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AUDIÊNCIA GERAL > “Com Nossa Senhora eu viajo seguro”, disse o Papa

set 11, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano - De volta a Roma de sua viagem apostólica, o Papa Francisco se reuniu com milhares de fiéis e peregrinos na Praça São Pedro para a Audiência Geral desta quarta-feira (11/09). A sua catequese foi dedicada aos três países que visitou: Moçambique, Madagascar e Maurício. “Agradeço a Deus que me concedeu realizar este itinerário como peregrino de paz e de esperança, e renovo a expressão da minha gratidão às respectivas autoridades desses Estados, assim como aos episcopados, que me convidaram e acolheram com tanto afeto e cuidado.” O Evangelho, disse o Papa, é o fermento mais poderoso de fraternidade, de liberdade, de justiça e de paz para todos os povos e “busquei levar este fermento” àquelas populações.

Moçambique – reconciliação
Recordando cada etapa, em Moçambique o objetivo era espalhar sementes de esperança, paz e reconciliação numa terra que tanto sofreu no passado recente por causa de um longo conflito armado e que recentemente foi atingido por dois ciclones que causaram muitos danos graves. Por sua vez, a Igreja continua a acompanhar o processo de paz, que fez um passo avante também em 1° de agosto passado com um novo Acordo entre as partes. “Neste sentido, encorajei as autoridades do país, exortando-as a trabalharem juntas pelo bem comum. E encorajei os jovens, para que construam o país, superando a resignação e a ansiedade.”

Francisco citou ainda o encontro com os bispos, os sacerdotes e as pessoas consagradas e a visita ao hospital de Zimpeto, na periferia da capital, realizado com o empenho da Comunidade de Santo Egídio. De modo especial, louvou o trabalho em prol dos doentes, independente da crença, recordando que a diretora é muçulmana. A visita a Moçambique culminou com a missa, celebrada embaixo de chuva, a ali ressoou o apelo do Senhor para amar os inimigos, “a semente da verdadeira revolução, a do amor, que apaga a violência e gera fraternidade”.

Madagascar – superação da pobreza
De Maputo, o Papa se transferiu a Antananarivo, capital de Madagascar. Um país rico de belezas e recursos naturais, mas marcado por tanta pobreza. “Fiz votos para que, animado por seu tradicional espírito de solidariedade, o povo malgaxe possa superar as adversidades e construir um futuro de desenvolvimento, conjugando o respeito pelo meio ambiente e a justiça social.” Francisco mencionou ainda a visita à “Cidade da amizade” – Akamasoa, fundada pelo missionário padre Pedro Opeka, e na pedreira elevou a Deus a oração pelos trabalhadores.

Na capital malgaxe, o Papa se encontrou também com as monjas contemplativas, com os bispos e com os jovens. Outro momento significativo foi a oração à Beata Victoire Rasoamanarivo, a primeira nativa a ser elevada aos altares. Em Antananarivo, Francisco celebrou a Eucaristia dominical no “Campo diocesano” ocasião em que” multidões se reuniram em volta do Senhor Jesus”. A visita a Madagascar se concluiu com os sacerdotes, as consagradas e os consagrados e os seminaristas.

Maurício – diálogo inter-religioso
Já a segunda-feira foi dedicada à República de Maurício, famosa meta turística, mas que foi escolhido pelo Papa, como “local de integração entre diversas etnias e culturas”. E contou que, ao chegar na casa episcopal, encontrou um maço de flores que lhe foi enviado pelo Imã “como sinal de fraternidade”. A missa foi celebrada no Monumento de Maria Rainha da Paz, em memória do Beato Jacques-Désiré Laval, conhecido como o “apóstolo da unidade mauriciana”. “O Evangelho das bem-aventuranças, carteira de identidade dos discípulos de Cristo, neste contexto é antídoto contra a tentação de um bem-estar egoísta e discriminatório, e é fermento de verdadeira felicidade”.

Depois, no encontro com as autoridades de Maurício, o Papa manifestou seu apreço pelo empenho em harmonizar as diferenças num projeto comum e encorajou a levar avante também hoje a capacidade de acolhimento, assim como o esforço para manter e desenvolver a vida democrática.

Sempre com Maria
Antes de fazer sua exortação final, Francisco explicou que chegou ontem à noite e logo foi à Basílica de Santa Maria Maior rezar. Antes de iniciar uma viagem e ao regressar, vou sempre até Nossa Senhora, da Salus Populi Romani, para que seja Ela a me acompanhar na viagem, como Mãe, a dizer-me o que devo fazer, a custodiar as minhas palavras e os meus gestos. Com Nossa Senhora, viajo seguro. ” O Papa então concluiu: “Queridos irmãos e irmãs, peçamos a Deus que as sementes lançadas nesta viagem apostólica levem frutos abundantes para os povos de Moçambique, Madagascar e Maurício”.

