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“Tenham confiança na escola e nos professores”, disse o Papa

set 8, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa Francisco durante visita à Escola 'Elisa Scala' de Roma, em maio passado

Cidade do Vaticano – O Papa Francisco recebeu em audiência, na última sexta-feira (07/09), na Sala Paulo VI, no Vaticano, cerca de mil e quatrocentos membros da Associação Italiana de Pais que este ano completa seu 50º aniversário. Segundo o Pontífice, o encontro foi uma ocasião importante para confirmar o compromisso dos pais em prol da família e da educação. Um compromisso levado adiante “segundo os princípios da ética cristã a fim de que a família seja cada vez mais reconhecida e protagonista na vida social”.

Escola, parceira da família na educação
A Associação Italiana de Pais emprega suas energias na ajuda aos genitores em sua tarefa educacional, especialmente no que diz respeito à escola, “parceira principal da família na educação dos filhos. O que vocês fazem nesse campo é realmente louvável. Hoje, quando se fala de aliança educacional entre escola e família, se fala, sobretudo, para denunciar a sua falha: a família não aprecia mais, como anos atrás, o trabalho dos professores que sentem a presença dos pais nas escolas como uma intromissão, deixando-os à margem ou considerando-os adversários.” Segundo o Papa, “para mudar essa situação é preciso que alguém faça o primeiro passo, vencendo o medo do outro e estendendo a mão com generosidade”.

Confiar na escola e nos professores
Francisco incentivou os pais a cultivar e alimentar sempre a confiança na escola e nos professores. “Sem eles vocês correm o risco de permanecerem sozinhos na ação educacional e serem cada vez menos capazes de enfrentar os novos desafios educacionais que vêm da cultura atual, da sociedade, dos meios de comunicação e das novas tecnologias. Os professores são como vocês, comprometidos todos os dias com o serviço educacional de seus filhos. Se é certo reclamar sobre os possíveis limites de sua ação, é nosso dever estimá-los como os aliados mais preciosos na tarefa educacional promovida juntos.

A escola também precisa dos pais
A escola também precisa dos pais “e não pode alcançar seus objetivos sem realizar um diálogo construtivo com aqueles que têm a responsabilidade primária do crescimento de seus alunos”. Recordando um trecho de sua Exortação apostólica pós-sinodal “Amoris laetitia”, o Papa ressaltou que a “escola não substitui os pais; serve-lhes de complemento. Este é um princípio básico: «qualquer outro participante no processo educativo não pode operar senão em nome dos pais, com o seu consenso e até mesmo por seu encargo».

Compromisso da Igreja com a educação
A seguir, o Papa citou um provérbio africano que diz: “Para educar uma criança é necessária uma aldeia.” Portanto, na educação escolar não pode faltar a colaboração entre as várias componentes da comunidade educacional. Francisco convidou os pais a sentirem a proximidade da Igreja na missão de educar seus filhos e tornar a sociedade uma família, a fim de que toda pessoa seja acolhida, acompanhada e orientada aos valores verdadeiros, capaz de dar o melhor de si para o crescimento comum.

FONTE
Vatican News

Papa: Domingo é dia de fazer as pazes com a vida

set 5, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa Francisco na Audiência Geral

Cidade do Vaticano - O verdadeiro sentido do repouso. Dando continuidade a sua série de catequeses sobre o Decálogo, o Papa falou nesta quarta-feira aos mais de 13 mil fiéis presentes na Praça São Pedro sobre o repouso como “momento de contemplação e louvor”, “é a bênção da realidade”. Francisco recordou ainda a necessidade de nos reconciliarmos com nossa própria história, pois a verdadeira paz, não é mudá-la, mas dar as boas-vindas e valorizá-la.”

“O dia do repouso” de que fala o Livro do Êxodo “parece um mandamento fácil de ser cumprido – observa – mas é uma impressão errada”, pois “existe o repouso falso e o repouso verdadeiro. Como reconhecê-los?”, pergunta o Papa. “A sociedade de hoje está sedenta por entretenimento e férias. A indústria da distração – escutem bem, a indústria da distração – é muito florescente e a publicidade desenha o mundo ideal como um grande parque de diversões onde todos se divertem. O conceito de vida dominante hoje não tem o centro de gravidade em atividade e compromisso, mas na evasão. Ganhar dinheiro para divertir-se, satisfazer-se. A imagem-modelo é a de uma pessoa de sucesso que pode permitir-se amplos e diversos espaços de prazer”.

