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AUDIÊNCIA GERAL | A Catequese do Papa Francisco

dez 13, 2017   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano - Quarta-feira, dia de audiência geral na Sala Paulo VI. Cerca de 7 mil pessoas participaram do encontro semanal com o Papa. Retomando o caminho de reflexões sobre a Missa, Francisco questionou hoje: ‘Por que ir à missa aos domingos?’

Foi no primeiro dia que Ele ressuscitou 
Desde os primeiros tempos, os discípulos de Jesus celebravam o encontro eucarístico com o Senhor no dia que os judeus chamavam ‘o primeiro da semana’ e os romanos ‘o dia do sol’. Depois da Páscoa, os discípulos de Jesus acostumaram-se a esperar a visita do seu divino Mestre no primeiro dia da semana; foi nesse dia que Ele ressuscitou e veio encontrar-Se com eles no Cenáculo, falando e comendo com eles e dando-lhes o Espírito Santo. Este encontro se repetiria oito dias depois, já com a presença de Tomé.

Domingo, dia do Senhor: é Ele que nos encontra
E assim, aos poucos, o primeiro dia da semana passou a ser chamado pelos cristãos ‘o dia do Senhor’, ou seja, o domingo. “A celebração dominical da Eucaristia está no centro da vida da Igreja: nós vamos à missa para encontramos o Senhor ressuscitado, ou melhor, para nos deixarmos encontrar por ele”, disse o Papa, explicando:

É a missa que faz cristão o domingo
Ouvir a sua palavra, alimentar-nos à sua mesa e assim, nos tornarmos Igreja, o seu corpo místico vivo hoje no mundo. Por isso, o domingo é  para nós um dia santo: santificado pela celebração eucarística, presença viva do Senhor para nós e entre nós. É a Missa que faz cristão o domingo”. Entretanto, recordou o Papa: “Infelizmente há comunidades cristãs que não podem ter Missa todos os domingos; mas também elas são chamadas a recolher-se em oração, nesse dia, ouvindo a Palavra de Deus e mantendo vivo o desejo da Eucaristia. Sem Cristo, estamos condenados a ser dominados pelo cansaço do dia-a-dia com as suas preocupações e pelo medo do futuro. O encontro dominical com Jesus dá-nos a força de que necessitamos para viver com coragem e esperança os nossos dias”.

A conclusão 
Concluindo, por que ir à missa aos domingos? “Não é suficiente responder que isto é um preceito da Igreja. Nós cristãos precisamos participar da missa dominical porque somente com a graça de Jesus, com a sua presença viva em nós e entre nós, podemos colocar em prática o seu mandamento e sermos testemunhas críveis”. Mais ainda, a comunhão eucarística com Jesus ressuscitado antecipa aquele domingo sem ocaso em que toda a humanidade entrará no repouso de Deus.

FONTE 
Rádio Vaticano 
Programa Brasileiro

EVANGELIZAÇÃO NAS REDES SOCIAIS | Há 5 anos o Papa assumia a “missão digital”

dez 11, 2017   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano (RV) – Em 12 de dezembro de 2012, o Papa Bento XVI publicava seu primeiro tweet na conta @Pontifex. Um pequeno, mas histórico gesto, pois pela primeira vez, de fato, um Pontífice aceitava o desafio da evangelização nas redes sociais. O Papa Francisco deu continuidade à escolha profética e hoje é seguido por mais de 40 milhões de pessoas, nas contas em 9 línguas. Há cinco anos, ao lado de Bento XVI que tuitava pela primeira vez, estavam o Presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações, Dom Claudio Maria Celli e o Substituto para os Assuntos Gerais da Secretaria de Estado, Dom Angelo Becciu.

A RV pediu a Dom Becciu algumas recordações daquele momento e para propor uma reflexão sobre o significado da presença dos Papas nas redes sociais:

Recordo-me que estávamos com o Papa Bento: estava um pouco sem jeito, cauteloso ao pressionar o tablet. Porém, ao mesmo tempo, o vi alegre: alegre de poder entrar em diálogo com os internautas, de fazer parte da nova onda de comunicadores modernos, por isto tenho uma bela recordação. E me parece que os resultados dão razão àquela escolha: 40 milhões de seguidores no Twitter e 5 milhões no Instagram. Que meio melhor para conseguir chegar a tantas pessoas e difundir a Palavra de Deus!”.

