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ANGELUS | “Não permitamos aos nossos medos de fechar-nos o coração”, indicou o Papa Francisco

jan 6, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa Francisco no Angelus deste domingo

Cidade do Vaticano – Após a missa da Solenidade da Epifania do Senhor, celebrada na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus, deste domingo (06/01). “Hoje, Solenidade da Epifania do Senhor, é a festa da manifestação de Jesus, simbolizada pela luz. Nos textos proféticos, esta luz é promessa. Promete-se a luz. Isaías, de fato, se dirige a Jerusalém com essas palavras: «Levante-se, brilhe, pois chegou a sua luz, a glória do Senhor brilha sobre você»”, frisou o Pontífice em sua alocução. Segundo o Papa, “o convite do profeta a se levantar por que vem a luz aparece surpreendente, porque se insere depois do duro exílio e das inúmeras opressões que o povo havia vivido”.

Herodes e os escribas têm um coração duro
Este convite, hoje, ressoa também para nós, que celebramos o Natal de Jesus e nos encoraja a deixar-nos alcançar pela luz de Belém. Também nós fomos convidados a não nos deter nos sinais exteriores do acontecimento, mas a recomeçar dele e percorrer em novidade de vida o nosso caminho de homens e fiéis. A luz que o profeta Isaías tinha preanunciado, no Evangelho está presente e foi encontrada. Jesus, nascido em Belém, cidade de Davi, veio para trazer a salvação aos próximos e distantes: a todos. O evangelista Mateus mostra diversas maneiras com as quais se pode encontrar Cristo e reagir à sua presença.

O Papa destacou que “Herodes e os escribas de Jerusalém têm um coração duro, que se obstina e rejeita a visita daquele Menino. É uma possibilidade, fechar-se para a luz. Eles representam os que, também nos nossos dias, têm medo da vinda de Jesus e fecham o coração aos irmãos e às irmãs que necessitam de ajuda. Herodes tem medo de perder o poder e não pensa no verdadeiro bem das pessoas, mas na própria vantagem pessoal. Os escribas e os chefes do povo têm medo porque não sabem olhar além das próprias certezas, não conseguindo assim colher a novidade que está em Jesus.

Magos,  abertos à novidade
Bem diferente é a experiência dos Magos. Vindos do Oriente, eles representam todos os povos distantes da fé hebraica tradicional. E mesmo assim, se deixam guiar pela estrela e enfrentam uma longa e arriscada viagem para chegar à meta e conhecer a verdade sobre o Messias. Os Magos estavam abertos à “novidade”, e a eles se revela a maior e mais surpreendente novidade da história: Deus feito homem. Os Magos se prostram diante de Jesus e oferecem dons simbólicos: ouro, incenso e mirra; porque a busca do Senhor implica não somente a perseverança no caminho, mas também a generosidade do coração. Por fim, voltam para a sua terra», e diz o Evangelho que eles voltaram “por outro caminho. Regressaram “ao seu país” levando dentro de si o mistério daquele Rei humilde e pobre. Podemos imaginar que contaram a todos a experiência vivida: a salvação oferecida por Deus em Cristo é para todos os homens, próximos ou distantes. Não é possível tomar posse daquele Menino: Ele é um dom para todos.

Deixar-se iluminar pela luz de Jesus
Também nós, façamos um pouco de silêncio em nosso coração e deixemo-nos iluminar pela luz de Jesus que provém de Belém. Não permitamos aos nossos medos de fechar-nos o coração, mas tenhamos a coragem de abrir-nos a esta luz que é mansa e discreta”, disse ainda Francisco.  “Então, como os Magos, experimentaremos uma grande alegria que não poderemos manter para nós. Que Nos sustente neste caminho a Virgem Maria, estrela que nos conduz a Jesus, e Mãe que mostra Jesus aos Magos e a todos aqueles que se aproximam dele.

Apelo em prol dos migrantes 
Após a oração mariana do Angelus, o Papa Francisco recordou que há vários dias quarenta e nove migrantes salvos no Mar Mediterrâneo estão a bordo de dois navios de organizações não governamentais, em busca de um porto seguro onde desembarcar. “Faço um apelo aos líderes europeus a fim que demostrem solidariedade concreta a essas pessoas.

