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ANGELUS | O Papa reza e pede perdão

ago 26, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa em oração no Santuário mariano de Knock

Cidade do Vaticano - Esta chaga aberta nos desafia a sermos firmes e decididos na busca da verdade e da justiça. Imploro o perdão do Senhor para estes pecados, para o escândalo e a traição sentidos por muitos na família de Deus”. No Angelus no Santuário mariano em Knock, o Papa Francisco voltou a deplorar o escândalo dos abusos ocorridos na Irlanda e agradeceu pelos “progressos ecumênicos e pelo significativo crescimento de amizade e colaboração entre as comunidades cristãs” no país.

Chovia e fazia 12ºC neste domingo, 26, em Knock, distante 178 km de Dublin. Apesar da curta distância, por questões de segurança descartou-se o deslocamento do Papa em helicóptero. Assim, após 40 minuto de voo a bordo de um A321 da Aer Lingus, o Santo Padre chegou ao aeroporto da cidade no Condado de Mayo.

O Santuário 
Após as aparições no século XIX, Knock tonou-se um dos maiores santuários marianos da Europa, ao lado de Fátima e Lourdes. A cada ano atrai cerca de um milhão e meio de peregrinos. Em 1979, São João Paulo II visitou o local para comemorar o centenário das aparições. Em 1993, também Santa Madre Teresa de Calcutá rezou no Santuário. Próximo à cidadezinha está um lugar sagrado para os irlandeses, o monte Croagh Patrick, local onde São Patrício expulsou todas as serpentes da ilha e jejuou, no ano 441, durante os 40 dias da Quaresma. No último domingo de julho, no “Reek Sunday”, milhares de fiéis peregrinam ao local, muitos descalços.

Antes de chegar ao Santuário, o Papa Francisco trocou de veículo e passou de papamóvel entre os fiéis, sendo então acolhido pelo arcebispo de Tuam, Dom Neary, por 4 bispos da Província Eclesiástica e por autoridades. Estavam presentes algumas crianças. Ao chegar à Capela das Aparições, onde estavam reunidos 200 fiéis, o Papa foi recebido pelo Reitor do Santuário, Padre Gibbons. Francisco saudou alguns fiéis, depositou flores ao pés da imagem da Virgem e acendeu uma vela. Então, um momento de oração silenciosa. O Papa ofereceu um Terço de ouro no local, abençoou alguns doentes, transferindo-se então à Esplanada do Santuário para rezar os Angelus.

Tradição do terço em família 
Good morning!“, começou o Papa saudando os fiéis em inglês. “Estou feliz de estar aqui com vocês, na Casa da Mãe! Na Capela da Aparição, confiei à amorosa intercessão de Nossa Senhora todas as famílias do mundo e, de modo especial, as vossas famílias, as famílias irlandesas”, disse Francisco, acrescentando: “Como recordação da minha visita, trouxe o dom dum terço de ouro. Sei como é importante, neste país, a tradição do terço em família. Não abandonem esta tradição. Quantos corações de pais, mães e filhos, no decorrer dos anos, tiraram consolação e força da meditação sobre a participação de Nossa Senhora nos mistérios gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos da vida de Cristo!

O Papa pediu, que por intercessão de Maria, as famílias sejam, “no meio dos ventos e tempestades que enfuriam nos nossos tempos, baluartes de fé e bondade que, segundo as melhores tradições da nação, resistem a tudo o que pretenda diminuir a dignidade do homem e da mulher, criados à imagem de Deus e chamados ao destino sublime da vida eterna. Que Nossa Senhora olhe com misericórdia para todos os membros atribulados na família do seu Filho”.

