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Balanço: 2018 e o “estilo sinodal” de trabalho do “Papa do diálogo”

dez 29, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa Francisco durante o Sínodo dos Bispos dedicado aos jovens

Porto – Em 2018 foram vários os encontros, viagens, celebrações e pronunciamentos que marcaram a atividade do Papa Francisco. Destacamos aqui um desses momentos: no final do Sínodo dos Bispos de outubro no Vaticano sobre a temática da juventude, o Papa Francisco no Angelus afirmou que “o primeiro fruto desta Assembleia sinodal” era o “método” seguido durante os trabalhos. “Um estilo sinodal” – disse o Papa – que é “um modo de ser e de trabalhar em conjunto” na escuta e no discernimento “para atingir escolhas pastorais que respondam à realidade” – declarou o Papa.

D. António Augusto Azevedo, bispo auxiliar do Porto, na sua qualidade de Presidente da Comissão Episcopal para as Vocações e Ministérios, foi um dos representantes portugueses no Sínodo dos bispos e, em entrevista ao Vatican News, sublinhou a importância de dar continuidade ao “estilo sinodal”. Sobre o estilo sinodal referido pelo Santo Padre em final de Sínodo dos bispos, falou também à nossa reportagem o Provincial da Companhia de Jesus em Portugal. O padre José Frazão Correia afirmou que o caminho sinodal é “o caminho que a Igreja precisa de fazer” na prática.

Ainda sobre este assunto ouvimos o padre José Maria Pacheco Gonçalves, redator durante muitos anos da secção de língua portuguesa da Rádio Vaticano e um atento comentador da atualidade da Igreja. O padre José Maria afirmou que a “experiência sinodal em si já é uma experiência fecunda e transformadora”. O método utilizado em 2018 no Sínodo dos Bispos sobre os jovens passa a ser a referência para as próximas assembleias sinodais. Provavelmente, também para o trabalho pastoral nas dioceses e comunidades locais. O Papa propôs o estilo sinodal como “um modo de ser e de trabalhar em conjunto” para que se atinjam “escolhas pastorais que respondam à realidade”.

FONTE
Rui Saraiva 
Vatican News

Encontro no Vaticano sobre abusos: esclarecer procedimentos, mudar atitudes

dez 28, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

"Em fevereiro próximo, a Igreja voltará a reiterar sua firme vontade de prosseguir no caminho da purificação dos abusos sexuais, irá se interrogar sobre como proteger as crianças, evitar tais infortúnios, tratar e reintegrar as vítimas", disse o Papa

Cidade do Vaticano -Em fevereiro próximo, a Igreja voltará a reiterar sua firme vontade de prosseguir no caminho da purificação dos abusos sexuais, irá se interrogar sobre como proteger as crianças, evitar tais infortúnios, tratar e reintegrar as vítimas“. Foi o que afirmou o Papa Francisco em 21 de dezembro em seu discurso à Cúria para as felicitações de Natal, apresentando o encontro sobre “A proteção dos menores na Igreja“, programado para se realizar no Vaticano de 21 a 24 de fevereiro do próximo ano. O padre jesuíta Hans Zollner, referente do Comitê organizador do encontro, e membro da Pontifícia Comissão para a Proteção de Menores, assim comentou as palavras do Papa:

R. - O Santo Padre certamente ressaltou todos os aspectos que devem ser tratados neste encontro; no entanto, queremos ver também como podemos colocar na mesa a questão da responsabilidade dos bispos, a fim de ter maior clareza sobre quem deve fazer o quê e quem deve controlar se as coisas que o Santo Padre e a Igreja, os dicastérios ordenaram foram realmente feitas.

O Papa disse que a Igreja nunca tentará encobrir ou subestimar qualquer caso: também  este é um compromisso que requer procedimentos concretos …

R. - Isso requer duas coisas: um esclarecimento dos procedimentos, que não estão tão claros, sobretudo quando falamos da corresponsabilidade de um bispo ou de um provincial ou do líder de uma Igreja Oriental em relação àquilo que  fazem outros bispos, outros provinciais e também outros superiores. E a segunda coisa: além dos procedimentos, devemos focar em uma mudança de atitude. As regras, as leis como tais, não mudam o coração: vemos isso não somente na Europa, mas em todo o mundo. E por isso devemos também ver como fortalecer em toda a Igreja essa atitude de abertura e atenção à proteção dos menores, porque essa é uma atitude que Jesus nos ensina.