Fiéis brasileiros
Ao final da Audiência, o Papa saudou os peregrinos de língua portuguesa, em especial os novos estudantes do Colégio Pio Brasileiro de Roma, a associação Unicanto de Londrina, e os grupos de fiéis de Nova Friburgo, Faro e Leça da Palmeira. “Eu os encorajo a serem em todos os lugares testemunhas de esperança e caridade. E se algumas vezes a vida provoca turbulências espirituais em seu coração, busquem refúgio sob o manto da Santa Mãe de Deus; somente ali encontrarão paz.

FONTE
Vatican News

O Papa Francisco está a caminho de Roma

set 10, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Com a cerimônia de despedida no aeroporto de Antananarivo, o Papa Francisco concluiu a 31ª Viagem Apostólica de seu Pontificado. O Pontífice foi saudado pelo presidente da República de Madagascar, Sr. Andry Rajoelina, acompanhado pela primeira-dama, além de autoridades civis e de inúmeros bispos, a quem o Papa cumprimentou um a um.

Um coral à margem da pista do aeroporto acompanhou com cantos tradicionais a despedida de Francisco. O avião decolou por volta das 08h40 – horário de Roma – e deverá chegar à capital italiana às 19h depois de percorrer quase oito mil quilômetros em 10h30 de voo. Durante quase uma semana, o Papa esteve em três países: Moçambique, Madagascar e Maurício. Com esta viagem, o Pontífice já visitou 47 países desde o início do seu pontificado.

Grupo de idosas
Esta manhã, despedindo-se da nunciatura em Madagascar, o Papa Francisco saudou cerca de 10 idosas pobres, representando as pessoas assistidas todas as sextas-feiras pela representação diplomática.

FONTE
Vatican News

Papa às monjas: façam pequenos gestos de amor para cativar Deus

set 8, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa Fancisco com as religiosas de vida contemplativa, no Mosteiro das Carmelitas Descalças, em Antananarivo

Cidade do Vaticano – Na Capela do Mosteiro das Carmelitas Descalças de Antananarivo – capital malgaxe –, na manhã deste sábado (07/09), o Papa deixou o discurso previamente preparado para dizer às monjas o que tinha em seu coração naquele momento. Francisco partiu de uma palavra da Leitura feita pouco antes, “coragem”, e disse que para seguir o Senhor é preciso sempre um pouco de coragem, mas, observou, vejo que o trabalho mais árduo é Ele quem faz, devemos ter a coragem de deixar que Ele o faça.

A vida comunitária: muitos pequenos atos de amor
Em seguida, contou uma imagem que o ajudou muita em sua vida sacerdotal e de fé. As vicissitudes de duas irmãs, uma jovem e uma anciã, que uma noite, saindo do Coro onde tinham rezado, caminhavam para o refeitório e a anciã quase não podia caminhar. A jovem buscava ajudá-la, mas a anciã se irritava: “não me toque que assim eu caio”, dizia, mas a jovem a acompanhava sempre com o sorriso. Não é uma fábula, é uma história de vida, disse Francisco e revelou os nomes das duas coirmãs. A jovem era Santa Teresa de Menino Jesus.

É uma história verdadeira, disse, que reflete uma parte da vida comunitária, que mostra o espírito com o qual se pode viver a vida comunitária. A caridade nas pequenas coisas e nas grandes coisas. Fazendo aquilo que a obediência pede. Sei, disse o Santo Padre, que todas vocês vieram aqui para estar perto do Senhor e para buscar a perfeição, mas a perfeição se encontra nestes pequenos passos de amor. Pequenos passos que parecem nada, mas são pequenos passos que escravizam, que aprisionam Deus.

Isso pensava Santa Teresinha, e essas cordas, repetiu o Papa, são pequenos atos de amor que podemos fazer. É preciso a coragem de dar pequenos passos, a coragem de crer que na minha pequenez Deus é feliz e Deus trará a salvação do mundo. Se você quiser mudar não somente a vida religiosa, mas salvar o mundo, exortou ainda Francisco, comece com esses pequenos atos de amor que aprisionam Deus.

