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AUDIÊNCIA GERAL > A fala do Papa Francisco sobre a “oração dos justos”

mai 27, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano – “A oração dos justos” foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira (27/05), realizada na Biblioteca do Palácio Apostólico, por causa da pandemia de coronavírus ainda em andamento. “O desígnio de Deus para a humanidade é bom, mas em nossa vida cotidiana experimentamos a presença do mal. Os primeiros capítulos do Livro do Gênesis descrevem a expansão progressiva do pecado nas vicissitudes humanas”, ressaltou o Papa.

O verme da inveja
Adão e Eva duvidam das intenções benevolentes de Deus, pensam que têm a ver com uma divindade invejosa, que impede a sua felicidade. Daí a rebelião: eles não acreditam mais num Criador generoso, que deseja sua felicidade. O seu coração, cedendo à tentação do maligno, é tomado por delírios de onipotência: Se comermos o fruto da árvore, nos tornaremos como Deus. E esta é a tentação: esta é a ambição que entra no coração. Mas a experiência segue na direção oposta: os seus olhos se abrem e descobrem que estão nus, sem nada. Não se esqueçam disso: o tentador é um mau pagador, ele paga mal”.

O mal se torna ainda mais perturbador com a segunda geração humana. É mais forte: é a história de Caim e Abel. Caim tem inveja de seu irmão: há o verme da inveja. Embora seja o primogênito, ele vê Abel como um rival, alguém que ameaça a sua primazia. O mal aparece em seu coração e Caim não consegue dominá-lo. O mal começa a entrar no coração: os pensamentos são sempre de olhar mal o outro, com suspeita. E isso, também com o pensamento: “Este é ruim. Me fará mal. E isso vai  entrando no coração. Assim, a história da primeira fraternidade se conclui com um homicídio. Penso na fraternidade humana: guerras por toda parte”.

O resgate da esperança
Segundo o Papa, “na descendência de Caim, se desenvolvem os trabalhos e as artes, mas se desenvolve também a violência, expressa pelo cântico sinistro de Lamec, que soa como um hino de vingança: «Por uma ferida, eu matarei um homem, e por uma cicatriz matarei um jovem. Se a vingança de Caim valia por sete, a de Lamec valerá por setenta e sete». A vingança: você fez, você pagará. Mas isso não diz o juiz, digo eu. Torno-me juiz da situação. Assim, o mal se espalha como uma mancha de óleo, até ocupar todo o quadro: «O Senhor viu que a maldade do homem crescia na terra e que todo projeto do coração humano era sempre mau». Os grandes afrescos do dilúvio universal e da torre de Babel revelam a necessidade de um novo início, assim como de uma nova criação que terá sua realização em Jesus Cristo”.

No entanto, nessas primeiras páginas da Bíblia, está escrita também outra história, menos evidente, muito mais humilde e devota, que representa o resgate da esperança. Mesmo que quase todos se comportem de maneira brutal, fazendo do ódio e da conquista o grande motor das vicissitudes humanas, existem pessoas capazes de rezar a Deus com sinceridade, capazes de escrever o destino do homem de uma maneira diferente.

A oração autêntica liberta dos instintos de violência
E o Papa citou como exemplo Abel, que oferece a Deus um sacrifício de primícias. Depois da sua morte, Adão e Eva tiveram um terceiro filho, Set, de quem nasceu Enós, que significa mortal. Depois aparece Henoc, personagem que “caminha com Deus”, arrebatado por Deus. Por fim, Noé, um homem justo que “caminhava com Deus”, diante do qual Deus detém seu propósito de cancelar a humanidade. E Francisco acrescentou:

Lendo essas histórias, tem-se a impressão de que a oração seja ao mesmo tempo um escudo, seja um refúgio do homem diante da onda do mal que cresce no mundo. Nós também rezamos para ser salvos de nós mesmos. É importante. Rezar: “Senhor, por favor, salva-me de mim mesmo, das minhas ambições, das minhas paixões. Salva-me de mim mesmo”. As pessoas que rezam nas primeiras páginas da Bíblia são homens promotores de paz: na verdade, a oração, quando é autêntica, liberta dos instintos de violência e tem um olhar voltado para Deus, para que Ele volte a cuidar do coração do homem.

Esta qualidade da oração é vivida por uma multidão de justos em todas as religiões”, disse ainda o Pontífice, citando o Catecismo da Igreja Católica. “A oração cultiva canteiros de renascimentos em lugares em que o ódio do homem só foi capaz de ampliar o deserto. A oração é poderosa, porque atrai o poder de Deus e o poder de Deus sempre dá vida: sempre. Ele é o Deus da vida e faz renascer”, frisou o Papa.

A oração é sempre uma corrente de vida
Segundo Francisco, “o senhorio de Deus passa pela corrente desses homens e mulheres, muitas vezes incompreendidos ou marginalizados no mundo. Mas o mundo vive e cresce graças à força de Deus que esses seus servidores atraem com a sua oração. São uma corrente que não é barulhenta, que raramente sai nas manchetes, mas é muito importante para restabelecer a confiança no mundo”.

E o Papa contou uma história: “Lembro-me da história de um homem: um chefe de governo, importante, não desse tempo, de tempos passados. Ateu. Ele não tinha senso religioso em seu coração. Mas quando criança, ouvia a avó que rezava, e isso permaneceu em seu coração. Num momento difícil de sua vida, aquela lembrança voltou ao seu coração e disse: “Mas a avó rezava…”. Ele começou a rezar com as coisas que sua avó dizia e ali encontrou Jesus. A oração é sempre uma corrente de vida, sempre. Muitos homens e mulheres que rezam, rezam, semeiam vida. A oração semeia vida. A pequena oração… Por isso que é importante ensinar as crianças a rezar. Me dói quando encontro crianças e “faço o sinal da cruz”, e elas fazem assim, fazem um gesto: não sabem fazê-lo. Ensine as crianças a fazerem bem o sinal da cruz: é a primeira oração. Que as crianças aprendam a rezar. Depois, talvez, elas se esqueçam, sigam outro caminho; mas isso permanece no coração, porque é uma semente de vida, a semente do diálogo com Deus.

