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ANGELUS > Toda vez que participamos da Santa Missa antecipamos o céu na terra, disse o Papa

ago 19, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Angelus Praça São Pedro

Cidade do Vaticano - ”Jesus nos convida a entrar comunhão com Ele, a ‘comer’ Ele, sua humanidade, para compartilhar com Ele o dom da vida para o mundo. Diferente de triunfos e miragens de sucesso!“: é a advertência que o Papa Francisco dirigiu aos fiéis neste domingo (19/08) antes da Oração mariana do Angelus na Praça de São Pedro, comentando o Evangelho do dia.

Este pão da vida, o sacramento do Corpo e do Sangue de Cristo, é doado a nós gratuitamente na mesa da Eucaristia. Ao redor do altar encontramos o que nos alimenta e nos sacia espiritualmente hoje e para a eternidade. Toda vez que participamos à Santa Missa, em um certo sentido” – explicou Bergoglio -, “antecipamos o céu na terra, porque do alimento eucarístico, do Corpo e do Sangue de Jesus, aprendemos o que é a vida eterna“.

Pão vivo que desceu do céu
Ele se apresenta  – continuou o Papa -, como “o pão vivo que desceu do céu”, o pão que dá a vida eterna e acrescenta: “o pão que eu darei é a minha carne,  entregue pela vida do mundo”. Esta mensagem é decisiva, e de fato provoca a reação daqueles que escutavam, que começam a discutir entre eles: “Como é que ele pode dar a sua carne a comer?”. Quando o sinal do pão partilhado traz o seu significado verdadeiro, isto é o dom de si até ao sacrifício, emerge o incompreensível, emerge até mesmo a rejeição d’Aqueles que pouco antes queriam carregá-Lo em triunfo.

Moldar a nossa existência na a de Jesus
Diante do convite de Jesus para nos nutrir com seu Corpo e Sangue, poderemos sentir a necessidade de discutir e resistir, como fizeram aqueles que o escutavam de quem o Evangelho de hoje fala. Isso acontece quando temos dificuldade em moldar a nossa existência na a de Jesus, a agir de acordo com seus critérios e não de acordo com critérios do mundo. Mas Ele nunca se cansa de nos convidar para o seu banquete para saciar-se d’Ele, “pão vivo que desceu do céu. Nutrindo-se deste alimento – disse o Papa – podemos entrar em plena sintonia com Cristo, com seus sentimentos, com suas atitudes“.

Jesus hoje repete a cada um de nós, acrescentou Francisco: “se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós”. Não se trata de um alimento material, mas de um pão vivo e vivificante, que comunica a própria vida de Deus. Para ter essa vida é necessário nutrir-se do Evangelho e do amor dos irmãos. Que a Virgem Maria – concluiu o Papa -, nos ajude no nosso propósito de fazer comunhão com Jesus Cristo, nutrindo-nos da sua Eucaristia, para se tornar, por sua vez, pão partido para os irmãos.

FONTE
Silvonei José
Vatican News

ANGELUS | Uma mensagem dedicada aos Jovens

ago 12, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano - 90 mil segundo a Gendarmaria Vaticana, era o número de fiéis presentes na Praça São Pedro e Via da Conciliação na manhã deste domingo, na Missa conclusiva da iniciativa “Por mil estradas rumo a Roma”, em preparação ao Sínodo de outubro sobre os jovens. A celebração foi presidida pelo cardeal Gualtiero Bassetti, presidente da Conferência Episcopal Italiana e concelebrada por 120 bispos das diversas dioceses de proveniência dos 70 mil jovens, que já no início de agosto botaram o pé na estrada partindo de diversas localidades italianas – dos Alpes às Pirâmides, como disse o cardeal Bassetti ao agradecer ao Santo Padre – para viver estes dois dias de espiritualidade e partilha em Roma.

Papa abençoa Cruz de São Damião e imagem de Nossa Senhora de Loreto, que serão levadas ao Panamá

O Papa Francisco já os havia encontrado no Circo Máximo no final da tarde de sábado. E neste domingo, rezou o Angelus com eles após a Missa, abençoando a Cruz de São Damião e uma imagem de Nossa Senhora de Loreto, símbolos da JMJ que serão doados à diocese que organiza a JMJ 2019, uma prática que teve início já em 1987, em Buenos Aires.

