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Papa na mensagem de Páscoa: deixar-se contagiar pela esperança de Cristo

abr 12, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Vatican News - Um contágio diferente, o contágio da esperança: foi a mensagem do Papa Francisco neste domingo de Páscoa. O Pontífice presidiu à missa na Basílica Vaticana, na sobriedade que tem caracterizado as celebrações da Semana Santa. No lugar dos fiéis e das flores que enfeitam a Praça São Pedro neste dia, esteve a oração de milhões de pessoas conectadas através dos meios de comunicação. Devido à pandemia, o Santo Padre renunciou ao rito do “Resurrexit” duranta a celebração, que recorda o estupor de Pedro ao ver o sepulcro vazio.

Contágio da esperança
Tradicionalmente, o Papa não pronuncia a homilia no domingo de Páscoa e transmite a sua mensagem ao conceder a bênção Urbi et Orbi (à cidade de Roma e ao mundo), que se abriu com o anúncio que hoje ecoa em todos os cantos da Terra: “Jesus Cristo ressuscitou; ressuscitou verdadeiramente! Nesta noite, ressoou a voz da Igreja: ‘Cristo, minha esperança, ressuscitou!’. É um ‘contágio’ diferente, que se transmite de coração a coração, porque todo o coração humano aguarda esta Boa Nova. É o contágio da esperança.” Não se trata de uma fórmula mágica, explicou Francisco, que faz desaparecer os problemas, mas é a vitória do amor sobre a raiz do mal, que  transforma o mal em bem: “marca exclusiva do poder de Deus”.

As chagas da humanidade
O Ressuscitado é o Crucificado. No seu corpo glorioso, estão indeléveis as feridas que se tornaram frestas de esperança. O Papa então citou as feridas abertas hoje da humanidade, começando pelo contagiados com o coronavírus, de modo especial os doentes, os que morreram e os familiares. “Para muitos, é uma Páscoa de solidão, vivida entre lutos e tantos incômodos que a pandemia está causando, desde os sofrimentos físicos até aos problemas econômicos.

Esta epidemia não nos privou apenas dos afetos, afirmou Francisco, mas também da possibilidade de recorrer pessoalmente à consolação que brota dos Sacramentos, especialmente da Eucaristia e da Reconciliação. “Mas o Senhor não nos deixa sós!” O Papa mais uma vez agradeceu aos médicos e enfermeiros, e a todos os profissionais que garantem os serviços essenciais necessários à convivência civil.

Redução de sanções e cancelamento da dívida
O seu pensamento se dirigiu também a quem está preocupado com o futuro e com a falta de emprego, encorajando os políticos a trabalharem em prol do bem comum. “Este não é tempo para a indiferença, porque o mundo inteiro está sofrendo e deve sentir-se unido ao enfrentar a pandemia”, disse ainda o Pontífice, pedindo que não faltem os bens de primeira necessidade aos que vivem nas periferias, aos refugiados e aos desabrigados. A propósito, pediu a redução das sanções internacionais que impedem a alguns países de proporcionar apoio adequado aos seus cidadãos e inclusive o cancelamento da dívida que pesa sobre os orçamentos dos mais pobres. “Este não é tempo para egoísmos, pois o desafio que enfrentamos nos une a todos e não faz distinção de pessoas.

Fim das guerras e conflitos
Olhando para as regiões que neste momento mais sofrem, o Papa falou da Europa, uma das mais afetadas pelo coronavírus. O continente se recuperou depois da II Guerra Mundial graças à solidariedade, e que seja este o sentimento que prevaleça agora, e o não o ressurgimento de antigas rivalidades. Francisco voltou a pedir a adesão ao apelo a um cessar-fogo global e imediato de todos os conflitos e repetiu a exortação feita na vigília pascal: “Este não é tempo para continuar a fabricar e comercializar armas, gastando somas enormes que deveriam ser usadas para cuidar das pessoas e salvar vidas.

O Pontífice mencionou as guerras ainda em andamento na Síria, no Iêmen, no Iraque, bem como no Líbano. Falou também de Israel e da Palestina, da Ucrânia, da crise dos refugiados na Líbia e na fronteira entre a Grécia (“não quero esquecer a ilha de Lesbos”) e a Turquia e de países da Ásia e dos ataques terroristas na África, em especial da crise humanitária que a região de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, está sofrendo. Na América Latina, citou a Venezuela, exortando a soluções concretas e imediatas.

Antes de conceder a bênção Urbi et Orbi, o Papa Francisco concluiu com mais um convite à coragem, a olhar além, para que a humanidade dissipe as trevas que pairam sobre si: “Palavras como indiferença, egoísmo, divisão, esquecimento não são as que queremos ouvir neste tempo. Mais, queremos bani-las de todos os tempos! Essas palavras prevalecem quando em nós vencem o medo e a morte, isto é, quando não deixamos o Senhor Jesus vencer no nosso coração e na nossa vida. Ele, que já derrotou a morte abrindo-nos a senda da salvação eterna, dissipe as trevas da nossa pobre humanidade e introduza-nos no seu dia glorioso, que não conhece ocaso.”

