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Domingo, 17 de Maio: a homilia do Papa Francisco

mai 17, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Vaticano – Francisco presidiu a Missa na Casa Santa Marta, no Vaticano, na manhã deste 17 de maio, VI Domingo da Páscoa. Na introdução, dirigiu o pensamento aos encarregados da limpeza: Hoje,  a nossa oração é pelas muitas pessoas que limpam os hospitais, as ruas, que esvaziam as lixeiras, que passam pelas casas para recolher o lixo: um trabalho que ninguém vê, mas que é necessário para sobreviver.

Na homilia, o Papa comentou o Evangelho do dia (Jo 14,15-21) em que Jesus diz a seus discípulos: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos, e eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro defensor, para que permaneça sempre convosco: o Espírito da verdade, que o mundo não é capaz de receber, porque não o vê nem o conhece. Vós o conheceis, porque ele permanece junto de vós e estará dentro de vós. Não vos deixarei órfãos”.

Ao despedir-se dos discípulos, Jesus – afirmou Francisco – lhes dá tranquilidade e paz, com uma promessa: “Não vos deixarei órfãos”. “Defende-os daquela dor, daquele sentimento doloroso da orfandade. Hoje, no mundo, há um grande sentimento de orfandade: muitos têm tantas coisas, mas falta o Pai. E na história da humanidade isso se repete: quando falta o Pai, falta algo e sempre existe a vontade de encontrar o Pai, inclusive nos mitos antigos: pensemos nos mitos de Édipo, de Telêmaco” e tantos outros que mostram sempre essa busca do pai que falta.

“E hoje podemos dizer que vivemos numa sociedade onde falta o Pai, um sentido de orfandade que diz respeito propriamente à pertença e à fraternidade. Por isso, promete: ’Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará um outro defensor’. ‘Eu vou (para o Pai) – disse Jesus –, mas chegará um outro que vos ensinará o acesso ao Pai. Recordar-vos-á o acesso ao Pai’. O Espírito Santo não vem para ‘fazer-vos seus clientes’; vem para indicar o acesso ao Pai, para recordar o acesso ao Pai, o acesso que Jesus abriu, que Jesus mostrou. Não existe uma espiritualidade unicamente do Filho, unicamente do Espírito Santo: o centro é o Pai. O Filho é o enviado pelo Pai e volta para o Pai. O Espírito Santo é enviado pelo Pai para recordar e ensinar o acesso ao Pai.”

“Somente com essa consciência de filhos que não são órfãos se pode viver em paz entre nós. As guerras, sempre, sejam as pequenas ou as grandes guerras, sempre têm uma dimensão de orfandade: falta o Pai que faça a paz.” Por isso – explicou o Papa comentando a leitura anterior (1Pd 3,15-18) –, Pedro convida a primeira comunidade cristã a responder com doçura, respeito e com uma consciência reta aos que pedem razão da fé: “ou seja, a mansidão que o Espírito Santo dá. O Espírito Santo nos ensina essa mansidão, essa doçura dos filhos do Pai. O Espírito Santo não nos ensina a insultar. E uma das consequências do sentido de orfandade é o insulto, as guerras, porque se falta o Pai não há irmãos, se perde a irmandade. São – essa doçura, respeito, mansidão –, são atitudes de pertença, de pertença a uma família” que tem um Pai, “que é o centro de tudo, a origem de tudo, a unidade de todos, a salvação de todos, porque enviou seu Filho para todos nos salvar”. E envia o Espírito Santo para recordar-nos o acesso ao Pai, “essa paternidade, essa atitude fraterna de mansidão, de doçura, de paz”.

“Peçamos ao Espírito Santo que nos recorde sempre, sempre esse acesso ao Pai, que nos recorde que nós temos um Pai, e a essa civilidade que tem um grande sentimento de orfandade, conceda a graça de reencontrar o Pai, o Pai que dá sentido a toda a vida e faz que todos os homens sejam uma família.”

Abaixo o texto da homilia

Na despedida dos discípulos (cf. Jo 14,15-21), Jesus lhes dá traquilidade, lhes dá a paz, com a promessa: “Não vos deixarei órfãos” (v. 18) . Ele os defende daquela dor, daquele sentimento doloroso de orfandade. Hoje no mundo há um grande sentimento de orfandade: muitos têm muitas coisas, mas falta o Pai. E na história da humanidade isso se repete: quando falta o Pai, falta algo e há sempre o desejo de encontrar, de encontrar o Pai, também nos mitos antigos.

Pensemos nos mitos de Édipo, de Telemaco, de tantos outros: procurar sempre o Pai que está faltando. Hoje podemos dizer que vivemos em uma sociedade onde falta o Pai, um sentimento de orfandade que toca justamente a pertença e a fraternidade. É por isso que Jesus promete: ’Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará um outro defensor’. ‘Eu vou (para o Pai) – disse Jesus –, mas chegará um outro que vos ensinará o acesso ao Pai. Recordar-vos-á o acesso ao Pai’. O Espírito Santo não vem para ‘fazer-vos seus clientes’; vem para indicar o acesso ao Pai, para recordar o acesso ao Pai, o acesso que Jesus abriu, que Jesus mostrou. Não existe uma espiritualidade unicamente do Filho, unicamente do Espírito Santo: o centro é o Pai. O Filho é o enviado pelo Pai e volta para o Pai. O Espírito Santo é enviado pelo Pai para recordar e ensinar o acesso ao Pai.” O Espírito Santo é enviado pelo Pai para recordar e ensinar o acesso ao Pai.

Somente com essa consciência de filhos que não são órfãos se pode viver em paz entre nós. As guerras, sempre, sejam as pequenas ou as grandes guerras, sempre têm uma dimensão de orfandade: falta o Pai que faça a paz.” Por isso – explicou o Papa comentando a leitura anterior (1Pd 3,15-18) –, Pedro convida a primeira comunidade cristã a responder com doçura, respeito e com uma consciência reta aos que pedem razão da fé: “ou seja, a mansidão que o Espírito Santo dá. O Espírito Santo nos ensina essa mansidão, essa doçura dos filhos do Pai. O Espírito Santo não nos ensina a insultar. E uma das consequências do sentido de orfandade é o insulto, as guerras, porque se falta o Pai não há irmãos, se perde a irmandade. São – essa doçura, respeito, mansidão –, são atitudes de pertença, de pertença a uma família que tem a certeza de ter um Pai.

“Rezarei ao Pai e Ele vos enviará outro Paráclito” (Jo 14:16) que vos recordará o acesso ao Pai, Ele vos lembrará que temos um Pai que é o centro de tudo, a origem de tudo, a unidade de todos, a salvação de todos porque Ele enviou seu Filho para salvar a todos. E agora ele envia o Espírito Santo para nos lembrar do acesso a Ele, ao Pai e desta paternidade, desta atitude fraterna de mansidão, de doçura, de paz.

Peçamos ao Espírito Santo que nos recorde sempre, sempre esse acesso ao Pai, que nos recorde que nós temos um Pai, e a essa civilidade que tem um grande sentimento de orfandade, conceda a graça de reencontrar o Pai, o Pai que dá sentido a toda a vida e faz que todos os homens sejam uma família.

