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Sem credibilidade estudo que define como falsa metade das manchas do Sudário

jul 17, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano – A notícia girou o mundo. Metade das manchas de sangue impressas no sudário não seria compatível com a postura de um homem crucificado e outras nem sequer encontrariam resposta de posição quer na cruz como no túmulo.

Aparentemente uma bomba, com um pedigree respeitável: a assinatura da Universidade de Liverpool, que publicou o estudo no Journal of Forensic Sciences. Os dois pesquisadores autores do trabalho, Matteo Borrini da mesma universidade e Luigi Garlaschelli, do Comitê Italiano para o Controle de pseudociências, tentaram simular a perda de sangue de um manequim colocado sobre uma toalha: os resultados não deram a mesma evidência do Sudário. A esse ponto, as manchetes da mídia em todo o mundo não hesitaram em afirmar: metade das manchas de sangue não são verdadeiras.

Papa Francisco diante do Santo Sudário em Turim

Investigação não crível: não há rigor científico
Chegando aos ouvidos da professora Emanuela Marinelli, estudiosa do Sudário de renome mundial, a ‘bomba’ não a fez saltar da cadeira, antes pelo contrário. Ao telefone não parece abalada, mas questionada sim. “Você leu o resumo da pesquisa? Não há nada de científico. Mas parece a você um critério científico pegar um manequim desses utilizados para expor roupas em vitrines de uma loja e com uma esponja embebida em sangue artificial fixada em um pedaço de madeira pressionar sobre o lado direito do boneco para ver onde caem os filetes de sangue? Este material não tem o rigor científico de outras pesquisas como aquelas realizadas há quarenta anos sobre os cadáveres de homens mortos por hemopericárdio (presumivelmente como Jesus, ndr), posicionados verticalmente e pontos com um bisturi entre a quinta e a sexta costela, assim como fez com a lança o soldado romano. Provas que tiveram resultados diferentes dos de Borrini e Garlaschelli”, explica tudo de uma vez a professora.

Grupos ideológicos financiam pesquisas pseudocientíficas para dizer que o Sudário é falso
Então, alguém pode perguntar-se por que uma instituição do calibre da Universidade de Liverpool decidiu validar e publicar uma pesquisa que apresenta dúvidas em relação às metodologias fundamentais empregadas, capazes de minar sua credibilidade.

A resposta de Marinelli é espetacular. E abre a janela para um outro cenário, mais nebuloso: para tentar valorizar a tese de que o Sudário é falso, grupos ideológicos financiam, sem poupar esforços, pesquisas pré-concebidas, pré-construídas. “Basta pagar e as pesquisas são realizadas – explica Marinelli. E também há quem as publica para você. É inegável que por trás de algumas delas, se escondem grupos que querem fazer acreditar que o Sudário é uma falsidade histórica. Um exemplo para todos: existe um belo documentário chamado “A Noite do Sudário”. Bem, este documentário nunca foi transmitido pela RAI, porque contém uma afirmação que talvez possa não agrada a alguém. E esta afirmação é representada por uma carta em papel timbrado da Cúria de Turim, que o cardeal Anastasio Ballestrero, na época custódio do Sudário, enviou ao seu consultor científico, o engenheiro Luigi Gonella, com a qual sustentava firmemente que em matéria de datação por carbono 14 (mais tarde refutada por várias pesquisas sucessivas, ndr), houve a mão da maçonaria que queria a todo custo provar que o Sudário era da época medieval”.

Em suma, há uma dificuldade em relação a um “verdadeiro Sudário da parte daqueles que querem negar não somente a Cristo, mas também a sua ressurreição“. Como dizia o cardeal Giacomo Biffi: para um católico, descobrir que o Sudário é falso, não muda nada. Tudo muda, no entanto, para um ateu. E talvez disto tenha medo quem procura a todo  custo demonstrar sua falsidade.

Custódio Pontifício do Sudário
Também o Custódio Pontifício do Sudário, Dom Cesare Nosiglia, ofereceu uma reflexão: “No decorrer dos séculos, e com maior frequência nos últimos anos, existiram muitas tentativas de questionar a autenticidade do Sudário. Tiveram seu momento de publicidade, com manchetes e artigos de jornais, que davam por válida sua pesquisa e suas conclusões, mas em muitos casos, demonstraram-se cientificamente duvidosas. Os estudos e as pesquisas – quando conduzidas com critérios científicos e sem hipóteses pré-concebidas – estimulam um debate sereno e construtivo, confirmando o que afirmava São João Paulo II: “O Sudário é uma constante provocação para a ciência e a inteligência.”

