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SANTA DULCE DOS POBRES, rogai por nós!

out 13, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

A imagem dos cinco beatos que serão canonizados dia 13 de outubro, expostas na fachada da Basílica de São Pedro

Cidade do Vaticano – Irmã Dulce é santa. A celebração litúrgica com o rito da canonização reuniu cerca de 50 mil pessoas na Praça São Pedro. Com o “Anjo bom da Bahia”, foram canonizados também João Henrique Newman, Josefina Vannini, Maria Teresa Chiramel Mankidiyan, e Margarida Bays. A cerimônia teve início com o rito da canonização: o prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal Angelo Becciu, acompanhado dos postuladores, vai até o Santo Padre e pede que se proceda à canonização dos beatos. O Cardeal apresenta brevemente a biografia de cada um deles, que são então declarados santos. Segue a ladainha dos santos e o Pontífice lê a fórmula de canonização. O prefeito da Congregação, sempre acompanhado dos postulares, agradece ao Santo Padre e o coral entoa o canto do Glória.

Invocar
Na homilia, o Papa Francisco comentou o Evangelho deste 28º Domingo do Tempo Comum, que narra a cura de 10 leprosos. “A tua fé te salvou” (Lc 17, 19). É o ponto de chegada do Evangelho de hoje, que nos mostra o caminho da fé. Neste percurso de fé, afirmou o Papa, vemos três etapas cumpridas pelos leprosos curados, que invocam, caminham e agradecem.

Primeiro, invocar. Assim como hoje, os leprosos sofrem, além pela doença em si, mas pela exclusão social. No tempo de Jesus, eram considerados impuros e, como tais, deviam estar isolados, separados. Eles invocam Jesus “gritando” e o Senhor ouve o grito de quem está abandonado. “Também nós – todos nós – necessitamos de cura, como aqueles leprosos. Precisamos de ser curados da pouca confiança em nós mesmos, na vida, no futuro; curados de muitos medos; dos vícios de que somos escravos; de tantos fechamentos, dependências e apegos: ao jogo, ao dinheiro, à televisão, ao celular, à opinião dos outros. O Senhor liberta e cura o coração, se O invocarmos.” A fé cresce assim, prosseguiu o Papa, com a invocação confiante. “Invoquemos diariamente, com confiança, o nome de Jesus: Deus salva. Repitamo-lo: é oração. A oração é a porta da fé, a oração é o remédio do coração.

Caminhar
Caminhar é a segunda etapa. Os leprosos são curados não quando estão diante de Jesus, mas depois enquanto caminham. “É no caminho da vida que a pessoa é purificada, um caminho frequentemente a subir, porque leva para o alto. A fé requer um caminho, uma saída; faz milagres, se sairmos das nossas cômodas certezas, se deixarmos os nossos portos serenos, os nossos ninhos confortáveis.

Outro aspecto ressaltado pelo Papa é o plural dos verbos: “a fé é caminhar juntos, jamais sozinhos”. Mas, uma vez curados, nove continuam pela sua estrada e apenas um regressa para agradecer. E Jesus então pergunta: “Onde estão os outros nove? Constitui nossa tarefa ocuparmo-nos de quem deixou de caminhar, de quem se extraviou: somos guardiões dos irmãos distantes. Quer crescer na fé? Ocupa-se dum irmão distante.

Agradecer
Agradecer é a última etapa. Ao leproso curado, Jesus diz: “A tua fé te salvou”. “Isto diz-nos que o ponto de chegada não é a saúde, não é o estar bem, mas o encontro com Jesus.” O ponto culminante do caminho de fé é viver dando graças. O Papa então questiona: Nós, que temos fé, vivemos os dias como um peso a suportar ou como um louvor a oferecer? Ficamos centrados em nós mesmos à espera de pedir a próxima graça, ou encontramos a nossa alegria em dar graças? Agradecer não é questão de cortesia, de etiqueta, mas questão de fé. Dizer “obrigado, Senhor”, ao acordar, durante o dia, antes de deitar, é antídoto ao envelhecimento do coração. O motivo para agradecer hoje são os novos Santos, que caminharam na fé e agora invocamos como intercessores. Três deles, disse o Papa, são freiras, como Irmã Dulce, e mostram que a vida religiosa é um caminho de amor nas periferias existenciais do mundo.

