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24 HORAS PARA O SENHOR: portas abertas para a Confissão e a Adoração

fev 19, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano - O Papa Francisco, na mensagem para a Quaresma, recordou que “se por vezes parece apagar-se em muitos corações o amor, este não se apaga no coração de Deus! Ele sempre nos dá novas ocasiões, para podermos recomeçar a amar”. E uma ocasião propícia para isto – afirmou –  é a iniciativa «24 horas para o Senhor», que convida “a celebrar o Sacramento da Reconciliação num contexto de Adoração Eucarística”.

De fato, no dias 9 e 10 de março, as igrejas das dioceses de todo o mundo são convidadas a deixar abertas as suas portas initerruptamente, oferecendo assim aos fiéis que desejarem, a possibilidade do acesso à Confissão e à Adoração Eucarística. Nesta quinta edição da iniciativa, o Papa Francisco também encontrará os Missionários da Misericórdia, que por desejo do próprio Santo Padre, continuam com sua missão de levar o Sacramento da Reconciliação nos cinco continente, dois anos após o Jubileu da Misericórdia.

Confessioni

Na Itália, a iniciativa chegará também às prisões, graças à disponibilidade dos capelães, como antecipou à Agência Sir o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, o arcebispo Rino Fisichella. A iniciativa “24 horas para o Senhor” está no coração do Papa, que falou dela também na mensagem final para a Quaresma. Quais as novidades da edição deste ano? “É verdade, podemos dizer que esta iniciativa – que chega à quinta edição – insere-se sempre mais no coração da Igreja, tanto que tornou-se um momento que parece ser um encontro fixo da Quaresma: o Papa Francisco a incluiu também em sua Mensagem. O tema deste ano é uma expressão do Salmo 30: “Junto de vós está o perdão”. O desejo é o de abrir o coração para fazer entrar a vida de Deus, que o transforma e assim nos faz felizes”.

A resposta das Igrejas locais a esta iniciativa, poderíamos dizer que dê corpo a uma espécie de “mapa” das dioceses do mundo em resposta ao Sacramento da Confissão e à Adoração Eucarística. Sob este aspecto, qual o panorama nos diferentes continentes? “Das notícias que recebemos quando os bispos vêm a Roma para as visitas “ad limina”, vemos que quando se fala “24 horas para o Senhor”, todos já sabem do que se trata. É um sinal muito importante para nós, porque quer dizer que vivem esta experiência e permitem realizá-la e difundi-la nas próprias dioceses. Precisamente nestes dias, recebi uma carta do Inspetor Geral dos Cárceres que continha a proposta de viver “24 horas para o Senhor” também nas penitenciárias. Os capelães foram alertados para viver esta experiência e este momento de perdão: um momento, este, que foi pensado, desejado e esperado”.

Vivemos momentos como estes também no calendário do Jubileu convocado pelo Papa Francisco…. “Durante o Jubileu tocamos com a mão como o nosso povo tem a necessidade da misericórdia. É um caminho que continua, uma dimensão que, de maneira especial, vemos entrar sempre mais na vida das nossas comunidades. A experiência do perdão é sem dúvida um das experiências mais belas que podemos experimentar em nossa vida: se porém não o imploramos como dom do Pai, se não nos deixamos perdoar por Ele, não seremos capazes de poder recebê-lo e, por sua vez, perdoarmos os nossos irmãos”.

Depois da Quaresma, o foco é o caminho de preparação ao Sínodo dos Jovens. Como vocês estão se preparando para este acontecimento, que terá um “ensaio geral” no encontro dos jovens italianos em agosto com o Papa? “Depois do “24 horas para o Senhor”, no Domingo de Ramos celebraremos em nível diocesano o Dia Mundial da Juventude. Muitos jovens virão a Roma para vivê-la com o Papa Francisco, a espera do Sínodo de outubro. O domingo seguinte será o Domingo da Misericórdia, que este ano será vivido de maneira particularmente solene: o Papa celebrará a Missa na Praça São Pedro, junto com todas as pessoas, grupos, associações, realidades da vida consagrada, que se inspiram na misericórdia. E o tema da misericórdia será retomado também nos dias sucessivos, em que estarão presentes em Roma tantos “Missionários da Misericórdia” que o Papa decidiu enviar pelo mundo durante o Jubileu. Trata-se de um encontro desejado e decidido pelo Santo Padre, que quis encontrar novamente os missionários, dois anos mais tarde, para analisar junto com eles o percurso feito, ouvir os seus testemunhos e manter aceso o sentido vivo do Pai que perdoa sempre, a quem implora a sua misericórdia, removendo todo obstáculo ao perdão”.

O processo de reforma do Papa Francesco para a Cúria Romana, como sabemos, segue em frente. Há alguma novidade em relação a este dicastério? “Também nós estamos à espera de saber o que acontecerá. Muitos passos foram dados, alguns dicastérios foram incorporados. Não posso e não sou capaz de prever os passos sucessivos. Isto não evita que continuemos a viver a experiência da nova evangelização, um tema fundamental e determinante para a vida da Igreja, sobretudo neste momento. Basta pensar no Sínodo de 2012 e na Evangelii gaudium, que podemos definir como uma verdadeira ‘Carta Magna’ da nova evangelização. Independente do êxito da reforma, permanecerá uma dimensão estrutural: o tema da nova evangelização está em primeira alinha na vida da Igreja”. 

