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Dom Walmor Azevedo, arcebispo de Belo Horizonte (MG), é eleito novo presidente da CNBB

mai 6, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Dom Walmor Azevedo, arcebispo de Belo Horizonte (MG), é eleito novo presidente da CNBB

O arcebispo de Belo Horizonte (MG), dom Walmor Oliveira de Azevedo, foi eleito na tarde desta segunda-feira, 6 de maio, como presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O novo presidente foi escolhido pelos episcopado brasileiro que participa, em Aparecida (SP), da 57ª Assembleia Geral da CNBB no terceiro escrutínio, após receber a maioria absoluta de votos do total de 301 bispos votantes.

Como manda o Estatuto da CNBB, o até então presidente cardeal sergio da Rocha perguntou a dom Walmor se aceita ser presidente. “Aceito com humildade, aceito com temor e aceito à luz da fe”, foram as primeiras  palavras que ele dirigiu à plenária da 57ª. Só à luz da fé, segundo dom Walmor, será possível recuperar a força da colegialidade da Igreja no Brasil a partir de uma escuta muito profunda dos irmãos e do povo de Deus. Ele pediu a Deus que não falte sabedoria para assumir este serviço.

Nascido em 26 de abril de 1954, dom Walmor é natural de Côcos (BA). É o primeiro baiano a estar à frente da CNBB. O novo presidente da Conferência é doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma, Itália) e mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico (Roma, Itália).

Em sua trajetória de formação, cursou Filosofia no Seminário Arquidiocesano Santo Antônio (1972-1973), em Juiz de Fora (MG), e na Faculdade Dom Bosco de Filosofia, Ciências e Letras (1974-1975), em São João Del-Rei (MG). De 1974 a 1977, cursou Teologia no Seminário Arquidiocesano Santo Antônio, em Juiz de Fora. Em 9 de setembro de 1977 foi ordenado sacerdote, incardinando-se na arquidiocese de Juiz de Fora.

Ministério sacerdotal
Foi pároco da paróquia Nossa Senhora da Conceição de Benfica (1986-1995) e da paróquia do Bom Pastor (1996-1998); coordenador da Região Pastoral Nossa Senhora de Lourdes (1988-1989); coordenador arquidiocesano da Pastoral Vocacional (1978-1984) e reitor do Seminário Arquidiocesano Santo Antônio (1989-1997). No campo acadêmico, lecionou nas disciplinas Ciências Bíblicas, Teologia e Lógica II; coordenou os cursos de Filosofia e Teologia. Em Belo Horizonte, foi professor da PUC-Minas (1986-1990). Também lecionou no mestrado em Teologia da PUC-Rio (1992, 1994 e 1995).

Ministério episcopal
Dom Walmor Oliveira de Azevedo foi nomeado bispo auxiliar de Salvador (BA) pelo Papa São João Paulo II, no dia 21 de janeiro de 1998. Sua ordenação episcopal foi no dia 10 de maio do mesmo ano. Em 2004, foi nomeado arcebispo metropolitano de Belo Horizonte (MG), iniciando o ministério em 26 de março daquele ano. Em outubro de 2008, dom Walmor foi escolhido para ser um dos quatro representantes do Brasil na XII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, realizada em Roma.

Em 1999, dom Walmor foi secretário do Regional Nordeste 3 e membro da Comissão Episcopal de Doutrina da CNBB. A mesma Comissão que, já com o nome de Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé, presidiu entre 2003 e 2011, ou seja, por dois mandatos. É membro da Congregação para a Doutrina da Fé, no Vaticano, desde 2009. O arcebispo de Belo Horizonte também exerceu a presidência do Regional Leste II da CNBB – Minas Gerais e Espírito Santo.

Em fevereiro de 2014, foi nomeado pelo Papa Francisco membro da Congregação para as Igrejas Orientais. Desde 2010, o arcebispo é referencial para os fiéis católicos de Rito Oriental residentes no Brasil e desprovidos de ordinário do próprio rito.

Com mais de 15 livros publicados, dom Walmor é membro da Academia Mineira de Letras, Cidadão Honorário de Minas Gerais e dos municípios de Caeté e Ribeirão das Neves. O novo presidente da CNBB também foi agraciado com a Comenda Dom Luciano Mendes de Almeida, da Faculdade Arquidiocesana de Mariana, e com o título de Doutor Honoris Causa, da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (2012).

FONTE
Conferência Nacional
dos Bispos do Brasil

29º VIAGEM APOSTÓLICA: o Papa Francisco está na Bulgária

mai 5, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cerimônia de boas-vindas

Cidade do Vaticano – O Papa Francisco deixou o Vaticano, na manhã deste domingo (05/5), para mais uma Viagem Apostólica do seu Pontificado, a de número 29, que o leva a dois países: a Bulgária e a Macedônia do Norte. O Santo Padre partiu do aeroporto internacional de Fiumicino às 7h10 (2h10 de Brasília) e, após menos de duas horas de viagem, chegou ao aeroporto de Sófia, capital da Bulgária.

Durante a viagem, como faz habitualmente, o Pontífice enviou telegramas aos Chefes de Estado dos países sobrevoados: Itália, Croácia, Bósnia-Herzegovina, Montenegro e Sérvia. Ao chegar ao aeroporto de Sófia, o Papa foi recebido pelo Núncio Apostólico, Dom Anselmo Guido Pecorari, pelo Primeiro Ministro, Boyko Borisov, com o qual manteve um encontro privado.