Nunca mais abusos 
Ao rezar diante da imagem na capelinha das aparições – explicou Francisco –  apresentei a Maria “de modo particular todos os sobreviventes, vítimas de abusos por membros da Igreja na Irlanda: “Nenhum de nós pode deixar de se comover perante as histórias de menores que sofreram abusos, foram despojados da sua inocência ou que foram afastados das mães e abandonados à deformação de dolorosas recordações. Esta chaga aberta nos desafia a sermos firmes e decididos na busca da verdade e da justiça. Imploro o perdão do Senhor para estes pecados, para o escândalo e a traição sentidos por muitos na família de Deus. Peço à nossa Bem-aventurada Mãe que interceda por todas as pessoas sobrevividas aos abusos de qualquer tipo e confirme cada membro da família cristã no decidido propósito de nunca mais permitir que se verifiquem tais situações. E também de interceder por todos nós, para que possamos proceder sempre com justiça e reparar, no que depender de nós, tanta violência”

Irlanda do Norte 
Assegurando sua “estima e proximidade na oração” à população da Irlanda do Norte – que não esteve incluída nesta viagem visto o objetivo ser a participação no Encontro Mundial das Famílias – o Pontífice pediu a Nossa Senhora “que sustente todos os membros da família irlandesa para que perseverem, como irmãos e irmãs, na obra de reconciliação”. Francisco também agradeceu pelos “progressos ecumênicos e pelo significativo crescimento de amizade e colaboração entre as comunidades cristãs. Rezo para que todos os discípulos de Cristo continuem com perseverança os esforços por fazer avançar o processo de paz e construir uma sociedade harmoniosa e justa para os filhos de hoje, sejam cristãos, sejam muçulmano, sejam judeus, sejam de qualquer fé: filhos da Irlanda”.

Depois de recitar o Angelus, o Papa dirigiu uma saudação especial “aos homens e mulheres reclusos neste país“, e de modo particular, agradeceu a quantos escreveram a ele ao saberem de sua ida à Irlanda. A vós e aos vossos familiares, asseguro a minha proximidade e a minha oração. Que Maria, Mãe de Misericórdia, vele por vós e vos fortaleça na fé e na esperança”. O Papa foi presenteado ao final com um quadro com uma imagem de Nossa Senhora de Knock e deixou um Cálice para as celebrações no Santuário. Após, retornou para Dublin.

FONTE
Jackson Erpen
Vatican News

ENCONTRO MUNDIAL DAS FAMÍLIAS: a agenda do Papa

ago 24, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

O evento já conta com mais de 30 mil participantes inscritos

Cidade do Vaticano - Acompanhe o Programa da viagem do Papa Francisco a Dublin, na Irlanda, nos dias 25 e 26 de agosto, para participar do IX Encontro Mundial das Famílias: Já no sábado, Francisco participará da Festa das Famílias no Croke Park, e no dia seguinte, presidirá a missa de encerramento do encontro no Phoenix Park, também na capital. Na agenda do Papa, constam também outros momentos como a recitação do Angelus na Basílica do Santuário mariano de Knock, em County Mayo, a cerca de 200km, local que também acolheu o Papa João Paulo II em 1979.

Sábado, Francisco irá visitar um centro de acolhimento para famílias sem-casa, administrado por Frades Capuchinhos. E antes, terá audiências com o presidente irlandês, Michael Higgins, e com representantes das autoridades irlandesas, da sociedade civil e do corpo diplomático presente no país. Como é comum nas viagens internacionais, o Papa Francisco irá encontrar-se com os bispos do país, no Convento das Irmãs Dominicanas, em Dublin, logo após a missa de encerramento.

A viagem à Irlanda será a 24ª visita internacional do Pontificado de Francisco e a primeira de um Papa a este país desde 1979, quando João Paulo II esteve lá. O tema do IX Encontro Mundial das Famílias é ‘O Evangelho da família, alegria para o mundo’. O Papa Francisco já participou de um Encontro Mundial das Famílias na edição de Filadélfia (EUA), em 2015.

FONTE 
Vatican News

ANGELUS > Toda vez que participamos da Santa Missa antecipamos o céu na terra, disse o Papa

ago 19, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Angelus Praça São Pedro

Cidade do Vaticano - ”Jesus nos convida a entrar comunhão com Ele, a ‘comer’ Ele, sua humanidade, para compartilhar com Ele o dom da vida para o mundo. Diferente de triunfos e miragens de sucesso!“: é a advertência que o Papa Francisco dirigiu aos fiéis neste domingo (19/08) antes da Oração mariana do Angelus na Praça de São Pedro, comentando o Evangelho do dia.

