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“A fé verdadeira purifica dos apegos”, disse o Papa Francisco na abertura da Assembleia da Caritas Internacional

mai 23, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Celebração da Santa Missa na Basílica de São Pedro, na abertura da XXI Assembleia Geral da Caritas Internacional

Cidade do Vaticano – “Peçamos ao Senhor que nos livre do eficientismo, do mundanismo, da tentação sutil de render culto a nós mesmos e à nossa bravura. Peçamos a graça de acolher o caminho indicado pela Palavra de Deus: humildade, comunhão, renúncia.” Foi a exortação do Papa Francisco na missa celebrada na tarde desta quinta-feira (23/05) no Altar da Cátedra na Basílica de São Pedro, na abertura da XXI Assembleia Geral da Caritas Internacional.

Tendo presente a liturgia do dia, o Santo Padre desenvolveu sua reflexão na homilia a partir do trecho dos Atos dos Apóstolos que traz a primeira grande reunião da história da Igreja, em que os apóstolos e os anciãos se reuniram para examinar questões surgidas após uma situação inesperada: os pagãos que se convertiam à fé. Devem adequar-se, como os outros, também a todas as normas da Lei antiga?

O Pontífice ressaltou tratar-se de uma decisão difícil de ser tomada e o Senhor não estava mais presente. Uma pergunta espontânea: por que Jesus não tinha deixado uma sugestão para dirimir a discussão? Por que Jesus não tinha dado regras sempre claras e rapidamente resolutivas?

Tentação do eficientismo
Francisco apontou aí a tentação do eficientismo, do pensar que a Igreja caminha bem se mantém tudo sob controle, se vive sem turbulências, com a agenda sempre em ordem. Mas o Senhor não faz desse modo, observou. “O Senhor não manda uma resposta do céu, manda o Espírito Santo. E o Espírito não vem trazendo a agenda do dia, vem como fogo. Jesus não quer que a Igreja seja um modelo miniatura perfeito, que se compraz da própria organização e é capaz de defender seu bom nome. Jesus não viveu assim, mas em caminho, sem temer as agitações da vida. O Evangelho é o nosso programa de vida.”

Após lembrar que o Evangelho nos ensina que as questões não devem ser enfrentadas com uma receita pronta e que a fé não é uma tabela de marcha, mas o ‘Caminho’ a ser percorrido juntos, sempre juntos, com espírito de confiança”, Francisco reiterou que da narração dos Atos dos Apóstolos aprendemos três elementos essenciais para a Igreja em caminho: a humildade da escuta, o carisma do permanecer juntos, e a coragem da renúncia.

Coragem da renúncia
Atendo-se à coragem da renúncia, o Papa frisou que para os primeiros cristãos a questão em discussão tratava de tradições e preceitos importantes, que o povo eleito tinha muito a peito. Estava em jogo a identidade religiosa. Todavia, observou, escolheram que o anúncio do Senhor antecede e vale mais do que tudo. Para o bem da missão, para anunciar a todos, de modo transparente e crível, que Deus é amor, também aquelas convicções e tradições humanas que são mais obstáculo que ajuda, podem e devem ser deixadas. “A fé verdadeira purifica dos apegos. Para seguir o  Senhor é preciso caminhar rapidamente e para caminhar veloz é preciso aliviar o peso, mesmo se custa. Como Igreja, não somos chamados a comprometimentos empresariais, mas a ardores evangélicos.”

Deus não quer maquiagem, mas a conversão dos corações
E ao purificar-nos, ao reformar-nos, continuou, “devemos evitar a simulação, ou seja, o fingir mudar algo para que na realidade nada mude. Isso se dá, por exemplo, quando, para buscar estar passo a passo com os tempos, se faz de certo modo uma maquiagem na superfície das coisas, mas é somente maquiagem para parecer jovens. O Senhor não quer retoque cosméticos, quer a conversão do coração, que passa através da renúncia. Sair de si é a reforma fundamental.” Os primeiros cristãos alcançaram a coragem da renúncia partindo da humildade da escuta. Exercitaram-se no desinteresse por si mesmos: “vemos que cada um deixa o outro falar e é disponível a mudar as próprias convicções. Sabe escutar somente que deixa que a voz do outro entre realmente nele”, disse ainda.

Ouvir especialmente a voz dos pequenos e dos últimos
Francisco ressaltou que quem quer percorrer os caminhos da caridade, a humildade e a escuta significam ouvido disponível aos pequenos. “É sempre importante ouvir a voz de todos, especialmente dos pequenos e dos últimos. No mundo quem dispõe de mais meios fala mais, mas entre nós não pode ser assim, porque Deus ama revelar-se através dos pequenos e dos últimos. E a cada um pede que não olhe ninguém de cima para baixo.” Por fim, a escuta da vida: A Igreja faz discernimento não diante do computador, mas diante da realidade das pessoas. “Pessoas, antes dos programas, com o olhar humilde de quem sabe buscar nos outros a presença de Deus, que não mora na grandeza do que fazemos, mas na pequenez dos pobres que encontramos“.

