as férias, e em todas as situações de viagens de todos os anos, devemos ser guiados pela cultura do cuidado (com as pessoas, com a cultura dos povos e com a Natureza) mais do que nunca, neste ano, esta preocupação deve estar presente na vida de todas as pessoas.

O padre afirma ser necessário, no contexto da pandemia, reaprender a tirar férias, sobretudo nas regiões de praia, como o Nordeste e Sudeste, e de cachoeiras, no Centro Oeste do Brasil. As férias, segundo ele, num contexto de normalidade, sempre foram marcadas por aglomerações e festas. Neste ano, segundo ele, o testemunho cristão aponta para a necessidade de manter o distanciamento social.

O representante da coordenação nacional da Pastoral do Turismo diz ser necessário, para aqueles que optarem por viajar neste contexto da pandemia, a não deixarem de observar as regras de cada contexto e cidade e as exigências dos médicos-epidemiologistas: usar máscara, álcool em gel, evitar aglomerações e manter o distanciamento social. O bispo de Campos (RJ) e referencial da Pastoral da Saúde, dom Roberto Francisco Ferrería Paz, compartilha da mesma preocupação. Para ele, as férias deste início de 2021, enquanto a população não está protegida pela vacinação, pedem lucidez.

O foco das férias deverá ser o resgate da lucidez, da paz interior, da recuperação de perdas e feridas, para continuar vivendo em equilíbrio. Será necessário empreender viagens interiores, visitar e curar nosso imaginário, investir na ecologia interna pacificando a nossa mente, fortalecer a resiliência e a paciência e ampliar os canais de comunicação com a família e com os amigos”, defendeu o bispo em artigo recente publicado neste portal.

Cuidar do corpo e da espiritualidade
Para além do trabalho de superação da estafa e das descompensações interiores, o bispo defende o uso da máscara em todos os lugares externos. Ele também aponta a necessidade de não aglomerar-se ou permanecer em lugares fechados e pouco ventilados. “Repor as vitaminas, sais minerais, adotar uma alimentação mais saudável, pois o alimento é o melhor remédio. Trabalhar a respiração  consciente, pois nela está a vida, limpar os pulmões de tudo que seja tóxico. Mexer-se, alongar-se, caminhar sempre que possível”, são apontados pelo religioso como necessidades para manter o corpo saudável.  Por outro lado, ele defende que o mais o mais importante é privilegiar momentos fortes de silêncio interior, de autoconhecimento e de meditação para abrir estrada para Deus, aprendendo a contemplá-lo e escutá-lo.

FONTE
Conferência Nacional
dos Bispos do Brasil

A mensagem do Papa Francisco para 2021

jan 2, 2021   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa Francisco durante o Angelus de 1º de janeiro de 2020

O Papa Francisco conduziu a oração mariana do Angelus, nesta sexta-feira (1º/01), Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, e Dia Mundial da Paz, da Biblioteca do Palácio Apostólico.

Começamos o Ano Novo colocando-nos sob o olhar materno e amoroso de Maria Santíssima, que a liturgia hoje celebra como a Mãe de Deus. Desta forma retomamos nosso caminho pelas veredas do tempo, confiando nossas angústias e nossos  tormentos Àquela que pode fazer todas as coisas. Maria nos olha com ternura materna, assim como olhava para seu Filho Jesus. Se olharmos para o Presépio, vemos que Jesus não está no berço. Disseram-me que Nossa Senhora disse: “Deixem-me segurar um pouco no colo este meu filho?” Assim faz Nossa Senhora conosco: quer nos segurar em seus braços para nos proteger como ela protegeu e amou o seu Filho.

