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ANGELUS > Dizer-se cristão não é o mesmo que ser cristão, é preciso coerência

ago 18, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano - Dizer-se cristão é bom, mas é preciso ser cristão: palavras do Papa Francisco ao se reunir com os fiéis e peregrinos na Praça São Pedro para o Angelus dominical. O Pontífice comentou o trecho de São Lucas, no qual Jesus adverte os discípulos de que chegou o momento da decisão. “A sua vinda ao mundo, de fato, coincide com o tempo das escolhas decisivas: não se pode adiar a opção pelo Evangelho”, explicou o Papa.

Abandonar a apatia para acolher o fogo do amor
Para exemplificar melhor esse chamado, Jesus utiliza a imagem do fogo que Ele mesmo veio trazer sobre a terra: “Vim lançar fogo na terra; e que mais quero, se já está aceso ?”. Essas palavras, prosseguiu Francisco, têm a finalidade de ajudar os discípulos a abandonar toda atitude de preguiça, de apatia, de indiferença e de fechamento para acolher o fogo do amor de Deus. “Jesus revela aos seus amigos, e também a nós, o seu desejo mais ardente: levar sobre a terra o fogo do amor do Pai, que acende a vida e mediante o qual o homem é salvo.” O fogo do amor, aceso por Cristo no mundo por meio do Espírito Santo, é sem limites, universal, disse ainda o Papa.

“Incêndio benéfico”
Foi o que aconteceu desde os primeiros tempos do Cristianismo: o testemunho do Evangelho se propagou como um “incêndio benéfico, superando toda divisão entre indivíduos, categorias sociais, povos e nações”. Este testemunho queima toda forma de particularismo e mantém a caridade aberta a todos, com uma preferência pelos mais pobres e excluídos.

Aderir a este fogo significa duas coisas: adorar a Deus e a disponibilidade a servir o próximo. A primeira quer dizer “aprender a oração da adoração, que com frequência esquecemos“, afirmou o Papa, convidando os fiéis a descobrirem a beleza desta oração. Depois, estar disponível a servir o próximo e Francisco manifestou sua admiração a quem se dedica aos mais necessitados mesmo durante o período de férias. “Para viver segundo o espírito do Evangelho, é preciso que, diante das sempre novas necessidades que aparecem no mundo, haja discípulos de Cristo que saibam responder com novas iniciativas de caridade. Assim, o Evangelho se manifesta realmente como fogo que salva, que transforma o mundo a partir da mudança do coração de cada um.

Escolhas coerentes com o Evangelho
Assim se compreende outra afirmação de Jesus contida no trecho de Lucas, que numa primeira leitura pode chocar: “Cuidais vós que vim trazer paz à terra? Não, vos digo, mas antes dissensão“. Isso significa que Jesus veio para “separar com o fogo” o bem do mal, o justo do injusto.

Neste sentido, Jesus veio para “dividir”, para colocar “em crise” – mas de modo saudável – a vida dos seus discípulos, desfazendo as fáceis ilusões daqueles que acreditam poder conjugar vida cristã e mundanidade, vida cristã e acordos de todo gênero, práticas religiosas e atitudes contra o próximo.” O Pontífice advertiu que recorrer à cartomante é superstição, “não é de Deus”. A adesão a este fogo requer deixar a hipocrisia de lado e estar dispostos a pagar o preço de escolhas coerentes com o Evangelho. “Esta é a atitude que cada um deve buscar na vida: coerência“, e pagar o preço por esta coerência. “É bom dizer-se cristãos, mas é preciso antes de tudo ser cristãos nas situações concretas, testemunhando o Evangelho que é, essencialmente, amor por Deus e pelos irmãos.

Francisco concluiu pedindo a Maria que “nos ajude a deixar-nos purificar o coração pelo fogo trazido por Jesus, para propagá-lo com a nossa vida, mediante escolhas firmes e corajosas”.

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Vatican News
Bianca Fraccalvieri 

Visita do Papa a Moçambique é “oportunidade única” de evangelização

ago 16, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cresce a expectativa para a chegada do Papa Francisco a Moçambique

Cidade do Vaticano – Faltam pouco mais de duas semanas para a visita do Papa Francisco a Moçambique, primeira etapa de sua 31ª viagem apostólica, que o levará também a Madagascar e Maurício. Em terras moçambicanas, o Pontífice ficará somente em Maputo, onde estão previstos os encontros com as autoridades, com os jovens e com a igreja local. Francisco conhecerá também um hospital e uma casa que presta assistência a moradores de rua. Antes de deixar a capital, o Pontífice vai presidir à Santa Missa no estádio de Maputo.