Divertimento que não é repouso
“Mas essa mentalidade – chama a atenção o Santo Padre –  desliza para a insatisfação de uma existência anestesiada pelo divertimento que não é repouso, mas alienação e fuga da realidade. O homem nunca repousou tanto quanto hoje, e ao mesmo tempo o homem nunca experimentou tanto vazio como hoje! As possibilidades de divertir-se, sair, cruzeiros, viagens. Tanta coisa…não te dão a plenitude do coração, mais ainda, não te dão repouso.” Neste sentido, as palavras dos Decálogo lançam uma luz sobre o que é o repouso. “O mandamento – explica o Papa – tem um elemento peculiar: fornece uma motivação. O repouso no nome do Senhor tem um motivo preciso”. Depois de ter trabalhado por seis dias, no sétimo repousou, “por isso o Senhor abençoou o dia de sábado e o consagrou”.

Dia da contemplação e da bênção
Ou seja, no sétimo dia, “inicia o dia do repouso, que é a alegria de Deus por aquilo que criou. É o dia da contemplação e da bênção”. Assim, o repouso segundo este mandamento é “o momento da contemplação, do louvor, não da evasão. É o tempo para olhar a realidade e dizer: como é bela a vida!”. Assim, “ao repouso como fuga da realidade, o Decálogo opõe o repouso como bênção da realidade”: “Para nós, cristãos, o centro do Dia do Senhor, o domingo, é a Eucaristia, que significa “ação de graças”. É o dia para dizer a Deus: obrigado, obrigado Senhor, obrigado pela vida, pela sua misericórdia, por todos os seus dons. O domingo não é o dia para esquecer os outros dias, mas para recordá-los, abençoá-los e fazer as pazes com a vida, fazer as pazes com a vida. Tantas pessoas, tantas, que têm a possibilidade de divertir-se, e não vivem em paz com a vida. Domingo é dia de fazer as pazes com a vida dizendo: a vida é preciosa! Não é fácil, às vezes é doloroso, mas é preciosa”.

Reconciliar-se com a própria história
Ser introduzido no repouso autêntico é uma obra de Deus em nós, afirma o Papa,  mas exige que nos afastemos da maldição e do seu encanto. Inclinando o coração para a infelicidade, de fato, enfatizar as razões do descontentamento é muito fácil. Bênção e alegria implicam uma abertura para o bem que é um movimento adulto do coração. O bem é afável e nunca se impõe. Deve ser escolhido: “A paz se escolhe, não pode ser imposta e não pode ser encontrada por acaso. Afastando-se das dobras amargas de seu coração, o homem tem necessidade de fazer as pazes com aquilo de que ele foge. É necessário reconciliar-se com a própria história, com fatos que não se aceitam, com as partes difíceis da existência. A verdadeira paz, de fato, não é mudar a própria história, mas dar as boas-vindas e valorizá-la, assim como aconteceu.”

O Pontífice recorda que muitas vezes encontramos cristãos doentes e que nos consolam “com uma serenidade que não é encontrada nos alegres e hedonistas”. Da mesma forma, “vimos pessoas humildes e pobres alegrarem-se por pequenas graças, com uma felicidade que sabia de eternidade”.

A vida torna-se bela quando começamos a pensar bem dela
Maria fez a escolha pela vida, que tornou-se o seu “fiat”, “uma abertura ao Espírito Santo que nos coloca nas pegadas de Cristo, Aquele que se entrega ao Pai no momento mais dramático e assim segue o caminho que leva à ressurreição. A vida se torna bela – disse o Papa ao concluir – “quando se começa a pensar bem dela, seja qual for a nossa história (…) quando o coração está aberto à Providência e o que o Salmo diz é verdade: “Somente em Deus repousa a minha alma”.