Coube a caberá também desta vez a outros cientistas e estudiosos promover um debate e eventualmente contestar no plano científico ou experimental a validade e solidez da pesquisa realizada. É, de qualquer forma, um debate que diz respeito aos estudiosos e cientistas que querem desafiar-se nesta empresa. Acredito, todavia, que deve ser reiterado um princípio fundamental que deve guiar quem deseja tratar com método rigorosamente científico questões complexas como esta: é o princípio da neutralidade, porque se se parte de um preconceito e a pesquisa é orientada para demonstrá-lo, facilmente se chegará a confirmá-lo. Neste caso, não são mais os fatos que contam, mas as ideias pré-concebidas, frustrando assim aquela neutralidade própria da ciência em relação às convicções pessoais.

No entanto, tudo isso não afeta minimamente o significado espiritual e religioso do Sudário como um ícone da paixão e morte do Senhor, como o definiu o ensinamento dos Pontífices. Ninguém pode negar a evidência de que contemplar o Sudário é como ler as páginas do Evangelho que nos falam sobre a paixão e morte na cruz do Filho de Deus. Portanto o Sudário, que mesmo não sendo objeto da fé, ajuda porém a própria fé, porque abre o coração daqueles que se aproximam dele e o contemplam, para se tornarem conscientes do que foi a paixão de Jesus na cruz e, portanto, daquele amor maior que Ele nos demostrou ao sofrer terrível violência física e moral pela salvação do mundo todo. Esta sempre foi e continua sendo a razão pela qual milhões e milhões de fiéis de todo o mundo veneram, rezam e contemplam o Sudário e dele obtém esperança para sua vida cotidiana”.

Centro Internacional de Sindonologia
Também pronunciou-se em mérito, o vice-diretor do Centro Internacional de Sindonologia de Turim, Prof. Paolo Di Lazzaro. “O artigo publicado no Journal of forensic sciences refere-se aos experimentos realizados pelos proff. Borini e Garlaschelli em 2014, sobre os quais já se havia discutido na época, com a integração de novas tentativas experimentais. Mesmo contendo vários elementos de interesse, acredito que as modalidades pelas quais esses experimentos foram conduzidos, exigiriam integrações e atenções específicas para serem considerados cientificamente válidas e com alguma autoridade.

As medições de dosagem de sangue no laboratório são realizadas usando um voluntário com boas condições de saúde, em cuja pele limpa o sangue foi derramado contendo um anticoagulante. Estas condições de contorno são muito diferentes daquelas contidas no Sudário. Não levam em consideração a presença na pele do homem do Sudário de poeira, sujeira, suor, hematomas da flagelação e tampouco a acentuada viscosidade do sangue devido à forte desidratação. Não é possível pensar em reproduzir condições realistas do gotejamento de sangue no corpo de um crucificado sem considerar todos esses fatores que afetam significativamente o caminho do sangue escorrendo”.

FONTE
Vatican News
Federico Piana e Jackson Erpen 

Congresso Missionário Americano será concluído nesse sábado

jul 14, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

"Nestes dias de reflexão, oração e celebração da fé, percebemos a dor de tantos povos e a eles expressamos a nossa solidariedade e pesar às famílias em luto pelos seus mortos"

Cidade do Vaticano - Conclui-se neste sábado (14/7) em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, o V Congresso Missionário Americano (CAM V). O comunicado “Quando um membro sofre todo o corpo sofre” foi lido durante os trabalhos pelo Diretor Nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM) do Uruguai, padre Leonardo Rodriguez, expressando a proximidade a todas as Igrejas americanas, que sofrem por situações de violência e de pobreza em todo o Continente.

Reunidos sob o slogan da alegria evangélica – lê-se no início do texto enviado à Agência Fides – ouvimos o grito dos mais frágeis, que reflete, de modo particular, a violência, a exploração, a perseguição que espezinham a dignidade dos nossos irmãos. Nestes dias de reflexão, oração e celebração da fé, percebemos a dor de tantos povos e a eles expressamos a nossa solidariedade e pesar às famílias em luto pelos seus mortos. “América em Missão! O Evangelho é alegria”, foi o tema central do Congresso Missionário. Mas, a alegria é justiça, é verdade e respeito pelos direitos de todos.