Ser e sentir-se Igreja de Jesus, reunida em torno de Pedro
Da humildade da escuta à coragem da renúncia, tudo passa pelo carisma do estar juntos. De fato, “na discussão da primeira Igreja a unidade prevalece sempre sobre as diferenças. Para cada um, em primeiro lugar não estão as próprias preferências e estratégias, mas o ser e sentir-se Igreja de Jesus, reunida em torno de Pedro, na caridade que não cria uniformidade, mas comunhão”. É preciso estar próximo de Jesus, Pão partilhado. “Ajuda-nos estar diante do tabernáculo e diante de tantos tabernáculos vivos que são os pobres. A Eucaristia e os pobres, tabernáculo fixo e tabernáculos móveis: ali se permanece no amor e se absorve a mentalidade da fração do Pão”, concluiu.

FONTE
Raimundo de Lima
Vatican News

A mensagem do Papa no contexto do 5º Domingo da Páscoa

mai 19, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano -Como eu vos amei“: um amor “universal, incondicional e sem limites, que encontra seu ápice na Cruz”. Esta é a novidade no mandamento do amor, que Jesus confia aos discípulos antes de partir deste mundo. O Evangelho de João proposto pela liturgia para este V Domingo de Páscoa, inspirou a reflexão do Papa antes de rezar o Regina Coeli com os milhares de peregrinos de várias partes do mundo presentes na Praça São Pedro, em um domingo chuvoso.

Francisco começou explicando que o Evangelho do dia nos leva até o Cenáculo, justamente “para nos fazer escutar algumas das palavras que Jesus dirigiu aos discípulos no “discurso de despedida”, antes de sua Paixão. Depois de ter lavado os pés dos Doze, diz a eles: ‘Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outro‘”.

A novidade
Em que sentido Jesus chama esse mandamento de ‘novo’?”, pergunta o Papa, recordando que “já no Antigo Testamento Deus havia ordenado aos membros do seu povo para amar o próximo como a si mesmo”. E o próprio Jesus  – acrescenta o Santo Padre – dizia a quem lhe perguntava sobre qual era o maior mandamento da Lei que “o primeiro é amar a Deus de todo o coração e o segundo amar o próximo como a si mesmo”. Então, qual é a novidade, porque o chama de “novo mandamento“?:

Na Paixão, o ensinamento do amor total
E foi pensando na Paixão e na agonia de Cristo, que “os discípulos compreenderam o significado daquelas palavras: “Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outro.” Jesus nos amou primeiro – recorda Francisco – nos amou apesar de nossas fragilidades, nossas limitações e nossas fraquezas humanas: “Foi Ele quem nos fez dignos de seu amor que não conhece limites e nunca acaba. Ao nos dar o novo mandamento, ele nos pede que nos amemos mutuamente não somente e não tanto com o nosso amor, mas com o seu, que o Espírito Santo infunde em nossos corações se o invocarmos com fé. Deste modo – e somente assim – podemos nos amar mutuamente não somente como amamos a nós mesmos, mas como Ele nos amou, isso é, imensamente mais”.

Do amor de Cristo na Cruz brota uma força transformadora
O amor de Deus por nós – afirmou o Papa – é muito maior do que o amor que nós temos por nós mesmos. E tendo consciência disto, “podemos espalhar por toda parte a semente do amor que renova as relações entre as pessoas e abre horizontes de esperança“. “ Jesus sempre abre horizontes de esperança, o seu amor abre horizontes de esperançaUm amor, que “nos torna homens novos, irmãos e irmãs no Senhor, e faz de nós o novo povo de Deus, isto é, a Igreja, na qual todos são chamados a amar a Cristo e n’Ele a amar-se mutuamente“.

O amor que se manifestou na Cruz de Cristo e que Ele nos chama a viver é a única força que transforma nosso coração de pedra em um coração de carne; a única força capaz de transformar o nosso coração é o amor de Jesus, se nós também amarmos com este amor. E este amor nos torna capazes de amar nossos inimigos e perdoar aqueles que nos ofenderam“.

Sou capaz de perdoar a quem me fez mal?
E o Papa faz uma pergunta, para cada um responder em seu coração: “Sou capaz de amar os meus inimigos? Todos temos pessoas, não sei se inimigos, mas que não estão de acordo conosco, que estão “do outro lado”; ou alguém tem pessoas que lhe fizeram mal. Eu sou capaz de amar estas pessoas? Aquele homem, aquela mulher que me fizeram mal, que me ofenderam. Sou capaz de perdoá-los? Cada um responda em seu coração”. O amor de Jesus – completou o Papa – nos faz ver o outro como um atual ou futuro membro da comunidade dos amigos de Jesus; nos estimula ao diálogo e nos ajuda a escutar-nos e conhecer-nos reciprocamente. O amor nos abre para o outro, tornando-se a base dos relacionamentos humanos. Torna capazes de superar as barreiras da próprias fraquezas e preconceitos.” Que a Virgem Maria nos ajude com sua materna intercessão – foi o pedido do Pontífice ao concluir -  a receber de seu Filho Jesus o dom do seu mandamento e do Espírito Santo a força para praticá-lo na vida cotidiana.

