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Matrimônio: Sacramento que não se improvisa, é preciso de preparação dos noivos

nov 30, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano - Na primeira audiência deste sábado (3), o Papa Francisco recebeu na Sala Clementina, no Vaticano, 400 participantes de um curso de formação para a tutela do matrimônio e o cuidado pastoral dos casais feridos, organizado pelo Tribunal Apostólico da Rota Romana. As aulas foram realizadas em Roma durante cinco dias e reuniram párocos, diáconos permanentes, casais e agentes da Pastoral da Família. No discurso, o Pontífice lembrou que o encontro no Vaticano marcou o término do curso de formação, com “conteúdos teológicos e processos canônicos importantes para os casais e para a vida da Igreja hoje”, além de direcionar para temáticas “cruciais”. Sobretudo, o cuidado pastoral dos casais feridos, disse o Papa, que não pode ser tratado com uma abordagem “burocrática, quase mecânica”, é preciso entrar na vida das pessoas, “que sofrem e que têm sede de serenidade”.

Igreja busque a verdade do amor dos casais
Francisco então descreveu as feridas do matrimônio vividas atualmente, que podem inclusive sangrar muito, e provêm de várias causas psicológicas, físicas, ambientais e culturais, além de serem provocadas “pelo fechamento do coração humano ao amor”. A Igreja “jamais vai conseguir ignorá-las, virando o rosto para o outro lado”, acrescentou o Pontífice, precisa “buscar sempre e somente o bem das pessoas feridas e a verdade do amor delas. É por isso que a Igreja, quando encontra essas realidades de casais feridos, antes de tudo chora e sofre com eles; se aproxima com o óleo da consolação para aliviar e curar; ela quer carregar para si a dor que encontra. E se, então, se esforça para ser imparcial e se propõe em buscar a verdade de um matrimônio destruído, a Igreja não é jamais estranha, nem humanamente, nem espiritualmente àqueles que sofrem. Não consegue nunca ser impessoal ou fria diante a essas tristes e tribuladas histórias de vida.

O Papa então exortou agentes, juízes, testemunhas e partes envolvidas de cada causa eclesiástica que enfrentam um matrimônio ferido que confiem, antes de tudo, no Espírito Santo: “guiados por ele, podem escutar com critério justo”, sabendo examinar, discernir e julgar. O matrimônio cristão, lembrou Francisco, deve ser vivido num caminho de fé, como “colunas da Igreja doméstica. Mesmo que o matrimônio possa preencher os cônjuges cristãos de alegria e de plenitude humana e espiritual, eles não devem jamais esquecer que são chamados, como pessoas e como casais, a caminhar sempre na fé, a caminhar na Igreja e com a Igreja, a caminhar na vida da santidade.

O matrimônio não se improvisa
Desse caminho no Espírito que nasce “aquele precioso e indispensável ministério dos casais na Igreja”, tão necessário hoje nas comunidades paroquias e diocesanas. Esse ministério tem origem no Sacramento, enalteceu o Papa, “uma conquista apostólica e missionária” que precisa ser nutrida pelos noivos através “da oração, com a Eucaristia e a Reconciliação, com a bondade sincera de um com o outro, com a dedicação aos irmãos que encontram. Esse Sacramento não se improvisa. É necessário se preparar já como noivos. Não é suficiente que os noivos cristãos se preparem a serem marido e mulher com uma boa integração psicológica, afetiva, de relacionamento e projetos, que também é necessária para a estabilidade da sua futura união. Eles devem inclusive nutrir e intensificar progressivamente neles próprios aquela chamada específica para se moldar como marido e mulher cristãos. Isso significa cultura, dentro da vocação cristão, a vocação particular para serem discípulos missionários como casais, testemunhas do Evangelho na vida familiar, de trabalho, social, lá onde o Senhor os chama.

A renovação da comunidade de famílias
A Igreja, na sua estrutura paroquial, finalizou o Papa, “é concretamente uma comunidade de famílias. É o Espírito Santo que trabalha nessa sinergia, e, assim, o Espírito Santo é invocado, também para esse processo apostólico, que não é fácil, mas não é impossível. Encorajo os Pastores, bispos e sacerdotes a promover, sustentar e acompanhar esse processo para que a Igreja se renove se transformando sempre mais numa rede de cobertura de comunidades de famílias, testemunhas e missionárias do Evangelho.