Francisco concluiu a sua catequese, afirmando que o caminho de Deus na história de Deus é transitado por essas pessoas. “Passou por um “resto” da humanidade que não se conformou com a lei do mais forte, mas pediu a Deus para realizar os seus milagres e transformar o nosso coração de pedra em coração de carne. E isso ajuda a oração: porque a oração abre a porta para Deus, para que transforme o nosso coração muitas vezes de pedra, num  coração humano. É preciso muita humanidade, e com a humanidade se reza bem.

FONTE
Vatican News

TERÇO > Reze com o Papa no próximo sábado, 30 de maio, a partir do meio dia e meia

mai 26, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano – No próximo dia 30 de maio, os católicos têm um encontro marcado com o Papa Francisco. No encerramento do mês mariano, como é tradição, o Papa rezará o terço nos Jardins Vaticanos às 17h30 locais (12h30 em Brasília). Mas, desta vez, o evento será transmitido em streaming, com comentários em português, diretamente da Gruta de Lourdes. A duração prevista é de uma hora.

Os fiéis rezarão para pedir o auxílio e o consolo de Nossa Senhora para enfrentar a pandemia do coronavírus. A iniciativa é do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização. O presidente, Dom Rino Fisichella, enviou uma carta aos reitores dos santuários pedindo que participem celebrando a sua própria oração do Terço, de acordo com as medidas locais de segurança, na mesma hora do evento de Roma.

Citando os Atos dos Apóstolos 1,14, “Todos se uniram constantemente em oração, juntamente com Maria“, Dom Fisichella escreve: “À luz da situação de emergência causada pela pandemia do coronavírus que provocou a interrupção da atividade normal de todos os santuários e a interrupção de todas as peregrinações, o Papa Francisco deseja expressar um gesto de proximidade a cada um de vocês com a oração do Santo Terço”. O evento poderá se seguido através do nosso site e das redes sociais do Vatican News.

FONTE
Vatican News

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Da Ascensão a Pentecostes: rezar pela Unidade Cristã

mai 25, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Gentileza gera gentileza”. O tema da SEMANA DE ORAÇÃO PELA UNIDADE CRISTÃ foi apoiado em passagem no livro dos Atos dos Apóstolos. A narrativa, que norteará as ações que acontecerão entre os dias 24 e 31 de maio, faz referência à forma gentil com que o apóstolo Paulo e outros passageiros foram acolhidos após um naufrágio. Grupos muitos distintos formavam aquela tripulação. Expostos às forças da Natureza, acabaram conduzidos a um território desconhecido. O navio e a carga se perderam, mas o Senhor não “ceifou” nenhuma das 276 vidas confiadas à sua Divina Providência; que se manifestou por meio de uma “gentileza fora do comum” (At 28, 2) demonstrada pelos nativos da Ilha.

A presente edição da Semana de Oração contará com materiais preparados pelas Igrejas Cristãs em Malta. Segundo o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), todos os anos, em 10 de fevereiro, muitos fiéis naquela localidade recordam o naufrágio de Paulo, “agradecendo a chegada da fé cristã naquele território”.

Que todos sejam um” (Jo 17, 21)
A partir de 1968, materiais para a Semana de Oração passaram a ser preparados de forma conjunta pela Comissão Fé e Ordem do Conselho Mundial de Igrejas e pelo Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos. “Para o louvor de sua glória” (Ef 1, 14) foi o tema naquele ano. A Semana de Oração pela Unidade Cristã, nos países do Hemisfério Sul, é celebrada entre a Ascensão e Pentecostes. No Norte, ela já aconteceu entre 18 e 25 de janeiro; seguindo proposta de Paul Watson que, em 1908, sugeriu a sua realização em período que culmina com a Festa de São Paulo. “Levando em conta essa flexibilidade no que diz respeito à data, estimulamos a todos os cristãos, ao longo do ano, a expressar o grau de comunhão que as Igrejas já atingiram e a orar juntos por uma unidade cada vez mais plena, que é desejo do próprio Cristo”, declarou o CONIC.

Ilustração
Esse ano, o cartaz que ilustra a iniciativa é uma criação de Lílian Santos Gomes. Anglicana, a artista plástica acredita que a união e o diálogo são oportunidades de encontro com o objetivo comum da unidade na diversidade. “De algum modo, ações como a Semana de Oração ajudam a tornar o mundo um lugar melhor”, disse ao ser declarada vencedora do concurso para a escolha da arte que acompanhará a iniciativa.

Pensamento
No contexto da Semana de Oração pela Unidade Cristã, o assessor da Comissão para o Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, padre Marcus Barbosa Guimarães, destaca fala do Papa Francisco acerca da importância dessa unidade: “Sim, escolher ser de Jesus antes que de Apolo ou de Cefas (cf. 1Cor 1,12), antepor o ser de Cristo ao fato de ser ‘judeu ou grego’ (cf. Gal 3, 28), ser do senhor antes que de direita ou de esquerda, escolher em nome do Evangelho o irmão antes que a si mesmo, significa frequentemente, aos olhos do mundo, trabalhar com prejuízo. Não tenhamos medo de trabalhar com prejuízo! O ecumenismo é ‘um grande empreendimento com prejuízo“ (declaração feita durante Oração Ecumênica, em Genebra, em 2018).