Canonesas de la Cruz
Ao saudar os peregrinos e os diversos grupos presentes na Praça São Pedro, o Santo Padre dirigiu uma cordial saudação aos responsáveis pela Comunidade de Santo Egídio, provenientes de diversos países; aos peregrinos poloneses, em particular os escoteiros, acompanhados pelo Ordinário Militar, vindos no 75º aniversário da batalha de Montecassino, mas também às “Canonesas da Cruz, no centenário de sua fundação”. A Congregação foi fundada em Lima em 1919 por Madre Teresa da Cruz (no século, Teresa Candamo Álvarez-Calderon (1875-1953)), com a aprovação do arcebispo de Lima, Dom Emilio Francisco Lisson Chaves. As “Canonesas de la Cruz” propõe ao seu nome a sigla C.d.I.C. Como Instituto Diocesano, foi aprovado em 16 de setembro de 1919. Seu Estatuto, por sua vez, em 1925. O carisma principal é a catequeses e a animação litúrgica nas paróquias. As religiosas estão presentes na Argentina, Chile, Peru, Venezuela, Albânia, Itália. A Casa Geral é em Lima.

FONTE
Jackson Erpen
Vatican News

SOLIDARIEDADE > Distribuição de alimentos para Moradores em Situação de Rua em Roma

mai 17, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Iniciativa acontece na noite desta sexta-feira (17)

Cidade do Vaticano – Na noite desta sexta-feira (17), os moradores de rua que circundam as proximidades da Praça São Pedro irão receber comida feita e distribuída pelos presos da Ilha Solidária de Roma, uma entidade que há mais de 50 anos hospeda detentos com prisão domiciliar e permissões especiais ou ainda que já cumpriram a pena, mas se encontram sem apoio familiar e em dificuldade financeira. A janta especial será oferecida a partir das 21h na Via della Conciliazione, com o apoio dos voluntários católicos da Obra Divino Redentor.

Jantar solidário está na terceira edição
Serão servidas 40 refeições, pratos compostos por almôndegas, verduras e uma variedade de frutas. Tudo feito em casa pelos próprios presos, engajados numa nova experiência solidária, depois daquelas vividas em janeiro e abril deste ano. Alguns deles tiveram a permissão especial dos juízes e estarão na rua para distribuir os pratos junto com os voluntários católicos, enquanto que outros detentos ficarão responsáveis pela cozinha, na produção e divisão das refeições.

O presidente da Ilha Solidária explica que “é um gesto de solidariedade que já está se tornando num hábito para os nossos hóspedes. Com grande atenção e dedicação, eles se empenham na preparação e na distribuição das refeições, aceitando a cada vez a se colocar em jogo para ajudar que mais precisa. Tenho a certeza que esse é o melhor modo para ajudá-los a redescobrir o papel que podem desenvolver na sociedade”. Segundo dados divulgados pela Fundação do Divino Redentor, são mais de 8 mil os moradores de rua que precisam de ajuda em Roma.

FONTE
Andressa Collet
Vatican News 

ESMOLARIA APOSTÓLICA: “O braço da caridade do Papa”

mai 16, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa saúda o Esmoler, cardeal Krajewski, ao fazer doação de um Fiat á Esmolaria Apostólica

Cidade do Vaticano - A caridade da Igreja remonta aos tempos dos apóstolos. Jesus afirma que no final da vida seremos julgados pelo amor, o amor concreto de cada dia (Mt 25,31-46). São Tiago nos recorda fortemente que a fé sem obras é morta em si mesma: “Meus irmãos, que adianta alguém dizer que tem fé, quando não tem as obras? A fé seria capaz de salvá-lo? Imaginai que um irmão ou uma irmã não têm o que vestir e que lhes falta a comida de cada dia; se então algum de vós disser a eles: “Ide em paz, aquecei-vos” e “Comei à vontade”, sem lhes dar o necessário para o corpo, que adianta isso?” Tg 2,14-16).

As origens da Esmolaria Apostólica
Nas primeiras comunidades cristãs, eram os diáconos, em particular, que cuidavam dos pobres. Mais tarde os Papas, como bispos de Roma, confiaram a tarefa da caridade ao chamado Esmoler: este nome aparece pela primeira vez em uma Bula de Inocêncio III, no século XIII. A Esmolaria nasce formalmente neste período. Leão XIII, o Papa da primeira Encíclica social, a Rerum novarum (1891), confia à Esmolaria a faculdade de conceder a Bênção Apostólica através de pergaminhos. O Papa Pecci denunciava as dramáticas condições daquela que ele chamou de “a infinita multidão de proletários“, explorada por “um número muito pequeno de super ricos” e mobilizava toda a Igreja para que apoiasse os pobres criados pela Revolução Industrial.

Contas e aluguéis
Hoje, justamente graças aos recursos provenientes dos pergaminhos, além de outras doações, a Esmolaria pode ajudar em nome do Papa aqueles que passam por dificuldades. Em 2018, cerca de 3 milhões e meio de euros foram destinados àqueles que não podiam pagar aluguel, contas de luz e gás, medicamentos e necessidades básicas. Uma cifra ligeiramente superior àquela de 2017. As ajudas chegam a todos, sem distinções, muitos são italianos e romanos: não se deve esquecer que o Papa é o bispo de Roma.

Ajuda aos verdadeiros pobres
Geralmente são os párocos que escrevem ao Esmoler: eles indicam quem realmente precisa. O Esmoler envia ao pároco um cheque, que depois destina o valor a quem tem necessidade, acompanhado por um bilhete: “Doação do Santo Padre”. A ajuda não passa por associações ou por várias entidades: chega diretamente à pessoa que o pároco considera em verdadeiro estado de necessidade. As contribuições que são enviadas a outros países, são solicitadas pelos Núncios espalhados por todo o mundo.

