Exibindo artigos em "Notícias"

AUDIÊNCIA GERAL > “A oração nos dá nobreza”, indicou o Papa Francisco

jun 24, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

1590567552102.jpg

Cidade do Vaticano – O Papa Francisco prosseguiu com o tema da oração na Audiência Geral desta quarta-feira (24/06), realizada na Biblioteca do Palácio Apostólico. Na catequese de hoje, o Pontífice abordou o tema da “A oração de Davi”, “predileto de Deus desde menino, escolhido para uma missão única, que assumirá um papel central na história do povo de Deus e da nossa fé”. Nos Evangelhos, Jesus é chamado várias vezes “filho de Davi” e  como ele, nasce em Belém. Segundo as promessas, da descendência de Davi vem o Messias: “Um Rei totalmente segundo o coração de Deus, em perfeita obediência ao Pai, cuja ação cumpre fielmente o seu plano de salvação”.

Davi é um pastor
A história de Davi começa nas colinas ao redor de Belém, onde apascenta o rebanho de seu pai, Jessé. É ainda um rapaz, o último de muitos irmãos. Por ordem de Deus, o Profeta Samuel vai em busca do novo rei. Davi trabalhava ao ar livre e confortava a sua alma tocando harpa. “Nos longos dias de solidão gostava de tocar e cantar ao seu Deus. Brincava também com a funda”, disse o Papa, acrescentando: Portanto, em primeiro lugar Davi é um pastor: um homem que cuida dos animais, que os defende quando surge o perigo, que lhes dá o sustento. Quando Davi, por vontade de Deus, tiver que se preocupar pelo povo, não realizará ações muito diferentes destas. É por isso que na Bíblia a imagem do pastor é muito recorrente. Também Jesus se define “o bom pastor”, o seu comportamento é diferente daquele do mercenário; oferece a sua vida pelas ovelhas, guia-as, sabe o nome de cada uma delas.

Dimensão poética
Davi aprendeu muito da sua primeira profissão. “Quando o profeta Natã o repreenderá pelo seu gravíssimo pecado, Davi compreenderá imediatamente que tinha sido um mau pastor, que roubara de outro homem a única ovelha que ele amava, que já não era um servo humilde, mas um homem doente de poder, um caçador furtivo que mata e saqueia”, sublinhou Francisco.

A seguir, o Pontífice destacou o segundo traço característico presente na vocação de Davi: o seu espírito de poeta. “Desta pequena observação deduzimos que Davi não era um homem vulgar, como muitas vezes pode acontecer com indivíduos obrigados a viver por muito tempo isolados da sociedade. Ao contrário, é uma pessoa sensível, que gosta da música e do canto. A harpa o acompanhará sempre: para elevar um hino de alegria a Deus,  para expressar um lamento, ou para confessar o próprio pecado.

O mundo que se apresenta aos seus olhos não é uma cena silenciosa: o seu olhar capta, por detrás do desenrolar dos acontecimentos, um mistério maior. A oração nasce precisamente dali: da convicção de que a vida não é algo que passa por nós, mas um mistério surpreendente, que em nós suscita a poesia, a música, a gratidão, o louvor, ou a lamentação e a súplica. Quando uma pessoa não tem essa dimensão poética, quando lhe falta a poesia, a sua alma manca. Portanto, segundo a tradição Davi é o grande artífice da composição dos salmos. No início fazem frequentemente referência explícita ao rei de Israel e a alguns dos acontecimentos mais ou menos nobres da sua vida.

Oração, voz que nunca se apaga
Davi tem um sonho: ser um bom pastor”, disse o Papa. “Às vezes conseguirá estar à altura desta tarefa, outras vezes, não; mas o que importa, no contexto da história da salvação, é que ele representa a profecia de outro Rei, do qual é apenas anúncio e prefiguração”, sublinhou Francisco. “Olhemos para Davi, pensemos a Davi. Santo e pecador, perseguido e perseguidor, vítima e carnífice também. É uma contradição. Davi era tudo isso, junto”, disse o Pontífice, ressaltando que “também nós, na nossa vida, temos traços frequentemente opostos. Na trama da vida, todos os homens pecam muitas vezes de incoerência. Na vida de Davi existe apenas um fio condutor que confere unidade a tudo o que acontece: a sua oração. Esta é a voz que nunca se apaga”.