O Angelus
É bom não fazer o mal, mas é mal não fazer o bem“. Uma frase que os jovens foram convidados a repetir diversas vezes durante a alocução do Santo Padre, que inspirou-se no convite de São Paulo a não entristecermos o Espírito Santo com que fomos marcados por Deus no dia de nosso Batismo. “Mas eu me pergunto: como se entristece o Espírito Santo? Todos nós o recebemos no Batismo e na Crisma, portanto, para não entristecer o Espírito Santo, é necessário viver de uma maneira coerente com as promessas do Batismo, renovadas na Crisma. De maneira coerente, não com hipocrisia: não esqueçam disso. O cristão não pode ser hipócrita: ele deve viver de maneira coerente. As promessas do Batismo têm dois aspectos: renúncia do mal e adesão ao bem”.

Renunciar ao mal – explicou o Papa – significa dizer “não” às tentações, ao pecado, a satanás, mas mais concretamente,  “significa dizer “não” a uma cultura da morte, que se manifesta na fuga do real para uma falsa felicidade que se expressa nas mentiras, na fraude, na injustiça, no desprezo do outro. Para tudo isso, “não””: “A vida nova que nos é dada no Batismo, e que tem como fonte o Espírito, rejeita um comportamento dominado por sentimentos de divisão e discórdia. Por isso que o apóstolo Paulo exorta a remover do seu coração “toda aspereza, desdém, ira, gritaria e insultos com todo tipo de maldade”. Isto é o que Paulo diz. Esses seis elementos ou vícios – desdém, ira, gritaria, maledicência e todo tipo de maldade – que perturbam a alegria do Espírito, envenenam o coração e levam a praguejar contra Deus e o próximo”.

Não basta não fazer o mal, é preciso fazer o bem
O Papa insiste que para ser bom cristãos, não basta não fazer o mal, mas “é preciso aderir ao bem e fazer o bem”: “Muitas vezes acontece de ouvir alguns que dizem: “Eu não faço mal a ninguém”. E acredita-se ser um santo. Não. Ok, mas você faz o bem? Quantas pessoas não fazem o mal, mas nem mesmo o bem, e sua vida acaba na indiferença, a apatia, na tibiez. Essa atitude é contrária ao Evangelho, e também é contrária ao caráter de vocês jovens, que por natureza são dinâmicos, apaixonados e corajosos”.

Francisco então, convida aos jovens a repetirem juntos que “É bom não fazer o mal, mas é mal não fazer o bem”, uma frase que São Alberto Hurtado SJ costumava dizer.

Protagonistas no bem
Os jovens por fim, são exortados pelo Papa a serem “protagonistas no bem”: “Não se sintam bem quando vocês não fazem o mal, não: não é suficiente; cada um é culpado pelo bem que poderia ter feito e não fez. Não basta não odiar, é preciso perdoar; não basta não ter rancor, devemos orar pelos inimigos; não basta não ser causa de divisão, é preciso levar a paz onde ela não existe; não basta não falar mal dos outros, é preciso interromper quando ouvimos falando mal de alguém. Parar as fofocas: isso é fazer o bem. Se não nos opomos ao mal, nós o alimentamos calando. É necessário intervir onde o mal se espalha; porque o mal se espalha onde não há cristãos ousados que se opõem com o bem, “caminhando na caridade”, segundo a advertência de São Paulo”.

Recordando que o muito que caminharam nestes dias os deixou em boa forma, Francisco exortou os jovens a caminharem na caridade, caminharem no amor: “E caminhemos juntos rumo ao próximo Sínodo dos Bispos, Que a Virgem Maria nos sustente com sua intercessão materna, para que cada um de nós, a cada dia, com os fatos, possa dizer “não” ao mal e “sim” ao bem”. “E caminhemos juntos rumo ao próximo Sínodo dos Bispos, Que a Virgem Maria nos sustente com sua intercessão materna, para que cada um de nós, a cada dia, com os fatos, possa dizer “não” ao mal e “sim” ao bem”.

FONTE
Jackson Erpen
Vatican News

Papa acompanha tratativas acerca de abusos

ago 11, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

VATICAN-POPE-AUDIENCE

Vaticano - O Papa Francisco recebeu na manhã de sexta-feira (10), na Casa Santa Marta, no Vaticano, o bispo de San Bernardo, do Chile, Dom Juan Ignacio González, e Ana María Celis Brunet, presidente do Conselho Nacional de Prevenção de Abusos e Acompanhamento das Vítimas daquele país. O objetivo do encontro era se informar e trocar opiniões sobre os passos que estão sendo realizados no Chile para tratar os casos de abuso e para prevenir que aconteçam de novo. Um dos pontos importantes foi o sofrimento das vítimas e a sua necessidade de encontrar consolação e reparação.