O mosteiro e o chamado do mundo
Voltou, em seguida, à história da jovem e da anciã e disse que, uma noite, enquanto as duas caminhavam do Coro para o refeitório, Teresa ouviu o barulho de música que provinha da cidade, música de festa, de dança e ela pensou nos jovens que dançavam, um matrimônio, um aniversário e talvez tenha sentido que seria bom se pudesse estar ali, mas imediatamente disse ao Senhor que jamais trocaria por aquela festa mundana um dos pequenos gestos que fazia no mosteiro, porque estes gestos a faziam feliz mais do que todas as danças do mundo.

Certamente, disse Francisco, também para vocês o mundanismo chegará de várias formas: saibam discernir com a priora, com a comunidade, discernir as vozes do mundanismo, que não entrem no mosteiro de clausura. Quando vier em vocês pensamentos de mundanismo pensem nos pequenos gestos de amor, eles salvam o mundo. Teresa preferiu ficar com a anciã.

Quando houver algo estranho, falem imediatamente
Cada uma de vocês, prosseguiu o Pontífice, para entrar no convento travou muitas lutas, muitas coisas boas e venceu: abateu o espírito do mundo, o pecado, o diabo. O diabo foi embora entristecido, quando uma de vocês entrou no mosteiro, mas depois vendo uma alma tão bela ele retorna e quer entrar nela e pede a ajuda de outros diabos mais astutos do que ele.

Mas eles não podem entrar fazendo barulho como se fossem ladrões, devem entrar educadamente, e assim os diabos educados tocam a campainha, pedem educadamente para entrar. E desse modo a condição daquela alma é pior do que antes. Você não se deu conta de que era o diabo? – se perguntou o Papa. E agora é tarde demais. Você não falou com sua priora, com o Capítulo, com alguma irmã da Comunidade?

O diabo não quer ser reconhecido e toma para si as vestes de uma pessoa nobre. Muitas vezes se torna até mesmo o assistente espiritual. Em seguida o Papa fez um premente convite: por favor, se você se dá conta de algo estranho, fale imediatamente. Falem logo se algo lhes tira a tranquilidade, antes mesmo de tolher a paz. Essa é a ajuda para defender a santidade, para defender o mosteiro.

Mas, vocês poderão dizer, nós nos defendemos bem do diabo porque temos uma grade dúplice e também uma tenda no meio. Mas não são suficientes. Nem mesmo 100, ressaltou Francisco. A defesa é a caridade e a oração. Assim fazia Teresa de Menino Jesus, falava, falava com a priora, embora esta não lhe quisesse bem. Mas para ela a priora era Jesus.

A luta interior deve ser combatida até o fim
O Papa Francisco retomou a história e disse que depois Santa Teresa adoeceu e pouco a pouco pareceu-lhe ter perdido a fé. Parecia não saber como fazer para afugentar o diabo que girava a seu redor nos últimos meses de sua vida. Chamava suas irmãs para que jogassem água benta em seu leito, para que acendessem velas. A luta no mosteiro é até o fim, mas é bonita, concluiu o Santo Padre, comentando em seguida, talvez interpretando o pensamento de alguma delas, disse ele mesmo: mas este Papa ao invés de falar-nos de coisas teológicas, falou-nos como a crianças, quem dera fossem todas crianças no espírito, com aquela dimensão da infância que o Senhor tanto ama. E encerrou dizendo que Santa Teresinha agora é aquela que acompanha um ancião, ele mesmo, e que ele quis dar esse testemunho. Quis falar às Carmelitas de sua experiência com uma santa para dizer a todas: “Avante e corajosas!”

A saudação da priora
Na chegada do Pontífice ao mosteiro a priora, Irmã Maria Madalena da Anunciação, dirigiu uma saudação a Francisco na capela, antes da recitação da oração da Hora Média. Expressou ao Santo Padre a gratidão de todas as coirmãs pelo momento de oração que estavam para viver juntos e um efusivo agradecimento pela “atenção e cuidado” com o qual o Papa “acompanha as monjas de Vida Contemplativa e, em particular, pelos recentes documentos “Vultum Dei Querere” et “Cor Orans”, cujos conteúdos e orientações nos renovam na fidelidade a nossos respectivos carismas e nos abrem à escuta de nossos irmãos e irmãs em humanidade. É na oração, disse ainda Irmã Maria Madalena, que “haurimos a nossa força e ela é o laço que nos une. E o senhor, Santo Padre, com todas as suas intenções, tem um lugar especial em nossa vida de oração e de amor, no coração da Igreja”.