FONTE 
Bianca Fraccalvieri 
Vatican News

Papa na Vigília Pascal: chega de guerras e armas, porque é de pão que precisamos

abr 12, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano - A Basílica de São Pedro recebeu a missa deste Sábado Santo (11) sem a presença dos fiéis e nem a celebração dos batismos, mas com uma atmosfera sóbria e propícia para celebrar a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte. As mudanças do Departamento de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice são referentes às medidas de restrição impostas pela pandemia do Covid-19.

A cerimônia inicial com a Bênção do Fogo foi realizada atrás do altar da Confissão, sem luzes aos presentes, que só foram acesas durante a procissão ao altar da Cátedra, com a interpretação do canto das três invocações “Lumen Christi”.

Sábado Santo: dia de grande silêncio
O Papa Francisco começou a homilia comentando sobre a ansiedade, descrita no Evangelho (Mt 28, 1) da Vigília Pascal, de se passar “da cruz de sexta-feira à aleluia de domingo”. Neste ano, disse o Pontífice, mais do que nunca o Sábado Santo é de grande silêncio e reflexão, assim como as mulheres que foram ao sepulcro: “Como nós, tinham nos olhos o drama do sofrimento, de uma tragédia inesperada, que se verificou muito rapidamente. Viram a morte e tinham a morte no coração. À amargura, juntou-se o medo: acabariam, também elas, como o Mestre? E depois os receios pelo futuro, carecido todo ele de ser reconstruído. A memória ferida, a esperança sufocada. Para elas, era a hora mais escura, como o é hoje para nós.”

Em vez de cederem à lamentação e ao pessimismo, explicou o Papa, as mulheres enfrentaram a situação e realizaram “algo simples e extraordinário”, ao preparar perfumes para o corpo de Jesus, preparando também “o dia que havia de mudar a história”: elas “não renunciam ao amor: na escuridão do coração, acendem a misericórdia”.

Jesus, como semente na terra, estava para fazer germinar no mundo uma vida nova; e as mulheres, com a oração e o amor, ajudavam a esperança a desabrochar. Quantas pessoas, nos dias tristes que vivemos, fizeram e fazem como aquelas mulheres, semeando brotos de esperança com pequenos gestos de solicitude, de carinho, de oração!

O direito à esperança
Ao amanhecer, as mulheres foram ao sepulcro e, através do anjo e diante do túmulo, ouviram palavras de vida. Depois, quando encontraram Jesus, também encontraram o anúncio de esperança, disse o Papa. E o Pontífice acrescentou: “Nesta noite, conquistamos um direito fundamental, que não nos será tirado: o direito à esperança. É uma esperança nova, viva, que vem de Deus. Não é mero otimismo, não é uma palmada nas costas nem um encorajamento de circunstância. É um dom do Céu, que não podíamos obter por nós mesmos. Tudo vai ficar bem: repetimos com tenacidade nestas semanas, agarrando-nos à beleza da nossa humanidade e fazendo subir do coração palavras de encorajamento. Mas, à medida que os dias passam e os medos crescem, até a esperança mais audaz pode desvanecer. A esperança de Jesus é diferente. Coloca no coração a certeza de que Deus sabe transformar tudo em bem, pois até do túmulo faz sair a vida.”

O túmulo, lembrou o Papa, um lugar de onde “quem entra, não sai. Mas Jesus saiu para nós, ressuscitou para nós, para trazer vida onde havia morte”. Uma história de esperança que deve nos ajudar a não ceder “à resignação: não coloquemos uma pedra sobre a esperança”, disse Francisco.

Minha irmã, meu irmão, ainda que no coração tenhas sepultado a esperança, não desistas! Deus é maior. A escuridão e a morte não têm a última palavra. Coragem! Com Deus, nada está perdido.

O recomeço: pela Galileia ou depois das crises
O Papa Francisco falou da importância dessa coragem, sempre motivada por Jesus nos Evangelhos, e que a encontramos quando abrimos o coração. É, então, o momento do envio para a Galileia, do anúncio pascal e da esperança, da “certeza nas nossas incertezas, da Palavra nos nossos silêncios: Voltar à Galileia é lembrar-se de ter sido amado e chamado por Deus. Precisamos retomar o caminho, lembrando-nos de que nascemos e renascemos a partir de uma chamada gratuita de amor. Esse é o ponto de onde recomeçar sempre, sobretudo nas crises, nos tempos de provação.”