Ser operadores de paz
Segundo o Pontífice, “o olhar assegurador e consolador da Virgem Santa é um encorajamento para fazer de modo que este tempo, que nos é dado pelo Senhor, seja gasto para o nosso crescimento humano e espiritual, que seja um tempo para remover os ódios e as divisões, e existem muitas, que seja um tempo para sentir que somos todos mais irmãos e irmãs, que seja um tempo para construir e não para destruir, cuidando uns dos outros e da criação. Um tempo para fazer crescer, um tempo de paz”. A seguir, acrescentou:

É propriamente ao cuidado do próximo e da criação que é dedicado o tema do Dia Mundial da Paz, que hoje celebramos: A cultura do cuidado como percurso de paz. Os dolorosos acontecimentos que marcaram o caminho da humanidade no ano transcorrido, especialmente a pandemia, nos ensinam como é necessário interessar-se pelos problemas dos outros e compartilhar suas preocupações. Esta atitude representa o caminho que leva à paz, pois favorece a construção de uma sociedade fundada em relações fraternais. Cada um de nós, homens e mulheres de nosso tempo, é chamado a realizar a paz: cada um de nós. Não sejamos indiferentes a isso. Somos todos chamados a realizar a paz e a realizá-la todos os dias e em todos os ambientes da vida, estendendo a mão ao irmão que precisa de uma palavra de conforto, de um gesto de ternura, de uma ajuda solidária. Para nós, esta é uma tarefa dada por Deus. O Senhor nos dá a tarefa de sermos operadores de paz.

O Papa ressaltou que “a paz pode ser construída se começarmos a estar em paz conosco, em paz por dentro, no coração, conosco, e com aqueles ao nosso redor, removendo os obstáculos que nos impedem de cuidar dos que se encontram necessitados e na indigência”.

Desenvolver uma cultura do “cuidar” 
Trata-se de desenvolver uma mentalidade e uma cultura do “cuidar”, a fim de derrotar a indiferença, vencer o descarte e a rivalidade, indiferença, descarte e rivalidade que infelizmente prevalecem. Eliminar esses comportamentos. A paz não é apenas a ausência de guerra, a paz nunca é asséptica: não, a paz do quirófano não existe. A paz está na vida: não é apenas a ausência de guerra, mas uma vida rica em sentido, impostada e vivida na realização pessoal e na partilha fraterna com os outros. Então essa paz tão almejada e sempre ameaçada pela violência, pelo egoísmo e pela maldade, aquela paz colocada em perigo, torna-se possível e realizável se eu a tirar como uma tarefa que me foi doada por Deus.

“Que a Virgem Maria, que deu à luz o “Príncipe da Paz”, e que o mima com ternura em seus braços, obtenha para nós do céu o precioso bem da paz, que não podemos perseguir plenamente apenas com a força humana”, disse ainda Francisco. Segundo o Papa, “somente as forças humanas não são suficientes, porque a paz é sobretudo um dom, um dom de Deus; deve ser implorada com oração incessante, sustentada por um diálogo paciente e respeitoso, construída através de uma cooperação aberta à verdade e à justiça e sempre atenta às legítimas aspirações dos indivíduos e dos povos. Meu auspício é que a paz reine no coração dos homens e nas famílias; nos lugares de trabalho e de lazer; nas comunidades e nas nações. Nas famílias, no trabalho, nas nações: paz. E agora que pensamos que a vida hoje é resolvida com guerras, inimizades e muitas coisas que destroem… queremos a paz. E isso é um dom”.

No limiar deste início, a todos estendo meus cordiais votos de um feliz e sereno 2021. Cada um de nós procure fazer com que seja um ano de solidariedade fraterna e de paz para todos; um ano repleto de confiança e de esperanças, que confiamos à proteção celestial de Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe.