Oportunidade única
A propósito da expectativa, nosso colega moçambicano Padre Bernardo Suate entrevistou o bispo da diocese de Tete, que fica no centro do país, Dom Diamantino Antunes. O bispo fala da alegria da Igreja e da população em acolher o Papa e a preparação espiritual feita nas comunidades. Para Dom Diamantino, a presença de Francisco é uma “oportunidade única e importantíssima que nos ajudará, como Igreja, a sair de nossos ambientes para ir em busca daqueles que estão distantes, daqueles que se afastaram da Igreja Católica, que ainda não conhecem o Evangelho, e ser uma Igreja mais simples e profética”.

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Vatican News

Papa Francisco faz surpresa às Filhas da Caridade em Roma

jul 30, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

O encontro do Papa com a Ir. Maria Mucci

O Papa Francisco fez uma surpresa às Filhas da Caridade da Casa Regina Mundi, com sede na periferia de Roma. A visita aconteceu na tarde do último domingo (28). O Pontífice foi encontrar a Ir. Maria Mucci (foto) que por muitos anos trabalhou na Casa Santa Marta – a residência do Papa no Vaticano. Hoje ela precisa de cuidados médicos e está internada na enfermaria. O Pe. Tomaž Mavrič, superior Geral da Congregação da Missão e das Filhas da Caridade, através de um post no seu perfil no Facebook, divulgou detalhes da visita. Francisco aproveitou o momento para conhecer a Casa, saudar e abençoar as irmãs, os dependentes e os hóspedes.

Relíquia de João Paulo II
O sacerdote também disse que o Papa contemplou uma relíquia de João Paulo II, doada às irmãs e que está em exposição na capela da Casa Regina Mundi. Trata-se de uma camiseta branca, manchada de sangue, que era usada pelo então Pontífice quando foi levado ao Hospital Policlínico Agostino Gemelli de Roma, logo após o atentado, em 13 de maio de 1981, na Praça São Pedro. Na camiseta estão as iniciais JP (GP, em italiano) e pode-se ver os três furos de tiros.

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Vatican News

ANGELUS > Contemplação e Ação, indicou o Papa Francisco

jul 21, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano - O Papa Francisco conduziu a oração mariana do Angelus, deste domingo (21/07), com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro. Na alocução que precedeu a oração, o Pontífice destacou a passagem do Evangelho deste domingo, em que o evangelista Lucas narra a visita de Jesus à casa de Marta e Maria, irmãs de Lázaro. “Elas o acolhem, e Maria senta-se aos seus pés para ouvi-lo. Deixa o que estava fazendo para estar próxima a Jesus: não quer perder nenhuma de suas palavras”, disse Francisco, acrescentando:  “Tudo deve ser deixado de lado porque, quando Ele vem nos visitar em nossas vidas, a sua presença e a sua palavra vêm antes de qualquer coisa. O Senhor sempre nos surpreende: quando nos dispomos a ouvi-lo realmente, as nuvens desaparecem, as dúvidas cedem o lugar para a verdade, o medo para a serenidade, e as várias situações da vida encontram o lugar certo. O Senhor sempre quando vem, ajusta as coisas e também nós.”

Não se deixe levar pelos afazeres
Na cena de Maria de Betânia aos pés de Jesus, São Lucas mostra a atitude de oração do fiel que sabe estar na presença do Mestre para ouvi-lo e colocar-se em sintonia com Ele. “Trata-se de fazer uma pausa durante o dia, de recolher-se no silêncio para dar lugar ao Senhor que “passa” e encontrar a coragem de permanecer um pouco “à parte” com Ele, para depois retornar, com mais serenidade e eficácia, para as coisas cotidianas. Louvando a atitude de Maria, que “escolheu a melhor parte”, Jesus parece repetir a cada um de nós: “Não se deixe levar pelos afazeres, mas antes de tudo escute a voz do Senhor, a fim de desempenhar bem as tarefas que a vida lhe atribui. Depois, há a outra irmã, Marta. São Lucas diz que foi ela quem hospedou Jesus”, ressaltou o Papa.

Talvez Marta fosse a mais velha das duas irmãs, não sabemos, mas certamente essa mulher tinha o carisma da hospitalidade. De fato, enquanto Maria está ouvindo Jesus, ela está completamente absorvida pelos muitos serviços. Por isso, Jesus lhe diz: “Marta, Marta, você se preocupa e anda  agitada com muitas coisas”. Com estas palavras, Ele certamente não pretende condenar a atitude do serviço, mas sim a preocupação com a qual às vezes se vive.