FONTE
Bianca Fraccalvieri
Vatican News 

NOVENA DE SÃO JUDAS TADEU (De 19 a 27 de outubro)

out 8, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Na vivência do Mês Missionário Extraordinário, a Comunidade do Santuário realizará a NOVENA EM HONRA A SÃO JUDAS TADEU de 19 a 27 de outubro. Padres da Região Pastoral que leva o nome do “Santo dos Casos Desesperados” se revezarão nas pregações. O bispo de São José do Rio Preto, dom Tomé Ferreira da Silva, presidirá a Eucaristia na segunda-feira, 21. A cada dia serão proferidas bênçãos que consideram as necessidades do Povo de Deus. Acompanhe a programação:

SÍNODO PARA A AMAZÔNIA > “A Igreja não pode de modo algum limitar-se a uma pastoral de “manutenção”, disse o Papa

out 6, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano – “Reacender o dom no fogo do Espírito é o oposto de deixar as coisas correr sem se fazer nada. E ser fiéis à novidade do Espírito é uma graça que devemos pedir na oração. Ele, que faz novas todas as coisas, nos dê a sua prudência audaciosa; inspire o nosso Sínodo a renovar os caminhos para a Igreja na Amazônia, para que não se apague o fogo da missão.” Foi o que disse o Papa Francisco na missa celebrada na manhã deste domingo (06/10) na Basílica de São Pedro, na abertura da Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Região Pan-Amazônica, evento eclesial que se realizará no Vaticano até o dia 27 deste mês, com o tema “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”.

No início da celebração, a longa procissão de entrada com os 185 padres sinodais, 58 do Brasil. Na assembleia, também representantes de comunidades indígenas. A Eucaristia foi concelebrada com os treze novos cardeais, criados no Consistório presidido pelo Santo Padre no sábado à tarde.

Fazer Sínodo, caminhar juntos
Dirigindo-se aos padres sinodais, bispos provenientes não só da região Pan-Amazônica, mas também de outras regiões, Francisco, referindo-se à segunda carta de São Paulo a Timóteo proposta nesta liturgia do XXVII Domingo do Tempo Comum, ressaltou que o apóstolo Paulo, o maior missionário da história da Igreja, ajuda-nos a ‘fazer Sínodo’, a ‘caminhar juntos’; e que “parece dirigido a nós, Pastores ao serviço do povo de Deus, aquilo que escreve a Timóteo”, observou.

Recebemos um dom, para sermos dom, disse o Pontífice, acrescentando: “Um dom não se compra, não se troca nem se vende: recebe-se e dá-se de prenda. Se nos apropriarmos dele, se nos colocarmos a nós no centro e não deixarmos no centro o dom, passamos de Pastores a funcionários: fazemos do dom uma função, e desaparece a gratuidade; assim acabamos por nos servir a nós mesmos, servindo-nos da Igreja.

A nossa vida, dom recebido, é para servir, continuou. “Colocamos toda a nossa alegria em servir, porque fomos servidos por Deus: fez-Se nosso servo. Queridos irmãos, sintamo-nos chamados aqui para servir, colocando no centro o dom de Deus”, exortou Francisco.

Dom que recebemos é amor ardente a Deus e aos irmãos
Para sermos fiéis a este chamado, à nossa missão, enfatizou, “São Paulo lembra-nos que o dom deve ser reaceso. O verbo usado é fascinante: reacender é, literalmente, ‘dar vida a uma fogueira’”, explicou o Papa. “O dom que recebemos é um fogo, é amor ardente a Deus e aos irmãos. O fogo não se alimenta sozinho; morre se não for mantido vivo, apaga-se se a cinza o cobrir.”

Passar da pastoral de manutenção a uma pastoral missionária
Em seguida, o Pontífice fez uma premente exortação aos Pastores a serviço do povo de Deus: “A Igreja não pode de modo algum limitar-se a uma pastoral de “manutenção” para aqueles que já conhecem o Evangelho de Cristo. O ardor missionário é um sinal claro da maturidade de uma comunidade eclesial. Jesus veio trazer à terra, não a brisa da tarde, mas o fogo. O fogo que reacende o dom é o Espírito Santo, doador dos dons.”

Deus nos preserve da ganância de novos colonialismos
O fogo de Deus, como no episódio da sarça ardente, arde mas não consome). É fogo de amor que ilumina, aquece e dá vida; não fogo que alastra e devora. “Quando sem amor nem respeito se devoram povos e culturas, não é o fogo de Deus, mas do mundo. Contudo quantas vezes o dom de Deus foi, não oferecido, mas imposto! Quantas vezes houve colonização em vez de evangelização! Deus nos preserve da ganância dos novos colonialismos. O fogo ateado por interesses que destroem, como o que devastou recentemente a Amazônia, não é o do Evangelho. O fogo de Deus é calor que atrai e congrega em unidade. Alimenta-se com a partilha, não com os lucros.” Francisco exortou a reacender o dom; receber a prudência audaciosa do Espírito, fiéis à sua novidade, acrescentando que o anúncio do Evangelho é o critério primeiro para a vida da Igreja.

Irmãos amazônicos aguardam consolação do Evangelho
Convidando a olhar juntos para Jesus Crucificado, para o seu coração aberto por nós, o Santo Padre concluiu com mais uma exortação: “Muitos irmãos e irmãs na Amazônia carregam cruzes pesadas e aguardam pela consolação libertadora do Evangelho, pela carícia de amor da Igreja. Por eles, com eles, caminhemos juntos”.