Papa convoca Ano Especial dedicado às Famílias

dez 27, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Angelus com o Papa na Biblioteca Apostólica

No Angelus deste domingo, 27, dia em que a Igreja celebra a Sagrada Família, o Papa Francisco anunciou a convocação de um “Ano especial dedicado à Família Amoris laetitia”, que será inaugurado em 19 de março de 2021, dia de São José e quinto aniversário de publicação da Exortação Apostólica. O encerramento está marcado para junho de 2022. Será “um ano de reflexão” e uma oportunidade para “aprofundar os conteúdos do documento”:

“Essas reflexões serão colocados à disposição das comunidades eclesiais e das famílias para acompanhá-las em seu caminho. Desde agora, convido todos a aderir às iniciativas que serão promovidas ao longo do ano e que serão coordenadas pelo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida. Confiemos à Sagrada Família de Nazaré, em particular à São José, esposo e pai solícito, este caminho com as famílias de todo o mundo.”

Família de Nazaré, modelo para todas as família do mundo 
Angelus deste domingo, também foi rezado na Biblioteca do Palácio Apostólico, pois como Francisco havia explicado no Angelus na festa de Santo Estêvão, “devemos fazer assim, para evitar que as pessoas venham para a Praça” e assim colaborar com as disposições dadas pelas Autoridades, “para ajudar a todos nós a escapar desta pandemia.”

Família evangeliza com exemplo de vida
Jesus transcorreu sua infância com alegria na Casa de Nazaré, envolvido “pela solicitude maternal de Maria e pela solicitude de José, em quem Jesus pôde ver a ternura de Deus”.

Ao imitar a Sagrada Família, somos chamados a redescobrir o valor educativo do núcleo familiar: isso requer que seja fundado no amor que sempre regenera as relações, abrindo horizontes de esperança. Em família se poderá experimentar uma comunhão sincera quando ela é casa de oração, quando os afetos são sérios, profundos, puros, quando o perdão prevalece sobre a discórdia, quando a dureza cotidiana do viver é amenizada pela ternura recíproca e pela serena adesão à vontade de Deus. Desta forma, a família se abre à alegria que Deus dá a todos aqueles que sabem dar com alegria. Ao mesmo tempo, encontra energia espiritual para se abrir ao exterior, aos outros, ao serviço dos irmãos, à colaboração para a construção de um mundo sempre novo e melhor; capaz, por isso, de ser portadora de estímulos positivos; a família evangeliza com o exemplo de vida.

“Em família se poderá experimentar uma comunhão sincera quando ela é casa de oração, quando os afetos são profundos e puros, quando o perdão prevalece sobre a discórdia, quando a dureza cotidiana do viver é amenizada pela ternura recíproca e pela serena adesão à vontade de Deus.”

Dá licença, perdão, obrigado
O Papa recordou que nas famílias existem problemas, que às vezes se briga, “mas somos humanos, somos fracos, e todos temos às vezes este fato que brigamos em família”. Mas a recomendação, já feita em outras oportunidades, é que não se acabe o dia sem fazer as pazes, pois “a guerra fria no dia seguinte é muito perigosa”. E lembrou as três palavras fundamentais para que o ambiente em família seja bom: dá licença, perdão, obrigado. “Não ser invasivos”, agradecer sempre, pois “a gratidão é o sangue da alma nobre”, e depois pedir perdão, das três, a palavra mais difícil de dizer.

Famílias, fermento de uma nova humanidade
E o exemplo de evangelizar com a família, continuou então Francisco, é o chamado que nos é feito pela festa de hoje, que nos repropõe o ideal de amor conjugal e familiar, assim como foi enfatizado na Exortação Apostólica Amoris laetitia. Ao concluir, o Papa pediu à Virgem Mariaque” faça com que as famílias de todo o mundo fiquem cada vez mais fascinadas pelo ideal evangélico da Sagrada Família, para assim se tornar fermento de nova humanidade e de uma nova solidariedade concreta e universal.”

A oração de Francisco pelas famílias marcadas pelas feridas da incompreensão e da divisão.
Após rezar o Angelus, ao saudar as famílias, grupos e fiéis que acompanham pelos meios de comunicação, o Santo Padre dirigiu seu pensamento em particular “às famílias que nos últimos meses perderam um familiar ou foram provadas pelas consequências da pandemia. Penso também nos médicos, enfermeiras e todo o pessoal de saúde cujo grande empenho na linha de frente do combate à propagação do vírus teve repercussões significativas na vida familiar”. O Papa também confiou ao Senhor “todas as famílias, especialmente as mais provadas pelas dificuldades da vida e pelas feridas da incompreensão e da divisão. O Senhor, nascido em Belém, conceda a todas a serenidade e a força para caminharem unidos no caminho do bem”.