O Papa Francisco, que segue com interesse cada passo de avanço que faz a Conferência Episcopal do Chile, expressou o seu desejo que se continuem esclarecendo todos os interrogativos para poder dar uma resposta justa a cada um.

FONTE 
Vatican News

Jovens em eventos com o Papa nesse final de semana

ago 10, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano | Setenta mil jovens italianos de 16 a 19 anos participarão neste fim de semana (11 e 12/08) em Roma de dois eventos com a presença do Papa Francisco em vista do Sínodo da Juventude de outubro próximo.

Domingo, o Papa vai confiar aos jovens o mandato missionário para a JMJ do Panamá

Evento vai movimentar a cidade
O primeiro encontro será no Circo Máximo (centro histórico da cidade) e o segundo, na Praça São Pedro. No total, espera-se a participação de mais de 100 mil jovens de todo o país. 195 dioceses estão envolvidas na programação. “Falamos de algo que está movimentando toda a Península, invadida por um exército unido e pacífico”, disse o Presidente da CEI (Conferência Episcopal Italiana) e arcebispo de Perugia, Cardeal Gualtiero Bassetti, apresentando o evento à imprensa.

120 bispos participarão da peregrinação
A escolha da Igreja, explicou, quer ser “uma grande pedagogia”. Em relação às peregrinações que os jovens estão fazendo nestes dias do norte ao sul da Itália, disse que “caminhar juntos é formativo para os jovens: lado a lado com o outro, em silêncio, entram em si mesmos longe da frenesia da vida cotidiana. Pedagógica é também a modalidade das peregrinações, que não são apenas uma visita aos lugares, mas também às pessoas, aos santos do território, aos lugares do sofrimento”, observou o cardeal. Caminhando com os jovens, estarão também 120 bispos.

Primavera da humanidade
É a melhor maneira de se preparar para o Sínodo; os jovens não são um objeto no qual a Igreja está interessada, mas um sujeito vivo. Estamos esperando muito destes encontros”, acrescentou o Presidente da CEI, “porque queremos ouvir uma nova mensagem do Papa. Os jovens que marcham em direção a uma primavera de história e humanidade. E nós vamos junto com eles.

Papa: envio e benção dos dons italianos
Ainda sobre o programa, Pe. Michele Falabretti, responsável da pastoral juvenil na CEI, adiantou que haverá eventos de espiritualidade (vigílias de oração), cultura e arte (um percurso em meio a obras de Caravaggio, na igreja de São Luis dos Franceses). Ao final da missa de domingo, na Praça São Pedro, o Papa vai confiar aos jovens o mandato missionário, abençoar uma imagem de Nossa Senhora de Loreto e uma cópia do crucifixo de São Damião que desde a JMJ de 1987 em Buenos Aires, são os dons oferecidos pela Igreja italiana às Jornadas. Abençoadas domingo, acompanharão a delegação jovem italiana ao Panamá, em janeiro de 2019.

FONTE 
Cristiane Murray
Vatican News

AUDIÊNCIA PÚBLICA: a Igreja contra o aborto

ago 8, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Brasília - Depois de dois longos dias, a audiência pública sobre descriminalização do aborto convocada pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, foi encerrada. Com base em todas as argumentações, a ministra vai dar início à preparação do relatório para que o tema seja julgado pelo onze ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).“O próximo tempo é de reflexão, e esse tempo de reflexão se faz necessário para o amadurecimento da causa, e precederá necessariamente o momento do julgamento”, afirmou a ministra que é relatora do caso.

Após audiências, descriminalização do aborto será julgada no Plenário do STF

Ao todo, na audiência foram ouvidos 60 especialistas do Brasil e do exterior, entre eles o bispo de Rio Grande (RS), dom Ricardo Hoepers, que representou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o padre José Eduardo de Oliveira, da diocese de Osasco (SP). Além de pesquisadores de diversas áreas, profissionais da área de saúde, juristas, advogados e representantes de organizações da sociedade civil de defesa dos direitos humanos e entidades de natureza religiosa.