FONTE 
Jackson Verpen 
Vatican News

REFLEXÃO | O coração do homem é como um “campo de batalha”, disse o Papa

set 4, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

2018.09.04 Messa Santa Marta

Cidade do Vaticano - O coração do homem é como um “campo de batalha”, onde se enfrentam dois “espíritos” diferentes: um, o de Deus, nos leva “às boas obras, à caridade e à fraternidade”, o outro, o do mundo, nos impulsiona “em direção à vaidade, ao orgulho, à suficiência e às fofocas”. Foi o que destacou o Papa Francisco, celebrando a Missa na Casa Santa Marta. O ponto de partida das reflexões do Pontífice foi a Primeira Leitura, em que o “apóstolo Paulo ensina aos Coríntios o caminho para ter o pensamento de Cristo”, um caminho marcado pelo abandono ao Espírito Santo. De fato, é o Espírito Santo que nos leva a “conhecer Jesus”, a ter os seus mesmos “sentimentos”, a compreender o “coração”.

A eterna luta entre bem e mal
Francisco recordou que o homem deixado às suas forças não compreende as coisas do Espírito: “Existem dois espíritos, duas modalidades de pensar, de sentir, de agir: o que me leva ao Espírito de Deus e o que me leva ao espírito do mundo. E isso acontece na nossa vida: nós todos temos esses dois ‘espíritos’, digamos assim. O Espírito de Deus nos leva às boas obras, à caridade, à fraternidade, a adorar Deus, a conhecer Jesus, a fazer tantas obras boas de caridade, a rezar: isso. E o outro espírito do mundo, que nos leva em direção à vaidade, ao orgulho, à suficiência e à fofoca: um caminho completamente diferente. O nosso coração – dizia um santo – é como um ‘campo de batalha, um campo de guerra onde esses dois espíritos combatem”.

Vencer as tentações como Jesus
Na vida cristã”, portanto, “se deve combater para deixar espaço ao Espírito de Deus” e “expulsar o espírito do mundo”. E um “exame de consciência” diário, sugeriu o Pontífice, ajuda a “identificar as tentações”, a esclarecer como atuam essas forças contrapostas. “É muito simples: temos este grande dom, que é o Espírito de Deus, mas somos frágeis, somos pecadores e temos também a tentação do espírito do mundo. Neste combate espiritual, nesta guerra do espírito, é preciso ser vencedores como Jesus”.

Não animais, mas Filhos de Deus
Todas as noites, concluiu o Papa, o cristão deveria repensar o dia transcorrido para verificar se prevaleceu a “vaidade” e a “soberba” ou se conseguiu imitar o Filho de Deus. “Conhecer o que acontece no coração. Se nós não fizermos isso, se nós não soubermos o que acontece no nosso coração – e isso não o digo eu, o diz a Bíblia – somos como os ‘animais que não entendem nada’, vão avante com o instinto. Mas nós não somos animais, somos Filhos de Deus, batizados com o dom do Espírito Santo. Por isso, é importante entender o que aconteceu hoje no meu coração. Que o Senhor nos ensine a fazer sempre, todos os dias, o exame de consciência”.

FONTE
Barbara Castelli
Vatican News

ANGELUS | “Façamos um exame de consciência para ver como acolhemos a Palavra de Deus”

set 2, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Pope Francis' Angelus Prayer

Cidade do Vaticano - O Papa Francisco inspirou sua alocução – que precede a oração do Angelus – no Evangelho de São Marcos proposto pela liturgia do dia, onde fala da hipocrisia. Eis a íntegra:

Queridos irmãos e irmãs, bom dia! neste domingo, retomamos a leitura do Evangelho de Marcos. Na passagem de hoje (cf. Mc 7,1-8,14-15.21-23), Jesus aborda um tema importante para todos nós crentes: a autenticidade de nossa obediência à Palavra de Deus, contra toda contaminação mundana ou formalismo legalista. A narrativa começa com a objeção que os escribas e os fariseus dirigem a Jesus, acusando os seus discípulos de não seguirem os preceitos rituais segundo as tradições. Deste modo, os interlocutores pretendiam atingir a confiabilidade e autoridade de Jesus como Mestre, porque diziam: “Mas este mestre deixa que os seus discípulos não cumpram as prescrições da tradição”.

Mas Jesus responde forte e responde dizendo: “Bem profetizou Isaías sobre vós, hipócritas, como está escrito:” Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. Em vão me prestam culto, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens”. Assim disse Jesus. Palavras claras e fortes! Hipócrita é, por assim dizer, um dos adjetivos mais fortes que Jesus usa no Evangelho e o pronuncia dirigindo-se aos mestres da religião: doutores da lei, escribas… “Hipócrita”, diz Jesus.