RV: O Papa Francisco afirmou diversas vezes estar distante das novas tecnologias, também com uma certa ironia a respeito de si próprio. Mesmo assim, está presente nas redes sociais, como twiter e instagram. Na sua opinião, qual é o significado mais profundo que o Pontífice atribui a esta sua presença naquilo que Bento XVI chamou de “continente digital?”

Sim, o Papa não está brincando – me deixe passar a palavra – não é familiarizado com estas novas tecnologias, mas se interessa. Quer ver, estar atualizado, lê a respeito! Qual o significado a ser dado a isto? Eu penso que o Papa está consciente de ser o evangelizador, o primeiro missionário no mundo. E portanto, para ele, todos os instrumentos são bons: os meios que podem levar a sua palavra evangelizadora. Como dizia antes, isto hoje, é um instrumento quase indispensável, único: não pode ser desprezado. Com alegria vejo que lê os tweets que deve publicar e os aprova com grande entusiasmo”.

RV: Na sua opinião, que ensinamentos podemos tirar, como cristãos, do estilo com que o Papa Francisco marca presença nas redes sociais? Que conselho o senhor daria aos irmãos que usam as redes sociais?

Parece-me que o próprio Papa Francisco tenha dado conselhos sobre como usar estes instrumentos. Antes de tudo, não abusar deles: na Missa, não usá-los! E fez também a nós sacerdotes, bispos, o alerta para não abusarmos destes instrumentos. Porém, ao mesmo tempo, devemos ter a coragem e a sabedoria de saber usá-los. A coragem, porque é uma novidade e portanto é preciso saber jogar com estas novidades. E depois a sabedoria: como todo instrumento, deve ser usado na medida correta. Vemos que muitos fazem deles um uso nefasto, de ofensas, de lugar para discussões muitas vezes ofensivas. Ao invés disto, para nós, deve ser o instrumento que ajuda a nos comunicarmos com os outros. E a comunicação deve ajudar a crescer no espírito, na cultura, na postura em relação aos outros”.

FONTE
Rádio Vaticano 
Programa Brasileiro

“A corrupção deve ser combatida com força”, indicou o Papa Francisco

dez 10, 2017   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco tuitou neste sábado (09/12), Dia Mundial de Combate à Corrupção, promovido pelas Nações Unidas: “A corrupção deve ser combatida com força. É um mal baseado na idolatria do dinheiro que fere a dignidade humana“. Este é um tema que o Papa Francisco abordou várias vezes desde o início de seu pontificado. Aliás, desde quando era Arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio sempre se posicionou contra a corrupção. Em seu pontificado, recordamos, em particular, o apelo feito no bairro napolitano de Scampia, em março de 2015, onde conjugando um neologismo eficaz afirmou que “um cristão que deixa entrar dentro de si a corrupção, fede”.

Bispos brasileiros contra a corrupção
Precisamos terminar com as castas que se enquistam no poder público distribuindo benesses e privilégios para os seus comparsas. Quem rouba milhões, mata milhões, não se defendem direitos humanos e sociais deixando impune a corrupção, sem tocar nos tentáculos das máfias do poder. Que o Evangelho do poder-serviço nos leve a construir um Brasil republicano, centrado na justiça, na integridade e no bem comum”. O trecho acima é do artigo do Bispo de Campos (RJ), Dom Roberto Francisco Ferreria Paz, recém-publicado no site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que tem como tema “Refundar e fazer nova a República”. No artigo, o bispo retrata em poucos parágrafos a crise do sistema político e a extensão do câncer da corrupção no Brasil.

O prelado é uma das milhares de vozes brasileiras que têm se levantado contra a corrupção que assola o país. A data de hoje, remete ao dia em que o Brasil e mais 101 países assinaram a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, em 2003, na cidade mexicana de Mérida. Para o Bispo de Ipameri (GO), Dom Guilherme Werlang, Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Social Transformadora da CNBB, a corrupção é moralmente um grande e gravíssimo pecado.

