Ano da Fé: novo número do documento “Porta Fidei”

fev 8, 2013   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

     O “Ano da Fé”, convocado pelo papa Bento XVI a partir do documento “Porta Fidei”, segue até novembro. Nesse itinerário, a formação é um dos pontos principais; exaltando os 50 anos da realização do Concílio Vaticano II e os 20 da revisão do Catecismo da Igreja Católica.
     Nesse contexto, acompanhe mais um trecho da catequese do Santo Padre selecionado pelo pároco reitor do Santuário São Judas Tadeu, padre Luiz Donizeti Caputo.

    A renovação da Igreja realiza-se também através do testemunho prestado pela vida dos crentes: de fato, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com sua própria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou. O próprio Concílio, na Constituição dogmática Lumen Gentium, afirma: “Enquanto Cristo “santo, inocente, imaculado” (Heb 7,26), não conheceu o pecado (2Cor 5,21), mas veio apenas expiar os pecados do povo (Heb 2,17), a Igreja, contendo pecadores no seu próprio seio, simultaneamente santa e sempre necessitada de purificação, exercita continuamente a penitência e a renovação. A Igreja “prossegue a sua peregrinação no meio das perseguições do mundo e das consolações de Deus”, anunciando a crua e a morte do Senhor até que Ele venha (1Cor 11,26). Mas é rosbustecida pela força do Senhor ressuscitado, de modo a vencer, pela paciência e pela caridade, as suas aflições e dificuldades tanto internas como externas e a revelar, velada mas fielmente, o seu mistério, até que por fim se manifeste em plena luz”.

     Nesta perspectiva, o Ano da Fé é convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo. No mistério da sua morte e ressurreição, Deus revelou plenamente o Amor que salva e chama os homens à conversão de vida por meio da remissão dos pecados (At 5,31). Para o Apostolo Paulo, este amor

introduz o homem numa vida nova: “Pelo Batismo fomos sepultados com Ele na morte, para que, tal como Cristo foi ressuscitado de entre os mortos pela gloria do Pai, também nós caminhemos numa vida nova” (Rm 6,4). Em virtude da Fé, esta vida nova plasma toda a existência humana segundo a novidade radical da ressurreição. Na medida de sua livre disponibilidade, os pensamentos e os afetos, a mentalidade e o comportamento do homem vão sendo pouco a pouco purificados e transformados, ao longo de um itinerário jamais completamente terminado nesta vida. A “Fé, que atua pelo amor” (Gl 5,6), torna-se um novo critério de entendimento e de ação, que muda toda a vida do homem.

(Documento Porta Fidei, Nº 6 )

TEXTO (Apresentação)
André Botelho
Assessoria de Comunicação
Santuário São Judas Tadeu

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