Este pão da vida, o sacramento do Corpo e do Sangue de Cristo, é doado a nós gratuitamente na mesa da Eucaristia. Ao redor do altar encontramos o que nos alimenta e nos sacia espiritualmente hoje e para a eternidade. Toda vez que participamos à Santa Missa, em um certo sentido” – explicou Bergoglio -, “antecipamos o céu na terra, porque do alimento eucarístico, do Corpo e do Sangue de Jesus, aprendemos o que é a vida eterna“.

Pão vivo que desceu do céu
Ele se apresenta  – continuou o Papa -, como “o pão vivo que desceu do céu”, o pão que dá a vida eterna e acrescenta: “o pão que eu darei é a minha carne,  entregue pela vida do mundo”. Esta mensagem é decisiva, e de fato provoca a reação daqueles que escutavam, que começam a discutir entre eles: “Como é que ele pode dar a sua carne a comer?”. Quando o sinal do pão partilhado traz o seu significado verdadeiro, isto é o dom de si até ao sacrifício, emerge o incompreensível, emerge até mesmo a rejeição d’Aqueles que pouco antes queriam carregá-Lo em triunfo.

Moldar a nossa existência na a de Jesus
Diante do convite de Jesus para nos nutrir com seu Corpo e Sangue, poderemos sentir a necessidade de discutir e resistir, como fizeram aqueles que o escutavam de quem o Evangelho de hoje fala. Isso acontece quando temos dificuldade em moldar a nossa existência na a de Jesus, a agir de acordo com seus critérios e não de acordo com critérios do mundo. Mas Ele nunca se cansa de nos convidar para o seu banquete para saciar-se d’Ele, “pão vivo que desceu do céu. Nutrindo-se deste alimento – disse o Papa – podemos entrar em plena sintonia com Cristo, com seus sentimentos, com suas atitudes“.

Jesus hoje repete a cada um de nós, acrescentou Francisco: “se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós”. Não se trata de um alimento material, mas de um pão vivo e vivificante, que comunica a própria vida de Deus. Para ter essa vida é necessário nutrir-se do Evangelho e do amor dos irmãos. Que a Virgem Maria – concluiu o Papa -, nos ajude no nosso propósito de fazer comunhão com Jesus Cristo, nutrindo-nos da sua Eucaristia, para se tornar, por sua vez, pão partido para os irmãos.

FONTE
Silvonei José
Vatican News

ANGELUS | Uma mensagem dedicada aos Jovens

ago 12, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano - 90 mil segundo a Gendarmaria Vaticana, era o número de fiéis presentes na Praça São Pedro e Via da Conciliação na manhã deste domingo, na Missa conclusiva da iniciativa “Por mil estradas rumo a Roma”, em preparação ao Sínodo de outubro sobre os jovens. A celebração foi presidida pelo cardeal Gualtiero Bassetti, presidente da Conferência Episcopal Italiana e concelebrada por 120 bispos das diversas dioceses de proveniência dos 70 mil jovens, que já no início de agosto botaram o pé na estrada partindo de diversas localidades italianas – dos Alpes às Pirâmides, como disse o cardeal Bassetti ao agradecer ao Santo Padre – para viver estes dois dias de espiritualidade e partilha em Roma.

Papa abençoa Cruz de São Damião e imagem de Nossa Senhora de Loreto, que serão levadas ao Panamá

O Papa Francisco já os havia encontrado no Circo Máximo no final da tarde de sábado. E neste domingo, rezou o Angelus com eles após a Missa, abençoando a Cruz de São Damião e uma imagem de Nossa Senhora de Loreto, símbolos da JMJ que serão doados à diocese que organiza a JMJ 2019, uma prática que teve início já em 1987, em Buenos Aires.