Padre Zollner, quanto lhe tocou o fato de que no discurso de Natal à Cúria o Papa quis agradecer aos operadores da mídia que foram honestos e objetivos, e que tentaram desmascarar os chamados “lobos” e dar voz às vítimas?

R. - Certamente é algo muito significativo e foi percebido; mas também posso confirmar que a esmagadora maioria dos jornalistas com quem tenho trabalhado nos últimos 8-10 anos, tem sido realmente honestos: eles fazem o seu trabalho e, se algo está errado, eles devem chamar a atenção sobre essas coisas e assim realizar sua tarefa, seu trabalho quotidiano. Eu raramente encontrei pessoas que simplesmente queriam apenas destruir, procurar o escândalo onde não existia. Eles colocam em evidência o escândalo que foi produzido por um membro da Igreja, por um representante da Igreja, e portanto isto é algo que deve nos ajudar a ser honestos, a assumirmos nossa responsabilidade e tomar as decisões em decorrência disso.

Para concluir, padre Zollner: que frutos realmente se espera deste encontro de fevereiro?

R. - Um fruto que certamente desejo é que toda a Igreja, representada pelos presidentes das Conferências Episcopais, pelos líderes das Igrejas Orientais, pelos representantes das Ordens religiosas e das Congregações, tomem realmente consciência da urgência de colocar a proteção de menores e fazer justiça às vítimas como prioridades de todas as ações da Igreja: para o apostolado, para a missão, para a educação e por tudo o que diz respeito ao apostolado social e caritativo. Os mais vulneráveis, que são as crianças, devem estar no centro da nossa atenção e onde foi provocado um dano – às vezes irreparável – devemos fazer todo o possível para que essas pessoas recebam pelo menos o apoio que lhes é devido.

No caderno número 4044 da revista “La Civiltà Cattolica”, publicado neste mês, foi assinado um artigo pelo padre jesuíta Federico Lombardi, presidente da Fundação Ratzinger-Bento XVI e ex-diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, dedicado ao encontro de fevereiro no Vaticano sobre a proteção de menores. Padre Lombardi assim comenta a escolha feita pelo Papa Francisco de dedicar seu discurso à Cúria para saudações de Natal ao tema dos abusos.

R. - Este ano o Papa, evidentemente, dado que estamos a apenas dois meses deste importante encontro que ele convocou com todos os presidentes das Conferências Episcopais para tratar da questão da proteção de menores, olhe em frente, e é preciso se preparar gradualmente para este encontro, ao seu espírito, às suas finalidades.

Um acontecimento, padre Lombardi, que deve ser colocado em um contexto histórico, feito de abuso, mas também de passos importantes da Igreja para combatê-los …

R.Há uma grande expectativa para este evento no final de fevereiro. Ao mesmo tempo, é preciso colocá-lo bem no desenvolvimento do tema e na maneira como a Igreja o enfrentou, o enfrenta e é desafiada a enfrentá-lo. Não é algo que começou hoje ou ontem, mas já há algumas décadas, e já existe toda uma história de crises muito sérias, de momentos de crise da Igreja em diferentes países do mundo: nos Estados Unidos, na Alemanha, na Austrália, mais recentemente no Chile e em outros países. Mas há também todo um percurso feito ao se enfrentar essas crises. Tivemos os episcopados de tantos países que tomaram iniciativas importantes, procuraram realmente entender o que aconteceu e como aproximar-se dos problemas das vítimas, como estabelecer uma cultura de prevenção. E também a Igreja em nível universal, em particular o Papa Bento XVI, renovou as normas canônicas referentes a toda a dimensão penal em relação aos crimes, entre os quais do abusos sexuais contra menores, um dos crimes mais graves. Depois, houve as cartas da Congregação para a Doutrina da Fé que convidaram os episcopados a formular diretrizes sobre como tratar esta temática nas Igrejas que deles dependem; e assim por diante. Assim, portanto, devemos entender que o problema é um problema gravíssimo, muito importante para a sociedade e para a Igreja: que há uma verdadeira renovação a ser feita na Igreja, que há também um longo caminho a percorrer; ao mesmo tempo, não partimos do ponto zero.