FONTE
Vatican News

 

Papa visita hospital que atende pacientes com Aids

set 6, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Maputo - A visita ao hospital de Zimpeto foi o primeiro compromisso do Papa Francisco nesta sexta-feira, na periferia de Maputo. Trata-se de uma estrutura inaugurada há pouco mais de um ano e que atende cerca de dois mil pacientes. Em especial, dentro do hospital funciona um centro – chamado Dream – para pessoas com Aids/HIV, administrado pela Comunidade de Santo Egídio. Diante de funcionários, médicos, enfermeiros e pacientes, o Papa Francisco pronunciou o seu discurso inspirando-se na parábola do Bom Samaritano.

Atenção amiga
Os pobres não precisam ser delegados a alguém, mas do envolvimento pessoal de quem ouve o seu clamor, prosseguiu o Pontífice, citando sua mensagem para o Dia Mundial dos Pobres de 2018.

Voluntários
Para falar do trabalho dos voluntários, Francisco citou novamente a Parábola do Bom Samaritano. São as pessoas que, curadas “com dignidade na sua dignidade, transmitem esperança a muitas outras pessoas”. A visita ao hospital se conclui com a saudação do Papa a 20 doentes e conhecendo duas repartições do Centro de tratamento a pessoas com Aids.

FONTE
Bianca Fraccalvieri 
Vatican News

TESTEMUNHO > O Papa Francisco se prepara para sua 31ª Viagem Apostólica

set 3, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Logo viagem Madagascar, Moçambique e Maurício

Cidade do Vaticano – A paz, o encontro com as comunidades cristãs, a reconciliação e a Criação: esses são alguns dos temas-chave destacados por Matteo Bruni, diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, em seu habitual briefing com os jornalistas antes da partida para a 31ª viagem apostólica do Papa, prevista para esta quarta-feira. Três países serão visitados pelo Papa até 10 de setembro: Moçambique, Madagascar e Maurício, visitados anteriormente por João Paulo II em várias viagens entre 1988 e 1989.

Alegria e gratidão do Papa
O Papa Francisco encontrará países que mudaram muito“: explicou Bruni, recordando que na época a vocação dessas nações era puramente rural, enquanto hoje há grandes oportunidades, mas também novas pobrezas. “O Papa – disse o diretor da Sala de Imprensa -, está se preparando com gratidão para com todos aqueles que estão trabalhando na realização da viagem e com alegria pela ocasião de anunciar o Evangelho em uma parte do mundo rica em variedade e humanidade”. Bruni destacou que há também “alegria pela possibilidade de encontrar esta bela terra, como destacou o Papa em uma mensagem em vídeo, por causa de sua gente e da sua santidade“.

Acompanha o Papa uma enfermeira do Fas
Como de costume, o Papa Francisco levará um funcionário do Vaticano nesta viagem e desta vez a escolha recaiu sobre uma enfermaria que trabalha no Fas, Fundo de Assistência Sanitária, a entidade criada para o cuidado do pessoal eclesiástico, religioso e leigo do Vaticano. O Diretor Bruni salientou ainda que os 5 discursos do Papa em Moçambique serão em português, os restantes 10 (8 em Madagáscar e 2 em Maurício) em italiano.

Em Moçambique recentemente pacificado
Recordando todas as etapas da viagem apostólica, Bruni se deteu sobre Moçambique, país pacificado graças também à mediação da Comunidade de Sant’Egidio, em particular do futuro Cardeal Zuppi. Em 1992, em Roma, foi assinada a paz entre o governo e os rebeldes da Resistência Nacional Moçambicana, mas, apenas no mês passado, foi assinado um acordo no Parque Nacional da Gorongosa para pôr fim à violência que não tinha diminuído apesar do acordo de paz. Andrea Riccardi, fundador de Sant’Egidio, vai encontrar-se com o Papa em Maputo, no hospital Zimpeto, onde são aplicados os protocolos do projeto “Dream” (sonho) para doentes com AIDS. “São 130.000 – explicou Bruni -,  as crianças nascidas em toda a África graças ao projeto “Dream”.

Encontro com os fiéis de Beira
O diretor sublinhou que “a visita à Beira não foi incluída no programa porque está em plena reconstrução“. A cidade, a segunda maior de Moçambique, foi devastada em março passado pelo ciclone Idai, que causou quase mil mortes. No entanto, haverá um abraço com os fiéis de Beira e o Papa dirigir-se-á a eles. Em vez disso, o encontro privado com a comunidade de Xai-Xai na Nunciatura, em Maputo, foi confirmado porque “o Papa Francisco quer saber em que ponto está a irmandade entre as dioceses que ele tinha feito quando era cardeal arcebispo de Buenos Aires“.

