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Papa destaca a importância da oração na vida dos padres

set 21, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa Francisco com sacerdotes e membros da Cúria da Arquidiocese de Valência

Cidade do Vaticano - O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta sexta-feira (21/09), na Sala do Consistório, no Vaticano, os sacerdotes e membros da Cúria da Arquidiocese de Valência, na Espanha. “Valência, terra de santos, este ano celebra o jubileu de um deles, São Vicente Ferrer, que trabalhou e lutou com todas as suas forças pela unidade na comunidade eclesial”, frisou o Pontífice.

Segundo o Papa, este santo propõe aos sacerdotes três meios fundamentais para conservar a amizade e a união com Jesus Cristo: o primeiro é a oração como alimento de todo sacerdote. Rezar é a primeira tarefa do bispo e do sacerdote. “O sacerdote é homem de oração. Um sacerdote sem vida de oração não vai muito longe. O povo fiel tem bom olfato e percebe se seu pastor reza e se relaciona com Deus. Rezar é a primeira tarefa do bispo e do sacerdote. Dessa relação de amizade com Deus se recebe a força e a luz necessária para enfrentar todo apostolado e missão, pois aquele que foi chamado vai se identificando cada vez mais com os sentimentos do Senhor e suas palavras e ações adquirem o sabor puro do amor de Deus”, sublinhou Francisco. Para o Santo Padre, “a vida interior do sacerdote repercute em toda a Igreja, começando por seus fiéis. Precisamos da graça para seguir no caminho e percorrê-lo com aqueles que nos foram confiados. O sacerdote, assim como o bispo, vai adiante de seu povo, mas também no meio e atrás, onde for necessário, sempre com a oração.

Testemunhas no mundo
O segundo aspecto fundamental para conservar a amizade e a união com Jesus Cristo é a obediência à vocação da pregação do Evangelho a toda criatura. “O Senhor nos chama ao sacerdócio para ser suas testemunhas no mundo, para transmitir a alegria do Evangelho a todas as pessoas. Esta é a razão do nosso existir. Não somos proprietários da Boa Nova, nem empresários do divino, somos custódios e dispensadores do que Deus nos confia através de sua Igreja. Isto supõe uma grande responsabilidade, pois comporta preparação e atualização do que foi aprendido e assumido. São necessários o estudo e o confronto com outros sacerdotes para enfrentar os momentos que estamos vivendo e as realidades que nos questionam.

Para Francisco, “a formação permanente é uma realidade que deve ser aprofundada e tomar corpo no presbitério. Sempre digo aos bispos para ouvir e serem acessíveis aos seus sacerdotes, pois eles são seus colaboradores imediatos, e junto com eles os demais membros da Igreja, pois a barca da Igreja não é de um, nem de uns poucos, mas de todos os batizados e precisa também do entusiasmo dos jovens e da sabedoria dos idosos para ir mar afora”.

O sacerdote é livre enquanto está unido a Cristo
O terceiro aspecto é a liberdade em Cristo a fim de beber o cálice do Senhor em qualquer circunstância. “O sacerdote é livre enquanto está unido a Cristo, e dele obtém a força para ir ao encontro dos demais. “Somos chamados a sair e testemunhar a todos a ternura de Deus, também nas atividades e tarefas da cúria, com atitude de saída, ir ao encontro do irmão.

Acolhimento dos migrantes
O Papa agradeceu aos sacerdotes pelo que fazem na Arquidiocese de Valência em favor dos necessitados, e “pela generosidade e grandeza de coração no acolhimento dos migrantes. Eles encontram em vocês uma mão amiga e também proximidade e amor.” O Papa agradeceu aos sacerdotes pelo exemplo e testemunho que dão, “muitas vezes com escassez de meios e ajuda, mas sempre com o preço mais alto, que não é o reconhecimento dos poderosos nem da opinião pública, mas o sorriso de gratidão no rosto de tantas pessoas às quais” eles “devolveram a esperança”. “Continuem levando a presença de Deus às pessoas que dela precisam. Este é um dos desafios do sacerdote hoje”, concluiu.

FONTE
Vatican News

CNBB promove debate com candidatos à Presidência da República nessa quinta-feira

set 20, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Nesta quinta, 20 de setembro, CNBB promove debate entre os presidenciáveis na TV

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove, nesta quinta-feira, 20 de setembro, um debate entre os principais candidatos à presidência da República nas eleições de 2018. A participação segue a Lei Eleitoral que estabelece as regras da campanha e que determina que as emissoras de rádio e TV são obrigadas a convidar para os debates os candidatos dos partidos que tiverem no mínimo 5 parlamentares no Congresso Nacional, entre deputados e senadores. Quanto aos demais candidatos, as emissoras têm autonomia para convidar ou não (Artigo 46 da Lei 13.488/2017).