Comunhão
O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, responsável pela animação da Semana de Oração no Brasil, é formado pela Aliança de Batistas do Brasil, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Igreja Presbiteriana Unida e Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia, além da Igreja Católica Apostólica Romana.

TEXTO
André Botelho
Assessor de Comunicação
Santuário São Judas Tadeu 

REGINA COELI: Praça de São Pedro é reaberta. Papa saúda os fiéis

mai 24, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano – Domingo com a Praça São Pedro finalmente aberta depois de mais de dois meses de fechamento. A última oração com a presença de fiéis foi no dia 8 de março. Mantido o distanciamento, não se pode falar de multidão na Praça, mas a possibilidade para os fiéis de estarem ali, rezando com o seu pastor, é um sinal de esperança de que a vida, mais cedo ou mais tarde, poderá retomar seu ritmo. Como previsto, o Papa rezou o Regina Coeli da Biblioteca do Palácio Apostólico e somente no final assomou à janela para saudar os presentes.

Sem testemunho não há anúncio
Na alocução, Francisco recordou que em muitos países se celebra a solenidade da Ascensão do Senhor. O trecho do Evangelho de Mateus mostra os Apóstolos que se reúnem na Galileia e no monte se realiza o último encontro do Senhor ressuscitado com os seus. Desta vez, no monte Jesus não age nem ensina, mas confia aos discípulos a tarefa de continuar a sua obra. Jesus diz: « Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei!» ( v. 19-20).

A missão confiada aos Apóstolos é esta, explicou o Papa: anunciar, batizar e ensinar a caminhar na via traçada pelo Mestre, isto é, o Evangelho. “Esta mensagem de salvação implica antes de tudo o dever do testemunho, sem testemunho não se pode anunciar, ao qual também nós, discípulos de hoje, somos chamados para dar conta da nossa fé.” Diante de uma tarefa tão difícil, e pensando nas nossas fraquezas, nos sentimos inadequados, prosseguiu Francisco, mas não se deve desencorajar, recordando as palavras que Jesus dirigiu a eles antes de subir ao Céu: «Eis que eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo’.» (v. 20). Esta promessa, disse ainda o Papa, garante a presença constante e consoladora de Jesus entre nós, que se dá por meio do seu Espírito. Ele conduz a Igreja a caminhar na história como companheira de cada homem.

Um novo modo de estar conosco
Com a promessa de permanecer conosco até o fim dos tempos, Jesus inaugura o estilo de sua presença no mundo como Ressuscitado: uma presença revelada na Palavra, nos Sacramentos, na ação constante e interior do Espírito Santo. “A festa da Ascensão nos diz que, embora tenha subido ao Céu para habitar gloriosamente à direita do Pai, Jesus está ainda e sempre entre nós: disso vêm a nossa força, a nossa perseverança e a nossa alegria. Justamente da presença de Jesus entre nós com a força do Espírito Santo.”  O Papa concluiu pedindo a intercessão de Nossa Senhora para que “acompanhe nossa viagem com sua proteção materna: dela aprendemos a doçura e a coragem de sermos testemunhas no mundo do Senhor Ressuscitado”.

FONTE
Vatican News

DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES: Livro do Papa Francisco é lançado

mai 24, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano – “Diferentes e unidos: Com_unico, logo existo” este é o título do livro publicado pela Livraria e Editora Vaticana – Dicastério para a Comunicação da Santa Sé, neste domingo, dia 24. Trata-se de um volume que reúne textos e discursos do Santo Padre, acompanhados por um seu escrito inédito, sobre comunicação e relações humanas. O prefácio do livro é de Justin Welby, Arcebispo de Cantuária, primaz de toda a Inglaterra e líder mundial da Comunhão Anglicana.

O livro faz parte de “intercâmbios de dons”, uma coleção da editora, caracterizada pela sua vocação ecumênica, que reúne textos e discursos do Santo Padre, acompanhados por um seu escrito inédito. A introdução, geralmente, é assinada por um representante dos irmãos e irmãs das Igrejas e Comunidades eclesiais separadas, com as quais se caminha rumo ao restabelecimento da plena comunhão. O volume “Diferentes e unidos” contém as reflexões do Santo Padre sobre as relações humanas: relações entre as pessoas criadas à imagem de Deus. “Estas relações humanas são as mais bonitas e frutíferas” – diz o Arcebispo Welby no prefácio – “que fundam suas raízes no amor de Deus por nós“.

Texto inédito do Papa
Com o olhar de Jesus”: eis o título do texto inédito do Papa Francisco, que parte da sua reflexão sobre a história do “jovem rico“, que pergunta a Jesus: “Mestre, o que se deve fazer para obter a vida eterna“. Então, Jesus dirigiu-lhe seu olhar com amor, porque a fé cristã se baseia na simples afirmação: “Jesus tem natureza divina e Deus é amor“. Sem este “olhar amoroso” – diz Francisco – “a comunicação humana, o diálogo entre as pessoas, pode facilmente tornar-se apenas um duelo dialético“. À base de toda forma de comunicação e relação humana está a disposição de ouvir o outro e, sobre este tema, diz: “Temos que aprender muito com a lição do Santo cardeal John Henry Newman. A sua reflexão concentra-se, de modo particular, sobre a dimensão da imaginação e da “disposição” do coração, que desempenha um papel mais importante que o da razão, para que o homem possa, realmente, ser tocado pela experiência da fé“. Neste sentido, a oração é imprescindível para purificar o coração.

Identidade e liberdade podem conviver
Por isso, diz o Pontífice, identidade e alteridade existem e podem conviver em um contexto de coragem, liberdade e oração. A alteridade é vital para a identidade. Minha identidade é um ponto de partida, mas, sem a alteridade, enfraquece. Eis o ponto crucial: mobilizamo-nos, mais uma vez, no coração do cristianismo: “Jesus fixou seu olhar no jovem e o amou, como pessoa, como dom. Mas diante do seu convite: “Vai e vende tudo e o dê aos pobres… depois, vem e segue-me”, o jovem, entristecido, foi embora, porque tinha muitos bens e, portanto, não era uma pessoa livre. Sem liberdade não há verdade.