O Papa convidou a fazer a Comunhão espiritual com a seguinte oração:

Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós!

Francisco terminou a celebração com adoração e a bênção eucarística. Antes de deixar a Capela dedicada ao Espírito Santo, foi entoada a antífona mariana “Regina caeli”, cantada no tempo pascal:

Rainha dos céus, alegrai-vos. Aleluia!

Porque Aquele que merecestes trazer em vosso seio. Aleluia!

Ressuscitou como disse. Aleluia!

Rogai por nós a Deus. Aleluia!

D./ Alegrai-vos e exultai, ó Virgem Maria. Aleluia!

C./ Porque o Senhor ressuscitou, verdadeiramente. Aleluia!

FONTE
Vatican News

São João Paulo II: 100 anos do seu nascimento

mai 16, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

João Paulo II

Cracóvia - Por ocasião do Centenário de nascimento de São João Paulo II, a Igreja na Polônia lança, em todas as dioceses e paróquias do país, numerosas iniciativas. Devido à emergência da pandemia do “coronavírus”, as celebrações serão, sobretudo, virtuais, como, por exemplo, no portal jp2online.pl. Pelo mesmo motivo, a Campanha “Doação por 100″ (Dar na 100) foi prorrogada até o final do ano. A Conferência Episcopal da Polônia lançou nesta sexta-feira a iniciativa ”ThankYouJohnPaul2”, da qual o Cardeal Dziwisz também participa.

As celebrações do Centenário de nascimento de João Paulo II têm início, neste sábado, 16 de maio. Na Capela dos Arcebispos de Cracóvia, haverá um momento de oração – transmitido pelo canal do YouTube da Arquidiocese de Cracóvia – em conexão com Bergamo (Itália), Nova Iorque (EUA), Belo Horizonte (Brasil) e Cracóvia. Às 17h (hora local), na Capela – na rua Franciszkańska 3, onde Karol Wojtyła foi ordenado sacerdote, iniciará a oração internacional do Terço para que a epidemia cesse no mundo inteiro.

Domingo, 17 de maio, as celebrações terão lugar em Wadowice, cidade natal de São João Paulo II: às 10h30, o arcebispo Marek Jędraszewski presidirá à Santa Missa na Basílica da Apresentação da Bem-Aventurada Virgem Maria; às 13h, haverá um concerto intitulado “Nasci em Wadowice – Karol Wojtyła”, na “Casa Família Papa João Paulo II”. Ambos os eventos serão transmitidos pela TVP1. À noite, o Cardeal Stanisław Dziwisz também dirigirá aos poloneses sua mensagem televisiva.

No dia do jubileu papal, 18 de maio, às 17h, o arcebispo Marek Jędraszewski, presidirá à solene celebração Eucarística no Santuário de João Paulo II, em Cracóvia, que será transmitido pela TVP3. No mesmo dia do Centenário de nascimento de Karol Wojtyła, será transmitida a vídeo-mensagem do Papa Francisco, às 20h00 locais, pelo principal canal de televisão da Polônia (Programa Telewizja Polska 1).

FONTE
Vatican News

O Papa e sua oração especial pelas famílias

mai 15, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

2020.05.13 giornata preghiera e digiuno

Francisco presidiu a Missa na Casa Santa Marta, no Vaticano, na manhã desta sexta-feira (15/05) da V Semana da Páscoa. Na introdução, dirigiu o pensamento às famílias: Hoje é o Dia Mundial das Famílias: rezemos pelas famílias, para que cresça nas famílias o Espírito do Senhor, o espírito de amor, de respeito, de liberdade. 

Na homilia, o Papa comentou a passagem dos Atos dos Apóstolos (At 15,22-31) em que Paulo e Barnabé são enviados aos pagãos convertidos de Antioquia, transtornados e perturbados com os discursos de alguns que não tinham recebido nenhum encargo. Os apóstolos levam consigo uma carta que encoraja e alegra os novos discípulos, explicando-lhes que não são obrigados à circuncisão segundo a Lei mosaica, como pretendiam alguns fariseus que se tinham se tornado cristãos. “No Livro dos Atos dos Apóstolos – disse o Papa – vemos que na Igreja, no início, havia tempos de paz”, mas “havia também tempos de perseguição” e “tempos de perturbação. E esse é o tema da primeira leitura de hoje: um tempo de perturbação”. Deu-se que os cristãos que provinham do paganismo “tinham acreditado em Jesus Cristo e recebido o batismo, e estavam felizes: tinham recebido o Espírito Santo. Do paganismo ao cristianismo, sem nenhuma etapa intermediária”.

Mas havia cristãos “judaizantes” que “defendiam que não se podia fazer isso. Se alguém era pagão, primeiro devia tornar-se judeu, um bom judeu, e depois tornar-se cristão”. E os cristãos convertidos do paganismo não entendiam isso: “Como é isso, somos cristãos de segunda classe? Não se pode passar do paganismo diretamente ao cristianismo?” Perguntavam-se se a Ressurreição de Cristo tinha ou não levado a lei antiga a uma maior plenitude. Estavam perturbados e havia muitas discussões entre eles.

Os “judaizantes” defendiam suas teses “com argumentos pastorais, argumentos teológicos, alguns inclusive morais” e “isso colocava em discussão a liberdade do Espírito Santo, também a gratuidade da Ressurreição de Cristo e da graça. Eram metódicos. E também rígidos”. Jesus já tinha repreendido esses doutores da Lei por tornar os prosélitos pior do que eles. “Este povo que era ideológico”, mais que dogmático, tinha “reduzido a Lei, o dogma a uma ideologia”, a “uma religião de prescrições, e com isso tolhiam a liberdade do Espírito. E seus seguidores eram pessoas rígidas”, que não conheciam a alegria do Evangelho. A perfeição do caminho para seguir Jesus era a rigidez. “Esses doutores manipulavam as consciências dos fiéis, ou os faziam tornar-se rígidos ou iam embora”.

O Papa reiterou isso: “A rigidez não é do bom Espírito, porque coloca em questão a gratuidade da Redenção, a gratuidade da Ressurreição de Cristo” e “durante a história da Igreja isso se repetiu. Pensemos nos pelagianos”, “rígidos famosos”. E também em nossos tempos vimos algumas organizações apostólicas que pareciam muito bem organizadas, que trabalhavam bem… mas todos rígidos, todos iguais um ao outro, e depois soubemos da corrupção que havia internamente, inclusive nos fundadores”.

“Onde há rigidez não se encontra o Espírito de Deus, porque o Espírito de Deus é liberdade”. E esse povo tolhia “a liberdade do Espírito de Deus e a gratuidade da Redenção”. Mas “a justificação é gratuita. A morte e a Ressurreição de Cristo é gratuita. Não se paga, não se compra: é um dom”.