O Angelus
É bom não fazer o mal, mas é mal não fazer o bem“. Uma frase que os jovens foram convidados a repetir diversas vezes durante a alocução do Santo Padre, que inspirou-se no convite de São Paulo a não entristecermos o Espírito Santo com que fomos marcados por Deus no dia de nosso Batismo. “Mas eu me pergunto: como se entristece o Espírito Santo? Todos nós o recebemos no Batismo e na Crisma, portanto, para não entristecer o Espírito Santo, é necessário viver de uma maneira coerente com as promessas do Batismo, renovadas na Crisma. De maneira coerente, não com hipocrisia: não esqueçam disso. O cristão não pode ser hipócrita: ele deve viver de maneira coerente. As promessas do Batismo têm dois aspectos: renúncia do mal e adesão ao bem”.

Renunciar ao mal – explicou o Papa – significa dizer “não” às tentações, ao pecado, a satanás, mas mais concretamente,  “significa dizer “não” a uma cultura da morte, que se manifesta na fuga do real para uma falsa felicidade que se expressa nas mentiras, na fraude, na injustiça, no desprezo do outro. Para tudo isso, “não””: “A vida nova que nos é dada no Batismo, e que tem como fonte o Espírito, rejeita um comportamento dominado por sentimentos de divisão e discórdia. Por isso que o apóstolo Paulo exorta a remover do seu coração “toda aspereza, desdém, ira, gritaria e insultos com todo tipo de maldade”. Isto é o que Paulo diz. Esses seis elementos ou vícios – desdém, ira, gritaria, maledicência e todo tipo de maldade – que perturbam a alegria do Espírito, envenenam o coração e levam a praguejar contra Deus e o próximo”.

Não basta não fazer o mal, é preciso fazer o bem
O Papa insiste que para ser bom cristãos, não basta não fazer o mal, mas “é preciso aderir ao bem e fazer o bem”: “Muitas vezes acontece de ouvir alguns que dizem: “Eu não faço mal a ninguém”. E acredita-se ser um santo. Não. Ok, mas você faz o bem? Quantas pessoas não fazem o mal, mas nem mesmo o bem, e sua vida acaba na indiferença, a apatia, na tibiez. Essa atitude é contrária ao Evangelho, e também é contrária ao caráter de vocês jovens, que por natureza são dinâmicos, apaixonados e corajosos”.

Francisco então, convida aos jovens a repetirem juntos que “É bom não fazer o mal, mas é mal não fazer o bem”, uma frase que São Alberto Hurtado SJ costumava dizer.

Protagonistas no bem
Os jovens por fim, são exortados pelo Papa a serem “protagonistas no bem”: “Não se sintam bem quando vocês não fazem o mal, não: não é suficiente; cada um é culpado pelo bem que poderia ter feito e não fez. Não basta não odiar, é preciso perdoar; não basta não ter rancor, devemos orar pelos inimigos; não basta não ser causa de divisão, é preciso levar a paz onde ela não existe; não basta não falar mal dos outros, é preciso interromper quando ouvimos falando mal de alguém. Parar as fofocas: isso é fazer o bem. Se não nos opomos ao mal, nós o alimentamos calando. É necessário intervir onde o mal se espalha; porque o mal se espalha onde não há cristãos ousados que se opõem com o bem, “caminhando na caridade”, segundo a advertência de São Paulo”.

Recordando que o muito que caminharam nestes dias os deixou em boa forma, Francisco exortou os jovens a caminharem na caridade, caminharem no amor: “E caminhemos juntos rumo ao próximo Sínodo dos Bispos, Que a Virgem Maria nos sustente com sua intercessão materna, para que cada um de nós, a cada dia, com os fatos, possa dizer “não” ao mal e “sim” ao bem”. “E caminhemos juntos rumo ao próximo Sínodo dos Bispos, Que a Virgem Maria nos sustente com sua intercessão materna, para que cada um de nós, a cada dia, com os fatos, possa dizer “não” ao mal e “sim” ao bem”.

FONTE
Jackson Erpen
Vatican News

Papa acompanha tratativas acerca de abusos

ago 11, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

VATICAN-POPE-AUDIENCE

Vaticano - O Papa Francisco recebeu na manhã de sexta-feira (10), na Casa Santa Marta, no Vaticano, o bispo de San Bernardo, do Chile, Dom Juan Ignacio González, e Ana María Celis Brunet, presidente do Conselho Nacional de Prevenção de Abusos e Acompanhamento das Vítimas daquele país. O objetivo do encontro era se informar e trocar opiniões sobre os passos que estão sendo realizados no Chile para tratar os casos de abuso e para prevenir que aconteçam de novo. Um dos pontos importantes foi o sofrimento das vítimas e a sua necessidade de encontrar consolação e reparação.