Davi Santo, reza. Davi pecador, reza. Davi perseguido, reza. Davi perseguidor, reza. Davi vítima, reza. Até Davi, carnífice, reza. Este é o fio condutor de sua vida. Um homem de oração. Essa é a voz que nunca se apaga: quer assuma os tons do júbilo, quer os da lamentação, é sempre a mesma oração, só muda a melodia. Agindo assim, Davi nos ensina a deixar que tudo faça parte do diálogo com Deus: tanto a alegria como a culpa, o amor como o sofrimento, a amizade como a doença. Tudo pode tornar-se palavra dirigida ao “Tu” que nos ouve sempre”, frisou ainda o Papa.

Davi é nobre porque reza
Davi, que conheceu a solidão, na verdade, nunca esteve sozinho! E no fundo este é o poder da oração, em todos aqueles que lhe dão espaço na própria vida: A oração lhe dá nobreza, e Davi é nobre porque reza. É um carnífice que reza, se arrepende e a nobreza retorna da oração. A oração nos dá nobreza: ela é capaz de assegurar a relação com Deus, que é o verdadeiro Companheiro de caminho do homem, no meio das numerosas provações da vida.

“Boas ou más, mas sempre a oração. Obrigado, Senhor. Tenho medo, Senhor. Ajuda-me, Senhor. Perdoa-me, Senhor. A confiança de Davi é tão grande que, quando ele foi perseguido e teve que fugir, ele não deixou ninguém defendê-lo: “Se meu Deus me humilha assim, Ele sabe”, porque a nobreza da oração nos deixa nas mãos de Deus. Aquelas mãos chagadas de amor e as únicas mãos seguras que temos”, concluiu Francisco.

FONTE
Vatican News

“Santa Dulce dos Pobres: um dom para a Igreja, um dom para o Brasil”, uma Novena proposta pelas Edições CNBB

jun 23, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Edições CNBB lança novena Santa Dulce dos Pobres, um dom para a Igreja e o Brasil

A Edições CNBB, inspirada pelo tema da Campanha da Fraternidade 2020, preparou a novena “Santa Dulce dos Pobres: um dom para a Igreja, um dom para o Brasil”. A novena tem o intuito de ajudar os cristãos neste tempo especial de graça pela canonização dessa “mulher frágil no corpo, mas fortaleza peregrina pelas terras de São Salvador da Bahia de Todos os Santos”.

A reflexão que propõe a novena tem o propósito de conduzir os cristãos a um encontro com o Senhor, com a proposta de reavivar o desejo pela presença inquestionável do amor de Deus pelos pobres e sofredores, refletindo sobre os passos dessa incansável peregrina da caridade e da fraternidade que foi irmã Dulce.

Para adquirir a cartilha basta fazer o pedido pelo Blog da Edições CNBB, no endereço: www.edicoescnbb.com.br

FONTE
Conferência Nacional
dos Bispos do Brasil

ANGELUS > “Na adversidade, confiar em Jesus”, disse o Papa

jun 21, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

1592734862806.jpg

Vatican News - Neste domingo (21), oficialmente de verão no hemisfério norte, o Papa completou um mês de retorno à oração mariana do Angelus, feita diretamente da janela do Palácio Apostólico aos fiéis presentes na Praça São Pedro. Durante todo o período de lockdow na Itália, Francisco rezou de dentro da biblioteca.

Na sua alocução, que precedeu o Angelus, o Papa descreveu três situações concretas de adversidades enfrentadas pelos discípulos na proclamação do Reino de Deus, a partir de um trecho do Evangelho deste domingo (cf. Mt 10, 26-33). Através delas e fazendo eco ao convite de Jesus, Francisco exortou para não se ter medo, ser forte e confiante diante dos desafios da vida.

O anúncio sem medo diante da hostilidade
Em primeiro lugar, o Papa descreveu “a hostilidade daqueles que gostariam de silenciar a Palavra de Deus”. Jesus, até aquele momento, transmitiu a mensagem de salvação “com prudência, quase em segredo”, diferente do que deveriam fazer os Apóstolos: “Eles deverão proclamá-la “à luz”, ou seja, abertamente, e anunciar “dos terraços”, isto é, publicamente, o seu Evangelho.”