Apelo ao desarmamento
Voltar à Galileia, uma região distante geograficamente de Jerusalém e habitada “por povos diferentes, que praticavam vários cultos”, também tem outro significado para nós. O Papa procurou mostrar que o “cântico da vida” e o “anúncio da esperança” não devem ficar confinados “nos nossos recintos sagrados”, mas precisam ser levados a todos, através de verdadeiros “anunciadores de vida em tempo de morte!”. Ao finalizar a homilia, o Papa fez um forte apelo ao desarmamento, ao fim das guerras e dos abortos. Como “peregrinos em busca de esperança”, Francisco encorajou a dar às costas à morte e a abrirmos o coração à vida, que é Jesus ressuscitado:

Façamos calar os gritos de morte: de guerras, basta! Pare a produção e o comércio das armas, porque é de pão que precisamos, não de metralhadoras. Cessem os abortos, que matam a vida inocente. Abram-se os corações daqueles que têm, para encher as mãos vazias de quem não dispõe do necessário.

FONTE
Andressa Collet
Vatican News 

O Papa reza pelos inocentes que sofrem sentenças injustas

abr 7, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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VATICAN NEWS > Francisco presidiu a Missa na Casa Santa Marta, no Vaticano, na manhã desta terça-feira (07/04) da Semana Santa. A Antífona de entrada da celebração do dia, que o Papa lê no início da celebração, é extraída do Salmo 26: “Não me deixeis, Senhor à mercê de meus adversários, pois contra mim se levantaram testemunhas falsas, mas volta-se contra eles a sua iniquidade” (Sl 26,12). Na introdução, Francisco dirigiu seu pensamento aos inocentes perseguidos: Nestes dias de Quaresma vimos a perseguição que Jesus sofreu e como os doutores da Lei se acirraram contra Ele: foi julgado sob acirramento, com acirramento, sendo inocente. Gostaria de rezar hoje por todas as pessoas que sofrem uma sentença injusta por acirramento. 

Na homilia, comentou as leituras do dia, extraídas do Livro do profeta Isaías (Is 49,1-6), o segundo canto do Servo do Senhor, e o Evangelho de João (Jo 13,21-33.36-38) que fala da traição de Judas e da renegação de Pedro. Peçamos a graça – disse – de perseverar no serviço, apesar das nossas quedas. A seguir, o texto da homilia transcrita pelo Vatican News: A profecia de Isaías que ouvimos é uma profecia sobre o Messias, sobre o Redentor, mas também uma profecia sobre o povo de Israel, sobre o povo de Deus: podemos dizer que pode ser uma profecia sobre cada um de nós. Substancialmente, a profecia ressalta que o Senhor elegeu o seu servo desde o seio materno: diz isso duas vezes. Desde o início o seu servo foi eleito, desde o nascimento ou antes do nascimento. O povo de Deus foi eleito antes do nascimento: também cada um de nós. Nenhum de nós caiu no mundo por casualidade, por acaso. Cada um de nós tem um destino, tem um destino livre, o destino da eleição de Deus. Eu nasço com o destino de ser filho de Deus, de ser servo de Deus, com a missão de servir, de construir, de edificar. E isso, desde o seio materno.

O servo de Javé, Jesus, serviu até à morte: parecia uma derrota, mas era o modo de servir. E isso ressalta o modo de servir que nós devemos assumir em nossa vida. Servir é dar-se, dar-se aos outros. Para cada um de nós, servir é não pretender nenhum benefício que não seja o servir. É a glória, servir; e a glória de Cristo é servir até aniquilar-se a si mesmo, até à morte, morte de Cruz. Jesus é o servo de Israel. O povo de Deus é servo, e quando o povo de Deus se distancia desta atitude de servir é um povo apóstata: distancia-se da vocação que Deus lhe deu. E quando cada um de nós se distancia desta vocação de servir, se distancia do amor de Deus. E edifica a sua vida sobre outros amores, muitas vezes idolátricos.

O Senhor nos elegeu desde o seio materno. Há quedas, na vida: cada um de nós é pecador e pode cair e caiu. Somente Nossa Senhora e Jesus: todos os outros caímos, somos pecadores. Mas o que importa é a atitude diante de Deus que me elegeu, que me ungiu como servo; é a atitude de um pecador que é capaz de pedir perdão, como Pedro, que jura que “não, jamais te renegarei, Senhor, jamais, jamais, jamais!”, depois quando o galo canta, chora. Arrepende-se. Este é o caminho do servo: quando escorrega, quando cai, pedir perdão. Ao invés, quando o servo não é capaz de entender que caiu, quando a paixão o arrebata de tal modo que o leva à idolatria, abre o coração a satanás, entra na noite: foi o que aconteceu com Judas.

Pensemos hoje em Jesus, o servo, fiel no serviço. Sua vocação é servir, até à morte e morte de Cruz. Pensemos em cada um de nós, parte do povo de Deus: somos servos, nossa vocação é para servir, não para se aproveitar do nosso lugar na Igreja. Servir. Sempre em serviço. Peçamos a graça de perseverar no serviço. Por vezes com escorregões, quedas, mas ao menos a graça de chorar como Pedro chorou.

O Santo Padre terminou a celebração com a adoração e a bênção eucarística, convidando a fazer a Comunhão espiritual. A seguir, a oração recitada pelo Papa: Meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós!