“Os apóstolos se reúnem neste concílio e ao término escrevem uma carta que começa assim: ‘Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor nenhum fardo’ (além das coisas indispensáveis), e colocam essas obrigações mais morais, de bom senso: não confundir o cristianismo com o paganismo”, e, “por fim, quando esses cristãos que estavam perturbados, reunidos em assembleia, receberam a carta”, se “alegraram pelo encorajamento que infundia. Da perturbação à alegria. O espírito da rigidez sempre leva você à perturbação: ‘Fiz bem isso? Não o fiz bem?’ O escrúpulo”. Ao invés, o espírito da liberdade evangélica leva você à alegria, porque foi propriamente isso que Jesus fez com a sua Ressurreição: a alegria. A relação com Deus, a relação com Jesus não leva você a dizer: “Eu faço isso e Vós me dais aquilo”, uma “relação comercial: não! É gratuita, como a relação de Jesus com os discípulos é gratuita: ‘Vós sois meus amigos. Não vos chamo servos, chamo-vos amigos. Não fostes vós que me escolhestes, mas eu que vos escolhi’: essa é a gratuidade”.

“Peçamos ao Senhor que nos ajude a discernir os frutos da gratuidade evangélica dos frutos da rigidez não-evangélica, e que nos liberte de toda perturbação daqueles que colocam a fé, a vida da fé sob as prescrições casuísticas, as prescrições que não têm sentido. Refiro-me a essas prescrições que não têm sentido, não aos Mandamentos. Que nos liberte desse espírito de rigidez que lhe tolhe a liberdade”.

O Papa convidou a fazer a Comunhão espiritual com a seguinte oração:

Aos vossos pés, ó meu Jesus, me prostro e vos ofereço o arrependimento do meu coração contrito que mergulha no seu nada na Vossa santa presença. Eu vos adoro no Sacramento do vosso amor, a inefável Eucaristia. Desejo receber-vos na pobre morada que meu coração vos oferece; à espera da felicidade da comunhão sacramental, quero possuir-vos em Espírito. Vinde a mim, ó meu Jesus, que eu venha a vós. Que o vosso amor possa inflamar todo o meu ser, para a vida e para a morte. Creio em vós, espero em vós. Amo-vos. Assim seja.

O Santo Padre terminou a celebração com a adoração e a bênção eucarística. Antes de deixar a Capela dedicada ao Espírito Santo, foi entoada a antífona mariana “Regina caeli”, cantada no tempo pascal:

Rainha dos céus, alegrai-vos. Aleluia!

Porque Aquele que merecestes trazer em vosso seio. Aleluia!

Ressuscitou como disse. Aleluia!

Rogai por nós a Deus. Aleluia!

D./ Alegrai-vos e exultai, ó Virgem Maria. Aleluia!

C./ Porque o Senhor ressuscitou, verdadeiramente. Aleluia! 

FONTE
Vatican News

#RezemosJuntos > 14 de maio: Dia de jejum e oração pelo fim da pandemia

mai 14, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa Francisco convida para dia de oração e jejum amanhã, 14/5, para debelar o Coronavírus

Neste dia 14 de maio o mundo estará interligado em oração para debelar o coronavírus. Será um dia de oração, jejum e invocação a Deus Criador pela humanidade atingida pela pandemia. A iniciativa, à qual aderiu o Papa Francisco, é promovida pelo Alto Comitê para a Fraternidade Humana. Em um vídeo distribuído em várias línguas, o Alto Comitê para a Fraternidade Humana, presidido pelo cardeal Miguel Angel Ayuso Guixot, exorta os irmãos que creem em Deus Criador a dedicar neste dia 14 de maio um momento de recolhimento, para que o Altíssimo olhe para o mundo que enfrenta o grave perigo da Covid-19 e para que preserve a humanidade, ajude-a a superar a pandemia, restaure a segurança, a estabilidade, a saúde e a prosperidade, e torne nosso mundo, uma vez eliminada essa pandemia, mais humano e mais fraterno.

Por ocasião da oração do Regina Coeli, no último dia 3 de maio, o Papa Francisco deu o seu apoio à iniciativa, pronunciando estas palavras:

Sendo a oração um valor universal, acolhi a proposta do Alto Comitê para a Fraternidade Humana para que, no próximo dia 14 de maio, os crentes de todas as religiões se unam espiritualmente em um dia de oração e jejum e obras de caridade, para implorar a Deus que ajude a humanidade a superar a pandemia do coronavírus. Lembrem-se: no dia 14 de maio, todos os crentes juntos, crentes de diversas tradições, para rezar, jejuar e fazer obras de caridade”.

Por sua vez, o presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, cardeal Miguel Angel Ayuso Guixot, comentando a vontade do Papa de acolher a proposta do Alto Comitê, notou como esta pandemia seja uma oportunidade para enraizar no nosso futuro o valor da fraternidade e da coexistência comum. E sobre a adesão de inúmeras personalidades a esse chamado, primeiro entre todos o secretário-geral das Nações Unidas, quis ressaltar que como seres humanos somos uma única grande família e por isso – disse – “é bom que a partir da fé dos líderes religiosos, através de grupos e responsáveis pela vida social e política, haja um momento de oração e solidariedade para invocar o fim dessa pandemia”. A partir da hashtag #RezemosJuntos você pode  compartilha a sua oração e a oração do seu grupo.

FONTE
Conferência Nacional 
dos Bispos do Brasil

AUDIÊNCIA GERAL > O Papa Francisco fala da vivência da oração

mai 13, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano – Na catequese da Audiência Geral desta quarta-feira (13/05), realizada na Biblioteca do Palácio Apostólico, por causa da pandemia de coronavírus, o Papa Francisco deu continuidade ao tema da oração, iniciado na semana passada. “A oração pertence a todos: aos homens de todas as religiões, e provavelmente também àqueles que não professam nenhuma”, disse Francisco, reiterando que “a oração nasce no segredo de nós mesmos, naquele lugar interior que muitas vezes os autores espirituais costumam chamar de “coração. Portanto, rezar não é algo periférico em nós, não é uma nossa faculdade secundária e marginal, mas é o mistério mais íntimo de nós mesmos. É esse mistério que reza. As emoções rezam, mas não se pode dizer que a oração seja apenas emoção. A inteligência reza, mas rezar não é apenas um ato intelectual. O corpo reza, mas pode-se falar com Deus até mesmo na mais grave invalidez. Portanto, é todo o ser humano que reza, se o seu “coração” reza.

Segundo o Papa, “a oração é um impulso, é uma invocação que vai além de nós mesmos: algo que nasce no íntimo de nossa pessoa e se estende, porque sente a saudade de um encontro. Devemos sublinhar isso: sente a saudade de um encontro, aquela saudade que é mais que uma necessidade, mais que uma necessidade; é uma estrada, a saudade de um encontro. A oração é a voz de um “eu” que tateia, que procede tateando, procurando um “Tu”. O encontro entre o “eu” e o “Tu” não pode ser feito com calculadoras. É um encontro humano e se procede tateando, muitas vezes, para encontrar o “Tu” que o meu “eu” procura”.”