Em sua fala, dom Ricardo apresentou razões de ordem ética, moral e religiosa para manter a legislação como está e destacou a importância de considerar os reais sujeitos a serem tutelados e citou propostas alternativas à prática, como o apoio da Igreja.“O direito à vida é o mais fundamental dos direitos e, por isso, mais do que qualquer outro, deve ser protegido. Ele é um direito intrínseco à condição humana e não uma concessão do Estado. Os Poderes da República têm obrigação de garanti-lo e defendê-lo.Não compete a nenhuma autoridade pública reconhecer seletivamente o direito à vida, assegurando-o a alguns e negando-o a outros. Essa discriminação é iníqua e excludente. (Nota CNBB, 11/04/2017).

A audiência foi convocada como parte da preparação para o julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, ajuizada pelo Partido Socialismo e Liberdade (Psol). Na ação, o partido sustenta que os artigos 124 e 126 do Código Penal, que instituem a criminalização da interrupção voluntária da gravidez, afrontam a dignidade da pessoa humana, a cidadania, a não discriminação, a inviolabilidade da vida, a liberdade, a igualdade, a proibição de tortura ou o tratamento desumano e degradante, a saúde e o planejamento familiar das mulheres e os direitos sexuais e reprodutivos. Também representou a CNBB o padre José Eduardo de Oliveira, da diocese de Osasco (SP), que questionou a tramitação da ação e apresentou estatísticas reais em relação ao aborto no mundo.“A realidade é que dos 200 mil abortos atendidos pelo SUS, no máximo 50 mil são abortos provocados. Provavelmente bem menos. Então no máximo há 100 mil abortos provocados por ano no Brasil. Os números que foram aqui apresentados são 10 ou mais vezes maiores do que a realidade. Toda esta inflação é para poder concluir que onde se legalizou a prática, realizam-se menos abortos do que no Brasil”, destacou.

O padre José Eduardo de Oliveira concluiu que, exatamente ao contrário do que foi sustentado aqui pelos que estão interessados em promover o aborto, quando se legaliza o aborto o número de abortos aumenta, e não diminui. É no primeiro mundo onde se praticam mais abortos, e não no Brasil.

FONTE
Conferência Nacional
dos Bispos do Brasil

Igreja no Brasil na luta contra a legalização do aborto

ago 2, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Igreja no Brasil defende posição e se mobiliza na luta contra a legalização do aborto

Arquidioceses, dioceses e Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) estão se manifestado contra à proposta que descriminaliza o aborto até a 12ª semana de gestação, que será discutida na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, nos próximos dias 3 e 6 de agosto em audiência pública convocada pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação sustenta que dois dispositivos do Código Penal que instituem a criminalização da interrupção voluntária da gravidez afrontam a dignidade da pessoa humana, a cidadania, a não discriminação, a inviolabilidade da vida, a liberdade, a igualdade, a proibição de tortura ou o tratamento desumano e degradante, a saúde e o planejamento familiar das mulheres e os direitos sexuais e reprodutivos.

Diante dessa realidade, os regionais da CNBB Leste 1, que abrange todo o Estado do Rio de Janeiro, Nordeste 3, que reúne os bispos dos estados da Bahia e Sergipe, Norte 3, que atende o estado de Tocantis e do Sul 4, que reúne os bispos de Santa Catarina, emitiram notas mobilizando os cristãos na luta contra a legalização do aborto. Em nota, o bispo de Camaçari (BA) e presidente do Regional CNBB-NE3, dom João Carlos Petrini, reitera a posição da Igreja no Brasil: “o respeito à vida e à dignidade das mulheres deve ser promovido, para superar a violência e a discriminação por elas sofridas”. E lembra que “urge combater as causas do aborto, através da implementação e do aprimoramento de políticas públicas que atendam eficazmente as mulheres, nos campos da saúde, segurança, educação sexual, entre outros, especialmente nas localidades mais pobres do Brasil”.

Partindo para Santa Catarina, o bispo de Caçador e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da CNBB, dom Severino Clasen, diz no documento que enquanto a sociedade se omite no seu dever de cuidar e criar alternativas para que a mulher se encante com o seu dom de gerar, políticos e grupos tendenciosos, que não tem compromisso com a dignidade, com a ética, com a fé e com o princípio inalienável do cuidado e do acolhimento, estão interessado em aprovar leis para matar nascituros, em vez de somar para dignificar a vida humana, a começar pelos mais frágeis e indefesos, e proteger a mulher quando é agredida, abusada, instrumentalizada e feita objeto.