Estão confirmados no debate, sete candidatos: Álvaro Dias (Podemos), Ciro Gomes (PDT), Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meireles (MDB) e Marina Silva (Rede). Participam como entrevistadores: jornalistas das emissoras católicas e bispos. A condução do debate é de responsabilidade da jornalista Joyce Ribeiro.

FORMATO | O debate  terá cinco blocos:

PRIMEIRO BLOCO 
A mediadora fará a abertura, discorrendo sobre as emissoras que estão transmitindo. Em seguida, vai citar os nomes dos candidatos que estão presentes e os que não compareceram ao encontro. Na sequência, o GC (Gerador de Caracteres) cita os nomes dos outros candidatos sem representação na Câmara dos Deputados e que não participarão do debate. Palavra do presidente da CNBB, cardeal Sergio da Rocha. A primeira pergunta – destinada a todos os candidatos, que terão 2 minutos – será feita por cardeal Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo.

SEGUNDO BLOCO
Possibilidade de confronto direto entre os candidatos, com tema livre. O mediador vai sortear o candidato que irá perguntar e o outro que responderá. A pergunta deverá ser feita em até 30 segundos, com resposta em 2 minutos, réplica em 1 minuto e meio e tréplica em 1 minuto.

TERCEIRO BLOCO
As perguntas serão feitas por jornalistas das emissoras de inspiração católica, parceiras no debate. Os temas serão definidos previamente e as perguntas pré-definidas pela organização do debate. Será feito um sorteio na hora para definir qual candidato irá responder, no tempo máximo de dois minutos.

QUARTO BLOCO
Será aberta nova possibilidade de confronto direto entre os candidatos, com tema livre. O mediador fará o sorteio do candidato que irá perguntar e de outro para responder. A pergunta deverá ser feita em até 30 segundos, com resposta em dois minutos, réplica em 1 minuto 30 segundos e tréplica em 1 minuto.

QUINTO BLOCO
As perguntas, com temas referentes as grandes linhas de trabalho da Igreja, na linha social, serão feitas por bispos membros do Conselho Pastoral e indicados pela CNBB, sendo um bispo para cada candidato. O mediador vai sortear na hora o candidato que irá responder. A pergunta será feita em até 30 segundos e as respostas em 2 minutos. Neste bloco também serão feitas as considerações finais de cada candidato, sendo que cada um terá 1 minuto.

FONTE
Conferência Nacional
dos Bispos do Brasil

AUDIÊNCIA | Quarto Mandamento é tema da Catequese do Papa

set 19, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa na Audiência Geral

Cidade do Vaticano – Nunca insultar os pais! “Poderemos começar a honrar nossos pais com a liberdade de filhos adultos e com misericordiosa acolhida de seus limites”, “quando descobrirmos que o verdadeiro enigma não é mais “por que?”, mas “por quem?”” aconteceu isto ou aquilo que forjou a minha vida. “Honrar pai e mãe”. O quarto mandamento foi o tema da catequese do Papa na Audiência Geral desta quarta-feira, 19, ao dar continuidade a sua série de reflexões sobre o Decálogo. Francisco pediu para nunca insultarmos os pais. Do Brasil estava presente um grupo do Colégio Santo Inácio, de Fortaleza.

O sentido de “honrar”
Francisco começou explicando aos 13 mil presentes na Praça São Pedro, numa quarta-feira com tempo instável na Cidade Eterna, o sentido desta “honra”, que em hebraico indica a glória, o valor, a consistência de uma realidade. Portanto, “honrar” significa reconhecer este valor. Se “honrar a Deus nas Escrituras quer dizer reconhecer a sua realidade, considerar a sua presença”, dando a Ele “seu justo lugar na existência”, honrar pai e mãe quer dizer então “reconhecer a sua importância também com atos concretos, que exprimem dedicação, afeto, cuidado”, mas não só. “Honra o teu pai e a tua mãe, como te ordenou o Senhor, para que se prolonguem os teus dias e prosperes na terra que te deu o Senhor teu Deus”. O quarto mandamento – explica o Papa – “contém um êxito”, ou seja, “honrar os pais leva a uma vida longa e feliz”.

Feridas da infância
De fato, “a palavra “felicidade” no Decálogo aparece somente ligada à relação com os pais. E essa sabedoria milenar declara o que as ciências humanas conseguiram elaborar somente há pouco mais de um século, isto é,  que as marcas da infância marcam toda a vida: “Muitas vezes pode ser fácil entender se alguém cresceu em um ambiente saudável e equilibrado. Mas da mesma forma perceber se uma pessoa vem de experiências de abandono ou de violência. A nossa infância é um pouco como uma tinta indelével, se expressa nos gostos, nos modos de ser, mesmo que alguns tentem esconder as feridas de próprias origens”.