FONTE 
Raimundo de Lima
Vatican News 

DIA MUNDIAL DO MIGRANTE E DO REFUGIADO > A homilia do Papa Francisco

set 29, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano – Na manhã deste domingo, 29, o Papa Francisco presidiu a Celebração Eucarística na Praça São Pedro, por ocasião do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado. Eis a sua homilia:

O Salmo Responsorial recordou-nos que o Senhor defende os estrangeiros, juntamente com as viúvas e os órfãos do povo. O salmista faz explícita menção daquelas categorias que são particularmente vulneráveis, frequentemente esquecidas e expostas a abusos. Os estrangeiros, as viúvas e os órfãos são os que não têm direitos, os excluídos, os marginalizados, pelos quais o Senhor tem uma especial solicitude. Por isso, Deus pede aos Israelitas que tenham para com eles uma atenção especial.

No livro do Êxodo, o Senhor adverte o povo que não maltrate de nenhuma forma as viúvas e os órfãos, porque Ele escuta o seu clamor (cf. 22,23). A mesma advertência é retomada duas vezes no Deuteronómio (cf. 24,10; 27,19), com o acrescento dos estrangeiros entre as categorias protegidas. E a razão de tal advertência é claramente explicada no mesmo livro: o Deus de Israel é Aquele que «faz justiça ao órfão e à viúva, ama o estrangeiro e dá-lhe pão e vestuário» (10,18). Esta preocupação amorosa para com os menos privilegiados é apresentada como um traço distintivo do Deus de Israel, e é também exigida, como um dever moral, a todos quantos querem pertencer ao seu povo.

Eis a razão pela qual devemos ter uma atenção especial para com os estrangeiros, como também pelas viúvas, os órfãos e todos os descartados dos nossos dias. Na Mensagem para este 105º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado repete-se como um refrão o tema: “Não se trata apenas de migrantes”. E é verdade: não se trata apenas de estrangeiros, trata-se de todos os habitantes das periferias existenciais que, juntamente com os migrantes e os refugiados, são vítimas da cultura do descarte. O Senhor pede-nos que ponhamos em prática a caridade para com eles; pede-nos que restauremos a sua humanidade, juntamente com a nossa, sem excluir ninguém, sem deixar ninguém de fora.

Mas, simultaneamente ao exercício da caridade, o Senhor pede-nos que reflitamos sobre as injustiças que geram exclusão, em particular sobre os privilégios de uns poucos que, para se manterem, resultam em detrimento de muitos. «O mundo atual vai-se tornando, dia após dia, mais elitista e cruel para com os excluídos. Os países em vias de desenvolvimento continuam a ser depauperados dos seus melhores recursos naturais e humanos em benefício de poucos mercados privilegiados. As guerras abatem-se apenas sobre algumas regiões do mundo, enquanto as armas para as fazer são produzidas e vendidas noutras regiões, que depois não querem ocupar-se dos refugiados causados por tais conflitos. Quem sofre as consequências são sempre os pequenos, os pobres, os mais vulneráveis, a quem se impede de sentar-se à mesa deixando-lhe as “migalhas” do banquete» (Mensagem para o 105º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado).

É neste sentido que se compreendem as duras palavras do profeta Amós proclamadas na primeira Leitura (6,1.4-7). Ai dos despreocupados e dos que vivem comodamente em Sião, que não se preocupam com a ruína do povo de Deus, visível aos olhos de todos. Eles não se apercebem do colapso de Israel, pois estão demasiado ocupados a garantir uma boa vida, comidas deliciosas e bebidas refinadas. É impressionante como, à distância de 28 séculos, estas advertências conservam intacta a sua atualidade. Também hoje, na verdade, «a cultura do bem-estar […] nos leva a pensar em nós mesmos, torna-nos insensíveis aos gritos dos outros, […] leva à indiferença a respeito dos outros; antes, leva à globalização da indiferença» (Homilia em Lampedusa, 8 de julho de 2013).

No final, corremos o risco de nos tornarmos, também nós, como aquele homem rico de que nos fala o Evangelho, o qual não se importa com o pobre Lázaro «coberto de chagas [e que] bem desejava […] saciar-se com o que caía da mesa» (Lc 16,20-21). Demasiado absorvido a comprar vestidos elegantes e a organizar esplêndidos banquetes, o rico da parábola não vê os sofrimentos de Lázaro. E também nós, demasiado ocupados a preservar o nosso bem-estar, corremos o risco de não nos darmos conta do irmão e da irmã em dificuldade.

Contudo, como cristãos não podemos permanecer indiferentes diante do drama das velhas e novas pobrezas, das solidões mais sombrias, do desprezo e da discriminação de quem não pertence ao “nosso” grupo. Não podemos permanecer insensíveis, com o coração anestesiado, diante da miséria de tantos inocentes. Não podemos não chorar. Não podemos não reagir.

Se queremos ser homens e mulheres de Deus, como pede São Paulo a Timóteo, devemos «guardar o mandamento […] sem mancha e acima de toda a censura» (1Tm 6,14); e o mandamento é amar a Deus e amar o próximo. Não se podem separar! E amar o próximo como a nós mesmos quer dizer também comprometer-se seriamente pela construção de um mundo mais justo, onde todos tenham acesso aos bens da terra, onde todos tenham a possibilidade de se realizar como pessoas e como famílias, onde a todos sejam garantidos os direitos fundamentais e a dignidade.