“A vida é um dom precioso que merece todo o cuidado e proteção. Assassinar a vida que não tem defesa é ato de violência, pecado que agride o coração de Deus, o criador da vida”, ressalta dom Severino. Já o bispo de Joinville (SC), dom Francisco Carlos Bach, escreveu: “Em unidade com toda a Igreja, por fidelidade a Jesus Cristo, conclamo a todas as pessoas de boa vontade, a unirem-se na oração e na promoção de atividades em prol do respeito à dignidade de todo ser humano, desde a sua concepção. Ao mesmo tempo, deve-se reconhecer a dignidade das mulheres, principalmente daquelas mais vulneráveis. Porém, a exemplo do que já afirmaram os bispos do Brasil, em 11 de abril de 2017, o aborto jamais poderá ser considerado um direito de uma mulher ou de um homem, sobre a vida do nascituro”. 

O bispo de Chapecó, dom Odelir José Magri, manifestou em nota que o direito à vida é o mais fundamental dos direitos e, por isso, mais do que qualquer outro, deve ser protegido e promovido. “Ele é um direito intrínseco à condição humana e não uma concessão do Estado. Os Poderes da República têm obrigação de garanti-lo e defendê-lo”. Indo para região Norte do país, assim como toda a Igreja católica, a arquidiocese de Manaus manifestou por meio de nota sua luta pela vida e posição contra a legalização da prática do aborto. O Arcebispo dom Sergio Eduardo Castriani: “roga a todos os católicos que se ergam em defesa da vida, seja privadamente em orações, seja fazendo ouvir suas vozes através de manifestações públicas de modo a evitar que o mal do aborto venha ser permitido em terras brasileiras”.

A diocese de Bragança Paulista (SP) também fez seu manifesto. Dom Sérgio Aparecido Colombo, esclarece em nota que a vida é Dom de Deus e preservá-la é a nossa vocação primeira. “Julgamos que o que está em questão é a saúde pública deteriorada e sem a atenção que lhe é devida. O que está em jogo é a vida das mulheres e de tantas outras pessoas em situação vulnerável, que não tem onde recorrer quando se trata do sofrimento e da doença. Portanto, uma questão de política pública que muitos daqueles que nos representam não se dispõem a cuidar e, muito aquém do nosso povo pobre e a margem do essencial para viver dignamente, diz o bispo. 

Assim como a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB que reafirmou em nota a posição firme e clara da Igreja “em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural”, condenando, “assim, todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil”.Afirmação emitida pela presidência da CNBB na Nota Oficial “Pela vida, contra o aborto”, publicada em 11 de abril de 2017. Outros regionais, arquidioceses, dioceses também estão publicando notas com posição contrária à proposta da ADPF 442 sobre a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação.

A Audiência Pública será realizada na sala de sessões da Primeira Turma do STF, Anexo II-B, dias 3 e 6 de agosto, das 8h40 às 12h50 e das 14h30 às 18h50. A CNBB apresentará sua posição, nesta audiência, no dia 6 de agosto, às 9h10, representada pelo bispo de Rio Grande (RS), dom Ricardo Hoerpers, que mestre e doutor em Bioética e Teologia Moral na Academia Alfonsiana, em Roma e pelo padre José Eduardo de Oliveira e Silva, da diocese de Osasco (SP).

FONTE 
Conferência Nacional dos 
Bispos do Brasil

NICARÁGUA | Papa reza e bispos pedem a reabertura do diálogo

jul 24, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Protestos na Nicarágua

Cidade do Vaticano – Os bispos da Nicarágua esperam que a mesa de negociações, aberta com a mediação da Igreja, possa ser reativada o quanto antes. Depois dos protestos contra o governo e a dura repressão que custou a vida a pelo menos 360 pessoas, o país vive dias de tensão e angústia. O Papa Francisco segue com atenção a situação e continua a assegurar a sua oração. “Renovando minha oração pelo amado povo da Nicarágua – disse no último dia 1º de julho durante o Angelus –, desejo unir-me aos esforços que estão realizando os bispos do país e tantas pessoas de boa vontade“.