O Papa Francisco, que segue com interesse cada passo de avanço que faz a Conferência Episcopal do Chile, expressou o seu desejo que se continuem esclarecendo todos os interrogativos para poder dar uma resposta justa a cada um.

FONTE 
Vatican News

Jovens em eventos com o Papa nesse final de semana

ago 10, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano | Setenta mil jovens italianos de 16 a 19 anos participarão neste fim de semana (11 e 12/08) em Roma de dois eventos com a presença do Papa Francisco em vista do Sínodo da Juventude de outubro próximo.

Domingo, o Papa vai confiar aos jovens o mandato missionário para a JMJ do Panamá

Evento vai movimentar a cidade
O primeiro encontro será no Circo Máximo (centro histórico da cidade) e o segundo, na Praça São Pedro. No total, espera-se a participação de mais de 100 mil jovens de todo o país. 195 dioceses estão envolvidas na programação. “Falamos de algo que está movimentando toda a Península, invadida por um exército unido e pacífico”, disse o Presidente da CEI (Conferência Episcopal Italiana) e arcebispo de Perugia, Cardeal Gualtiero Bassetti, apresentando o evento à imprensa.

120 bispos participarão da peregrinação
A escolha da Igreja, explicou, quer ser “uma grande pedagogia”. Em relação às peregrinações que os jovens estão fazendo nestes dias do norte ao sul da Itália, disse que “caminhar juntos é formativo para os jovens: lado a lado com o outro, em silêncio, entram em si mesmos longe da frenesia da vida cotidiana. Pedagógica é também a modalidade das peregrinações, que não são apenas uma visita aos lugares, mas também às pessoas, aos santos do território, aos lugares do sofrimento”, observou o cardeal. Caminhando com os jovens, estarão também 120 bispos.

Primavera da humanidade
É a melhor maneira de se preparar para o Sínodo; os jovens não são um objeto no qual a Igreja está interessada, mas um sujeito vivo. Estamos esperando muito destes encontros”, acrescentou o Presidente da CEI, “porque queremos ouvir uma nova mensagem do Papa. Os jovens que marcham em direção a uma primavera de história e humanidade. E nós vamos junto com eles.

Papa: envio e benção dos dons italianos
Ainda sobre o programa, Pe. Michele Falabretti, responsável da pastoral juvenil na CEI, adiantou que haverá eventos de espiritualidade (vigílias de oração), cultura e arte (um percurso em meio a obras de Caravaggio, na igreja de São Luis dos Franceses). Ao final da missa de domingo, na Praça São Pedro, o Papa vai confiar aos jovens o mandato missionário, abençoar uma imagem de Nossa Senhora de Loreto e uma cópia do crucifixo de São Damião que desde a JMJ de 1987 em Buenos Aires, são os dons oferecidos pela Igreja italiana às Jornadas. Abençoadas domingo, acompanharão a delegação jovem italiana ao Panamá, em janeiro de 2019.

FONTE 
Cristiane Murray
Vatican News

AUDIÊNCIA PÚBLICA: a Igreja contra o aborto

ago 8, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Brasília - Depois de dois longos dias, a audiência pública sobre descriminalização do aborto convocada pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, foi encerrada. Com base em todas as argumentações, a ministra vai dar início à preparação do relatório para que o tema seja julgado pelo onze ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).“O próximo tempo é de reflexão, e esse tempo de reflexão se faz necessário para o amadurecimento da causa, e precederá necessariamente o momento do julgamento”, afirmou a ministra que é relatora do caso.

Após audiências, descriminalização do aborto será julgada no Plenário do STF

Ao todo, na audiência foram ouvidos 60 especialistas do Brasil e do exterior, entre eles o bispo de Rio Grande (RS), dom Ricardo Hoepers, que representou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o padre José Eduardo de Oliveira, da diocese de Osasco (SP). Além de pesquisadores de diversas áreas, profissionais da área de saúde, juristas, advogados e representantes de organizações da sociedade civil de defesa dos direitos humanos e entidades de natureza religiosa.