Amar o próximo significa sentir compaixão pelo sofrimento dos irmãos e irmãs, aproximar-se, tocar as suas feridas, partilhar as suas histórias, para manifestar concretamente a ternura de Deus para com eles. Significa fazer-se próximo de todos os viajantes maltratados e abandonados pelas estradas do mundo, para aliviar os seus ferimentos e os conduzir ao local de hospedagem mais próximo, onde se possa dar resposta às suas necessidades.

Este santo mandamento foi dado por Deus ao seu povo, e foi selado com o sangue do seu Filho Jesus, para que seja fonte de bênção para toda a humanidade. Para que juntos possamos empenhar-nos na construção da família humana segundo o projeto originário, revelado em Jesus Cristo: todos irmãos, filhos do único Pai. Confiamos hoje ao amor materno de Maria, Nossa Senhora da Estrada, os migrantes e os refugiados, juntamente com os habitantes das periferias do mundo e quantos se fazem seus companheiros de viagem.

FONTE
Vatican News

AUDIÊNCIA GERAL > Papa segue Catequese à luz dos Atos dos Apóstolos

set 25, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano - Estevão “repleto do Espírito Santo” entre  diakonia e martyria. Este foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira (25/09), realizada na Praça São Pedro, com milhares de fiéis e peregrinos. O Pontífice deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre o Livro dos Atos dos Apóstolos para “seguir a viagem do Evangelho no mundo”. O evangelista Lucas mostra, com realismo, a fecundidade dessa viagem e o surgimento de alguns problemas na comunidade cristã.

Como harmonizar as diferenças que existem dentro da comunidade cristã sem que ocorram contrastes e divisões? “A comunidade não acolhia somente os judeus, mas também os gregos, ou seja, pessoas provenientes da diáspora, não judeus, com suas culturas e sensibilidades. Também de outra religião. Nós, hoje, dizemos “pagãos”. Eles eram acolhidos. Essa coexistência determina equilíbrios frágeis e precários, e diante das dificuldades emerge o “joio”. E qual é o joio que destrói a comunidade? O joio da murmuração, o joio da fofoca. Os gregos murmuram pela falta de atenção da comunidade em relação às viúvas.

Como os Apóstolos agem diante desse problema?”, perguntou o Papa. “Iniciam um processo de discernimento que consiste em considerar bem as dificuldades e procurar soluções em conjunto. Encontram uma saída ao dividir as tarefas por um crescimento sereno de todo o corpo eclesial e para não transcurar a “corrida” do Evangelho e a atenção aos membros mais pobres.”

Segundo Francisco, “os Apóstolos estão cada vez mais conscientes de que a sua vocação principal é a oração e a pregação da Palavra de Deus: rezar e anunciar o Evangelho, e resolvem o problema instituindo um grupo de «sete homens de boa fama, repletos do Espírito Santo e de sabedoria», que depois de receberem a imposição das mãos, se encarregam de servir às mesas”.

Os diáconos são criados para isso, para o serviço. O diácono, na Igreja, não é um segundo sacerdote. Não, não. É outra coisa. O diácono não é para o altar, não: é para o serviço. Ele é o guardião do serviço na Igreja. Quando um diácono gosta muito de ir para o altar, ele está errado. Este não é o seu caminho e os apóstolos criam os diáconos. Essa harmonia entre serviço à Palavra e serviço à caridade, é um fermento que faz crescer o corpo eclesial.”

Criam sete diáconos”, frisou o Papa, de entre eles destacam-se Estevão e Felipe. “Estevão evangeliza com força e parresia (audácia), mas sua palavra encontra  resistências. Não encontrando outra maneira de fazê-lo desistir, os seus adversários escolhem a solução mais mesquinha para aniquilar um ser humano: ou seja, a calúnia ou falso testemunho. Nós sabemos que a calúnia mata. Sempre. Esse “câncer diabólico”, que nasce do desejo de destruir a reputação de uma pessoa, também agride o resto do corpo eclesial e o danifica seriamente quando, devido a interesses mesquinhos ou para encobrir as próprias falhas, se aliam para difamar alguém.

Levado ao Sinédrio e acusado de falso testemunho, fizeram o mesmo com Jesus e o mesmo farão com todos os mártires: falsos testemunhos, calúnias”, frisou o Papa. Estêvão proclama uma releitura da história sagrada centrada em Cristo, para se defender. “A Páscoa de Jesus morto e ressuscitado é a chave de toda a história da Aliança. Estêvão denuncia corajosamente a hipocrisia com a qual os profetas e o próprio Cristo foram tratados. «A qual dos profetas os pais de vocês não perseguiram? Eles mataram aqueles que anunciavam a vinda do Justo, do qual agora vocês se tornaram traidores e assassinos». Não usa meio termo, Estêvão fala claro, diz a verdade. Isso causa a reação violenta dos ouvintes, e Estêvão é condenado à morte. Ele coloca a sua vida nas mãos do Senhor e a sua oração é linda naquele momento: «Senhor Jesus, recebe o meu espírito.» Depois dobrou os joelhos e gritou forte: «Senhor, não os condenes por este pecado.»