A perseguição aos cristãos até hoje
A segunda dificuldade que os missionários de Cristo encontraram, lembrou o Papa, foi “a ameaça física contra eles, isto é, a perseguição direta do seu povo, chegando até a matar”. Uma profecia de Jesus, “dolorosa”, mas que “atesta a fidelidade das testemunhas” e se constata em todos os tempos:

Quantos cristãos são perseguidos ainda hoje em todo o mundo! Se eles sofrem pelo Evangelho e com amor, são os mártires dos nossos dias. A esses discípulos de ontem e de hoje que sofrem a perseguição, Jesus recomenda: «Não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma» (v. 28). Não devemos nos assustar por aqueles que procuram extinguir a força da evangelização através da arrogância e da violência. Nada, na verdade, podem fazer contra a alma, ou seja, contra a comunhão com Deus: essa, ninguém pode tirar dos discípulos, pois é um dom de Deus.”

A certeza do amor de Deus
O terceiro tipo de provação que os Apóstolos enfrentaram, recorda o Papa, é a sensação de que o próprio Deus os abandona, ao permanecer “distante e silencioso”. Mas não devemos ter medo, exorta Francisco, porque “o Pai cuida de nós” na hora da adversidade e do perigo:

Também aqui nos exorta a não ter medo, porque, apesar de passar por essas e outras ciladas, a vida dos discípulos está firmemente nas mãos de Deus, que nos ama e nos guarda. Não se trata de uma simples exortação para recuperar força e coragem diante das tribulações e dos perigos. Não, se trata de uma certeza precisa que o Senhor nos convida a renovar no nosso caminho todos os dias e em todos os momentos.

FONTE
Vatican News

#solidariedade > O Papa Francisco doou respiradores para o Equador

jun 20, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Os moradores do bairro pobre em Guayaquil, no Equador, durante a pandemia

Vatican News - O Papa Francisco doou ao Equador dois respiradores para ajudar no combate à pandemia do coronavírus. A informação foi divulgada no site da Conferência Episcopal do país, anunciando que os aparelhos vieram da Embaixada do Equador junto da Santa Sé: “o embaixador do Equador no Vaticano, José Luis Álvarez Palacio, informou a Nunciatura Apostólica que os dispositivos já deixaram o Vaticano e chegarão ao país nos próximos dias“.

Neste momento, segundo dados do Ministério da Saúde, os casos testados positivos de Covid-19 no Equador são 47.322, enquanto 3.929 são as vítimas que faleceram devido ao vírus. As províncias mais afetadas são cinco: Guayas, Manabí, Pichincha, Los Ríos e El Oro, seguidas por Santo Domingo de los Tsáchilas e Azuay.

O empenho do Papa durante a pandemia
Esta é apenas uma das muitas doações feitas pelo Papa neste período de crise sanitária. Em dia 23 de Abril, por exemplo, o Papa enviou dois ventiladores pulmonares e vários equipamentos de proteção pessoal aos hospitais da diocese de Lecce, na Itália; outros cinco respiradores foram enviados para a cidade de Suceava, na Romênia, e outros três para Madri, na Espanha – onde outros respiradores doados pelo Papa já tinham chegado em março.

Além dessas doações, em 18 de Abril, o Papa enviou também dez ventiladores pulmonares para a Síria e outros três para o Hospital São José em Jerusalém, contribuindo também com a distribuição de  kits para diagnósticos em Gaza e no Hospital da Sagrada Família em Belém.

O Hospital de Bergamo, numa das cidades italianas mais afetadas pela pandemia, também recebeu uma doação de 60 mil euros no início de abril. Em meados do mesmo mês, materiais de saúde foram doados a casas italianas para idosos na Úmbria. Enfim, o Pontífice também apoiou a criação de um Fundo de Emergência das Pontifícias Obras Missionárias (POM), com recursos iniciais de 750 mil dólares para ajudar os países de missão.