FONTE
Vatican News

AUDIÊNCIA GERAL: Papa oferece pontos de reflexão em preparação para o Natal

dez 23, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

O Papa Francisco durante a Audiência Geral

Nesta catequese, no período que antecede o Natal, gostaria de oferecer alguns pontos de reflexão em preparação para a celebração do Natal. Na Liturgia da Noite ressoará o anúncio do anjo aos pastores: «Não tenham medo! Eu anuncio para vocês a Boa Notícia, que será uma grande alegria para todo o povo: hoje, na cidade de Davi, nasceu para vocês um Salvador, que é o Messias, o Senhor. Isto lhes servirá de sinal: vocês encontrarão um recém-nascido, envolto em faixas e deitado na manjedoura.»

Com estas palavras o Papa Francisco iniciou a catequese da Audiência Geral, desta quarta-feira (23/12), sobre o Natal, realizada na Biblioteca do Palácio Apostólico.

O Natal se tornou uma festa universal e até quem não acredita sente o encanto deste evento. Contudo, os cristãos sabem que o Natal é um acontecimento decisivo, um fogo eterno que Deus acendeu no mundo, e não pode ser confundido com coisas efêmeras. É importante que não seja reduzido a uma celebração meramente sentimental ou consumista. No domingo passado, eu chamei a atenção para este problema, sublinhando que o consumismo nos sequestrou o Natal. Não! O Natal não deve se reduzir a uma festa somente sentimental e consumista, cheia de presentes e felicitações, mas pobre de fé cristã. E também pobre de humanidade. Portanto, é necessário refrear uma certa mentalidade mundana, incapaz de compreender o núcleo incandescente da nossa fé, que é o seguinte: «E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade». Este é o centro do Natal. Aliás, é a verdade do Natal.

Segundo o Papa, “o Natal nos convida a refletir, por um lado, sobre a dramaticidade da história, em que homens e mulheres, feridos pelo pecado, procuram incessantemente a verdade, a misericórdia e a redenção; e, por outro, sobre a bondade de Deus, que veio ao nosso encontro para nos comunicar a Verdade que salva e para nos tornar participantes da sua amizade e da sua vida. Este é um dom de graça. Isto é pura graça. Sem merecimento nosso. Tudo é graça. Recebemos este dom de graça através da simplicidade e da humanidade do Natal, e ele pode remover dos nossos corações e das nossas mentes o pessimismo que hoje se difundiu por causa da pandemia”.

“Podemos superar esta sensação de desconcerto inquietador, sem nos deixarmos dominar pelas derrotas e fracassos, na consciência redescoberta de que aquele Menino humilde e pobre, escondido e indefeso, é o próprio Deus, que se fez homem para nós. Jesus nasceu dois mil anos atrás e isso diz respeito a mim? Diz respeito a mim, a você, a cada um de nós. Jesus é um de nós. Deus em Jesus é um de nós.” Segundo Francisco, “esta realidade nos dá muita alegria e coragem. Deus não nos desdenhou, não passou ao nosso lado, não desprezou a nossa miséria, não se vestiu de um corpo aparente, mas assumiu plenamente a nossa natureza e condição humana. É um de nós. É como nós. Nada excluiu, exceto o pecado, única coisa que Ele não tem. Toda a humanidade está n’Ele. Ele assumiu tudo o que somos, tal como somos. Isto é essencial para a compreensão da fé cristã. O Natal é a festa do Amor encarnado e nascido para nós em Jesus Cristo. Ele é a luz dos homens que resplandece nas trevas, que dá sentido à existência humana e a toda a história”.