No país, diversidade vista como oportunidade e riqueza
A seguir, Francisco dirigiu-se automóvel ao Palácio Presidencial de Sófia, para uma visita de cortesia ao Presidente búlgaro, Rumen Radev, e a cerimônia de boas-vindas. Depois, diante do Palácio Presidencial, na Praça Atanas Burov, o Santo Padre manteve um encontro com as Autoridades, a Sociedade Civil, o Corpo Diplomático e representantes de várias Confissões Religiosas.

Após as palavras de boas-vindas do Presidente búlgaro ao Papa, Francisco pronunciou seu discurso expressando sua alegria por encontrar-se na Bulgária, para confirmar seus irmãos na fé e encorajá-los no seu caminho e testemunho de vida cristã. E, ao agradecer as autoridades civis e religiosas presentes, Francisco disse: “[A Bulgária] é um lugar de encontro entre múltiplas culturas e civilizações, ponte entre o leste e o sul da Europa, porta para o Oriente Médio; uma terra de antigas raízes cristãs, que favorecem o encontro seja entre a comunidade local como a internacional. Aqui, a diversidade, no respeito pelas peculiaridades específicas, é vista como uma oportunidade e uma riqueza, não como contraste”.

Verdadeiros ensinamentos das religiões promovem a paz
Neste sentido, o Papa cumprimentou, cordialmente, Sua Santidade o Patriarca Neofit, os Metropolitas e Bispos da Santo Sínodo, os fiéis da Igreja Ortodoxa, os cristãos das outras Comunidades eclesiais, os membros da Comunidade judaica e os fiéis muçulmanos. E recordou: “Reafirmo com vocês a forte convicção de que os verdadeiros ensinamentos das religiões convidam a permanecer ancorados nos valores da paz; apoiar os valores do conhecimento mútuo, da fraternidade humana e da convivência comum”.

Assim, Francisco convidou a aproveitar da hospitalidade que o povo búlgaro oferece, para que cada religião, chamada a promover harmonia e concórdia, possa contribuir para o crescimento de uma cultura e um ambiente, no respeito da pessoa humana e da sua dignidade, das civilizações e tradições diferentes rejeitando toda a violência e coação.

Visita na esteira de João Paulo II e memória de João XXIII
Neste contexto, o Pontífice explicou que a sua visita à Bulgária se realiza na esteira de São João Paulo II, que visitou o país em maio de 2002, e na memória de Dom Angelo Roncalli, futuro Papa João XXIII, que foi Delegado Apostólico em Sófia, durante quase dez anos. Sobre ele Francisco disse: “São João XXIII trabalhou com afinco para promover a colaboração fraterna entre todos os cristãos e com o Concílio Vaticano II, – por ele convocado e presidido na sua primeira fase, – deu grande impulso e incisividade ao desenvolvimento das relações ecumênicas”.

Cirilo e Metódio, “Apóstolos dos Eslavos”
Em continuação a estes acontecimentos providenciais, – recordou Francisco, – há quase cinquenta anos, uma Delegação oficial Búlgara, visita anualmente o Vaticano por ocasião da festa dos Santos Cirilo e Metódio. Sobre estes dois “Apóstolos dos Eslavos” disse: “Eles evangelizaram os povos eslavos e estiveram na origem do desenvolvimento da sua língua e cultura e, sobretudo, de abundantes e duradouros frutos de testemunho cristão e de santidade. Os Santos Cirilo e Metódio, padroeiros da Europa, continuam sendo exemplo, por mais de um milênio, e inspiradores de diálogo fecundo, harmonia e encontro fraterno entre as Igrejas, os Estados e os povos!

Na atual conjuntura histórica, trinta anos depois do fim do regime totalitário, que dificultava a liberdade e as iniciativas, – afirmou Francisco, – a Bulgária arca, hoje, com as consequências da emigração de mais de dois milhões de seus cidadãos que vão à busca de novas oportunidades de vida e de trabalho em outros países. Por outro lado, defronta-se com o fenômeno dos que fogem das guerras, dos conflitos ou da miséria, em busca de uma vida melhor no rico Continente europeu.

Não fehcar os olhos aos que batem à porta
Por fim, o Santo Padre encorajou os governantes da Bulgária a continuarem a criar condições para que, sobretudo os jovens, não sejam obrigados a emigrar. Por isso, fez-lhes um apelo “a não fechar os olhos, o coração e as mãos aos que batem à sua porta”. E concluiu seu discurso com a exortação: “Este país sempre se distinguiu como ponte entre Oriente e Ocidente, favorecendo o encontro entre diferentes culturas, etnias, civilizações e religiões, que há séculos vivem em paz aqui. Esta terra fértil pelo trabalho humilde de tantas gerações e aberta aos intercâmbios culturais e comerciais, integrada à União Europeia e com sólidos laços com a Rússia e a Turquia – possa oferecer aos seus filhos um futuro de esperança! Que Deus abençoe a Bulgária e a mantenha sempre pacífica, acolhedora, próspera e feliz!”