Reconhecimento por quem nos colocou no mundo
Francisco chama a atenção, que o quarto mandamento não fala da bondade dos pais, nem pede a eles que sejam perfeitos, mas, “fala de um ato dos filhos, independente dos méritos dos genitores, e diz uma coisa extraordinária e libertadora”: “Mesmo que nem todos os pais sejam bons e nem todas as infâncias sejam serenas, todos os filhos podem ser felizes, porque a realização de uma vida plena e feliz depende do justo reconhecimento para com aqueles que nos colocaram no mundo”.

Exemplo do Santos
O Papa ressalta o quanto este quarto mandamento “pode ser construtivo para tantos jovens que vem de histórias de dor e para todos aqueles que sofreram em sua juventude. Muitos santos – e muitos cristãos – depois de uma infância dolorosa viveram uma vida luminosa, porque, graças a Jesus Cristo, se reconciliaram com a vida: “Pensemos ao hoje Beato, mas no próximo mês Santo Sulprizio, aquele jovem napolitano que há 19 anos acabou sua vida reconciliado com tantas dores, com tantas coisas, porque seu coração era sereno e jamais havia renegado seus pais. Pensemos em São Camilo de Lellis, que de uma infância desordenada construiu uma vida de amor e serviço; mas pensemos Santa Josefina Bakhita, crescida em uma escravidão horrível; ou ao abençoado Carlo Gnocchi, órfão e pobre; e ao próprio São João Paulo II, marcado pela perda da mãe em tenra idade”.

O homem, qualquer que seja a sua história, “recebe deste mandamento a orientação que conduz a Cristo”, em quem se manifesta de fato “o Pai verdadeiro, que nos oferece renascer do alto”. “Os enigmas de nossas vidas se iluminam quando se descobre que Deus desde sempre nos preparou a vida como seus filhos, onde cada ato é uma missão dele recebida.”

Feridas como potencialidades
As nossas feridas – observou o Santo Padre – iniciam a ser “potencialidades” quando, por graça, descobrimos que o verdadeiro enigma não é mais “por que?”, mas “por quem?”” me aconteceu isto, explicando: “Em vista de qual obra Deus me forjou através da minha história? Aqui tudo se inverte, tudo se torna precioso, tudo se torna construtivo. Então podemos começar a honrar nossos pais com a liberdade de filhos adultos e com misericordiosa acolhida de seus limites”.

Jamais insultar pai e mãe
Honrar os pais – exortou o Papa.  Nos deram a vida”. E fez um pedido: “Se você se afastou dos seus pais, faça um esforço e volte, volte para eles. Talvez sejam idosos. Deram a vida a você. E depois, entre nós existe este costume de dizer coisas feias, mesmo palavrões. Por favor. Nunca, nunca, nunca insultar os outros, os pais dos outros. Nunca! Nunca se insulta a mãe, nunca insultar o pai. Nunca! Nunca! Tomem esta decisão interior. A partir de hoje nunca insultarei a mãe ou o pai de quem quer que seja. Nos deram a vida. Nunca devem ser insultados”.

Mas essa vida maravilhosa, disse o Papa Francisco ao concluir, nos é oferta, não imposta. Renascer em Cristo é uma graça a ser acolhida livremente e é o tesouro de nosso Batismo, no qual, por obra do Espírito Santo, um só é o Pai nosso, aquele de céu.

FONTE
Jackson Erpen
Vatican News

ANGELUS: “O amor muda tudo e pode mudar inclusive a nós!”, disse o Papa Francisco

set 16, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano – Para seguir Jesus, é preciso renunciar às pretensões do próprio orgulho egoístico e tomar a própria cruz: foi o que disse o Papa Francisco no Angelus deste domingo (16/09). Diante de uma multidão na Praça S. Pedro, o Pontífice inspirou sua reflexão no trecho evangélico de São Marcos, em que Jesus pergunta aos discípulos sobre sua identidade.

Fé míope
Antes de interpelar diretamente os Doze, explicou o Papa, Jesus quer ouvir deles o que as pessoas pensam Dele. Por isso pergunta: “Quem dizem os homens que eu sou?”. Emerge que Jesus é considerado pelo povo um grande profeta. Mas, na realidade, Ele não se interessa pela falação das pessoas. Ele não aceita nem mesmo que os seus discípulos respondam às suas perguntas com fórmulas pré-concebidas, “porque uma fé que se reduz a fórmulas é uma fé míope”.