“Queridos irmãos e irmãs, que estas breves reflexões nos ajudem a celebrar o Natal com maior consciência. Mas há outra forma de preparação que quero lembrar, tanto a vocês quanto a mim, e que está ao alcance de todos: meditar um pouco em silêncio diante do presépio”, e acrescentou:

O presépio é uma catequese daquela realidade, daquilo que aconteceu naquele ano, naquele dia, e que ouvimos no Evangelho. Por este motivo, no ano passado escrevi uma Carta, que nos fará bem reler. Intitula-se “Admirabile signum”, “Sinal admirável”. Na escola de São Francisco de Assis, podemos nos tornar um pouco crianças, permanecer em contemplação da cena da Natividade, deixando que renasça em nós a admiração da forma “maravilhosa” como Deus quis vir ao mundo.

“Peçamos a graça do estupor”, disse ainda o Papa, “diante desse mistério, dessa realidade tão tenra, tão bonita, tão próxima ao nosso coração que o senhor nos dê a graça do estupor encontra-lo, para nos aproximar dele, para nos aproximar a todos nós. Isto fará renascer em nós a ternura”. A seguir, disse:

Outro dia falando com alguns cientistas, se falava sobre a inteligência artificial e sobre robôs. Existe robôs programados para fazer tudo. E eu perguntei: mas o que um robô nunca poderá fazer? Eles pensaram. Fizeram propostas e por fim entraram de acordo numa coisa: a ternura. Isso um robô não poderá sentir. E isso é o que Deus nos traz hoje. Uma maneira maravilhosa em que Deus quis vir ao mundo e isso faz renascer em nós a ternura, a ternura humana que é próxima à ternura de Deus e hoje temos grande necessidade de ternura! Precisamos muito de carícia humana diante de tanta miséria! Se a pandemia nos obrigou a estar mais distantes, Jesus, no presépio, nos mostra o caminho da ternura para estarmos próximos, para sermos humanos. Sigamos este caminho. Feliz Natal!

FONTE
Vatican News

A mensagem do Papa à Cúria Romana

dez 21, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa em audiência à Cúria Romana

Colaboração generosa e apaixonada: o Papa Francisco pediu um presente de Natal aos membros da Cúria Romana, ao recebê-los em audiência esta segunda-feira para as tradicionais felicitações natalinas. O discurso do Pontífice foi dedicado a analisar a crise provocada pela pandemia e suas repercussões na sociedade, mas, sobretudo, na Igreja. Francisco recordou o memorável 27 de março passado, quando a Praça estava aparentemente vazia, mas, na realidade, “estava cheia graças à pertença fraterna que nos acomuna nos vários cantos da terra”. Esta mesma fraternidade o levou a escrever a encíclica “Fratelli tutti”, para que este princípio se torne um anseio mundial.

A crise que estamos vivendo é um tempo de graça, afirma o Papa citando alguns episódios narrados na Bíblia: desde crise de Abraão até a “mais eloquente”, que é a de Jesus, e a “crise extrema na cruz”, que abre o caminho da ressurreição.

Ler a crise à luz do Evangelho
Francisco reconhece as muitas pessoas na Cúria que dão testemunho com o seu trabalho humilde, discreto, silencioso, leal, profissional, honesto. Mas há também problemas, com a única diferença de que os estes “vão parar imediatamente aos jornais, enquanto os sinais de esperança fazem notícia só depois de muito tempo e… nem sempre”. Esta reflexão sobre a crise, prossegue, alerta para não julgarmos precipitadamente a Igreja com base nos escândalos de ontem e de hoje. Quem não olha a crise à luz do Evangelho, afirma o Papa, limita-se a fazer a autópsia de um cadáver.

“Estamos assustados com a crise não só porque nos esquecemos de a avaliar como o Evangelho nos convida a fazê-lo, mas também porque olvidamos que o Evangelho é o primeiro a colocar-nos em crise.”