O abraço aos sobreviventes da epidemia de sarampo
Um dos encontros especiais que Francisco terá será com os sobreviventes de uma epidemia de sarampo que, de abril de 2018 a abril de 2019, causou 1.200 mortes em Madagascar. Trata-se de uma família de três pessoas que o Papa irá encontrar depois de visitar as Carmelitas Descalços no mosteiro de Antanananarivo, por ocasião da bênção do altar da Catedral de Morondava. Confirmados todos os demais encontros no signo da caridade e da paz, palavra que acomuna os três lemas da próxima esperada viagem do Papa Francisco à África.

FONTE
Vatican News 
Silvonei José / Benedetta Capelli 

DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELO CUIDADO DA CRIAÇÃO: a mensagem do Papa

set 1, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cada fiel cristão, cada membro da família humana pode contribuir para tecer, como um fio subtil mas único e indispensável, a rede da vida que a todos abraça

Mensagem de Sua Santidade o Papa Francisco
para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação (1° de setembro)

«Deus viu que era coisa boa» (Gn 1, 25). Ao início da Bíblia, o olhar de Deus pousa-se ternamente sobre a criação. Desde a terra habitável até às águas que sustentam a vida, desde as árvores que dão fruto até aos animais que povoam a casa comum, tudo é benquisto aos olhos de Deus, que oferece a criação ao homem como dom precioso que deve guardar.

Desgraçadamente, a resposta humana ao dom recebido foi marcada pelo pecado, pelo fechamento na própria autonomia, pela avidez de possuir e explorar. Egoísmos e interesses fizeram deste lugar de encontro e partilha, que é a criação, um palco de rivalidades e confrontos. Assim, colocou-se em perigo o próprio ambiente: coisa boa aos olhos de Deus, torna-se coisa explorável nas mãos humanas. A degradação aumentou nas últimas décadas: a poluição constante, o uso incessante de combustíveis fósseis, a exploração agrícola intensiva, a prática de abater as florestas… estão a elevar as temperaturas globais para níveis preocupantes. O aumento da intensidade e frequência de fenómenos meteorológicos extremos e a desertificação do solo estão a colocar à prova os mais vulneráveis entre nós. A dissolução dos glaciares, a escassez de água, o menosprezo das bacias hidrográficas e a considerável presença de plástico e microplástico nos oceanos são factos igualmente preocupantes, que confirmam a urgência de intervenções não mais adiáveis. Criamos uma emergência climática, que ameaça gravemente a natureza e a vida, inclusive a nossa.

Na raiz de tudo, o fato de termos esquecido quem somos: criaturas à imagem de Deus (cf. Gn1, 26-27), chamadas a habitar como irmãos e irmãs a mesma casa comum. Não fomos criados para ser indivíduos que se assenhoreiam; fomos pensados e queridos no centro duma rede da vida constituída por milhões de espécies, amorosamente unidas por nosso intermédio ao Criador. É hora de redescobrir a nossa vocação de filhos de Deus, irmãos entre nós, guardiões da criação. É tempo de arrepender-se e converter-se, de voltar às raízes: somos as criaturas prediletas de Deus, que, na sua bondade, nos chama a amar a vida e a vivê-la em comunhão, conectados com a criação.

Por isso, convido veementemente os fiéis a dedicar-se à oração neste tempo que, partindo duma iniciativa oportunamente nascida em campo ecuménico, se configurou como Tempo da Criação: um período de oração mais intensa e de ação em benefício da casa comum, que tem início em 1 de setembro, Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, e termina a 4 de outubro, memória de São Francisco de Assis. É ocasião para nos sentirmos ainda mais unidos aos irmãos e irmãs das várias confissões cristãs. Penso de modo particular nos fiéis ortodoxos que celebram, desde há trinta anos, este Dia de Oração. Sintamo-nos em sintonia profunda também com os homens e mulheres de boa vontade, conjuntamente chamados, no contexto da crise ecológica que tem a ver com todos, a promover a salvaguarda da rede da vida, de que fazemos parte.

Este é o tempo para voltar a habituarmo-nos a rezar imersos na natureza, onde espontaneamente nasce a gratidão a Deus criador. Dizia São Boaventura, cantor da sabedoria franciscana, que a criação é o primeiro «livro» que Deus abriu diante dos nossos olhos, para que, admirando a sua ordenada e maravilhosa variedade, fôssemos levados a amar e louvar o Criador (cf. Breviloquium, II, 5.11). Neste livro, cada criatura foi-nos dada como uma «palavra de Deus» (cf. Commentarius in librum Ecclesiastes, I, 2). No silêncio e na oração, podemos escutar a voz sinfónica da criação, que nos exorta a sair dos nossos fechamentos autorreferenciais, descobrindo-nos envolvidos pela ternura do Pai e felizes por partilhar os dons recebidos. Neste sentido, podemos dizer que a criação, rede da vida, lugar de encontro com o Senhor e entre nós, é «a rede social de Deus» (Francisco, Discurso às guias e aos escuteiros da Europa, 3 de agosto de 2019). Isto leva-nos a erguer um cântico de louvor cósmico ao Criador, como ensina a Escritura: «tudo o que germina na terra bendiga o Senhor; a Ele, a glória e o louvor eternamente!» (Dn 3, 76).