Antes de deixar a Capela dedicada ao Espírito Santo foi entoada uma antiga antífona mariana Ave Regina Caelorum (“Ave Rainha dos Céus”): Ave, Rainha do céu; ave, dos anjos Senhora; ave, raiz, ave, porta; da luz do mundo és aurora. Exulta, ó Virgem gloriosa, as outras seguem-te após; nós te saudamos: adeus! E pede a Cristo por nós!

FONTE
Vatican News

DOMINGO DE RAMOS > “Hoje, no drama da pandemia, (…) Jesus diz a cada um: Coragem! Abra o coração ao meu amor.”

abr 5, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano – Em meio à pandemia, não só a Praça São Pedro vazia, mas também a Basílica Vaticana, onde o Papa Francisco presidiu à celebração eucarística neste Domingo de Ramos. Com o Pontífice, o mestre das cerimônias litúrgicas, Mons. Guido Marini, poucos diáconos, um único cardeal, alguns leigos e religiosas. Também o coral foi em número reduzido.

As oliveiras e os ramos perto do altar central lembravam a entrada triunfante de Jesus em Jerusalém.
Na homilia, o convite do Papa foi para se deixar guiar pela Palavra de Deus na Semana Santa, que, quase como um refrão, mostra Jesus como servo: na Quinta-feira Santa, é o servo que lava os pés aos discípulos; na Sexta-feira Santa, é apresentado como o servo sofredor e vitorioso (cf. Is 52, 13); e já amanhã, Isaías profetiza: «Eis o meu servo que Eu amparo» (42, 1). “Deus salvou-nos, servindo-nos. Geralmente pensamos que somos nós que servimos a Deus. Mas não; foi Ele que nos serviu gratuitamente, porque nos amou primeiro. É difícil amar, sem ser amado; e é ainda mais difícil servir, se não nos deixamos servir por Deus.

Traição e abandono
O Senhor, explicou o Papa, nos serviu dando a sua vida por nós, a ponto de experimentar as situações mais dolorosas para quem ama: a traição e o abandono. Jesus sofreu a traição do discípulo que O vendeu e do discípulo que O renegou, foi traído pela multidão, pela instituição religiosa e pela instituição política. Quando sofremos traições, a vida parece deixar de ter sentido. Isso porque nascemos para ser amados e para amar.

Olhemos dentro nós mesmos; se formos sinceros para conosco, veremos as nossas infidelidades. Tanta falsidade, hipocrisia e fingimento! Tantas boas intenções traídas! Tantas promessas quebradas! Tantos propósitos esmorecidos! O Senhor conhece melhor do que nós o nosso coração; sabe como somos fracos e inconstantes.

O que Ele faz para nos servir é tomar sobre Si as nossas infidelidades, removendo as nossas traições. Assim, nós, em vez de desanimarmos com medo de não ser capazes, podemos levantar o olhar para o Crucificado e seguir em frente.

Meu Deus, meu Deus, por que Me abandonaste?
Sobre o abandono de Jesus, nada é mais impressionante do que as palavras pronunciadas por Ele na cruzMeu Deus, meu Deus, por que Me abandonaste? No abismo da solidão, pela primeira vez Jesus O designa pelo nome genérico de «Deus». Na realidade, explicou Francisco, trata-se das palavras de um Salmo (cf. 22, 2), que dizem como Jesus levou à oração inclusive a extrema desolação.

O porquê de tudo isto, mais uma vez encontramos na palavra serviço. Jesus morreu por nós, para nos servir. Lembremo-nos de que não estamos sós: “Hoje, no drama da pandemia, perante tantas certezas que se desmoronam, diante de tantas expetativas traídas, no sentido de abandono que nos aperta o coração, Jesus diz a cada um: Coragem! Abra o coração ao meu amor.” Estamos no mundo para amar a Ele e aos outros, disse ainda o Papa: “o resto passa, isto permanece. O drama que estamos atravessando impele-nos a levar a sério o que é sério, a não nos perdermos em coisas de pouco valor; a redescobrir que a vida não serve, se não se serve. Porque a vida mede-se pelo amor”.

Jovens: viver para servir
A exortação do Pontífice, nestes dias da Semana Santa, em casa, é permanecer diante do Crucificado. Diante de Deus, pedir a graça de viver para servir. “Procuremos contatar quem sofre, quem está sozinho e necessitado. Não pensemos só naquilo que nos falta, mas no bem que podemos fazer.” senda do serviço, concluiu Francisco, é o caminho vencedor, que nos salvou e salva a vida. E essas palavras foram dedicadas aos jovens, que hoje celebram a 35 Jornada Mundial da Juventude:

“Queridos amigos, olhem para os verdadeiros heróis que vêm à luz nestes dias: não são aqueles que têm fama, dinheiro e sucesso, mas aqueles que se oferecem para servir os outros. Sintam-se chamados a arriscar a vida. Porque a maior alegria é dizer sim ao amor, sem se nem mas… Como fez Jesus por nós.”