FONTE
Vatican News
(Agência Sir)

ANGELUS | “Em nossa vida, precisamos sempre de conversão”, disse o Papa

fev 18, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano – Sob muita chuva, mas com a Praça São Pedro repleta de fiéis, turistas e romanos, o Papa Francisco rezou a oração do Angelus este domingo (18/02) e a precedeu com algumas palavras de reflexão sobre a Quaresma. Inspirado no Evangelho de Marcos, Francisco propôs os três temas mencionados na leitura do dia: tentação, conversão e Boa Nova. Assim como Jesus se preparou 40 dias no deserto, posto à prova por Satanás, para vencer as tentações nós devemos fazer o nosso ‘treinamento’ espiritual, disse o Papa. “Somos chamados a enfrentar o mal mediante a oração para sermos capazes, com a ajuda de Deus, de derrotá-lo em nosso dia a dia. Infelizmente, o mal está à obra em nossa existência e ao nosso redor, aonde existem violências, negação do próximo, fechamentos, guerras e injustiças”.

Papa saúda fiéis presentes na Praça São Pedro

Boa Nova exige do homem conversão e fé
Em nossa vida, precisamos sempre de conversão; não somos suficientemente orientados a Deus e devemos continuamente dirigir nossa mente e nosso coração a Ele. Para isto, é preciso ter a coragem de rechaçar tudo o que nos conduz fora do caminho, os falsos valores que atraem o nosso egoísmo”. Frisando que “a Quaresma é um tempo de penitência, mas não de tristeza”, o Papa lembrou que é um compromisso alegre e sério para nos despojarmos de nosso egoísmo e de velhos ranços, e renovarmo-nos na graça do Batismo. “O reino de Deus é a realização de todas as nossas aspirações mais profundas e autênticas porque é, ao mesmo tempo, salvação do homem e glória de Deus”.

O apelo de Jesus à conversão
Que Maria Santíssima nos ajude a viver esta Quaresma com fidelidade à Palavra de Deus e com oração incessante, como fez Jesus no deserto. Não é impossível! Trata-se de viver os dias desejando intensamente acolher o amor que vem de Deus e que quer transformar nossa vida e o mundo inteiro!”.

 

FONTE
Vatican News

A exortação do Papa Francisco sobre o jejum

fev 16, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano – Jejuar com coerência e não para aparecer. Na homilia da Missa na Casa Santa Marta, o Papa Francisco advertiu quanto ao jejum incoerente, exortando a nos questionar sobre como nos comportamos com os outros. Na primeira leitura, extraída do livro do Profeta Isaías (Is 58,1-9a), fala-se do jejum que o Senhor quer: “quebrar as cadeias injustas, desligar as amarras do jugo, tornar livres os que estão detidos, enfim romper todo tipo de sujeição”.

Papa celebra na Capela da Casa Santa Marta

O jejum é uma dos deveres da Quaresma, recordou o Papa. “Se não puder fazer um jejum total, que faz sentir fome até os ossos, “faça um jejum humilde, mas verdadeiro”, pediu o Papa. É Isaías que evidencia as inúmeras incoerências na prática da virtude: cuidar dos próprios interesses, o dinheiro, enquanto o jejum é “um pouco despojar-se”; fazer penitência em paz : “não pode, de um lado, falar com Deus e, de outro, falar com o diabo”, porque é incoerente, advertiu o Francisco. “Não jejuem mais como fazem hoje, de modo que se ouça o barulho”, ou seja, nós jejuamos, nós somos católicos, somos praticantes; eu pertenço àquela associação, nós jejuamos sempre, fazemos penitência. Mas, vocês jejuam com coerência ou fazem a penitência incoerentemente como diz o Senhor, com barulho, para que todos vejam e digam: “Mas que pessoa justa, que homem justo, que mulher justa…” Este é um disfarce; é maquiar a virtude“.

É preciso disfarçar, mas seriamente, com o sorriso, isto é, não mostrar que está fazendo penitência. “Procura a fome para ajudar os outros, mas sempre com o sorriso”, exortou o Santo Padre. O jejum consiste também em humilhar-se e isso se realiza pensando nos próprios pecados e pedindo perdão ao Senhor.  “Mas, se este pecado que eu cometi fosse descoberto, fosse publicado nos jornais, que vergonha!” -  “Pois bem, envergonha-te!”, disse o Papa, convidando também a quebrar as cadeias injustas.