Um trabalho silencioso
A Esmolaria realiza todos os dias, em silêncio, sua atividade: sustenta refeitórios para os pobres, administra um ambulatório médico-sanitário sob a Colunata de Bernini, dedicado à “Mãe da Misericórdia“, juntamente com os chuveiros e a barbearia para os sem-teto, além do dormitório na Via dei Penitenzieri, pertinho do Vaticano.

Dar de acordo com a lógica do Evangelho
O atual Esmoler, cardeal Konrad Krajewski, é considerado “o braço da caridade do Papa“. Sua principal tarefa – diz – é “esvaziar a conta do Santo Padre para os pobres, segundo a lógica do Evangelho“.

FONTE 
Sergio Centofanti
Vatican News

Domingo do Bom Pastor: a mensagem do Papa Francisco

mai 12, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano – Poucos minutos após celebrar a Eucaristia e ordenar 19 novos sacerdotes para a sua diocese, o Bispo de Roma foi ao balcão da janela de seu escritório para o tradicional momento da oração mariana dominical que, nesta época do Ano Litúrgico, é o Regina Coeli.

Nossa intimidade com Jesus
Neste domingo (12/05), milhares de pessoas o aguardavam para ouvir suas palavras e em seguida, rezar com ele. Francisco iniciou refletindo sobre o Evangelho do dia, conhecido como o do Bom Pastor. “O Bom Pastor – Jesus – está atento a cada um de nós, nos procura e nos ama, dirigindo-nos a sua palavra, conhecendo em profundidade o nosso coração, os nossos desejos e as nossas esperanças, bem como os nossos fracassos e as nossas decepções. Acolhe-nos e ama-nos como somos, com os nossos pontos fortes e fracos. Para cada um de nós ‘dá a vida eterna’: isto é, oferece-nos a possibilidade de viver uma vida plena, sem fim. Além disso, nos guarda e nos guia com amor, ajudando-nos a percorrer as trilhas mais arriscadas que surgem no caminho da vida”.

Assim sendo, completou o Papa, devemos corresponder às atitudes ternas e carinhosas do Senhor, manter intimidade com Ele, segui-lo, saindo do labirinto dos caminhos errados, abandonando o comportamento egoísta, para nos colocarmos nos novos caminhos da fraternidade e do dom de nós mesmos, imitando-o. Ou seja, viver nossa relação com Cristo em plena confiança e familiaridade.

Apresentá-lo a quem não O conhece
Desta forma, podemos também atrair para Ele as pessoas que o procuram, mas talvez sem o saber. Há muitas pessoas, que só Deus conhece em seus corações, e que já são Suas ‘ovelhas’, mas precisam de um irmão ou irmã para levá-las a Jesus Cristo. Poder fazer isso é uma grande graça e uma grande alegria!”. Neste sentido, concluiu o Papa, “que Maria, Mãe de Cristo Bom Pastor, ajude os chamados ao sacerdócio e à vida consagrada a acolher com alegria e disponibilidade o convite de Cristo para ser seus colaboradores mais diretos no anúncio do Evangelho e no serviço do Reino de Deus no nosso tempo”.

Mães, obrigado por tutelar o valor da família
Francisco rezou a oração do Regina Coeli e concedeu a todos a sua bênção apostólica e se despediu dos fiéis, romanos, e peregrinos com uma saudação inicial a todas as Mães do mundo, pedindo um aplauso a elas e recordando aquelas que continuam, ‘do céu’, a velar por nós com suas orações. Em seguida o Papa chamou à sua janela dois sacerdotes recém-ordenados e com eles, abençoou novamente todos os presentes.

FONTE 
Vatican News

CNBB: 57ª Assembleia chega ao fim com nova Presidência e Diretrizes

mai 10, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Assembleia CNBB

Aparecida > Concluiu-se nesta sexta-feira com a tomada de posse da nova presidência a 57ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida. A Santa Missa no Santuário Nacional foi presidida pelo arcebispo de Belo Horizonte (MG), dom Walmor Oliveira de Azevedo, novo presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. No dia de ontem foram eleitos os últimos presidente de Comissões de Pastoral. Dom Ricardo Hoepers, bispo de Rio Grande (RS) foi eleito, em primeiro escrutínio, por maioria absoluta dos votos, como presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Dom Nelson Francelino, bispo de Valença (RJ), foi eleito para a presidência da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude para o próximo quadriênio. E dom Joaquim Giovani Mol, bispo auxiliar da arquidiocese de Belo Horizonte (MG), foi eleito para presidir a Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Nos dias passados foi eleita a nova presidência: dom Walmor sucede ao Arcebispo de Brasília (DF), o cardeal dom Sérgio da Rocha. Primeiro vice – Presidente: o arcebispo de Porto Alegre (RS), Dom Jaime Spengler, foi eleito como primeiro vice-presidente; o segundo vice-presidente é o bispo de Roraima, dom Mário Antônio da Silva. Secretário Geral: foi eleito como novo secretário-geral da CNBB, o bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ), dom Joel Portella Amado.

Novas Diretrizes Gerais
Outro momento importante dessa Assembleia Geral foi a aprovação por parte dos bispos das Novas Diretrizes Gerais da Ação Evagelizadora da Igreja no Brasil para o próximo quadriênio (2019 a 2023). O foco central das Novas Diretrizes é mais uma vez um novo chamado de retorno às fontes para olhar  a experiência das comunidades primitivas e inspirados por elas formar, no hoje da história e na realidade urbana, comunidades eclesiais missionárias.