Uma pessoa que compactua e pratica a corrupção jamais poderá ser reconhecida como cristão ou cristã. Eticamente, a corrupção destrói qualquer sociedade”. O bispo destaca ainda que é preciso uma conscientização coletiva não só da corrupção que existe nos altos escalões da sociedade brasileira ou praticado por políticos, seja no Executivo, Legislativo ou no Judiciário. “Temos que nos conscientizar que a corrupção começa com as pequenas desonestidades, desde a infância. Ela cresce, por exemplo, quando não exigimos fiscal. Quando queremos vantagens sobre pagamentos escondendo parte do valor. Quando fizermos a educação nova da honestidade e transparência aí podemos pensar em vencer a corrupção endêmica do Brasil”, enfatiza Dom Werlang.

Em 26 de outubro passado, a CNBB divulgou uma nota sobre o grave momento político, destacando que a corrupção corrói o Brasil. No texto, a entidade repudia a falta de ética que se instalou nas instituições públicas, empresas, grupos sociais e na atuação de inúmeros políticos que, “traindo a missão para a qual foram eleitos, jogam a atividade política no descrédito”. A Conferência criticou também a apatia e o desinteresse pela política, que crescem cada dia mais no meio da população brasileira, inclusive nos movimentos sociais. Apesar de tudo, a entidade diz que é preciso vencer a tentação do desânimo, pois só uma reação do povo, consciente e organizado, no exercício de sua cidadania é capaz de purificar a política e a esperança dos cidadãos que “parecem não mais acreditar na força transformadora e renovadora do voto”.

De acordo com os dados da Organização das Nações Unidas sobre Drogas e Crime no Brasil (UNODC), a corrupção é o maior obstáculo ao desenvolvimento econômico e social na atualidade. Todos os anos, 1 trilhão de dólares é pago em suborno, enquanto cerca de 2,6 trilhões de dólares são roubados pela corrupção, o equivalente a mais de 5% do Produto Interno Bruto mundial. Segundo estudo divulgado pela entidade Transparência Internacional, o Brasil fechou o ano de 2016 em 79º lugar entre 176 países no ranking sobre a percepção de corrupção no mundo. Além do Brasil, estão empatados em 79º lugar Bielorrússia, China e Índia.

Dom Guilherme, convoca a Igreja no Brasil, os pastores, leigos e leigas, neste Ano do Laicato, a assumirem uma nova educação partindo da Palavra de Deus, que desafia e orienta ao mesmo tempo como buscar isto. “O bom exemplo deve partir de nós. Infelizmente, a desonestidade também acontece entre nós, nas Igrejas Cristãs, em nossas paróquias e dioceses onde também se fazem estas concessões e um jogo não tão transparente como deveria ser. Portanto, temos muito trabalho e devemos ser os primeiros a dar um bom exemplo de uma vida honesta, transparente e justa para sermos construtores de uma nova sociedade”, conclui.

FONTE
Rádio Vaticano
Programa Brasileiro
(Com informações do site da CNBB)

Presépio e árvore de Natal do Vaticano foram inaugurados

dez 7, 2017   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano (RV) –  O presépio e a árvore – “sinais da compaixão do Pai celeste, da sua participação e proximidade à humanidade, que experimenta não ser abandonada na noite dos tempos, mas visitada e acompanhada nas próprias dificuldades”,  como afirmou o Papa Francisco aos doadores destes símbolos do Natal – foram inaugurados na tarde desta quinta-feira na Praça São Pedro, para a alegria de centenas de italianos e turistas de várias partes do mundo presentes na cerimônia, de pouco mais de uma hora.

Cânticos natalinos e discursos, intercalados por execuções da Banda da Gendarmaria Vaticana, encheram de harmonia o entardecer de outono no Vaticano. Durante a cerimônia, teve lugar uma troca de presentes (um Papai Noel e um brinquedo com chocolates) entre as crianças da Abadia, duas crianças da Fundação Thun e duas crianças de Espoleto e Núrcia. Na conclusão da cerimônia, uma criança da Fundação deu uma tocha a uma criança da Diocese de Espoleto, para iluminar no sábado uma árvore de Natal na região atingida pelo terremoto de 2016, como sinal de esperança.