Portanto, há partes da Igreja universal que já lidaram com o problema do combate ao abuso e da prevenção, mas outras partes que estão por outro lado um pouco atrasadas…

R. - É por isso que o Papa Francisco percebe a globalidade do problema e convida todos os presidentes das Conferências Episcopais, isto é, os representantes de todo o episcopado do mundo, de tal maneira que a Igreja, juntos, como povo de Deus a caminho, com todos os seus componentes não só de hierarquia – naturalmente que antes de tudo da hierarquia como responsáveis, mas como responsáveis por um povo de Deus que caminha como um todo – enfrente esse problema de uma maneira sempre mais decisiva, profunda e ampla, de forma a poder realizar um serviço não somente para a renovação interior da Igreja, mas também um serviço para a sociedade.

FONTE
Vatican News 
Fabio Colagrande

ANGELUS | Papa pede um Natal “extrovertido e não dispersivo”

dez 23, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano – O Evangelho da visita de Maria a Isabel nos prepara para viver bem o Natal, comunicando-nos o dinamismo da fé e da caridade: assim o Papa Francisco explicou a liturgia deste IV domingo do Advento, que coloca em destaque a figura de Maria.

Fé e caridade
O trecho evangélico narra a visita de Maria à sua idosa parente Isabel. O anjo Gabriel lhe havia revelado que Isabel esperava um filho e já estava no sexto mês de gravidez. A Virgem, que tinha acabado de conceber Jesus por obra de Deus, partiu apressadamente de Nazaré, na Galileia, para as montanhas da Judeia. “Este episódio nos ajuda a ler com uma luz especial o mistério do encontro do homem com Deus”, afirmou Francisco. Um encontro que não é marcado por clamorosos prodígios, mas é marcado pela fé e pela caridade. Maria, de fato, é bem-aventurada porque acreditou: o encontro com Deus é fruto da fé.

Dinamismo da fé
O Evangelho da visita de Maria a Isabel nos prepara para viver bem o Natal, comunicando-nos o dinamismo da fé e da caridade. Este dinamismo é obra do Espírito Santo: o Espírito de Amor que fecundou o ventre virginal de Maria e a levou ao serviço da parente idosa.” Por fim, o Papa Francisco pede que Maria nos dê a graça de viver um Natal “extrovertido e não dispersivo: que no centro não esteja o nosso ‘eu’, mas o Tu de Jesus e o tu dos irmãos, especialmente daqueles que necessitam de ajuda”.

FONTE
Vatican News

NATAL: Papa Francisco doa ambulatório para Moradores em Situação de Rua

dez 22, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano - A Esmolaria Apostólica abre um novo ambulatório médico sob o Colonato de Bernini da Praça São Pedro. “Ambulatório – Mãe de Misericórdia” é mais um dom do Papa Francisco aos moradores de rua, que já sob o Colonato recebiam uma primeira assistência médica junto a outros serviços, como duchas e barbearia. Os trabalhos, concluídos nesses dias, foram projetados, guiados e realizados pelo Governatorato da Cidade do Vaticano, em coordenação com a Direção dos Serviços de Higiene e Saúde do Vaticano: três salas para consultas médicas, um escritório, dois banheiros e uma sala de acolhimento foram inseridos onde antes funcionavam os Correios Vaticanos.

Peregrinos
O ambulatório será aberto para acolher as pessoas necessitadas três dias por semana: segunda, quinta e sábado. No restante dos dias, o local ficará à disposição para um primeiro pronto-socorro dos peregrinos durante as audiências ou os encontros do Papa na Praça São Pedro e na Basílica. A nova estrutura vai substituir o ambulatório de São Martinho, que foi aberto em fevereiro de 2016.