O padre Manoel de Oliveira Filho, membro da Comissão do Texto Central fala de quatro pilares das Diretrizes: a) Palavra de Deus e a iniciação à vida cristã; O pilar do Pão que é a casa sustentada pela liturgia e sobre a espiritualidade; o pilar da Caridade que é a casa sustentada sobre o acolhimento fraterno e sobre o cuidado com as pessoas, especialmente os mais frágeis e excluídos e invisíveis; o pilar da Missãoporque é impossível fazer uma experiência profunda com Deus na comunidade eclesial que não leve, inevitavelmente, à vida missionária. A realidade urbana, fragmentada, carregada de luz e de sombras, mas também cheia de potencialidades, é definida pelo padre muito mais do que um lugar social geográfico mas como uma mentalidade e cultura. “Nesta realidade a Igreja é convidada a ser presença. Como casa. Como comunidade eclesial missionária”, reafirmou.

A diretrizes, segundo ele, apontam para um rumo muito bonito, porque partem de uma perspectiva de encontro com Deus e com os irmãos, numa dinâmica de acolhida, de portas abertas, de ir ao encontro, de espera e acolhida ativa para formar as comunidades. As Igrejas e comunidades são convidadas, segundo o que propõe as novas diretrizes, a serem luzeiros no meio do mundo. O religioso afirmou que as comunidades podem estar em qualquer lugar: no condomínio, numa praça, no trabalho. “Mas também nas paróquias, comunidades, nos colégios católicos, nas obras sociais”, disse.

As novas diretrizes apontam para rumos
e horizontes muito bonitos de avanço, de comprometimento

Após a assembleia, o religioso aponta que todas as instâncias, as pastorais e organismos, e as Igrejas particulares, toda vida eclesial precisam entrar mesmo neste rumo, na direção apontadas pelas Diretrizes. “Seguir este caminho, acreditar no projeto e proposta. Vamos todos precisar, como todo a vida de Igreja, fazer um caminho de conversão, ler estudar, colocar na mente e descer para o coração para transformar em realidade”, conclui.

FONTE
Silvonei José
Vatican News

Dom Walmor Azevedo, arcebispo de Belo Horizonte (MG), é eleito novo presidente da CNBB

mai 6, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Dom Walmor Azevedo, arcebispo de Belo Horizonte (MG), é eleito novo presidente da CNBB

O arcebispo de Belo Horizonte (MG), dom Walmor Oliveira de Azevedo, foi eleito na tarde desta segunda-feira, 6 de maio, como presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O novo presidente foi escolhido pelos episcopado brasileiro que participa, em Aparecida (SP), da 57ª Assembleia Geral da CNBB no terceiro escrutínio, após receber a maioria absoluta de votos do total de 301 bispos votantes.

Como manda o Estatuto da CNBB, o até então presidente cardeal sergio da Rocha perguntou a dom Walmor se aceita ser presidente. “Aceito com humildade, aceito com temor e aceito à luz da fe”, foram as primeiras  palavras que ele dirigiu à plenária da 57ª. Só à luz da fé, segundo dom Walmor, será possível recuperar a força da colegialidade da Igreja no Brasil a partir de uma escuta muito profunda dos irmãos e do povo de Deus. Ele pediu a Deus que não falte sabedoria para assumir este serviço.

Nascido em 26 de abril de 1954, dom Walmor é natural de Côcos (BA). É o primeiro baiano a estar à frente da CNBB. O novo presidente da Conferência é doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma, Itália) e mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico (Roma, Itália).

Em sua trajetória de formação, cursou Filosofia no Seminário Arquidiocesano Santo Antônio (1972-1973), em Juiz de Fora (MG), e na Faculdade Dom Bosco de Filosofia, Ciências e Letras (1974-1975), em São João Del-Rei (MG). De 1974 a 1977, cursou Teologia no Seminário Arquidiocesano Santo Antônio, em Juiz de Fora. Em 9 de setembro de 1977 foi ordenado sacerdote, incardinando-se na arquidiocese de Juiz de Fora.

Ministério sacerdotal
Foi pároco da paróquia Nossa Senhora da Conceição de Benfica (1986-1995) e da paróquia do Bom Pastor (1996-1998); coordenador da Região Pastoral Nossa Senhora de Lourdes (1988-1989); coordenador arquidiocesano da Pastoral Vocacional (1978-1984) e reitor do Seminário Arquidiocesano Santo Antônio (1989-1997). No campo acadêmico, lecionou nas disciplinas Ciências Bíblicas, Teologia e Lógica II; coordenou os cursos de Filosofia e Teologia. Em Belo Horizonte, foi professor da PUC-Minas (1986-1990). Também lecionou no mestrado em Teologia da PUC-Rio (1992, 1994 e 1995).

Ministério episcopal
Dom Walmor Oliveira de Azevedo foi nomeado bispo auxiliar de Salvador (BA) pelo Papa São João Paulo II, no dia 21 de janeiro de 1998. Sua ordenação episcopal foi no dia 10 de maio do mesmo ano. Em 2004, foi nomeado arcebispo metropolitano de Belo Horizonte (MG), iniciando o ministério em 26 de março daquele ano. Em outubro de 2008, dom Walmor foi escolhido para ser um dos quatro representantes do Brasil na XII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, realizada em Roma.