“Eu penso a tantas domésticas que ganham o pão com o seu trabalho: humilhadas, desprezadas… Nunca pude esquecer uma vez que fui a casa de um amigo quando criança. Vi a mãe dar um tapa na doméstica.  81 anos… Não esqueci aquilo. “Sim, não Pai, eu nunca dou um tapa” – “Mas como os trata? Como pessoas ou como escravos? Pagas a eles o justo? Dás a eles as férias, é uma pessoa ou um animal que te ajuda em casa?”.  Pensem somente nisto. Nas nossas casas, nas nossas instituições, existe isto. Como eu me comporto com a doméstica que tenho em casa, com as domésticas que estão em casa?”

Então, um outro exemplo nascido de sua experiência pessoal. Falando com um senhor muito culto que explorava as domésticas, o Papa o fez entender que se tratava de um pecado grave, porque são “como nós, imagem de Deus”, enquanto ele sustentava que eram “pessoas inferiores”. O jejum que o Senhor quer – como recorda ainda a Primeira leitura – consiste em “partilhar o pão com o faminto, no acolher em casa os miseráveis, sem-teto, em vestir os nus, sem negligenciar o teu sangue”.

Hoje – observa Francisco – se discute se damos o teto ou não àqueles que vem pedi-lo”. E, ao concluir, exorta a fazer penitência, a “sentir um pouco a fome”, a “rezar mais” durante a Quaresma e a perguntar-se como se comporta com os outros: “O meu jejum chega a ajudar os outros? Se não chega, é fingido, é incoerente e te leva pelo caminho da vida dupla. Faço de conta ser cristão, justo…. como os fariseus, como os saduceus. Mas, por dentro, não o sou. Peça humildemente a graça da coerência. A coerência. Se eu não posso fazer algo, não a faço. Mas não fazê-la incoerentemente. Fazer somente aquilo que eu posso fazer, mas com coerência cristã. Que o Senhor nos dê esta graça”.

FONTE
Vatican News

Papa: Quaresma é tempo precioso para desmascarar as tentações

fev 14, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano - O Papa Francisco presidiu, nesta quarta-feira (14/02), na Basílica de Santa Sabina, no bairro Aventino, em Roma, a santa missa com o rito de imposição das cinzas. “O tempo de Quaresma é propício para corrigir os acordes dissonantes da nossa vida cristã e acolher a notícia sempre nova, feliz e esperançosa da Páscoa do Senhor. Na sua sabedoria materna, a Igreja propõe-nos prestar especial atenção a tudo o que possa arrefecer e oxidar o nosso coração de fiel”, disse o Papa em sua homilia. Segundo o Pontífice, “várias são as tentações, a que nos vemos expostos. Cada um de nós conhece as dificuldades que deve enfrentar”. E é triste constatar, nas vicissitudes diárias, como se levantam vozes que, aproveitando-se da amargura e da incerteza, nada mais sabem semear senão desconfiança.

E, se o fruto da fé é a caridade – como gostava de repetir Santa Teresa de Calcutá –, o fruto da desconfiança é a apatia e a resignação. Francisco ressaltou que “a Quaresma é tempo precioso para desmascarar estas e outras tentações e deixar que o nosso coração volte a bater segundo as palpitações do coração de Jesus. Toda esta liturgia está impregnada por este sentir, podendo-se afirmar que o mesmo ecoa em três palavras que nos são oferecidas para «aquecer o coração fiel»: para, olha e regressa”.

Papa Francisco durante a missa de imposição das cinzas na Basílica de Santa Sabina

Parar

“Para um pouco, deixa esta agitação e este correr sem sentido que enche a alma de amargura sentindo que nunca se chega a parte alguma. O Santo Padre convidou também a parar “um pouco com o olhar altivo, com o comentário ligeiro e desdenhoso que nasce do ter esquecido a ternura, a compaixão e o respeito pelo encontro com os outros, especialmente os vulneráveis, feridos e até imersos no pecado e no erro”. Para um pouco com o ruído ensurdecedor que atrofia e atordoa os nossos ouvidos e nos faz esquecer a força fecunda e criativa do silêncio. Para um pouco com a atitude de fomentar sentimentos estéreis e infecundos que derivam do fechamento e da autocomiseração e levam a esquecer de sair ao encontro dos outros para compartilhar os fardos e os sofrimentos. Para diante do vazio daquilo que é instantâneo, momentâneo e efêmero, que nos priva das raízes, dos laços, do valor dos percursos e de nos sentirmos sempre a caminho”. “Pare, para olhar e contemplar”, disse ainda o Papa.

Olhar

A seguir, Francisco convidou a olhar, olhar “os sinais que impedem de se apagar a caridade, que mantêm viva a chama da fé e da esperança. Rostos vivos com a ternura e a bondade de Deus, que age no meio de nós”. “Olha os rostos interpeladores de nossas crianças e jovens carregados de futuro e de esperança, carregados de amanhã e de potencialidades que exigem dedicação e salvaguarda. Rebentos vivos do amor e da vida que sempre conseguem abrir caminho por entre os nossos cálculos mesquinhos e egoístas.”

Olha os rostos dos nossos doentes e de quantos se ocupam deles; rostos que, na sua vulnerabilidade e no seu serviço, nos lembram que o valor de cada pessoa não pode jamais reduzir-se a uma questão de cálculo ou de utilidade.