De fato, Jesus quer sacudir os escribas e os fariseus do erro em que eles caíram, e qual é este erro? O de desvirtuar a vontade de Deus negligenciando seus mandamentos para observar as tradições humanas. A reação de Jesus é severa porque é grande o que está em jogo: trata-se da verdade da relação entre o homem e Deus, da autenticidade da vida religiosa. O hipócrita não é autêntico. Também hoje o Senhor nos convida a fugir do perigo de dar mais importância à forma que à substância. Ele nos chama a reconhecer, sempre de novo, aquele que é o verdadeiro centro da experiência da fé, isto é, o amor de Deus e o amor ao próximo, purificando-a da hipocrisia do legalismo e do ritualismo.

A mensagem do Evangelho hoje também é reforçada pela voz do apóstolo Tiago, que nos diz em síntese como deve ser a verdadeira religião e diz assim: a verdadeira é “visitar os órfãos e as viúvas no sofrimento e não se deixar contaminar por este mundo. Visitar órfãos e viúvas” significa praticar a caridade com o próximo, começando pelos mais necessitados, os mais frágeis, os mais marginalizados. São as pessoas de quem Deus cuida de forma especial e pede a nós para fazer o mesmo.

Não deixar-se contaminar por este mundo” não significa isolar-se e fechar-se à realidade. Não! Também aqui não deve ser uma atitude externa, mas interior, de substância: significa vigilar para que o nosso modo de pensar e agir não seja poluído pela mentalidade mundana, isto é, pela vaidade, avareza, soberba. Na realidade, um homem, uma mulher, que vive na vaidade, na avareza, na soberba e ao mesmo tempo acredita e se mostra como religioso e até mesmo chega a condenar os outros é um hipócrita.

Façamos um exame de consciência para ver como acolhemos a Palavra de Deus. No domingo a escutamos na missa. Se a escutarmos de maneira distraída ou superficial, ela não nos servirá muito. Em vez disso, devemos acolher a Palavra com mente e coração abertos, como um terreno bom, para que seja assimilada e produza frutos na vida concreta. Jesus diz que a Palavra de Deus é como o trigo, é uma semente que deve crescer nas obras concretas. Assim a própria Palavra nos purifica o coração e as ações e a nossa relação com Deus e com os outros é libertada da hipocrisia. Que o exemplo e a intercessão da Virgem Maria nos ajudem a honrar sempre o Senhor com o coração, testemunhando o nosso amor por ele nas escolhas concretas para o bem dos irmãos.

FONTE 
Vatican News

1º DE SETEMBRO: Rezar pela “Casa Comum”

ago 31, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano -Convido todos a se unirem em oração no sábado, pela nossa casa comum, pelo cuidado da nossa casa comum.” O Papa Francisco recordou que em 1° de setembro celebra-se o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, realizado em união com os ortodoxos e a adesão de outras comunidades cristãs. Uma mensagem do Pontífice será publicada para esta ocasião, em que vai tratar do tema da água como bem primário a ser tutelado e colocado à disposição de todos.

Tempo da Criação
Enquanto isso, inúmeras iniciativas estão sendo organizadas em todo o mundo para celebrar este Dia, inclusive no Brasil. Na verdade, trata-se da primeira de uma série de eventos intitulada “O Tempo da Criação“. Este “Tempo” é celebrado de 1º de setembro até 4 de outubro, Festa de São Francisco de Assis, santo padroeiro da ecologia em muitas tradições. O tema deste ano é: “Caminhando juntos”.

Patriarca Ecumênico
O dia 1º de setembro foi proclamado como um dia de oração pela criação na Igreja Ortodoxa Oriental, pelo Patriarca Ecumênico Dimitrios I, no ano de 1989. A data passou a ser adotada por outras denominações cristãs europeias em 2001 e pelo Papa Francisco em 2015. Nas Filipinas, por exemplo, o arcebispo de Manila, card. Luis Antonio Tagle, celebrará uma missa pela criação; na Suíça, haverá uma celebração anglicana num riacho poluído; nos Estados Unidos, religiosas rezarão nas proximidades de região radioativa.