FONTE
Vatican News

O Padre Donizetti foi beatificado!

nov 24, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano – Bom Pastor, zeloso ministro de Deus, precursor dos direitos do homem: são muitas as faces do “fecundo ministério sacerdotal centrado na oração, no trabalho apostólico, no sofrimento até o dom total de si“, de padre Donizetti Tavares de Lima, que o cardeal Angelo Becciu destaca em sua homilia na cerimônia de beatificação que se realiza em Tambaú, Brasil, onde o sacerdote foi pároco de Santo Antônio de 1926 até sua morte em 1961.

Atenção aos problemas da família
É amor a Deus e ao próximo orientar as ações do padre Donizetti, que sempre dedicou atenção aos problemas da família: “Procurava prover em todos os casos de pobreza com remédios, alimentos e roupas; construiu uma estrutura para cuidar dos necessitados, um abrigo para pacientes com tuberculose, uma mercearia de baixo custo – recordou o cardeal – iniciou os jovens no estudo, educando aqueles que não podiam frequentar escolas públicas por causa da pobreza de suas famílias“. Eram os problemas de seu povo, que considerava sua família, sem olhar para a cor da pele, cultura, fé: “Ninguém era excluído de sua atenção“, sublinha. “Precursor dos direitos do homem contra a desenfreada corrida imposta pelos interesses econômicos – acrescenta – sempre em defesa da justiça social, defendeu os pobres, os doentes e os trabalhadores e denunciou sem medo os abusos e as irregularidades que ocorriam na sociedade na época, buscando  ao mesmo tempo conciliar as partes em conflito. Pregava abertamente em defesa dos necessitados, bem como em favor da abolição da escravidão e a promoção humana e cristã dos marginalizados”.

A oração como fonte inesgotável de energia
Uma missão vasta e extraordinária como a do padre Donizetti tem um segredo: a oração. “Ele tinha uma devoção filial a Nossa Senhora, venerada como Nossa Senhora Aparecida“, continua o cardeal, enfatizando que essa veneração é muito difundida entre os fiéis brasileiros. “A esperança no prêmio eterno tão profundamente enraizada em sua alma, que o tornava sempre pronto a enfrentar as provações diárias com calma, serenidade e abandono à vontade divina – disse ainda o cardeal – uma figura exemplar de sacerdote, completa do ponto de vista humano, espiritual e social que se distinguiu em viver em plenitude o Evangelho plenamente”.

Padre Donizetti considerava-se como o último dos sacerdotes; enquanto vivia a doutrina social da Igreja com coerência e determinação. Ele constitui assim “um encorajamento para nós, pastores de almas, para  dedicar a nossa vida totalmente ao ministério, um modelo de discernimento vocacional que nos leve a ser luz e sal da terra”.

Exemplo de “Evangelho vivo” para religiosos e leigos
O testemunho integral de um homem cristão de padre Donizetti, “discípulo de Jesus em constante caminho“, tem grande valor para religiosos e leigos. “Trata-se de se envolver corajosamente nas diversas esferas culturais, sociais e políticas, implementando a doutrina social da Igreja e levando a mensagem vivificante do Evangelho com um comportamento propositivo e em uma perspectiva de colaboração e diálogo aberto com as várias instâncias”.

Um exemplo, portanto, de “Evangelho vivo“, totalmente dedicado ao serviço de Deus, poderão ser os sacerdotes se, “a exemplo do padre Donizetti, a cada dia encontrarem na oração a fonte do seu sacerdócio“. Mas a beatificação do padre Donizetti, segundo o cardeal, também pode ser para os leigos “uma oportunidade frutífera de renovação espiritual e zelo missionário, especialmente para esta comunidade diocesana. Famílias e jovens, vocês são convidados a olhar com simpatia para o novo Beato em um momento de perda dos verdadeiros valores, e olhando para ele, façam vosso seu claro testemunho de fé, com a coerência das escolhas de vida inspiradas no Evangelho“.