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Vatican News

O Papa Francisco almoçará com os pobres por ocasião do Natal

dez 14, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa Francisco no almoço com os pobres

Cidade do Vaticano - A Esmolaria Apostólica, em nome do Papa Francisco, convidou um grupo de pobres para um almoço de Natal, a ser realizado na próxima terça-feira, 18 de dezembro, oferecido pelos atletas do Grupo Esportivo “Fiamme Gialle”, (uma estrutura da Polícia Fiscal italiana).

Os atletas irão cozinhar
Os pobres são assistidos pela Cáritas da Diocese de Roma. Na ocasião os próprios atletas irão cozinhar e servir as mesas dos hóspedes. Com o objetivo de compartilhar com todos um dia de festa, marcado pela diversão que o esporte pode oferecer em um clima de família, também com presentes simbólicos.

A iniciativa foi promovida pela Athletica Vaticana, a representação atlética da Santa Sé, com a intenção de relançar o apelo do Papa Francisco de viver o Natal priorizando a solidariedade e a atenção concreta às pessoas mais necessitadas. E é um testemunho de caridade e fraternidade através da linguagem do esporte que, por sua natureza, prevê a inclusão e o respeito da dignidade dos mais necessitados.

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Vatican News

ANGELUS | “Para preparar o caminho para o Senhor que vem, é necessário levar em conta as exigências da conversão a que o Batista nos convida”, disse o Papa

dez 9, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa - Angelus

Cidade do Vaticano - Neste segundo Domingo do Advento o Papa Francisco rezou ao meio-dia a oração mariana do Angelus com os fiéis e peregrinos de todas as partes do mundo reunidos na grande Praça São Pedro, embelezada pelos símbolos do Natal: o presépio e a árvore de Natal. Depois de recordar que no último domingo a liturgia nos convidava a viver o tempo do Advento e da espera do Senhor com a atitude de vigilância, neste segundo domingo do Advento, disse o Papa, nos vem indicado como dar substância a essa espera: empreendendo um caminho de conversão.

Como guia para este caminho, – continuou Francisco – o Evangelho nos apresenta a figura de João Batista, que “percorreu toda a região do Jordão, pregando um batismo de conversão para o perdão dos pecados“. Para descrever a missão do Batista, o evangelista Lucas recolhe a antiga profecia de Isaías: “Esta é a voz daquele que grita no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas. Todo vale será aterrado, toda montanha e colina serão rebaixadas”.

“Para preparar o caminho para o Senhor que vem, é necessário levar em conta as exigências da conversão a que o Batista nos convida. Antes de mais nada, somos chamados a recuperar os buracos produzidos pela frieza e pela indiferença, abrindo-nos aos outros com os mesmos sentimentos de Jesus, isto é, com a cordialidade e a atenção fraternas que se responsabiliza pelas necessidades do nosso próximo, isto é recuperar os buracos produzidos pela frieza. E não se pode ter uma relação de amor, de caridade, de fraternidade com o próximo se há buracos, como não se pode caminhar por um estrada com muitos buracos. E tudo isso fazer com um cuidado especial para com os mais necessitados”

Então,  – prosseguiu Francisco – precisamos reduzir tantas severidades causadas pelo orgulho e  pela soberba, fazendo gestos concretos de reconciliação com os nossos irmãos, pedindo perdão pelas nossas faltas. Não é fácil reconciliar-se, acrescentou o Papa, se se pensa, quem irá dar o primeiro passo? O Senhor nos ajuda nisto se temos boa vontade. “A conversão, na verdade, é completa se leva a reconhecer humildemente os nossos erros, as nossas infidelidades e omissões”.

O fiel, sublinhou o Papa na sua alocução antes de rezar o Angelus -, é aquele que, estando próximo de seu irmão, como João Batista abre estradas no deserto, ou seja, indica perspectivas de esperança mesmo naqueles contextos existenciais impenetráveis, marcados pelo fracasso e pela derrota. “Não podemos nos render a situações negativas de fechamento e rejeição; não devemos nos deixar sujeitar à mentalidade do mundo, porque o centro da nossa vida é Jesus e a sua palavra de luz, de amor, de consolação”.

