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IV JORNADA MUNDIAL DOS POBRES > “Estende a tua mão ao pobre, para que a tua propiciação e tua bênção sejam perfeitas”(Eclesiástico 7,36)

nov 7, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Verdadeira a palavra de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Os pobres sempre tendes convosco e podeis fazer-lhes o bem quando quiserdes. Mas a mim não tereis sempre”(Mc 14,7). Encontramos no mundo uma profusão incontável de empobrecidos, em todos os lugares e de todos os tipos. A complexificação do mundo gera uma complexidade de pessoas empobrecidas. Ninguém é naturalmente pobre, mas somos empobrecidos historicamente, somos frutos da sociedade que criamos e alimentamos.

Em outra ocasião, Nosso Senhor Jesus Cristo afirma: “Pois eu estava com fome, e me destes de comer; estava com sede, e me destes de beber; eu era forasteiro, e me recebestes em casa;  estava nu e me vestistes; doente e cuidastes de mim; na prisão, e fostes visitar-me. (…) Em verdade, vos digo: todas as vezes que fizestes isso a um destes mais pequenos, que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes!” (Mt 35-36.40). Estender a mão ao pobre, de qualquer tipo, é estender a mão a Nosso Senhor Jesus Cristo.

Nos ambientes acadêmicos, a pobreza é objeto de estudo, nas suas causas e consequências, mas a universidade está longe dos empobrecidos e é inacessível a eles. Os governos, em todas as esferas, encaram o empobrecido como um problema, desenvolvem ações sociais para atende-lo, possuímos até secretarias de ação social, mas não surtem os efeitos necessários. Há uma globalização da pobreza, mas ninguém quer os empobrecidos, que são obrigados a migrações internas e externas. Há mais narrativas sobre os empobrecidos do que oportunidades concretas para emergirem da pobreza.

A pobreza pode ser um problema, de natureza econômica e social, fruto de históricas  exclusões e marginalizações, de múltiplas matizes, mas o empobrecido é uma pessoa, única, singular, irrepetível. Se para as narrativas o tempo pode passar devagar, para os empobrecidos há uma urgência, imediata, que determina o viver e o morrer. O empobrecido, nas suas necessidades básicas, não pode esperar, para ele só existe o hoje, mais do que isso, o agora. O descuido com o empobrecido, fruto da indiferença, do escondimento e negação social, alimenta o grupo dos miseráveis, que são desfigurados e despojados, como se perdessem a humanidade, o que não é possível, pois são sempre pessoas.

Estamos em período eleitoral, municipal, onde a “vida” acontece mais próxima a nós. Seria bom verificar onde estão os empobrecidos e miseráveis nos programas de governo de cada candidato ao executivo, e nas propostas para o legislativo, em cada aspirante às câmaras municipais. Se fazemos isso, estamos advogando a causa mesma de Nosso Senhor Jesus Cristo. E seria um ótimo meio de viver o IV Dia Mundial do Empobrecido, conclamado pelo Papa Francisco, para o dia 15 de novembro deste ano de 2020.

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP 

FINADOS > Igreja convida a um gesto concreto: plante uma árvore!

nov 2, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Plantio de árvores

Em mensagem de vídeo, publicada em 27 de outubro, o arcebispo de Belo Horizonte (MG) e  presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, convidou os cristãos e católicos da Igreja no Brasil à realização de um gesto concreto de plantar uma árvore no Dia de Finados, 2 de novembro, em homenagem aos que faleceram, especialmente os vitimados pela pandemia da Covid 19. “Somos, pois, chamados a testemunhar desde já a nossa esperança enfrentando a morte com gestos de amor. Um gesto cristão e cidadão de quem aposta na vida diante da morte. Sejamos nós todos, Igreja no Brasil, em cada lugar com este gesto de amor”, afirmou em sua mensagem.