Este é o tempo para refletir sobre os nossos estilos de vida, verificando como muitas vezes são levianas e danosas as nossas decisões diárias em termos de comida, consumo, deslocação, utilização da água, da energia e de muitos bens materiais. Em demasia, nos estamos assenhoreando da criação. Optemos por mudar, assumir estilos de vida mais simples e respeitadores! É hora de abandonar a dependência dos combustíveis fósseis, empreendendo rápida e decididamente transições para formas de energia limpa e de economia sustentável e circular. E não esqueçamos de ouvir as populações indígenas, cuja sabedoria secular nos pode ensinar a viver melhor a relação com o meio ambiente.

Este é o tempo de empreender ações proféticas. Muitos jovens estão a fazer-se ouvir em todo o mundo, invocando decisões corajosas. Sentem-se dececionados com as demasiadas promessas não cumpridas, com compromissos assumidos e depois transcurados por interesses e conveniências parciais. Os jovens lembram-nos que a terra não é um bem para se dissipar, mas herança a transmitir; lembram-nos que esperar no amanhã não se reduz a um belo sentimento, mas é um dever que requer ações concretas hoje. A eles, devemos respostas verdadeiras, não palavras vazias; factos, não ilusões.

As nossas orações e os nossos apelos visam sobretudo sensibilizar os responsáveis políticos e civis. Penso de modo particular nos Governos que se vão reunir nos próximos meses para reiterar compromissos decisivos que orientem o planeta para a vida, em vez de o lançar para a morte. Vêm-me à mente as palavras que Moisés proclamou ao povo como uma espécie de testamento espiritual, antes de entrar na Terra Prometida: «Escolhe a vida para viveres, tu e a tua descendência» (Dt 30, 19). São palavras proféticas, que poderemos aplicar a nós mesmos e à situação da nossa terra. Escolhamos a vida! Digamos não à avidez de consumos e aos delírios de omnipotência, caminhos de morte; tomemos percursos clarividentes, feitos de renúncias responsáveis hoje para garantir perspetivas de vida amanhã. Não cedamos às lógicas perversas dos lucros fáceis; pensemos no futuro de todos!

Neste sentido, reveste-se de particular importância a iminente Cúpula das Nações Unidas para a Ação Climática, durante a qual os Governos deverão mostrar vontade política de acelerar, drasticamente, as medidas para se alcançar o mais rápido possível o nível zero de emissões de gases com efeito estufa e conter o aumento médio da temperatura global em 1,5°C relativamente aos níveis pré-industriais, em consonância com os objetivos do Acordo de Paris. Além disso, no próximo mês de outubro, a Amazónia – cuja integridade encontra-se gravemente ameaçada – estará no centro da atenção duma Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos. Aproveitemos estas oportunidades para responder ao clamor dos pobres e da terra!

Cada fiel cristão, cada membro da família humana pode contribuir para tecer, como um fio subtil mas único e indispensável, a rede da vida que a todos abraça. Sintamo-nos implicados e responsáveis por tomar a peito, com a oração e o compromisso, o cuidado da criação. Deus, amante da vida (cf. Sb 11, 26), nos dê a coragem de realizar o bem, sem esperar que sejam outros a começar, sem esperar que seja demasiado tarde.

Vaticano, 1 de setembro de 2019.

Francisco

ANGELUS > A preocupação do Papa Francisco com a Amazônia

ago 25, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano – “ Estamos todos preocupados com os grandes incêndios que se desenvolveram na Amazônia. Oremos para que, com o empenho de todos, sejam controlados o quanto antes. Aquele pulmão de florestas é vital para o nosso planeta.” O apelo do Papa Francisco veio neste domingo (25), depois da oração mariana do Angelus na Praça São Pedro. Depois de chefes de Estado da América e da Europa, e dos bispos das Conferências Episcopais da América Latina se manifestarem a respeito dos incêndios que vêm devastando a região amazônica, o Pontífice também demonstrou a sua preocupação com aquele que é “o pulmão de florestas vital para o planeta”.