Olha os rostos arrependidos de muitos que procuram remediar os seus erros e disparates e, a partir das suas misérias e amarguras, lutam por transformar as situações e continuar para diante.

Olha e contempla o rosto do Amor Crucificado, que continua hoje, a partir da cruz, a ser portador de esperança; mão estendida para aqueles que se sentem crucificados, que experimentam na sua vida o peso dos fracassos, dos desenganos e das desilusões.

De todos? Sim; de todos. Olhar o seu rosto é o convite cheio de esperança deste tempo de Quaresma para vencer os demónios da desconfiança, da apatia e da resignação. Rosto que nos convida a exclamar: o Reino de Deus é possível!”

Regressar

“Para, olha e regressa”, frisou o Papa. Regressa à casa de teu Pai. “Regressa! Sem medo: este é o tempo oportuno para voltar a casa, a casa do «meu Pai e vosso Pai». Este é o tempo para se deixar tocar o coração… Permanecer no caminho do mal é fonte apenas de ilusão e tristeza. A verdadeira vida é outra coisa muito diferente, e bem o sabe o nosso coração. Deus não Se cansa nem Se cansará de estender a mão.”

FONTE 
Vatican News

DIA MUNDIAL DO ENFERMO: A mensagem do Papa Francisco

fev 11, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano - Neste dia 11 de fevereiro, dia de Nossa Senhora  de Lourdes,  a Igreja recorda o Dia Mundial do Enfermo. Todos os anos o Papa  envia uma mensagem de fé e esperança aos profissionais e voluntários que trabalham na área da saúde. Para a celebração da data este ano,  o Papa Francisco escolheu as palavras de Jesus, elevado na cruz, que se dirige à sua mãe e a João, dizendo: “Eis o seu filho! (…) Eis a sua mãe!” (Jo 19, 26-27). Esta data, de origem religiosa, tem o objetivo de apelar à sociedade e à comunidade mundial por melhores condições de tratamento e atenção às pessoas doentes, seja nos hospitais, postos de saúde ou mesmo em casa. O Dia Mundial do Enfermo foi criado em 11 de fevereiro de 1992, por iniciativa do Papa João Paulo II.

A mensagem para este Dia Mundial do Enfermo foi divulgada no último dia 11 de dezembro. No texto, Francisco reafirma o serviço da Igreja aos doentes e destaca o exemplo de Maria no cuidado para com essas pessoas. A mensagem traz como tema as palavras que Jesus, do alto da cruz, dirige a Maria e a João: «“Eis o teu filho! (…) Eis a tua mãe!” E, desde aquela hora, o discípulo acolheu-A como sua» (Jo 19, 26-27). São Palavras que deram origem à vocação materna de Maria em relação a toda a humanidade, explica Francisco na mensagem.

Segundo o Papa, a vocação materna da Igreja para com os necessitados e doentes concretizou-se em uma série de iniciativas em favor dos enfermos e constitui uma história de dedicação que não deve ser esquecida. “A imagem da Igreja como ‘hospital de campo’, acolhedora de todos os que são feridos pela vida, é uma realidade muito concreta, porque, nalgumas partes do mundo, os hospitais dos missionários e das dioceses são os únicos que fornecem os cuidados necessários à população”.

O Santo Padre destaca ainda no texto o trabalho da Pastoral da Saúde como necessário e essencial e recorda a ternura e perseverança de tantas famílias ao acompanhar seus doentes. Segundo o Papa, os cuidados por parte da família são testemunho de amor pela pessoa humana e devem ser apoiados. “Portanto, médicos e enfermeiros, sacerdotes, consagrados e voluntários, familiares e todos aqueles que se empenham no cuidado dos doentes, participam nesta missão eclesial. É uma responsabilidade compartilhada, que enriquece o valor do serviço diário de cada um”. Francisco concluiu a mensagem confiando a Maria todos os doentes no corpo e no espírito, para que os sustente na esperança. “A Virgem Maria interceda por este XXVI Dia Mundial do Doente, ajude as pessoas doentes a viverem o seu sofrimento em comunhão com o Senhor Jesus, e ampare aqueles que cuidam delas”.

Eis a íntegra da mensagem:

Papa Francisco com um enfermo

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE FRANCISCO

PARA O XXVI DIA MUNDIAL DO DOENTE

(11 DE FEVEREIRO DE 2018)

Mater Ecclesiae: «“Eis o teu filho! (…) Eis a tua mãe!”
E, desde aquela hora, o discípulo acolheu-a como sua»
(Jo 19, 26-27)

Queridos irmãos e irmãs!

O serviço da Igreja aos doentes e a quantos cuidam deles deve continuar, com vigor sempre renovado, por fidelidade ao mandato do Senhor (cf. Lc 9, 2-6, Mt 10, 1-8; Mc 6, 7-13) e seguindo o exemplo muito eloquente do seu Fundador e Mestre.

Este ano, o tema do Dia do Doente é tomado das palavras que Jesus, do alto da cruz, dirige a Maria, sua mãe, e a João: «“Eis o teu filho! (…) Eis a tua mãe!” E, desde aquela hora, o discípulo acolheu-A como sua» (Jo 19, 26-27).