É preciso reencontrar a coragem e a humildade de dizer em voz alta que o tempo da crise é um tempo do Espírito. E junto do Menino deitado numa manjedoura, bem como na presença do homem crucificado, “só encontramos o lugar certo se nos apresentarmos desarmados, humildes, essenciais”.

A crise é positiva, o conflito corrói
Francisco faz também uma distinção entre crise e conflito. “A crise geralmente tem um desfecho positivo, enquanto o conflito cria sempre um contraste, uma competição, um antagonismo aparentemente sem solução, entre sujeitos que se dividem em amigos a amar e inimigos a combater, com a consequente vitória de uma das partes.” A lógica do conflito sempre busca os “culpados” a estigmatizar e desprezar e os “justos” a justificar. Isso favorece o crescimento ou a afirmação de certas atitudes elitistas e de “grupos fechados” que promovem lógicas restritivas e parciais.

“Lida com as categorias de conflito – direita e esquerda, progressista e tradicionalista –, a Igreja divide-se, polariza-se, perverte-se e atraiçoa a sua verdadeira natureza: é um Corpo perenemente em crise.”

Um Corpo em conflito produz vencedores e vencidos, temor, rigidez, falta de sinodalidade. Já a novidade introduzida pela crise desejada pelo Espírito nunca é uma novidade em contraposição ao antigo, mas uma novidade que germina do antigo e o torna sempre fecundo. Jesus exemplifica este conceito com uma frase de Jesus: “Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto”. “Só morrendo para uma certa mentalidade é que conseguiremos também abrir espaço à novidade que o Espírito suscita constantemente no coração da Igreja.”

Crise exige atualização
Francisco recorda que a “Igreja é sempre um vaso de barro, precioso pelo que contém e não pelo que às vezes mostra de si mesma. Temos de esforçar-nos por que a nossa fragilidade não se torne obstáculo ao anúncio do Evangelho, mas lugar onde se manifeste o grande amor de Deus.” A Tradição custodia a verdade e a graça, mas a Igreja tem que lidar com os vários aspectos da verdade que pouco a pouco vamos compreendendo. “Nenhuma modalidade histórica de viver o Evangelho esgota a sua compreensão. Se nos deixarmos guiar pelo Espírito Santo, iremos dia após dia aproximando-nos cada vez mais da ‘Verdade completa’.”

Deixar o conflito de lado, abraçar a crise e colocar-se a caminho
Como comportar-nos na crise? Questiona-se por fim o Papa. Antes de mais nada, aceitá-la como um tempo de graça que nos foi dado para compreender a vontade de Deus sobre cada um de nós e a Igreja inteira. É preciso entrar na lógica, aparentemente contraditória, de que, “quando sou fraco, então é que sou forte”. Ponto fundamental é não interromper o diálogo com Deus, nunca se cansar de rezar. “Não conhecemos outra solução para os problemas que estamos a viver, senão a de rezar mais e, ao mesmo tempo, fazer tudo o que nos for possível com mais confiança.”

Eis então a exortação final do Papa: “Amados irmãos e irmãs, conservemos uma grande paz e serenidade, plenamente conscientes de que todos nós, a começar por mim, somos apenas «servos inúteis», com quem usou de misericórdia o Senhor.”

A crise é movimento, faz parte do caminho. Ao contrário, o conflito é permanecer no labirinto, perdidos em murmurações e maledicências. Francisco pede que cada um de nós, independentemente do lugar que ocupa na Igreja, interrogue-se se quer seguir Jesus na crise ou defender-se Dele no conflito. O Papa conclui pedindo um presente de Natal: a colaboração generosa e apaixonada da Cúria no anúncio da Boa Nova, sobretudo aos pobres. E citou Dom Hélder Câmara e sua famosa frase: “Quando dou comida aos pobres, me chamam de santo. Quando pergunto por que eles são pobres, chamam-me de comunista”.

FONTE
Vatican News

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