Quem sou eu para você?
O Senhor quer que os seus discípulos de ontem e de hoje instaurem com Ele uma relação pessoal”, afirmou Francisco, que acrescentou: “Hoje, Jesus dirige esta pergunta tão direta e confidencial a cada um de nós: ‘Quem sou eu para você?’. Cada um de nós é chamado a responder, no próprio coração, deixando-se iluminar pela luz que o Pai nos dá para conhecer o seu Filho Jesus.” Porém, prosseguiu, Jesus adverte que a sua missão se realiza não na estrada ampla do sucesso, mas no caminho árduo do Servo sofredor. Por isso, pode acontecer de protestar e nos rebelar, porque isso contrasta com as nossas expectativas mundanas.

A profissão de fé em Jesus Cristo não pode parar nas palavras, mas pede que seja autenticada por escolhas e gestos concretos. “Jesus nos diz que para segui-Lo, para ser seus discípulos, é preciso renunciar a si mesmo, isto é, às pretensões do próprio orgulho egoístico e tomar a própria cruz.

O amor muda tudo
Com frequência na vida, por tantos motivos, erramos o caminho, buscando a felicidade nas coisas ou nas pessoas que tratamos como coisas. Mas a felicidade a encontramos somente quando o amor, aquele verdadeiro, nos encontra, nos surpreende, nos transforma. “O amor muda tudo e pode mudar inclusive a nós!“, disse Francisco.

O Papa então concluiu:
Que a Virgem Maria, que viveu a sua fé seguindo fielmente o seu Filho Jesus, ajude também nós a caminhar na sua estrada, vivendo generosamente a nossa vida por Ele e pelos irmãos.”

Fonte
Vatican News

O Papa na Sicília: acompanhe a viagem do Pontífice em transmissões ao vivo

set 14, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa Francisco retorna à Sicília este sábado

Cidade do Vaticano - Nesse sábado, 15 de setembro, o Papa Francisco retorna à Sicília – destino de sua primeira viagem, em 8 de julho de 2013 – por ocasião do 25º aniversário do assassinato pela máfia do padre Pino Puglisi, agora Beato. O Pontífice cumprirá agenda em Piazza Armerina e Palermo. O Vatican News transmitirá, com comentários em português, a Santa Missa celebrada no Foro Itálico às 11h45 (6h45, horário de Brasília) e o encontro com os jovens na Praça “Politeama” às 17 horas (12 horas, horário de Brasília). Ademais, será possível acompanhar os passos de Francisco na ilha no sul da Itália pelo nosso site e pelas redes sociais.

O programa completo da viagem
O Papa deixa em automóvel o Vaticano na manhã de sábado às 6h30, dirigindo-se até o Aeroporto de Ciampino, de onde partirá para a Sicília, com chegada prevista no Aeroporto Catania-Fontanarossa às 7h50. Dali, em helicóptero, dirige-se até Piazza Armerina, primeira etapa da viagem. Depois de ser acolhido no campo de esportes “San Ippolito” por autoridades civis e religiosas, Francisco encontra os fiéis na Praça Europa às 9 horas, onde profere seu primeiro discurso. Às 10 horas retorna ao estádio “San Ippolito”, de onde partirá de helicóptero até Palermo. No Porto da capital da Sicília, o Santo Padre é acolhido por autoridades civis e religiosas, seguindo imediatamente para o Foro Itálico onde preside à Celebração Eucarística na memória litúrgica do Beato Pino Puglisi.

Às 13h30, Francisco almoça com as pessoas acolhidas na Missão Esperança e Caridade, do Frei Biagio Conte e representantes de detentos. Às 15 horas, visita privada à Paróquia São Caetano, no Bairro Brancaccio (onde nasceu e morreu padre Pino), e à Casa do Beato Pino Puglisi. Às 15h30, encontro com o clero, religiosos e seminaristas na Catedral, onde proferirá um discurso. Às 17 horas, encontro com os jovens na Praça Politeama, onde também deverá se pronunciar. Às 18h30, o Pontífice parte do Aeroporto de Palermo-Punta Raisi, devendo chegar ao Aeroporto de Ciampino às 19h30, transferindo-se então ao Vaticano.

FONTE
Vatican News

Papa discutirá a prevenção de abusos em reunião com bispos de todo o mundo

set 12, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

O Papa deseja falar com os bispos sobre abusos contra menores e adultos vulneráveis

Cidade do Vaticano – O Papa Francisco encontrará, no Vaticano, de 21 a 24 de fevereiro de 2019, todos os presidentes das Conferências Episcopais, “para falar sobre a prevenção de abusos contra menores e adultos vulneráveis”. Foi o que disse a vice-diretora da Sala de Imprensa da Santa Sé, Paloma García Ovejero, no briefing realizado na conclusão da 26ª reunião do Conselho de Cardeais (C9), nesta quarta-feira (12/09). Francisco tomou esta decisão depois de ser informado pelo cardeal Sean Patrick O’Malley sobre os trabalhos da Pontifícia Comissão para a Tutela de Menores.