Francisco disse que “a oração do cristão nasce de uma revelação: o “Tu” não ficou envolvido no mistério, mas entrou numa relação conosco. O cristianismo é a religião que celebra continuamente a “manifestação” de Deus, a sua epifania. As primeiras festas do ano litúrgico são a celebração deste Deus que não permanece escondido, mas que oferece sua amizade aos homens. Deus revela a sua glória na pobreza de Belém, na contemplação dos Reis Magos, no Batismo no Jordão, no prodígio das Bodas de Caná. O Evangelho de João conclui com uma afirmação sintética o grande hino do prólogo: «Ninguém jamais viu a Deus; quem nos revelou Deus foi o Filho único, que está junto ao Pai. A oração do cristão entra numa relação com o Deus do rosto terno, que não quer amedrontar os homens. Essa é a primeira característica da oração cristã. Se os homens eram acostumados a se aproximar de Deus um pouco tímidos, com um pouco de medo desse mistério fascinante e tremendo, se eram acostumados a venerá-lo com uma atitude servil, semelhante à de um súdito que não quer faltar de respeito ao seu senhor, os cristãos se voltam para Ele, ousando chamá-lo de maneira confidente com o nome de “Pai”. O Pontífice frisou que o “cristianismo baniu da ligação com Deus toda relação “feudal”. No patrimônio de nossa fé, não há expressões como ‘submissão’, ‘escravidão’ ou ‘vassalagem’; mas palavras como ‘aliança’, ‘amizade’, ‘promessa’, ‘comunhão’, ‘proximidade’.

Deus é o amigo, o aliado, o esposo. Na oração, se estabelece uma relação de confidência com Ele, tanto é verdade que, no “Pai-Nosso”, Jesus nos ensinou a fazer uma série de pedidos a Deus. Podemos pedir a Deus tudo, explicar tudo, contar tudo. Não importa se na relação com Deus sentimos que somos falhos: não somos bons amigos, não somos filhos agradecidos, não somos esposos fiéis. Ele continua nos querendo bem. É o que Jesus demonstra definitivamente na Última Ceia, quando diz: “Este cálice é a nova aliança do meu sangue, que é derramado por vocês.” Nesse gesto, Jesus antecipa o mistério da cruz no cenáculo. Deus é um aliado fiel: se os homens deixam de amar, Ele continua a amá-lo, mesmo que o amor o leve ao Calvário. Deus está sempre perto da porta do nosso coração. Espera. Espera que abramos a porta a ele. E às vezes bate, no coração; mas não é um invasor: espera. A paciência de Deus conosco: é a paciência de um pai, de alguém que nos ama muito. Eu diria que é a paciência de um pai e uma mãe, todos juntos. Sempre perto do nosso coração, e quando ele bate, o faz com ternura e com muito amor”, frisou Francisco.

O Papa concluiu sua catequese, pedindo-nos para tentar rezar assim, “entrando no mistério da Aliança. A colocar-nos através da oração nos braços misericordiosos de Deus, sentir-nos envolvidos nesse mistério de felicidade que é a vida trinitária, a sentir-nos convidados que não mereciam tanta honra e a repetir a Deus, no estupor da oração: é possível que Tu apenas conheces o amor? Conhece somente o amor e não ódio? Esse é o Deus ao qual nos dirigimos. Este é o núcleo incandescente de toda oração cristã”.

FONTE
Vatican News

Telefonema e bênção do Papa Francisco ao povo de São Paulo

mai 10, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Catedral da Sé - São Paulo

O arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Pedro Scherer informou que neste sábado, 9 de maio, às 11h50 teve a grata surpresa de receber, no seu celular, uma ligação do Papa Francisco. Em uma nota dom Odilo  disse que o Papa perguntou “como estamos em São Paulo, pois teve informações sobre a situação grave da pandemia em São Paulo. Manifestou grande preocupação pelo número crescente de doentes e pelas perdas de vidas humanas, prometendo rezar por todos. Também quis saber como estão os pobres e expressou sua preocupação pela situação deles, sabendo que nem sempre eles têm casa, nem condições adequadas para seguir as medidas preventivas contra o contágio. Expressou sua proximidade e solidariedade para com toda a população de São Paulo e disse que estava orando por nós”.

Por fim,  - acrescentou o cardeal Scherer – “ele pediu para transmitir a todos a sua bênção apostólica e também se recomendou às nossas orações por ele. Eu lhe agradeci e disse que sua ligação e suas palavras eram motivo de grande conforto para nós e que eu as transmitiria a todos, juntamente com sua bênção apostólica”.

FONTE
Vatican News

O Papa: o diabo quer destruir a Igreja por inveja com poder e dinheiro

mai 9, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa Francisco na Santa Marta

Vatican News > Francisco presidiu a missa na Casa Santa Marta no sábado (09/05) da quarta semana da Páscoa. Na introdução, recordou a memória de Santa Luísa de Marillac, rezando pelas religiosas vicentinas que ajudam o Papa e pelos que vivem na Casa Santa Marta e administram o dispensário pediátrico situado no Vaticano. A memória de Santa Luísa de Marillac é normalmente celebrada em 15 de março, mas caindo esse no Tempo da Quaresma, foi transferida para hoje. As irmãs que trabalham na Casa Santa Marta pertencem à Congregação das Filhas da Caridade, congregação fundada por Santa Luísa de Marillac, pertencente à família vicentina. Um quadro representando a santa foi levado para a capela. Esta é a intenção de hoje do Papa:

Hoje recordamos Santa Luísa de Marillac: rezamos pelas irmãs vicentinas que levam adiante este ambulatório, este hospital há quase 100 anos e trabalham aqui, na Santa Marta, para este hospital. O Senhor abençoe as religiosas. 

Na homilia, o Papa comentou a passagem dos Atos dos Apóstolos (Atos 13, 44-52), em que os judeus de Antioquia “cheios de inveja e com palavras ofensivas” contrariam as afirmações de Paulo sobre Jesus que dão tanta alegria aos pagãos e provocam as mulheres da nobreza e os notáveis da cidade, suscitando uma perseguição que obriga Paolo e Barnabé a deixarem o território. Francisco recordou o Salmo que foi lido: “Cantai ao Senhor um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória. O Senhor fez conhecer a sua salvação, aos olhos do povo, revelou a sua justiça”. “O Senhor”, disse ele, “fez maravilhas. Mas quanto esforço. Quanto esforço para as comunidades cristãs levarem adiante essas maravilhas do Senhor. Ouvimos a alegria na passagem dos Atos dos Apóstolos: toda a cidade de Antioquia se reuniu para ouvir a Palavra do Senhor, porque Paulo, os apóstolos pregaram com força, e o Espírito os ajudava. Mas quando viram aquela multidão, os judeus ficaram cheios de inveja e com palavras ofensivas, contrariam as afirmações de Paulo”.

Por um lado, há o Senhor, há o Espírito Santo que faz a Igreja crescer, e sempre cresce mais: isso é verdade. Mas por outro, há o espírito mau que procura destruir a Igreja. É sempre assim. Sempre assim. Se vai adiante, mas depois vem o inimigo procurando destruir. O balanço é sempre positivo a longo prazo, mas quanto esforço, quanta dor, quanto martírio! E o que aconteceu aqui, em Antioquia, acontece em todo lugar no Livro de Atos dos Apóstolos.