FONTE
Vatican News – IP

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS > “Descobrir as riquezas que se escondem Nele”, recomendou o Papa

jun 19, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Mês de junho é dedicado ao Sagrado Coração de Jesus

Cidade do Vaticano – Em sua saudação em várias línguas na Audiência Geral de quarta-feira, o Papa Francisco mencionou uma festa muito querida pelos cristãos: a solenidade do Sagrado Coração de Jesus. O Pontífice convidou os fiéis a descobrirem as riquezas que se “escondem” no Seu  Coração, para aprender a amar o próximo. Aos de línguas francesa, Francisco os encorajou a apresentar a Jesus “todas as intenções da nossa humanidade sofredora, seus medos e suas misérias”.  Possa este Coração, repleto de amor pelos homens, dar a todos esperança e confiança!

Mês dedicado ao Sagrado Coração
No primeiro Angelus deste mês, o Pontífice recordou que o mês de junho é dedicado de modo particular ao Coração de Cristo, uma devoção que une os grandes mestres espirituais e as pessoas simples do povo de Deus. O Coração humano e divino de Jesus, disse ele, é a fonte onde sempre podemos haurir a misericórdia, o perdão, a ternura de Deus. Podemos ir à esta fonte detendo-nos sobre uma passagem do Evangelho, sentindo que no centro de todo gesto, de toda palavra de Jesus está o amor, o amor do Pai. E podemos fazê-lo também adorando a Eucaristia, onde este amor está presente no Sacramento.

Então – conclui Francisco –, “também o nosso coração, pouco a pouco, se tornará mais paciente, mais generoso, mais misericordioso. Jesus, faz com que meu coração se assemelhe ao Seu”, foi a oração do Santo Padre, afirmando ter aprendido com a sua avó a recitar essas palavras, convidando os fiéis a fazerem o mesmo.

FONTE
Vatican News

Bento XVI visita o irmão na Alemanha

jun 19, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Bento XVI e seu irmão Georg Ratzinger

Vaticano - Na manhã desta quinta-feira (18/06) o Papa emérito Bento XVI deixou sua residência, nos Jardins do Vaticano, para ir a Regensburg, na Alemanha, para ficar ao lado de seu irmão Georg de 96 anos, que está doente. Os dois irmãos Ratzinger sempre foram muito unidos. Com diferença de idade de três anos, foram ordenados sacerdotes no mesmo dia, 29 de junho de 1951, na Catedral de Freising. As circunstâncias da vida os levaram a direções diferentes – Georg, um brilhante músico e Joseph, um grande teólogo -, mas o vínculo entre eles sempre se manteve firme. Prova disso são em particular as numerosas visitas que Georg Ratzinger fez ao Vaticano de 2005 a 2013, durante os anos do pontificado do seu irmão e também após a sua renúncia.

Em 2008, quando a cidade de Castel Gandolfo quis oferecer a cidadania honorária ao seu irmão, Bento XVI se expressou com estas palavras: “Desde que nasci, meu irmão não é apenas um companheiro para mim, mas também um guia confiável. Tem sido sempre um ponto de orientação e referência com a clareza e a determinação de suas decisões”. Palavras de grande afeto, nascidas em uma circunstância feliz e que os sentimentos do momento tornam ainda mais intensas.

FONTE
Vatican News

AUDIÊNCIA GERAL: os Santos, a exemplo de Jesus, são pontes que nos ligam a Deus, afirmou o Papa

jun 17, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

1591776518099.jpg

A oração de Moisés”. Este foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral, desta quarta-feira (17/06), realizada na Biblioteca do Palácio Apostólico por causa da pandemia de coronavírus. Dando continuidade ao tema da oração, o Pontífice disse “que nos damos conta de que Deus nunca gostou de lidar com orantes “fáceis”. Nem sequer Moisés será um interlocutor “fraco”, desde o primeiro dia da sua vocação”. Segundo Francisco, quando Deus chama Moisés ele é humanamente “um fracasso”. O livro do Êxodo o representa na terra de Madiã como um fugitivo. Quando era jovem sentira pena do seu povo, levantando-se também em defesa dos oprimidos. Mas depressa descobre que, apesar das boas intenções, das suas mãos não brota justiça mas, pelo contrário, violência.