Dom Walmor pediu, neste tempo de luto, no qual recorda-se os familiares e amigos já falecidos, que sejam lembrados também as milhares de pessoas que faleceram neste ano vítimas da  pandemia da Covid-19. “Sejamos solidários à dor das famílias, tantos órfãos, viúvos e viúvas, irmãos que enfrentaram a dor da separação e o luto imposto pela enfermidade”, afirmou. Segundo dom Walmor, a solidariedade e corresponsabilidade uns com os outros é parte da identidade cristã. “É o que nos pede o Papa Francisco em sua carta encíclica Fratelli Tutti dedicada a um princípio da nossa fé – somos todos irmãos”.  O que exige, segundo dom Walmor, que os cristãos cuidem uns dos outros e pratiquem a empatia com gestos concretos num tempo de tantos embates desnecessários.

Neste dia em que meditamos sobre a morte não percamos o rumo: nascemos para a vida. Estamos a serviço da vida na certeza de que um dia nos encontraremos com aqueles que partiram antes de nós. A partir desta convicção, em homenagem às vítimas da pandemia e sensível às tragédias ambientais que vem ocorrendo neste ano, a nossa Igreja convida você para um gesto concreto: o plantio de uma árvore, na sua casa, ou na sua comunidade, em memória, de quem nos deixou vítima da pandemia”, disse.

FONTE 
Conferência Nacional
dos Bispos do Brasil

“CRÊS NISTO?” > Artigo de Dom Tomé Ferreira da Silva

out 30, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

“Ressurreição e vida nossa, Cristo, esperança do perdão, quando nos fere a dor da morte, a vós se volta o coração”(Laudes, Ofício dos fiéis defuntos).

Contra a natureza e em desacordo com o desígnio divino, alguns povos “convivem” com a morte, por causa da má distribuição dos alimentos, dos conflitos armados, das múltiplas formas da violência, da falta de condições de saúde, do aborto e da eutanásia. A partir do segundo semestre de 2019, a pandemia, provocada pela covid 19, estendeu  o espectro da morte sobre uma grande porção da humanidade, em todos os continentes.

Morrer é um ato humano, cultural e religioso, uma realidade antropológica. As pessoas, as culturas e religiões tratam o morrer de modo diverso. Mesmo dentro de cada grupo humano, cultural ou religioso, a abordagem não é única, mas as diferenças convivem numa saudável, complexa e desafiante pluralidade. A “indústria” do morrer é, talvez mais do que nunca, atuante na sociedade, seja nos modos e formas de acompanhamento, seja nos ritos e na produção de significados.

Do ponto de vista religioso, há uma “dessacralização” do morrer e dos seus ritos, consequência do pluralismo religioso, do crescimento do ateísmo ou do indiferentismo, mas também da postura sanitária, da ação da sociedade civil e dos governantes diante do ato de morrer dos cidadãos. Há um conjunto de sinais que apontam para novas formas de encarar o morrer, nem sempre marcadas pelo religioso e, algumas vezes, até à margem das religiões.

No Brasil, no mundo católico, nas últimas décadas, as posturas de alguns teólogos pastoralistas, ministros ordenados e “ministros extraordinários”, imbuídos de influências filosóficas e teológicas peculiares, suscitaram novas práticas pastorais, com o abandono de alguns procedimentos, até então centrados na família, bem como a relativização de ações sacramentais e rituais, contribuindo para o surgimento ou fortalecimento de novas formas de lidar com o morrer na sociedade contemporânea.

A recordação dos fiéis falecidos, no dia dois de novembro, é para nós católicos, uma ocasião oportuna para repensar a vida e rever nossa postura diante do morrer, à luz da fé em Nosso Senhor Jesus Cristo. “E, se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos  habita em vós,  aquele que ressuscitou Cristo  dentre os mortos vivificará também vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que habita em nós” (Rm 8, 11).