Saudação às Igrejas Orientais
A seguir, Francisco lembrou que algumas Igrejas orientais, católicas e ortodoxas, que seguem o Calendário Juliano, celebrarão o Natal, nesta segunda-feira (07/01). “A elas dirijo minhas cordiais e fraternas saudações no sinal de comunhão entre todos nós cristãos, que reconhecem Jesus como Senhor e Salvador. Um Feliz Natal! A Epifania é também a Jornada Missionária dos Meninos que este ano convida os jovens missionários a serem “atletas de Jesus”, para testemunhar o Evangelho na família, na escola e nos lugares de diversão.” O Papa saudou todos os peregrinos, famílias, paróquias e associações provenientes da Itália e outros países.

Valores da Epifania
Uma saudação especial foi dirigida ao cortejo histórico e folclórico que promove os valores da Epifania e que este ano é dedicado à Região de Abruzzo. Recordou também o cortejo dos Magos que se realiza em muitas cidades da Polônia com uma grande participação de famílias e associações. Saudou também os músicos da banda que ouviu tocar. “Continuem soando a alegria deste dia da Epifania”, concluiu Francisco, pedindo aos fiéis para não se esquecerem de rezar por ele.

FONTE
Mariangela Jaguraba 
Bianca Fraccalvieri
Vatican News

2019: O Papa Francisco em Missão

jan 3, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa Francisco durante a Bênção Urbi et Orbi

Cidade do Vaticano – Considerando os eventos já programados, o ano de 2019 será muito intenso para o Santo Padre. Em janeiro, o Papa encontra como tradição o Corpo Diplomático acreditado junto à Santa Sé, uma ocasião para lançar à comunidade internacional uma forte mensagem: no ano passado o Papa aproveitou a ocasião do 70º aniversário da Declaração dos Direitos Humanos para dizer que ainda hoje, no Terceiro Milênio, muitos direitos humanos foram violados, o primeiro de todos o da vida.

A JMJ do Panamá
De 23 a 28 de janeiro o Papa faz a sua primeira viagem do ano: Panamá. Participará da 34ª Jornada Mundial da Juventude com o tema “Eis a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”. Evento que chega depois do Sínodo sobre os Jovens realizado em outubro no Vaticano.

Viagem aos Emirados Árabes Unidos 
De 3 a 5 de fevereiro Papa Francisco viajará aos Emirados Árabes Unidos, será o primeiro pontífice a visitar o país. O tema da visita é “Fazei de mim um instrumento de vossa paz”, extraído da Oração de São Francisco de Assis. O evento será centralizado na importância do diálogo inter-religioso e da fraternidade entre os fiéis das várias religiões. O ano de 2019 foi declarado pelas autoridades dos Emirados “Ano da tolerância” com o objetivo de promover uma cultura que se afaste de qualquer tipo de fundamentalismo.

O Conselho dos Cardeais e a reforma da Cúria
De 18 a 20 de fevereiro será realizado no Vaticano a 28ª Reunião do Conselho dos Cardeais: o tema central será o projeto de revisão da Constituição Pastor Bonus sobre a Cúria Romana: em dezembro passado uma nova proposta da Constituição Apostólica, com o título Praedicate evangelium, foi entregue ao Santo Padre. O objetivo é tornar este organismo de governo mais apropriado às exigências de uma Igreja em saída, profundamente missionária.

O encontro no Vaticano contra os abusos
Um evento muito esperado para este ano é o encontro no Vaticano sobre o problema dos abusos. O Papa encontrará todos os presidentes das Conferências Episcopais do Mundo para falar da prevenção dos abusos contra menores e adultos vulneráveis. Um encontro fundamental para a luta contra os abusos de poder, de consciência e sexuais cometidos por expoentes da Igreja. Ao encontrar a Cúria em dezembro passado Francisco pede que os casos não sejam silenciados, mas trazidos objetivamente à luz, “porque o maior escândalo nesta matéria é o de encobrir a verdade” acrescentando aos que cometem abusos “convertei-vos, entregai-vos à justiça humana e preparai-vos para a justiça divina”.

Visita ao Marrocos
Nos dias 30 e 31 de março o Papa irá ao Marrocos depois de 33 anos da histórica vista de São João Paulo II em 19 de agosto de 1985. Na ocasião o Papa polonês encontrou 80 mil jovens muçulmanos no estádio de Casablanca. Um evento que nunca tinha acontecido antes no diálogo entre cristianismo e islã.

O Papa na Bulgária e Macedônia
De 5 a 7 de maio o Papa visitará a Bulgária e a República da Macedônia. Na Bulgária visitará as cidades de Sófia e Rakovski: o tema da viagem é “Pacem in Terris”, recordando a famosa encíclica de São João XXIII, primeiro Visitador e Delegado Apostólico na Bulgária. Na República da Macedônia o Papa visitará a cidade de Escópia, cidade natal de Santa Teresa de Calcutá, fundadora das Missionárias da Caridade. O tema da visita, que no logotipo se apresenta em macedônio e inglês, é “Não temas, ó pequeno rebanho” (Lc 12, 32).