Os participantes do Congresso expressaram também sua preocupação pela Venezuela, Nicarágua, Haiti, Honduras, onde os esquadrões causam morte e destruição.”Lamentamos pela situação dos refugiados e migrantes, que são obrigados a uma separação absurda e injusta das suas famílias, nas fronteiras de países como os EUA e México. Estas situações, muitas vezes, são circundadas pela indiferença e o silêncio”. O documento assim conclui: “Queridos amigos Congressistas e membros de todas as Igrejas da América: bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus! A oração, o perdão, a amizade fortalecem a nossa vocação comum, que é ser artesãos da paz! Amemos a verdade e a justiça, com coragem, que são os direitos de cada ser humano“.

FONTE
Vatican News
(Ag. Fides)

Coroinhas, em Roma, com o Papa

jul 12, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano - A 12ª Peregrinação Internacional dos Ministrantes terá lugar em Roma de 30 de julho a 3 de agosto, organizada pela Coetus Internationalis Ministrantium (CIM). Serão mais de 60 mil jovens e adolescentes provenientes de países europeus como Itália, França, Bélgica, Croácia, Luxemburgo, Áustria, Portugal, Romênia, Suíça, Sérvia, Eslováquia, República Tcheca, Ucrânia, Hungria, Polônia, mas também dos Estados Unidos, Antigua e Barbuda. “Busca a paz e vai ao seu encalço“(Salmo 33,15b) é o lema escolhido para o evento que terá seu ponto alto com a audiência com o Papa Francisco na Praça São Pedro, na terça-feira, 31 de julho.

Missa na Solenidade dos Santos Pedro e Paulo

Os jovens peregrinos estarão acompanhados pelo presidente do CIM, Dom Ladislav Nemet, presidente da Conferência Episcopal internacional Santos Cirilo e Metódio. Somente da Alemanha serão cerca de 50 mil os jovens, guiados pelo bispo de Passau, Dom Stefan Oster, presidente da Comissão episcopal para os jovens ministrantes. Em vista do encontro, foi criado o canal youtube no qual, nos últimos meses, numerosos jovens postaram o próprio clip, contendo declarações pessoais sobre temas sobre a paz, fé, serviço ao altar, peregrinações. Também foi criado o aplicativo goRome!, que une comunicação digital com elementos de pastoral juvenil, como por exemplo, o jogo de aventura dedicado ao Santo Padroeiro dos coroinhas, São Tarcísio, ou textos contendo reflexões educativas e espirituais, além, naturalmente, de uma seção com todas as informações concernentes a viagem a Roma.

 

FONTE
Vatican News
(Agência Sir)

 

Papa confirma ida ao Panamá em 2019

jul 10, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano – A Sala de Imprensa da Santa Sé confirmou a presença do Papa Francisco na Jornada Mundial da Juventude do Panamá, em 2019. Na breve declaração assinada pelo Diretor Greg Burke, lê-se que o Pontífice acolhe o convite do governo e dos bispos panamenhos e visitará o país de 23 a 27 de janeiro de 2019.

Papa Francisco em Bari

Rio, Cracóvia e Panamá
Será a 3ª JMJ do Papa Francisco, depois do Rio de Janeiro em 2013 e Cracóvia em 2016. Ao se realizar no mês janeiro, tendo em conta o verão austral, o encontro no Panamá deverá ter menos afluência europeia, mas uma participação mais forte dos países da América Latina, e especialmente da América Central.

Viagens apostólicas
O Panamá será a 9ª nação latino-americana visitada pelo Papa Francisco, depois do Brasil em 2013, Bolívia, Equador, Paraguai e Cuba em 2015, México em 2016 e Chile e Peru em 2018. O Pontífice ainda não regressou à Argentina, seu país natal. Enquanto isso, no momento, o programa de viagens apostólicas do Papa no segundo semestre de 2018 está focado na Europa, com uma visita à Irlanda em 25 e 26 de agosto, e uma outra aos países bálticos (Lituânia, Estônia, Letônia ) de 22 a 25 de setembro.

Fonte
Vatican News

ANGELUS | “A falta de fé é um obstáculo à graça de Deus”, disse o Papa Francisco

jul 8, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano - Devemos nos esforçar para abrir o coração e a mente, para acolher a realidade divina que vem ao nosso encontro: este foi o convite que o Papa Francisco fez este domingo (08/07) ao rezar com os fiéis e peregrinos na Praça S. Pedro a oração do Angelus.