Assis
Para reforçar ainda mais o chamado à unidade entre os cristãos diante da atual crise ecológica, em Assis será divulgada no sábado uma Declaração ecumênica conjunta, com uma atenção especial aos mais vulneráveis. A Declaração será divulgada no âmbito de um evento inédito que unirá cristãos de todo o mundo em prol do meio ambiente.

FONTE
Vatican News

ANGELUS | O Papa reza e pede perdão

ago 26, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa em oração no Santuário mariano de Knock

Cidade do Vaticano - Esta chaga aberta nos desafia a sermos firmes e decididos na busca da verdade e da justiça. Imploro o perdão do Senhor para estes pecados, para o escândalo e a traição sentidos por muitos na família de Deus”. No Angelus no Santuário mariano em Knock, o Papa Francisco voltou a deplorar o escândalo dos abusos ocorridos na Irlanda e agradeceu pelos “progressos ecumênicos e pelo significativo crescimento de amizade e colaboração entre as comunidades cristãs” no país.

Chovia e fazia 12ºC neste domingo, 26, em Knock, distante 178 km de Dublin. Apesar da curta distância, por questões de segurança descartou-se o deslocamento do Papa em helicóptero. Assim, após 40 minuto de voo a bordo de um A321 da Aer Lingus, o Santo Padre chegou ao aeroporto da cidade no Condado de Mayo.

O Santuário 
Após as aparições no século XIX, Knock tonou-se um dos maiores santuários marianos da Europa, ao lado de Fátima e Lourdes. A cada ano atrai cerca de um milhão e meio de peregrinos. Em 1979, São João Paulo II visitou o local para comemorar o centenário das aparições. Em 1993, também Santa Madre Teresa de Calcutá rezou no Santuário. Próximo à cidadezinha está um lugar sagrado para os irlandeses, o monte Croagh Patrick, local onde São Patrício expulsou todas as serpentes da ilha e jejuou, no ano 441, durante os 40 dias da Quaresma. No último domingo de julho, no “Reek Sunday”, milhares de fiéis peregrinam ao local, muitos descalços.

Antes de chegar ao Santuário, o Papa Francisco trocou de veículo e passou de papamóvel entre os fiéis, sendo então acolhido pelo arcebispo de Tuam, Dom Neary, por 4 bispos da Província Eclesiástica e por autoridades. Estavam presentes algumas crianças. Ao chegar à Capela das Aparições, onde estavam reunidos 200 fiéis, o Papa foi recebido pelo Reitor do Santuário, Padre Gibbons. Francisco saudou alguns fiéis, depositou flores ao pés da imagem da Virgem e acendeu uma vela. Então, um momento de oração silenciosa. O Papa ofereceu um Terço de ouro no local, abençoou alguns doentes, transferindo-se então à Esplanada do Santuário para rezar os Angelus.

Tradição do terço em família 
Good morning!“, começou o Papa saudando os fiéis em inglês. “Estou feliz de estar aqui com vocês, na Casa da Mãe! Na Capela da Aparição, confiei à amorosa intercessão de Nossa Senhora todas as famílias do mundo e, de modo especial, as vossas famílias, as famílias irlandesas”, disse Francisco, acrescentando: “Como recordação da minha visita, trouxe o dom dum terço de ouro. Sei como é importante, neste país, a tradição do terço em família. Não abandonem esta tradição. Quantos corações de pais, mães e filhos, no decorrer dos anos, tiraram consolação e força da meditação sobre a participação de Nossa Senhora nos mistérios gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos da vida de Cristo!

O Papa pediu, que por intercessão de Maria, as famílias sejam, “no meio dos ventos e tempestades que enfuriam nos nossos tempos, baluartes de fé e bondade que, segundo as melhores tradições da nação, resistem a tudo o que pretenda diminuir a dignidade do homem e da mulher, criados à imagem de Deus e chamados ao destino sublime da vida eterna. Que Nossa Senhora olhe com misericórdia para todos os membros atribulados na família do seu Filho”.