Eis que se desintegram os sonhos de glória: Moisés já não é um funcionário promissor, destinado a uma carreira rápida, mas alguém que teve oportunidades, e que agora apascenta um rebanho que nem sequer é seu. É no silêncio do deserto de Madiã que Deus convoca Moisés para a revelação da sarça ardente: «”Eu sou o Deus de seus antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac, o Deus de Jacó”. Então Moisés cobriu o rosto, pois tinha medo de olhar para Deus».

Deus fala e convida Moisés a cuidar novamente do povo de Israel, mas ele opõe os seus medos e objeções. “Não é digno daquela missão, não conhece o nome de Deus, os israelitas não acreditarão nele, tem uma língua que gagueja”, frisou o Papa, acrescentando que “a palavra que floresce frequentemente nos lábios de Moisés, em cada oração que dirige a Deus, é a pergunta: “Porquê?”. Por que me enviou? Por que quer libertar este povo? No Pentateuco há até um trecho dramático, onde Deus repreende Moisés pela sua falta de confiança, falta que o impedirá de entrar na terra prometida”.

Com estes temores, com este coração que muitas vezes vacila, como pode Moisés rezar? Na verdade, Moisés parece um homem como nós. E isso também acontece conosco: quando temos dúvidas, mas como podemos rezar? Nós não queremos rezar. E é com a sua fraqueza, e também coma sua força, que ficamos impressionados. Encarregado por Deus de transmitir a Lei ao seu povo, fundador do culto divino, mediador dos mistérios mais altos, não é por isso  motivo que ele deixará de manter estreitos vínculos de solidariedade com o seu povo, especialmente na hora da tentação e do pecado. Sempre apegado ao povo. Moisés nunca perdeu a memória do seu povo. E esta é uma grandeza dos pastores: não esquecer o povo, não esquecer as raízes. Como diz Paulo ao seu amado jovem bispo Timóteo: “Lembre-se de tua mãe e de tua avó, das tuas raízes, do teu povo”. Moisés é tão amigo de Deus que pode falar com Ele face a face; e permanecerá tão amigo dos homens que sentirá misericórdia pelos  seus pecados, pelas suas tentações, pela inesperada nostalgia que os exilados têm em relação ao passado, lembrando-se de quando estavam no Egito. Moisés não renega a Deus, mas também não renega o seu povo. É coerente com seu sangue, é coerente com a voz de Deus.

Segundo o Papa, “Moisés não é um líder autoritário nem despótico; pelo contrário, o Livro dos Números define-o «mais humilde e paciente do que qualquer homem sobre a terra». Apesar da sua condição privilegiada, Moisés não deixa de pertencer àquele grupo de pobres em espírito que vivem fazendo da confiança em Deus o viático do próprio caminho. É um homem do povo”.

intercessão será a forma mais adequada de Moisés rezar. “A sua fé em Deus é uma só com o sentido de paternidade que nutre pelo seu povo. Habitualmente, a Escritura o representa com as mãos elevadas a Deus, como se  servisse de ponte com a própria pessoa entre o céu e a terra”.

Até nos momentos mais difíceis, até no dia em que o povo rejeita a Deus e a ele mesmo como guia, fazendo um bezerro de ouro, Moisés não quer pôr de lado o seu povo. É o meu povo. É o seu povo. É o meu povo. Não renega Deus e nem o povo. E diz a Deus: «Este povo cometeu um pecado gravíssimo, fabricando um deus de ouro. Agora, porém, ou perdoas o pecado deles ou me riscas do teu livro». Moisés não negocia o povo. É a ponte, é o intercessor. Os dois, o povo e Deus, e ele no meio. Não vende o seu povo para fazer carreira. Ele não é um galgador, é um intercessor: pelo seu povo, pela sua carne, pela sua história, pelo seu povo e por Deus que o chamou. É a ponte. Que belo exemplo para todos os pastores que devem ser “ponte”. É por isso que são chamados de pontifex, pontes. Os pastores são pontes entre o povo a quem pertencem e Deus, a quem pertencem por vocação. Esse é Moisés. “Perdoa Senhor os seus pecados, caso contrário, me riscas do teu livro. Não quero fazer carreira com o meu povo”.