Acolhimento e fraternidade
Segundo o Pontífice, “nós também partilhamos a preocupação de Santa Marta e, com o seu exemplo, nos propomos a fazer com que, em nossas famílias e em nossas comunidades, se viva o sentido do acolhimento, da fraternidade, para  que cada um possa se sentir “em casa”, especialmente os pequenos e os pobres quando batem à porta. “ Portanto, o Evangelho de hoje nos recorda que a sabedoria do coração está em saber conjugar esses dois elementos: a contemplação e a ação. Marta e Maria nos indicam o caminho. Se queremos desfrutar a vida com alegria, devemos associar essas duas atitudes: por um lado, o “estar aos pés” de Jesus, para ouvi-lo enquanto nos revela o segredo de todas as coisas; por outro, estar atentos e prontos para a hospitalidade, quando Ele passar e bater à nossa porta, com o rosto de um amigo que precisa de um momento de descanso e fraternidade.

Francisco concluiu, pedindo à Virgem Maria, “Mãe da Igreja, para que nos conceda a graça de amar e servir a Deus e aos irmãos com as mãos de Marta e o coração de Maria, a fim de que permanecendo sempre na escuta de  Cristo, possamos ser artesãos da paz e da esperança”.

Após a oração mariana do Angelus, o Papa recordou que neste sábado (20/07), foi celebrado o 50º aniversário da chegada do homem à lua. “Cinquenta anos atrás, como ontem, o homem pôs os pés na lua, realizando um sonho extraordinário. Que a recordação desse grande passo para a humanidade possa acender o desejo de progredir juntos em direção a metas ainda maiores: mais dignidade para os vulneráveis, mais justiça entre os povos, e mais futuro para a nossa Casa comum.

A seguir, saudou todos os romanos e peregrinos presentes na Praça São Pedro, em particular, as noviças das Filhas de Maria Auxiliadora provenientes de vários países, os alunos do Colégio Cristo Rei de Assunção, no Paraguai, os seminaristas e formadores da Obra dom Guanella de Iaşi, na Romênia, os jovens de Chiry-Ourscamp (França) e os fiéis de Cantù. Por fim, desejou a todos um bom domingo e pediu aos fiéis para não se esquecerem de rezar por ele.

FONTE 
Mariangela Jaguraba
Vatican News

Religiosas e sacerdotes presos nos EUA no protesto contra políticas migratórias

jul 20, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Manifestantes deitaram-se formando uma cruz

Os manifestantes entraram no Salão Oval do Senado tendo em mãos fotos de crianças migrantes que morreram em instalações de custódia do governo federal. Pouco antes, no gramado externo,  haviam rezado, ouvido testemunhos de migrantes aterrorizados com a ideia de perder seus filhos e lido as mensagens dos bispos presentes em apoio ao protesto. Ignorando as advertências dos agentes, segundo a agência de notícias Sir, cinco dos ativistas deitaram-se no piso do Capitólio formando uma cruz humana. Em coro, entoavam os nomes das pequenas vítimas: “Darlyn, Jakelin, Felipe, Juan, Wilmer, Carlos“.

A polícia teve que intervir, prendendo alguns dos manifestantes enquanto deitados entoavam cânticos. Foram algemadas freiras, membros de paróquias e outros líderes católicos, retirados enquanto recitavam a Ave Maria. Entre os 70 presos, está a Irmã Pat Murphy, de 90 anos, que trabalha com migrantes e refugiados em Chicago e que há 13 anos organiza, todas as sextas-feiras, vigílias de oração em frente à agência de migração. “O tratamento dos migrantes deveria ofender todas as pessoas de fé“, reiterou Irmã Pat, apoiada pela Irmã Ann Scholz, da Conferência das superioras das religiosas estadunidenses.  “Estamos aqui porque o Evangelho nos obriga a agir e estamos indignadas com o horrível tratamento reservado às famílias, em particular, às crianças“, afirmaram.

“Luzes pela liberdade”
A manifestação de quinta-feira, 18, é apenas uma das tantas ocorridas em várias cidades em todo o país desde o último sábado. O anúncio da ação dos agentes imigratórios mobilizou centenas de pessoas de todas as religiões, que juntas, pedem uma mudança radical nas leis de migração e o fim da detenção de migrantes em centros de detenção na fronteira com o México, onde as imagens de crianças imigrantes, separadas de suas famílias e mantidas em uma espécie de gaiolas e áreas com cercas, completamente insalubres, indignaram a nação. “Luzes pela liberdade” é o nome dado a esses protestos, que têm como símbolo a Estátua da Liberdade, um ícone da acolhida de imigrantes nos Estados Unidos.