FONTE 
Bianca Fraccalvieri
Vatican News

Papa Francisco reza pelos empobrecidos. “Cristo é o mediador de uma nova aliança”

abr 2, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Missa Santa Marta

A Antífona de entrada da celebração da quinta-feira (02/04) da V Semana da Quaresma, que o Papa leu no início da Missa  matutina na Capela da Casa Santa Marta é um convite a manter os olhos fixos em Jesus, esperança que não decepciona: “Cristo é o mediador de uma nova aliança, para que, por meio de sua morte, recebam os eleitos a herança eterna que lhes foi prometida” (Hb 9,15). Ao introduzir a celebração, Francisco rezou, em particular, pelos sem-teto:

Estes dias de dor e de tristeza evidenciam muitos problemas escondidos. No jornal, hoje, há uma foto que toca o coração: muitos sem-teto de uma cidade deitados num estacionamento, sob observação… há muitos sem-teto hoje. Peçamos a Santa Teresa de Calcutá que desperte em nós o sentido da proximidade a muitas pessoas que na sociedade, na vida normal, vivem escondidas, mas, como os sem-teto, no momento da crise, se evidenciam desse modo. 

Na homilia, Francisco comentou as leituras do dia, extraídas do Livro do Gênesis (Gn 17,3-9) e Evangelho de João (Jo 8,51-59), que têm em seu centro a figura de Abraão, a aliança com Deus e o novo anúncio de Jesus que vem “refazer” a criação perdoando nossos pecados. Nós somos cristãos – disse – porque fomos eleitos, escolhidos, e recebemos uma promessa de fecundidade, à qual devemos responder com a fidelidade à aliança. Nossos pecados são contra essas três dimensões: não acolher a eleição adorando os ídolos, não esperar na promessa e esquecer a aliança. O caminho do cristão – concluiu – é ser consciente da eleição, da alegria de caminhar rumo a uma promessa e da fidelidade no cumprimento da aliança. A seguir, o texto da homilia transcrita pelo Vatican News:

O Senhor sempre se recordou da sua aliança. Nós o repetimos no Salmo Responsorial. O Senhor não se esquece, jamais esquece. Sim, esquece somente num caso, quando perdoa os pecados. Após ter perdoado perde a memória, não recorda os pecados. Nos outros casos, Deus não esquece. A sua fidelidade é memória. A sua fidelidade com o seu povo. A sua fidelidade com Abraão é memória das promessas que tinha feito. Deus elegeu Abraão para fazer um caminho. Abraão é um eleito, era um eleito. Deus o elegeu. Depois, naquela eleição prometeu-lhe uma herança e hoje, na passagem do livro do Gênesis, há uma passagem a mais. Quanto a ti, a minha aliança é contigo. A aliança. Uma aliança que lhe faz enxergar longe a sua fecundidade: tu serás pai de uma multidão de nações. A eleição, a promessa e a aliança são as três dimensões da vida de fé, e as três dimensões da vida cristã. Cada um de nós é um eleito, ninguém escolhe ser cristão em meio a todas a todas as possibilidades que o “mercado” religioso lhe oferece, é um eleito. Nós somos cristãos porque fomos eleitos. Nesta eleição há uma promessa, há uma promessa de esperança, o sinal é a fecundidade: “Abraão, serás pai de uma multidão de nações e… serás fecundo na fé. A tua fé florescerá em obras, em boas obras, inclusive em obras de fecundidade, uma fé fecunda. Mas deves – o terceiro passo – observar a aliança comigo. E a aliança é fidelidade, ser fiel. Fomos eleitos, o Senhor nos fez uma promessa, agora nos pede uma aliança. Uma aliança de fidelidade. Jesus diz que Abraão exultou de alegria pensando, vendo o Seu dia, o dia da grande fecundidade, aquele seu filho – Jesus era filho de Abraão – que veio refazer a criação, que é mais difícil que fazê-la, diz a liturgia – veio fazer a redenção dos nossos pecados, veio libertar-nos. O cristão é cristão não porque pode mostrar a fé do batismo: a fé de batismo é um papel. Você é cristão se diz sim à eleição que Deus lhe fez, se vai atrás das promessas que o Senhor lhe fez e se você vive uma aliança com o Senhor: essa é a vida cristã. Os pecados são sempre contra estas três dimensões: não aceitar a eleição e nós “elegere” (eleger) tantos ídolos, tantas coisas que não são de Deus. Não aceitar a esperança na promessa, ir, olhar as promessas de longe, inclusive muitas vezes, como diz a Leitura aos Hebreus, saudando-as de longe e fazer que as promessas sejam hoje com os pequenos ídolos que fazemos, e esquecer a aliança, viver sem aliança, como se fôssemos sem aliança. A fecundidade é a alegria, aquela alegria de Abraão que vê o dia de Jesus e se enche de alegria. Essa é a  revelação que hoje a Palavra de Deus nos dá sobre nossa existência cristã. Que seja como aquela do nosso pai: consciente de ser eleito, alegre por caminhar rumo a uma promessa e fiel no cumprimento da aliança.

