Exibindo artigos em "Notícias"

Domingo da Palavra de Deus: a reflexão do Papa Francisco

jan 26, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa Francisco celebra Missa na Casa Santa Marta

Cidade do Vaticano – Pela primeira vez a Igreja celebrou o Domingo da Palavra de Deus dedicado ao estudo e à difusão do Evangelho. Esse dia é celebrado sempre no III Domingo do Tempo Comum, desde a instituição do Papa em setembro de 2019, para fortalecer e recuperar a identidade cristã, através da familiaridade com a Bíblia.

Na homilia deste domingo (26), na Basílica de São Pedro, Francisco se inspirou nas leituras do dia para voltar às origens da pregação de Jesus, que relata como, onde e a quem começou a pregar.

“1.    Como iniciou? Com uma frase muito simples: “Convertei-vos, porque está próximo o Reino do Céu” (4, 17). Esta é a base de todos os seus discursos: dizer-nos que o Reino do Céu está próximo. E que significa isto? Por Reino do Céu, entende-se o reino de Deus, ou o seu modo de reinar, de situar-se relativamente a nós. Ora Jesus diz-nos que o Reino do Céu está próximo, que Deus está próximo. Aqui está a novidade, a primeira mensagem: Deus não está longe, Aquele que habita nos céus desceu à terra, fez-Se homem. Removeu as barreiras, eliminou as distâncias. Não é mérito nosso: Ele desceu, veio ao nosso encontro.

É uma mensagem de alegria: Deus veio pessoalmente visitar-nos, fazendo-Se homem. Não tomou a nossa condição humana por um sentido de dever, mas por amor. Amorosamente tomou a nossa humanidade, porque toma-se aquilo que se ama. E Deus tomou a nossa humanidade, porque nos ama e, gratuitamente, quer-nos dar a salvação que, sozinhos, não poderíamos obter. Deseja estar connosco, dar-nos o encanto de viver, a paz do coração, a alegria de ser perdoados e nos sentirmos amados.

Deste modo compreendemos o convite que nos dirigiu Jesus: “convertei-vos», isto é, “mudai de vida”. Mudai de vida, porque começou um modo novo de viver: acabou o tempo de viver para si mesmo, começou o tempo de viver com Deus e para Deus, com os outros e para os outros, com amor e por amor. Hoje Jesus repete o mesmo a ti: «Coragem, estou próximo de ti, dá-Me espaço e a tua vida mudará!» É para isto que o Senhor te dá a sua Palavra: para que a recebas como a carta de amor que escreveu para ti, para fazer-te sentir que Ele está junto de ti. A sua Palavra consola-nos e encoraja-nos; ao mesmo tempo provoca a conversão, nos desperta, liberta-nos da paralisia do egoísmo. Pois a sua Palavra tem este poder: o poder de mudar a vida, de fazer passar da escuridão à luz. Essa é a força da sua Palavra.

2.    Se observarmos onde Jesus começou a pregar, descobrimos que o fez precisamente a partir das regiões então consideradas «tenebrosas». De facto, a primeira Leitura e o Evangelho falam-nos daqueles que jaziam «na sombria região da morte»: são os habitantes da «terra de Zabulão e Neftali, caminho do mar, região de além do Jordão, Galileia dos gentios» (Mt 4, 15-16; cf. Is 8, 23 – 9, 1). Galileia dos gentios: assim se chamava a região onde Jesus começou a pregar, porque estava habitada por pessoas muito diferentes entre si formando uma verdadeira amálgama de povos, línguas e culturas. De facto, era o caminho do mar, que constituía uma encruzilhada. Lá viviam pescadores, comerciantes e estrangeiros: não era de certeza o lugar onde se encontrava o povo eleito na sua pureza religiosa melhor. E, no entanto, Jesus começou de lá: não do átrio do templo de Jerusalém, mas do lado oposto do país, da Galileia dos gentios, dum local de fronteira, duma periferia.