FONTE
Manoel Tavares
Vatican News

Papa recorda aniversário de aproximação entre as Coréias

abr 27, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cidade do Vaticano – O Santo Padre enviou uma vídeo-mensagem por ocasião do primeiro aniversário da Declaração de Paz de Panmunjom, aldeia entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul. Em sua Mensagem, o Papa diz, textualmente: “Queridos amigos, é com alegria que lhes envio minha cordial saudação por ocasião do primeiro aniversário da Declaração de Panmunjom pela paz, prosperidade e unificação da Península Coreana. Que esta celebração possa oferecer a todos a esperança de que um futuro, baseado na unidade, no diálogo e na solidariedade fraterna, seja realmente possível. Mediante esforços pacientes e perseverantes, a busca de harmonia e concórdia pode superar a divisão e a contraposição.

Rezo para que este aniversário da Declaração de Panmunjom possa contribuir para uma nova era de paz para todos os Coreanos. A Declaração de Panmunjom para a Paz, a Prosperidade e a Unificação da Península Coreana, assinada pelos líderes das duas Coreias, afirma que na península coreana não haverá mais guerra e que tem início uma nova época. E a primeira medida prática adotada, foi o fim de todas as atividades hostis entre os dois países, o que incluiu a transmissão de propaganda na Zona Desmilitarizada a partir de 1º de maio.

Papa rezou pelo encontro em 2018
A Santa Sé acompanha, apoia e encoraja toda iniciativa útil e sincera para construir um futuro melhor, no signo do encontro e da amizade entre os povos”,  havia dito o Papa Francisco ao final da catequese da Audiência Geral de 25 de maio de 2018. “A todos que têm responsabilidades políticas diretas – acrescentou – peço que tenham a coragem da esperança, fazendo-se ‘artífices’ da paz, enquanto os exorto a prosseguir com confiança o caminho empreendido pelo bem de todos. Antes de rezar um Pai Nosso e uma Ave Maria com os fiéis presentes na Praça São Pedro, o Pontífice havia feito votos de que o encontro de cúpula fosse uma ocasião propícia para iniciar um diálogo transparente e um percurso concreto de reconciliação e de fraternidade, a fim de garantir a paz na Península Coreana e no mundo inteiro.

FONTE 
Manoel Tavares 
Vatican News

Urbe et Orbi | Papa Francisco: a mensagem “da cidade para o Mundo”

abr 21, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano - Cristo Ressuscitou! Aleluia! O alegre anúncio da ressurreição do Senhor dado na Vigília Pascal no Sábado  Santo, voltou a ecoar neste Domingo de Páscoa na Praça São Pedro, na Missa presidida pelo Papa Francisco, na presença de milhares de fiéis, provenientes de todas partes do mundo. Sem o azul do céu, visto o tempo encoberto na capital italiana, e com uma temperatura de 19º C, quem conferiu o colorido ao cenário da celebração foram as milhares de flores doadas pela Holanda, dispostas artisticamente, numa tradição que completou 33 anos este ano. O Santo Padre não pronunciou homilia, reservando suas palavras para a Mensagem Urbe et Orbi, transmitida da Sacada Central da Basílica de São Pedro, como comumente acontece após a celebração da Missa da Páscoa e do Natal.

Queridos irmãos e irmãs, feliz Páscoa!

Hoje, a Igreja renova o anúncio dos primeiros discípulos: «Jesus ressuscitou!» E de boca em boca, de coração a coração, ecoa o convite ao louvor: «Aleluia!… Aleluia!»”, disse o Papa ao iniciar sua mensagem, recordando a recente Exortação Apostólica dedicada particularmente aos jovens, Chistus vivit. Cristo vive: “é Ele a nossa esperança e a mais bela juventude deste mundo! Tudo o que toca torna-se jovem, fica novo, enche-se de vida. A Ressurreição de Cristo – continuou Francisco – é princípio de vida nova para todo o homem e toda a mulher, porque a verdadeira renovação parte sempre do coração, da consciência.  Mas a Páscoa é também o início do mundo novo, libertado da escravidão do pecado e da morte: o mundo finalmente aberto ao Reino de Deus, Reino de amor, paz e fraternidade”.

Síria
Cristo vive e permanece conosco!” E foi pela Síria – “vítima dum conflito sem fim que corre o risco de nos encontrar cada vez mais resignados e até indiferentes” – que o Papa começou a elencar aqueles “que estão na provação, no sofrimento e no luto. É hora de renovar os esforços por uma solução política que dê resposta às justas aspirações de liberdade, paz e justiça, enfrente a crise humanitária e favoreça o retorno em segurança dos deslocados, bem como daqueles que se refugiaram nos países vizinhos, especialmente no Líbano e Jordânia”.

Oriente Médio
Aos cristãos no Oriente Médio – região dilacerada “por divisões e tensões contínuas” – o Papa exorta a não deixarem de testemunhar “com paciente perseverança, o Senhor ressuscitado e a vitória da vida sobre a morte.” E seu olhar se volta em modo particular “para o povo do Iêmen, especialmente para as crianças definhando pela fome e a guerra”, mas também aos governantes e povos da região, “a começar pelos israelenses e palestinos”, para aliviarem as tantas aflições e a buscarem um futuro de paz e estabilidade.

Líbia
O Pontífice pede que “as armas cessem de ensanguentar a Líbia”, exortando “as partes interessadas a optar pelo diálogo em vez da opressão, evitando que se reabram as feridas duma década de conflitos e instabilidade política”.