Em sua fala, dom Ricardo apresentou razões de ordem ética, moral e religiosa para manter a legislação como está e destacou a importância de considerar os reais sujeitos a serem tutelados e citou propostas alternativas à prática, como o apoio da Igreja.“O direito à vida é o mais fundamental dos direitos e, por isso, mais do que qualquer outro, deve ser protegido. Ele é um direito intrínseco à condição humana e não uma concessão do Estado. Os Poderes da República têm obrigação de garanti-lo e defendê-lo.Não compete a nenhuma autoridade pública reconhecer seletivamente o direito à vida, assegurando-o a alguns e negando-o a outros. Essa discriminação é iníqua e excludente. (Nota CNBB, 11/04/2017).

A audiência foi convocada como parte da preparação para o julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, ajuizada pelo Partido Socialismo e Liberdade (Psol). Na ação, o partido sustenta que os artigos 124 e 126 do Código Penal, que instituem a criminalização da interrupção voluntária da gravidez, afrontam a dignidade da pessoa humana, a cidadania, a não discriminação, a inviolabilidade da vida, a liberdade, a igualdade, a proibição de tortura ou o tratamento desumano e degradante, a saúde e o planejamento familiar das mulheres e os direitos sexuais e reprodutivos. Também representou a CNBB o padre José Eduardo de Oliveira, da diocese de Osasco (SP), que questionou a tramitação da ação e apresentou estatísticas reais em relação ao aborto no mundo.“A realidade é que dos 200 mil abortos atendidos pelo SUS, no máximo 50 mil são abortos provocados. Provavelmente bem menos. Então no máximo há 100 mil abortos provocados por ano no Brasil. Os números que foram aqui apresentados são 10 ou mais vezes maiores do que a realidade. Toda esta inflação é para poder concluir que onde se legalizou a prática, realizam-se menos abortos do que no Brasil”, destacou.

O padre José Eduardo de Oliveira concluiu que, exatamente ao contrário do que foi sustentado aqui pelos que estão interessados em promover o aborto, quando se legaliza o aborto o número de abortos aumenta, e não diminui. É no primeiro mundo onde se praticam mais abortos, e não no Brasil.

FONTE
Conferência Nacional
dos Bispos do Brasil

Igreja no Brasil na luta contra a legalização do aborto

ago 2, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Igreja no Brasil defende posição e se mobiliza na luta contra a legalização do aborto

Arquidioceses, dioceses e Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) estão se manifestado contra à proposta que descriminaliza o aborto até a 12ª semana de gestação, que será discutida na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, nos próximos dias 3 e 6 de agosto em audiência pública convocada pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação sustenta que dois dispositivos do Código Penal que instituem a criminalização da interrupção voluntária da gravidez afrontam a dignidade da pessoa humana, a cidadania, a não discriminação, a inviolabilidade da vida, a liberdade, a igualdade, a proibição de tortura ou o tratamento desumano e degradante, a saúde e o planejamento familiar das mulheres e os direitos sexuais e reprodutivos.

Diante dessa realidade, os regionais da CNBB Leste 1, que abrange todo o Estado do Rio de Janeiro, Nordeste 3, que reúne os bispos dos estados da Bahia e Sergipe, Norte 3, que atende o estado de Tocantis e do Sul 4, que reúne os bispos de Santa Catarina, emitiram notas mobilizando os cristãos na luta contra a legalização do aborto. Em nota, o bispo de Camaçari (BA) e presidente do Regional CNBB-NE3, dom João Carlos Petrini, reitera a posição da Igreja no Brasil: “o respeito à vida e à dignidade das mulheres deve ser promovido, para superar a violência e a discriminação por elas sofridas”. E lembra que “urge combater as causas do aborto, através da implementação e do aprimoramento de políticas públicas que atendam eficazmente as mulheres, nos campos da saúde, segurança, educação sexual, entre outros, especialmente nas localidades mais pobres do Brasil”.