O Batista convidava as pessoas de seu tempo à conversão com força, vigor e severidade. No entanto, ele sabia ouvir, sabia como realizar gestos de ternura e de perdão para com as multidões de homens e mulheres que iam até ele para confessar seus pecados e serem batizados com o batismo de penitência. Seu testemunho de vida, – acrescentou o Papa – a pureza de seu anúncio, a sua coragem em proclamar a verdade conseguiram despertar as expectativas e esperanças do Messias que há muito tempo estavam adormecidas. Ainda hoje, os discípulos de Jesus são chamados a ser suas humildes mas corajosas testemunhas para reacender a esperança, para fazer entender que, apesar de tudo, o reino de Deus continua a ser construído dia a dia com o poder do Espírito Santo. Pensemos, cada um de nós – disse Francisco –, “como eu posso mudar algo no meu comportamento para preparar o caminho do Senhor? Que a Virgem Maria – concluiu o Santo Padre -, nos ajude a preparar dia após dia o caminho do Senhor, começando por nós mesmos; e a espalhar em torno a nós, com tenaz paciência, sementes de paz, de justiça e de fraternidade.

FONTE 
Vatican News
Silvonei José

RETIRO DO ADVENTO | “Deus existe e basta”, destacou Frei

dez 7, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Pregação de Advento

Cidade do Vaticano – Em sua primeira meditação, neste tempo litúrgico de Advento, em preparação ao Santo Natal, o Pregador da Casa Pontifícia refletiu sobre o tema “Deus existe”! Devido às nossas inúmeras tarefas e compromissos, problemas a serem resolvidos e desafios a serem superados, disse o Capuchinho, corremos o risco de perder de vista a nossa relação pessoal com Deus e com Cristo.

Experiência com Deus
No entanto, sabemos, por experiência, que um relacionamento pessoal genuíno com Deus é a primeira condição para enfrentarmos as situações e problemáticas do nosso dia a dia, sem perder a paz e a paciência. Por isso, o tema das homilias de Advento do Pregador é extraído do Salmo: “Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo“! Os homens do nosso tempo buscam, sem cessar, sinais da existência de seres vivos e inteligentes em outros planetas. É uma busca legítima e compreensível. Entretanto, poucos buscam os sinais daquele Ser que criou o Universo, que entrou na história e vive nela.

Quantas vezes somos obrigados a dizer a Deus, como Santo Agostinho: “Estavas comigo, mas eu não estava contigo“. Deus nos busca e vai ao nosso encontro desde a criação do mundo e continua a perguntar: “Adão, onde você está?” Hoje, devemos apoiar-nos na palavra de Jesus “Buscai e achareis. Batei e vos será aberto“. Ele promete dar a si mesmo, para além das coisas fúteis que lhe pedimos, e mantém a sua promessa.

Retornar às coisas!
A Bíblia apresenta inúmeras passagens que falam de Deus vivo e nós, por nossa parte, sentimos a necessidade de um retorno à nossa “realidade” de fé em Deus. Talvez, até agora, não entendemos o profundo significado da verdadeira existência de Deus em nossa vida, como aconteceu com tantos pensadores e filósofos. A expressão que melhor explica este significado é “dar-nos conta” ou abrir os olhos sobre a existência de Deus na nossa história.

A presença de Deus
Deus revelou seu nome: “Eu sou aquele que sou”! “Eu sou o Deus vivo“! Mas, então, qual o significado real de Deus vivo? O Pregador da Casa Pontifícia tentou responder a esta pergunta traçando um perfil do Deus vivo, a partir da Bíblia, mas percebeu que isso seria uma loucura: descrever Deus vivo, delinear seu perfil, até mesmo através da Bíblia, seria muito redutivo.

O que podemos fazer, em relação ao Deus vivo, explicou Frei Cantalamessa, é ir além dos sinais que os homens traçaram sobre Ele. E citando Santo Agostinho, disse que devemos acreditar em um Deus que vai além daquele que acreditamos! Deus é a minha rocha, a nossa rocha, a “rocha da nossa salvação“. Os primeiros Setenta tradutores da Bíblia, diante de uma imagem tão material de Deus, que parecia rebaixá-lo, substituíram o termo “rocha” como força, refúgio, salvação. Rocha não se refere apenas a Deus, mas também ao que devemos ser. Se Deus é rocha, o homem é um “alpinista”. O Pregador da Casa Pontifícia concluiu sua primeira meditação afirmando: “Deus existe e basta!” Aprendamos, também nós, a repetir estas simples palavras em nossa vida!