O Papa quer visitar o Japão
Já no ano passado Papa Francisco tinha anunciado a sua vontade de visitar o Japão em 2019: “Espero que seja possível” disse à Associação japonesa “Tensho Kenoh Shisetsu Kenshoukai” recordando que há mais de 400 anos, em 1585, quatro jovens japoneses chegaram a Roma, acompanhados por alguns missionários jesuítas, para visitar o então Papa Gregório XIII. Na ocasião Francisco disse: “Os europeus encontraram os japoneses e os japoneses encontraram a Europa e o coração da Igreja Católica. Um encontro histórico entre duas grandes culturas e tradições espirituais, que devemos conservar na memória”.

O Sínodo para a Amazônia
Entre os encontros importantes de 2019 destaca-se a Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a região Pan-amazônica que será realizada em outubro. Participam sete Conferências Episcopais e nove países da região amazônica. Papa Francisco deseja que se discuta o tema: “Amazônia, novos caminhos para a Igreja e para uma Ecologia Integral”. Mas o encontro não será apenas sobre ecologia: serão tratados importantes temas eclesiais.

Um ano de fraternidade ao serviço da paz
O ano de 2019 começa com o Dia Mundial da Paz. Na sua mensagem, Francisco convida a colocar a política ao serviço da paz: “A paz parece-se com a esperança de que fala o poeta Charles Péguy; é como uma flor frágil, que procura desabrochar por entre as pedras da violência. Como sabemos, a busca do poder a todo o custo leva a abusos e injustiças. A política é um meio fundamental para construir a cidadania e as obras do homem, mas, quando aqueles que a exercem não a vivem como serviço à coletividade humana, pode tornar-se instrumento de opressão, marginalização e até destruição”.

Na sua Mensagem de Natal o Papa lançou votos de fraternidade que valem para o ano de 2019: “Fraternidade entre pessoas de todas as nações e culturas. Fraternidade entre pessoas de ideias diferentes, mas capazes de se respeitar e ouvir umas às outras. Fraternidade entre pessoas de distintas religiões” porque “Deus é um Pai bom e nós somos todos irmãos”.

FONTE
Vatican News

ANGELUS > Papa indica a necessidade de se proteger as Famílias

dez 30, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa Francisco dedicou último Angelus do ano à Sagrada Família

Cidade do Vaticano – “Eis porque a família de Nazaré é santa: por estar centrada em Jesus”. Eram “unidos por um amor intenso e animados por uma grande confiança em Deus”. No último Angelus de 2018, o Papa Francisco dedicou sua reflexão à Sagrada Família, festejada pela Igreja neste domingo. Dirigindo-se aos milhares de peregrinos presentes na Praça São Pedro, o Pontífice chamou a atenção para dois elementos presentes da narrativa de São Lucas: estupor e angústia.

De fato, a família de Nazaré foi à Jerusalém para a Festa de Páscoa, mas na viagem de retorno, Maria e José percebem que o filho de doze anos não está na caravana, e depois “de três dias de busca e de medo, o encontram no templo, sentado entre os doutores, decidido a discutir com eles”. Maria e José ficam “admirados” com a cena e Maria diz a Jesus que José e ela ficaram angustiados a sua procura.

Estupor
Nunca faltou o estupor na família de Nazaré – explicou o Papa – que é “a capacidade de se maravilhar diante da gradual manifestação do Filho de Deus”. Também os doutores no templo ficaram admirados “por sua inteligência e suas respostas“: Maravilhar-se – observou Francisco – é o oposto de tomar tudo como certo, de interpretar a realidade que nos rodeia e os acontecimentos da história somente segundo os nossos critérios: “Maravilhar-se é abrir-se aos outros, compreender as razões dos outros: essa atitude é importante para curar relacionamentos comprometidos entre as pessoas e é também indispensável para curar feridas abertas no âmbito familiar”.

Angústia
O Papa fala então da angústia que José e Maria sentiram com a perda do filho, o que “manifesta a centralidade de Jesus na Sagrada Família”: “A Virgem e seu esposo haviam acolhido aquele Filho, eles o protegiam e o viam crescer em idade, sabedoria e graça em meio a eles, mas acima de tudo ele crescia dentro de seus corações; e, pouco a pouco, aumentava seu afeto e sua compreensão em relação a ele. Eis porque a família de Nazaré é santa: por estar centrada em Jesus, todas as atenções e solicitudes de Maria e José eram dirigidas a ele.”