Por um lado”, observou o Papa, “a Palavra de Deus” que faz crescer e “por outro lado, a perseguição”. “Qual é o instrumento do diabo para destruir o anúncio do Evangelho? É a inveja. O Livro da Sabedoria fala claro: “O pecado entrou no mundo pela inveja do diabo”, inveja, ciúme… Sempre esse sentimento amargo, amargo. Essas pessoas viram como se pregava o Evangelho e ficaram com raiva, roeram o fígado de raiva. E essa raiva os levou adiante: é a raiva do diabo, é a raiva que destrói, a raiva do “Crucifica-o, crucifica-o!”, da tortura de Jesus. Ele quer destruir. Sempre. Sempre.

“A Igreja”, recordou Francisco, “segue em frente entre os consolos de Deus e as perseguições do mundo. Uma Igreja “que não tem dificuldades falta alguma coisa” e “se o diabo está tranquilo, as coisas não vão bem. Sempre existe a dificuldade, a tentação, a luta… a inveja que destrói. O Espírito Santo faz a harmonia da Igreja e o espírito mau destrói, até hoje. Sempre essa luta. O instrumento dessa inveja”, observou o Papa, “são os poderes temporais. Nessa passagem se diz que “os judeus provocaram as mulheres da nobreza”. Foram a essas mulheres e disseram: “Esses aí são revolucionários. Mandem eles embora”. E “as mulheres falaram com as outras e os mandaram embora. As mulheres piedosas da nobreza… E também os notáveis da cidade: eles vão ao poder temporal e o poder temporal pode ser bom, as pessoas podem ser boas, mas o poder como tal é sempre perigoso. O poder do mundo contra o poder de Deus movem tudo isso e sempre por trás disso, do poder, está o dinheiro”.

“O que acontece na Igreja primitiva”, disse o Papa, ou seja, “a obra do Espírito para construir a Igreja, para harmonizar a Igreja e a obra do espírito mau para destruí-la, o recurso aos poderes temporais para deter a Igreja, destruir a Igreja, é apenas um desenvolvimento do que acontece na manhã da ressurreição. Os soldados, vendo esse triunfo, foram até os sacerdotes e compraram a verdade… os sacerdotes. E a verdade foi silenciada. Desde a primeira manhã da ressurreição, triunfo de Cristo, existe essa traição, este silenciar a palavra de Cristo, silenciar o triunfo da ressurreição com o poder temporal: os chefes dos sacerdotes e o dinheiro”.

O Papa concluiu com uma exortação: “Estejamos atentos, estejamos atentos com a pregação do Evangelho” para nunca cair na tentação “de confiar nos poderes temporais e no dinheiro. A confiança dos cristãos está em Jesus Cristo e no Espírito Santo que Ele enviou e o Espírito Santo é o fermento, é a força que faz a Igreja crescer. Sim, a Igreja vai adiante, em paz, com resignação, alegre: entre os consolos de Deus e as perseguições do mundo”.

O Papa convidou a fazer comunhão espiritual com esta oração:

Meu Jesus,

Eu creio que estais presente

no Santíssimo Sacramento do Altar.

Amo-vos sobre todas as coisas,

e minha alma suspira por Vós.

Mas como não posso receber-Vos

agora no Santíssimo Sacramento,

vinde, ao menos espiritualmente,

ao meu coração.

Abraço-me convosco come se já

estivésseis comigo:

uno-me Convosco inteiramente.

Ah! Não permitais que torne a

Separar-me de vós!

O Papa Francisco concluiu a celebração com a adoração e a bênção eucarística. Antes de sair da capela dedicada ao Espírito Santo, foi entoada a antífona mariana “Regina caeli”, cantada no tempo pascal:

Rainha do Céu

Rainha dos céus, alegrai-vos. Aleluia!

Porque Aquele que merecestes trazer em vosso seio. Aleluia!

Ressuscitou como disse. Aleluia!

Rogai por nós a Deus. Aleluia!

D./ Alegrai-vos e exultai, ó Virgem Maria. Aleluia!

C./ Porque o Senhor ressuscitou, verdadeiramente. Aleluia!

FONTE
Vatican News

“A consolação do Senhor nos abre as portas da esperança”, disse o Papa Francisco

mai 8, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Vatican News > Francisco presidiu a Missa na Casa Santa Marta, no Vaticano, na manhã desta sexta-feira (08/05) da IV Semana da Páscoa e no dia da Súplica a Nossa Senhora de Pompeia. Na introdução, recordou o Dia Mundial da Cruz Vermelha: Hoje, se celebra o Dia Mundial da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. Rezemos pelas pessoas que trabalham nestas beneméritas instituições: que o Senhor abençoe o trabalho delas, que fazem tanto bem.

Na homilia, o Papa comentou o Evangelho do dia (Jo 14, 1-6) em que Jesus diz aos seus discípulos: “Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também. Na casa de meu Pai há muitas moradas (…) Quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que, onde eu estiver, estejais também vós”. Este diálogo de Jesus com os discípulos – recordou Francisco – se realiza durante a Última Ceia: “Jesus está triste e todos estão tristes: Jesus disse que seria traído por um deles”, mas, ao mesmo tempo, começa a consolar os seus: “O Senhor consola os seus discípulos e aqui vemos como é o modo de consolar de Jesus. Nós temos muitos modos de consolar, dos mais autênticos, dos mais próximos aos mais formais, como aqueles telegramas de pêsames: ‘Profundamente consternado por…’ Não consola ninguém, é uma finta, é a consolação de formalidade. Mas como o Senhor consola? É importante saber isso, porque também nós, quando em nossa vida devemos passar momentos de tristeza” – ressaltou o Santo Padre –, devemos aprender a “perceber qual é a verdadeira consolação do Senhor”.

Nesta passagem do Evangelho – observou – vemos que o Senhor consola sempre na proximidade, com a verdade e na esperança”. São os traços da consolação do Senhor. “Na proximidade, jamais distantes”. O Papa recordou “aquela bela palavra do Senhor: “Estou aqui, convosco”. “Muitas vezes” está presente no silêncio, “mas sabemos que Ele está presente. Ele está presente sempre. Aquela proximidade que é o estilo de Deus, também na Encarnação, fazer-se próximo de nós. O Senhor consola na proximidade. E não usa palavras vazias, aliás: prefere o silêncio. A força da proximidade, da presença. E fala pouco. Mas está próximo”.

Um segundo traço “do modo de consolar de Jesus é a verdade: Jesus é verdadeiro. Não diz coisas formais que são mentiras: ‘Não, fique tranquilo, tudo passará, nada acontecerá, passará, as coisas passam…’. Não. Diz a verdade. Não esconde a verdade. Porque Ele mesmo nessa passagem diz: ‘Eu sou a verdade’. E a verdade é: ‘Eu vou embora’, isto é, ‘Eu morrerei’. Estamos diante da morte. É a verdade. E diz isso simplesmente e também o diz com mansidão, sem ferir: estamos diante da morte. Não esconde a verdade”.