O governo rejeita o pedido de eleições antecipadas
Mas aos esforços ligados em particular à promoção do diálogo nacional seguiu-se a dura resposta do governo de Daniel Ortega. Por ocasião do 39º aniversário da revolução sandinista, o presidente nicaraguense acusou os bispos de “manobras de golpe contra o governo”. Em entrevista à emissora “Fox News“, o presidente rejeitou os pedidos de demissão e de eleições antecipadas. As próximas eleições – acrescentou ele – serão realizadas como previstas em 2021.

Orações pela Nicarágua
Enquanto isso, no país, milhares de pessoas saíram novamente às ruas de Manágua para protestar contra seu governo. Continuam também a chegar notícias de igrejas invadidas e profanadas. Neste doloroso cenário, a oração é a verdadeira esperança da Igreja. No domingo, realizou-se o Dia de Oração, organizado pelo Conselho Episcopal Latino-Americano. Iniciativas semelhantes foram promovidas em todo o mundo para manifestar proximidade e solidariedade ao povo da Nicarágua.

FONTE
Amedeo Lomonaco 
Vatican News

DIA DE ORAÇÃO PELA NICARÁGUA

jul 22, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano - No domingo, 22 de julho, se rezará pela Nicarágua em todas as igrejas da América Latina. A iniciativa é do CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano), organismo que reúne todos os bispos da América Latina e do Caribe e que em um comunicado expressa “proximidade e solidariedade ao povo da Nicarágua e aos seus pastores, profetas de Justiça, diante da dramática e dolorosa crise social e política lá vivida atualmente“.

Encontrar o caminho do diálogo e justiça
A nota é assinada pelo presidente do Celam, cardeal arcebispo de Bogotá, Rubén Salazar Gómez, e pelo secretário geral, Dom Juan Espinoza Jiménez, bispo auxiliar de Morelia. “Diante dessa situação – continua a mensagem – somos chamados a ser a voz daqueles que não têm voz, para fazer valer os seus direitos, encontrar caminhos de diálogo e estabelecer a justiça e a paz”.

Defensores dos direitos humanos e mensageiros de esperança
Os bispos latino-americanos, portanto, exortam “a continuar a serem defensores dos direitos humanos e mensageiros de esperança“. O convite, por fim, é para “não fechar os ouvidos diante do clamor e do sofrimento de nossos povos e a continuar a ser líderes corajosos, por meio dos quais Deus se faz presente e guia a história de seu povo“.

De Assis a Manágua, em nome da paz
Nestes últimos dias, numerosos episcopados em todo o mundo expressaram solidariedade e proximidade aos seus confrades na Nicarágua e com a população, vítimas do conflito. Às tantas vozes solidárias, somam-se agora também a dos Frades Menores de Assis que, em nota, escrevem: “São Francisco de Assis nos convida a rezar, para que prevaleça o diálogo e a trabalhar para que se construam estruturas de paz“.

O exemplo do padre Odorico d’Andrea
Recordam, a seguir, a figura do Servo de Deus, padre Odorico d’Andrea, como “mediador de paz para a Nicarágua“. “Em anos conflitantes – lê-se na nota – ele trabalhou muito pela paz e pela reconciliação, fazendo-se várias vezes, sob o risco de sua própria vida, um mediador da paz entre os grupos armados. Em sua intercessão – concluem os Frades – queremos confiar a Nicarágua e todos os seus habitantes, para que cessem as guerras e se promova uma cultura de paz“.

FONTE
Vatican News
(Agência SIR)

Sem credibilidade estudo que define como falsa metade das manchas do Sudário

jul 17, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano – A notícia girou o mundo. Metade das manchas de sangue impressas no sudário não seria compatível com a postura de um homem crucificado e outras nem sequer encontrariam resposta de posição quer na cruz como no túmulo.

Aparentemente uma bomba, com um pedigree respeitável: a assinatura da Universidade de Liverpool, que publicou o estudo no Journal of Forensic Sciences. Os dois pesquisadores autores do trabalho, Matteo Borrini da mesma universidade e Luigi Garlaschelli, do Comitê Italiano para o Controle de pseudociências, tentaram simular a perda de sangue de um manequim colocado sobre uma toalha: os resultados não deram a mesma evidência do Sudário. A esse ponto, as manchetes da mídia em todo o mundo não hesitaram em afirmar: metade das manchas de sangue não são verdadeiras.