1. Estas palavras do Senhor iluminam profundamente o mistério da Cruz. Esta não representa uma tragédia sem esperança, mas o lugar onde Jesus mostra a sua glória e deixa amorosamente as suas últimas vontades, que se tornam regras constitutivas da comunidade cristã e da vida de cada discípulo.

Em primeiro lugar, as palavras de Jesus dão origem à vocação materna de Maria em relação a toda a humanidade. Será, de uma forma particular, a mãe dos discípulos do seu Filho e cuidará deles e do seu caminho. E, como sabemos, o cuidado materno dum filho ou duma filha engloba tanto os aspetos materiais como os espirituais da sua educação.

O sofrimento indescritível da cruz trespassa a alma de Maria (cf. Lc 2, 35), mas não a paralisa. Pelo contrário, lá começa para Ela um novo caminho de doação, como Mãe do Senhor. Na cruz, Jesus preocupa-Se com a Igreja e toda a humanidade, e Maria é chamada a partilhar esta mesma preocupação. Os Atos dos Apóstolos, ao descrever a grande efusão do Espírito Santo no Pentecostes, mostram-nos que Maria começou a desempenhar a sua tarefa na primeira comunidade da Igreja. Uma tarefa que não mais terá fim.

2. O discípulo João, o amado, representa a Igreja, povo messiânico. Ele deve reconhecer Maria como sua própria mãe. E, neste reconhecimento, é chamado a recebê-La, contemplar n’Ela o modelo do discipulado e também a vocação materna que Jesus Lhe confiou incluindo as preocupações e os projetos que isso implica: a Mãe que ama e gera filhos capazes de amar segundo o mandamento de Jesus. Por isso a vocação materna de Maria, a vocação de cuidar dos seus filhos, passa para João e toda a Igreja. Toda a comunidade dos discípulos fica envolvida na vocação materna de Maria.

3. João, como discípulo que partilhou tudo com Jesus, sabe que o Mestre quer conduzir todos os homens ao encontro do Pai. Pode testemunhar que Jesus encontrou muitas pessoas doentes no espírito, porque cheias de orgulho (cf. Jo 8, 31-39), e doentes no corpo (cf. Jo 5, 6). A todos, concedeu misericórdia e perdão e, aos doentes, também a cura física, sinal da vida abundante do Reino, onde se enxugam todas as lágrimas. Como Maria, os discípulos são chamados a cuidar uns dos outros; mas não só: eles sabem que o Coração de Jesus está aberto a todos, sem exclusão. A todos deve ser anunciado o Evangelho do Reino, e a caridade dos cristãos deve estender-se a todos quantos passam necessidade, simplesmente porque são pessoas, filhos de Deus.

4. Esta vocação materna da Igreja para com as pessoas necessitadas e os doentes concretizou-se, ao longo da sua história bimilenária, numa série riquíssima de iniciativas a favor dos enfermos. Esta história de dedicação não deve ser esquecida. Continua ainda hoje, em todo o mundo. Nos países onde existem sistemas de saúde pública suficientes, o trabalho das congregações católicas, das dioceses e dos seus hospitais, além de fornecer cuidados médicos de qualidade, procura colocar a pessoa humana no centro do processo terapêutico e desenvolve a pesquisa científica no respeito da vida e dos valores morais cristãos. Nos países onde os sistemas de saúde são insuficientes ou inexistentes, a Igreja esforça-se por oferecer às pessoas o máximo possível de cuidados da saúde, por eliminar a mortalidade infantil e debelar algumas pandemias. Em todo o lado, ela procura cuidar, mesmo quando não é capaz de curar. A imagem da Igreja como «hospital de campo», acolhedora de todos os que são feridos pela vida, é uma realidade muito concreta, porque, nalgumas partes do mundo, os hospitais dos missionários e das dioceses são os únicos que fornecem os cuidados necessários à população.

5. A memória da longa história de serviço aos doentes é motivo de alegria para a comunidade cristã e, de modo particular, para aqueles que atualmente desempenham esse serviço. Mas é preciso olhar o passado sobretudo para com ele nos enriquecermos. Dele devemos aprender: a generosidade até ao sacrifício total de muitos fundadores de institutos ao serviço dos enfermos; a criatividade, sugerida pela caridade, de muitas iniciativas empreendidas ao longo dos séculos; o empenho na pesquisa científica, para oferecer aos doentes cuidados inovadores e fiáveis. Esta herança do passado ajuda a projetar bem o futuro. Por exemplo, a preservar os hospitais católicos do risco duma mentalidade empresarial, que em todo o mundo quer colocar o tratamento da saúde no contexto do mercado, acabando por descartar os pobres. Ao contrário, a inteligência organizativa e a caridade exigem que a pessoa do doente seja respeitada na sua dignidade e sempre colocada no centro do processo de tratamento. Estas orientações devem ser assumidas também pelos cristãos que trabalham nas estruturas públicas, onde são chamados a dar, através do seu serviço, bom testemunho do Evangelho.