O terceiro traço da consolação de Jesus é a esperança. Diz: “Sim, é um momento difícil. Mas não se perturbe o vosso coração: Tende fé em mim também”, porque “na casa de meu Pai há muitas moradas. Vou preparar um lugar para vós”. Ele por primeiro vai abrir as portas daquela morada para onde nos quer levar: “Voltarei novamente e vos levarei comigo, a fim de que, onde eu estiver, estejais também vós”. “O Senhor volta toda vez que alguém de nós está em caminho para ir embora deste mundo. ‘Voltarei e vos levarei’: a esperança. Ele virá e nos tomará pela mão e nos levará. Não diz: ‘Não, vós não sofrereis, não há nada’. Não. Diz a verdade: ‘Estou próximo de vós, está é a verdade: é um momento difícil, de perigo, de morte. Mas não se perturbe o vosso coração, permanecei naquela paz, aquela paz subjacente a toda consolação, porque eu virei e pela mão vos levarei para onde eu estarei’.”

Não é fácil – afirmou o Papa – deixar-se consolar pelo Senhor. Muitas vezes, nos momentos difíceis, nós nos enraivecemos com o Senhor e não deixamos que Ele venha e nos fale assim, com esta doçura, com esta proximidade, com esta mansidão, com esta verdade e com esta esperança. Peçamos a graça – foi a oração conclusiva de Francisco – de aprender a deixar-nos consolar pelo Senhor. A consolação do Senhor é verdadeira, não engana. Não é anestesia, não. Mas é próxima, é verdadeira e nos abre as portas da esperança.

A seguir, o texto da homilia transcrita pelo Vatican News: 
Este diálogo de Jesus com os discípulos se dá à mesa, ainda, na ceia (conf. Jo 14,1-6). Jesus está triste e todos estão tristes: Jesus disse que seria traído por um deles (conf. Jo 13,21) e todos percebem que algo de ruim aconteceria. Jesus começa a consolar os seus: porque um dos ofícios, “dos trabalhos” do Senhor é consolar. O Senhor consola os seus discípulos e aqui vemos como é o modo de consolar de Jesus. Nós temos muitos modos de consolar, dos mais autênticos, dos mais próximos aos mais formais, como aqueles telegramas de pesar: “Profundamente contristado por…” Não consola ninguém, é uma finta, é a consolação de formalidade. Mas como o Senhor consola? É importante saber isso, porque também nós, quando em nossa vida devemos passar momentos de tristeza, aprendemos a perceber qual é a verdadeira consolação do Senhor.

E nessa passagem do Evangelho vemos que o Senhor consola sempre na proximidade, com a verdade e na esperança. São os três traços da consolação do Senhor. Com proximidade, jamais distante: estou eu. Aquela palavra: “Estou eu, aqui, convosco”. E muitas vezes em silêncio. Mas sabemos que Ele está presente. Ele sempre está presente. Aquela proximidade que é o estilo de Deus, também na Encarnação, fazer-se próximo de nós. O Senhor consola na proximidade. E não usa palavras, aliás: prefere o silêncio. A força da proximidade, da presença. E fala pouco. Mas é próximo.

Um segundo traço da proximidade de Jesus, do modo de consolar de Jesus, é a verdade: Jesus é verdadeiro. Não diz coisas formais que são mentiras: “Não, fique tranquilo, tudo passará, nada acontecerá, passará, as coisas passam…” Não. Diz a verdade. Não esconde a verdade. Porque Ele mesmo nesta passagem diz: “Eu sou a verdade” (conf. Jo 14,6). E a verdade é: “Eu vou embora”, isto é: “Eu morrerei” (conf. vers. 2-3). Estamos diante da morte. É a verdade. E diz isso simplesmente e também o diz com mansidão, sem ferir: estamos diante da morte. Não esconde a verdade.

E este é o terceiro traço: Jesus consola na esperança. Sim, é um momento difícil. Mas “Não se perturbe o vosso coração (…) Tende fé em mim também” (vers. 1). Digo-vos uma coisa, assim diz Jesus – “Na casa de meu Pai há muitas moradas. (…) Vou preparar um lugar para vós” (vers. 2). Ele por primeiro vai abrir as portas, as portas daquele lugar através do qual todos passaremos, assim espero: “Voltarei novamente e vos levarei comigo, a fim de que, onde eu estiver, estejais também vós” (vers. 3). O Senhor volta toda vez que alguém de nós está em caminho para ir embora deste mundo. “Voltarei e vos levarei”: a esperança. Ele virá e nos tomará pela mão e nos levará. Não diz: “Não, vós não sofrereis, não é nada…” Não. Diz a verdade: “Estou próximo de vós, está é a verdade: é um momento difícil, de perigo, de morte. Mas não se perturbe o vosso coração, permanecei naquela paz, aquela paz subjacente a toda consolação, porque eu virei e pela mão vos levarei para onde eu estarei’.”

Não é fácil deixar-se consolar pelo Senhor. Muitas vezes, nos momentos difíceis, nós nos enraivecemos com o Senhor e não deixamos que Ele venha e nos fale assim, com esta doçura, com esta proximidade, com esta mansidão, com esta verdade e com esta esperança. Peçamos a graça de aprender a deixar-nos consolar pelo Senhor. A consolação do Senhor é verdadeira, não engana. Não é anestesia, não. Mas é próxima, é verdadeira e nos abre as portas da esperança.

O Papa convidou a fazer a Comunhão espiritual com a seguinte oração: 
Meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós!

Francisco terminou a celebração com adoração e a bênção eucarística. Antes de deixar a Capela dedicada ao Espírito Santo, foi entoada a antífona mariana “Regina caeli”, cantada no tempo pascal:

Rainha dos céus, alegrai-vos. Aleluia!

Porque Aquele que merecestes trazer em vosso seio. Aleluia!

Ressuscitou como disse. Aleluia!

Rogai por nós a Deus. Aleluia!

D./ Alegrai-vos e exultai, ó Virgem Maria. Aleluia!

C./ Porque o Senhor ressuscitou, verdadeiramente. Aleluia!

FONTE
Vatican News

Papa reza por padres e médicos mortos durante a pandemia

mai 3, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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VATICAN NEWS > Francisco presidiu a Missa na Casa Santa Marta, no Vaticano, na manhã deste IV Domingo da Páscoa, Domingo do Bom Pastor e Dia mundial de oração pelas vocações. A Missa deste 3 de maio foi a 50ª celebração eucarística em streaming diretamente da capela da Domus Sanctae Marthae, desde 9 de março, sinal de proximidade do Papa ao povo de Deus que em muitas partes do mundo não poder ir à Missa por causa da emergência coronavírus. Na introdução, Francisco dirigiu seu pensamento a sacerdotes e médicos:

Após três semanas da Ressurreição do Senhor, a Igreja hoje no quarto domingo da Páscoa celebra o domingo do Bom Pastor, Jesus Bom Pastor. Isso me leva a pensar nos muitos pastores no mundo que dão a vida pelos fiéis, inclusive nesta pandemia, muitos, mais de 100 morreram aqui na Itália. Penso também nos outros pastores que cuidam do bem das pessoas, os médicos. Fala-se dos médicos, daquilo que fazem, devemos considerar que somente na Itália 154 médicos morreram em serviço. Que o exemplo destes pastores padres e pastores médicos nos ajude a cuidar do santo povo fiel de Deus.