Manifestantes da religião judaica também são presos
Na terça-feira passada, escreve Maddalena Maltese em seu artigo, dez manifestantes judeus também foram presos: a acusação foi que eles tinham entrado ilegalmente no hall da sede da Agência para controle de fronteiras e da imigração em Washington, enquanto outros 100 ativistas criaram uma barreira humana, todos de mãos dadas, na frente das portas e garagens do prédio, com o objetivo de interromper as operações de limpeza feitas por  agentes da imigração.

Basta de ódio contra os refugiados
O cardeal de Nova York Timothy M. Dolan, após a Missa dominical celebrada na Capela de Santa Francisca Cabrini, padroeira dos imigrantes, denunciou a atitude geralmente negativa em relação aos refugiados e requerentes de asilo, precisamente em um país que, por definição, “é nação de imigrantes. O purpurado reconheceu com dor que existem “muitos lugares” onde “os refugiados são objeto de ódio e de malícia“.

Ameaças de deportação são cruéis
No Texas, o bispo de Brownsville, Daniel Flores, disse que “as ameaças de deportação são cruéis para as famílias e crianças, e que a separação dos pais de seus filhos, sem sequer a possibilidade de comparecer no tribunal, é reprovável. As leis – acrescentou  – deveriam  tratar famílias e crianças de maneira diferente de como são tratados os chefões do tráfico“.

Por fim,  o diretor executivo da Rede de Solidariedade Inaciana, Christopher Kerr,  explicou que os grupos e paróquias associados aos jesuítas no serviço aos migrantes, distribuíam manuais de emergência durante as Missas em espanhol , e muitas paróquias declararam-se “santuários” para garantir a segurança das famílias que teriam pedido acolhida.

FONTE
Vatican News

(Com informações de  Maddalena
Maltese, de New York –  Agência Sir)

SÍNODO: o trabalho na Amazônia

jul 18, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Verbitas de 14 países estão em missão na Amazônia

Na Encíclica Laudato Si’, o Papa Francisco recordou a simplicidade e harmonia vivida por São Francisco de Assis com Deus, com os outros, com a natureza e consigo mesmo. Uma preocupação nítida “pela natureza, a justiça para com os pobres, o empenho na sociedade e a paz interior”. Assim também se reflete a Igreja de hoje na Amazônia. Segundo Pe. José Boeing, “uma Igreja com estilo simples e humilde, com tudo sendo partilhado pelo povo”.

O missionário dos Verbitas é natural de Manoel Ribas, no Paraná, estudou Filosofia e Teologia, e ainda tem graduação em Direito, com registro na OAB. Ordenado na década de 90, foi destinado pela Congregação do Verbo Divino a trabalhar na Amazônia, onde atua há quase 30 anos e ajuda a levar o Evangelho onde a Igreja não é autossuficiente e precisa de auxílio. Pe. José aprendeu desde cedo o que é ser missionário, já que vem de uma família de agricultores e de imigrantes alemães.

Missionário verbita é uma voz da floresta e dos nativos
O encanto pela Amazônia e pela diversidade dos povos e espécies se reflete no seu trabalho pelas principais necessidades dos indígenas e no engajamento pelo bem de um bioma importante para toda a humanidade – e ainda assim desconhecido por muitos brasileiros. Pe. José sempre foi comprometido com a floresta e com os direitos dos nativos da Amazônia, um povo generoso formado por índios, negros, camponeses, caboclos e ribeirinhos, mas também um povo sofrido, cheio de esperança e fé por uma vida melhor.

Em véspera de Sínodo Amazônico, que acontece em outubro, no Vaticano, o mundo se volta às realidades vividas naquela região. “A nossa expectativa é que hoje o mundo está olhando para a Amazônia a partir do Sínodo. Isso significa que já estamos fazendo algo por aqui e podemos fazer mais, com certeza. A nossa esperança em relação ao Sínodo é que abra essa porta, a partir da Igreja, olhando com o olhar da Criação – a integridade da Criação, pois tudo está interligado: ligar a terra ao ser humano”, afirma o missionário.

Pe. José é um dos mais de 6 mil missionários verbitas presentes em 70 países do mundo. Na Amazônia, o também advogado chegou a trabalhar por uma década com a Irmã Dorothy, natural dos Estados Unidos, religiosa da Congregação de Notre Dame de Namur, engajada no diálogo com lideranças camponesas, políticas e religiosas que foi assassinada há quase 15 anos. Também comprometido na luta contra as forças externas que procuram explorar as riquezas naturais da Amazônia, o Pe. José chegou a receber ameaça de morte em 2006 por trabalhar “em prol da justiça, da ecologia e da integridade da criação”, (cfe. Carta Aberta dos Verbitas reunidos em Capítulo Geral em Roma, em 10 de junho de 2006).