6. Jesus deixou, como dom à Igreja, o seu poder de curar: «Estes sinais acompanharão aqueles que acreditarem: (…) hão de impor as mãos aos doentes e eles ficarão curados» (Mc 16, 17.18). Nos Atos dos Apóstolos, lemos a descrição das curas realizadas por Pedro (cf. At 3, 4-8) e por Paulo (cf. At 14, 8-11). Ao dom de Jesus corresponde o dever da Igreja, bem ciente de que deve pousar, sobre os doentes, o mesmo olhar rico de ternura e compaixão do seu Senhor. A pastoral da saúde permanece e sempre permanecerá um dever necessário e essencial, que se há de viver com um ímpeto renovado começando pelas comunidades paroquiais até aos centros de tratamento de excelência. Não podemos esquecer aqui a ternura e a perseverança com que muitas famílias acompanham os seus filhos, pais e parentes, doentes crónicos ou gravemente incapacitados. Os cuidados prestados em família são um testemunho extraordinário de amor pela pessoa humana e devem ser apoiados com o reconhecimento devido e políticas adequadas. Portanto, médicos e enfermeiros, sacerdotes, consagrados e voluntários, familiares e todos aqueles que se empenham no cuidado dos doentes, participam nesta missão eclesial. É uma responsabilidade compartilhada, que enriquece o valor do serviço diário de cada um.

7. A Maria, Mãe da ternura, queremos confiar todos os doentes no corpo e no espírito, para que os sustente na esperança. A Ela pedimos também que nos ajude a ser acolhedores para com os irmãos enfermos. A Igreja sabe que precisa duma graça especial para conseguir fazer frente ao seu serviço evangélico de cuidar dos doentes. Por isso, unamo-nos todos numa súplica insistente elevada à Mãe do Senhor, para que cada membro da Igreja viva com amor a vocação ao serviço da vida e da saúde. A Virgem Maria interceda por este XXVI Dia Mundial do Doente, ajude as pessoas doentes a viverem o seu sofrimento em comunhão com o Senhor Jesus, e ampare aqueles que cuidam delas. A todos, doentes, agentes de saúde e voluntários, concedo de coração a Bênção Apostólica.

Vaticano, 26 de novembro – Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo – de 2017.

 

FONTE 
Vatican News

BENTO XVI | 5 anos da renúncia ao Pontificado

fev 10, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano - Cinco anos se passaram desde 11 de fevereiro de 2013, quando Bento XVI anunciou a decisão de renunciar ao Pontificado. Aquele gesto, que pegou o mundo de surpresa, é cada vez mais compreendido como um grande ato de amor pela Igreja. Alessandro Gisotti, do Vatican News, entrevistou Mons. Alfred Xuereb, hoje Secretário-geral da Secretaria para a Economia, que foi o vice-secretário de Bento XVI de 2007 até o fim do Pontificado. “Tenho muitas recordações do Papa Bento XVI e não quero esquecê-los, para manter aqueles anos vivos em minha memória. Obviamente, os momentos mais fortes foram ligados à sua renúncia. Lembro-me muito bem quando em 5 de fevereiro de 2013, ele me chamou em sua sala e me anunciou a decisão de renunciar. Naquela hora, pensei em lhe pedir para pensar um pouco mais… mas não o fiz, porque sabia que ele havia rezado muito. E justamente ali me recordei que durante um longo tempo, ele se detinha na sacristia antes de celebrar a missa; ficava rezando inclusive quando o relógio tocava assinalando o início da celebração. Ele o ignorava e permanecia ali, diante do crucifixo, na sacristia. Eu pensava que ele estava rezando por alguma coisa muito importante.“ Naquele dia 5, enquanto ouvia sua decisão, pensei: ‘Então era por isso que ele rezava tanto!

Quando o mundo inteiro foi informado
Naturalmente outro momento forte foi o anúncio público, no Consistório de 11 de fevereiro. Eu chorei o tempo todo e inclusive no almoço. Ele entendeu que eu estava emocionado; eu lhe disse: ‘Santo Padre, mas o sr. está tranquilo?’. E ele respondeu com firmeza: ‘Sim’, porque seu trabalho já estava feito. Estava sereno porque sabia que tinha avaliado tudo e que estava em paz, na vontade de Deus”.

A despedida e a nova incumbência
Outro  momento importante para mim foi a despedida, porque ele me disse: ‘Você fica com o novo Papa’. E assim, quando foi eleito o Papa Francisco, ele lhe escreveu uma carta reiterando que me deixaria livre, caso precisasse de mim. E quando chegou o dia de deixar Castel Gandolfo, a Secretaria de Estado me avisou: ‘Corre, faz a mala porque o Papa Francisco está abrindo as cartas sozinho!’. Entrei no escritório de Bento e lhe pedi, chorando, a sua bênção. Ele levantou, eu fiquei de joelhos e com tranquilidade, me deu a bênção e me deixou ir”.