Na homilia, o Papa comentou a primeira Carta de São Pedro (1Pd 2,20b-25) em que o apóstolo diz que pelas feridas de Jesus fomos curados: “Andáveis como ovelhas desgarradas, mas agora voltastes ao pastor e guarda de vossas vidas”. Jesus é o pastor que vem salvar as ovelhas desgarradas. O Evangelho do dia (Jo 10,1-10) fala da porta através da qual se entra no redil: todos aqueles que não entram através dessa porta são ladrões e assaltantes, fintos pastores. Na história da Igreja houve muitos fintos pastores que exploraram o rebanho, que queriam o dinheiro, a carreira. Mas o rebanho o conhece e busca Deus por seus caminhos. O bom pastor ouve o rebanho, guia o rebanho, cuida dele, e o rebanho sabe distinguir entre os pastores, não erra, o rebanho confia no bom pastor, de Jesus. Somente o pastor que se assemelha a Jesus dá confiança ao rebanho. O estilo de Jesus deve ser o estilo do pastor. O bom pastor é manso e tenro, não se defende, tem aquela ternura da proximidade, conhece as ovelhas pelo nome e cuida de cada ovelha como se fosse a única. O bom pastor, Jesus, nos acompanha sempre no caminho da vida. É uma ideia de comunidade, de ternura, de bondade, de mansidão. É a Igreja que Jesus quer e Ele custodia essa Igreja. Este domingo é um belo domingo, de paz e de ternura porque o bom pastor cuida de nós, como diz o Salmo : “O Senhor é o meu pastor; não me falta coisa alguma”.

A seguir, o texto da homilia transcrita pelo Vatican News:

A Primeira Carta do apóstolo Pedro, que ouvimos, é uma passagem de serenidade. Fala de Jesus. Diz: “Sobre a cruz, carregou nossos pecados em seu próprio corpo, a fim de que, mortos para os pecados, vivamos para a justiça. Por suas feridas fostes curados. Andáveis como ovelhas desgarradas, mas agora voltastes ao pastor e guarda de vossas vidas”. Jesus é o pastor – assim Pedro o vê – que vem salvar, salvar as ovelhas desgarradas: éramos nós. E no Salmo 22 que lemos após esta leitura, repetimos: “O Senhor é o meu pastor; não me falta coisa alguma”. A presença do Senhor como pastor, como pastor do rebanho. E Jesus, no capítulo 10 de João, que lemos, se apresenta como o pastor. Aliás, não somente o pastor, mas a ”porta” pela qual se entra no redil. Todos aqueles que vieram e não entraram por aquela porta eram ladrões ou assaltantes ou queriam aproveitar-se do rebanho: os fintos pastores. E na história da Igreja houve muitos destes que exploravam o rebanho. O rebanho não lhe interessava, mas somente fazer carreira ou a política ou o dinheiro. Mas o rebanho o conhece, sempre o conheceu e andava procurando Deus por seus caminhos.

Mas quando se tem um bom pastor, se tem o rebanho que segue adiante, que leva adiante. O pastor bom ouve o rebanho, guia o rebanho, cuida do rebanho. E o rebanho sabe distinguir entre os pastores, não erra: o rebanho confia no bom pastor, confia em Jesus. Somente o pastor que se assemelha a Jesus dá confiança ao rebanho, porque Ele é a porta. O estilo de Jesus deve ser o estilo do pastor, não há outro. Mas também Jesus bom pastor, como diz Pedro na primeira leitura: “Sofreu por vós, deixando-vos um exemplo, a fim de que sigais os seus passos. Ele não cometeu pecado algum, mentira nenhuma foi encontrada em sua boca. Quando injuriado, não retribuía as injúrias; atormentado, não ameaçava”, era manso. Um dos sinais do bom pastor é a mansidão, é a mansidão. O bom pastor é manso. Um pastor que não é manso não é um bom pastor. Tem algo escondido, porque a mansidão se mostra como é, sem defender-se. Aliás, o pastor é tenro, tem aquela ternura da proximidade, conhece as ovelhas uma por uma e cuida de cada uma como se fosse a única, a ponto que quando volta para casa após um dia de trabalho, cansado, se dá conta que lhe falta uma, sai para trabalhar outra vez para buscá-la e… a carrega consigo, a carrega nas costas. Esse é o bom pastor, esse é Jesus, esse é quem nos acompanha no caminho da vida, a todos. E essa ideia do pastor, e essa ideia do rebanho e das ovelhas, é uma ideia pascal. A Igreja na primeira semana da Páscoa canta aquele belo hino para os novos batizados: “Estes são os novos cordeiros”, o hino que ouvimos no início da Missa. É uma ideia de comunidade, de ternura, de bondade, de mansidão. É a Igreja que Jesus quer e Ele custodia essa Igreja.

Este domingo é um belo domingo, é um domingo de paz, é um domingo de ternura, de mansidão, porque o nosso pastor cuida de nós. “O Senhor é o meu pastor; não me falta coisa alguma”.

O Papa convidou aqueles que não podem comungar sacramentalmente a fazer a Comunhão espiritual com a seguinte oração:

Meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós!

O Santo Padre terminou a celebração com adoração e a bênção eucarística. Francisco agradeceu às Acli – Associação católica dos trabalhadores italianos – que trouxeram para a capela a imagem de São José, por ocasião da festa de São José operário.

Antes de deixar a Capela dedicada ao Espírito Santo, foi entoada a antífona mariana “Regina caeli”, cantada no tempo pascal:

Rainha dos céus, alegrai-vos. Aleluia!

Porque Aquele que merecestes trazer em vosso seio. Aleluia!

Ressuscitou como disse. Aleluia!

Rogai por nós a Deus. Aleluia!

D./ Alegrai-vos e exultai, ó Virgem Maria. Aleluia!

C./ Porque o Senhor ressuscitou, verdadeiramente. Aleluia!

FONTE
Vatican News

1º de maio: “Para que não falte trabalho a nenhuma pessoa e todos sejam justamente retribuídos”, disse o Papa

mai 1, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Vatican News > Francisco presidiu a Missa na Casa Santa Marta, no Vaticano, na manhã desta sexta-feira, 1º de maio, em que a Igreja recorda São José operário. Encontrava-se na capela do Espírito Santo uma imagem de São José artesão, levada para esta ocasião pelas Acli, as Associações cristãs dos trabalhadores italianos. Na introdução, o Papa dirigiu seu pensamento ao mundo do trabalho:

Hoje, que é festa de São José operário, também Dia dos Trabalhadores, rezemos por todos os trabalhadores. Por todos. Para que não falte trabalho a nenhuma pessoa e todos sejam justamente retribuídos e possam gozar da dignidade do trabalho e da beleza do repouso”.

Na homilia, o Papa comentou a passagem da leitura do dia do Livro do Gênesis (Gn 1,26-2,3) em que é descrita a criação do homem à imagem e semelhança de Deus. “No sétimo dia, Deus considerou acabada toda a obra que tinha feito; e no sétimo dia descansou de toda a obra que fizera”.