Disto mesmo podemos tirar uma lição: a Palavra que salva não procura lugares refinados, esterilizados, seguros. Vem à complicação dos nossos dias, às nossas obscuridades. Hoje, como então, Deus deseja visitar aqueles lugares, onde se pensa que lá Ele não vai. Quantas vezes, porém, somos nós que fechamos a porta, preferindo manter escondidas as nossas confusões, opacidades e duplicidades. Ocultamo-las dentro de nós, enquanto vamos encontrar o Senhor com qualquer oração formal, tendo cuidado para que a sua verdade não nos abale intimamente. E essa é uma hipocrisia oculta. Mas Jesus – como diz o Evangelho de hoje – «começou a percorrer toda a Galileia, (…) proclamando o Evangelho do Reino e curando entre o povo todas as doenças e enfermidades» (4, 23): atravessava toda aquela região multiforme e complexa. De igual modo, não tem medo de explorar os nossos corações, os nossos lugares mais rudes e difíceis. Jesus sabe que apenas o seu perdão nos cura, apenas a sua presença nos transforma, apenas a sua Palavra nos renova. A Ele que percorreu o caminho do mar, abramos os nossos caminhos mais tortuosos: deixemos entrar em nós a sua Palavra, que é «viva, eficaz e mais afiada que uma espada de dois gumes; (…) discerne os sentimentos e intenções do coração» (Heb 4, 12).

3.    Por fim, a quem começou Jesus a falar? Narra o Evangelho que Ele, «caminhando ao longo do mar da Galileia, viu dois irmãos (…) que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores. Disse-lhes: “Vinde comigo e Eu farei de vós pescadores de homens”» (Mt 4, 18-19). Os primeiros destinatários da chamada foram pescadores: não pessoas atentamente selecionadas com base nas suas capacidades, nem homens piedosos que estavam no templo a rezar, mas gente comum que trabalhava. Pessoas normais, que trabalhavam.

Notemos o que lhes diz Jesus: farei de vós pescadores de homens. Fala a pescadores e usa uma linguagem que eles compreendem. Atrai-os a partir da sua vida: chama-os onde estão e como são, para os envolver na própria missão d’Ele. «E eles deixaram as redes imediatamente e seguiram-No» (4, 20). Porquê imediatamente? Simplesmente porque se sentiram atraídos. Não aparecem despachados e prontos por ter recebido uma ordem, mas porque foram atraídos pelo amor. Para seguir a Jesus, não bastam os bons propósitos; é preciso ouvir dia a dia a sua chamada. Só Ele, que nos conhece e ama profundamente, leva a fazer-nos ao largo no mar da vida, como fez com os discípulos que O escutaram.

Por isso, precisamos da sua Palavra: precisamos de escutar, no meio das infindas palavras de cada dia, a única Palavra que não nos fala de coisas, mas de vida.

Queridos irmãos e irmãs, demos espaço à Palavra de Deus! Leiamos diariamente qualquer versículo da Bíblia. Comecemos pelo Evangelho: mantenhamo-lo aberto na cômoda de casa, tragamo-lo conosco no bolso, visualizemo-lo no celular, deixemos que nos inspire todos os dias. Descobriremos que Deus está perto de nós, ilumina as nossas trevas, amorosamente impele para o largo a nossa vida.”

FONTE 
Andressa Collet
Vatican News

DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS A mensagem do Papa Francisco

jan 24, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Jovens nigerianos

Cidade do Vaticano – Foi divulgada, nesta sexta-feira (24/01), memória de São Francisco de Sales, a mensagem do Papa Francisco para o 54° Dia Mundial das Comunicações Sociais intitulada “Para que possas contar e fixar na memória” (Ex 10, 2). A vida faz-se história. O Dia Mundial das Comunicações Sociais será celebrado em 24 de maio próximo.

O Santo Padre dedicou a mensagem deste ano ao tema da narração. Segundo ele, “para não nos perdermos, precisamos respirar a verdade das histórias boas: histórias que edifiquem, e não as que destroem. Histórias que ajudem a reencontrar as raízes e a força para prosseguirmos juntos. Na confusão das vozes e mensagens que nos rodeiam, temos necessidade duma narração humana, que nos fale de nós mesmos e da beleza que nos habita; uma narração que saiba olhar o mundo e os acontecimentos com ternura, conte a nossa participação num tecido vivo, revele o entrançado dos fios pelos quais estamos ligados uns aos outros”.

Tecer histórias
Segundo o Papa, “o homem é um ente narrador. As narrativas marcam-nos, plasmam as nossas convicções e comportamentos, podem nos ajudar a compreender e dizer quem somos. O homem não só é o único ser que precisa de vestuário para cobrir a própria vulnerabilidade mas também o único que tem necessidade de narrar-se a si mesmo, «revestir-se» de histórias para guardar a própria vida. O homem é um ente narrador, porque descobre-se e enriquece-se com as tramas dos seus dias. Mas, desde o início, a nossa narração está ameaçada: na história, serpeia o mal”.