Um profeta só não é estimado em sua pátria
Em sua alocução, o Pontífice comentou o Evangelho do dia, em que Jesus volta a Nazaré e começa a ensinar na sinagoga. Desde que havia ido embora e iniciado a pregar nos povoados e nos vilarejos das redondezas, não tinha mais regressado à sua pátria. Portanto, toda a cidadezinha se reuniu para ouvir Jesus. Mas aquilo que se anunciava um sucesso, se transformou numa “clamorosa rejeição”, a ponto que Jesus não pôde realizar nenhum milagre, mas somente curar alguns doentes. Jesus utiliza uma expressão que se tornou proverbial: “Um profeta só não é estimado em sua pátria“.

Papa Francisco reza a oração mariana do Angelus

Escândalo da encarnação
O Papa explica essa transformação dos habitantes de Nazaré porque eles fazem uma comparação entre a humilde origem de Jesus e as suas capacidades atuais: de um carpinteiro sem estudos, se torna um pregador melhor que os escribas. E ao invés de se abrirem à realidade, se escandalizam. “É o escândalo da encarnação: o evento desconcertante de um Deus feito carne, que pensa com a mente de um homem, trabalha e atua com as mãos de um homem, ama com coração de homem, um Deus que fadiga, come e dorme como um de nós.” O Filho de Deus, prosseguiu o Papa, inverte todo esquema humano: não são os discípulos que lavam os pés ao Senhor, mas é o Senhor que lava os pés aos discípulos. “Este é um motivo de escândalo e de incredulidade em todas as épocas, inclusive hoje.”

Vida coerente
Ao invés, todo cristão é chamado a aprofundar esta pertença fundamental, buscando testemunhá-la com uma conduta de vida coerente, cujo fio condutor é a caridade. “Peçamos ao Senhor, por intercessão da Virgem Maria, que dissolva a dureza dos corações e a limitação da mente, para que estejamos abertos à sua graça, à sua verdade e à sua missão de bondade e de misericórdia, que é endereçada a todos, sem qualquer exclusão.

 

FONTE 
Bianca Fraccalvieri 
Vatican News

LAUDATO SI | “Unir as forças para salvar a Terra antes que seja tarde”

jul 6, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano – É hora de responder concretamente ao apelo do Papa Francisco pela defesa de nossa casa comum, antes que seja tarde demais. Foi o que sublinhou o cardeal Pietro Parolin no encontro aberto na manhã desta quinta-feira, 6, na Sala Nova do Sínodo, no Vaticano, promovido pelo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, por ocasião do terceiro aniversário de Laudato si’. O secretário de Estado Vaticano sublinhou como, desde a sua publicação, a Encíclica tenha recebido grande apoio tanto dos crentes – não apenas dos cristãos – como da comunidade científica. E enfatizou o tema da ecologia integral e da interdependência, que estão no centro do documento papal.

Cardeal Parolin pronunciou-se no primeiro dia do encontro internacional Saving our Common Home and the Future of Life on Earth

Cuidado ambiental e justiça para os pobres caminham juntos
Em seu discurso, o cardeal Parolin destacou três pontos em particular. Antes de tudo, observou, a Laudato si sublinha de forma inequívoca como “a situação do nosso planeta hoje é precária”. O perigo é, de fato, o “colapso” de nossa casa comum, que garante a nossa e todas as outras formas de vida. O segundo ponto da Encíclica retomado pelo cardeal Parolin, é precisamente a ecologia integral. Para Francisco, “a ecologia humana e a natural são inseparáveis”. Eis porque, advertiu ele, “cuidar do meio ambiente, justiça para os pobres, compromisso com a sociedade e a paz interior” também devem ser inseparáveis. Tudo para o Papa – reiterou ele – está “interligado” e, portanto, “o grito da terra está intimamente ligado ao grito dos pobres”. Todos, foi o apelo do secretário de Estado vaticano, somos portanto chamados a “unir-nos no esforço para salvar nossa casa comum”.

Mudar a direção do progresso econômico para evitar uma catástrofe
O terceiro ponto, sobre o qual o cardeal referiu-se, é a dimensão espiritual oferecida pela Laudato si à questão ecológica. Uma dimensão condensada no “evangelho” da criação ao qual é dedicado o segundo capítulo da Encíclica. Para Francisco, recordou o cardeal Parolin, deve haver uma relação harmoniosa do homem com Deus, com o próximo e com a mãe Terra. Os males que vemos também em detrimento do meio ambiente, continuou, são o resultado da “violência presente em nossos corações”. E alertou para a exploração do meio ambiente e da “cultura do descarte”, que estão levando a criação “à beira da catástrofe”. Por isso, é urgente “mudar a direção do progresso, a maneira de administrar nossa economia e nosso modo de vida”.