Deus – afirmou Francisco – entrega a sua atividade, seu trabalho, ao homem, para que colabore com Ele. O trabalho humano é a vocação recebida por Deus e torna o homem semelhante a Deus porque com o trabalho o homem é capaz de criar. O trabalho dá a dignidade. Dignidade tão espezinhada na história. Também hoje há muitos escravos, escravos do trabalho para sobreviver: trabalhadores forçados, mal pagos, com a dignidade espezinhada. Tira-se a dignidade das pessoas. Também aqui onde estamos acontece – observou o Papa – com os trabalhadores diaristas com uma retribuição mínima por muitas horas trabalhadas, com a doméstica a quem não se paga o justo e não tem as seguranças sociais e a aposentadoria. Isso acontece aqui: é espezinhar a dignidade humana. Toda injustiça que se faz ao trabalhador é espezinhar a dignidade humana. Hoje, nos unimos a tantas pessoas crentes e não-crentes que celebram este dia do trabalhador por aqueles que lutam para ter justiça no trabalho. O Papa rezou por aqueles bons empresários que não querem demitir as pessoas, que protegem os trabalhadores como se fossem filhos, e rezou a São José para que nos ajude a lutar pela dignidade do trabalho, a fim de que haja trabalho para todos e que seja um trabalho digno.

A seguir, o texto da homilia transcrita pelo Vatican News:

Deus criou. Um Criador. Criou o mundo, criou o homem e deu uma missão, ao homem: administrar, trabalhar, levar a criação adiante. E a palavra “trabalho” é a que a Bíblia usa para descrever esta atividade de Deus: “Considerou acabada toda a obra que tinha feito; e no sétimo dia descansou de toda a obra que fizera”, e entregou esta atividade ao homem: “Tu deves fazer isto, custodiar aquilo, aquilo outro, deves trabalhar para criar comigo – é como se assim dissesse – este mundo, para que siga adiante”. A tal ponto que o trabalho nada mais é que a continuação do trabalho de Deus: o trabalho humano é a vocação do homem recebida de Deus para a finalidade da criação do universo.

E o trabalho é aquilo que torna o homem semelhante a Deus, porque com o trabalho o homem é criador, é capaz de criar, de criar muitas coisas, inclusive criar uma família para seguir adiante. O homem é um criador e cria com o trabalho. Essa é a vocação. E a Bíblia diz que “Deus viu tudo quanto havia feito, e eis que tudo era muito bom”. Isto é, o trabalho tem intrinsecamente uma bondade e cria a harmonia das coisas – beleza, bondade – e envolve o homem em tudo: no seu pensamento, no seu agir, tudo. O homem é envolvido no trabalhar. É a primeira vocação do homem: trabalhar. E isso dá dignidade ao homem. A dignidade que o faz semelhante a Deus. A dignidade do trabalho.

Uma vez, numa Caritas, um funcionário da Caritas disse a um homem que não tinha trabalho e ia à Caritas buscar alguma coisa para a família: “O senhor pode ao menos levar o pão para casa” – “Mas isso não me basta, não é suficiente”, foi a resposta: “Eu quero ganhar o pão para levá-lo para casa”. Faltava-lhe a dignidade, a dignidade de ser ele a “fazer” o pão, com o seu trabalho, e levá-lo para casa. A dignidade do trabalho, que é tão espezinhada, infelizmente. Na história lemos as brutalidades que faziam com os escravos: levavam-no da África para a América – penso naquela história que diz respeito à minha terra – e nós dizemos “quanta barbárie”… Mas também hoje há muitos escravos, muitos homens e mulheres que não são livres para trabalhar: são obrigados a trabalhar, para sobreviver, nada mais. São escravos: os trabalhos forçados… são trabalhos forçados, injustos, mal pagos e que levam o homem a viver com a dignidade espezinhada. São muitos, muitos no mundo. Alguns meses atrás lemos nos jornais, naquele país da Ásia, como um senhor tinha matado a pauladas um funcionário seu que ganhava menos de meio dólar por dia, por uma coisa que tinha saído mal feita por este. A escravidão de hoje é a nossa “indignidade”, porque tolhe a dignidade ao homem, à mulher, a todos nós. “Não, eu trabalho, tenho minha dignidade”: sim, mas seus irmãos, não. “Sim, padre, é verdade, mas isto, como está tão distante, tenho dificuldade de entender. Mas aqui onde estamos…”: também aqui, entre nós. Aqui, entre nós. Pense nos trabalhadores, os diaristas, que você faz trabalhar por uma retribuição mínima e não oito, mas doze, quatorze horas por dia: isso acontece hoje, aqui. No mundo inteiro, mas também aqui. Pense na doméstica que não tem justa retribuição, que não tem assistência social de segurança, que não tem capacidade de aposentadoria: isso não acontece somente na Ásia. Aqui.

Toda injustiça que se faz a uma pessoa que trabalha é espezinhar a dignidade humana, inclusive a dignidade de quem faz a injustiça: abaixa-se o nível e se acaba naquela tensão de ditador-escravo. Ao invés, a vocação que Deus nos dá é muito bonita: criar, re-criar. Trabalhar. Mas isso pode ser feito quando as condições são justas e se respeita a dignidade da pessoa.

Hoje nos unimos a muitos homens e mulheres, crentes e não-crentes, que comemoram hoje o dia do Trabalhador, o Dia do Trabalho, por aqueles que lutam para ter uma justiça no trabalho, por eles – bons empresários – que levam o trabalho adiante com justiça, mesmo se têm perdas.

Dois meses atrás ouvi por telefone um empresário, aqui, na Itália, que me pedia para rezar por ele porque não queria demitir ninguém e disse assim: “Porque demitir um deles é me demitir”. Essa consciência de muitos bons empresários, que protegem os trabalhadores como se fossem filhos. Rezemos também por eles. E peçamos a São José – com este ícone tão bonito com os instrumentos de trabalho em mãos – que nos ajude a lutar pela dignidade do trabalho, a fim de que haja trabalho para todos e que seja trabalho digno. Não trabalho de escravo. Essa seja a oração hoje.

O Santo Padre terminou a celebração com a adoração e a bênção eucarística, convidando a fazer a Comunhão espiritual. A seguir, a oração recitada pelo Papa: Aos vossos pés, ó meu Jesus, me prostro e vos ofereço o arrependimento do meu coração contrito que mergulha no seu nada na Vossa santa presença. Eu vos adoro no Sacramento do vosso amor, a inefável Eucaristia. Desejo receber-vos na pobre morada que meu coração vos oferece; à espera da felicidade da comunhão sacramental, quero possuir-vos em Espírito. Vinde a mim, ó meu Jesus, que eu venha a vós. Que o vosso amor possa inflamar todo o meu ser, para a vida e para a morte. Creio em vós, espero em vós. Amo-vos. Assim seja.

Antes de deixar a Capela dedicada ao Espírito Santo foi entoada a antífona mariana “Regina caeli”, cantada no tempo pascal:

Rainha dos céus, alegrai-vos. Aleluia!

Porque Aquele que merecestes trazer em vosso seio. Aleluia!

Ressuscitou como disse. Aleluia!

Rogai por nós a Deus. Aleluia!

D./ Alegrai-vos e exultai, ó Virgem Maria. Aleluia!

C./ Porque o Senhor ressuscitou, verdadeiramente. Aleluia!

FONTE
Vatican News

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