Esta é a oração que os verdadeiros fiéis cultivam na sua vida espiritual. Embora experimentem as falhas das pessoas e a sua distância de Deus, estes orantes não as condenam, nem as rejeitam. A atitude de intercessão é própria dos Santos que, à imitação de Jesus, são “pontes” entre Deus e o seu povo. Neste sentido, Moisés foi o maior profeta de Jesus, nosso defensor e intercessor. E ainda hoje, Jesus é o pontifex, ele é a ponte entre nós e o Pai.  Jesus intercede por nós, mostra ao Pai as chagas que são o preço da nossa salvação e intercede. Moisés é a figura de Jesus intercessor hoje, que Jesus reza por nós, intercede por nós.

Segundo o Papa, “Moisés nos exorta a rezar com o mesmo ardor de Jesus, a interceder pelo mundo, a recordar que ele, apesar de todas as suas fragilidades, pertence sempre a Deus. Todos pertencemos a Deus. Os pecadores mais feios, as pessoas mais perversas, os líderes mais corruptos, são filhos de Deus e Jesus sente isso e intercede por todos. O mundo vive e prospera graças à bênção do justo, à oração de piedade, a esta oração de piedade que o santo, o justo, o intercessor, o sacerdote, o bispo, o Papa, o leigo, qualquer batizado, eleva incessantemente pelos homens, em todos os lugares e épocas da história”.

“Pensemos em Moisés, o intercessor. Quando tivermos vontade de condenar alguém e ficamos com raiva por dentro… Ficar zangado é bom, eh! – é um pouco de saúde -, mas condenar não faz bem. Você fica bravo e o que deve fazer? Vai interceder por isso”, concluiu Francisco.

FONTE
Vatican News

CNBB promove live sobre “a vulnerabilidade das mulheres em tempo de pandemia”

jun 16, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

‘A vulnerabilidade das mulheres na pandemia’ é tema da live É Tempo de Cuidar

‘A vulnerabilidade das mulheres durante a pandemia’ é o tema da live “É Tempo de Cuidar” desta terça-feira, 16 de junho, que recebe a secretária-geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), Romi Bencke, e a assessora nacional da Cáritas Brasileira, Cristina dos Anjos. São vários os caminhos que esta temática pode percorrer. Um deles é o do desemprego, que atingiu muitas mulheres chefes de família, principalmente as que trabalham como domésticas e sem carteira assinada. Outro tema a ser abordado será o da violência doméstica, que segundo pesquisas aumentaram neste período do isolamento social.

Um Estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com a ONU Mulheres, apresenta diagnóstico sobre a situação de vulnerabilidade e risco de contágio ao Covid-19 enfrentado pelas trabalhadoras domésticas no país. De acordo com a pesquisa, 70% das profissionais não possuem carteira de trabalho assinada. A precariedade dos vínculos trabalhistas e o tipo de trabalho desempenhado pelas profissionais, em contato direto com outras pessoas e seus objetos, representam os principais fatores que expõem as profissionais no atual contexto da pandemia.

Um recente artigo publicado pelo defensor público do Estado de São Paulo (SP), Julio Camargo de Azevedo, em parceria com o defensor do Rio de Janeiro (RJ), Diogo Esteves, e o defensor Público-Geral do RJ, Franklyn Alves Silva, no portal Jota, retrata o crescimento da violência doméstica e familiar e também dos pedidos de medidas protetivas de urgência durante a pandemia, além dos impactos psicológicos sobre as mulheres e as profissionais de saúde. No artigo, os defensores públicos trazem dados do estudo mundial realizado pelo Global Access to Justice Project sobre os impactos da Covid-19 no Sistema de Justiça. Segundo o estudo, os dados da violência doméstica e familiar são alarmantes.

No estado de São Paulo, o número de feminicídios aumentou 44,9% durante o período de isolamento social, enquanto os crimes letais intencionais praticados contra o restante da população observou um decréscimo de 19%, destaca o artigo. O aumento da violência também foi registrado nos estados do Rio de Janeiro, Paraná, Acre, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Mato Grosso e Pará. Os defensores públicos destacam ainda no artigo que “o agravamento da vulnerabilidade feminina não está relacionado apenas ao confinamento de vítimas e agressores no interior dos lares, mas também à anomia social decorrente do distanciamento feminino das redes de apoio e proteção (amigos, familiares, organizações não governamentais etc.)”.