A atual condição de Bento XVI
“Fui convidado por ele no dia de meu aniversário, 14 de outubro passado, para celebrar a missa e tomar café da manhã. Eu o vi bastante lúcido, me perguntou várias coisas. E os olhares que me dirigiu significavam que ele estava contente em me rever. Recordava bem alguns detalhes sobre minha família, minha mãe e até seus gatos!. Obviamente está muito frágil fisicamente. Tem quase 91 anos…”.

Nos últimos cinco anos as pessoas entenderam melhor aquele gesto?
“Algumas pessoas sim, mas penso que outras ainda devem compreendê-lo. Foi um gesto grandioso. Bento XVI entendeu especialmente durante o voo ao México que não poderia mais fazer viagens longas. Em breve chegaria a Jornada Mundial da Juventude no Brasil e ele percebeu que não conseguiria mais viajar e fazer esforços como aquele… Sua atitude foi heroica, a meu ver, porque pensou sobretudo na Igreja, no amor pela Igreja que era muito maior do que o amor por si mesmo, por seu ego. Não se incomodou com o que pessoas ou realidades poderiam pensar sobre ele… que não tinha coragem para prosseguir… Uma vez que entendeu que Deus lhe havia pedido aquele gesto, amando a Igreja, ele se tranquilizou”.

Mons. Alfred Xuereb e Bento XVI

“O Papa Francisco deu-lhe imediatamente a definição certa: ‘Temos o privilégio de ter um ‘vovô’ em casa’. E estou certo de que o Papa Francisco faz isso. Naturalmente, os gestos também falam. Ainda antes de se apresentar ao mundo, na sacada da Basílica de São Pedro, ele tentou ligar para o Papa Bento para cumprimentá-lo. Nós estávamos na sala da TV, onde o telefone estava sempre o volume baixo e por isso não o ouvimos tocar. Este é o motivo porque o Papa Francisco chegou atrasado na sacada. Mais tarde, nos ligaram novamente, durante o jantar, e disseram que Francisco chamaria depois. Quando chegou o telefonema, passei para o Papa Bento e o ouvi dizer: ‘Santidade, prometo desde já minha obediência e orações’. Não posso me esquecer daqueles momentos”. 

Enfim, Mons. Xuereb afirma que Bento XVI quis optar por uma vida retirada para justamente se preparar para o encontro final com o Senhor. “Mas, enquanto o faz, vive esta fase com espiritualidade profunda, oferecendo orações e também a fragilidade de sua condição de saúde, dedicando-a em favor da Igreja… do Papa e da Igreja”.

FONTE 
Vatican News

SÍNODO | A Igreja do Brasil espera muito do Sínodo para a Amazônia

fev 8, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano – “A Igreja do Brasil espera muito do Sínodo para a Amazônia: orientações pastorais, reflexões, propostas que venham animar mais a vida e a missão da Igreja na Amazônia; uma oportunidade para ouvir a voz dos povos indígenas e defender sempre mais sua vida, seus direitos e sua dignidade”. Entrevistado por Luis Modino, pela Repam, o Cardeal Sérgio da Rocha, Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. CNBB, acrescenta: “Será também a oportunidade para pensar justamente como tornar a Igreja cada vez mais ministerial, onde seja refletida a problemática da ausência de presbíteros ou de ministros ordenados na vida das nossas Igrejas da Amazônia”.

Encontro com os povos indígenas. Puerto Maldonado, 19/01/2018

A Assembleia sinodal – afirma ainda o arcebispo de Brasília –  vai pensar justamente em como tornar a Igreja cada vez mais ministerial, como valorizar os diversos ministérios na própria vida da Igreja e quais são as respostas pastorais que dará a essa carência de ministros ordenados para as comunidades”.

FONTE
Cristiane Murray
Vatican News

“Ensinem o povo a adorar em silêncio”, recomendou o Papa

fev 5, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano – Ir em frente, no caminho em subida, rumo à oração de adoração, com a memória no coração da eleição e da aliança. Este foi o convite que o Papa Francisco dirigiu esta manhã na homilia da Missa celebrada na Casa Santa Marta. A reflexão partiu da Primeira Leitura do dia (1Re 8,1-7.9-13), na qual se narra que o rei Salomão  convoca o povo para subir ao Templo, para fazer entrar a arca da aliança do Senhor. Um caminho em subida que, portanto, nem sempre é fácil. Uma subida para levar a aliança, durante a qual o povo carregava consigo a própria história, “a memória da eleição”.

Papa na Capela da Casa Santa Marta

Carregava duas tábuas de pedra, nuas, assim como tinham sido dadas por Deus – destacou o Papa –, “não como este povo tinha aprendido dos escribas”, que a tinham “barroquizada”, a tornaram barroca “com tantas prescrições”. “A Aliança nua: eu o amo e você me ama”: o primeiro mandamento, amar a Deus e, segundo, amar ao próximo. Na arca, de fato, não havia nada senão duas tábuas de pedra. Então, introduziram a arca no santuário, e assim que os sacerdotes saíram do lugar santo, a nuvem encheu o templo do Senhor.