Todos os cardeais manifestaram sua satisfação pelo bom êxito do 9º Encontro Mundial das Famílias realizado, em Dublin, na Irlanda, congratulando-se também com o cardeal Kevin J. Farrell e com o Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida que organizaram o evento junto com o arcebispo dom Diarmuid Martin. O C9 pediu ao Papa Francisco, na abertura dos trabalhos na última segunda-feira (10/09), “uma reflexão sobre o trabalho, a estrutura e a composição do Conselho, considerando a idade avançada de alguns membros”.

A maior parte dos trabalhos do Conselho de Cardeais, instituído em setembro de 2013, foi dedicada aos últimos ajustes no esboço da nova Constituição Apostólica da Cúria Romana, cujo titulo provisório é Praedicate evangelium. O C9 entregou ao Papa Francisco o texto provisório destinado a uma revisão de estilo e releitura canônica. Seis cardeais participaram desta reunião do C9. Estiveram ausentes os cardeais Francisco Javier Errázuriz Ossa, arcebispo emérito de Santiago, Chile, Laurent Monsengwo Pasinya, arcebispo de Kinshasa, República Democrática do Congo, e George Pell, prefeito da Secretaria para a Economia.

Os cardeais reiteraram, nesta quarta-feira, sua plena solidariedade ao Papa Francisco pelo ocorrido nas últimas semanas. O C9 colabora com o Papa Francisco no governo da Igreja e no projeto de reforma da Cúria Romana. A próxima reunião do C9 está marcada de 10 a 12 de dezembro próximo.

FONTE
Vatican News

ANGELUS | A Oração Mariana com o Papa Francisco

set 9, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa Francisco no Angelus

 

Cidade do Vaticano - “Abrir-nos às necessidades dos nossos irmãos sofredores e necessitados de ajuda, rejeitando o egoísmo e o fechamento do coração.” Foi a exortação do Papa Francisco na alocução que precedeu a oração do Angelus ao meio-dia deste XXIII Domingo do Tempo Comum, rezado com fiéis e peregrinos na Praça São Pedro. Atendo-se à liturgia deste domingo, Francisco ressaltou que o Evangelho do dia nos traz o episódio da cura milagrosa de um surdo-mudo, feita por Jesus.

Fazer o bem às pessoas sem tocar a trombeta
“Levaram-lhe um surdo-mudo, pedindo que lhe impusesse a mão. Ele, ao invés, realizou vários gestos: em primeiro lugar levou-o para fora da multidão. Nesta ocasião, como em outras, Jesus sempre age com discrição. Não quer impressionar o povo, Ele não está à procura de popularidade ou do sucesso, mas deseja somente fazer o bem às pessoas. Com essa atitude, Ele nos ensina que o bem deve ser feito sem clamores, sem ostentação, sem tocar a trombeta. Deve ser feito em silêncio”, observou. Descrevendo o episódio narrado pelo evangelista São Marcos, Francisco ressaltou que “estando afastado da multidão, Jesus colocou os dedos nas orelhas do surdo-mudo e com a saliva lhe tocou a língua. Este gesto remete à Encarnação”, acrescentou o Santo Padre.

Jesus compreende a condição penosa de outro homem
O Filho de Deus, continuou o Papa, “é um homem inserido na realidade humana: se fez homem, portanto, pode compreender a condição penosa de outro homem e intervém com um gesto no qual é envolvida toda sua humanidade”. “Ao mesmo tempo, Jesus quer levar a entender que o milagre se dá devido a sua união com o Pai: por isso, levantou os olhos para o céu. Depois gemeu e pronunciou a palavra resolutiva ‘Effatha’, que significa ‘Abri-te’. E imediatamente o homem ficou curado: abriram-se-lhe os ouvidos e a língua se lhe desprendeu. A cura foi para ele uma ‘abertura’ aos outros e ao mundo”.

Cura da doença e do sofrimento físico e cura do medo
Esta narração do Evangelho ressalta a exigência de uma dúplice cura, continuou o Pontífice. “Em primeiro lugar, a cura da doença e do sofrimento físico, para restituir a saúde do corpo; embora esta finalidade não seja completamente alcançável no horizonte terreno, apesar dos muitos esforços da ciência e da medicina”, sublinhou. Mas há uma segunda cura, talvez mais difícil, frisou o Papa, é a cura do medo, ou seja, do nosso medo. A cura do medo que nos leva a marginalizar o doente, a marginalizar o sofredor, o portador de deficiência.