O Presépio este ano foi oferecido pela Abadia Territorial de Montevergine. Inspirado na arte de presépios do século XVIII, seguindo a mais antiga tradição napolitana, o presépio ocupa uma superfície de 80m², com uma altura máxima de 7 metros, sendo formado por 20 personagens com altura por volta dos 2 metros. As vestimentas são em tecido, as faces em terracota policromática e os olhos em cristal. Ao lado do Presépio, o pinheiro de 28 metros doado pela Diocese polonesa de Elk, e que percorreu 2000 km até chegar a Praça São Pedro. A projeção da largura da árvore chega a atingir um diâmetro máximo de dez metros.

As bolas de natal e demais enfeites do pinheiro, feitos com argila, foram confeccionados por crianças tratadas em setores de oncologia de hospitais italianos. O Presépio e a árvore ficarão montados na Praça São Pedro até 7 de janeiro de 2018, dia em que se comemora o Batismo do Senhor e se conclui, na Liturgia, o Tempo de Natal.

FONTE
Rádio Vaticano 
Programa Brasileiro

JERUSALÉM: o apelo do Papa

dez 6, 2017   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano (RV) – Ao final da Audiência Geral desta quarta-feira (06/12), na Sala Paulo VI, o Papa fez um apelo em prol da cidade de Jerusalém“Não posso silenciar a minha profunda preocupação pela situação que se criou nos últimos dias e, ao mesmo tempo, dirigir um forte apelo para que seja compromisso de todos respeitar o status quo da cidade, em conformidade com as pertinentes Resoluções das Nações Unidas. Jerusalém é uma cidade única, sagrada para os judeus, os cristãos e os muçulmanos, que nela veneram os Locais Santos das respectivas religiões, e tem uma vocação especial à paz. Peço ao Senhor que esta identidade seja preservada e reforçada em benefício da Terra Santa, do Oriente Médio e do mundo inteiro e que prevaleçam sabedoria e prudência, para evitar acrescentar novos elementos de tensão num panorama mundial já turbulento e marcado por inúmeros e cruéis conflitos .”

O apelo do Pontífice foi motivado pela decisão do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de anunciar esta quarta-feira a mudança da embaixada estadunidense de Tel Aviv para Jerusalém. A Cidade Santa é disputada como capital também pelos palestinos. O Presidente palestino Mahmoud Abbas manifestou a Trump a preocupação de que esta mudança da política dos EUA possa ter consequências perigosas para o processo de paz em todo o Oriente Médio. Abbas fez um apelo ao Papa Francisco e aos presidentes de Rússia, França e Jordânia para que tentem dissuadir Trump.

 

FONTE 
Rádio Vaticano 
Programa Brasileiro

“Saibam falar aos corações dos jovens”, indica o Papa Francisco em mensagem às Pontifícias Academias

dez 5, 2017   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano (RV) – Realizou-se, nesta terça-feira (05/12), no Palácio da Chancelaria, no Vaticano, a 22ª Sessão Solene Pública das Pontifícias Academias. Durante o evento, o Secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin, entregou o “Prêmio das Pontifícias Academias” . Para a ocasião, o Papa Francisco enviou uma mensagem ao Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura e do Conselho de Coordenação entre as Academias Pontifícias, Cardeal Gianfranco Ravasi.

Este encontro das sete Pontifícias Academias, que se realiza a cada ano desde 1995, é “um incentivo à pesquisa e ao aprofundamento de temas fundamentais para a visão humanista cristã”, afirma o Papa no texto. Esta edição sobre o tema “In interiore homine. Percursos de pesquisa na tradição latina”, tem como protagonista, pela primeira vez, a Pontifícia Academia Latinitatis, inserida no Conselho de Coordenação entre as Pontifícias Academias logo depois de sua instituição, iniciativa do Papa emérito Bento XVI, “a fim de incentivar o compromisso de um maior conhecimento e um uso mais competente da língua latina no âmbito eclesial e no vasto mundo da cultura”.