FONTE
Roberta Barbi
Vatican News

Papa em visita a Patriarca Supremo dos budistas: religiões são faróis de esperança

nov 21, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano - O segundo compromisso oficial do Papa Francisco desta quinta-feira (21), em Bagcoc, na Tailândia, foi visitar o Patriarca Supremo dos budistas, Somdet Phra Ariyavongsagatanana IX, no Templo Wat Ratchabophit. O monge, nomeado em 2017, tem a tarefa de guiar o Conselho Supremo da comunidade, promover a religião e assegurar que todos observem os ensinamentos de Buda e os rituais estabelecidos pelo Conselho.

Papa exalta cultura do encontro
Na cerimônia oficial, depois de uma primeira intervenção do Patriarca Supremo, o Papa Francisco tomou uso da palavra. No discurso, o Pontífice começou agradecendo pelas boas vindas do monge budista, inclusive pelo início da sua visita ao país começar justamente no Templo Real de Wat Ratchabophit, “símbolo dos valores e ensinamentos” que caracterizam o povo da Tailândia. E lembrou das palavras de João Paulo II, ao afirmar: “ Foi nas fontes do budismo que a maioria dos tailandeses bebeu e modelou a sua maneira de venerar a vida e os seus idosos, realizar um estilo de vida sóbrio baseado na contemplação, desapego, trabalho duro e disciplina (cf. São João Paulo II, Ecclesia in Asia, 6/XI/1999, 6); caraterísticas que alimentam o traço distintivo de vocês, tão peculiar: o povo do sorriso. ”

Dessa maneira, recordando João Paulo II, Papa Francisco exaltou o percurso dos antecessores das duas comunidades, demonstrando estima e reconhecimento mútuo para aumentar o respeito e a amizade. Um caminho iniciado há 50 anos quando o décimo sétimo Patriarca Supremo, Somdej Phra Wanarat (Pun Punnasiri), visitou o Papa Paulo VI no Vaticano: foi “um marco muito importante no desenvolvimento do diálogo entre as nossas tradições religiosas”, enfatizou Francisco.

A presença da Igreja Católica no país
O Papa Francisco então fez referência à chegada do cristianismo na Tailândia há cerca de quatro séculos e meio e agradeceu ao povo local que “permitiu aos católicos, mesmo sendo um grupo minoritário, desfrutar de liberdade na prática religiosa, vivendo desde há muitos anos em harmonia com os seus irmãos e irmãs budistas”.

Crescer ao estilo da “boa vizinhança”
O Pontífice reiterou “empenho pessoal e de toda a Igreja” para fortalecer o diálogo aberto e respeitoso. Além disso, e motivando para um crescimento no estilo de ‘boa vizinhança’, o Papa finalizou o discurso encorajando novos caminhos a serem percorridos em conjunto e pelo bem dos mais pobres e da Casa Comum. “ Graças aos intercâmbios acadêmicos, que permitem uma maior compreensão mútua, e também ao exercício da contemplação, da misericórdia e do discernimento – tão comuns às nossas tradições –, poderemos crescer num estilo de boa ‘vizinhança’. Poderemos promover entre os fiéis das nossas religiões o desenvolvimento de novos projetos de caridade, capazes de gerar e incrementar iniciativas concretas no caminho da fraternidade, especialmente com os mais pobres, e em referência à nossa casa comum tão maltratada. Desta forma, contribuiremos para a formação duma cultura de compaixão, fraternidade e encontro, tanto aqui como noutras partes do mundo (cf. ibid., 250). ”

Trabalhar pela paz mundial
Durante o cordial colóquio entre o Papa Francisco e o Patriarca budista, falou-se sobre valor da fraternidade entre as duas religiões, para favorecer a paz. “Se somos irmãos, podemos ajudar a paz mundial”, os pobres e os que sofrem, disse o Papa, porque “ajudar os pobres é sempre um caminho de bênção”. Em seguida, o tema focado foi o valor da educação, o papel dos missionários que vêm “não para conquistar, mas para ajudar”, porque “o proselitismo é proibido”, e a importância de uma colaboração recíproca entre as duas religiões. Por fim, antes das saudações das duas delegações, o Santo Padre e o Patriarca abençoaram um ao outro.

Entre os presentes oferecidos por Francisco ao Patriarca, também o Documento sobre a “Fraternidade Humana em prol da Paz Mundial e da convivência comum”, assinado em Abu Dhabi em fevereiro passado. O Papa disse: “Devemos trabalhar juntos para que nossa humanidade seja mais fraterna”.