Nunca mais abusos 
Ao rezar diante da imagem na capelinha das aparições – explicou Francisco –  apresentei a Maria “de modo particular todos os sobreviventes, vítimas de abusos por membros da Igreja na Irlanda: “Nenhum de nós pode deixar de se comover perante as histórias de menores que sofreram abusos, foram despojados da sua inocência ou que foram afastados das mães e abandonados à deformação de dolorosas recordações. Esta chaga aberta nos desafia a sermos firmes e decididos na busca da verdade e da justiça. Imploro o perdão do Senhor para estes pecados, para o escândalo e a traição sentidos por muitos na família de Deus. Peço à nossa Bem-aventurada Mãe que interceda por todas as pessoas sobrevividas aos abusos de qualquer tipo e confirme cada membro da família cristã no decidido propósito de nunca mais permitir que se verifiquem tais situações. E também de interceder por todos nós, para que possamos proceder sempre com justiça e reparar, no que depender de nós, tanta violência”

Irlanda do Norte 
Assegurando sua “estima e proximidade na oração” à população da Irlanda do Norte – que não esteve incluída nesta viagem visto o objetivo ser a participação no Encontro Mundial das Famílias – o Pontífice pediu a Nossa Senhora “que sustente todos os membros da família irlandesa para que perseverem, como irmãos e irmãs, na obra de reconciliação”. Francisco também agradeceu pelos “progressos ecumênicos e pelo significativo crescimento de amizade e colaboração entre as comunidades cristãs. Rezo para que todos os discípulos de Cristo continuem com perseverança os esforços por fazer avançar o processo de paz e construir uma sociedade harmoniosa e justa para os filhos de hoje, sejam cristãos, sejam muçulmano, sejam judeus, sejam de qualquer fé: filhos da Irlanda”.

Depois de recitar o Angelus, o Papa dirigiu uma saudação especial “aos homens e mulheres reclusos neste país“, e de modo particular, agradeceu a quantos escreveram a ele ao saberem de sua ida à Irlanda. A vós e aos vossos familiares, asseguro a minha proximidade e a minha oração. Que Maria, Mãe de Misericórdia, vele por vós e vos fortaleça na fé e na esperança”. O Papa foi presenteado ao final com um quadro com uma imagem de Nossa Senhora de Knock e deixou um Cálice para as celebrações no Santuário. Após, retornou para Dublin.

FONTE
Jackson Erpen
Vatican News

ENCONTRO MUNDIAL DAS FAMÍLIAS: a agenda do Papa

ago 24, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

O evento já conta com mais de 30 mil participantes inscritos

Cidade do Vaticano - Acompanhe o Programa da viagem do Papa Francisco a Dublin, na Irlanda, nos dias 25 e 26 de agosto, para participar do IX Encontro Mundial das Famílias: Já no sábado, Francisco participará da Festa das Famílias no Croke Park, e no dia seguinte, presidirá a missa de encerramento do encontro no Phoenix Park, também na capital. Na agenda do Papa, constam também outros momentos como a recitação do Angelus na Basílica do Santuário mariano de Knock, em County Mayo, a cerca de 200km, local que também acolheu o Papa João Paulo II em 1979.

Sábado, Francisco irá visitar um centro de acolhimento para famílias sem-casa, administrado por Frades Capuchinhos. E antes, terá audiências com o presidente irlandês, Michael Higgins, e com representantes das autoridades irlandesas, da sociedade civil e do corpo diplomático presente no país. Como é comum nas viagens internacionais, o Papa Francisco irá encontrar-se com os bispos do país, no Convento das Irmãs Dominicanas, em Dublin, logo após a missa de encerramento.

A viagem à Irlanda será a 24ª visita internacional do Pontificado de Francisco e a primeira de um Papa a este país desde 1979, quando João Paulo II esteve lá. O tema do IX Encontro Mundial das Famílias é ‘O Evangelho da família, alegria para o mundo’. O Papa Francisco já participou de um Encontro Mundial das Famílias na edição de Filadélfia (EUA), em 2015.

FONTE 
Vatican News

ANGELUS > Toda vez que participamos da Santa Missa antecipamos o céu na terra, disse o Papa

ago 19, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Angelus Praça São Pedro

Cidade do Vaticano - ”Jesus nos convida a entrar comunhão com Ele, a ‘comer’ Ele, sua humanidade, para compartilhar com Ele o dom da vida para o mundo. Diferente de triunfos e miragens de sucesso!“: é a advertência que o Papa Francisco dirigiu aos fiéis neste domingo (19/08) antes da Oração mariana do Angelus na Praça de São Pedro, comentando o Evangelho do dia.