Os milhares de peregrinos que acompanharam a Oração Mariana do Angelus com o Papa Francisco, na Praça São Pedro ou ao redor do mundo, viram a preocupação do Pontífice em relação aos incêndios na Amazônia, mas também meditaram sobre o Evangelho de hoje (cfr Lc 13,22-30). O trecho de São Lucas “apresenta Jesus que passa ensinando pelas cidades e povoados, até Jerusalém, onde sabe que deve morrer na cruz para a salvação de todos os homens”. Nesse contexto, alguém perguntou a Ele se era verdade que poucos se salvariam, uma questão muito debatida naquele período, devido às diversas maneiras de interpretação das Escrituras. E Jesus respondeu, convidando “a usar bem o tempo presente” e fazendo “todo esforço possível para entrar pela porta estreita”.

O chamado à vida coerente e próxima a Jesus
Jesus usa de uma parábola para se explicar melhor e para insistir em fazer o bem nesta vida, independente do título e do cargo que exerce: “o Senhor vai nos reconhecer não pelos nossos títulos. ‘Mas olha, Senhor, que eu participava daquela associação, que eu era amigo de tal monsenhor, de tal cardeal, de tal padre…’. Não, os títulos não contam, não contam. O Senhor vai nos reconhecer somente por uma vida humilde, uma vida boa, uma vida de fé que se traduz nas obras. ”

O Papa, então, continua motivando e nos conduzindo para esse percurso diário.
“Para nós, cristãos, isso significa que somos chamados a instaurar uma verdadeira comunhão com Jesus, rezando, indo na igreja, nos aproximando dos Sacramentos e nos nutrindo da sua Palavra. Isso nos mantêm na fé, nutre a nossa esperança, reaviva a caridade. E, assim, com a graça de Deus, podemos e devemos dedicar a nossa vida pelo bem dos irmãos, lutar contra qualquer forma de mal e de injustiça.”

Maria, Porta do céu Ao finalizar, o Papa diz que a primeira pessoa a nos ajudar nessa dedicação pelo bem é a Nossa Senhora: “ Ela atravessou a porta estreita que é Jesus, o acolheu com todo o coração e o seguiu todo todos os dias da sua vida, inclusive quando não entendia, inclusive quando uma espada perfurava a sua alma. Por isso a invocamos como “Porta do céu”: Maria, Porta do céu; uma porta que reflete exatamente a forma de Jesus: a porta do coração de Deus, coração exigente, mas aberto a todos nós. ”

FONTE
Andressa Collet 
Vatican News

ANGELUS > Dizer-se cristão não é o mesmo que ser cristão, é preciso coerência

ago 18, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano - Dizer-se cristão é bom, mas é preciso ser cristão: palavras do Papa Francisco ao se reunir com os fiéis e peregrinos na Praça São Pedro para o Angelus dominical. O Pontífice comentou o trecho de São Lucas, no qual Jesus adverte os discípulos de que chegou o momento da decisão. “A sua vinda ao mundo, de fato, coincide com o tempo das escolhas decisivas: não se pode adiar a opção pelo Evangelho”, explicou o Papa.

Abandonar a apatia para acolher o fogo do amor
Para exemplificar melhor esse chamado, Jesus utiliza a imagem do fogo que Ele mesmo veio trazer sobre a terra: “Vim lançar fogo na terra; e que mais quero, se já está aceso ?”. Essas palavras, prosseguiu Francisco, têm a finalidade de ajudar os discípulos a abandonar toda atitude de preguiça, de apatia, de indiferença e de fechamento para acolher o fogo do amor de Deus. “Jesus revela aos seus amigos, e também a nós, o seu desejo mais ardente: levar sobre a terra o fogo do amor do Pai, que acende a vida e mediante o qual o homem é salvo.” O fogo do amor, aceso por Cristo no mundo por meio do Espírito Santo, é sem limites, universal, disse ainda o Papa.

“Incêndio benéfico”
Foi o que aconteceu desde os primeiros tempos do Cristianismo: o testemunho do Evangelho se propagou como um “incêndio benéfico, superando toda divisão entre indivíduos, categorias sociais, povos e nações”. Este testemunho queima toda forma de particularismo e mantém a caridade aberta a todos, com uma preferência pelos mais pobres e excluídos.

Aderir a este fogo significa duas coisas: adorar a Deus e a disponibilidade a servir o próximo. A primeira quer dizer “aprender a oração da adoração, que com frequência esquecemos“, afirmou o Papa, convidando os fiéis a descobrirem a beleza desta oração. Depois, estar disponível a servir o próximo e Francisco manifestou sua admiração a quem se dedica aos mais necessitados mesmo durante o período de férias. “Para viver segundo o espírito do Evangelho, é preciso que, diante das sempre novas necessidades que aparecem no mundo, haja discípulos de Cristo que saibam responder com novas iniciativas de caridade. Assim, o Evangelho se manifesta realmente como fogo que salva, que transforma o mundo a partir da mudança do coração de cada um.