O Santo Padre concluiu seu texto inédito, dizendo: “Jesus fixou seu olhar no jovem e, hoje, também em nós, na nossa vida. Assim, ele entra em relação com os homens e se comunica com eles. O olhar de Jesus é um olhar de amor gratuito e generoso, até à total doação de si”.

FONTE
Manuel Tavares
Vatican News

“Gentileza gera Gentileza”: Semana de Oração pela Unidade Cristã

mai 22, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Semana de Oração pela Unidade Cristã 2020 convida cristãos a praticar a acolhida

A Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC) está chegando. Este ano, ela será celebrada de 24 a 31 de maio, e o tema escolhido para este ano é a inspiração bíblica contida nos Atos dos Apóstolos 28,2: “Eles nos demonstraram uma benevolência fora do comum”. E o lema é a expressão que se popularizou no Brasil: “Gentileza gera gentileza!”. Em função da pandemia do novo Coronavírus, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic) informa que as mudanças foram necessárias para que todos e todas celebrem a unidade com segurança. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) integra o Conic por meio de sua Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso.

A SOUC 2020 foi preparada pelas Igrejas cristãs em Malta. Todos os anos, em 10 de fevereiro, muitos cristãos da ilha celebram a festa do naufrágio do apóstolo Paulo, destacando e agradecendo a chegada da fé cristã nesse território. A leitura de Atos usada na festa este ano foi o texto escolhido para a SOUC 2020. Ao longo da Semana, serão publicados diversos materiais que sirvam de inspiração e incentivo à unidade e, no dia 31 de maio, a motivação é que todas as comunidades, independentemente de sua tradição confessional, celebrem o Pentecostes virtualmente, compartilhando nas redes sociais o testemunho público de amor e solidariedade das igrejas em tempos de pandemia. A unidade na diversidade fortalece-nos para ações de gentileza e amor à pessoa próxima.

“As igrejas são parte da grande Casa Comum que é a criação de Deus. As comunidades primitivas celebravam nas casas. Era ali que amigos e amigas, familiares, reuniam-se para louvar e celebrar. A SOUC 2020 irá conectar estas diferentes casas, de Norte a Sul do país, pelas redes sociais. Isso porque, cabe-nos cuidar da pessoa próxima, e este cuidado, hoje, significa interligar-nos em espírito e oração, mediados pelas redes sociais”, declara Romi Bencke, secretária-geral do CONIC.

“Gentileza gera gentileza”
Conta a comunidade dos Atos dos Apóstolos que Pedro em uma viagem a Roma naufragou junto um grupo de pessoas. Os que conseguiram sobreviver às intempéries foram parar na ilha de Maltas. No versículo 10, Cap. 18, dos Atos dos Apóstolos fica-se sabendo que: “Os nativos nos demonstraram uma benevolência fora do comum” (Atos dos Apóstolos 28.2).

O bispo de Cornélio Procópio (PR) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da CNBB, dom Manoel João Francisco falou ao portal da CNBB sobre a SOUC 2020 que terá início no próximo dia 24 de maio, na solenidade da Ascenção do Senhor, e se estende até o dia 31 seguinte. Dom Manoel lembrou que, no Brasil, a Semana de Oração pela Unidade Cristã é celebrada na semana que antecede a solenidade de Pentecostes, no próximo dia 31. “Com a vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos e Nossa Senhora reunidos no Cenáculo, na cidade de Jerusalém, nós rezamos pela unidade cristã. Ou seja, para que, conforme o desejo de Jesus, voltemos a ser um só rebanho, sob a égide de um só Pastor, o Cristo Senhor”, afirmou. O bispo reforçou que este ano o caminho espiritual para vivência da semana foi preparado por um grupo de irmãos da Ilha de Malta. “Aquela na qual, cujo relato do livro dos Atos dos Apóstolos, diz que São Paulo e outros navegantes foram acolhidos após o naufrágio em sua viagem para Roma”, indicou.

O naufrágio de Pedro e dos atuais Migrantes
Para dom Manoel, o naufrágio de São Paulo apóstolo traz de imediato à mente as “centenas de milhares de imigrantes que fugindo da fome, das guerras e de situações climáticas inóspitas se aventuram através do mar mediterrâneo, em barcos frágeis, na tentativa de melhores dias. Muitos deles também naufragam e acabem perdendo a própria vida”. O tema das migrações é um tema precioso ao Papa Francisco. “Hoje muitas pessoas estão enfrentando terrores semelhantes nestes mesmos mares, nos mesmos lugares, mencionados nos Atos dos Apóstolos, no capítulo 27, versículo 18, também no capítulo 28, 10º versículo, também fazem parte das histórias dos migrantes modernos”, disse.

Muitos migrantes de hoje, reforçou o presidente da Comissão para o Ecumenismo da CNBB, em outras partes do mundo passam por situações perigosas por terra e mar para escapar de guerras, desastres naturais e da pobreza geradas pelas crises internas de seus países. “Suas vidas também estão expostas à imensas e indiferentes forças não apenas naturais mas também políticas, econômicas e humanas”, afirmou.