A oração pelos mortos, nas suas mais diversas formas, adquirirão a plenitude de seu sentido, se partirem e concluírem na celebração da Eucaristia. “Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne, entregue pela vida do mundo” (Jo 6, 51). A celebração da santa Missa alimenta a nossa esperança: “Nós, ao contrário, somos cidadãos do céu. De lá aguardamos como salvador o Senhor Jesus Cristo. Ele transformará o nosso corpo, humilhado, tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso, graças ao poder que o torna capaz também de sujeitar a si todas as coisas” (Fl 3, 20-21).

Assistidos pelo Divino Espírito Santo, a decisão por um bom tempo de silêncio, nestes dias, iluminados pelos textos da Bíblia, pode nos conduzir a nós mesmos, a nos reencontrarmos naquilo que somos, pessoas que vivem em Deus, no conhecimento, amor, seguimento e testemunho do Divino Salvador. “O Senhor é minha luz e minha salvação; de quem terei medo? O Senhor é quem defende a minha vida; a quem temerei?”( Sl 271).

Caro filho e querida filha, Nosso Senhor Jesus Cristo nos fala, hoje: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá.  E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais.  Crês nisto?” (Jo 11, 25-26).

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP 

FRATELLI TUTTI > CNBB promove lives para destacar nova Encíclica do Papa Francisco

out 6, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

lives-fratelli-tutti

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza, a partir desta terça-feira, 6 de outubro, uma série de lives sobre a nova encíclica do Papa Francisco, Fratelli Tutti (Todos irmãos). As novas transmissões ao vivo nas redes sociais da CNBB sucedem as conversas dos últimos meses dentro da Ação Emergencial É tempo de cuidar, realizadas às 17h, a cada terça feira.

O aprofundamento do documento que entra no magistério do Papa Francisco será feito com a ajuda dos assessores da CNBB e dos bispos membros das Comissões pastorais. O objetivo é conhecer, aprofundar e refletir sobre os grandes temas da nova Encíclica do Papa Francisco que reflete sobre a fraternidade e a amizade social.

O bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ) e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, é o primeiro convidado da série de lives. Nesta terça-feira, dia 6 de outubro, ele aborda a reflexão “Da Laudato Si a Fratelli Tutti: Ecologia Integral e amizade social”. Dom Joel comentou a recepção do novo documento:

Num mundo em que as divisões e as polarizações se acentuam, o Santo Padre convida a humanidade a se reconhecer na fraternidade. Somos todos irmãos e irmãs, filhos do mesmo Pai, frutos do amor criador. As divisões são consequência do pecado e isso não vale apenas para os cristãos. Vale para todas as pessoas, cristãs ou não. Como o próprio Papa fala logo na introdução, a finalidade da Encíclica foi “destacar o convite a um amor que ultrapassa as barreiras da geografia e do espaço”, um amor, uma fraternidade, portanto, universais. Nesse sentido, a encíclica é bastante atual”.
– Dom Joel Portella Amado

Será o mediador das lives padre Patriky Samuel Batista, secretário executivo de Campanhas da CNBB. Ele situa as reflexões citando um trecho do novo documento: “É tempo de cuidar da fraternidade iniciando processos que promovam a amizade e justiça social ‘a fim de que, perante as várias formas atuais de eliminar ou ignorar os outros, sejamos capazes de reagir com um novo sonho de fraternidade e amizade social que não se limite a palavras’ (Fratelli Tutti No 6)”.

Confira os temas que serão refletidos durante as próximas lives:

  • 6/10 – Da Laudato Si a Fratelli Tutti: Ecologia Integral e amizade social

  • 13/10 – Quais são as sombras de um mundo fechado?

  • 20/10 – Um estranho no Caminho

  • 27/10 – Pensar e gerar um mundo aberto

  • 03/11 – Um coração aberto ao mundo inteiro

  • 10/11 – A Política melhor

  • 17/11 – Diálogo e Amizade Social

  • 24/11 – Percursos de um novo encontro

  • 1/12 – As religiões a serviço da fraternidade no mundo

FONTE 
Conferência Nacional
dos Bispos do Brasil

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