Segundo Francisco, “essas palavras de Estevão nos ensinam que não são os bonitos discursos que revelam a nossa identidade como filhos de Deus, mas apenas o abandono da vida nas mãos do Pai e o perdão aos que nos ofendem nos mostram a qualidade da nossa fé”. “A Igreja de hoje é rica de mártires – hoje existem mais mártires do que no tempo do início da Igreja, e os mártires estão por toda parte; a Igreja é irrigada pelo seu sangue que é a “semente de novos cristãos” e garante crescimento e fecundidade ao povo de Deus. Os mártires não são “santinhos”, mas homens e mulheres de carne e osso que – como diz o Apocalipse – “lavaram suas vestes, tornando-as brancas no sangue do Cordeiro. Eles são os verdadeiros vencedores”, concluiu o Papa.

FONTE
Mariangela Jaguraba 
Vatican News 

ASSEMBLEIA DE PASTORAL > “Não andar a esmo, o Espírito Santo conduz a Igreja”. Leia artigo de dom Tomé.

set 24, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

               No próximo sábado, 28 de setembro, as lideranças da Diocese de São José do Rio Preto se reunirão na Paróquia São Francisco de Assis para a Assembleia Diocesana de Pastoral. O encontro favorecerá a construção do 8º Plano Diocesano de Pastoral que, à luz das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, norteará as iniciativas nas Comunidades pelos próximos 4 anos. O bispo diocesano, dom Tomé Ferreira da Silva destaca a importância do encontro. Leia na sequência.

NÃO ANDAR A ESMO, O ESPÍRITO SANTO CONDUZ A IGREJA

                A Diocese de São José do Rio Preto constrói o seu oitavo Plano Diocesano de Pastoral, à luz das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2019-2023. É um processo de revisão, de escuta e de prospecção, realizado sob a iluminação do Divino Espírito Santo e em unidade com a Igreja presente no Brasil.

                A imagem da casa, como lar, coloca diante dos nossos olhos a questão do amor, da paternidade e maternidade, e da fraternidade. A casa é a residência do amor, onde se formos amados, aprendemos a amar. É o espaço do aprendizado, proteção, segurança e encorajamento.

                A Igreja é também compreendida como casa, construção de Deus: “Nós somos cooperadores de Deus; e vós lavoura de Deus; construção de Deus” (1Cor 3,9). De certa forma, a casa de Deus é a Igreja, nós, o seu povo: “Quero que saibas como proceder na casa de Deus, que é a Igreja de Deus vivo, coluna e fundamento da verdade”(1Tm 3, 15). A Igreja como casa é espaço do encontro, lugar da ternura, da família, chamada a estar de portas sempre abertas.

                A Igreja como casa se estrutura sobre quatro pilares: Palavra, Pão, Caridade e Missão; que são imprescindíveis para que a Igreja seja sustentável. Se falta um, ou mais desses pilares, ocorre o desequilíbrio interno e compromete a sua presença e ação no mundo.

                “A Palavra de Deus é viva, eficaz e mais penetrante que qualquer espada de dois gumes. Penetra até dividir alma e espírito, articulações e medulas. Julga os pensamentos e as intenções do coração” (Hb 4, 12).  A Igreja nasce e vive da Palavra e para a Palavra. Não é uma palavra qualquer, ou uma palavra entre outras, mas a Palavra de Deus. Deus que fala pela natureza, pela história, pelos sinais dos tempos, pela tradição e pela Sagrada Escritura.

                “Tal como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam antes de irrigar a terra, tornando-a fecunda e fazendo-a germinar, produzindo semente para quem semeia e pão para quem come, assim acontece com a minha palavra, que sai da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará tudo aquilo que decidi, realizando a missão para a qual a enviei”(Is 55, 10-11). Como extensão à acolhida da Palavra de Deus nos sacramentos e sacramentais, a Leitura Orante da Bíblia e os encontros bíblicos da Rede de Comunidades são instrumentos importantes que ajudam na escuta e discernimento da Vontade de Deus.

                “Senhor, ensina-nos a orar” (Lc 11,1). A Igreja nasce, vive e se desenvolve em torno do Pão, isto é, dos sacramentos, dos sacramentais, dos atos de piedade e da piedade popular, da vida de oração que brota da vida e da Palavra de Deus. Não basta celebrar os sacramentos e sacramentais, é preciso rezá-los. Não existe Igreja sem os sacramentos, pois eles são os canais ordinários, através dos quais a graça salvadora e santificadora de Deus, em Nosso Senhor Jesus Cristo, chega até nós. É preciso construir constantemente a dimensão orante da Igreja: “É preciso superar a ideia de que o agir já é uma forma de oração. Quando confundimos agir com rezar, chegamos a abreviar ou dispensar os tempos de oração e de contemplação” (DGAEIB 97). O grande mestre da oração, nunca esqueçamos, é o Divino Espírito Santo, sem Ele não rezamos bem, como devemos fazer para que ela seja agradável ao Pai (cf Gl 4,6).