Entre os migrantes, disse dom Manoel, “encontram-se fieis das diversas Igrejas Cristãs e também seguidores de outras religiões”. Para o religioso, não basta rezar para que os Cristãos e Cristãs estejam institucionalmente unidos. “A unidade cristã só será autêntica quando a desigualdade social entre cristãos for superada. Nesta Semana de Oração de Unidade Cristã, que se iniciará no próximo domingo, 24 de maio, Dia da Ascensão do Senhor, precisamos pedir a conversão de nossa indiferença diante do sofrimento de tantos outros cristãos e cristãs. Assim como os Malteses demonstraram uma benevolência fora da comum também nós somos chamados à hospitalidade. A acolhida e a hospitalidade para quem precisa são os selos que autentificam a nossa oração pela unidade cristão”, concluiu.

FONTE
Conferência Nacional
dos Bispos do Brasil

SOLENIDADE DA ASCENSÃO: indicativos do Papa Francisco

mai 21, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa Francisco, na Audiência Geral de 20 de maio de 2020

Cidade do Vaticano – Mais uma vez um convite à missão, ao anúncio do Evangelho e ao testemunho diário. São palavras do Papa no final da Audiência Geral desta quarta-feira (20), durante as saudações em italiano aos fiéis conectados via streaming. Francisco antecipa a Solenidade da Ascensão do Senhor, exortando todos a serem “testemunhas generosas de Cristo Ressuscitado“, conscientes de que Ele, subindo aos céus, não abandona ninguém, ao contrário, “Ele está sempre conosco e nos sustenta ao longo do caminho“. “Dirijo um pensamento especial aos jovens, aos idosos, aos doentes e aos recém-casados. Jesus Cristo, subindo ao céu, deixa uma mensagem e um programa para toda a Igreja: Ide e ensinai todas as nações… ensinando-as a observar tudo o que vos ensinei. Que seja seu ideal e seu compromisso, tornar conhecida a palavra de salvação de Cristo e dar testemunho dela na vida diária. A todos minha bênção!

Origens da Solenidade
Na quinta-feira da sexta semana da Páscoa, 40 dias após a Ressurreição, a Solenidade da Ascensão é celebrada no Vaticano e em alguns países do mundo, e em outros, é adiada para o domingo seguinte. Neste dia é lembrada a Ascensão ao céu de Jesus que, de fato, conclui sua estada terrena entre os homens para se unir fisicamente ao Pai e não aparecer novamente na Terra até sua Segunda Vinda (Parusia) para o Juízo Final. Trata-se de uma festividade muito antiga da qual existem vestígios já no século IV. No Credo dos Apóstolos é mencionada com estas palavras: “Jesus subiu aos céus, e está sentado à direita do Pai. E novamente ele virá, em glória, para julgar os vivos e os mortos, e o seu reino não terá fim“. O episódio está bem descrito nos Evangelhos de Marcos e Lucas e nos Atos dos Apóstolos.

As palavras do Papa
Para a Igreja Católica, a Ascensão é o prelúdio ao Pentecostes e de alguma forma marca o início de sua história e de sua missão junto com a humanidade. Francisco o recorda todos os anos nesta ocasião, insistindo no compromisso de cada cristão com o anúncio da salvação. Durante Regina Coeli, em 13 de maio de 2018, o Papa disse: “Trata-se de ser homens e mulheres da Ascensão, ou seja, buscadores de Cristo pelas sendas do nosso tempo, levando a sua palavra de salvação até aos confins da terra. Neste itinerário, encontramos o próprio Jesus nos irmãos, sobretudo nos mais pobres, em quantos sofrem na própria carne a dura e mortificadora experiência de antigas e novas pobrezas. Assim como inicialmente Cristo Ressuscitado enviou os seus apóstolos com a força do Espírito Santo, também hoje Ele nos envia, com a mesma força para dar sinais concretos e visíveis de esperança. Porque Jesus que nos dá a esperança, foi elevado ao céu, abriu as portas do céu e a esperança que nós para lá iremos”.

No Regina Caeli de 1º de junho de 2014, o Papa falava da missão como comando necessário e não facultativo, quando afirmava: “Ir”, ou melhor, “partir” torna-se a palavra-chave da festa de hoje: Jesus parte, sobe ao Céu, isto é, volta para o Pai pelo qual tinha sido enviado ao mundo. Cumpriu o seu trabalho, e depois voltou para o Pai. Mas não se trata de uma separação, porque Ele permanece para sempre conosco, de uma forma nova. Com a sua Ascensão, o Senhor ressuscitado atrai o olhar dos Apóstolos — e também o nosso — às alturas do Céu para nos mostrar que a meta do nosso caminho é o Pai.

Por fim, durante a homilia da Missa na Casa Santa Marta de 26 de maio de 2017, o Pontífice pedia para que este episódio nos desse estímulo para subir ao Céu, conhecer Cristo de perto e contar aos homens as suas obras e os seus prodígios: “Jesus, antes de partir disse: ‘Ide e fazei discípulos em todas as nações’. O lugar do cristão é o mundo para anunciar a Palavra de Jesus, para anunciar que fomos salvos, que Ele veio para nos dar a graça, para nos levar todos com Ele diante do Pai”.

FONTE
Vatican News

AUDIÊNCIA GERAL: Francisco segue com o tema da oração

mai 20, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano - O Papa Francisco deu continuidade ao tema da oração, refletindo sobre o mistério da Criação, na Audiência Geral desta quarta-feira (20/05), realizada na Biblioteca do Palácio Apostólico, devido à pandemia da Covid-19. “A vida, o simples fato de existirmos, abre o coração do ser humano à oração”, disse Francisco, reiterando que “a primeira página da Bíblia se assemelha a um grande hino de ação de graças. A narração da Criação é ritmada por refrões, onde são reiteradas continuamente a bondade e a beleza de tudo o que existe. Deus, com sua palavra, chama à vida, e tudo começa a existir. Com a palavra, separa a luz das trevas, alterna o dia e a noite, alterna as estações, abre um leque de cores com variedade de plantas e animais. Nesta floresta transbordante que vence rapidamente o caos, o homem aparece por último. Essa aparição provoca um excesso de exultação que amplifica a satisfação e alegria: Deus viu tudo o que havia feito, e tudo era muito bom.”