FONTE
Vatican News
Tradução Thácio Siqueira 

Papa Francisco recebe crianças doentes: vocês são importantes!

nov 30, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa Francisco com as crianças polonesas da Clínica de Oncologia de Wrocław

Cidade do Vaticano - O Papa Francisco encontrou-se, na manhã desta sexta-feira (30/11), na Sala Clementina, no Vaticano, com um grupo de sessenta e duas crianças da Clínica de Oncologia de Wrocław, na Polônia. “O seu caminho na vida é difícil, queridas crianças, porque vocês têm de se tratar, vencer a doença ou conviver com ela. Isso não é fácil”, disse o Pontífice às crianças que sofrem de câncer. “Porém, vocês possuem muitos amigos, muitos amigos que ajudam vocês. Os seus familiares também ajudam vocês a seguirem em frente. Pensem bem nisso: não há dificuldade na vida que não possa ser vencida. A vitória é diferente para cada pessoa. Cada um vence à sua maneira. O ideal é vencer sempre. É o horizonte para seguir adiante. Não se desanimem.

O Papa sublinhou que “o Senhor deu um anjo da guarda a cada um de nós, de quando éramos pequenos até nos tornamos idosos. O Senhor deu a cada um de nós um anjo para que nos ajude na vida. Cada um de vocês tem o seu. Conversem com o seu anjo da guarda, para que os proteja, os inspire e os leve a vencer sempre na vida”. Francisco agradeceu as pessoas que acompanham, cuidam e ajudam  essas crianças. Brincando com elas, o Papa disse: “Vocês viram que são muito importantes, pois para ouvir e falar com o Papa vocês precisam de dois intérpretes. Vocês são importantes!

No final do encontro, Francisco abençoou as crianças. Antes, porém, rezou com elas uma Ave-Maria em polonês.

FONTE
Vatican News

ANGELUS: “Deus é amor” e quer estabelecer no mundo o seu reino de amor, de justiça e de paz”, disse o Papa

nov 25, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa Francisco acena para a multidão reunida na Praça São Pedro da janela do apartamento pontifício

Cidade do Vaticano - O reino de Jesus não é deste mundo, é um reino de amor que não é alcançado por meios humanos. Seu pedido hoje, é deixarmos que Ele se torne nosso rei. Mas Jesus somente poderá dar um novo sentido à nossa vida, com a condição de que não sigamos as lógicas do mundo e de seus “reis”.

Senhor da história e de toda a criação
O Papa Francisco começou explicando aos fiéis e turistas presentes na Para São Pedro em um dia chuvoso, que a Solenidade de Jesus Cristo Rei do universo celebrada neste domingo,  “é colocada no final do ano litúrgico e recorda que a vida da criação não avança por acaso, mas prossegue em direção a uma meta final: a manifestação definitiva de Cristo, Senhor da história e de toda a criação. A conclusão da história será o seu reino eterno”. A alocução do Santo Padre é inspirada na passagem do Evangelho de São João (Jo 18, 33b-37)  proposto pela liturgia do dia, que relata “a situação humilhante em que Jesus encontrou-se depois de ter sido preso no Getsêmani: amarrado, insultado, acusado e levado perante as autoridades de Jerusalém”.

É apresentado à autoridade romana como alguém que atenta contra o poder político para se tornar rei dos judeu. Em um “interrogatório dramático”, por duas vezes Pilatos o questiona se é um rei. “Tu o dizes: eu sou rei“, reponde. Jesus não tinha ambições políticas, observa o Papa, recordando que após o milagre da multiplicação dos pães o povo queria proclamá-lo rei “para derrubar o poder romano e restaurar o reino de Israel”, mas “Ele retira-se para a montanha para rezar“.