Esta mesma angústia, disse Francisco, deveria ser experimentada por nós, “quando estamos distantes dele: deveríamos ficar angustiados quando por mais de três dias nos esquecemos de Jesus, sem rezar, sem ler o Evangelho, sem sentir a necessidade de sua presença e de sua amizade consoladora”.

Encontrar Jesus na Casa de Deus
Assim como Maria e José o encontraram no templo ensinando, também nós “podemos encontrar o divino Mestre e acolher a sua mensagem de salvação” na Casa de Deus: “Na celebração eucarística, fazemos experiência viva de Cristo; Ele nos fala, nos oferece a sua Palavra que ilumina o nosso caminho, nos dá o seu corpo na Eucaristia, da qual tiramos força para enfrentar as dificuldades de todos os dias”.

Rezar pelas famílias onde não há paz
Ao concluir, o Santo Padre convidou a todos para rezar “por todas as famílias do mundo, especialmente por aquelas em que, por várias razões, há falta de paz e harmonia. E as confiemos à proteção da Sagrada Família de Nazaré”.

Família, tesouro a ser protegido e defendido
Após rezar o Angelus, o Papa saudou os peregrinos presentes na Praça São Pedro, em especial as famílias presentes na Praça: “Hoje dirijo uma saudações especial às famílias aqui presentes. Um aplauso às famílias que estão aqui, todas; e também para aquelas que acompanham de casa pela televisão e pela rádio. A família é um tesouro: é preciso protegê-la sempre, defendê-la. Que a Sagrada Família de Nazaré sempre proteja e ilumine o seu caminho”.

Antes de despedir-se com o tradicional “bom almoço e até logo”, Francisco desejou a todos um “sereno final de ano. Acabar o ano com serenidade” e agradeceu novamente pelas felicitações de Natal e pelas orações recebidas.

FONTE
Jackson Erpen
Vatican News

Balanço: 2018 e o “estilo sinodal” de trabalho do “Papa do diálogo”

dez 29, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa Francisco durante o Sínodo dos Bispos dedicado aos jovens

Porto – Em 2018 foram vários os encontros, viagens, celebrações e pronunciamentos que marcaram a atividade do Papa Francisco. Destacamos aqui um desses momentos: no final do Sínodo dos Bispos de outubro no Vaticano sobre a temática da juventude, o Papa Francisco no Angelus afirmou que “o primeiro fruto desta Assembleia sinodal” era o “método” seguido durante os trabalhos. “Um estilo sinodal” – disse o Papa – que é “um modo de ser e de trabalhar em conjunto” na escuta e no discernimento “para atingir escolhas pastorais que respondam à realidade” – declarou o Papa.

D. António Augusto Azevedo, bispo auxiliar do Porto, na sua qualidade de Presidente da Comissão Episcopal para as Vocações e Ministérios, foi um dos representantes portugueses no Sínodo dos bispos e, em entrevista ao Vatican News, sublinhou a importância de dar continuidade ao “estilo sinodal”. Sobre o estilo sinodal referido pelo Santo Padre em final de Sínodo dos bispos, falou também à nossa reportagem o Provincial da Companhia de Jesus em Portugal. O padre José Frazão Correia afirmou que o caminho sinodal é “o caminho que a Igreja precisa de fazer” na prática.

Ainda sobre este assunto ouvimos o padre José Maria Pacheco Gonçalves, redator durante muitos anos da secção de língua portuguesa da Rádio Vaticano e um atento comentador da atualidade da Igreja. O padre José Maria afirmou que a “experiência sinodal em si já é uma experiência fecunda e transformadora”. O método utilizado em 2018 no Sínodo dos Bispos sobre os jovens passa a ser a referência para as próximas assembleias sinodais. Provavelmente, também para o trabalho pastoral nas dioceses e comunidades locais. O Papa propôs o estilo sinodal como “um modo de ser e de trabalhar em conjunto” para que se atinjam “escolhas pastorais que respondam à realidade”.