O artigo aponta também que além dessa falta de apoio, “as mulheres se tornam vítimas devido às elevadas taxas de consumo de bebidas alcoólicas e o aumento do estresse derivado da insegurança econômica, fatores que engrossam o caldo dos conflitos de gênero durante o período de isolamento”, diz o texto.

Participe dessa discussão importante e que afeta a vida de muitas mulheres, na live dessa terça-feira, às 17h, nas redes da CNBB e Cáritas Brasileira e no canal do Youtube da CNBB sobre ‘É tempo de cuidar’. Faça perguntas ao longo da transmissão aos convidados e publique suas ações solidárias com a hashtag: #tempodecuidar

FONTE
Conferência Nacional dos
Bispos do Brasil

ANGELUS > Os dois efeitos da Eucaristia: o místico e o comunitário

jun 14, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

1592129198498.JPG

Após celebrar a missa de Corpus Christi neste domingo, o Papa Francisco rezou da janela de seu escritório a oração mariana do Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro. Em sua alocução, falou de dois efeitos da celebração eucarística: o efeito místico e o efeito comunitário.

Sem a nossa transformação, missas são ritos vazios
O efeito místico ou espiritual diz respeito à união com Cristo, que no pão e no vinho se oferece para a salvação de todos. “Jesus está presente no sacramento da Eucaristia para ser o nosso nutrimento, para ser assimilado e se tornar força renovadora.” Mas isso requer o nosso consenso, a nossa disponibilidade para nos deixar transformar; do contrário, advertiu o Papa, “as celebrações eucarísticas se reduzem a ritos vazios e formais“. Muitos vão à missa como ato social, disse o Pontífice, mas o mistério é outra coisa: “é Jesus presente, que vem para nos nutrir“.

Sincera fraternidade
O segundo efeito é comunitário, isto é, da comunhão recíproca entre os que participam da Eucaristia, a ponto de se tornar um só corpo. “Não se pode participar da Eucaristia sem se empenhar numa sincera fraternidade recíproca.” Mas sabendo que as forças humanas não são suficientes, pois entre os discípulos haverá sempre a tentação da rivalidade, o Senhor nos deixou o Sacramento da sua Presença real, concreta e permanente.

Este é o dúplice fruto da Eucaristia: a união com Cristo e a comunhão entre os que se nutrem Dele. Citando a Constituição conciliar Lumen gentium, Francisco recordou que a Igreja faz a Eucaristia, mas é mais fundamental que a Eucaristia faz a Igreja e lhe permite ser a sua missão antes mesmo de realizá-laEste é o mistério da Eucaristia: receber Jesus para que nos transforme interiormente, para que faça a unidade entre nós, não a divisão. Que Nossa Senhora nos ajude a acolher sempre com estupor e gratidão o grande dom que Jesus nos fez deixando-nos o Sacramento do seu Corpo e do seu Sangue”, foi a oração final do Papa.

FONTE
Vatican News

Papa cria fundo de apoio aos trabalhadores atingidos pela pandemia

jun 13, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

A apresentação do Fundo, criado por iniciativa do Papa

Muitas famílias tiveram graves danos econômicos com a crise ligada ao coronavírus. E, agora, o Papa e a Igreja de Roma dão uma mão a tantos trabalhadores que, na capital italiana, não têm mais renda. Nesta sexta-feira (12), no Vicariato de Roma, foi apresentado o Fundo “Jesus Divino Trabalhador”, criado por iniciativa do Papa para apoiar “aqueles que correm o risco de permanecer excluídos das proteções institucionais e que precisam de um auxílio que os acompanhe para que possam caminhar de novo de forma autônoma”. No encontro estavam presentes o cardeal-vigário, Angelo De Donatis; o presidente da região do Lazio, Nicola Zingaretti; e a prefeita de Roma, Virginea Raggi. Os três assinaram um protocolo de acordo chamado “Aliança por Roma”.