“E existem muitos modos de marginalizar, mesmo com uma pseudo piedade ou com a remoção do problema; se permanece surdos e mudos diante das dores das pessoas marcadas por doenças, angústias e dificuldades. Muitas vezes o doente e o sofredor se tornam um problema, enquanto deveriam ser ocasião para manifestar a solicitude e a solidariedade de uma sociedade para com os mais frágeis.”

Abrir-nos às necessidades dos irmãos sofredores
O Pontífice acrescentou que Jesus revelou-nos o segredo de um milagre que podemos repetir também nós, “tornando-nos protagonistas do ‘Effatha’, daquela palavra ‘Abre-te’ com a qual Ele restituiu a palavra e a audição ao surdo-mudo”. “Trata-se de abrir-nos às necessidades dos nossos irmãos sofredores e necessitados de ajuda, rejeitando o egoísmo e o fechamento  do coração. Foi propriamente o coração, ou seja, o núcleo profundo da pessoa, que Jesus veio ‘abrir’, libertar, para tornar-nos capazes de viver plenamente a relação com Deus e com os outros.” Jesus se fez homem para que o homem, “tendo se tornado pelo pecado surdo e mudo, possa ouvir a voz de Deus, a voz do amor que fala a seu coração, e assim aprenda a falar, por sua vez, a linguagem do amor, traduzindo-o em gestos de generosidade e de doação de si”.

Natividade de Maria e Beatificação de Alfonsa Maria Eppinger
Na saudação aos vários grupos de fiéis e peregrinos presentes, o Santo Padre lembrou que no sábado foi celebrado, no Pontifício Santuário da Santa Casa de Loreto – região italiana das Marcas – a Festa da Natividade de Nossa Senhora, e foi feita a proposta de espiritualidade para as famílias: a Casa de Maria Casa de toda família. “Confiamos à Virgem Santa as iniciativas do Santuário e aqueles, que de vários modos, participarão delas”, disse o Papa.

Francisco lembrou também a Beatificação, este domingo, em Estrasburgo, na França, da fundadora das Irmãs do Santíssimo Salvador, Alfonsa Maria Eppinger. “Demos graças a Deus por esta mulher corajosa e sábia que, sofrendo, calando-se e rezando, testemunhou o amor de Deus sobretudo aos doentes no corpo e no espírito”, exortou.

FONTE 
Raimundo Lima
Vatican News

 

 

“Tenham confiança na escola e nos professores”, disse o Papa

set 8, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa Francisco durante visita à Escola 'Elisa Scala' de Roma, em maio passado

Cidade do Vaticano – O Papa Francisco recebeu em audiência, na última sexta-feira (07/09), na Sala Paulo VI, no Vaticano, cerca de mil e quatrocentos membros da Associação Italiana de Pais que este ano completa seu 50º aniversário. Segundo o Pontífice, o encontro foi uma ocasião importante para confirmar o compromisso dos pais em prol da família e da educação. Um compromisso levado adiante “segundo os princípios da ética cristã a fim de que a família seja cada vez mais reconhecida e protagonista na vida social”.

Escola, parceira da família na educação
A Associação Italiana de Pais emprega suas energias na ajuda aos genitores em sua tarefa educacional, especialmente no que diz respeito à escola, “parceira principal da família na educação dos filhos. O que vocês fazem nesse campo é realmente louvável. Hoje, quando se fala de aliança educacional entre escola e família, se fala, sobretudo, para denunciar a sua falha: a família não aprecia mais, como anos atrás, o trabalho dos professores que sentem a presença dos pais nas escolas como uma intromissão, deixando-os à margem ou considerando-os adversários.” Segundo o Papa, “para mudar essa situação é preciso que alguém faça o primeiro passo, vencendo o medo do outro e estendendo a mão com generosidade”.

Confiar na escola e nos professores
Francisco incentivou os pais a cultivar e alimentar sempre a confiança na escola e nos professores. “Sem eles vocês correm o risco de permanecerem sozinhos na ação educacional e serem cada vez menos capazes de enfrentar os novos desafios educacionais que vêm da cultura atual, da sociedade, dos meios de comunicação e das novas tecnologias. Os professores são como vocês, comprometidos todos os dias com o serviço educacional de seus filhos. Se é certo reclamar sobre os possíveis limites de sua ação, é nosso dever estimá-los como os aliados mais preciosos na tarefa educacional promovida juntos.