Continente africano
Tensões sociais, conflitos e, por vezes, extremismos violentos que deixam atrás de si insegurança, destruição e morte, especialmente no Burkina Faso, Mali, Níger, Nigéria e Camarões”, recordou Francisco, ao pedir a paz do Senhor ao seu ”amado continente africano”. E não esqueceu do Sudão que atravessa incertezas políticas, pedindo o esforço de todos, a fim de “permitir ao país encontrar a liberdade, o desenvolvimento e o bem-estar, a que há muito aspira”.

Ao Sudão do Sul, o Papa fez voto que “se abra uma nova página da história do país, na qual todos os componentes políticos, sociais e religiosos se empenhem ativamente em prol do bem comum e da reconciliação da nação”, também recordando o retiro feito há poucos dias pelos líderes do país no Vaticano.

Ucrânia
O Santo Padre pediu que “o Senhor encoraje as iniciativas humanitárias e as iniciativas destinadas a buscar uma paz duradoura”, especialmente nas regiões orientais do país que continuam a sofrer com o conflito que persiste.

Continente americano
Para o continente americano, o Pontífice argentino pediu “que a alegria da Ressurreição encha os corações de quem sofre as consequências de difíceis situações políticas e econômicas, no continente americano”. Em particular, recordou da Venezuela, onde há “tanta gente sem as condições mínimas para levar uma vida digna e segura, por causa duma crise que perdura e se agrava”.

Que o Senhor – foi seu pedido – conceda a quantos têm responsabilidades políticas, trabalhar para pôr fim às injustiças sociais, abusos e violências e realizar passos concretos que permitam sanar as divisões e oferecer à população a ajuda de que necessita”. Para a Nicarágua, o Papa pediu que “o Senhor ressuscitado oriente com a sua luz os esforços que estão a ser feitos”, para que se encontre “o mais rápido possível, uma solução pacífica e negociada em benefício de todos os nicaraguenses”.

Construtores de pontes e não de muros
Perante os inúmeros sofrimentos do nosso tempo – disse o Papa quase na conclusão na mensagem –  o Senhor da vida não nos encontre frios e indiferentes. Faça de nós construtores de pontes, não de muros. Ele, que nos dá a paz, faça cessar o fragor das armas, tanto nos contextos de guerra como nas nossas cidades, e inspire os líderes das nações a trabalhar para acabar com a corrida aos armamentos e com a difusão preocupante das armas, de modo especial nos países mais avançados economicamente. O Ressuscitado, que escancarou as portas do sepulcro, abra os nossos corações às necessidades dos indigentes, indefesos, pobres, desempregados, marginalizados, de quem bate à nossa porta à procura de pão, dum abrigo e do reconhecimento da sua dignidade”.

Ao final, fez a todos as felicitações de uma Feliz Páscoa: “Queridos irmãos e irmãs, Cristo vive! Ele é esperança e juventude para cada um de nós e para o mundo inteiro. Deixemo-nos renovar por Ele! Feliz Páscoa!

FONTE 
Jackson Erpen  
Vatican News 

ANGELUS > “Cristo não veio ao mundo para julgar e condenar, mas para salvar e oferecer às pessoas uma nova vida”, disse o Papa

abr 7, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Cidade do Vaticano – Abandonar as pedras da difamação e do julgamento, converter-se e recomeçar uma nova vida: esta foi a mensagem que o Papa transmitiu aos fiéis ao rezar com eles, na Praça S. Pedro, o Angelus dominical. Antes da oração mariana, Francisco comentou a liturgia deste quinto domingo da Quaresma, que apresenta o episódio da mulher adúltera. Nele, explicou o Papa, se contrapõem duas atitudes: a dos escribas e dos fariseus de um lado e, de outro, a de Jesus. O episódio narra o Mestre ensinando no templo, quando os escribas e os fariseus levam até ele uma mulher surpreendida em adultério; colocam-na no meio e perguntam a Jesus se lapidá-la, assim como prescreve a Lei de Moisés. “Os interlocutores de Jesus estão presos nas amarras do legalismo e querem prender o Filho de Deus em sua perspectiva de juízo e condenação”, refletiu Francisco. “Mas Cristo não veio ao mundo para julgar e condenar, mas para salvar e oferecer às pessoas uma nova vida.

Atire a primeira pedra
Jesus reage, antes de tudo, permanecendo um pouco em silêncio e inclinando-se para escrever algo no chão e depois diz: “Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra. Deste modo, Jesus faz apelo à consciência daqueles homens: eles se sentiam ‘paladinos da justiça’, mas Ele os chama à consciência de sua condição de homens pecadores, pela qual não podem atribuir-se o direito de vida ou de morte sobre um seu semelhante.”

Os homens abandonam o local um a um e renunciam à lapidação da mulher. Para Francisco, esta cena convida cada um de nós a se conscientizar de que somos pecadores e a deixar cair de nossas mãos as pedras da difamação e da condenação que, às vezes, gostaríamos de lançar contra os outros. “Quando falamos mal dos outros, lançamos pedras, somos como eles.