                A caridade pastoral no Povo de Deus é visualização do amor misericordioso de Deus. Ela dá consistência à nossa vida de fé, torna-a consolidada, legitima-a e confere-lhe autenticidade. A sociedade está repleta de empobrecidos física, psíquica e espiritualmente.

                Eles se encontram em todos os lugares. É preciso encontrá-los, vê-los, senti-los, estar com eles e dispensar-lhes o amor de Deus, no modo e na intensidade que precisam deste divino amor. O empobrecimento, fruto da injustiça e da falta de solidariedade, vai construindo novos areópagos, repletos de carentes de todo tipo, que clamam para serem vistos, ouvidos e ajudados no amor. “Eu vos dou um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisso conhecerão todos que sois meus discípulos se tiverdes amor uns para com os outros”(Jo 13, 34-35).

                “Ide pelo mundo inteiro e proclamai o Evangelho a toda a criatura!” (Mc 16, 15). A missionariedade é inerente à vida de fé. “Deus é missão: a missão vem de Deus porque Deus é amor, diz respeito ao que Deus é e não, primeiramente, ao que Deus faz”(Guia do Mês Missionário Extraordinário – 2). Da missionariedade de Deus, nasce a missão da Igreja e as missões dos fiéis. A vivência da Palavra e a vida sacramental são nascedouro da missão e, ao mesmo tempo, alimentam e sustentam as missões.

                Um Plano Diocesano de Pastoral aponta objetivo e caminhos para alcançá-lo. É um elemento que pode assegurar a unidade pastoral da Igreja Particular. Ele é elaborado na comunhão com a Igreja presente no Brasil, através das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, fruto do trabalho da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que é reelaborada a cada quatro anos.

                À luz do Plano Diocesano de Pastoral, cada Paróquia é convidada a elaborar a sua programação anual. Ele também é referência para as pastorais, movimentos, associações religiosas e novas comunidades. Ninguém, e nenhum organismo eclesial pode subtrair-se de colocar-se dentro do contexto do Plano Diocesano de Pastoral.

                Que o Imaculado Coração da Bem Aventurada Virgem Maria nos ajude na fidelidade amorosa, e a um amor fiel, a seu filho e nosso irmão Nosso Senhor Jesus Cristo. Que São José de Botas, padroeiro de nossa Catedral, nos inspire a calçarmos os tênis e os bonés da missão e das missões.

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

ANGELUS > “Ser astutos para garantir não o sucesso mundano, mas a vida eterna”, indicou o Papa Francisco

set 22, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa Francisco no Angelus

Cidade do Vaticano -Obter gratidão com a corrupção, infelizmente é habitual hoje em dia“. Foi o que disse o Papa no Angelus deste domingo (22/09). O Pontífice parte da parábola do Evangelho deste domingo que, como explica, “tem como protagonista um administrador inteligente e desonesto que, acusado de ter esbanjado os bens do patrão, está prestes a ser despedido. Nesta situação difícil, ele não recrimina, não procura justificação, nem se deixa desencorajar, mas encontra uma saída para ter a certeza de um futuro tranquilo. A ‘riqueza desonesta’ é o dinheiro – também chamado ‘esterco do diabo’ – e em geral os bens materiais. A riqueza pode levá-lo a erguer muros, criar divisões e discriminação” disse o Papa Francisco. “Jesus, pelo contrário, – disse Bergoglio – convida seus discípulos a inverter a direção: faça amigos com a riqueza’. É um convite a saber transformar bens e riquezas em relações, porque as pessoas valem mais do que as coisas e contam mais do que a riqueza possuída“.

De fato, na vida – enfatizou o Papa -, dá frutos não quem têm muitas riquezas, mas quem cria e mantêm vivos tantos laços, tantas relações, tantas amizades através das diferentes “riquezas“, isto é, os diferentes dons que Deus lhe deu. Mas Jesus indica também a finalidade última da sua exortação: Façam amigos com a riqueza, para que esses o recebam nas moradas eternas. A acolher no Paraíso, se formos capazes de transformar as riquezas em instrumentos de fraternidade e de solidariedade, não estará apenas Deus, mas também aqueles com quem partilhamos, administrando-o bem, o que o Senhor colocou nas nossas mãos”.

O Pontífice explica a moral da página do Evangelho do dia: “Irmãos e irmãs, esta página faz ressoar em nós a pergunta do administrador desonesto, expulso pelo seu patrão: “O que vou fazer agora?“. Diante de nossos fracassos e falências, Jesus nos assegura que estamos sempre em tempo para curar com o bem o mal feito. “Quem provocou lágrimas, faça alguém feliz; quem tirou indevidamente, doe a quem tem necessidade. Fazendo assim, seremos louvados pelo Senhor “porque agimos com astúcia”, ou seja, com a sabedoria de quem se reconhece como filho de Deus e se põe em jogo pelo Reino dos céus”. Precisamos “ser astutos para garantir não o sucesso mundano, mas a vida eterna – concluiu – de modo que no momento do Juízo final às pessoas necessitadas que ajudamos possam testemunhar que nelas vimos e servimos o Senhor“.