“A beleza e o mistério da Criação geram no coração do homem o primeiro movimento que desperta a oração. Diz o Salmo 8: Quando contemplo o céu, obra de teus dedos, a lua e as estrelas que fixaste… O que é o homem, para dele te lembrares? O ser humano, para que o visites?.” E o Papa acrescentou: A pessoa que reza contempla o mistério da existência ao seu redor, vê o céu estrelado que lhe é superior, e que a astrofísica nos mostra hoje em toda a sua imensidão, e se pergunta que desígnio de amor deve estar por trás de uma obra tão poderosa! Nesta vastidão sem limites, o que é o homem? “Quase nada”, diz outro Salmo: um ser que nasce, um ser que morre, uma criatura muito frágil. No entanto, em todo o universo, o ser humano é a única criatura consciente dessa profusão de beleza. Um pequeno ser que nasce, morre, hoje existe, amanhã não se sabe… mas é o único consciente. Somos nós, conscientes dessa beleza. A oração do ser humano está estritamente ligada ao sentimento de estupor. A grandeza do homem é infinitamente pequena quando comparada ao tamanho do universo. As suas maiores conquistas parecem pouca coisa. O homem não é nada. Na oração, se afirma prepotente um sentimento de misericórdia”, sublinhou Francisco. “Nada existe por acaso: o segredo do universo está num olhar benevolente que alguém encontra em nossos olhos. O Salmo afirma que somos feitos pouco menos que um Deus, somos coroados de glória e honra. A relação com Deus é a grandeza do homem: a sua entronização. Por natureza, somos quase nada, pequenos, mas por vocação, pelo chamado, somos filhos do grande Rei”, disse ainda o Pontífice.

É uma experiência que muitos de nós já fizemos. Se a vicissitude da vida, com toda as suas amarguras, às vezes corre o risco de sufocar em nós o dom da oração, basta a contemplação de um céu estrelado, de um pôr do sol, de uma flor…, para reacender a centelha da gratidão. Essa experiência é talvez a base da primeira página da Bíblia. “Quando foi redigida a grande narração bíblica da Criação, o povo de Israel não estava passando por dias felizes. Um poder inimigo tinha ocupado a terra; muitos foram deportados e eles se tornaram escravos na Mesopotâmia. Não havia mais pátria, templo, vida social e religiosa, nada”, sublinhou Francisco.

Segundo o Papa, foi partindo da grande história da Criação, que alguém começou a encontrar motivos para agradecer, para louvar a Deus pela existência. “A oração é a primeira força da esperança. Você reza e a esperança cresce, vai adiante. Eu diria que a oração abre a porta para a esperança. A esperança está aí, mas com minha oração abro a porta. Os homens de oração protegem as verdades básicas; são eles que repetem, primeiramente a si mesmos e depois a todos os outros, que esta vida, apesar de todos os seus esforços e provações, apesar de seus dias difíceis, é cheia de uma graça pela qual se maravilhar. E, como tal, deve sempre ser defendida e protegida”, disse o Papa, acrescentando:

Os homens e mulheres que rezam sabem que a esperança é mais forte que o desânimo. Eles acreditam que o amor é mais forte que a morte e que certamente triunfará um dia, nos tempos e modos que não conhecemos. Os homens e mulheres de oração carregam reflexos de luz em seus rostos, pois, mesmo nos dias mais sombrios, o sol não deixa de iluminá-los. A oração o ilumina, ilumina sua alma, ilumina seu coração e ilumina o seu rosto. Mesmo nos tempos mais sombrios, mesmo nos tempos de mais dor.

Todos somos portadores de alegria. Você já pensou nisso? Que você é um portador de alegria? Ou você prefere levar más notícias, coisas que entristecem? Todos somos capazes de levar alegria”, disse ainda Francisco, que concluiu sua catequese dizendo que “esta vida é o presente que Deus nos deu, muito curta para desperdiçá-la na tristeza, na amargura. Louvemos a Deus, felizes simplesmente por existir. Somos os filhos do grande Rei, do Criador, capazes de ler sua assinatura em toda a criação. Aquela criação que hoje não protegemos, mas nessa criação há a assinatura de Deus que a fez por amor. Que o Senhor nos faça entender isso mais profundamente e nos leve a dizer “obrigado”. Esse “obrigado” é uma oração bonita”.

FONTE
Vatican News

DIA MUNDIAL DO MIGRANTE E DO REFUGIADO: a mensagem do Papa Francisco

mai 19, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa lançou mensagem para o 106º para Dia Mundial do Migrante e do Refugiado

Brasília -Forçados, como Jesus Cristo, a fugir” é a temática do próximo Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, a ser celebrado no dia 20 de setembro. Ao escolher o tema, a proposta do Papa Francisco é colocar no centro da reflexão a experiência de Jesus de quando era menino, que junto da família foi obrigado a deixar sua terra por causa de uma perseguição.

O bispo de Pesqueira (PE) e referencial da Pastoral do Migrante do Setor Mobilidade Humana da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Sociotransformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom José Luiz Ferreira Salles, disse que a intenção do Santo Padre com a mensagem para o 106º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado foi chamar a atenção do cuidado pastoral das pessoas deslocadas internamente, principalmente, porque são as mais afetadas e esquecidas neste tempo de pandemia do Coronavírus.

“Quando falamos dos deslocados internamente, estamos falando de quarenta e um milhões de pessoas, segundo dados mais recentes, que representam uma grande porção das pessoas que estão em movimento hoje. Mas, que não atravessam outros países. Permanecem em seu território nacional. Essa gente geralmente permanece anônimos. Eu que trabalho no Nordeste conheço muito bem essa situação. Muita gente que saiu da nossa terra em busca de melhores condições de vida para trabalhar nas grandes obras está voltando porque estão desempregadas, estão voltando novamente para suas comunidades”, disse o bispo.