VIAGEM DO PAPA AO MARROCOS: frutos do diálogo

abr 2, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa Francisco e o arcebispo de Rabat, dom Cristobal Lopez Romero

Rabat - Palavras e gestos que permanecem e dão fruto. O Papa Francisco partiu do Marrocos e logo o Arcebispo de Rabat, dom Cristobal Lopez Romero, concedeu uma entrevista ao Vatican News em seu simples e movimentado escritório, situado atrás da catedral. “Estou muito feliz e agradecido a Deus. Com o que foi dito pelo Rei Mohammed VI e o Papa podemos dar um passo adiante, da coexistência e tolerância, que o rei na esplanada reconheceu que não são mais suficientes, para a amizade, para construir juntos a fraternidade universal, partindo daqui, do Marrocos.

Sobre o proselitismo, abordado pelo Papa na catedral, o arcebispo sublinhou: “Não nos interessa, não queremos aumentar os clientes da Igreja, mas que cresça o Reino de Deus, cresça a paz, o respeito pela vida, o amor e a verdade. Trabalhamos juntos com os muçulmanos por um mundo novo, misericordioso.

Dom Lopez Romero: Estou muito feliz, estou muito agradecido a Deus por esta graça que caiu sobre a nossa Igreja no Marrocos. Sou muito grato a todos aqueles que tornaram possível esta visita. Penso que existem dois aspectos pelos quais é preciso agradecer. O primeiro é a participação e o envolvimento de todos: Sua Majestade o Rei, as autoridades marroquinas, a comunidade cristã e o povo marroquino. Todos participaram com grande entusiasmo e alegria. O segundo aspecto são a profundidade e a qualidade das mensagens: seja os quatro discursos do Papa seja a mensagem do Rei na Esplanada de Tour Hassan, digna de ser estudada e aplicada. São mensagens válidas não somente para o Marrocos, mas para o mundo inteiro e para a Igreja universal.

Quais frutos vocês esperam agora concretamente nos setores um pouco mais delicados, como o diálogo com os muçulmanos, mas também a vida dos migrantes e a vida da Igreja?

Dom Lopez Romero: Iniciamos com o diálogo inter-religioso, islâmico-cristão: acreditamos que com o que foi dito pelo Rei e o Papa, podemos dar um passo adiante. Até agora, se falava muito de “coexistência” e “tolerância”, mas o rei disse que a tolerância “não basta”. Eu já tinha dito isso, ou seja, que devemos passar para a amizade, para o conhecimento mútuo, para o enriquecimento recíproco e trabalhar juntos: construir juntos a fraternidade universal, começando por nós. Devemos dar um passo adiante no diálogo islâmico-cristão. Não sei se saberemos fazê-lo, mas é o nosso trabalho a partir desse momento. Em relação aos migrantes, continuamos na mesma linha, pois o Papa nos reiterou os quatro verbos que conhecemos: acolher, proteger, promover e integrar. Devemos estudar como ir adiante nesse caminho. Falando da Europa e do mundo inteiro: é preciso mudar o mundo! Essa situação de pessoas que migram em condições desumanas, não se resolve simplesmente com medidas policiais ou administrativas. É preciso abrir os corações, é necessário abrir as portas depois de abrir os corações. É preciso mudar as leis do comércio internacional, o sistema econômico, a fim de que cada um possa permanecer no próprio país e não ser obrigado a deixar sua nação por causa da guerra ou por razões econômicas. Migrar é um direito, mas deve ser feito de maneira ordenada e respeitosa dos direitos humanos.

Além do problema dos migrantes, o Papa fez referência também às dificuldades enfrentadas pelos pobres do Marrocos. Sobre isso pode aumentar a cultura da misericórdia que não olha o outro com indiferença, como disse na missa? Esse pode ser também um caminho comum com os muçulmanos?

Dom Lopez Romero: Obviamente! É um caminho comum já neste momento. Trabalhamos pela educação, saúde pública, promoção da mulher, todos juntos, muçulmanos e cristãos, e isso deve continuar. Mas a misericórdia não é um fim em si mesma: é o caminho para viver como irmãos e irmãs. Este é o ideal: todo ser humano é meu irmão, devemos reiterá-lo pois vem de longe, mas não acreditamos muito, não colocamos em prática. Todo ser humano é meu irmão. A minha casa é o mundo. A minha família é a humanidade. São slogans, mas slogans que nos levam em direção à utopia de uma fraternidade ou irmandade, como deseja o Papa.

Último tema: o proselitismo. O Papa falou sobre esse tema hoje na catedral, no encontro com os religiosos e o clero, mas existe ainda medo do proselitismo dos cristãos, dos católicos, no mundo muçulmano…

Dom Lopez Romero: Existem cristãos que não entendem esse aspecto: a Igreja não quer fazer proselitismo. Bento XVI dizia: “ A Igreja cresce não pelo proselitismo, mas pela atração, pelo testemunho”. Por isso, estamos tranquilos aqui no Marrocos, onde o proselitismo é proibido, pois não queremos fazer proselitismo. O nosso objetivo não é “aumentar os clientes da Igreja”: o nosso objetivo é o Reino de Deus, que a paz cresça, que haja mais fraternidade, respeito pela vida, mais amor, mais verdade. Então, o Reino de Deus já está presente, mas deve crescer muito. Os muçulmanos não falam do Reino de Deus, é uma categoria cristã, mas trabalhamos juntos por um mundo novo, misericordioso, onde a misericórdia seja a base das relações humanas. Isso dará a possibilidade de viver em fraternidade. Penso que um dia o Marrocos descobrirá também que os cristãos, pelo menos nós católicos, não temos esse objetivo, penso que eles já descobriram isso, pois nos respeitam muito, nos estimam e nos ajudam quando precisamos.