Laudato torna-se a bússola do caminho em defesa da Terra
A doutrina católica sobre a criação, acrescentou, “não considera o mundo como um incidente causal”, mas como um “ato intencional de Deus que o ofereceu aos seres humanos como um presente”. Um presente a ser preservado, “não para ser dominado e devastado”. É sob esta luz, disse o cardeal Parolin, que é facilmente entendido porque o Papa Francisco está tão preocupado ao mesmo tempo “pelos pobres e pela natureza”. Estamos todos conscientes, concluiu ele, de quão difícil é o caminho a ser percorrido”, mas temos uma boa bússola que nos guia: a Encíclica Laudato si”.

Nossa geração tem imensa responsabilidade pelo futuro da humanidade
O cardeal Peter Turkson também falou sobre o drama da situação. “A nossa comum casa planetária – advertiu – está caindo em ruínas” e o tempo para agir “está expirando”. O prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral advertiu então que, se não mudarmos nosso sistema econômico hoje, “condenaremos as futuras gerações” e, em última instância, o futuro da própria Terra. É por isso que, disse o cardeal ganense, a geração atual tem uma “imensa responsabilidade para salvar nossa casa comum” e é por essa razão, acrescentou, que a Santa Sé com este encontro desejava envolver a todos: desde líderes religiosos e cientistas, de expoentes políticos a representantes da sociedade civil. O compromisso, disse o cardeal Turkson, é criar uma “rede mundial de pessoas” que levem com paixão o compromisso de proteger o meio ambiente. “Se esta geração não agir – disse o teólogo irlandês Sean McDonagh – nenhuma geração futura será capaz de reparar os danos que esta geração causou ao planeta”.

FONTE
Alessandro Gisotti
Vatican News

Papa aos novos Cardeais: “quem quiser ser o primeiro entre vós, faça-se o servo de todos”

jun 28, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano - O Papa Francisco presidiu, na tarde desta quinta-feira (28/06), na Basílica de São Pedro, no Vaticano, o Consistório Ordinário Público para a criação de catorze novos cardeais. O Pontífice iniciou a sua homilia, com a seguinte passagem do Evangelho de Marcos: “Estavam a caminho, subindo para Jerusalém. Jesus ia na frente deles. O início desta passagem paradigmática de Marcos sempre nos ajuda a ver como o Senhor cuida do seu povo com uma pedagogia incomparável. No caminho para Jerusalém, Jesus não Se esquece de preceder os seus.

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Francisco frisou que “Jerusalém representa a hora das grandes resoluções e decisões. Todos sabemos que, na vida, os momentos importantes e cruciais deixam falar o coração e manifestam as intenções e as tensões que vivem em nós. Tais encruzilhadas da existência nos interpelam e fazem surgir questões e desejos nem sempre transparentes do coração humano; é o que nos mostra, com grande simplicidade e realismo, o texto do Evangelho que acabamos de ouvir.

Não aos ciúmes, invejas e intrigas
Em contraponto ao terceiro e mais duro anúncio da Paixão, o Evangelista não teme desvendar alguns segredos do coração dos discípulos: busca dos primeiros lugares, ciúmes, invejas, intrigas, ajustes e acordos; esta lógica não só desgasta e corrói a partir de dentro as relações entre eles, mas os fecha e envolve em discussões inúteis e de pouca importância. Entretanto Jesus não Se detém nisso, mas continua adiante, os precede e diz-lhes vigorosamente: ‘Não deve ser assim entre vós. Quem quiser ser grande entre vós, faça-se vosso servo’. Com este comportamento, o Senhor procura centrar de novo o olhar e o coração de seus discípulos, não permitindo que discussões estéreis e autorreferenciais tenham espaço na comunidade. Que adianta ganhar o mundo inteiro, se se fica corroído por dentro? Que adianta ganhar o mundo inteiro, se todos vivem prisioneiros de asfixiantes intrigas que secam e tornam estéril o coração e a missão? Nesta situação – como alguém observou –, poder-se-iam já vislumbrar as intrigas de palácio, mesmo nas cúrias eclesiásticas”, disse ainda o Papa.