Escolhas coerentes com o Evangelho
Assim se compreende outra afirmação de Jesus contida no trecho de Lucas, que numa primeira leitura pode chocar: “Cuidais vós que vim trazer paz à terra? Não, vos digo, mas antes dissensão“. Isso significa que Jesus veio para “separar com o fogo” o bem do mal, o justo do injusto.

Neste sentido, Jesus veio para “dividir”, para colocar “em crise” – mas de modo saudável – a vida dos seus discípulos, desfazendo as fáceis ilusões daqueles que acreditam poder conjugar vida cristã e mundanidade, vida cristã e acordos de todo gênero, práticas religiosas e atitudes contra o próximo.” O Pontífice advertiu que recorrer à cartomante é superstição, “não é de Deus”. A adesão a este fogo requer deixar a hipocrisia de lado e estar dispostos a pagar o preço de escolhas coerentes com o Evangelho. “Esta é a atitude que cada um deve buscar na vida: coerência“, e pagar o preço por esta coerência. “É bom dizer-se cristãos, mas é preciso antes de tudo ser cristãos nas situações concretas, testemunhando o Evangelho que é, essencialmente, amor por Deus e pelos irmãos.

Francisco concluiu pedindo a Maria que “nos ajude a deixar-nos purificar o coração pelo fogo trazido por Jesus, para propagá-lo com a nossa vida, mediante escolhas firmes e corajosas”.

FONTE 
Vatican News
Bianca Fraccalvieri 

Visita do Papa a Moçambique é “oportunidade única” de evangelização

ago 16, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cresce a expectativa para a chegada do Papa Francisco a Moçambique

Cidade do Vaticano – Faltam pouco mais de duas semanas para a visita do Papa Francisco a Moçambique, primeira etapa de sua 31ª viagem apostólica, que o levará também a Madagascar e Maurício. Em terras moçambicanas, o Pontífice ficará somente em Maputo, onde estão previstos os encontros com as autoridades, com os jovens e com a igreja local. Francisco conhecerá também um hospital e uma casa que presta assistência a moradores de rua. Antes de deixar a capital, o Pontífice vai presidir à Santa Missa no estádio de Maputo.

Oportunidade única
A propósito da expectativa, nosso colega moçambicano Padre Bernardo Suate entrevistou o bispo da diocese de Tete, que fica no centro do país, Dom Diamantino Antunes. O bispo fala da alegria da Igreja e da população em acolher o Papa e a preparação espiritual feita nas comunidades. Para Dom Diamantino, a presença de Francisco é uma “oportunidade única e importantíssima que nos ajudará, como Igreja, a sair de nossos ambientes para ir em busca daqueles que estão distantes, daqueles que se afastaram da Igreja Católica, que ainda não conhecem o Evangelho, e ser uma Igreja mais simples e profética”.

FONTE
Vatican News

Papa Francisco faz surpresa às Filhas da Caridade em Roma

jul 30, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

O encontro do Papa com a Ir. Maria Mucci

O Papa Francisco fez uma surpresa às Filhas da Caridade da Casa Regina Mundi, com sede na periferia de Roma. A visita aconteceu na tarde do último domingo (28). O Pontífice foi encontrar a Ir. Maria Mucci (foto) que por muitos anos trabalhou na Casa Santa Marta – a residência do Papa no Vaticano. Hoje ela precisa de cuidados médicos e está internada na enfermaria. O Pe. Tomaž Mavrič, superior Geral da Congregação da Missão e das Filhas da Caridade, através de um post no seu perfil no Facebook, divulgou detalhes da visita. Francisco aproveitou o momento para conhecer a Casa, saudar e abençoar as irmãs, os dependentes e os hóspedes.

Relíquia de João Paulo II
O sacerdote também disse que o Papa contemplou uma relíquia de João Paulo II, doada às irmãs e que está em exposição na capela da Casa Regina Mundi. Trata-se de uma camiseta branca, manchada de sangue, que era usada pelo então Pontífice quando foi levado ao Hospital Policlínico Agostino Gemelli de Roma, logo após o atentado, em 13 de maio de 1981, na Praça São Pedro. Na camiseta estão as iniciais JP (GP, em italiano) e pode-se ver os três furos de tiros.

FONTE
Vatican News

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