Partindo para Santa Catarina, o bispo de Caçador e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da CNBB, dom Severino Clasen, diz no documento que enquanto a sociedade se omite no seu dever de cuidar e criar alternativas para que a mulher se encante com o seu dom de gerar, políticos e grupos tendenciosos, que não tem compromisso com a dignidade, com a ética, com a fé e com o princípio inalienável do cuidado e do acolhimento, estão interessado em aprovar leis para matar nascituros, em vez de somar para dignificar a vida humana, a começar pelos mais frágeis e indefesos, e proteger a mulher quando é agredida, abusada, instrumentalizada e feita objeto.

“A vida é um dom precioso que merece todo o cuidado e proteção. Assassinar a vida que não tem defesa é ato de violência, pecado que agride o coração de Deus, o criador da vida”, ressalta dom Severino. Já o bispo de Joinville (SC), dom Francisco Carlos Bach, escreveu: “Em unidade com toda a Igreja, por fidelidade a Jesus Cristo, conclamo a todas as pessoas de boa vontade, a unirem-se na oração e na promoção de atividades em prol do respeito à dignidade de todo ser humano, desde a sua concepção. Ao mesmo tempo, deve-se reconhecer a dignidade das mulheres, principalmente daquelas mais vulneráveis. Porém, a exemplo do que já afirmaram os bispos do Brasil, em 11 de abril de 2017, o aborto jamais poderá ser considerado um direito de uma mulher ou de um homem, sobre a vida do nascituro”. 

O bispo de Chapecó, dom Odelir José Magri, manifestou em nota que o direito à vida é o mais fundamental dos direitos e, por isso, mais do que qualquer outro, deve ser protegido e promovido. “Ele é um direito intrínseco à condição humana e não uma concessão do Estado. Os Poderes da República têm obrigação de garanti-lo e defendê-lo”. Indo para região Norte do país, assim como toda a Igreja católica, a arquidiocese de Manaus manifestou por meio de nota sua luta pela vida e posição contra a legalização da prática do aborto. O Arcebispo dom Sergio Eduardo Castriani: “roga a todos os católicos que se ergam em defesa da vida, seja privadamente em orações, seja fazendo ouvir suas vozes através de manifestações públicas de modo a evitar que o mal do aborto venha ser permitido em terras brasileiras”.

A diocese de Bragança Paulista (SP) também fez seu manifesto. Dom Sérgio Aparecido Colombo, esclarece em nota que a vida é Dom de Deus e preservá-la é a nossa vocação primeira. “Julgamos que o que está em questão é a saúde pública deteriorada e sem a atenção que lhe é devida. O que está em jogo é a vida das mulheres e de tantas outras pessoas em situação vulnerável, que não tem onde recorrer quando se trata do sofrimento e da doença. Portanto, uma questão de política pública que muitos daqueles que nos representam não se dispõem a cuidar e, muito aquém do nosso povo pobre e a margem do essencial para viver dignamente, diz o bispo. 

Assim como a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB que reafirmou em nota a posição firme e clara da Igreja “em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural”, condenando, “assim, todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil”.Afirmação emitida pela presidência da CNBB na Nota Oficial “Pela vida, contra o aborto”, publicada em 11 de abril de 2017. Outros regionais, arquidioceses, dioceses também estão publicando notas com posição contrária à proposta da ADPF 442 sobre a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação.

A Audiência Pública será realizada na sala de sessões da Primeira Turma do STF, Anexo II-B, dias 3 e 6 de agosto, das 8h40 às 12h50 e das 14h30 às 18h50. A CNBB apresentará sua posição, nesta audiência, no dia 6 de agosto, às 9h10, representada pelo bispo de Rio Grande (RS), dom Ricardo Hoerpers, que mestre e doutor em Bioética e Teologia Moral na Academia Alfonsiana, em Roma e pelo padre José Eduardo de Oliveira e Silva, da diocese de Osasco (SP).