Este pão da vida, o sacramento do Corpo e do Sangue de Cristo, é doado a nós gratuitamente na mesa da Eucaristia. Ao redor do altar encontramos o que nos alimenta e nos sacia espiritualmente hoje e para a eternidade. Toda vez que participamos à Santa Missa, em um certo sentido” – explicou Bergoglio -, “antecipamos o céu na terra, porque do alimento eucarístico, do Corpo e do Sangue de Jesus, aprendemos o que é a vida eterna“.

Pão vivo que desceu do céu
Ele se apresenta  – continuou o Papa -, como “o pão vivo que desceu do céu”, o pão que dá a vida eterna e acrescenta: “o pão que eu darei é a minha carne,  entregue pela vida do mundo”. Esta mensagem é decisiva, e de fato provoca a reação daqueles que escutavam, que começam a discutir entre eles: “Como é que ele pode dar a sua carne a comer?”. Quando o sinal do pão partilhado traz o seu significado verdadeiro, isto é o dom de si até ao sacrifício, emerge o incompreensível, emerge até mesmo a rejeição d’Aqueles que pouco antes queriam carregá-Lo em triunfo.

Moldar a nossa existência na a de Jesus
Diante do convite de Jesus para nos nutrir com seu Corpo e Sangue, poderemos sentir a necessidade de discutir e resistir, como fizeram aqueles que o escutavam de quem o Evangelho de hoje fala. Isso acontece quando temos dificuldade em moldar a nossa existência na a de Jesus, a agir de acordo com seus critérios e não de acordo com critérios do mundo. Mas Ele nunca se cansa de nos convidar para o seu banquete para saciar-se d’Ele, “pão vivo que desceu do céu. Nutrindo-se deste alimento – disse o Papa – podemos entrar em plena sintonia com Cristo, com seus sentimentos, com suas atitudes“.

Jesus hoje repete a cada um de nós, acrescentou Francisco: “se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós”. Não se trata de um alimento material, mas de um pão vivo e vivificante, que comunica a própria vida de Deus. Para ter essa vida é necessário nutrir-se do Evangelho e do amor dos irmãos. Que a Virgem Maria – concluiu o Papa -, nos ajude no nosso propósito de fazer comunhão com Jesus Cristo, nutrindo-nos da sua Eucaristia, para se tornar, por sua vez, pão partido para os irmãos.

FONTE
Silvonei José
Vatican News

ANGELUS | Uma mensagem dedicada aos Jovens

ago 12, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano - 90 mil segundo a Gendarmaria Vaticana, era o número de fiéis presentes na Praça São Pedro e Via da Conciliação na manhã deste domingo, na Missa conclusiva da iniciativa “Por mil estradas rumo a Roma”, em preparação ao Sínodo de outubro sobre os jovens. A celebração foi presidida pelo cardeal Gualtiero Bassetti, presidente da Conferência Episcopal Italiana e concelebrada por 120 bispos das diversas dioceses de proveniência dos 70 mil jovens, que já no início de agosto botaram o pé na estrada partindo de diversas localidades italianas – dos Alpes às Pirâmides, como disse o cardeal Bassetti ao agradecer ao Santo Padre – para viver estes dois dias de espiritualidade e partilha em Roma.

Papa abençoa Cruz de São Damião e imagem de Nossa Senhora de Loreto, que serão levadas ao Panamá

O Papa Francisco já os havia encontrado no Circo Máximo no final da tarde de sábado. E neste domingo, rezou o Angelus com eles após a Missa, abençoando a Cruz de São Damião e uma imagem de Nossa Senhora de Loreto, símbolos da JMJ que serão doados à diocese que organiza a JMJ 2019, uma prática que teve início já em 1987, em Buenos Aires.

O Angelus
É bom não fazer o mal, mas é mal não fazer o bem“. Uma frase que os jovens foram convidados a repetir diversas vezes durante a alocução do Santo Padre, que inspirou-se no convite de São Paulo a não entristecermos o Espírito Santo com que fomos marcados por Deus no dia de nosso Batismo. “Mas eu me pergunto: como se entristece o Espírito Santo? Todos nós o recebemos no Batismo e na Crisma, portanto, para não entristecer o Espírito Santo, é necessário viver de uma maneira coerente com as promessas do Batismo, renovadas na Crisma. De maneira coerente, não com hipocrisia: não esqueçam disso. O cristão não pode ser hipócrita: ele deve viver de maneira coerente. As promessas do Batismo têm dois aspectos: renúncia do mal e adesão ao bem”.