FONTE
Rui Saraiva 
Vatican News

Encontro no Vaticano sobre abusos: esclarecer procedimentos, mudar atitudes

dez 28, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

"Em fevereiro próximo, a Igreja voltará a reiterar sua firme vontade de prosseguir no caminho da purificação dos abusos sexuais, irá se interrogar sobre como proteger as crianças, evitar tais infortúnios, tratar e reintegrar as vítimas", disse o Papa

Cidade do Vaticano -Em fevereiro próximo, a Igreja voltará a reiterar sua firme vontade de prosseguir no caminho da purificação dos abusos sexuais, irá se interrogar sobre como proteger as crianças, evitar tais infortúnios, tratar e reintegrar as vítimas“. Foi o que afirmou o Papa Francisco em 21 de dezembro em seu discurso à Cúria para as felicitações de Natal, apresentando o encontro sobre “A proteção dos menores na Igreja“, programado para se realizar no Vaticano de 21 a 24 de fevereiro do próximo ano. O padre jesuíta Hans Zollner, referente do Comitê organizador do encontro, e membro da Pontifícia Comissão para a Proteção de Menores, assim comentou as palavras do Papa:

R. - O Santo Padre certamente ressaltou todos os aspectos que devem ser tratados neste encontro; no entanto, queremos ver também como podemos colocar na mesa a questão da responsabilidade dos bispos, a fim de ter maior clareza sobre quem deve fazer o quê e quem deve controlar se as coisas que o Santo Padre e a Igreja, os dicastérios ordenaram foram realmente feitas.

O Papa disse que a Igreja nunca tentará encobrir ou subestimar qualquer caso: também  este é um compromisso que requer procedimentos concretos …

R. - Isso requer duas coisas: um esclarecimento dos procedimentos, que não estão tão claros, sobretudo quando falamos da corresponsabilidade de um bispo ou de um provincial ou do líder de uma Igreja Oriental em relação àquilo que  fazem outros bispos, outros provinciais e também outros superiores. E a segunda coisa: além dos procedimentos, devemos focar em uma mudança de atitude. As regras, as leis como tais, não mudam o coração: vemos isso não somente na Europa, mas em todo o mundo. E por isso devemos também ver como fortalecer em toda a Igreja essa atitude de abertura e atenção à proteção dos menores, porque essa é uma atitude que Jesus nos ensina.

Padre Zollner, quanto lhe tocou o fato de que no discurso de Natal à Cúria o Papa quis agradecer aos operadores da mídia que foram honestos e objetivos, e que tentaram desmascarar os chamados “lobos” e dar voz às vítimas?

R. - Certamente é algo muito significativo e foi percebido; mas também posso confirmar que a esmagadora maioria dos jornalistas com quem tenho trabalhado nos últimos 8-10 anos, tem sido realmente honestos: eles fazem o seu trabalho e, se algo está errado, eles devem chamar a atenção sobre essas coisas e assim realizar sua tarefa, seu trabalho quotidiano. Eu raramente encontrei pessoas que simplesmente queriam apenas destruir, procurar o escândalo onde não existia. Eles colocam em evidência o escândalo que foi produzido por um membro da Igreja, por um representante da Igreja, e portanto isto é algo que deve nos ajudar a ser honestos, a assumirmos nossa responsabilidade e tomar as decisões em decorrência disso.

Para concluir, padre Zollner: que frutos realmente se espera deste encontro de fevereiro?

R. - Um fruto que certamente desejo é que toda a Igreja, representada pelos presidentes das Conferências Episcopais, pelos líderes das Igrejas Orientais, pelos representantes das Ordens religiosas e das Congregações, tomem realmente consciência da urgência de colocar a proteção de menores e fazer justiça às vítimas como prioridades de todas as ações da Igreja: para o apostolado, para a missão, para a educação e por tudo o que diz respeito ao apostolado social e caritativo. Os mais vulneráveis, que são as crianças, devem estar no centro da nossa atenção e onde foi provocado um dano – às vezes irreparável – devemos fazer todo o possível para que essas pessoas recebam pelo menos o apoio que lhes é devido.

No caderno número 4044 da revista “La Civiltà Cattolica”, publicado neste mês, foi assinado um artigo pelo padre jesuíta Federico Lombardi, presidente da Fundação Ratzinger-Bento XVI e ex-diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, dedicado ao encontro de fevereiro no Vaticano sobre a proteção de menores. Padre Lombardi assim comenta a escolha feita pelo Papa Francisco de dedicar seu discurso à Cúria para saudações de Natal ao tema dos abusos.

R. - Este ano o Papa, evidentemente, dado que estamos a apenas dois meses deste importante encontro que ele convocou com todos os presidentes das Conferências Episcopais para tratar da questão da proteção de menores, olhe em frente, e é preciso se preparar gradualmente para este encontro, ao seu espírito, às suas finalidades.