FONTE
Silvonei José 
Vatican News

Conselho de Cardeais: grupo se reuniu com o Papa Francisco

set 19, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano – Concluiu-se nesta quinta-feira (19/09), no Vaticano, a 31ª reunião do Conselho de Cardeais, conforme a nota divulgada pela Sala de Imprensa da Santa Sé.

O Conselho de Cardeais
Participaram da reunião, que teve início na última terça-feira, 17, o secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, o arcebispo de Tegucigalpa, cardeal Óscar Andrés Rodríguez Maradiaga, o arcebispo de Munique e Freising, cardeal Reinhard Marx, o arcebispo de Boston, cardeal Sean Patrick O’Malley, o presidente do Governatorato do Estado da Cidade do Vaticano, cardeal Giuseppe Bertello, e o arcebispo de Mumbai (ex-Bombaim), cardeal Oswald Gracias. Também tomaram parte da reunião, o secretário do Conselho de Cardeais, dom Marcello Semeraro, bispo de Albano, e o secretário adjunto, dom Marco Mellino.

Terminada a primeira releitura
Conforme previsto, a atividade dessa reunião do Conselho de Cardeais concentrou-se na releitura e modificação do esboço da nova Constituição Apostólica, com base nas várias contribuições que chegaram das Conferências Episcopais, das observações dos dicastérios da Cúria Romana e das sugestões fornecidas pelos organismos interessados. Essa primeira releitura, que chegou ao fim, foi marcada pela escuta e reflexão que responde às indicações do Santo Padre relativas à comunhão e sinodalidade.

Próxima reunião
A próxima reunião do Conselho de Cardeais está prevista para os dias 2, 3 e 4 de dezembro deste ano.  O Conselho estabeleceu também o calendário das reuniões para 2020. A nova Constituição Apostólica substituirá a “Pastor Bonus” de São João Paulo II, em vigor desde 28 de junho de 1988, composta por 193 artigos, 2 Adnexum e modificações sucessivas introduzidas por Bento XVI e Francisco.

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Vatican News

Angelus > “Ninguém pode nos substituir no coração de Deus”, disse o Papa Francisco

set 15, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

O Pai misericordioso que acolhe o filho arrependido

Cidade do Vaticano – A alocução do Santo Padre que precedeu a oração do Angelus:

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

O Evangelho de hoje (Lc 15, 1-32) começa com alguns que criticam Jesus, vendo-o na companhia de publicanos e pecadores, e dizem com desdém: “Ele recebe os pecadores e come com eles”. Essa frase acaba se revelando como um anúncio maravilhoso. Jesus acolhe os pecadores e come com eles. É o que acontece conosco, em cada Missa, em cada igreja: Jesus está contente em nos acolher em sua mesa, onde se oferece por nós. É a frase que poderíamos escrever nas portas de nossas igrejas: “Aqui Jesus acolhe os pecadores e os convida à sua mesa”. E o Senhor, respondendo àqueles que o criticavam, conta três parábolas, três parábolas maravilhosas, que mostram a sua predileção por aqueles que se sentem distantes dele.

Hoje seria bonito se cada um de vocês pegasse o Evangelho, o Evangelho de Lucas, capítulo 15, e lesse as três parábolas. São maravilhosas. Na primeira parábola diz: “Quem dentre vós, tendo cem ovelhas se perde uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto e vai procurar a que se tinha perdido?” Quem de vocês? Uma pessoa sensata não: faz dois cálculos e sacrifica uma para manter os noventa e nove. Deus, ao invés disso, não se resigna, a ele importa precisamente tu que ainda não conheces a beleza de seu amor, tu que ainda não acolheste Jesus no centro de tua vida, tu que não consegues superar teu pecado, tu que talvez, pelas coisas ruins que aconteceram na tua vida, não acreditas no amor.

Na segunda parábola, tu és aquela pequena moeda que o Senhor não se resigna em perder e procura incessantemente: ele quer te dizer que és precioso aos seus olhos, que és único. Ninguém pode te substituir no coração de Deus. Tu tens um lugar, és tu, e ninguém pode substituir-te. E também eu, ninguém pode substituir-me no coração de Deus. E na terceira parábola, Deus é pai que aguarda o retorno do filho pródigo: Deus sempre nos espera, não se cansa, não desanima. Porque somos nós, cada um de nós aquele filho que é abraçado novamente, aquela moeda reencontrada, aquela ovelha acariciada e colocada no ombro. Ele espera a cada dia que percebamos seu amor. E tu dizes: “Mas eu aprontei tantas, aprontei muito!” Não tenhas medo: Deus te ama, te ama como és e sabe que somente o seu amor pode mudar a tua vida.