Nem todas as histórias são boas
Mas, enquanto as histórias utilizadas para proveito próprio ou ao serviço do poder têm vida curta, uma história boa é capaz de transpor os confins do espaço e do tempo: à distância de séculos, permanece atual, porque nutre a vida. Ocorre paciência e discernimento para descobrirmos histórias que nos ajudem a não perder o fio, no meio das inúmeras lacerações de hoje; histórias que tragam à luz a verdade daquilo que somos, mesmo na heroicidade oculta do dia a dia.

Uma história que se renova
A história de Cristo não é um patrimônio do passado; é a nossa história, sempre atual. Depois que Deus Se fez história, toda a história humana é, de certo modo, história divina. Cada história humana tem uma dignidade incancelável. Por isso, a humanidade merece narrações que estejam à sua altura, àquela altura vertiginosa e fascinante a que Jesus a elevou. Cada um de nós conhece várias histórias que perfumam de Evangelho: testemunham o Amor que transforma a vida. Estas histórias pedem para ser partilhadas, contadas, feitas viver em todos os tempos, com todas as linguagens, por todos os meios.

Uma história que nos renova
O Papa concluiu a mensagem, frisando que “em cada grande história, entra em jogo a nossa história. Ao mesmo tempo que lemos a Escritura, as histórias dos Santos e outros textos que souberam ler a alma do homem e trazer à luz a sua beleza, o Espírito Santo fica livre para escrever no nosso coração, renovando em nós a memória daquilo que somos aos olhos de Deus. Quando fazemos memória do amor que nos criou e salvou, quando colocamos amor nas nossas histórias diárias, quando tecemos de misericórdia as tramas dos nossos dias, nesse momento estamos mudando de página. Já não ficamos atados a lamentos e tristezas, ligados a uma memória doente que nos aprisiona o coração, mas, abrindo-nos aos outros, abrimo-nos à própria visão do Narrador. Com o olhar do Narrador, o único que tem o ponto de vista final, aproximamo-nos depois dos protagonistas, dos nossos irmãos e irmãs, atores juntamente conosco da história de hoje. Sim, porque ninguém é mero figurante no palco do mundo; a história de cada um está aberta a possibilidades de mudança. Confiemo-nos a uma Mulher que teceu a humanidade de Deus no seio e, diz o Evangelho, teceu tudo o que Lhe acontecia. A Virgem Maria tudo guardou, meditando-o no seu coração. Peçamos-lhe ajuda a Ela, que soube desatar os nós da vida com a força suave do amor.

FONTE
Vatican News

ANGELUS > “Somos pecadores, mas não escravos do mal”, disse o Papa

jan 19, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa Francisco

Cidade do Vaticano – Na manhã deste domingo, 19 de janeiro, na Praça São Pedro, o Papa Francisco  durante a oração do Angelus convidou a todos a “darem um testemunho de Jesus”, recordando que no Evangelho de João “ao contrário dos outros três, não descreve o acontecimento, mas nos propõe o testemunho de João Batista. Ele foi a primeira testemunha de Cristo. Deus o chamara e o prepara para isso”.

João Batista
Depois do Batismo, João Batista, diz o Papa, “não consegue resistir ao impelente desejo de dar testemunho de Jesus e declara: ‘Eu vi e por isso dou testemunho’”. E comenta a extraordinária novidade trazida por Jesus: “Enquanto em todas as religiões é o homem que oferece e sacrifica alguma coisa a Deus, no evento Jesus é Deus que oferece o próprio Filho para a salvação da humanidade

E o Papa pondera: “O testemunho de João Batista nos convida a recomeçar sempre no nosso caminho de fé: recomeçar de Jesus Cristo, Cordeiro cheio de misericórdia que o Pai deu para nós”. Portanto deixa-nos sempre surpreender pela escolha de Deus de estar ao nosso lado.

Pecadores, mas não escravos
Porém, adverte o Papa: “Aprendamos com João Batista a ‘não presumir que já conhecemos Jesus, de saber tudo sobre Ele. Não, não é assim. Temos que nos deter no Evangelho”. Francisco afirma “deixemo-nos instruir pelo Espírito Santo, que dentro nos diz: é Ele! É o Filho de Deus que se fez cordeiro, imolado por amor. Ele, Ele sozinho carregou, sofreu e expiou o pecado do mundo e também os meus pecados”. Para finalmente entendermos que sim, ainda somos pobres pecadores porém não mais escravos, não, mas filhos, filhos de Deus!