O Santo Padre terminou a celebração com a adoração e a bênção eucarística, convidando a fazer a Comunhão espiritual. A seguir, a oração recitada pelo Papa:

Meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós! Antes de deixar a Capela dedicada ao Espírito Santo foi entoada uma antiga antífona mariana Ave Regina Caelorum (“Ave Rainha dos Céus”): Ave, Rainha do céu; ave, dos anjos Senhora; ave, raiz, ave, porta; da luz do mundo és aurora. Exulta, ó Virgem gloriosa, as outras seguem-te após; nós te saudamos: adeus! E pede a Cristo por nós!

FONTE
Vatican News

SEMANA SANTA > Celebrar o Domingo de Ramos em meio à pandemia

mar 30, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) convida a todos a viverem de forma muito especial o Domingo de Ramos durante a quarentena do coronavírus. Cada um e cada família, em suas casas, são chamados a celebrar o próximo domingo com fé e esperança. Por isso, A CNBB propõe cinco pontos para ajudar os fiéis na celebração do Domingo de Ramos.

Vamos celebrar o Domingo de Ramos?

1. Rezar pedindo a graça de bem viver a Semana Santa, ainda que em recolhimento em casa.

2. Colocar no portão ou na porta de casa (em lugar bem visível) alguns ramos. Marcar a casa é uma característica do povo de Deus.

3. Participar das celebrações transmitidas pela televisão ou pelas redes sociais.

4. Comprometer-se a, no futuro, participar ativamente da Coleta da Campanha da Fraternidade. Com ela, ajudamos os mais pobres.

5. Motivar pelas redes sociais, telefonemas ou outros meios que mantenham o distanciamento social, outras pessoas a também celebrarem o domingo de Ramos desse mesmo modo.

FONTE
Conferência Nacional dos 
Bispos do Brasil

ANGELUS > “Em meio ao choro continuem a ter fé, ainda que pareça que a morte tenha vencido”, disse o Papa

mar 29, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Vaticano - O convite para removermos de nossos corações as pedras que falam de morte, como a hipocrisia como vivemos a fé, a crítica destrutiva, a ofensa, a calúnia, a marginalização do pobre, nos foi dirigido pelo Papa em sua alocução, antes de rezar o Angelus neste V Domingo da Quaresma, na Biblioteca do Palácio Apostólico, no Vaticano. Ao refletir sobre o Evangelho de João que narra a ressurreição de Lázaro, Francisco recordou que “a resposta de Deus ao problema da morte é Jesus”, e que Deus não nos criou para o túmulo, mas para a vida, “bela, boa, alegre”.

Jesus é o Senhor da vida
Ao iniciar sua reflexão, o Santo Padre lê alguns dos versículos do capítulo 11 de João, explicando que ao responder a Marta que lhe havia dito que seu irmão não teria morrido caso o Mestre estivesse ali, “teu irmão ressuscitará”, Jesus se apresenta “como o Senhor da vida, Aquele que é capaz de restituir a vida também aos mortos”. Ao ver em prantos Maria e as pessoas que se aproximavam dele, Jesus, muito comovido, chorou, recordou Francisco, e “comovido, vai ao túmulo, agradece ao Pai que sempre o escuta, manda abrir o sepulcro e exclama com voz forte: “Lázaro, vem para fora!” E Lázaro sai com “as mãos e os pés atados com lençóis mortuários e o rosto coberto com um pano”: Aqui vemos concretamente que Deus é vida e doa vida, mas assume o drama da morte. Jesus poderia ter evitado a morte do amigo Lázaro, mas quis assumir para si a nossa dor pela morte das pessoas queridas, e sobretudo quis mostrar o domínio de Deus sobre a morte.

O encontro entre a fé do homem e a onipotência de Deus
Nesta passagem do Evangelho – observou o Papa – vemos que a fé do homem e a onipotência de Deus, do amor de Deus, buscam-se e por fim se encontram, “é como um duplo caminho: a fé do homem e a onipotência do amor de Deus que se procuram e no final se encontram. Vemos isso – enfatizou – no grito de Marta e Maria e de todos nós com eles: Se tivesses estado aqui!…”: E a resposta de Deus não é um discurso, não, a resposta de Deus ao problema da morte é Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida… Tenham fé! Em meio ao choro continuem a ter fé, ainda que pareça que a morte tenha vencido. Removam a pedra de seus corações! Deixem que a Palavra de Deus leve de novo a vida onde há morte. A resposta de Deus ao problema da morte é Jesus”

Remover as pedras que representam morte
E Jesus nos repete também hoje para removermos a pedra, pois “Deus não nos criou para o túmulo, nos criou para a vida, bela, boa, alegre”,  e “foi por inveja do diabo que a morte entrou no mundo, e Jesus Cristo veio nos libertar de seus laços”. Neste sentido, “somos chamados a remover as pedras de tudo aquilo que fala de morte”: Por exemplo, a hipocrisia com que a fé é vivida, é morte; a crítica destrutiva contra os outros, é morte; a ofensa, a calúnia, é morte; a marginalização do pobre, é morte. O Senhor nos pede para removermos estas pedras do coração, e a vida então voltará a florescer ao nosso redor. Cristo vive, e quem o acolhe e se une a Ele entra em contato com a vida. Sem Cristo, ou fora de Cristo, a vida não só não está presente, mas se recai na morte. Deus não nos criou para o túmulo, nos criou para a vida, bela, boa, alegre