FONTE 
Conferência Nacional dos 
Bispos do Brasil

NICARÁGUA | Papa reza e bispos pedem a reabertura do diálogo

jul 24, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Protestos na Nicarágua

Cidade do Vaticano – Os bispos da Nicarágua esperam que a mesa de negociações, aberta com a mediação da Igreja, possa ser reativada o quanto antes. Depois dos protestos contra o governo e a dura repressão que custou a vida a pelo menos 360 pessoas, o país vive dias de tensão e angústia. O Papa Francisco segue com atenção a situação e continua a assegurar a sua oração. “Renovando minha oração pelo amado povo da Nicarágua – disse no último dia 1º de julho durante o Angelus –, desejo unir-me aos esforços que estão realizando os bispos do país e tantas pessoas de boa vontade“.

O governo rejeita o pedido de eleições antecipadas
Mas aos esforços ligados em particular à promoção do diálogo nacional seguiu-se a dura resposta do governo de Daniel Ortega. Por ocasião do 39º aniversário da revolução sandinista, o presidente nicaraguense acusou os bispos de “manobras de golpe contra o governo”. Em entrevista à emissora “Fox News“, o presidente rejeitou os pedidos de demissão e de eleições antecipadas. As próximas eleições – acrescentou ele – serão realizadas como previstas em 2021.

Orações pela Nicarágua
Enquanto isso, no país, milhares de pessoas saíram novamente às ruas de Manágua para protestar contra seu governo. Continuam também a chegar notícias de igrejas invadidas e profanadas. Neste doloroso cenário, a oração é a verdadeira esperança da Igreja. No domingo, realizou-se o Dia de Oração, organizado pelo Conselho Episcopal Latino-Americano. Iniciativas semelhantes foram promovidas em todo o mundo para manifestar proximidade e solidariedade ao povo da Nicarágua.

FONTE
Amedeo Lomonaco 
Vatican News

DIA DE ORAÇÃO PELA NICARÁGUA

jul 22, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano - No domingo, 22 de julho, se rezará pela Nicarágua em todas as igrejas da América Latina. A iniciativa é do CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano), organismo que reúne todos os bispos da América Latina e do Caribe e que em um comunicado expressa “proximidade e solidariedade ao povo da Nicarágua e aos seus pastores, profetas de Justiça, diante da dramática e dolorosa crise social e política lá vivida atualmente“.

Encontrar o caminho do diálogo e justiça
A nota é assinada pelo presidente do Celam, cardeal arcebispo de Bogotá, Rubén Salazar Gómez, e pelo secretário geral, Dom Juan Espinoza Jiménez, bispo auxiliar de Morelia. “Diante dessa situação – continua a mensagem – somos chamados a ser a voz daqueles que não têm voz, para fazer valer os seus direitos, encontrar caminhos de diálogo e estabelecer a justiça e a paz”.

Defensores dos direitos humanos e mensageiros de esperança
Os bispos latino-americanos, portanto, exortam “a continuar a serem defensores dos direitos humanos e mensageiros de esperança“. O convite, por fim, é para “não fechar os ouvidos diante do clamor e do sofrimento de nossos povos e a continuar a ser líderes corajosos, por meio dos quais Deus se faz presente e guia a história de seu povo“.

De Assis a Manágua, em nome da paz
Nestes últimos dias, numerosos episcopados em todo o mundo expressaram solidariedade e proximidade aos seus confrades na Nicarágua e com a população, vítimas do conflito. Às tantas vozes solidárias, somam-se agora também a dos Frades Menores de Assis que, em nota, escrevem: “São Francisco de Assis nos convida a rezar, para que prevaleça o diálogo e a trabalhar para que se construam estruturas de paz“.

O exemplo do padre Odorico d’Andrea
Recordam, a seguir, a figura do Servo de Deus, padre Odorico d’Andrea, como “mediador de paz para a Nicarágua“. “Em anos conflitantes – lê-se na nota – ele trabalhou muito pela paz e pela reconciliação, fazendo-se várias vezes, sob o risco de sua própria vida, um mediador da paz entre os grupos armados. Em sua intercessão – concluem os Frades – queremos confiar a Nicarágua e todos os seus habitantes, para que cessem as guerras e se promova uma cultura de paz“.

FONTE
Vatican News
(Agência SIR)

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