A escola também precisa dos pais
A escola também precisa dos pais “e não pode alcançar seus objetivos sem realizar um diálogo construtivo com aqueles que têm a responsabilidade primária do crescimento de seus alunos”. Recordando um trecho de sua Exortação apostólica pós-sinodal “Amoris laetitia”, o Papa ressaltou que a “escola não substitui os pais; serve-lhes de complemento. Este é um princípio básico: «qualquer outro participante no processo educativo não pode operar senão em nome dos pais, com o seu consenso e até mesmo por seu encargo».

Compromisso da Igreja com a educação
A seguir, o Papa citou um provérbio africano que diz: “Para educar uma criança é necessária uma aldeia.” Portanto, na educação escolar não pode faltar a colaboração entre as várias componentes da comunidade educacional. Francisco convidou os pais a sentirem a proximidade da Igreja na missão de educar seus filhos e tornar a sociedade uma família, a fim de que toda pessoa seja acolhida, acompanhada e orientada aos valores verdadeiros, capaz de dar o melhor de si para o crescimento comum.

FONTE
Vatican News

Papa: Domingo é dia de fazer as pazes com a vida

set 5, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa Francisco na Audiência Geral

Cidade do Vaticano - O verdadeiro sentido do repouso. Dando continuidade a sua série de catequeses sobre o Decálogo, o Papa falou nesta quarta-feira aos mais de 13 mil fiéis presentes na Praça São Pedro sobre o repouso como “momento de contemplação e louvor”, “é a bênção da realidade”. Francisco recordou ainda a necessidade de nos reconciliarmos com nossa própria história, pois a verdadeira paz, não é mudá-la, mas dar as boas-vindas e valorizá-la.”

“O dia do repouso” de que fala o Livro do Êxodo “parece um mandamento fácil de ser cumprido – observa – mas é uma impressão errada”, pois “existe o repouso falso e o repouso verdadeiro. Como reconhecê-los?”, pergunta o Papa. “A sociedade de hoje está sedenta por entretenimento e férias. A indústria da distração – escutem bem, a indústria da distração – é muito florescente e a publicidade desenha o mundo ideal como um grande parque de diversões onde todos se divertem. O conceito de vida dominante hoje não tem o centro de gravidade em atividade e compromisso, mas na evasão. Ganhar dinheiro para divertir-se, satisfazer-se. A imagem-modelo é a de uma pessoa de sucesso que pode permitir-se amplos e diversos espaços de prazer”.

Divertimento que não é repouso
“Mas essa mentalidade – chama a atenção o Santo Padre –  desliza para a insatisfação de uma existência anestesiada pelo divertimento que não é repouso, mas alienação e fuga da realidade. O homem nunca repousou tanto quanto hoje, e ao mesmo tempo o homem nunca experimentou tanto vazio como hoje! As possibilidades de divertir-se, sair, cruzeiros, viagens. Tanta coisa…não te dão a plenitude do coração, mais ainda, não te dão repouso.” Neste sentido, as palavras dos Decálogo lançam uma luz sobre o que é o repouso. “O mandamento – explica o Papa – tem um elemento peculiar: fornece uma motivação. O repouso no nome do Senhor tem um motivo preciso”. Depois de ter trabalhado por seis dias, no sétimo repousou, “por isso o Senhor abençoou o dia de sábado e o consagrou”.

Dia da contemplação e da bênção
Ou seja, no sétimo dia, “inicia o dia do repouso, que é a alegria de Deus por aquilo que criou. É o dia da contemplação e da bênção”. Assim, o repouso segundo este mandamento é “o momento da contemplação, do louvor, não da evasão. É o tempo para olhar a realidade e dizer: como é bela a vida!”. Assim, “ao repouso como fuga da realidade, o Decálogo opõe o repouso como bênção da realidade”: “Para nós, cristãos, o centro do Dia do Senhor, o domingo, é a Eucaristia, que significa “ação de graças”. É o dia para dizer a Deus: obrigado, obrigado Senhor, obrigado pela vida, pela sua misericórdia, por todos os seus dons. O domingo não é o dia para esquecer os outros dias, mas para recordá-los, abençoá-los e fazer as pazes com a vida, fazer as pazes com a vida. Tantas pessoas, tantas, que têm a possibilidade de divertir-se, e não vivem em paz com a vida. Domingo é dia de fazer as pazes com a vida dizendo: a vida é preciosa! Não é fácil, às vezes é doloroso, mas é preciosa”.