O Papa ressalta na mensagem que esse tema “pretende conjugar os itinerários de pesquisas expressos por autores latinos, clássicos e cristãos, com uma temática absolutamente central, não somente na experiência cristã, mas também humana. O tema da interioridade, do coração, da consciência e da autoconsciência está presente em toda cultura como também nas diferentes tradições religiosas e se repropõe com urgência e força em nosso tempo, muitas vezes caracterizado pela aparência, pela superficialidade, pela divisão entre coração e mente, interioridade e exterioridade, consciência e comportamentos. Os momentos de crise, de mudança, de transformação não somente das relações sociais, mas sobretudo da pessoa e sua identidade profunda, lembram inevitavelmente a reflexão sobre a interioridade e sobre a essência íntima do ser humano”.

“O itinerário da vida cristã e da vida humana é sintetizado pelo dinamismo interior e depois exterior, que dá início ao caminho de conversão, de mudança profunda, coerente e não hipócrita, de desenvolvimento integral autêntico da pessoa.” A esse propósito o Papa cita a Parábola do Pai Misericordioso que teve compaixão de seu filho pródigo. Francisco recorda algumas figuras pertencentes ao mundo clássico greco-romano e ao mundo cristão, como os Padres da Igreja e os escritores latinos do primeiro milênio cristão que refletiram sobre esse dinamismo interior do ser humano, “propondo-nos vários textos que ainda hoje são profundos e atuais, e não devem cair no esquecimento”.

Citou as obras de Santo Agostinho como as “Confissões” e o “De vera religione”, em que o santo se interroga sobre que é a verdadeira harmonia e, resumindo tanto a sabedoria antiga quanto as palavras do Evangelho, afirma:“Não saia de si, volte para si mesmo; a verdade habita no homem interior e, se você achar que sua natureza é mutável, transcende a si”(39,72). A reflexão de Santo Agostinho se torna um forte apelo no Comentário ao Evangelho de João (18,10): “Volte ao seu coração! Onde você quer ir longe de si? Indo longe, você vai se perder. Por que andar em estradas desertas?”. Renovando o convite, aponta a meta, a pátria do itinerário humano: “Volte ao coração; e lá examine aquilo que talvez você percebe de Deus, porque a imagem de Deus está lá; Cristo habita no interior do homem.”

Segundo o Papa Francisco, essas “afirmações sugestivas” são atuais sobretudo para os “jovens que, iniciando a grande aventura da vida, muitas vezes se envolvem nos labirintos da superficialidade, da banalidade, do sucesso exterior que esconde um vazio interior, da hipocrisia que camufla a divisão entre as aparências e o coração, entre o corpo bonito e cuidado, e a alma vazia e árida”. Francisco fez um apelo aos acadêmicos, aos participantes da 22ª Sessão Solene Pública das Pontifícias Academias, aos que têm a tarefa do ensino e da transmissão da sabedoria dos Padres da Igreja, contida nos textos da cultura latina: “Saibam falar aos corações dos jovens, saibam valorizar a rica herança do patrimônio da tradição latina para educá-los no caminho da vida e acompanhá-los ao longo das estradas ricas de esperança e confiança, aproveitando a experiência e a sabedoria daqueles que tiveram a alegria e a coragem de ‘voltar a si mesmos’ para seguir a própria identidade e vocação humana”.

FONTE 
Rádio Vaticano 
Programa Brasileiro

ANGELUS | “Estar atentos e vigilantes são os pressupostos para não continuar a vagar afastado dos caminhos do Senhor”, disse o Papa

dez 4, 2017   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano (RV) – “Estar atentos e vigilantes são os pressupostos para não continuar a vagar afastados dos caminhos do Senhor, perdidos  em nossos pecados e em nossas infidelidades”. Na reflexão do Angelus deste I Domingo do Advento, logo após seu retorno da Viagem Apostólica a Mianmar e Bangladesh, o Papa Francisco refletiu sobre as características que uma pessoa atenta, em resposta à exortação contida no Evangelho de Marcos, proposto pelo Evangelho do dia.