Em 1999, dom Walmor foi secretário do Regional Nordeste 3 e membro da Comissão Episcopal de Doutrina da CNBB. A mesma Comissão que, já com o nome de Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé, presidiu entre 2003 e 2011, ou seja, por dois mandatos. É membro da Congregação para a Doutrina da Fé, no Vaticano, desde 2009. O arcebispo de Belo Horizonte também exerceu a presidência do Regional Leste II da CNBB – Minas Gerais e Espírito Santo.

Em fevereiro de 2014, foi nomeado pelo Papa Francisco membro da Congregação para as Igrejas Orientais. Desde 2010, o arcebispo é referencial para os fiéis católicos de Rito Oriental residentes no Brasil e desprovidos de ordinário do próprio rito.

Com mais de 15 livros publicados, dom Walmor é membro da Academia Mineira de Letras, Cidadão Honorário de Minas Gerais e dos municípios de Caeté e Ribeirão das Neves. O novo presidente da CNBB também foi agraciado com a Comenda Dom Luciano Mendes de Almeida, da Faculdade Arquidiocesana de Mariana, e com o título de Doutor Honoris Causa, da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (2012).

FONTE
Conferência Nacional
dos Bispos do Brasil

29º VIAGEM APOSTÓLICA: o Papa Francisco está na Bulgária

mai 5, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cerimônia de boas-vindas

Cidade do Vaticano – O Papa Francisco deixou o Vaticano, na manhã deste domingo (05/5), para mais uma Viagem Apostólica do seu Pontificado, a de número 29, que o leva a dois países: a Bulgária e a Macedônia do Norte. O Santo Padre partiu do aeroporto internacional de Fiumicino às 7h10 (2h10 de Brasília) e, após menos de duas horas de viagem, chegou ao aeroporto de Sófia, capital da Bulgária.

Durante a viagem, como faz habitualmente, o Pontífice enviou telegramas aos Chefes de Estado dos países sobrevoados: Itália, Croácia, Bósnia-Herzegovina, Montenegro e Sérvia. Ao chegar ao aeroporto de Sófia, o Papa foi recebido pelo Núncio Apostólico, Dom Anselmo Guido Pecorari, pelo Primeiro Ministro, Boyko Borisov, com o qual manteve um encontro privado.

No país, diversidade vista como oportunidade e riqueza
A seguir, Francisco dirigiu-se automóvel ao Palácio Presidencial de Sófia, para uma visita de cortesia ao Presidente búlgaro, Rumen Radev, e a cerimônia de boas-vindas. Depois, diante do Palácio Presidencial, na Praça Atanas Burov, o Santo Padre manteve um encontro com as Autoridades, a Sociedade Civil, o Corpo Diplomático e representantes de várias Confissões Religiosas.

Após as palavras de boas-vindas do Presidente búlgaro ao Papa, Francisco pronunciou seu discurso expressando sua alegria por encontrar-se na Bulgária, para confirmar seus irmãos na fé e encorajá-los no seu caminho e testemunho de vida cristã. E, ao agradecer as autoridades civis e religiosas presentes, Francisco disse: “[A Bulgária] é um lugar de encontro entre múltiplas culturas e civilizações, ponte entre o leste e o sul da Europa, porta para o Oriente Médio; uma terra de antigas raízes cristãs, que favorecem o encontro seja entre a comunidade local como a internacional. Aqui, a diversidade, no respeito pelas peculiaridades específicas, é vista como uma oportunidade e uma riqueza, não como contraste”.

Verdadeiros ensinamentos das religiões promovem a paz
Neste sentido, o Papa cumprimentou, cordialmente, Sua Santidade o Patriarca Neofit, os Metropolitas e Bispos da Santo Sínodo, os fiéis da Igreja Ortodoxa, os cristãos das outras Comunidades eclesiais, os membros da Comunidade judaica e os fiéis muçulmanos. E recordou: “Reafirmo com vocês a forte convicção de que os verdadeiros ensinamentos das religiões convidam a permanecer ancorados nos valores da paz; apoiar os valores do conhecimento mútuo, da fraternidade humana e da convivência comum”.

Assim, Francisco convidou a aproveitar da hospitalidade que o povo búlgaro oferece, para que cada religião, chamada a promover harmonia e concórdia, possa contribuir para o crescimento de uma cultura e um ambiente, no respeito da pessoa humana e da sua dignidade, das civilizações e tradições diferentes rejeitando toda a violência e coação.

Visita na esteira de João Paulo II e memória de João XXIII
Neste contexto, o Pontífice explicou que a sua visita à Bulgária se realiza na esteira de São João Paulo II, que visitou o país em maio de 2002, e na memória de Dom Angelo Roncalli, futuro Papa João XXIII, que foi Delegado Apostólico em Sófia, durante quase dez anos. Sobre ele Francisco disse: “São João XXIII trabalhou com afinco para promover a colaboração fraterna entre todos os cristãos e com o Concílio Vaticano II, – por ele convocado e presidido na sua primeira fase, – deu grande impulso e incisividade ao desenvolvimento das relações ecumênicas”.