Renunciar ao mal – explicou o Papa – significa dizer “não” às tentações, ao pecado, a satanás, mas mais concretamente,  “significa dizer “não” a uma cultura da morte, que se manifesta na fuga do real para uma falsa felicidade que se expressa nas mentiras, na fraude, na injustiça, no desprezo do outro. Para tudo isso, “não””: “A vida nova que nos é dada no Batismo, e que tem como fonte o Espírito, rejeita um comportamento dominado por sentimentos de divisão e discórdia. Por isso que o apóstolo Paulo exorta a remover do seu coração “toda aspereza, desdém, ira, gritaria e insultos com todo tipo de maldade”. Isto é o que Paulo diz. Esses seis elementos ou vícios – desdém, ira, gritaria, maledicência e todo tipo de maldade – que perturbam a alegria do Espírito, envenenam o coração e levam a praguejar contra Deus e o próximo”.

Não basta não fazer o mal, é preciso fazer o bem
O Papa insiste que para ser bom cristãos, não basta não fazer o mal, mas “é preciso aderir ao bem e fazer o bem”: “Muitas vezes acontece de ouvir alguns que dizem: “Eu não faço mal a ninguém”. E acredita-se ser um santo. Não. Ok, mas você faz o bem? Quantas pessoas não fazem o mal, mas nem mesmo o bem, e sua vida acaba na indiferença, a apatia, na tibiez. Essa atitude é contrária ao Evangelho, e também é contrária ao caráter de vocês jovens, que por natureza são dinâmicos, apaixonados e corajosos”.

Francisco então, convida aos jovens a repetirem juntos que “É bom não fazer o mal, mas é mal não fazer o bem”, uma frase que São Alberto Hurtado SJ costumava dizer.

Protagonistas no bem
Os jovens por fim, são exortados pelo Papa a serem “protagonistas no bem”: “Não se sintam bem quando vocês não fazem o mal, não: não é suficiente; cada um é culpado pelo bem que poderia ter feito e não fez. Não basta não odiar, é preciso perdoar; não basta não ter rancor, devemos orar pelos inimigos; não basta não ser causa de divisão, é preciso levar a paz onde ela não existe; não basta não falar mal dos outros, é preciso interromper quando ouvimos falando mal de alguém. Parar as fofocas: isso é fazer o bem. Se não nos opomos ao mal, nós o alimentamos calando. É necessário intervir onde o mal se espalha; porque o mal se espalha onde não há cristãos ousados que se opõem com o bem, “caminhando na caridade”, segundo a advertência de São Paulo”.

Recordando que o muito que caminharam nestes dias os deixou em boa forma, Francisco exortou os jovens a caminharem na caridade, caminharem no amor: “E caminhemos juntos rumo ao próximo Sínodo dos Bispos, Que a Virgem Maria nos sustente com sua intercessão materna, para que cada um de nós, a cada dia, com os fatos, possa dizer “não” ao mal e “sim” ao bem”. “E caminhemos juntos rumo ao próximo Sínodo dos Bispos, Que a Virgem Maria nos sustente com sua intercessão materna, para que cada um de nós, a cada dia, com os fatos, possa dizer “não” ao mal e “sim” ao bem”.

FONTE
Jackson Erpen
Vatican News

Papa acompanha tratativas acerca de abusos

ago 11, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

VATICAN-POPE-AUDIENCE

Vaticano - O Papa Francisco recebeu na manhã de sexta-feira (10), na Casa Santa Marta, no Vaticano, o bispo de San Bernardo, do Chile, Dom Juan Ignacio González, e Ana María Celis Brunet, presidente do Conselho Nacional de Prevenção de Abusos e Acompanhamento das Vítimas daquele país. O objetivo do encontro era se informar e trocar opiniões sobre os passos que estão sendo realizados no Chile para tratar os casos de abuso e para prevenir que aconteçam de novo. Um dos pontos importantes foi o sofrimento das vítimas e a sua necessidade de encontrar consolação e reparação.

O Papa Francisco, que segue com interesse cada passo de avanço que faz a Conferência Episcopal do Chile, expressou o seu desejo que se continuem esclarecendo todos os interrogativos para poder dar uma resposta justa a cada um.

FONTE 
Vatican News

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