A missão
Não deve ser assim entre vós”: é a resposta do Senhor, que constitui primeiramente um convite e uma aposta para recuperar o que há de melhor nos discípulos e, assim, não se deixarem arruinar e se prender por lógicas mundanas que afastam o olhar daquilo que é importante. ‘Não deve ser assim entre vós’: é a voz do Senhor que salva a comunidade de se fixar demasiado em si mesma, em vez de dirigir o olhar, os recursos, as expectativas e o coração para o que conta, a missão. Deste modo, Jesus nos ensina que a conversão, a transformação do coração e a reforma da Igreja são feitas, e sempre devem ser, em chave missionária, pois pressupõem que se deixe de olhar e cuidar dos interesses próprios para olhar e cuidar dos interesses do Pai.

A conversão dos nossos pecados, dos nossos egoísmos não é nem será jamais um fim em si mesma, mas visa principalmente crescer em fidelidade e disponibilidade para abraçar a missão; e isto de tal maneira que na hora da verdade, especialmente nos momentos difíceis dos nossos irmãos, estejamos claramente dispostos e disponíveis para acompanhar e acolher a todos e cada um e não nos transformemos em ótimos repelentes por termos vistas curtas ou, pior ainda, por estarmos pensando e discutindo entre nós quem será o mais importante”, disse ainda o Papa. E, assim, começam a crescer o ressentimento, a tristeza e a aversão. Pouco a pouco diminui o espaço para os outros, para a comunidade eclesial, para os pobres, para escutar a voz do Senhor. Deste modo perde-se a alegria, e o coração acaba na aridez.

“’Não deve ser assim entre vós – diz o Senhor – (…) e quem quiser ser o primeiro entre vós, faça-se o servo de todos’. É a bem-aventurança e o magnificat que somos chamados a entoar todos os dias. É o convite que o Senhor nos faz, para não esquecermos que a autoridade na Igreja cresce com esta capacidade de promover a dignidade do outro, ungir o outro, para curar as suas feridas e a sua esperança tantas vezes ofendida. É lembrar que estamos aqui porque fomos enviados para ‘anunciar a Boa-Nova aos pobres, proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; para mandar em liberdade os oprimidos, para proclamar um ano favorável da parte do Senhor’.”

Colocar-se aos pés dos outros para servir a Cristo
Amados irmãos cardeais e novos cardeais! Estando nós na estrada para Jerusalém, o Senhor caminha à nossa frente para nos lembrar mais uma vez que a única autoridade crível é a que nasce do se colocar aos pés dos outros para servir a Cristo. É a que deriva de não esquecer que Jesus, antes de inclinar a cabeça na cruz, não teve medo de Se inclinar diante dos discípulos e lavar os seus pés. Esta é a mais alta condecoração que podemos obter, a maior promoção que nos pode ser dada: servir Cristo no povo fiel de Deus, no faminto, no esquecido, no recluso, no doente, no toxicodependente, no abandonado, em pessoas concretas com as suas histórias e esperanças, com os seus anseios e decepções, com os seus sofrimentos e feridas. Só assim a autoridade do pastor terá o sabor do Evangelho e não será «como um bronze que soa ou um címbalo que retine» (1 Cor 13, 1). Nenhum de nós deve se sentir ‘superior’ aos outros. Nenhum de nós deve olhar os outros de cima para baixo; só podemos olhar assim uma pessoa, quando a ajudamos a se levantar.

Testamento espiritual de São João XXIII
“Gostaria de recordar convosco uma parte do testamento espiritual de São João XXIII que, já adiantado no caminho, pôde dizer: «Nascido pobre, mas de gente honrada e humilde, sinto-me particularmente feliz por morrer pobre, tendo distribuído, segundo as várias exigências e circunstâncias da minha vida simples e modesta a serviço dos pobres e da Santa Igreja que me alimentou, tudo o que me chegou às mãos – em medida, aliás, muito limitada – durante os anos do meu sacerdócio e do meu episcopado. Aparências de fartura encobriram, muitas vezes, espinhos ocultos de pobreza aflita que me impediram de dar mais do que eu gostaria. Agradeço a Deus por esta graça da pobreza, de que fiz voto na minha juventude, pobreza de espírito, como Padre do Sagrado Coração, e pobreza real; e por me sustentar para nunca pedir nada, nem lugares, nem dinheiro, nem favores, nunca, nem para mim nem para os meus parentes ou amigos» (29 de junho de 1954).”