Reconciliar-se com a própria história
Ser introduzido no repouso autêntico é uma obra de Deus em nós, afirma o Papa,  mas exige que nos afastemos da maldição e do seu encanto. Inclinando o coração para a infelicidade, de fato, enfatizar as razões do descontentamento é muito fácil. Bênção e alegria implicam uma abertura para o bem que é um movimento adulto do coração. O bem é afável e nunca se impõe. Deve ser escolhido: “A paz se escolhe, não pode ser imposta e não pode ser encontrada por acaso. Afastando-se das dobras amargas de seu coração, o homem tem necessidade de fazer as pazes com aquilo de que ele foge. É necessário reconciliar-se com a própria história, com fatos que não se aceitam, com as partes difíceis da existência. A verdadeira paz, de fato, não é mudar a própria história, mas dar as boas-vindas e valorizá-la, assim como aconteceu.”

O Pontífice recorda que muitas vezes encontramos cristãos doentes e que nos consolam “com uma serenidade que não é encontrada nos alegres e hedonistas”. Da mesma forma, “vimos pessoas humildes e pobres alegrarem-se por pequenas graças, com uma felicidade que sabia de eternidade”.

A vida torna-se bela quando começamos a pensar bem dela
Maria fez a escolha pela vida, que tornou-se o seu “fiat”, “uma abertura ao Espírito Santo que nos coloca nas pegadas de Cristo, Aquele que se entrega ao Pai no momento mais dramático e assim segue o caminho que leva à ressurreição. A vida se torna bela – disse o Papa ao concluir – “quando se começa a pensar bem dela, seja qual for a nossa história (…) quando o coração está aberto à Providência e o que o Salmo diz é verdade: “Somente em Deus repousa a minha alma”.

FONTE 
Jackson Verpen 
Vatican News

REFLEXÃO | O coração do homem é como um “campo de batalha”, disse o Papa

set 4, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

2018.09.04 Messa Santa Marta

Cidade do Vaticano - O coração do homem é como um “campo de batalha”, onde se enfrentam dois “espíritos” diferentes: um, o de Deus, nos leva “às boas obras, à caridade e à fraternidade”, o outro, o do mundo, nos impulsiona “em direção à vaidade, ao orgulho, à suficiência e às fofocas”. Foi o que destacou o Papa Francisco, celebrando a Missa na Casa Santa Marta. O ponto de partida das reflexões do Pontífice foi a Primeira Leitura, em que o “apóstolo Paulo ensina aos Coríntios o caminho para ter o pensamento de Cristo”, um caminho marcado pelo abandono ao Espírito Santo. De fato, é o Espírito Santo que nos leva a “conhecer Jesus”, a ter os seus mesmos “sentimentos”, a compreender o “coração”.

A eterna luta entre bem e mal
Francisco recordou que o homem deixado às suas forças não compreende as coisas do Espírito: “Existem dois espíritos, duas modalidades de pensar, de sentir, de agir: o que me leva ao Espírito de Deus e o que me leva ao espírito do mundo. E isso acontece na nossa vida: nós todos temos esses dois ‘espíritos’, digamos assim. O Espírito de Deus nos leva às boas obras, à caridade, à fraternidade, a adorar Deus, a conhecer Jesus, a fazer tantas obras boas de caridade, a rezar: isso. E o outro espírito do mundo, que nos leva em direção à vaidade, ao orgulho, à suficiência e à fofoca: um caminho completamente diferente. O nosso coração – dizia um santo – é como um ‘campo de batalha, um campo de guerra onde esses dois espíritos combatem”.

Vencer as tentações como Jesus
Na vida cristã”, portanto, “se deve combater para deixar espaço ao Espírito de Deus” e “expulsar o espírito do mundo”. E um “exame de consciência” diário, sugeriu o Pontífice, ajuda a “identificar as tentações”, a esclarecer como atuam essas forças contrapostas. “É muito simples: temos este grande dom, que é o Espírito de Deus, mas somos frágeis, somos pecadores e temos também a tentação do espírito do mundo. Neste combate espiritual, nesta guerra do espírito, é preciso ser vencedores como Jesus”.

Não animais, mas Filhos de Deus
Todas as noites, concluiu o Papa, o cristão deveria repensar o dia transcorrido para verificar se prevaleceu a “vaidade” e a “soberba” ou se conseguiu imitar o Filho de Deus. “Conhecer o que acontece no coração. Se nós não fizermos isso, se nós não soubermos o que acontece no nosso coração – e isso não o digo eu, o diz a Bíblia – somos como os ‘animais que não entendem nada’, vão avante com o instinto. Mas nós não somos animais, somos Filhos de Deus, batizados com o dom do Espírito Santo. Por isso, é importante entender o que aconteceu hoje no meu coração. Que o Senhor nos ensine a fazer sempre, todos os dias, o exame de consciência”.

FONTE
Barbara Castelli
Vatican News

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