Então o povo entrou em adoração: “dos sacrifícios que faziam no caminho em subida ao silêncio, à humilhação da adoração“. “Tantas vezes penso – disse o Papa – que nós não ensinamos o nosso povo a adorar”: “Sim, os ensinamos a rezar, a cantar, a louvar a Deus, mas a adorar…. A oração de adoração, esta que nos prostra sem nos prostrar: a prostração da adoração nos dá nobreza e grandeza. E aproveito, hoje, vocês, com tantos párocos de recente nomeação, para dizer: mah, ensinem o povo a adorar em silêncio, adorar”.

A exortação do Papa é portanto, para aprender, a partir de agora, aquilo que faremos no Céu: a oração de adoração. “Mas, somente, podemos chegar lá com a memória de termos sido eleitos, de ter dentro do coração uma promessa que nos impele a seguir e com a aliança nas mãos e no coração. E sempre em caminho: caminho difícil, caminho em subida, mas em caminho rumo à adoração”. Diante da glória de Deus as palavras desaparecem, não se sabe o que dizer, observa Francisco. Na liturgia de amanhã, Salomão, de fato, durante a adoração, consegue dizer somente duas palavras: “Escuta e perdoa”.

O Papa, ao concluir, convida a “adorar em silêncio, com toda a história que trazemos, e pedir: “Escuta e perdoa”: “Nos fará bem hoje, tomar um pouco de tempo em oração, com a memória de nosso caminho, a memória das graças recebidas, a memória da eleição, da promessa,  da aliança e procurar se elevar, rumo à adoração, e em meio à adoração, com muita, humildade dizer somente esta pequena oração: “Escuta e perdoa”.

FONTE 
Vatican News

ANGELUS | Papa convoca dia de Jejum e Oração pela paz

fev 4, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano – “As vitórias obtidas com a violência são falsas vitórias”. Diante da continuação de inúmeros conflitos em diversas partes do mundo, o Papa Francisco no Angelus deste domingo voltou a condenar a violência e convocou um Dia de Jejum e Oração pela paz: “E agora um anúncio: diante da trágica continuação de situações de conflito em diversas partes do mundo, convido todos os fiéis a um Dia especial de Oração e Jejum pela Paz em 23 de fevereiro próximo, sexta-feira da Primeira Semana da Quaresma”.

"As vitórias obtidas com a violência são falsas vitórias", disse o Papa no Angelus

O ofereceremos em particular pelas populações da República Democrática do Congo e do Sudão do sul. Como em outras ocasiões similares, convido também os irmãos e irmãs não católicos e não cristãos para se associarem a esta iniciativa nas modalidades que considerarem mais oportunas, mas todos juntos”. O Santo Padre recordou que “o nosso Pai Celeste escuta sempre os seus filhos que gritam a Ele na dor e na angústia, “cura os corações feridos e enfaixa  suas feridas””. O Pontífice também dirigiu um apelo, para que também cada um de nós também ouça este grito e que cada um, diante de Deus, pergunte na própria consciência: “O que eu posso fazer pela paz?”: “Certamente podemos rezar; mas não só. Cada um pode dizer concretamente “não” à violência naquilo que depender dele ou dela Porque as vitórias obtidas com a violência são falsas vitórias; enquanto trabalhar pela paz faz bem a todos!”

FONTE 
Vatican News

“A violência veiculada e praticada em nome da religião só pode atrair descrédito em relação à própria religião”, disse o Papa em encontro

fev 2, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano - A série de audiências do Papa Francisco esta sexta-feira começou com cerca de 50 participantes da Conferência “Combater a violência praticada em nome da religião”. Em seu discurso, o Pontífice definiu “significativo” um encontro do gênero entre responsáveis políticos e líderes religiosos. De modo especial, recordou suas palavras pronunciadas na viagem ao Egito, quando exortou a excluir toda absolutização que justifique formas de violência. “A violência veiculada e praticada em nome da religião só pode atrair descrédito em relação à própria religião; como tal, deve ser condenada por todos e, com convicção especial, pelo homem autenticamente religioso, que sabe que em Deus não pode haver espaço para o ódio, o rancor e a vingança.”

Violência em nome de Deus difama a religião, afirma o Papa

Francisco afirma que uma das maiores blasfêmias é chamar Deus como garante dos próprios pecados e crimes, de chamá-lo para justificar o homicídio, o massacre, a escravidão, a exploração, a opressão e a perseguição de pessoas e inteiras populações. “Todo líder religioso é chamado a desmarcar qualquer tentativa de manipular Deus”, insistiu o Papa, acrescentando que a pertença a uma determinada religião não dá nenhuma dignidade ou direitos suplementares.

O Pontífice exorta não só líderes políticos e religiosos, mas também educadores e agentes da comunicação num esforço conjunto para combater a violência em nome da religião. “Expresso novamente o meu apreço pela vontade de reflexão e de diálogo sobre um tema assim tão dramaticamente importante, e por ter dado uma qualificada contribuição ao crescimento da cultura da paz fundada sempre sobre a verdade e o amor.”

FONTE 
Vatican News

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