 

FONTE 
Vatican News

Dia Internacional de Apoio às Vítimas de Tortura: “Convido os cristãos a se empenharem para colaborar à sua abolição e apoiar as vítimas e seus familiares”.

jun 26, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano - A Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou 26 de junho Dia Internacional de Apoio às Vítimas de Tortura. A ONU sempre condenou a tortura como um dos atos mais vis cometidos por seres humanos contra seus semelhantes. Segundo o Direito Internacional, trata-se de um crime que não pode ser justificado em nenhuma circunstância. Isso se aplica a todos os membros da comunidade internacional, independentemente do fato de que o Estado tenha ou não ratificado tratados internacionais em que a tortura é expressamente proibida. Não obstante o Direito Internacional e a Declaração Universal dos Direitos Humanos, ainda hoje esta prática se verifica em muitas prisões ou como arma de guerra.

2018.05.19 Concistoro per Cause dei Santi Vaticano Papa Francesco

A condenação do Papa
No decorrer do seu pontificado, o Santo Padre foi contundente ao condenar esse crime. “Torturar as pessoas é um pecado mortal, é um pecado muito grave”, disse no Angelus de 22 de junho de 2014. “Convido os cristãos a se empenharem para colaborar à sua abolição e apoiar as vítimas e seus familiares”.

A visita do Pontífice a Auschwitz
Durante a sua viagem à Polônia, assim se expressou: “A crueldade não acabou em Auschwitz e Birkenau. Hoje, pessoas são torturadas. Muitos prisioneiros são torturados para que falem, terrível, hoje há homens e mulheres que vivem como animais em prisões superlotadas”.

Combate e prevenção à tortura
No Brasil, a Pastoral Carcerária tem um trabalho de combate e prevenção à tortura em todos seus aspectos: físico, psicológico, social e espiritual. Um dos resultados deste trabalho de denúncia foi o relatório Tortura em Tempos de Encarceramento em Massa, lançado em 2016. O relatório é resultado de dois anos de acompanhamento e análise de 105 casos de torturas que foram denunciados pela Pastoral Carcerária, além de uma experiência de monitoramento em 19 unidades prisionais no Estado de São Paulo que abrigam presos provisórios.

Tortura não é exceção, e sim a regra
O estudo mostra que a tortura no Brasil continua extremamente viva e presente, e que a quase totalidade da população carcerária brasileira se encontra em condições desumanas e de absoluta ilegalidade; sendo assim, não seria equivocado afirmar que nunca antes tantos brasileiros privados de liberdade foram expostos à tortura. Todas as denúncias dos 105 casos de tortura presentes no relatório foram arquivadas pelo Ministério Público.

Para o Padre Valdir Silveira, coordenador nacional da Pastoral Carcerária, isso mostra que a tortura não é exceção, e sim a regra do sistema carcerário. “O sistema carcerário do Brasil é caracterizado por produzir massacres, torturas e mortes. É um sistema criado para deixar a pessoa doente. Quando uma pessoa se adapta ao sistema carcerário, quer dizer que ela é imprópria para viver na sociedade, porque ela se adaptou a um ambiente que tirou toda sua individualidade, criatividade e habilidade de agir como um ser humano racional”.

FONTE 
Vatican News

ANGELUS | A mensagem do Papa Francisco

jun 24, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano - O Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus, deste domingo (24/06), Solenidade da Natividade de São João Batista, com os fiéis e peregrinos de várias partes do mundo, presentes na Praça São Pedro. O nascimento de João Batista “é o evento que ilumina a vida de seus pais Isabel e Zacarias, e envolve os parentes e vizinhos na alegria e estupor. Esses pais idosos sonharam e prepararam aquele dia, mas agora não o esperavam mais. Sentiam-se excluídos, humilhados e desiludidos: não tinham filhos. Diante do anúncio do nascimento de um filho, Zacarias ficou incrédulo, porque as leis naturais não o permitiam: eram idosos. Consequentemente, o Senhor o tornou mudo durante todo o tempo da gestação”, frisou o Papa.