Região e município aderem ao Fundo
A atribuição é de 1 milhão de euros, pela qual aderiram com 500 mil euros cada um a região do Lazio e o município de Roma. Mas, o objetivo é aumentar os recursos do Fundo com outras participações e com campanhas de solidariedade para dar suporte àqueles núcleos familiares que, por causa da emergência Covid-19, estão impossibilitados de manter um nível digno e aceitável de vida.

Não é uma forma de assistencialismo, mas apoio e proximidade para um percurso de promoção social para que cada um possa ser protagonista do renascimento da comunidade. Papa Francisco recorda que esse Fundo deve “ser um sinal capaz de estimular todas as pessoas de boa vontade a oferecer um gesto concreto de inclusão, sobretudo por aqueles que buscam conforto, esperança e reconhecimento dos próprios direitos”.

Agir de maneira coordenada para ajudar os pobres
Da explosão da pandemia, milhares de pessoas se dirigiram às paróquias e aos centros de escuta. As instituições ajudaram com bônus, indenizações de desemprego e outros benefícios sociais, mas a crise do coronavírus teve um impacto devastador sobre uma grande parte da população de Roma. A “Aliança por Roma”, que nasce do Fundo Jesus Divino Trabalhador, quer, assim, ser um instrumento para agir de maneira coordenada e comunitária.

Apoio a 1800 famílias que tiveram redução na renda
O Fundo se propõe de acompanhar 1800 famílias que sofreram uma redução drástica de renda. Famílias em dificuldade econômica e pelas quais as medidas extraordinárias promovidas pelas instituições não foram suficientes. A contribuição econômica será distribuída para superar a fase de emergência, inclusive atuando através de percursos de estágio e bolsas de trabalho, e financiamentos de projetos para o empreendedorismo. O suporte tem duração máxima de 6 meses por beneficiário e para cada uma das medidas ativadas.

As condições para conseguir o Fundo
Para se inscrever ao Fundo, em regras gerais: precisa ter domicílio no território da diocese ou do município de Roma; não ter renda familiar atual superior a 600 euros mensais; estar desempregado ou ter sofrido uma redução drástica de oportunidades de trabalho por cada da crise; manifestar uma clara vontade para colaborar ativamente para superar a situação de emergência.

Mais de 500 voluntários, especializados em acompanhar as pessoas em dificuldade, vão estar distribuídos em locais específicos de escuta para receber os pedidos. As famílias idôneas ao programa vão receber uma contribuição de apoio econômico de 300 a 600 euros mensais, dependendo dos componentes do núcleo familiar, por 3 meses, eventualmente renováveis em base à evolução da crise da disponibilidade do Fundo, até um máximo de 6 meses.

As famílias que não poderão se beneficiar do Fundo Jesus Divino Trabalhador serão dirigidas a outras medidas ativadas pela diocese de Roma pela emergência sanitária. Uma série de iniciativas que já permitiram, por exemplo, distribuir alimentos a 21 mil famílias através de 132 pontos de doação no território romano.

A apresentação do Fundo, criado por iniciativa do Papa
O cardeal-vigário, Angelo De Donatis, ao fazer uso da palavra no encontro desta sexta-feira (12) de apresentação do acordo, disse que a “Aliança por Roma está ainda em construção” e, hoje, “ao colocar a pedra fundamental” foi “um momento histórico”. Ele explicou que “não queremos somente distribuir contribuições econômicas, queremos restituir dignidade. Cada um foi chamado para fazer a sua parte: a diocese de Roma, as comunidades paroquiais, os institutos e as ordens religiosas, as associações, os movimentos de inúmeras realidades do voluntariado católico e leigo que provaram ter grande generosidade”. De Donatis enfatizou que as instituições fizeram grande esforço durante a emergência para não deixar faltar a ninguém os bens de primeira necessidade.

A prefeita de Roma, Virginea Raggi, acrescentou que “a pobreza econômica é uma consequência dramática da emergência sanitária. Com essa iniciativa, estamos fazendo um gesto concreto em favor dos últimos”. Para o presidente da região do Lazio, Nicola Zingaretti, a Aliança por Roma “é uma âncora de salvação e de esperança por quem não consegue ou se arrisca de não conseguir passar o mês. Junto às providênciass que estamos adotando, esse também é o momento da solidariedade”.

FONTE
Vatican News

Páginas:«1234567...160»

Facebook

Twitter