Papa Francisco diante do Santo Sudário em Turim

Investigação não crível: não há rigor científico
Chegando aos ouvidos da professora Emanuela Marinelli, estudiosa do Sudário de renome mundial, a ‘bomba’ não a fez saltar da cadeira, antes pelo contrário. Ao telefone não parece abalada, mas questionada sim. “Você leu o resumo da pesquisa? Não há nada de científico. Mas parece a você um critério científico pegar um manequim desses utilizados para expor roupas em vitrines de uma loja e com uma esponja embebida em sangue artificial fixada em um pedaço de madeira pressionar sobre o lado direito do boneco para ver onde caem os filetes de sangue? Este material não tem o rigor científico de outras pesquisas como aquelas realizadas há quarenta anos sobre os cadáveres de homens mortos por hemopericárdio (presumivelmente como Jesus, ndr), posicionados verticalmente e pontos com um bisturi entre a quinta e a sexta costela, assim como fez com a lança o soldado romano. Provas que tiveram resultados diferentes dos de Borrini e Garlaschelli”, explica tudo de uma vez a professora.

Grupos ideológicos financiam pesquisas pseudocientíficas para dizer que o Sudário é falso
Então, alguém pode perguntar-se por que uma instituição do calibre da Universidade de Liverpool decidiu validar e publicar uma pesquisa que apresenta dúvidas em relação às metodologias fundamentais empregadas, capazes de minar sua credibilidade.

A resposta de Marinelli é espetacular. E abre a janela para um outro cenário, mais nebuloso: para tentar valorizar a tese de que o Sudário é falso, grupos ideológicos financiam, sem poupar esforços, pesquisas pré-concebidas, pré-construídas. “Basta pagar e as pesquisas são realizadas – explica Marinelli. E também há quem as publica para você. É inegável que por trás de algumas delas, se escondem grupos que querem fazer acreditar que o Sudário é uma falsidade histórica. Um exemplo para todos: existe um belo documentário chamado “A Noite do Sudário”. Bem, este documentário nunca foi transmitido pela RAI, porque contém uma afirmação que talvez possa não agrada a alguém. E esta afirmação é representada por uma carta em papel timbrado da Cúria de Turim, que o cardeal Anastasio Ballestrero, na época custódio do Sudário, enviou ao seu consultor científico, o engenheiro Luigi Gonella, com a qual sustentava firmemente que em matéria de datação por carbono 14 (mais tarde refutada por várias pesquisas sucessivas, ndr), houve a mão da maçonaria que queria a todo custo provar que o Sudário era da época medieval”.

Em suma, há uma dificuldade em relação a um “verdadeiro Sudário da parte daqueles que querem negar não somente a Cristo, mas também a sua ressurreição“. Como dizia o cardeal Giacomo Biffi: para um católico, descobrir que o Sudário é falso, não muda nada. Tudo muda, no entanto, para um ateu. E talvez disto tenha medo quem procura a todo  custo demonstrar sua falsidade.

Custódio Pontifício do Sudário
Também o Custódio Pontifício do Sudário, Dom Cesare Nosiglia, ofereceu uma reflexão: “No decorrer dos séculos, e com maior frequência nos últimos anos, existiram muitas tentativas de questionar a autenticidade do Sudário. Tiveram seu momento de publicidade, com manchetes e artigos de jornais, que davam por válida sua pesquisa e suas conclusões, mas em muitos casos, demonstraram-se cientificamente duvidosas. Os estudos e as pesquisas – quando conduzidas com critérios científicos e sem hipóteses pré-concebidas – estimulam um debate sereno e construtivo, confirmando o que afirmava São João Paulo II: “O Sudário é uma constante provocação para a ciência e a inteligência.”

Coube a caberá também desta vez a outros cientistas e estudiosos promover um debate e eventualmente contestar no plano científico ou experimental a validade e solidez da pesquisa realizada. É, de qualquer forma, um debate que diz respeito aos estudiosos e cientistas que querem desafiar-se nesta empresa. Acredito, todavia, que deve ser reiterado um princípio fundamental que deve guiar quem deseja tratar com método rigorosamente científico questões complexas como esta: é o princípio da neutralidade, porque se se parte de um preconceito e a pesquisa é orientada para demonstrá-lo, facilmente se chegará a confirmá-lo. Neste caso, não são mais os fatos que contam, mas as ideias pré-concebidas, frustrando assim aquela neutralidade própria da ciência em relação às convicções pessoais.