No texto da mensagem, segundo dom José Luiz, o Papa Francisco reforça ainda que as próprias agendas políticas acabaram “relegando para um plano secundário”, emergências humanitárias como essa e dedicou a mensagem a todas as pessoas deslocadas internamente, mas também a quem “vive experiências de precariedade, abandono, marginalização e rejeição por causa do vírus da Covid-19”.

Para dom José Luiz “tudo isso se coloca como desafios pastorais para as comunidades cristãs na missão de acolher, de ajudar cada pessoa a reconstruir a sua história, muitas vezes de acompanhar os processos, também de retorno as suas terras. Eu lembro aqui o trabalho do serviço pastoral Migrantes: igrejas de origem e destino realizado há anos no Brasil”.

De acordo com a mensagem deste ano, o ponto de partida do Papa foi inspirado na constituição apostólica Exsul Família (1/VIII/1952), do Papa Pio XII: “na sua fuga para o Egito, o menino Jesus experimenta, juntamente com seus pais, a dramática condição de deslocado e refugiado ‘marcada por medo, incerteza e dificuldades’ (cf. Mt 2, 13-15.19-23)”. Milhões de famílias se reconhecem nessa triste realidade, diz o Papa, “em cada um deles, está presente Jesus, forçado – como no tempo de Herodes – a fugir para Se salvar”.

Leia a íntegra da mensagem para o 106º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado

FONTE
Conferência Nacional
dos Bispos do Brasil

Papa Francisco recorda centenário de nascimento de São João Paulo II

mai 18, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Vatican News – No centésimo aniversário do nascimento de São João Paulo II (18 de maio de 1920), o Papa Francisco presidiu a Missa na capela da Basílica de São Pedro onde se encontra o túmulo do Papa Wojtyla. Entre os concelebrantes, o vigário do Papa para a Cidade do Vaticano e arcipreste da Basílica Vaticana, cardeal Angelo Comastri; o esmoleiro apostólico, o cardeal polonês Konrad Krajewski; dom Piero Marini, durante 18 anos mestre das celebrações litúrgicas no Pontificado de João Paulo II; e o arcebispo polonês Jan Romeo Pawłowski, chefe da terceira Seção da Secretaria de Estado que se ocupa dos diplomatas da Santa Sé.

Esta foi a última das Missas da manhã celebradas ao vivo streaming por Francisco desde 9 de março passado, após a suspensão das celebrações com a participação de fiéis por causa da pandemia da Covid-19. Com a retomada na Itália, e em outros países, das celebrações com fiéis, cessa, a partir de amanhã, 19 de maio, a transmissão ao vivo da Missa das 7h locais da Casa Santa Marta. O Papa faz votos de que o povo de Deus possa voltar à familiaridade comunitária com o Senhor nos sacramentos, sempre respeitando – como disse ontem, no Regina Caeli dominical – as prescrições estabelecidas para a saúde de todos. A Basílica de São Pedro saneada sexta-feira passada.

O Papa, recitando a oração da Coleta, rezou “Deus, rico de misericórdia”, que colocastes “o Santo João Paulo II” à frente da vossa Igreja, fazei que, “instruídos pelos seus ensinamentos, abramos confiadamente os nossos corações à graça salvadora de Cristo, único Redentor do homem”.

Na homilia, o Papa recordou que “o Senhor ama o seu povo” e o povo de Israel “quando o Senhor por este amor enviava um profeta, um homem de Deus, dizia: “O Senhor visitou o seu povo, porque o ama”. E o esmo dizia a multidão que seguia Jesus vendo as coisas que fazia: “O Senhor visitou o seu povo”. “E hoje nós aqui podemos dizer: cem anos atrás o Senhor visitou o seu povo, enviou um homem, o preparou para ser bispo e guiar a Igreja”. “O Senhor ama o seu povo, o Senhor visitou o seu povo, enviou um pastor”.

Francisco indicou três traços do bom pastor que se encontram em São João Paulo II: “A oração, a proximidade ao povo, e o amor pela justiça. São João Paulo II era um homem de Deus porque rezava e rezava muito”, apesar do muito trabalho que tinha para guiar a Igreja. “Ele bem sabia que a primeira tarefa de um bispo é rezar” e “ele o sabia, ele o fazia. Modelo de bispo que reza, a primeira tarefa. E nos ensinou que à noite, quando um bispo faz o exame de consciência, deve perguntar-se: quantas horas rezei hoje? Um homem de oração”.

“Segundo traço, um homem de proximidade. Não era um homem separado do povo, aliás, ia encontrar o povo e rodou o mundo inteiro, encontrando o seu povo, buscando o seu povo, fazendo-se próximo. E a proximidade é um dos traços de Deus com o seu povo. Recordamos que o Senhor diz ao povo de Israel: ‘Olha, qual povo teve seus deuses tão próximos como tu comigo?’. Uma proximidade de Deus com o povo que depois se faz estreita em Jesus, se faz forte em Jesus. Um pastor é próximo do povo, do contrário não é pastor, é um hierarca, é um administrador, talvez bom, mas não é pastor. Proximidade ao povo. E São João Paulo II nos deu o exemplo desta proximidade: próximo dos grandes e dos pequenos, dos de perto e dos de longe, sempre próximo, se fazia próximo”.