FONTE
Jane Nogara
Vatican News

Sete dias com Francisco

jan 17, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Festa do Batismo do Senhor na Capela Sistina

Cidade do Vaticano – “Quando uma criança chora na igreja, é um lindo sermão”. São palavras ditas pelo Papa Francisco com o afeto de um “avô”, durante a Missa de 12 de janeiro na Festa do Batismo. O Papa se preocupa em deixar as mães os pais, muito emocionados, à vontade. Como todos os anos, no dia da Festa do Batismo o Papa batiza alguns recém-nascidos na Capela Sistina, neste ano eram 32 crianças. “Batizar um filho – sustenta – é um ato de justiça” e explica o motivo:

“Porque nós com o Batismo damos-lhe um tesouro, com o Batismo damos-lhe um penhor: o Espírito Santo. A criança sai [do Batismo] tendo dentro de si o poder do Espírito: o Espírito que a defenderá, a ajudará, durante toda a sua vida. Por isso é muito importante batizá-la quando é pequenina, para que cresça com a força do Espírito Santo. Esta é a mensagem que eu gostaria de vos entregar hoje. Trazeis aqui os vossos filhos hoje, [para que possam ter] o Espírito Santo dentro deles. E preocupai-vos por que eles cresçam com a luz, com o poder do Espírito Santo, através da catequese, da ajuda, do ensino, dos exemplos que lhes dareis em casa…”

No final da Missa, ao rezar a oração do Angelus diante da multidão presente na Praça São Pedro o Papa renovou o convite “recordar todos os anos” a data do próprio Batismo e festejá-la “no coração”. E em Jesus que se deixa batizar por João distingue os dotes “de moderação e de escondimento” pedidos também hoje a todos os cristãos:

“Aquele que se pavoneia não é um bom discípulo. O bom discípulo é humilde, é manso, é aquele que pratica o bem sem o ostentar. Na ação missionária, a comunidade cristã é chamada a ir ao encontro dos outros propondo sempre e nunca impondo, dando testemunho, partilhando a vida concreta do povo”

No dia anterior, sábado, 11 de janeiro, Francisco tinha celebrado um importante aniversário, os 100 anos do Colégio Etíope que se encontra dentro dos Muros Vaticanos. Uma ocasião para solicitar cuidados pastorais pelos que emigram da Etiópia e da Eritreia e desejar que as Igrejas dos dois países tenham “a liberdade de servir para o bem comum”, sem temer mais uma guerra fratricida.

Na segunda-feira dia 14, o Papa dedicou a homilia da Missa na Casa Santa Marta à coerência e ao testemunho. Francisco fez uma distinção em particular entre a autoridade de Jesus e a hipocrisia dos escribas “que dizem e não fazem”.

“O povo de Deus distingue bem entre a autoridade de uma pessoa e a graça da unção. E esta é a sabedoria do nosso povo, que tolera tantas vezes, tantos pastores incoerentes, pastores como os escribas, e também cristãos que vão à missa todos os domingos e depois vivem como pagãos. E as pessoas dizem: “Isto é um escândalo, uma incoerência”. Quanto mal fazem os cristãos incoerentes que não dão testemunho e os pastores incoerentes, esquizofrênicos, que não dão testemunho!”

Na quarta-feira, 15 de janeiro, dia da Audiência Geral o Papa concluiu o ciclo das reflexões sobre os Atos dos Apóstolos. O protagonista da catequese é São Paulo que, mesmo sendo prisioneiro em uma casa romana, não deixa de testemunhar o Evangelho aos que o visitam, afirma Francisco, a Palavra de Deus, “não fica acorrentada”.

“Esta casa aberta a todos os corações em busca é uma imagem da Igreja que, embora perseguida, incompreendida e acorrentada, nunca se cansa de acolher todos os homens e mulheres com o coração maternal para lhes anunciar o amor do Pai que se tornou visível em Jesus (…) O Espírito anime em cada um de nós o chamado para sermos evangelizadores corajosos e alegres. Que Ele nos torne, como São Paulo, capazes de impregnar nossas casas com o Evangelho e torná-las cenáculos de fraternidade, onde podemos acolher o Cristo vivo, que “vem ao nosso encontro em todas as pessoas e em todos os tempos”.”