Um acontecimento, padre Lombardi, que deve ser colocado em um contexto histórico, feito de abuso, mas também de passos importantes da Igreja para combatê-los …

R.Há uma grande expectativa para este evento no final de fevereiro. Ao mesmo tempo, é preciso colocá-lo bem no desenvolvimento do tema e na maneira como a Igreja o enfrentou, o enfrenta e é desafiada a enfrentá-lo. Não é algo que começou hoje ou ontem, mas já há algumas décadas, e já existe toda uma história de crises muito sérias, de momentos de crise da Igreja em diferentes países do mundo: nos Estados Unidos, na Alemanha, na Austrália, mais recentemente no Chile e em outros países. Mas há também todo um percurso feito ao se enfrentar essas crises. Tivemos os episcopados de tantos países que tomaram iniciativas importantes, procuraram realmente entender o que aconteceu e como aproximar-se dos problemas das vítimas, como estabelecer uma cultura de prevenção. E também a Igreja em nível universal, em particular o Papa Bento XVI, renovou as normas canônicas referentes a toda a dimensão penal em relação aos crimes, entre os quais do abusos sexuais contra menores, um dos crimes mais graves. Depois, houve as cartas da Congregação para a Doutrina da Fé que convidaram os episcopados a formular diretrizes sobre como tratar esta temática nas Igrejas que deles dependem; e assim por diante. Assim, portanto, devemos entender que o problema é um problema gravíssimo, muito importante para a sociedade e para a Igreja: que há uma verdadeira renovação a ser feita na Igreja, que há também um longo caminho a percorrer; ao mesmo tempo, não partimos do ponto zero.

Portanto, há partes da Igreja universal que já lidaram com o problema do combate ao abuso e da prevenção, mas outras partes que estão por outro lado um pouco atrasadas…

R. - É por isso que o Papa Francisco percebe a globalidade do problema e convida todos os presidentes das Conferências Episcopais, isto é, os representantes de todo o episcopado do mundo, de tal maneira que a Igreja, juntos, como povo de Deus a caminho, com todos os seus componentes não só de hierarquia – naturalmente que antes de tudo da hierarquia como responsáveis, mas como responsáveis por um povo de Deus que caminha como um todo – enfrente esse problema de uma maneira sempre mais decisiva, profunda e ampla, de forma a poder realizar um serviço não somente para a renovação interior da Igreja, mas também um serviço para a sociedade.

FONTE
Vatican News 
Fabio Colagrande

ANGELUS | Papa pede um Natal “extrovertido e não dispersivo”

dez 23, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano – O Evangelho da visita de Maria a Isabel nos prepara para viver bem o Natal, comunicando-nos o dinamismo da fé e da caridade: assim o Papa Francisco explicou a liturgia deste IV domingo do Advento, que coloca em destaque a figura de Maria.

Fé e caridade
O trecho evangélico narra a visita de Maria à sua idosa parente Isabel. O anjo Gabriel lhe havia revelado que Isabel esperava um filho e já estava no sexto mês de gravidez. A Virgem, que tinha acabado de conceber Jesus por obra de Deus, partiu apressadamente de Nazaré, na Galileia, para as montanhas da Judeia. “Este episódio nos ajuda a ler com uma luz especial o mistério do encontro do homem com Deus”, afirmou Francisco. Um encontro que não é marcado por clamorosos prodígios, mas é marcado pela fé e pela caridade. Maria, de fato, é bem-aventurada porque acreditou: o encontro com Deus é fruto da fé.

Dinamismo da fé
O Evangelho da visita de Maria a Isabel nos prepara para viver bem o Natal, comunicando-nos o dinamismo da fé e da caridade. Este dinamismo é obra do Espírito Santo: o Espírito de Amor que fecundou o ventre virginal de Maria e a levou ao serviço da parente idosa.” Por fim, o Papa Francisco pede que Maria nos dê a graça de viver um Natal “extrovertido e não dispersivo: que no centro não esteja o nosso ‘eu’, mas o Tu de Jesus e o tu dos irmãos, especialmente daqueles que necessitam de ajuda”.

FONTE
Vatican News

NATAL: Papa Francisco doa ambulatório para Moradores em Situação de Rua

dez 22, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano - A Esmolaria Apostólica abre um novo ambulatório médico sob o Colonato de Bernini da Praça São Pedro. “Ambulatório – Mãe de Misericórdia” é mais um dom do Papa Francisco aos moradores de rua, que já sob o Colonato recebiam uma primeira assistência médica junto a outros serviços, como duchas e barbearia. Os trabalhos, concluídos nesses dias, foram projetados, guiados e realizados pelo Governatorato da Cidade do Vaticano, em coordenação com a Direção dos Serviços de Higiene e Saúde do Vaticano: três salas para consultas médicas, um escritório, dois banheiros e uma sala de acolhimento foram inseridos onde antes funcionavam os Correios Vaticanos.