A força dos leigos e das mulheres
Para o Sínodo de outubro, a esperança de um olhar voltado para a Amazônia no seu contexto diário de vida, da busca por soluções à exploração do meio ambiente até questões práticas de uma Igreja com perfil humilde, mas que precisa da força dos índios, dos leigos e das mulheres. Pe. José complementa:“É uma realidade difícil. Por exemplo: o celibato para os indígenas, é possível ou não? As mulheres nas suas atuações nas comunidades, os leigos engajados, … O Sínodo vai ajudar a dar mais apoio aos leigos consagrados na missão. Eu acredito muito nessa força dos leigos para uma Igreja mais servidora, humilde e mais presente na vida do povo. E aí o clamor da mulher é muito presente.

FONTE
Vatican News

JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE > Reformulação da Catequese em Portugal

jul 11, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Projeto

A história de 30 anos das Jornadas Mundiais da Juventude vai conduzir os estudos dos adolescentes que frequentam a catequese em Portugal. O projeto “Say Yes – aprender a dizer sim”, uma proposta para ajudar na formação de gerações de cristãos, foi apresentado no início deste mês de julho, em Fátima, aos secretários diocesanos.

Adolescentes de hoje, peregrinos da JMJ de amanhã
O presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé, Dom Antônio Moiteiro, disse estarem convictos que, “daqui a três anos, os adolescentes serão potenciais peregrinos da JMJ Lisboa 2022”. Além disso, o projeto complementa os materiais que serão lançados sobre os temas já apresentados pelo Papa Francisco aos jovens para cada ano pastoral. Em especial, comentou o Pe. Tiago Neto, diretor do setor da Catequese de Lisboa, o projeto “propõe um itinerário que percorre a história das JMJs” para que os “adolescentes se apropriem do grande dom que são as Jornadas para a Igreja nos últimos 30 anos”. Ele esclarece, porém, que é “um itinerário de preparação e não um itinerário de JMJ. Tem uma clara nota vocacional para ajudar os adolescentes a dizerem sim ao projeto de Deus, valorizando os conteúdos da exortação apostólica Cristo Vive”.

Nesta caminhada, acrescenta Pe. Tiago, os adolescentes vão ser acompanhados por um “diário de bordo” pessoal com vários materiais que ajudarão os mais novos a fazerem uma caminhada pessoal e em grupo. Ao longo dos três anos, o projeto prevê quatro encontros anuais de formação de modo a que “possam apresentar as experiências” e devolver na prática catequética os resultados da pedagogia assimilada.

Renovando a catequese da adolescência
Afinal, como comenta Cristina Sá Carvalho, coordenadora da Catequese no Secretariado Nacional da Educação Cristã, a iniciativa congrega a “pedagogia do serviço” e acontece em meio à reflexão que está sendo feita sobre “a catequese da adolescência”: “estamos desenvolvendo um projeto e programando uma nova forma de trabalhar a catequese com os adolescentes. Queremos uma pedagogia mais inovadora, mais próxima deles, mais educativa. Associado a isso, estamos trabalhando num novo modelo de formação de catequistas, que é fundamental no nosso trabalho. Esse projeto da JMJ resulta dessa reflexão e é uma oportunidade para testarmos modelos e para serem verdadeiros laboratórios ao longo dos próximos três anos”. A organização do projeto disponibiliza tanto o programa quanto a possibilidade para que cada paróquia possa se  inscrever no projeto e ter acesso aos materiais que vão ser disponibilizados no início do próximo ano catequético.

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Vatican News

“Hospitais Abertos” salvam vidas na Síria

jul 4, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Damasco, Síria, Hospitais Abertos, Foto Avsi

Cidade do Vaticano - O projeto “Hospitais Abertos” nasceu de uma iniciativa do cardeal Mario Zenari, Núncio Apostólico na Síria, que, junto com Dom Giampietro Dal Toso, então Secretário do Pontifício Conselho Cor Unum, considerou em 2016 prioritário e crucial encontrar um modo concreto de aliviar e ajudar a população síria exausta da guerra. O projeto nasceu, portanto, para garantir o acesso a cuidados gratuitos para as pessoas necessitadas.