Regenerados por Cristo, novas criaturas
O Pontífice recordou que “a ressurreição de Lázaro também é sinal da regeneração que se realiza no crente mediante o Batismo, com a plena inserção no Mistério Pascal de Cristo. Pela ação e a força do Espírito Santo, o cristão é uma pessoa que caminha na vida como uma nova criatura: uma criatura para a vida, e que vai em direção à vida“. Que a Virgem Maria – disse o Papa ao concluir – nos ajude a sermos compassivos como o seu Filho Jesus, que fez sua a nossa dor. Que cada um de nós seja próximo daqueles que estão sofrendo, tornando-se para eles um reflexo do amor e da ternura de Deus, que liberta da morte e faz vencer a vida. Ao concluir o Angelus, o Papa Francisco dirigiu-se ao apartamento Pontifício, de cuja janela abençoou a Urbe e os fiéis presentes espiritualmente na Praça São Pedro.

FONTE
Vatican News

Entidades emitem nota para que a população fique em casa respeitando as recomendações da ciência e dos profissionais de saúde

mar 28, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Entidades emitem nota para que a população fique em casa respeitando as recomendações da ciência e dos profissionais de saúde

CNBB, OAB, Comissão Arns, Academia Brasileira de Ciências, Associação Brasileira de Imprensa e Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência se reuniram hoje, dia 27, de modo virtual, e escreveram uma nota para alertar a população que fique em casa. As entidades fazem esse pedido com base nas recomendações da ciência e dos profissionais de saúde, além de levarem em conta a experiência internacional dos países que sofrem com a pandemia da covid-19.

“Estratégias de isolamento social, fundamentais para conter o crescimento acelerado do número de pessoas afetadas pelo coronavírus, visam à organização dos serviços de saúde para lidar com esta situação, que, apesar de grave, pode ser bem enfrentada por um sistema de saúde organizado e bem dimensionado”, afirma a nota

As entidades ainda explicam que a hora é de enfrentamento desta pandemia com lucidez, responsabilidade e solidariedade e alertam para o perigo da desinformação que parte do próprio poder público: “A campanha de desinformação desenvolvida pelo Presidente da República, conclamando a população a ir para a rua, é uma grave ameaça à saúde de todos os brasileiros”.

FONTE
cnbb.org.br

Papa Francisco: Abraçar o Senhor para abraçar a esperança

mar 27, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano – Abraçar o Senhor para abraçar a esperança: esta é a mensagem do Papa Francisco aos fiéis de todo o mundo que, neste momento, se encontram em meio à tempestade causada pela pandemia do coronavírus. Diante de uma Praça São Pedro completamente vazia, mas em sintonia com milhões de pessoas através dos meios de comunicação, o trecho escolhido para a oração dos féis foi a tempestade acalmada por Jesus, extraído do Evangelho de Marcos.

E foi esta passagem bíblica que inspirou a homilia do Santo Padre, que começa com o “entardecer…”. “Há semanas, parece que a tarde caiu. Densas trevas cobriram as nossas praças, ruas e cidades; apoderaram-se das nossas vidas, enchendo tudo de um silêncio ensurdecedor e de um vazio desolador… Nos vimos amedrontados e perdidos.

Estamos todos no mesmo barco
Estes mesmos sentimentos, porém, acrescentou o Papa, nos fizeram entender que estamos todos no mesmo barco, “chamados a remar juntos”. Neste mesmo barco, seja com os discípulos, seja conosco agora, está Jesus. Em meio à tempestade, Ele dorme – o único relato no Evangelho de Jesus que dorme – notou Francisco. Ao ser despertado, questiona: “Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?” (4, 40).

A tempestade desmascara a nossa vulnerabilidade e deixa a descoberto as falsas e supérfluas seguranças com que construímos os nossos programas, os nossos projetos, os nossos hábitos e prioridades. Mostra-nos como deixamos adormecido e abandonado aquilo que nutre, sustenta e dá força à nossa vida e à nossa comunidade.

A ilusão de pensar que continuaríamos saudáveis num mundo doente
Com a tempestade, afirmou o Papa, cai o nosso “ego” sempre preocupado com a própria imagem e vem à tona a abençoada pertença comum que não podemos ignorar: a pertença como irmãos.

“Na nossa avidez de lucro, deixamo-nos absorver pelas coisas e transtornar pela pressa. Não nos detivemos perante os teus apelos, não despertamos face a guerras e injustiças planetárias, não ouvimos o grito dos pobres e do nosso planeta gravemente enfermo. Avançamos, destemidos, pensando que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente. Agora, sentindo-nos em mar agitado, imploramos-Te: «Acorda, Senhor!»”