Peregrinos
O ambulatório será aberto para acolher as pessoas necessitadas três dias por semana: segunda, quinta e sábado. No restante dos dias, o local ficará à disposição para um primeiro pronto-socorro dos peregrinos durante as audiências ou os encontros do Papa na Praça São Pedro e na Basílica. A nova estrutura vai substituir o ambulatório de São Martinho, que foi aberto em fevereiro de 2016.

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Vatican News

O Papa Francisco almoçará com os pobres por ocasião do Natal

dez 14, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa Francisco no almoço com os pobres

Cidade do Vaticano - A Esmolaria Apostólica, em nome do Papa Francisco, convidou um grupo de pobres para um almoço de Natal, a ser realizado na próxima terça-feira, 18 de dezembro, oferecido pelos atletas do Grupo Esportivo “Fiamme Gialle”, (uma estrutura da Polícia Fiscal italiana).

Os atletas irão cozinhar
Os pobres são assistidos pela Cáritas da Diocese de Roma. Na ocasião os próprios atletas irão cozinhar e servir as mesas dos hóspedes. Com o objetivo de compartilhar com todos um dia de festa, marcado pela diversão que o esporte pode oferecer em um clima de família, também com presentes simbólicos.

A iniciativa foi promovida pela Athletica Vaticana, a representação atlética da Santa Sé, com a intenção de relançar o apelo do Papa Francisco de viver o Natal priorizando a solidariedade e a atenção concreta às pessoas mais necessitadas. E é um testemunho de caridade e fraternidade através da linguagem do esporte que, por sua natureza, prevê a inclusão e o respeito da dignidade dos mais necessitados.

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Vatican News

ANGELUS | “Para preparar o caminho para o Senhor que vem, é necessário levar em conta as exigências da conversão a que o Batista nos convida”, disse o Papa

dez 9, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa - Angelus

Cidade do Vaticano - Neste segundo Domingo do Advento o Papa Francisco rezou ao meio-dia a oração mariana do Angelus com os fiéis e peregrinos de todas as partes do mundo reunidos na grande Praça São Pedro, embelezada pelos símbolos do Natal: o presépio e a árvore de Natal. Depois de recordar que no último domingo a liturgia nos convidava a viver o tempo do Advento e da espera do Senhor com a atitude de vigilância, neste segundo domingo do Advento, disse o Papa, nos vem indicado como dar substância a essa espera: empreendendo um caminho de conversão.

Como guia para este caminho, – continuou Francisco – o Evangelho nos apresenta a figura de João Batista, que “percorreu toda a região do Jordão, pregando um batismo de conversão para o perdão dos pecados“. Para descrever a missão do Batista, o evangelista Lucas recolhe a antiga profecia de Isaías: “Esta é a voz daquele que grita no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas. Todo vale será aterrado, toda montanha e colina serão rebaixadas”.

“Para preparar o caminho para o Senhor que vem, é necessário levar em conta as exigências da conversão a que o Batista nos convida. Antes de mais nada, somos chamados a recuperar os buracos produzidos pela frieza e pela indiferença, abrindo-nos aos outros com os mesmos sentimentos de Jesus, isto é, com a cordialidade e a atenção fraternas que se responsabiliza pelas necessidades do nosso próximo, isto é recuperar os buracos produzidos pela frieza. E não se pode ter uma relação de amor, de caridade, de fraternidade com o próximo se há buracos, como não se pode caminhar por um estrada com muitos buracos. E tudo isso fazer com um cuidado especial para com os mais necessitados”

Então,  – prosseguiu Francisco – precisamos reduzir tantas severidades causadas pelo orgulho e  pela soberba, fazendo gestos concretos de reconciliação com os nossos irmãos, pedindo perdão pelas nossas faltas. Não é fácil reconciliar-se, acrescentou o Papa, se se pensa, quem irá dar o primeiro passo? O Senhor nos ajuda nisto se temos boa vontade. “A conversão, na verdade, é completa se leva a reconhecer humildemente os nossos erros, as nossas infidelidades e omissões”.

O fiel, sublinhou o Papa na sua alocução antes de rezar o Angelus -, é aquele que, estando próximo de seu irmão, como João Batista abre estradas no deserto, ou seja, indica perspectivas de esperança mesmo naqueles contextos existenciais impenetráveis, marcados pelo fracasso e pela derrota. “Não podemos nos render a situações negativas de fechamento e rejeição; não devemos nos deixar sujeitar à mentalidade do mundo, porque o centro da nossa vida é Jesus e a sua palavra de luz, de amor, de consolação”.