Poder do amor
O reino pra Jesus – explica Francisco – “é outra coisa, e não se realiza, certamente, com a revolta, a violência e a força das armas”. Como disse a Pilatos, “se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus”: Jesus quer deixar claro que acima do poder político existe outro muito maior, que não é alcançado por meios humanos. Ele veio à Terra para exercer esse poder, que é amor, dando testemunho da verdade a verdade. Trata-se da verdade divina que, em última análise, é a mensagem essencial do Evangelho: “Deus é amor” e quer estabelecer no mundo o seu reino de amor, de justiça e de paz”. E este – reitera o Pontífice – “é o reino do qual Jesus é o rei, e que se estende até o fim dos tempos”. Como a história nos ensina – recordou o Papa – “os reinos fundados no poder das armas e na prevaricação são frágeis e, mais cedo ou mais tarde, caem”.

Deixar Jesus ser nosso rei 
Jesus hoje nos pede para deixar que Ele se torne nosso rei: “Um rei que com sua palavra, seu exemplo e sua vida imolada na cruz nos salvou da morte, indica o caminho para o homem perdido, dá nova luz à nossa existência marcada pela dúvida, pelo medo e pelas provações do dia-a-dia”. Mas não devemos esquecer – disse Francisco – que o reino de Jesus não é deste mundo: “Ele poderá dar um novo sentido à nossa vida – às vezes colocada  à dura prova também por nossos erros e pecados – somente com a condição de que nós não sigamos as lógicas do mundo e de seus ‘reis’”. Que a Virgem Maria nos ajude a acolher Jesus como o rei da nossa vida e a difundir o seu reino, dando testemunho da verdade que é amor, concluiu o Papa Francisco.

FONTE 
Jackson Erpen
Vatican News

Instituída Comissão preparatória para o encontro sobre proteção de menores

nov 23, 2018   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

O encontro “A proteção dos menores na Igreja” será realizado de 21 a 24 de fevereiro

Cidade do Vaticano - De 21 a 24 de fevereiro de 2019, será realizado no Vaticano o encontro “A proteção dos menores na Igreja”. A este propósito, a Sala de Imprensa da Santa Sé informou no final da manhã desta sexta-feira que o Santo Padre indicou como membros do Comitê de organização do encontro o cardeal Blase J. Cupich, arcebispo de Chicago (EUA), o cardeal Oswald Gracias, arcebispo de Bombaim (Índia) e presidente da Conferência Episcopal da Índia, Dom Charles Scicluna, arcebispo de Malta e secretário-adjunto da Congregação para a Doutrina da Fé, o reverendo padre Hans Zollner, SJ, presidente do Centro para a proteção de Menores da Pontifícia Universidade Gregoriana e membro da Pontifícia Comissão para a Tutela de Menores, nomeando-o como referente do próprio Comitê.

Na reunião, que contará com a participação de Sua Santidade, participarão os líderes das Igrejas Católicas Orientais, os superiores da Secretaria de Estado, os prefeitos das Congregações para a Doutrina da Fé, para as Igrejas Orientais, para os Bispos, para a Evangelização dos Povos, para o Clero, para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica e do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, os presidentes das Conferências Episcopais e os representantes da União dos Superiores Gerais e da União Internacional das Superioras Gerais .

Nos trabalhos de preparação estarão envolvidas, entre outros, a Dra Gabriella Gambino, sub-secretária para a Seção Vida, e a Dra. Linda Ghisoni, sub-secretária da Seção Fiéis Leigos do Dicastério para os Leigos e Família e a Vida, além da Pontifícia Comissão para a Proteção de Menores e algumas vítimas de abusos cometidos pelo clero.

Proteção dos menores, prioridade fundamental
O encontro de fevereiro é sem precedentes, o que mostra que o Papa Francisco fez da proteção de menores uma prioridade fundamental para a Igreja”, declarou o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé. “Trata-se – explicou Greg Burke – de manter as crianças seguras contra prejuízo em todo o mundo. O Papa Francisco quer que os líderes da Igreja tenham uma compreensão completa do impacto devastador que o abuso sexual clerical tem sobre as vítimas. O encontro é primariamente para os bispos – e eles têm muito de responsabilidade por esse grave problema. Mas homens e mulheres leigos que são especialistas no campo dos abusos darão sua contribuição, e podem ajudar a abordar especialmente o que precisa ser feito para garantir transparência e responsabilidade“.

FONTE
Vatican News

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