Cirilo e Metódio, “Apóstolos dos Eslavos”
Em continuação a estes acontecimentos providenciais, – recordou Francisco, – há quase cinquenta anos, uma Delegação oficial Búlgara, visita anualmente o Vaticano por ocasião da festa dos Santos Cirilo e Metódio. Sobre estes dois “Apóstolos dos Eslavos” disse: “Eles evangelizaram os povos eslavos e estiveram na origem do desenvolvimento da sua língua e cultura e, sobretudo, de abundantes e duradouros frutos de testemunho cristão e de santidade. Os Santos Cirilo e Metódio, padroeiros da Europa, continuam sendo exemplo, por mais de um milênio, e inspiradores de diálogo fecundo, harmonia e encontro fraterno entre as Igrejas, os Estados e os povos!

Na atual conjuntura histórica, trinta anos depois do fim do regime totalitário, que dificultava a liberdade e as iniciativas, – afirmou Francisco, – a Bulgária arca, hoje, com as consequências da emigração de mais de dois milhões de seus cidadãos que vão à busca de novas oportunidades de vida e de trabalho em outros países. Por outro lado, defronta-se com o fenômeno dos que fogem das guerras, dos conflitos ou da miséria, em busca de uma vida melhor no rico Continente europeu.

Não fehcar os olhos aos que batem à porta
Por fim, o Santo Padre encorajou os governantes da Bulgária a continuarem a criar condições para que, sobretudo os jovens, não sejam obrigados a emigrar. Por isso, fez-lhes um apelo “a não fechar os olhos, o coração e as mãos aos que batem à sua porta”. E concluiu seu discurso com a exortação: “Este país sempre se distinguiu como ponte entre Oriente e Ocidente, favorecendo o encontro entre diferentes culturas, etnias, civilizações e religiões, que há séculos vivem em paz aqui. Esta terra fértil pelo trabalho humilde de tantas gerações e aberta aos intercâmbios culturais e comerciais, integrada à União Europeia e com sólidos laços com a Rússia e a Turquia – possa oferecer aos seus filhos um futuro de esperança! Que Deus abençoe a Bulgária e a mantenha sempre pacífica, acolhedora, próspera e feliz!”

FONTE
Manoel Tavares
Vatican News

Papa recorda aniversário de aproximação entre as Coréias

abr 27, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano – O Santo Padre enviou uma vídeo-mensagem por ocasião do primeiro aniversário da Declaração de Paz de Panmunjom, aldeia entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul. Em sua Mensagem, o Papa diz, textualmente: “Queridos amigos, é com alegria que lhes envio minha cordial saudação por ocasião do primeiro aniversário da Declaração de Panmunjom pela paz, prosperidade e unificação da Península Coreana. Que esta celebração possa oferecer a todos a esperança de que um futuro, baseado na unidade, no diálogo e na solidariedade fraterna, seja realmente possível. Mediante esforços pacientes e perseverantes, a busca de harmonia e concórdia pode superar a divisão e a contraposição.

Rezo para que este aniversário da Declaração de Panmunjom possa contribuir para uma nova era de paz para todos os Coreanos. A Declaração de Panmunjom para a Paz, a Prosperidade e a Unificação da Península Coreana, assinada pelos líderes das duas Coreias, afirma que na península coreana não haverá mais guerra e que tem início uma nova época. E a primeira medida prática adotada, foi o fim de todas as atividades hostis entre os dois países, o que incluiu a transmissão de propaganda na Zona Desmilitarizada a partir de 1º de maio.

Papa rezou pelo encontro em 2018
A Santa Sé acompanha, apoia e encoraja toda iniciativa útil e sincera para construir um futuro melhor, no signo do encontro e da amizade entre os povos”,  havia dito o Papa Francisco ao final da catequese da Audiência Geral de 25 de maio de 2018. “A todos que têm responsabilidades políticas diretas – acrescentou – peço que tenham a coragem da esperança, fazendo-se ‘artífices’ da paz, enquanto os exorto a prosseguir com confiança o caminho empreendido pelo bem de todos. Antes de rezar um Pai Nosso e uma Ave Maria com os fiéis presentes na Praça São Pedro, o Pontífice havia feito votos de que o encontro de cúpula fosse uma ocasião propícia para iniciar um diálogo transparente e um percurso concreto de reconciliação e de fraternidade, a fim de garantir a paz na Península Coreana e no mundo inteiro.

FONTE 
Manoel Tavares 
Vatican News

Urbe et Orbi | Papa Francisco: a mensagem “da cidade para o Mundo”

abr 21, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano - Cristo Ressuscitou! Aleluia! O alegre anúncio da ressurreição do Senhor dado na Vigília Pascal no Sábado  Santo, voltou a ecoar neste Domingo de Páscoa na Praça São Pedro, na Missa presidida pelo Papa Francisco, na presença de milhares de fiéis, provenientes de todas partes do mundo. Sem o azul do céu, visto o tempo encoberto na capital italiana, e com uma temperatura de 19º C, quem conferiu o colorido ao cenário da celebração foram as milhares de flores doadas pela Holanda, dispostas artisticamente, numa tradição que completou 33 anos este ano. O Santo Padre não pronunciou homilia, reservando suas palavras para a Mensagem Urbe et Orbi, transmitida da Sacada Central da Basílica de São Pedro, como comumente acontece após a celebração da Missa da Páscoa e do Natal.