 FONTE
Andressa Collet
Vatican News

DIA MUNDIAL DOS POBRES: O Papa reza, abençoa e almoça com os necessitados

nov 17, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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As comemorações do 3º Dia Mundial dos Pobres tiveram início neste domingo (17) com a Santa Missa na Basílica Vaticana presidida pelo Santo Padre que contava com a presença de muitos deles. Na homilia, o Papa recordou que os pobres facilitam o nosso acesso ao Céu”, e que devemos estar ao lado deles para aprender pois “são preciosos aos olhos de Deus, porque não falam a linguagem do eu”.

Depois da Missa o Papa rezou o Angelus com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro, em um domingo com muita chuva, e depois do Angelus o Papa Francisco recordou: “ Hoje celebramos o Dia Mundial dos Pobres, que tem como tema as palavras do salmo ‘A esperança dos pobres jamais se frustrará’ (Sal 9, 19) ” Em seguida fez os agradecimentos:“A minha gratidão vai para todos aqueles que, nas dioceses e paróquias de todo o mundo, promoveram iniciativas de solidariedade para dar esperança concreta às pessoas mais desfavorecidas. Agradeço aos médicos e enfermeiros que prestaram serviço nestes dias no Posto de Saúde aqui na Praça São Pedro. No final, o Papa pede orações pela sua próxima viagem à Tailândia e Japão que inicia na próxima terça-feira, dia 19 até o dia 26 de novembro.

O Papa almoçou na Sala Paulo VI com cerca de 1.500 pessoas necessitadas, para testemunhar também a “atenção que nunca deve faltar a estes nossos irmãos e irmãs”.  Ao chegar na Sala Paulo VI o Papa saudou os presentes:”Minhas boas-vindas a todos. Desejo que hoje o Senhor abençoe a todos nós: que Deus nos abençoe nesta reunião de amigos, neste almoço e também bênçãos às suas famílias. Que o Senhor abençoe a todos. Obrigado e bom almoço”

O almoço para os pobres foi servido por 50 voluntários e colaboradores de associações de voluntariado. O menu oferecido pelo Papa era composto por: lasanha, picadinho de frango com creme de cogumelos, batata assada, sobremesa, frutas e café.

FONTE
Vatican News

DIA MUNDIAL DO POBRE > Ambulatórios Médicos a serviço dos empobrecidos

nov 11, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano - No próximo domingo (17) será celebrado no Vaticano o III Dia Mundial dos Pobres. O Papa Francisco vai presidir a celebração eucarística na Basílica de São Pedro, com a participação de milhares deles. A cerimônia será transmitida ao vivo pela Rádio Vaticano – Vatican News, com comentários em português, a partir das 10h, hora italiana, 6h no horário de Brasília. Desde ontem (10) está aberto o Posto de Saúde Solidário, como já aconteceu no ano passado, na Praça São Pedro. O Posto conta com oito ambulatórios  para atender pacientes pobres e mais necessitados.

Segundo um comunicado do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização serão disponibilizadas consultas médicas com especialistas, cuidados especiais, análises clínicas e outros exames específicos. Tudo completamente gratuito e oferecido a pessoas que normalmente tem dificuldade de acesso a este tipo de serviço.

Graças a este importante apoio à realidade sanitária e à difusão que de ano em ano a iniciativa ganha, neste ano – prossegue o comunicado – aumentaram as especializações oferecidas que serão: medicina geral, cardiologia, diabetologia, dermatologia, reumatologia, doenças infecciosas, ginecologia, oftalmologia, podologia, e ambulatório de análises clínicas, vacinação contra a gripe e para exames ultrassom”. O Posto ficará aberto até dia 17 de novembro, Dia Mundial do Pobre. No ano passado o Posto de Saúde atendeu em uma semana cerca de 2.000 pacientes, e foram feitas, grátis, mais de 3.500 consultas médicas.

FONTE 
Jane Nogara
Vatican News

DIA MUNDIAL DOS POBRES: o Papa Francisco presidirá a Missa no domingo, 17 de novembro

nov 9, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

A celebração eucarística será transmitida ao vivo pelo Vatican News, com comentários em português

O Papa Francisco vai presidir a celebração eucarística pelo III Dia Mundial dos Pobres no dia 17 de novembro, na Basílica de São Pedro, com a participação de milhares deles. A cerimônia será transmitida ao vivo pela Rádio Vaticano – Vatican News, com comentários em português, a partir das 10h, hora italiana, 6h no horário de Brasília.