O Advento – explicou o Papa – é o tempo que nos é dado para acolher o Senhor que vem ao nosso encontro, para verificar o nosso desejo de Deus, para olhar em frente e preparar-nos para o retorno de Cristo”, que vem a nós de diversas maneiras, como na festa de Natal que recorda sua vinda histórica, mas também sempre que estivermos “dispostos a recebê-lo”, e virá de novo no final dos tempos para “julgar os vivos e os mortos. Por isto devemos sempre estar vigilantes e esperar o Senhor com a esperança de encontrá-lo”, frisou.

Francisco então, comentou algumas características de uma pessoa atenta. A primeira delas, é que mesmo em meio ao “barulho do mundo”, não deixa-se tomar pela “distração ou pela superficialidade, mas vive de maneira plena e consciente, com uma preocupação voltada antes de tudo aos outros: com este comportamento percebemos as lágrimas e as necessidades do próximo e podemos perceber também neles as capacidades e as qualidades humanas e espirituais”.

Mas a pessoa atenta, também se preocupa com o mundo,  “buscando combater a indiferença e a crueldade presente nele”, mas também alegrando-se pelos tesouros de beleza que também existem e devem ser custodiados: trata-se de ter um olhar de compreensão para reconhecer quer as misérias e as pobrezas dos indivíduos e das sociedades, assim como para reconhecer a riqueza escondida nas pequenas coisas de cada dia, precisamente ali onde nos colocou o Senhor.

Mas a pessoa vigilante, também acolhe o convite para vigiar, ou seja, “não deixar-se dominar pelo sono do desencorajamento, da falta de esperança, da desilusão: ao mesmo tempo, rejeita a solicitação de tantas vaidades de que o mundo está cheio e por trás das quais, às vezes, são sacrificados tempo e serenidade pessoal e familiar”. O Papa recorda a “dolorosa experiência do povo de Israel” – narrada pelo Profeta Isaías – consequência de ter se afastado do caminho do Senhor: “também nós nos encontramos muitas vezes nesta situação de infidelidade ao chamado do Senhor: Ele nos indica o bom caminho, o caminho de fé,  o caminho do amor, mas nós buscamos a nossa felicidade em outro lugar”.

Por fim, Francisco sublinha os pressupostos para não vagarmos “afastados dos caminhos do Senhor: estar atentos e vigilantes são os pressupostos para não continuar a vagar afastado dos caminhos do Senhor, perdidos  em nossos pecados e em nossas infidelidades; estar atentos e vigilantes são as condições para permitir a Deus irromper na nossa existência, para restituir a ela significado e valor com a sua presença repleta de bondade e de ternura”.

Ao  concluir, o Pontífice pediu que “Maria Santíssima, modelo na espera do Senhor e ícone da vigilância, nos guie ao encontro de seu filho Jesus, vivificando o nosso amor por Ele”.

FONTE
Rádio Vaticano 
Programa Brasileiro

VIAGEM APOSTÓLICA: “As diferenças religiosas não devem ser fonte de divisão e desconfiança, mas sim uma força em prol da unidade, do perdão, da tolerância”

nov 28, 2017   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Nay Pyi Taw (RV)“Venho sobretudo para rezar com a pequena mas fervorosa comunidade católica da nação, para confirmar na fé e encorajá-la no esforço de contribuir para o bem da nação.” Com essas palavras já no início de seu discurso – o primeiro em terras birmanesas –, o Papa Francisco descreveu o objetivo precípuo desta sua viagem apostólica internacional a Mianmar. No encontro com as autoridades, a sociedade civil e o Corpo diplomático – após a cerimônia de boas-vindas e visita de cortesia ao presidente da nação –, na capital Nay Pyi Taw, o Santo Padre ressaltou sua satisfação ao visitar o país depois do estabelecimento formal das relações diplomáticas entre Mianmar e Santa Sé e o esforço do estado do sudeste asiático na prossecução do diálogo e da cooperação construtiva dentro da comunidade internacional.

“Gostaria também que a minha visita pudesse atingir toda a população de Mianmar e oferecer uma palavra de encorajamento a todos aqueles que estão trabalhando para construir uma ordem social justa, reconciliada e inclusiva”, disse o Pontífice. Reconhecendo a beleza extraordinária e numerosos recursos naturais do país, Francisco ressaltou que seu maior tesouro contudo é, sem dúvida, “o seu povo, que sofreu muito e continua sofrendo por causa de conflitos civis e hostilidades que duraram muito tempo e criaram profundas divisões”.