FONTE 
Alessandro Di Bussolo
Vatican News

Papa no Marrocos: a importância do diálogo

mar 31, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

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Na manhã deste domingo (31), segundo dia da visita do Papa Francisco ao Marrocos, o Pontífice foi à Catedral de Rabat, sede da Arquidiocese local para encontrar o clero, as religiosas e os religiosos e o Conselho Ecumênico de Igrejas. No local, depois de um breve testemunho de um sacerdote e uma religiosa seguido pela saudação de dois religiosos idosos, o Santo Padre iniciou o seu discurso aos presentes recordando que os cristãos “são em reduzido número, neste país”, e que na sua opinião isso não é um problema, embora reconheça que às vezes, para alguns, se possa tornar difícil viver.

Fermento da mãe Igreja
Pensando nessa situação o Santo Padre disse: “A que é semelhante um cristão nestas terras? Com que posso compará-lo? É semelhante a um pouco de fermento que a mãe Igreja quer misturar com uma grande quantidade de farinha, até que toda a massa se levede. De fato, Jesus não nos escolheu nem enviou para que nos tornássemos os mais numerosos! Chamou-nos para uma missão. A nossa missão” continuou o Papa, “não é determinada pela quantidade de espaços que se ocupa, mas pela capacidade de gerar e suscitar mudança, encanto e compaixão, pelo modo como nós vivemos no meio das pessoas”.

Em seguida advertiu: Os caminhos da missão não passam através do proselitismo, que leva sempre a um beco sem saída, mas pelo nosso modo de estar com Jesus e com os outros. Por conseguinte o problema não está no fato de ser pouco numerosos, mas de ser insignificantes, tornar-se sal que já não tem o sabor do Evangelho, ou uma luz que já nada ilumina”. O Papa recordou que “não podemos pensar que só seremos significativos se constituirmos a massa e ocuparmos todos os espaços”, porque a vida depende “da capacidade que temos de ‘levedar’ onde e com quem nos encontrarmos. Portanto, ser cristão não é aderir a uma doutrina, a um templo, ou a um grupo étnico; ser cristão é um encontro. Somos cristãos, porque Alguém nos amou e veio ao nosso encontro, e não por resultados do proselitismo”.

Diálogo de salvação
Cientes do contexto que sois chamados a viver”, continuou o Papa “a Igreja deve entrar em diálogo com o mundo em que vive. A Igreja faz-se palavra, faz-se mensagem, faz-se diálogo”, e entrar em diálogo “por fidelidade ao seu Senhor e Mestre, que desde o princípio, movido pelo amor, quis entrar em diálogo como amigo e convidar-vos a participar da sua amizade”, “um diálogo de salvação e amizade do qual somos os primeiros beneficiários”.

Recordando aos presentes a realidade em que vivem o Papa continuou dizendo que “nestas terras, o cristãos aprendem a ser sacramento vivo do diálogo que Deus deseja estabelecer com cada homem e mulher”, a ser feito sempre com amor “diligente e desinteressado, sem cálculos nem limites, no respeito pela liberdade das pessoas”. Deste modo, quando a Igreja “dialoga com o mundo e se faz diálogo, participa no advento da fraternidade, que tem a sua fonte profunda, não em nós, mas na Paternidade de DeusEnquanto pessoas consagradas“, afirma o Papa, “somos convidados a viver este diálogo de salvação, antes de mais nada, como intercessão pelo povo que nos foi confiadoO consagrado, o sacerdote – continuou – traz ao altar, na sua oração, a vida dos seus conterrâneos mantendo viva, como se fosse uma pequena brecha naquela terra, a força vivificante do Espírito Santo”.

Francisco recordou que se trata de um diálogo que se torna oração e que podemos concretizar todos os dias em nome da fraternidade humana. “Uma oração que não discrimina, não separa nem marginaliza, mas faz-se eco da vida do próximo; oração de intercessão, que é capaz de dizer ao Pai: ‘venha a nós o vosso reino’. Não com a violência, não com o ódio, nem com a supremacia étnica, religiosa e econômica, mas com a força da compaixão espargida para todos os homens na Cruz”.

Semear futuro e esperança
Agradecendo a Deus pelo trabalho de todos os presentes pelo diálogo, colaboração e amizade usados como instrumentos para semear futuro e esperança, o Papa disse que com isso é possível desmascarar e “pôr a descoberto todas as tentativas de usar as diferenças e a ignorância para semear medo, ódio e conflito. Porque sabemos que o medo e o ódio, alimentados e manipulados, desestabilizam e deixam espiritualmente indefesas as nossas comunidades”.

Em seguida Francisco pediu a todos para que continuem a estar próximos “daqueles que muitas vezes são deixados para trás, dos humildes e dos pobres, dos prisioneiros e dos migrantes. Que a vossa caridade se faça sempre ativa, tornando-se assim uma via de comunhão entre os cristãos de todas as confissões presentes no Marrocos: o ecumenismo da caridade”.

Angelus
No final do encontro o Santo Padre rezou a oração do Angelus com os presentes, pedindo a proteção da Virgem Maria.