“Terceiro traço, o amor pela justiça. Mas a justiça plena! Um homem que queria a justiça, a justiça social, a justiça dos povos, a justiça que expulsa as guerras. Mas a justiça plena! Por isso São João Paulo II era o homem da misericórdia porque justiça e misericórdia caminham juntas, não se podem distinguir, estão juntas: justiça é justiça, misericórdia é misericórdia, mas uma sem a outra não está bem. E falando do homem da justiça e da misericórdia, pensemos o muito que São João Paulo II fez para que as pessoas entendessem a misericórdia de Deus. Pensemos como ele levou adiante a devoção a Santa Faustina”, cuja memória litúrgica agora é estendida à Igreja no mundo inteiro. “Ele havia sentido que a justiça de Deus tinha esta face de misericórdia, esta atitude de misericórdia. E este é um dom que nos deixou: a justiça-misericórdia e a misericórdia justa.”

“Peçamos a ele hoje, que nos dê a todos nós, especialmente aos pastores da Igreja, mas a todos, a graça da oração, a graça da proximidade e a graça da justiça-misericórdia, misericórdia-justiça.”

Ao término da Missa, Francisco pediu a Deus que suscite em nós “a chama da caridade que alimentou incessantemente a vida de São João Paulo II” e “o impeliu a gastar-se” pela Igreja.

Entre os cantos durante a Missa, um dos mais conhecidos das Jornadas Mundiais da Juventude, “Jesus Christ you are my life”, entoado durante a vigília da JMJ de Torvergata, em Roma, no ano 2000 com um João Paulo II que de modo comovente movimentava os braços erguidos acompanhando os jovens que cantavam:

Jesus Christ you are my life, aleluia, aleluia.

Jesus Cristo, você é minha vida.

Você é o caminho, é a verdade,

Você é a nossa vida,

Caminhando com Você

Viveremos em Você para sempre.

Na alegria caminharemos

Trazendo seu Evangelho;

Testemunho de caridade,

Filhos de Deus no mundo.

A seguir, o texto da homilia transcrita pelo Vatican News:

O Senhor ama o seu povo” (Sl 149,4), cantamos, era o refrão do canto entre as leituras e também uma verdade que o povo de Israel repete, gostava de repetir: “O Senhor ama o seu povo” e nos momentos difíceis, sempre “o Senhor ama”; deve-se esperar como este amor se manifestará. Quando o Senhor por este amor enviava um profeta, um homem de Deus, a reação do povo era: “Deus visitou o seu povo” (Lc 7,16 cf. Lc 1,68 Êx 4,31), porque o ama, “o visitou”. E o mesmo dizia a multidão que seguia Jesus vendo as coisas que Jesus fazia: “Deus visitou o seu povo”. E hoje nós aqui podemos dizer: cem anos atrás o Senhor visitou o seu povo, enviou um homem, o preparou para ser bispo e guiar a Igreja. Recordando São João Paulo II retomemos isto: “O Senhor ama o seu povo”, o Senhor visitou o seu povo, enviou um pastor.

E quais são, digamos, “os traços” de bom pastor que podemos encontrar em São João Paulo II? Muitos! Mas digamos três deles somente. Como dizem que os jesuítas sempre dizem as coisas… três, digamos três: a oração, a proximidade ao povo, e o amor pela justiça. São João Paulo II era um homem de Deus porque rezava e rezava muito. Mas como pode um homem que tem tanto o que fazer, tanto trabalho para guiar a Igreja… ter tanto tempo para oração? Ele bem sabia que a primeira tarefa de um bispo é rezar e isso não foi o Vaticano II que disse, o disse São Pedro, quando com os Doze escolheu os diáconos, disseram: “E a nós bispos, a oração e o anúncio da Palavra” (cf At 6,4).

A primeira tarefa de um bispo é rezar. E ele sabia disso, ele o fazia. Modelo de bispo que reza, a primeira tarefa. E nos ensinou que à noite, quando um bispo faz o exame de consciência, deve perguntar-se: hoje, quantas horas rezei? Um homem de oração.

Segundo traço, um homem de proximidade. Não era um homem separado do povo, aliás, ia encontrar o povo e rodou o mundo inteiro, encontrando o seu povo, buscando o seu povo, fazendo-se próximo. E a proximidade é um dos traços de Deus com o seu povo. Recordemos que o Senhor diz ao povo de Israel: “Olha, qual povo teve deuses tão próximos como eu contigo?” (cf. Dt 4,7). Uma proximidade de Deus com o povo que depois se torna estreita em Jesus, se torna forte em Jesus. Um pastor é próximo do povo, do contrário, se não o é, não é pastor, é um hierarca, é um administrador, talvez bom, mas não é pastor. Proximidade ao povo. E São João Paulo II nos deu o exemplo desta proximidade: próximo dos grandes e dos pequenos, próximo dos de perto e dos de longe, sempre próximo, se fazia próximo.

Terceiro traço, o amor pela justiça. Mas a justiça plena! Um homem que queria a justiça, a justiça social, a justiça dos povos, a justiça que afasta as guerras. Mas a justiça plena! Por isso, São João Paulo II era o homem da misericórdia, porque justiça e misericórdia caminham juntas, não se podem distinguir, estão juntas: justiça é justiça, misericórdia é misericórdia, mas uma sem a outra não está bem. E falando do homem da justiça e da misericórdia, pensemos o muito que São João Paulo II fez para que as pessoas entendessem a misericórdia de Deus. Pensemos como ele levou adiante a devoção a Santa Faustina cuja memória litúrgica, a partir de hoje, será para a Igreja no mundo inteiro. Ele havia sentido que a justiça de Deus tinha esta face de misericórdia, esta atitude de misericórdia. E este é um dom que ele nos deixou: a justiça-misericórdia e a misericórdia justa.

Peçamos a ele hoje, que nos dê a todos nós, especialmente aos pastores da Igreja, mas a todos, a graça da oração, a graça da proximidade e a graça da justiça-misericórdia, misericórdia-justiça.

FONTE
Vatican News

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