Papa Francisco no Angelus deste domingo

Confiar e se calar diante do mistério de Deus
É um sinal, mas Deus não depende de nossas lógicas e capacidades humanas limitadas. É preciso aprender a confiar e a se calar diante do mistério de Deus e a contemplar na humildade e no silêncio a sua obra, que se revela na história e que muitas vezes supera a nossa imaginação.” Agora que o evento se cumpre e Isabel e Zacarias experimentam que “para Deus nada é impossível”, grande é a sua alegria. “O Evangelho deste domingo anuncia o nascimento e depois se detém no momento da imposição do nome ao menino”, sublinhou Francisco. “Isabel escolhe um nome estranho à tradição familiar e diz: ‘Ele vai chamar-se João’, dom gratuito e inesperado, porque João significa ‘Deus fez a graça’. Este menino será arauto, testemunha da graça de Deus para os pobres que esperam com fé humilde a sua salvação.” Zacarias confirma inesperadamente a escolha daquele nome, escrevendo-o numa tabuinha, porque estava mudo, e ‘no mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus’.

Estupor, surpresa e gratidão
O nascimento de João Batista é circundado de uma sensação alegre de estupor, surpresa e gratidão. “Estupor, surpresa e gratidão. As pessoas ficaram tomadas pelo temor santo de Deus, e ‘a notícia espalhou-se por toda a região montanhosa da Judéia’.

Segundo o Papa, “o povo fiel entende que aconteceu algo de grande, embora humilde e escondido, e se pergunta: ‘O que virá a ser este menino?’ O povo fiel de Deus é capaz de viver a fé com alegria, com a sensação de estupor, surpresa e gratidão. Olhemos para as pessoas que falavam bem sobre esse fato maravilhoso, sobre esse milagre do nascimento de João, e faziam isso com alegria, estavam felizes, sentiam estupor, surpresa e gratidão. Olhando para isso, perguntemo-nos: como anda a minha fé? É uma fé alegre ou uma fé sempre igual, uma fé plana? Fico surpreso quando vejo as obras do Senhor, quando ouço falar de evangelização ou da vida de um santo, ou quando vejo muitas pessoas boas: sinto a graça dentro ou nada se mexe dentro do meu coração? Sinto o consolo do Espírito ou estou fechado?” “Perguntemo-nos, cada um de nós, no exame de consciência: como está a minha fé? É alegre? É aberta às surpresas de Deus? Porque Deus é o Deus das surpresas. Experimentei na alma a sensação de estupor que a presença de Deus dá, o senso de gratidão? Pensemos nessas palavras que foram de ânimo para a fé: alegria, sensação de estupor, surpresa e gratidão”, disse o Papa.

Família, um santuário da vida
Francisco concluiu, pedindo à “Virgem Maria para que nos ajude a entender que em cada ser humano existe a marca de Deus, fonte da vida”. Que Maria, Mãe de Deus e nossa, “nos torne cada vez mais conscientes de que na gestação de um filho os pais agem como colaboradores de Deus. Uma missão realmente sublime que faz de toda família um santuário da vida e desperta, todo nascimento de um filho, a alegria, o estupor e a gratidão”.

FONTE
Vatican News

ENCONTRO HISTÓRICO: Francisco reza pelo diálogo entre Trump e Kim Jong-un

jun 11, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano - O Papa Francisco disse esperar que a cúpula que reunirá o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e o presidente estadunidense, Donald Trump, em Singapura na próxima terça-feira (12/06) contribua para a paz na península coreana e em todo o mundo.

Após a tradicional Oração do Angelus na sacada do Palácio Pontifício, Francisco se referiu à histórica reunião de Singapura, onde pela primeira vez se reunirão os governantes dos dois países. “Que possa contribuir ao desenvolvimento de um caminho positivo, que assegure um futuro de paz para a península e o mundo inteiro“. Na sequência, Francisco convidou os fiéis a rezarem “à Virgem Rainha da Coreia para que acompanhe as negociações”.

20 mil participaram do Angelus neste domingo (10/06)

História
O Pontífice, que visitou a Coreia do Sul em agosto de 2014, enviou diversas mensagens por ocasião das diferentes reuniões e gestos realizados em vistas da pacificação da península. As duas Coreias estão separadas desde agosto de 1945, quando Estados Unidos e União Soviética concordaram em dividir o país no 38º paralelo: os estadunidenses ocupariam a parte sul, os soviéticos, a norte. Mesmo tendo sido feitas várias tentativas para levar à reunificação, a divisão se perpetuou e hoje, a fronteira é uma das mais hostis e pesadamente militarizadas do mundo. E o povo continua dividido em dois.

FONTE 
Vatican News

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