FONTE
Vatican News

Papa Francisco irá a Moçambique, Madagascar e Maurício

mar 27, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Logotipo da Viagem Apostólica a Moçambique

Cidade do Vaticano - Foi publicada na manhã desta quarta-feira (27/03) a Declaração do diretor interino da Sala de Imprensa da Santa Sé, Alessandro Gisotti, comunicando que o Santo Padre fará uma Viagem Apostólica a três países, dois da África e Madagascar, em setembro deste ano. “Acolhendo o convite dos respectivos presidentes e dos Bispos, Sua Santidade Papa Francisco realizará uma Viagem Apostólica a Moçambique, Madagascar e Maurício de 4 a 10 de setembro de 2019, visitando as cidades de Maputo em Moçambique, Antananarivo em Madagascar e Port Louis em Maurício. O programa da viagem será publicado oportunamente”.

Entenda o Lema e o Logo utilizado na viagem do Papa Francisco
Madagáscar é representada pela palmeira do viajante, “Ravinala” e a árvore do baobá. Terra de discípulos missionários e testemunhas da fé em Jesus Cristo até ao martírio, no qual os Santos são uma alta expressão. Eles podem ser vistos no logo, visitado pelo Papa Francisco, semeador de paz e esperança. A Paz e Esperança, são marcos para que os malgaxes sejam os arquitetos de um país baseado no autentico desenvolvimento e bem-estar espiritual e social.

Imagem
Mapa de Moçambique: O Papa visita a nação moçambicana e a Igreja Católica em Moçambique.
Fotografia do Papa Francisco: uma imagem mais expressiva e voltada para o mapa, na expressão do amor que tem para com Moçambique e Pastor da Igreja de Cristo.
Pomba: simbolizando a paz que é muito necessária para Moçambique, pois se encontra a viver o momento de trégua do recente conflito militar e há situações de ataques a civis no Norte do país.
Duas mãos: simbolizam o acolhimento de Moçambique ao Papa e também da mensagem de “Esperança, Paz e Reconciliação”, que ele traz para o povo de Moçambique.

Cores
As cinco cores da Bandeira de Moçambique: ladeando o mapa e uma faixa que sai da parte de baixo;
Verde: que está na mão e na inscrição exprime a esperança pelos melhores tempos para o povo moçambicano;
Vermelho: que está na mão e na inscrição exprime a necessidade da reconciliação entre o povo moçambicano;
Branca: exprime a paz, a religiosidade do povo moçambicano, a verdade e santidade do Sumo Pontífice;
Amarelo: a cor do Vaticano

FONTE
Vatican News

ANGELUS > Santo Padre indica a urgência da conversão

mar 24, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa no Angelus

Cidade do Vaticano - “A possibilidade da conversão não é ilimitada; por isso é preciso aproveitar logo; do contrário ela se perderia para sempre. Podemos confiar muito na misericórdia de Deus, mas sem abusar dela. Não devemos justificar a preguiça espiritual, mas aumentar nosso esforço a corresponder prontamente a essa misericórdia com coração sincero.”  Foi o que disse o Papa Francisco ao meio-dia deste domingo (24/03) no Angelus rezado com milhares de fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro para a oração mariana com o Santo Padre. Na alocução que precedeu a oração, Francisco comentou a página do Evangelho deste terceiro domingo da Quaresma (Lc 13,1-9), que nos fala da misericórdia de Deus e da nossa conversão.

Parábola da figueira estéril
A página do Evangelho nos traz nos versículos 6 a 9 a seguinte parábola contada por Jesus: “Um homem tinha uma figueira plantada em sua vinha. Veio a ela procurar frutos, mas não encontrou. Então disse ao vinhateiro: ‘Há três anos que venho buscar frutos nesta figueira e não encontro. Corta-a; por que há de tornar a terra infrutífera? Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, deixa-a ainda este ano para que eu cave ao redor e coloque adubo. Depois, talvez, dê frutos… Caso contrário, tu a cortarás’”. O dono da figueira representa Deus Pai e o vinhateiro é imagem de Jesus, já o figo é símbolo da humanidade indiferente e árida, disse o Papa, acrescentando que “Jesus intercede ao Pai em favor da humanidade – e o faz sempre – e pede que espere e Lhe dê mais tempo, para que nela possam germinar os frutos do amor e da justiça”.

Uma existência estéril, incapaz de doação, de fazer o bem Francisco explicou que a figueira que o dono na parábola quer extirpar representa uma existência estéril, incapaz de doação, incapaz de fazer o bem. “É símbolo de quem vive para si mesmo, saciado e tranquilo, aconchegado em suas comodidades, incapaz de voltar o olhar e o coração para aqueles estão a seu lado e se encontram em condição de sofrimento, em condição de pobreza, de dificuldade.”

Amor que se contrapõe ao egoísmo e esterilidade espiritual
O Santo Padre disse ainda que esta atitude de egoísmo e de esterilidade espiritual é contraposta pelo grande amor do vinhateiro pela figueira: tem paciência, sabe esperar, lhe dedica seu tempo e seu trabalho. Esta similitude do vinhateiro manifesta a misericórdia de Deus, que nos deixa um tempo para a conversão. “Apesar da esterilidade, que por vezes marca a nossa existência, Deus tem paciência e nos oferece a possibilidade de mudar e de progredir no caminho do bem. Mas o prazo implorado e concedido à espera que a árvore finalmente frutifique, indica também a urgência da conversão”.