Queridos irmãos e irmãs, feliz Páscoa!

Hoje, a Igreja renova o anúncio dos primeiros discípulos: «Jesus ressuscitou!» E de boca em boca, de coração a coração, ecoa o convite ao louvor: «Aleluia!… Aleluia!»”, disse o Papa ao iniciar sua mensagem, recordando a recente Exortação Apostólica dedicada particularmente aos jovens, Chistus vivit. Cristo vive: “é Ele a nossa esperança e a mais bela juventude deste mundo! Tudo o que toca torna-se jovem, fica novo, enche-se de vida. A Ressurreição de Cristo – continuou Francisco – é princípio de vida nova para todo o homem e toda a mulher, porque a verdadeira renovação parte sempre do coração, da consciência.  Mas a Páscoa é também o início do mundo novo, libertado da escravidão do pecado e da morte: o mundo finalmente aberto ao Reino de Deus, Reino de amor, paz e fraternidade”.

Síria
Cristo vive e permanece conosco!” E foi pela Síria – “vítima dum conflito sem fim que corre o risco de nos encontrar cada vez mais resignados e até indiferentes” – que o Papa começou a elencar aqueles “que estão na provação, no sofrimento e no luto. É hora de renovar os esforços por uma solução política que dê resposta às justas aspirações de liberdade, paz e justiça, enfrente a crise humanitária e favoreça o retorno em segurança dos deslocados, bem como daqueles que se refugiaram nos países vizinhos, especialmente no Líbano e Jordânia”.

Oriente Médio
Aos cristãos no Oriente Médio – região dilacerada “por divisões e tensões contínuas” – o Papa exorta a não deixarem de testemunhar “com paciente perseverança, o Senhor ressuscitado e a vitória da vida sobre a morte.” E seu olhar se volta em modo particular “para o povo do Iêmen, especialmente para as crianças definhando pela fome e a guerra”, mas também aos governantes e povos da região, “a começar pelos israelenses e palestinos”, para aliviarem as tantas aflições e a buscarem um futuro de paz e estabilidade.

Líbia
O Pontífice pede que “as armas cessem de ensanguentar a Líbia”, exortando “as partes interessadas a optar pelo diálogo em vez da opressão, evitando que se reabram as feridas duma década de conflitos e instabilidade política”.

Continente africano
Tensões sociais, conflitos e, por vezes, extremismos violentos que deixam atrás de si insegurança, destruição e morte, especialmente no Burkina Faso, Mali, Níger, Nigéria e Camarões”, recordou Francisco, ao pedir a paz do Senhor ao seu ”amado continente africano”. E não esqueceu do Sudão que atravessa incertezas políticas, pedindo o esforço de todos, a fim de “permitir ao país encontrar a liberdade, o desenvolvimento e o bem-estar, a que há muito aspira”.

Ao Sudão do Sul, o Papa fez voto que “se abra uma nova página da história do país, na qual todos os componentes políticos, sociais e religiosos se empenhem ativamente em prol do bem comum e da reconciliação da nação”, também recordando o retiro feito há poucos dias pelos líderes do país no Vaticano.

Ucrânia
O Santo Padre pediu que “o Senhor encoraje as iniciativas humanitárias e as iniciativas destinadas a buscar uma paz duradoura”, especialmente nas regiões orientais do país que continuam a sofrer com o conflito que persiste.

Continente americano
Para o continente americano, o Pontífice argentino pediu “que a alegria da Ressurreição encha os corações de quem sofre as consequências de difíceis situações políticas e econômicas, no continente americano”. Em particular, recordou da Venezuela, onde há “tanta gente sem as condições mínimas para levar uma vida digna e segura, por causa duma crise que perdura e se agrava”.

Que o Senhor – foi seu pedido – conceda a quantos têm responsabilidades políticas, trabalhar para pôr fim às injustiças sociais, abusos e violências e realizar passos concretos que permitam sanar as divisões e oferecer à população a ajuda de que necessita”. Para a Nicarágua, o Papa pediu que “o Senhor ressuscitado oriente com a sua luz os esforços que estão a ser feitos”, para que se encontre “o mais rápido possível, uma solução pacífica e negociada em benefício de todos os nicaraguenses”.

Construtores de pontes e não de muros
Perante os inúmeros sofrimentos do nosso tempo – disse o Papa quase na conclusão na mensagem –  o Senhor da vida não nos encontre frios e indiferentes. Faça de nós construtores de pontes, não de muros. Ele, que nos dá a paz, faça cessar o fragor das armas, tanto nos contextos de guerra como nas nossas cidades, e inspire os líderes das nações a trabalhar para acabar com a corrida aos armamentos e com a difusão preocupante das armas, de modo especial nos países mais avançados economicamente. O Ressuscitado, que escancarou as portas do sepulcro, abra os nossos corações às necessidades dos indigentes, indefesos, pobres, desempregados, marginalizados, de quem bate à nossa porta à procura de pão, dum abrigo e do reconhecimento da sua dignidade”.

Ao final, fez a todos as felicitações de uma Feliz Páscoa: “Queridos irmãos e irmãs, Cristo vive! Ele é esperança e juventude para cada um de nós e para o mundo inteiro. Deixemo-nos renovar por Ele! Feliz Páscoa!

FONTE 
Jackson Erpen  
Vatican News 

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