Contexto e origem do projeto
O projeto teve origem na observação de que três hospitais católicos sem fins lucrativos (Hospital Saint Louis em Alepo; Hospital francês em Damasco; Hospital italiano em Damasco), com pessoal médico altamente qualificado e capacidade para oferecer tratamento em todas as especialidades, não eram utilizados de acordo com o seu potencial, embora a necessidade de tratamento fosse muito elevada, devido à barreira financeira para a população pobre síria. Portanto, o card. Zenari envolveu as congregações católicas proprietárias dos hospitais e, junto com o Dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral, encarregou AVSI de fornecer apoio técnico, enquanto a Fundação Policlínica Gemelli contribuiu como parceira científica e de saúde, fornecendo treinamento e apoio financeiro. O objetivo geral do projeto é apoiar a melhoria das condições psicofísicas das populações mais vulneráveis de Alepo e Damasco, facilitando o acesso aos cuidados de saúde prestados pelos hospitais privados envolvidos. O projeto tem uma duração de 3 anos e meio, de julho de 2017 a dezembro de 2020.

A situação na Síria
“A situação na Síria – explica Flavia Chevallard, responsável pelo projeto – continua a ser muito complexa. Há muito tempo que não ouvimos falar da Síria, mas a guerra ainda não acabou e ainda há frentes abertas. Ainda que outras partes do país estejam em melhores condições, isso não significa que a vida não continue sendo muito difícil. Após anos de guerra, a economia e o tecido social do país foram afetados, e ainda não há espaço para a recuperação, portanto as famílias ainda têm dificuldades para ir avante. A inflação é muito elevada, os preços continuam a subir e as pessoas já não conseguem lidar com a situação. A capacidade de resistir após 8 anos diminuiu. Para aqueles que trabalham, o salário não é suficiente para cobrir todas as necessidades básicas. Quando se registra uma despesa maior do que a habitual, torna-se realmente um problema para as pessoas. Por todas estas razões, oferecer cuidados gratuitos é fundamental para as pessoas”.

As palavras do Papa são palavras importantes
O Papa – sublinha Flavia Chevallard – tem uma grande sensibilidade pelas pessoas que sofrem. Fez várias declarações sobre a situação na Síria. É importante que uma figura como o Papa procure levar à luz o que está ocorrendo. Talvez na Europa seja muito fácil pensar que no Oriente Médio há sempre guerras, mas esquecemos que por detrás destes conflitos há pessoas que morrem e sofrem todos os dias, incluindo crianças. Então, sim, são palavras importantes.

A prioridade é curar hoje
“Espero que o projeto “Hospitais Abertos” – conclui Flavia Chevallard – continue até o final de 2020. Neste período de tempo, esperamos assegurar o maior número de tratamentos nos três hospitais onde atuamos”.

FONTE
Eugenio Serra e Silvonei José
Vatican News

Irmã Dulce, o “Anjo Bom da Bahia”, será canonizada. Acompanhe o programa das Celebrações.

jul 2, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Dom Murilo Krieger, Arcebispo ed Salvador (BA)

Cidade do Vaticano – Irmã Dulce, a primeira mulher nascida no Brasil que se tornará santa, será canonizada no dia 13 de outubro de 2019, durante o Sínodo para a Amazônia, em uma celebração presidida pelo Papa Francisco, no Vaticano.

Anjo Bom da Bahia
Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, a irmã Dulce, era conhecida como Anjo Bom da Bahia, em função do trabalho social com os pobres em Salvador (BA). Começou prestando assistência à comunidade favelada dos bairros de Alagados e de Itapagipe e depois fundou a União Operária São Francisco, primeiro movimento cristão operário de Salvador e o Círculo Operário da Bahia, que promovia atividades culturais e recreativas, além de uma escola de ofício. Em 1949, acolheu no galinheiro situado ao lado do Convento Santo Antônio cerca de 70 doentes recolhidos das ruas de Salvador. O episódio é considerado a origem da OSID (Obras Sociais Irmã Dulce), instituição filantrópica fundada por ela dez anos depois.

Alegria e compromisso
Será uma ocasião de encorajamento a todos para buscar a santidade. Irmã Dulce veio nos dizer que cada época tem seus santos, mas todos têm em comum o amor a Deus, o amor ao próximo e a dedicação, especialmente aos preferidos de Jesus, os mais pequeninos”, declarou o arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger.

Programa das celebrações
Irmã Dulce deixou uma obra que agora precisa ser continuada. Dia 13 de outubro vamos participar da missa presidida pelo Papa Francisco. No dia 14, haverá uma missa na Igreja de Santo Antônio dos Portugueses (Roma) em ação de graças pelo dom que Salvador, a Bahia e o Brasil estão recebendo. No dia 20, às 16h, na Arena Fonte Nova (Salvador-BA), vamos presidir a missa em honra daquela que já estará nos altares”.