“Uma vez que agora a nação está trabalhando para restaurar a paz, a cura destas feridas não pode deixar de ser uma prioridade política e espiritual fundamental”, acrescentou. “Com efeito, o árduo processo de construção da paz e reconciliação nacional só pode avançar através do compromisso com a justiça e do respeito pelos direitos humanos. A sabedoria dos antigos definiu a justiça como a vontade de reconhecer a cada um aquilo que lhe é devido, enquanto os antigos profetas a consideraram como o fundamento da paz verdadeira e duradoura.” “Estas intuições, confirmadas pela trágica experiência de duas guerras mundiais, levaram à criação das Nações Unidas e à Declaração Universal dos Direitos Humanos como base dos esforços da comunidade internacional para promover a justiça, a paz e o progresso humano em todo o mundo e para resolver os conflitos através do diálogo, e não com o uso da força”, acrescentou.

“O futuro de Mianmar deve ser a paz, uma paz fundada no respeito pela dignidade e os direitos de cada membro da sociedade, no respeito por cada grupo étnico e sua identidade, no respeito pelo Estado de Direito e uma ordem democrática que permita a cada um dos indivíduos e a todos os grupos – sem excluir nenhum – oferecer a sua legítima contribuição para o bem comum.” A este ponto de seu discurso, o Santo Padre chamou a atenção para o papel privilegiado que as comunidades religiosas têm a desempenhar no imenso trabalho de reconciliação nacional.

“As diferenças religiosas não devem ser fonte de divisão e desconfiança, mas sim uma força em prol da unidade, do perdão, da tolerância e da sábia construção da nação. As religiões podem desempenhar um papel significativo na cura das feridas emocionais, espirituais e psicológicas daqueles que sofreram nos anos de conflito. Impregnando-se de tais valores profundamente enraizados, elas podem ajudar a extirpar as causas do conflito, construir pontes de diálogo, procurar a justiça e ser uma voz profética para as pessoas que sofrem.” É um grande sinal de esperança o fato de que os líderes das várias tradições religiosas deste país se estejam comprometendo a trabalhar juntos, com espírito de harmonia e respeito mútuo, pela paz, pela ajuda aos pobres e pela educação nos valores religiosos e humanos autênticos, continuou Francisco.

Em seguida, o Papa voltou seu pensamento para os jovens da nação qual dom a ser estimado e encorajado, “um investimento que só produzirá um bom rendimento na base de oportunidades reais de emprego e duma educação de qualidade”. Francisco insistiu que o futuro do país dependerá da formação dos seus jovens, “não só nos campos técnicos, mas sobretudo na formação para os valores éticos de honestidade, integridade e solidariedade humanas”, frisou. O Papa concluiu seu primeiro discurso em Mianmar com um encorajamento à pequena comunidade católica evocando um papel importante também para ela nesta nova fase histórica do país do sudeste asiático:

“Nestes dias, quero encorajar os meus irmãos e irmãs católicos a perseverar na sua fé e a continuar a expressar a sua mensagem de reconciliação e fraternidade através de obras caritativas e humanitárias, de que toda a sociedade possa beneficiar. Espero que, na respeitosa cooperação com os seguidores de outras religiões e com todos os homens e mulheres de boa vontade, contribuam para abrir uma nova era de concórdia e progresso para os povos desta amada nação.”

FONTE
Rádio Vaticano 
Programa Brasileiro

ANGELUS | Acompanhe a mensagem dirigida pelo Papa aos fiéis

nov 26, 2017   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano (RV) – “No fim de nossas vidas, seremos julgados pelo amor, isto é, pelo nosso esforço concreto em amar e servir Jesus em nossos irmãos menores e necessitados. Jesus virá no final dos tempos para julgar todas as nações, mas vem a nós todos os dias, em muitas maneiras, e nos pede para acolhê-lo. Aquele mendicante, aquele afamado, aquele encarcerado, aquele doente é Jesus. Pensemos nisto”. São as palavras pronunciadas pelo Papa Francisco no Angelus deste domingo (26/11), descrevendo, no comentário sobre o Juízo Universal, o “Cristo como rei, pastor e juiz, que mostra os critérios de pertença ao Reino de Deus”.