O Senhor então nos dirige um apelo, um apelo à fé. Nos chama a viver este tempo de provação como um tempo de decisão: o tempo de escolher o que conta e o que passa, de separar aquilo que é necessário daquilo que não é. “O tempo de reajustar a rota da vida rumo ao Senhor e aos outros.

A heroicidade dos anônimos
Francisco cita o exemplo de pessoas que doaram a sua vida e estão escrevendo hoje os momentos decisivos da nossa história. Não são pessoas famosas, mas são “médicos, enfermeiros, funcionários de supermercados, pessoal da limpeza, transportadores, forças policiais, voluntários, sacerdotes, religiosas e muitos – mas muitos – outros que compreenderam que ninguém se salva sozinho. É diante do sofrimento que se mede o verdadeiro desenvolvimento dos nossos povos”, afirmou o Papa, que recordou que a oração e o serviço silencioso são as nossas “armas vencedoras”.

A tempestade nos mostra que não somos autossuficientes, que sozinhos afundamos. Por isso, devemos convidar Jesus a embarcar em nossas vidas. Com Ele a bordo, não naufragamos, porque esta é a força de Deus: transformar em bem tudo o que nos acontece, inclusive as coisas negativas. Com Deus, a vida jamais morre.

Temos uma esperança
Em meio à tempestade, o Senhor nos interpela e pede que nos despertemos. “Temos uma âncora: na sua cruz fomos salvos. Temos um leme: na sua cruz, fomos resgatados. Temos uma esperança: na sua cruz, fomos curados e abraçados, para que nada e ninguém nos separe do seu amor redentor.

Abraçar a sua cruz, explicou o Papa, significa encontrar a coragem de abraçar todas as contrariedades da hora atual, abandonando por um momento a nossa ânsia de onipotência e posse, para dar espaço à criatividade que só o Espírito é capaz de suscitar. “Abraçar o Senhor, para abraçar a esperança.” Aqui está a força da fé e que liberta do medo. Francisco então concluiu: “Deste lugar que atesta a fé rochosa de Pedro, gostaria nesta tarde de confiar a todos ao Senhor, pela intercessão de Nossa Senhora, saúde do seu povo, estrela do mar em tempestade. Desta colunata que abraça Roma e o mundo, desça sobre vocês, como um abraço consolador, a bênção de Deus.

Ao final da homilia, o Pontífice adorou o Santíssimo e concedeu a bênção Urbi et Orbi, com anexa a Indulgência Plenária.

FONTE
Bianca Fraccalvieri
Vatican News

Como acompanhar a oração do Papa com a bênção Urbi et Orbi

mar 27, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

A partir das 18h00, o evento será transmitido ao vivo em Mundovisão pelo Vatican Media e pode ser seguido nos vários idiomas na Rádio Vaticano

Gabriella Ceraso – Há uma grande expectativa em toda a Igreja pelo encontro de oração que o Papa propôs no Angelus do último domingo, convite reiterado na Audiência Geral.

O primeiro apelo a todos os cristãos concretizou-se na quarta-feira, 25 de março, na invocação ao Deus Todo-Poderoso por meio da oração do Pai Nosso, contemporaneamente com os Chefes das Igrejas e os líderes das comunidades cristãs.

Para esta sexta-feira 27 de março, o segundo compromisso esperado, quando às 18 horas (horário italiano), católicos de todo o mundo são convidados a se unir espiritualmente ao Papa por meio da mídia, que presidirá um momento de oração que durará cerca de uma hora, do patamar da Basílica de São Pedro, com a Praça vazia, como ele mesmo anunciou em 22 de março no final da oração do Angelus:

Ouviremos a Palavra de Deus, elevaremos a nossa súplica, adoraremos o Santíssimo Sacramento, com o qual, ao final, darei a Bênção Urbi et Orbi, à qual está ligada a possibilidade de receber a indulgência plenária.

Como explica a Sala de Imprensa da Santa Sé, nesta circunstância especial, nas proximidades da porta central da Basílica, será colocada a imagem da Salus Populi Romani e o Crucifixo milagroso da Basílica de São Marcelo.

Depois de ouvir a Palavra de Deus, o Papa Francisco fará uma meditação. O Santíssimo Sacramento será exposto no altar localizado no átrio da Basílica do Vaticano e, após a súplica, seguirá o rito da Bênção “Urbi et Orbi” com o Santíssimo.

Então o cardeal Angelo Comastri, arcebispo da Basílica de São Pedro, pronunciará a fórmula para a proclamação da indulgência.

A partir das 18h00, o evento será transmitido ao vivo em Mundovisão pelo Vatican Media e pode ser seguido nos vários idiomas na Rádio Vaticano e em nossa homepage, em nossa página no Facebook (vaticannews.pt) e ao vivo em nosso canal do youtube.

Os horários nos diferentes países de língua portuguesa:

14 horas, horário de Brasília.

FONTE 
Gabriella Ceraso
Vatican News

 

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