Quaresma, tempo de conversão
Nós podemos pensar nesta Quaresma: o que devo fazer para aproximar-me mais do Senhor, para converter-me, para eliminar aquelas coisas que não são boas? “Não, não… esperarei a próxima Quaresma…” Mas vocês estará vivo na próxima Quaresma? Cada um de nós pense hoje: o que devo fazer diante dessa misericórdia de Deus que me espera e que sempre perdoa. O que devo fazer? – interpelou o Pontífice. “Na Quaresma, o Senhor nos convida à conversão”, disse ainda Francisco, acrescentando: Francisco pediu à Virgem Maria que nos ajude a viver estes dias de preparação para a Páscoa como um tempo de renovação espiritual e de confiante abertura à graça de Deus e à suas misericórdia.

Novo Beato Mariano: o primado da caridade e do perdão
O Papa lembrou ainda, após a oração mariana, que este sábado (23/03) foi beatificado em Tarragona, na Espanha, Mariano Mullerat y Soldevia, pai de família e médico, que cuidou dos sofrimentos físicos e morais dos irmãos, testemunhando com a vida e com o martírio o primado da caridade e o primado do perdão.

Dia em memória dos missionários mártires
Ressaltou também a celebração, neste domingo, do Dia em memória dos missionários mártires. “Recordar este calvário contemporâneo de irmãos e irmãs perseguidos ou assassinados por causa da sua fé em Jesus é para toda a Igreja um dever de gratidão, mas também um estímulo a testemunhar com coragem a nossa fé e a nossa esperança n’Aquele que na Cruz venceu para sempre o ódio e a violência com o seu amor”, frisou o Santo Padre.

Visita a Loreto
Francisco destacou, por fim, que esta segunda-feira (25/03), Festa da Anunciação do Senhor, irá a Loreto, à Casa da Virgem. “Escolhi este lugar para a assinatura da Exortação Apostólica dedicada aos jovens. Peço a oração de vocês a fim de que o sim de Maria se torne o sim de muitos de nós”, concluiu.

FONTE
Raimundo de Lima
Vatican News

Nova Zelândia: Papa manifesta solidariedade à comunidade muçulmana

mar 15, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Uma das mesquitas em Christchurch onde ocorreu o ataque

Cidade do Vaticano - O Papa Francisco ficou “profundamente entristecido” com a notícia do ataque a tiros contra duas mesquitas na cidade de Christchurch,  na Nova Zelândia, nesta sexta-feira (15/03), em que 49 pessoas morreram e 48 ficaram feridas, das quais 12 em estado grave. No telegrama, assinado pelo secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, Francisco assegura a todos os neozelandeses, em particular à comunidade muçulmana, “sua solidariedade sincera. Consciente dos esforços das forças de segurança e da emergência  nesta situação difícil”, o Papa reza pela cura dos feridos, pelo consolo daqueles que sofrem a perda de seus entes queridos e por todos aqueles que foram atingidos por essa tragédia, confiando os que morreram à misericórdia do Deus Onipotente. Por fim, o Papa invoca ao Senhor conforto e força sobre a Nova Zelândia.

Os ataques foram definidos pela primeira-ministra neozelandesa, Jacinda Arden, como “o dia mais triste da história do país”. Forte a condenação dos atentados também no âmbito internacional. Os dois ataques foram perpetrados por um único comando formado por quatro pessoas armadas com metralhadoras. Quatro suspeitos foram presos. Um atirador entrou na primeira mesquita de Al Noor onde havia 300 fiéis. Matou algumas pessoas e depois saiu para pegar mais munições em seu carro e continuou atirando contra os fiéis. Depois, o ataque na segunda mesquita. O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, disse que um dos assassinos é um australiano de extrema direita. Trata-se de Brenton Tarrant.

A Polícia encontrou explosivos nos carros e pediu para não compartilhar o vídeo do ataque postado no Facebook. A empresa está trabalhando para remover as versões. Um dos agressores gravou tudo e se definiu numa postagem como supremacista branco que decidiu atacar a Nova Zelândia para mostrar que também nas áreas mais remotas do mundo existem imigrações em massa.

Oração e solidariedade dos bispos católicos
Logo depois dos dois ataques, os bispos católicos da Nova Zelândia enviaram uma mensagem “aos queridos membros da comunidade muçulmana” neozelandesa de Christchurch, manifestando sua solidariedade diante dessa violência e assegurando suas orações. “Estamos conscientes das boas relações que temos com os muçulmanos nessa terra e estamos abalados pelo fato que tenha acontecido num lugar e num momento de oração. Estamos profundamente tristes pelas pessoas mortas e feridas, e os nossos corações se voltam para eles, suas famílias e a comunidade em geral. Paz, Salaam.

Documento sobre a fraternidade humana
No recente documento sobre a fraternidade humana, assinado há pouco mais de um mês nos Emirados Árabes Unidos pelo Papa e o Grão Imame de Al-Azhar, destaca-se a importância “do despertar do sentido religioso” especialmente nos jovens “a fim de enfrentar as  tendências individualistas, egoístas e conflituosas, o radicalismo e fundamentalismo em todas as suas formas e manifestações”. Evidencia-se também que “a proteção dos lugares de culto, templos, igrejas e mesquitas, é um dever garantido pelas religiões, pelos valores humanos, pelas leis e convenções internacionais”.

FONTE
Vatican News

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