Que a Virgem Maria nos ajude a encontrá-lo e recebê-lo em sua Palavra e na Eucaristia, e ao mesmo tempo, nos irmãos e irmãs que sofrem com a fome, a doença, a opressão, a injustiça. Que nossos corações possam acolhê-lo no hoje de nossas vidas, para que sejamos acolhidos por Ele na eternidade de seu Reino de luz e de paz”. Em sua breve catequese, diante de algumas milhares de pessoas, na Praça São Pedro, o Papa recordou as indicações do Evangelho sobre o Juízo Universal, apresentadas na Liturgia de hoje:

Vinde! Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; eu estava na prisão e fostes me visitar”. “Os justos, comentou o Papa, ficam surpresos, porque não se lembram de ter encontrado antes Jesus e muito menos de tê-lo ajudado daquela forma; mas Ele declara: ‘todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!’. Esta palavra nunca deixa de nos surpreender, porque nos revela até que ponto chega o amor de Deus: até o ponto de se colocar em nosso lugar, mas não quando estamos bem, saudáveis e felizes… não! Quando estamos necessitados. E desta forma, escondida, Ele se deixa encontrar, nos estende a mão, como um mendicante. Assim Jesus revela o critério decisivo de seu juízo, ou seja, o amor concreto pelo próximo com dificuldades. E assim revela o poder do amor, a realeza de Deus: solidário com quem sofre para suscitar em todos os lugares atitudes e obras de misericórdia”.

Mas – recordou Francisco – a palavra do juízo prossegue apresentando o rei que afasta de si aqueles que durante suas vidas não se preocuparam com as necessidades dos irmãos”. “Também neste caso, eles ficam surpresos e perguntam: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome, ou com sede, como estrangeiro, ou nu, doente ou preso, e não te servimos?‘ Ou seja, ‘Se tivéssemos visto, certamente teríamos ajudado!’ Mas o rei responde: ‘todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes’!”.

FONTE
Rádio Vaticano
Programa Brasileiro

Atentado no Egito

nov 25, 2017   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cairo (RV) – Sobe para 235 o número de mortos no ataque ocorrido na manhã desta sexta-feira contra uma mesquita no norte da Península do Sinai. Segundo a Agência oficial Mena – que cita fontes de segurança do Cairo – ao menos 125 pessoas ficaram feridas no ataque. Homens armados não identificados, suspeitos de fazerem parte de grupos islâmicos, lançaram uma bomba contra a Mesquita al-Rawdah, para então abrir foco contra os fiéis que rezavam no dia sagrado para os muçulmanos.

Nenhum grupo assumiu o atentado, o mais mortal na Península do Sinai há anos. Segundo fontes locais, as vítimas são muçulmanos pertencentes à corrente mística “sufi”, considerada apóstata pelo Estado Islâmico. As forças armadas do Egito, com o uso de drones, afirmaram ter matado 15 milicianos envolvidos no atentado em uma região desértica próxima a Bir al-Abed, a oeste da cidade de Arish. O Presidente egípcio al-Sisi reuniu o gabinete para uma reunião de emergência. Foi decretado luto oficial de três dias no país.

Chefes de Estado e Governo de diversos países condenaram o atentado, ao mesmo tempo em que reafirmam o compromisso de lutar contra o terrorismo. Este é mais um atentado no âmbito das violências perpetradas contra as comunidades religiosas não-islâmicas ou que seguem um tipo de islã diferente daquele oficial sunita. No decorrer de 2017, a comunidade cristã egípcia foi alvo de uma série de ataques. O último dos quais, o atentado contra um ônibus em 26 de maio, que matou dezenas de peregrinos coptas.

Milicianos do Isis cometem constantes ataques, sobretudo no Sinai, com o objetivo de instabilizar o governo do Presidente Abdel Fattah al-Sisi. Desde a deposição do ex-Presidente islâmico Mohammed Morsi em 2013, terroristas islâmicos assassinaram centenas de soldados e policiais.

FONTE* 
Rádio Vaticano 
Programa Brasileiro

* com Agências

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