A força do grito dos pobres
Na homilia da Santa Missa do ano passado, o Pontífice lembrava que “o grito dos pobres se torna mais forte a cada dia. E a cada dia é menos ouvido, porque abafado pelo barulho de poucos ricos que são sempre menos e sempre mais ricos”. Na sequência, o Papa participou de um almoço festivo na Sala Paulo VI com cerca de 1.500 pobres convidados.

Do almoço com os pobres ao Posto de Saúde
Na semana que antecedeu o Dia Mundial dos Pobres, um Posto de Saúde Solidário – com oito ambulatórios – foi instalado na Praça São Pedro para atender pacientes pobres e mais necessitados. Uma visita inesperada do Papa Francisco ao local surpreendeu a todos, inclusive voluntários e médicos, sendo caracterizada como parte da iniciativa “Sextas-feiras das Misericórdia”, iniciada pelo Pontífice no próprio Jubileu. O Dia Mundial dos Pobres foi instituído pelo Papa com a Carta Apostólica “Misericordia et misera” de 2016, na conclusão do Jubileu Extraordinário da Misericórdia.

FONTE
Vatican News

AUDIÊNCIA GERAL > “Peçamos também nós, hoje, ao Espírito Santo, que nos ensine a construir pontes”, indicou o Papa

nov 6, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano – Quarta-feira é dia de Audiência Geral no Vaticano e o Papa Francisco se reuniu com milhares de fiéis e peregrinos na Praça São Pedro não obstante o mau tempo. Em sua catequese, o Pontífice deu prosseguimento à sua “viagem” com o livro dos Atos dos Apóstolos, comentando o capítulo 17: “Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio”.

Olhos de fé
Este trecho narra a chegada de Paulo ao coração da Grécia: Atenas. Ali, o Apóstolo tem um impacto com o paganismo, mas ao invés de fugir, busca uma ponte para dialogar com aquela cultura, reunindo-se com as pessoas mais significativas. “Paulo não olha a cidade de Atenas e o mundo pagão com hostilidade, mas com os olhos da fé”, explicou Francisco. E isso nos faz interrogar sobre o nosso modo de olhar as nossas cidades: “Nós as observamos com indiferença? Com desprezo? Ou com a fé que reconhece os filhos de Deus em meio às multidões anônimas?”, questionou o Papa.

Abrir uma brecha
Paulo escolhe o olhar que o leva a abrir uma brecha entre o Evangelho e o mundo pagão. No coração de uma das instituições mais célebres do mundo antigo, o Areópago, ele realiza um extraordinário exemplo de inculturação da mensagem da fé: anuncia Jesus Cristo aos adoradores de ídolos, e não o faz agredindo, mas fazendo ponte, “pontífice”.

Em seu discurso, o Apóstolo se inspira no altar da cidade, dedicado a um “deus desconhecido”, para então anunciar Aquele que os homens ignoram, e todavia conhecem-No: o Ignorado-Conhecido, disse o Papa, citando uma expressão de Bento XVI E convida todos a irem além dos templos da ignorância e a optarem pela conversão em vista do juízo iminente. Paulo chega assim ao kerygma e faz alusão a Cristo, sem citá-lo.

Construir pontes
A este ponto, a pregação do Apóstolo encontra um desafio: a morte e a ressurreição de Cristo é interpretada como tolice e suscita zombaria e escárnio. Paulo se afasta e a sua tentativa está prestes a falir quando alguns aderem à sua palavra e se abrem à fé. “Peçamos também nós hoje ao Espírito Santo, concluiu Francisco, que nos ensine a construir pontes com a cultura, com quem não crê ou com quem tem um credo diferente do nosso. Sempre construir pontes, com a mão estendida, nada de agressão. Peçamos a capacidade de inculturar com delicadeza a mensagem da fé, depositando sobre quem não conhece Cristo um olhar contemplativo, movido por um amor que aquece os corações mais endurecidos.