FONTE
Vatican News

PENTECOSTES > A homilia do Papa Francisco

jun 9, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano – Na Solenidade de Pentecostes, o Papa Francisco presidiu a Celebração Eucarística na Praça São Pedro, na presença de milhares de peregrinos. Confira sua homilia na íntegra;

O Pentecostes chegou, para os discípulos, depois de cinquenta dias incertos. Por um lado, Jesus ressuscitara: cheios de alegria, tinham-No visto, escutado e até comido com Ele. Por outro, ainda não superaram dúvidas e temores: estavam com as portas fechadas (cf. Jo 20, 19.26), com perspetivas reduzidas, incapazes de anunciar o Vivente. Depois, chega o Espírito Santo e as preocupações desaparecem: agora os Apóstolos não têm medo nem sequer à vista de quem os prende; antes, preocupados por salvar a sua vida, agora já não têm medo de morrer; antes, fechados no Cenáculo, agora levam o anúncio a todas as nações.

Até à Ascensão de Jesus, aguardavam um Reino de Deus para eles (cf. At 1, 6), agora estão ansiosos por alcançar fronteiras desconhecidas. Antes, quase nunca falaram em público e muitas vezes, quando o fizeram, criaram problemas como Pedro que renegou Jesus; agora falam corajosamente a todos. Em resumo, a história dos discípulos, que parecia ter chegado ao fim, é renovada pela juventude do Espírito: aqueles jovens, que dominados pela incerteza se sentiam no fim, foram transformados por uma alegria que os fez renascer.

Foi o Espírito Santo que fez isto. O Espírito não é, como poderia parecer, uma coisa abstrata; é a Pessoa mais concreta, mais próxima, aquela que muda a nossa vida. E como faz? Vejamos os Apóstolos. O Espírito não lhes tornou as coisas mais fáceis, não fez milagres espetaculares, não eliminou problemas nem opositores. Mas o Espírito trouxe para a vida dos discípulos uma harmonia que faltava: a Sua, porque Ele é harmonia.

Harmonia dentro do homem. Era dentro, no coração, que os discípulos precisavam de ser mudados. A sua história diz-nos que a própria visão do Ressuscitado não basta; é preciso acolhê-Lo no coração. De nada aproveita saber que o Ressuscitado está vivo, se não se vive como ressuscitados. E é o Espírito que faz viver e ressurgir Jesus em nós, que nos ressuscita dentro. Por isso Jesus, ao encontrar os Seus, repete: «A paz esteja convosco» (Jo 20, 19.21) e dá o Espírito. A paz não consiste em resolver os problemas a partir de fora – Deus não tira aos Seus tribulações e perseguições –, mas em receber o Espírito Santo.

Nisto consiste a paz, aquela paz dada aos Apóstolos, aquela paz que não livra dos problemas, mas, nos problemas, é oferecida a cada um de nós. É uma paz que torna o coração semelhante ao mar profundo: permanece tranquilo, mesmo quando as ondas estão revoltas à superfície. É uma harmonia tão profunda que pode até transformar as perseguições em bem-aventurança. Mas, em vez disso, quantas vezes permanecemos à superfície!

Em vez de procurar o Espírito, tentamos flutuar, pensando que tudo ficará bem se certo problema passar, se não virmos mais tal pessoa, se melhorar aquela situação. Mas isto é permanecer à superfície: superado um problema, chegará outro; e a ansiedade voltará. Não é afastando-nos de quem pensa diferente de nós que ficaremos tranquilos, não é resolvendo o problema presente que estaremos em paz. O ponto de mudança é a paz de Jesus, é a harmonia do Espírito.

Com a pressa que o nosso tempo nos impõe, parece que a harmonia esteja posta de lado: reclamados por uma infinidade de coisas, arriscamo-nos a explodir, solicitados por um nervosismo contínuo que nos faz reagir mal a tudo. E procura-se a solução rápida: uma pastilha atrás doutra para continuar, uma emoção atrás doutra para se sentir vivo, quando na verdade aquilo de que precisamos é sobretudo o Espírito.

É Ele que coloca ordem neste frenesi. É paz na ansiedade, confiança no desânimo, alegria na tristeza, juventude na velhice, coragem na prova. É Ele que, no meio das correntes tempestuosas da vida, mantém firme a âncora da esperança. Como nos diz hoje São Paulo, é o Espírito que nos impede de recair no medo, fazendo-nos sentir filhos amados (cf. Rm 8, 15). É o Consolador, que nos transmite a ternura de Deus. Sem o Espírito, a vida cristã desfia-se, privada do amor que tudo une.