Mas esse amor infinito de Deus por nós pecadores, que é o coração do Evangelho, pode ser rejeitado. É o que faz o filho mais velho da parábola. Ele não entende o amor naquele momento e tem em mente mais um patrão do que um pai. É um risco também para nós: acreditar em um deus mais rigoroso do que misericordioso, um deus que derrota o mal com o poder antes que com o perdão. Não é assim. Deus salva com o amor, não com a força, nos propondo, não impondo. Mas o filho mais velho, que não aceita a misericórdia do pai, se fecha, comete um erro pior: presume-se justo, presume-se traído e julga tudo com base ao seu pensamento de justiça. Assim, fica bravo com o irmão e censura o pai: “Tu mataste o novilho gordo agora que este teu filho voltou”. Este teu filho: não o chama “meu irmão”, mas teu filho. Sente-se filho único.

Também nós erramos quando acreditamos ser os justos, quando pensamos que os maus são os outros. Não nos acreditemos bons, porque sozinhos, sem a ajuda de Deus que é bom, não sabemos vencer o mal. Hoje não se esqueçam, peguem o Evangelho e leiam as três parábolas de Lucas, capítulo 15. Fará bem a vocês, será saúde para vocês. Como se faz para derrotar o mal? Acolhendo o perdão de Deus e o perdão dos irmãos. Acontece cada vez que vamos nos confessar: lá recebemos o amor do Pai que vence o nosso pecado: não existe mais, Deus o esquece. Quando deus perdoa, perde a memória, esquece os nossos pecados, esquece. Deus é tão bom conosco!

Não como nós, que depois de dizer “não tem problema”, na primeira oportunidade nos recordamos com os interesses dos ferimentos sofridos. Não, Deus apaga o mal, nos faz novos por dentro e, assim faz renascer em nós a alegria, não a tristeza, não a obscuridade no coração, não a suspeita, mas a alegria. Irmãos e irmãs, coragem, com Deus nenhum pecado tem a última palavra. Nossa Senhora, que desata os nós da vida, nos liberte da pretensão de acreditar que somos justos e nos faça sentir a necessidade de ir até o Senhor, que nos espera sempre para nos abraçar, para nos perdoar.

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Vatican News

O Papa Francisco vai ao Japão e à Tailândia em Novembro

set 13, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa Francisco visitará Tailândia e Japão de 19 a 26 de novembro

 

Cidade do Vaticano - A Sala de Imprensa da Santa Sé anunciou esta sexta-feira a viagem do Papa Francisco à Tailândia e ao Japão. Trata-se de sua 32ª viagem apostólica, que se realizará de 19 a 26 de novembro. A convite do Governo do Reino da Tailândia e dos bispos, o Pontífice visitará o país de 20 a 23 de novembro de 2019. O mesmo convite foi feito pelo governo e o episcopado do Japão e o Santo Padre estará no país de 23 a 26 de novembro de 2019, onde visitará as cidades de Tóquio, Nagasaki e Hiroshima. O programa completo da viagem será publicado futuramente.

Discípulos de Cristo, discípulos missionários
O lema da primeira etapa é “Discípulos de Cristo, discípulos missionários”, que evoca um aniversário importante: em 2019 recorrem os 350 anos da instituição do Vicariato Apostólico de Siam, erigido em 1669. O evento também está contido na logo preparado para a visita: Francisco que abençoa, enquanto abaixo está uma embarcação, símbolo da evangelização, com três velas, que evocam a Trindade. A mão de Maria estilizada conduz a embarcação. Por fim, uma cruz dourada exorta toda a Igreja Católica a ser testemunha da Boa Nova.

Proteger a vida
Já para o Japão, o lema escolhido é “Proteger cada vida”, uma das frases contidas na oração que conclui a Encíclica “Laudato si’ sobre a proteção da casa comum. A exortação é para respeitar não somente a dignidade de cada pessoa, mas também o meio ambiente, sobretudo num país, como o Japão, que enfrenta o problema persistente da ameaça nuclear.

Três chamas com cores diferentes caracterizam a logo: a vermelha recorda os mártires, fundamento da Igreja japonesa; a azul representa a Bem-aventurada Virgem Maria, que abraça toda a humanidade como seus filhos; e a verde evoca seja a natureza do Japão, seja a missão de proclamar o Evangelho da esperança. Um círculo vermelho, como o sol, envolve toda a vida e simboliza o amor. O Papa é representado de maneira estilizada com a mão que abençoa e o “t” da palavra “proteção” forma a cruz.

O desejo do Papa
O Pontífice havia manifestado o desejo de visitar o Japão um ano atrás. No dia 12 de setembro de 2018, encontrando alguns membros da Associação japonesa “Tensho Kenoh Shisetsu Kenshoukai”, disse: “Gostaria de anunciar a minha vontade de visitar o Japão no próximo ano. Esperemos que se possa realizar.

FONTE
Bianca Fraccalvieri
Vatican News

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