FONTE
Vatican News

ANGELUS > A mensagem do Papa Francisco para esse domingo

nov 3, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Fomos feitos à imagem do Santo, para sermos santos: “Sede santos porque eu sou Santo!” (Lev 11, 44)

Cidade do Vaticano – Neste domingo, 3 de novembro, o Papa Francisco rezou o Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro. Eis sua alocução:

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

O Evangelho de hoje nos coloca no seguimento de Jesus que, no caminho para Jerusalém, faz uma parada em Jericó. Havia uma grande multidão para recebê-lo, incluindo um homem chamado Zaqueu, chefe dos “publicanos”, isto é, aqueles judeus que cobravam impostos em nome do império romano. Ele era rico não devido a ganhos honestos, mas porque pedia a “propina”, e isso aumentava o desprezo por ele.

Zaqueu “tentava ver quem era Jesus”; não queria encontrá-lo, mas estava curioso: queria ver aquele personagem de quem ouvira  dizer coisas extraordinárias.  Estava curioso. E sendo de baixa estatura, “para conseguir vê-lo” sobe em uma árvore. Quando Jesus chega ao local, olha para cima e o vê.

E isso é importante: o primeiro olhar não é de Zaqueu, mas de Jesus, que entre os muitos rostos que o cercavam – amultisão -  procura exatamente aquele. O olhar misericordioso do Senhor nos alcança antes mesmo  que nós percebamos ter necessidade de sermos salvos.

E com esse olhar do divino Mestre, começa o milagre da conversão do pecador. De fato, Jesus o chama e o chama pelo nome: “Zaqueu, desce depressa, pois hoje devo ficar em tua casa”, disse Jesus. Ele não o censura, não lhe faz um “sermão”; diz que deve ir até ele: “deve”, porque é a vontade do Pai. Apesar dos murmúrios das pessoas, Jesus escolhe parar na casa daquele pecador público.

Nós também teríamos ficado escandalizados com esse comportamento de Jesus. Mas o desprezo e o fechamento em relação ao pecador não fazem senão que isolá-lo e endurecê-lo no mal que ele faz contra si e contra a comunidade. Em vez disso, Deus condena o pecado, mas tenta salvar o pecador, vai procurá-lo para trazê-lo de volta ao caminho reto. Quem nunca se sentiu procurado pela misericórdia de Deus, tem dificuldade em compreender a extraordinária grandeza dos gestos e palavras com que Jesus se aproxima de Zaqueu.

A acolhida e a atenção de Jesus em relação a ele, levam aquele homem a uma clara  mudança de mentalidade: em um momento ele percebe quanto é mesquinha uma vida movida pelo dinheiro, à custa de roubar dos outros e ser desprezado por eles. Ter o Senhor ali, em sua casa, faz com que ele veja tudo com olhos diferentes, também com um pouco da ternura com que Jesus olhou para ele. E muda também o seu modo de ver e de usar o dinheiro: substitui o gesto do extorquir pelo de dar. De fato, decide dar metade do que possui aos pobres e restituir quatro vezes mais àqueles de quem roubou. Zaqueu descobre de Jesus que é possível amar gratuitamente: até agora ele era avarento, agora se torna generoso; gostava de acumular, agora se alegra em distribuir. Encontrando o Amor, descobrindo ser amado apesar de seus pecados, ele se torna capaz de amar os outros, fazendo do dinheiro um sinal de solidariedade e de comunhão.

Que a Virgem Maria nos obtenha a graça de sempre sentir sobre nós o olhar misericordioso de Jesus, para sair com misericórdia ao encontro daqueles que fizeram mal, para que também eles possam acolher Jesus, que “veio buscar e salvar o que estava perdido.”

FONTE
Vatican News

DIA DE SÃO JUDAS TADEU > Acompanhe a programação dessa segunda-feira, 28 de outubro

out 27, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

São Judas Tadeu será destacado nessa segunda-feira, 28 de outubro. A Comunidade dedicada ao Apóstolo e Mártir, em São José do Rio Preto, contará com programação especial ao longo de todo o dia. Missas no Santuário, encontro dedicado aos Funcionários Públicos, procissão e Celebração Eucarística na quadra do Serviço Social completam o programa. Informações: 17. 3215.9201.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SANTA DULCE DOS POBRES, rogai por nós!