No entanto, tudo isso não afeta minimamente o significado espiritual e religioso do Sudário como um ícone da paixão e morte do Senhor, como o definiu o ensinamento dos Pontífices. Ninguém pode negar a evidência de que contemplar o Sudário é como ler as páginas do Evangelho que nos falam sobre a paixão e morte na cruz do Filho de Deus. Portanto o Sudário, que mesmo não sendo objeto da fé, ajuda porém a própria fé, porque abre o coração daqueles que se aproximam dele e o contemplam, para se tornarem conscientes do que foi a paixão de Jesus na cruz e, portanto, daquele amor maior que Ele nos demostrou ao sofrer terrível violência física e moral pela salvação do mundo todo. Esta sempre foi e continua sendo a razão pela qual milhões e milhões de fiéis de todo o mundo veneram, rezam e contemplam o Sudário e dele obtém esperança para sua vida cotidiana”.

Centro Internacional de Sindonologia
Também pronunciou-se em mérito, o vice-diretor do Centro Internacional de Sindonologia de Turim, Prof. Paolo Di Lazzaro. “O artigo publicado no Journal of forensic sciences refere-se aos experimentos realizados pelos proff. Borini e Garlaschelli em 2014, sobre os quais já se havia discutido na época, com a integração de novas tentativas experimentais. Mesmo contendo vários elementos de interesse, acredito que as modalidades pelas quais esses experimentos foram conduzidos, exigiriam integrações e atenções específicas para serem considerados cientificamente válidas e com alguma autoridade.

As medições de dosagem de sangue no laboratório são realizadas usando um voluntário com boas condições de saúde, em cuja pele limpa o sangue foi derramado contendo um anticoagulante. Estas condições de contorno são muito diferentes daquelas contidas no Sudário. Não levam em consideração a presença na pele do homem do Sudário de poeira, sujeira, suor, hematomas da flagelação e tampouco a acentuada viscosidade do sangue devido à forte desidratação. Não é possível pensar em reproduzir condições realistas do gotejamento de sangue no corpo de um crucificado sem considerar todos esses fatores que afetam significativamente o caminho do sangue escorrendo”.

FONTE
Vatican News
Federico Piana e Jackson Erpen 

Congresso Missionário Americano será concluído nesse sábado

jul 14, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

"Nestes dias de reflexão, oração e celebração da fé, percebemos a dor de tantos povos e a eles expressamos a nossa solidariedade e pesar às famílias em luto pelos seus mortos"

Cidade do Vaticano - Conclui-se neste sábado (14/7) em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, o V Congresso Missionário Americano (CAM V). O comunicado “Quando um membro sofre todo o corpo sofre” foi lido durante os trabalhos pelo Diretor Nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM) do Uruguai, padre Leonardo Rodriguez, expressando a proximidade a todas as Igrejas americanas, que sofrem por situações de violência e de pobreza em todo o Continente.

Reunidos sob o slogan da alegria evangélica – lê-se no início do texto enviado à Agência Fides – ouvimos o grito dos mais frágeis, que reflete, de modo particular, a violência, a exploração, a perseguição que espezinham a dignidade dos nossos irmãos. Nestes dias de reflexão, oração e celebração da fé, percebemos a dor de tantos povos e a eles expressamos a nossa solidariedade e pesar às famílias em luto pelos seus mortos. “América em Missão! O Evangelho é alegria”, foi o tema central do Congresso Missionário. Mas, a alegria é justiça, é verdade e respeito pelos direitos de todos.

Os participantes do Congresso expressaram também sua preocupação pela Venezuela, Nicarágua, Haiti, Honduras, onde os esquadrões causam morte e destruição.”Lamentamos pela situação dos refugiados e migrantes, que são obrigados a uma separação absurda e injusta das suas famílias, nas fronteiras de países como os EUA e México. Estas situações, muitas vezes, são circundadas pela indiferença e o silêncio”. O documento assim conclui: “Queridos amigos Congressistas e membros de todas as Igrejas da América: bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus! A oração, o perdão, a amizade fortalecem a nossa vocação comum, que é ser artesãos da paz! Amemos a verdade e a justiça, com coragem, que são os direitos de cada ser humano“.

FONTE
Vatican News
(Ag. Fides)

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