Sem o Espírito, Jesus permanece um personagem do passado; com o Espírito, é pessoa viva hoje. Sem o Espírito, a Escritura é letra morta; com o Espírito, é Palavra de vida. Um cristianismo sem o Espírito é um moralismo sem alegria; com o Espírito, é vida.

O Espírito Santo produz harmonia não só dentro, mas também fora, entre os homens. Faz-nos Igreja, compõe partes distintas num único edifício harmónico. Explica-o bem São Paulo que, ao falar da Igreja, repete muitas vezes a palavra «diferente»: «diferentes carismas, diferentesatividades, diferentes ministérios» (cf. 1 Cor 12, 4-6). Somos diferentes, na variedade das qualidades e dos dons. O Espírito distribui-os com criatividade, sem rebaixar nem nivelar. E, a partir desta diversidade, constrói a unidade. Assim procede desde a criação, porque é especialista em transformar o caos em cosmo, em criar harmonia. É especialista em criar as diversidades, as riquezas; cada um a sua, diferente. Ele é o criador desta diversidade e, ao mesmo tempo, é aquele que harmoniza, que dá a harmonia e dá a diversidade. Somente Ele pode fazer estas duas coisas.

Hoje, no mundo, as desarmonias tornaram-se verdadeiras divisões: há quem tenha demais e há quem não tem nada, há quem procure viver cem anos e quem não pode vir à luz. Na era dos computadores, permanece-se à distância: mais “social”, mas menos sociais. Precisamos do Espírito de unidade, que nos regenere como Igreja, como Povo de Deus e como humanidade inteira. Há sempre a tentação de construir «ninhos»: reunir-se à volta do próprio grupo, das próprias preferências, o semelhante com o semelhante, alérgicos a toda a contaminação.

E do ninho à seita, o passo é curto, também dentro da Igreja. Quantas vezes se define a própria identidade contra alguém ou contra alguma coisa! Pelo contrário, o Espírito Santo junta os distantes, une os afastados, reconduz os dispersos. Funde tonalidades diferentes numa única harmonia, porque em primeiro lugar vê o bem, vê o homem antes dos seus erros, as pessoas antes das suas ações. O Espírito molda a Igreja, molda o mundo como espaços de filhos e de irmãos. Filhos e irmãos: substantivos que vêm antes de qualquer adjetivo.

Está na moda adjetivar, se não mesmo, infelizmente, insultar.  Podemos dizer que vivemos uma cultura do adjetivo que esquece o substantitvo das coisas; e também em uma cultura do insulto, que é a primeira resposta a uma opinião com a qual eu não compartilho. Depois damo-nos conta de que faz mal a quem é insultado, mas também a quem insulta. Retribuindo o mal com mal, passando de vítimas a verdugos, não se vive bem. Pelo contrário, quem vive segundo o Espírito leva paz onde há discórdia, concórdia onde há conflito. Os homens espirituais retribuem o mal com bem, respondem à arrogância com a mansidão, à maldade com a bondade, à barafunda com o silêncio, às maledicências com a oração, ao derrotismo com o sorriso.

Para ser espirituais, para saborear a harmonia do Espírito, é preciso colocar a sua visão à frente da nossa. Então as coisas mudam: com o Espírito, a Igreja é o Povo santo de Deus, a missão é o contágio da alegria, não o proselitismo, os outros são irmãos e irmãs amados pelo mesmo Pai. Mas, sem o Espírito, a Igreja é uma organização, a missão é propaganda, a comunhão é um esforço.  E tantas Igrejas fazem ações programáticas neste sentido de planos pastorais, de discussões sobre todas as coisas. Parace ser aquele o caminho a nos unir, mas este não é o caminho do Espírito, é o caminho da divisão. A primeira e a derradeira necessidade da Igreja é o Espírito (cf. São Paulo VI, Catequese na Audiência Geral de 29/XI/1972). Ele «vem aonde é amado, aonde é convidado, aonde é esperado» (São Boaventura, Sermão para o IV Domingo depois da Páscoa).

Irmãos e irmãs, rezemos-Lhe diariamente. Espírito Santo, harmonia de Deus! Vós que transformais o medo em confiança e o fechamento em dom, vinde a nós. Dai-nos a alegria da ressurreição, a perene juventude do coração. Espírito Santo, nossa harmonia! Vós que fazeis de nós um só corpo, infundi a vossa paz na Igreja e no mundo. Espírito santo, tornai-nos artesãos de concórdia, semeadores de bem, apóstolos de esperança.

FONTE
Vatican News

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