O Batista convidava as pessoas de seu tempo à conversão com força, vigor e severidade. No entanto, ele sabia ouvir, sabia como realizar gestos de ternura e de perdão para com as multidões de homens e mulheres que iam até ele para confessar seus pecados e serem batizados com o batismo de penitência. Seu testemunho de vida, – acrescentou o Papa – a pureza de seu anúncio, a sua coragem em proclamar a verdade conseguiram despertar as expectativas e esperanças do Messias que há muito tempo estavam adormecidas. Ainda hoje, os discípulos de Jesus são chamados a ser suas humildes mas corajosas testemunhas para reacender a esperança, para fazer entender que, apesar de tudo, o reino de Deus continua a ser construído dia a dia com o poder do Espírito Santo. Pensemos, cada um de nós – disse Francisco –, “como eu posso mudar algo no meu comportamento para preparar o caminho do Senhor? Que a Virgem Maria – concluiu o Santo Padre -, nos ajude a preparar dia após dia o caminho do Senhor, começando por nós mesmos; e a espalhar em torno a nós, com tenaz paciência, sementes de paz, de justiça e de fraternidade.

FONTE 
Vatican News
Silvonei José

RETIRO DO ADVENTO | “Deus existe e basta”, destacou Frei

dez 7, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Pregação de Advento

Cidade do Vaticano – Em sua primeira meditação, neste tempo litúrgico de Advento, em preparação ao Santo Natal, o Pregador da Casa Pontifícia refletiu sobre o tema “Deus existe”! Devido às nossas inúmeras tarefas e compromissos, problemas a serem resolvidos e desafios a serem superados, disse o Capuchinho, corremos o risco de perder de vista a nossa relação pessoal com Deus e com Cristo.

Experiência com Deus
No entanto, sabemos, por experiência, que um relacionamento pessoal genuíno com Deus é a primeira condição para enfrentarmos as situações e problemáticas do nosso dia a dia, sem perder a paz e a paciência. Por isso, o tema das homilias de Advento do Pregador é extraído do Salmo: “Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo“! Os homens do nosso tempo buscam, sem cessar, sinais da existência de seres vivos e inteligentes em outros planetas. É uma busca legítima e compreensível. Entretanto, poucos buscam os sinais daquele Ser que criou o Universo, que entrou na história e vive nela.

Quantas vezes somos obrigados a dizer a Deus, como Santo Agostinho: “Estavas comigo, mas eu não estava contigo“. Deus nos busca e vai ao nosso encontro desde a criação do mundo e continua a perguntar: “Adão, onde você está?” Hoje, devemos apoiar-nos na palavra de Jesus “Buscai e achareis. Batei e vos será aberto“. Ele promete dar a si mesmo, para além das coisas fúteis que lhe pedimos, e mantém a sua promessa.

Retornar às coisas!
A Bíblia apresenta inúmeras passagens que falam de Deus vivo e nós, por nossa parte, sentimos a necessidade de um retorno à nossa “realidade” de fé em Deus. Talvez, até agora, não entendemos o profundo significado da verdadeira existência de Deus em nossa vida, como aconteceu com tantos pensadores e filósofos. A expressão que melhor explica este significado é “dar-nos conta” ou abrir os olhos sobre a existência de Deus na nossa história.

A presença de Deus
Deus revelou seu nome: “Eu sou aquele que sou”! “Eu sou o Deus vivo“! Mas, então, qual o significado real de Deus vivo? O Pregador da Casa Pontifícia tentou responder a esta pergunta traçando um perfil do Deus vivo, a partir da Bíblia, mas percebeu que isso seria uma loucura: descrever Deus vivo, delinear seu perfil, até mesmo através da Bíblia, seria muito redutivo.

O que podemos fazer, em relação ao Deus vivo, explicou Frei Cantalamessa, é ir além dos sinais que os homens traçaram sobre Ele. E citando Santo Agostinho, disse que devemos acreditar em um Deus que vai além daquele que acreditamos! Deus é a minha rocha, a nossa rocha, a “rocha da nossa salvação“. Os primeiros Setenta tradutores da Bíblia, diante de uma imagem tão material de Deus, que parecia rebaixá-lo, substituíram o termo “rocha” como força, refúgio, salvação. Rocha não se refere apenas a Deus, mas também ao que devemos ser. Se Deus é rocha, o homem é um “alpinista”. O Pregador da Casa Pontifícia concluiu sua primeira meditação afirmando: “Deus existe e basta!” Aprendamos, também nós, a repetir estas simples palavras em nossa vida!

FONTE
Vatican News
Tradução Thácio Siqueira 

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