out 13, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

A imagem dos cinco beatos que serão canonizados dia 13 de outubro, expostas na fachada da Basílica de São Pedro

Cidade do Vaticano – Irmã Dulce é santa. A celebração litúrgica com o rito da canonização reuniu cerca de 50 mil pessoas na Praça São Pedro. Com o “Anjo bom da Bahia”, foram canonizados também João Henrique Newman, Josefina Vannini, Maria Teresa Chiramel Mankidiyan, e Margarida Bays. A cerimônia teve início com o rito da canonização: o prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal Angelo Becciu, acompanhado dos postuladores, vai até o Santo Padre e pede que se proceda à canonização dos beatos. O Cardeal apresenta brevemente a biografia de cada um deles, que são então declarados santos. Segue a ladainha dos santos e o Pontífice lê a fórmula de canonização. O prefeito da Congregação, sempre acompanhado dos postulares, agradece ao Santo Padre e o coral entoa o canto do Glória.

Invocar
Na homilia, o Papa Francisco comentou o Evangelho deste 28º Domingo do Tempo Comum, que narra a cura de 10 leprosos. “A tua fé te salvou” (Lc 17, 19). É o ponto de chegada do Evangelho de hoje, que nos mostra o caminho da fé. Neste percurso de fé, afirmou o Papa, vemos três etapas cumpridas pelos leprosos curados, que invocam, caminham e agradecem.

Primeiro, invocar. Assim como hoje, os leprosos sofrem, além pela doença em si, mas pela exclusão social. No tempo de Jesus, eram considerados impuros e, como tais, deviam estar isolados, separados. Eles invocam Jesus “gritando” e o Senhor ouve o grito de quem está abandonado. “Também nós – todos nós – necessitamos de cura, como aqueles leprosos. Precisamos de ser curados da pouca confiança em nós mesmos, na vida, no futuro; curados de muitos medos; dos vícios de que somos escravos; de tantos fechamentos, dependências e apegos: ao jogo, ao dinheiro, à televisão, ao celular, à opinião dos outros. O Senhor liberta e cura o coração, se O invocarmos.” A fé cresce assim, prosseguiu o Papa, com a invocação confiante. “Invoquemos diariamente, com confiança, o nome de Jesus: Deus salva. Repitamo-lo: é oração. A oração é a porta da fé, a oração é o remédio do coração.

Caminhar
Caminhar é a segunda etapa. Os leprosos são curados não quando estão diante de Jesus, mas depois enquanto caminham. “É no caminho da vida que a pessoa é purificada, um caminho frequentemente a subir, porque leva para o alto. A fé requer um caminho, uma saída; faz milagres, se sairmos das nossas cômodas certezas, se deixarmos os nossos portos serenos, os nossos ninhos confortáveis.

Outro aspecto ressaltado pelo Papa é o plural dos verbos: “a fé é caminhar juntos, jamais sozinhos”. Mas, uma vez curados, nove continuam pela sua estrada e apenas um regressa para agradecer. E Jesus então pergunta: “Onde estão os outros nove? Constitui nossa tarefa ocuparmo-nos de quem deixou de caminhar, de quem se extraviou: somos guardiões dos irmãos distantes. Quer crescer na fé? Ocupa-se dum irmão distante.

Agradecer
Agradecer é a última etapa. Ao leproso curado, Jesus diz: “A tua fé te salvou”. “Isto diz-nos que o ponto de chegada não é a saúde, não é o estar bem, mas o encontro com Jesus.” O ponto culminante do caminho de fé é viver dando graças. O Papa então questiona: Nós, que temos fé, vivemos os dias como um peso a suportar ou como um louvor a oferecer? Ficamos centrados em nós mesmos à espera de pedir a próxima graça, ou encontramos a nossa alegria em dar graças? Agradecer não é questão de cortesia, de etiqueta, mas questão de fé. Dizer “obrigado, Senhor”, ao acordar, durante o dia, antes de deitar, é antídoto ao envelhecimento do coração. O motivo para agradecer hoje são os novos Santos, que caminharam na fé e agora invocamos como intercessores. Três deles, disse o Papa, são freiras, como Irmã Dulce, e mostram que a vida religiosa é um caminho de amor nas periferias existenciais do mundo.

FONTE
Bianca Fraccalvieri
Vatican News 

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