Um amor que é principalmente misericórdia“, é o que o Papa sublinhou na Missa matutina de 16 de janeiro, ao comentar o episódio do leproso que consegue comover Jesus e obter a cura com uma oração “simples”, “se queres, podes me purificar”:

“Tenhamos o hábito de repetir esta oração, sempre: “Senhor, se queres, tens o poder. Se queres, tens o poder”. Com a confiança de que o Senhor está próximo de nós e a sua compaixão tomará sobre si os nossos problemas, os nossos pecados, as nossas doenças interiores, tudo. Façamos essa experiência”

FONTE 
Gabriella Ceraso e Alessandro De Carolis
Vatican News

FESTA DO BATISMO DO SENHOR > O Papa Francisco fala da riqueza do Sacramento e batiza 32 crianças

jan 12, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

2019-01-13-santa-messa-con-battesimi-neonati-1547371729916.JPG

Cidade do Vaticano – Batizar um filho é um ato de justiça, para ele. E por qual motivo? Porque nós no Batismo lhe damos um tesouro, nós no Batismo lhe damos um penhor: o Espírito Santo. Foi o que disse o Papa Francisco na missa na manhã deste domingo (12/01), festa do Batismo do Senhor, celebrada na moldura esplêndida da Capela Sistina, com o rito do Batismo das crianças.

Batizado de 32 recém-nascidos: 15 meninas e 17 meninos
De fato, como se dá habitualmente todos os anos nesta festa litúrgica que encerra o período do Natal, este ano o Santo Padre batizou 32 crianças: 15 meninas e 17 meninos. Como Jesus foi batizar-se, assim também vocês trouxeram seus filhos para o Batismo, disse o Papa dirigindo-se aos pais. Já no início da celebração, o diálogo de Francisco com os pais, padrinhos e madrinhas, com as perguntas próprias do rito do Batismo, e antes do sacramento, a renovação dos compromissos batismais.

Crescer com a luz do Espírito Santo
A criança sai do Batismo com a força do Espírito Santo dentro de si: “o Espírito que a defenderá, a ajudará durante toda a vida. Por isso é tão importante batizá-las desde crianças, para que cresçam com a força do Espírito Santo”, disse o Pontífice na homilia da celebração. Está é a mensagem que eu gostaria de dar hoje a vocês, frisou Francisco. Vocês trazem seus filhos hoje, a fim de que tenham dentro o Espírito Santo. E cuidem para que “cresçam com a luz, com a força do Espírito Santo, através da catequese, da ajuda, do ensinamento, dos exemplos que vocês darão em casa. Esta é a mensagem”, acrescentou.

O choro de uma criança na igreja: uma bela oração
O Pontífice lembrou ainda que as crianças não estavam habituadas a vir à capela Sistina, num ambiente fechado um pouco quente, com tantas roupas para uma festa tão bonita. A qualquer momento poderão se sentir incomodadas e começarão a chorar. Não se assustem, deixem-nas chorar e gritar, se estiver com fome, pode amamentá-las, sempre em paz, disse ainda. “É uma coisa bonita quando uma criança chora na igreja, é uma bela oração. Façam de modo que se sintam bem e sigamos adiante.” Não se esqueçam: as crianças levam o Espírito Santo dentro de si, disse por fim.

FONTE
Raimundo de Lima
Vatican News

Papa Francisco: quem ama a Deus e não ama o irmão é mentiroso

jan 10, 2020   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Papa Francisco durante a missa na Casa Santa Marta

A primeira leitura de hoje, extraída da Primeira Carta de João, fala do amor e a este tema o Papa dedicou a sua homilia ao celebrar a missa na capela da Casa Santa Marta (10/01). O apóstolo, afirmou, entendeu o que é o amor, o experimentou, e entrando no coração de Jesus, entendeu como se manifestou. A sua carta nos diz, portanto, como se ama e como fomos amados.

Deus nos amou por primeiro
O Pontífice definiu como “claras” duas de suas afirmações. A primeira é o fundamento do amor: “Nós amamos Deus porque Ele nos amou por primeiro”. O início do amor vem Dele. “Eu começo a amar, ou posso começar a amar, porque sei que Ele me amou por primeiro”, afirmou o Papa, que prosseguiu: “Se Ele não nos tivesse amado, certamente nós não poderíamos amar”.

Se uma criança recém-nascida, de poucos dias, pudesse falar, certamente explicaria esta realidade: “Sinto-me amada pelos pais”. E aquilo que os pais fazem com o filho, Deus fez conosco: nos amou por primeiro. E isso faz nascer e crescer a nossa capacidade de amar. Esta é uma definição clara do amor: nós podemos amar a Deus porque Ele nos amou por primeiro.

Quem ama a Deus e o odeia o irmão é mentiroso
A segunda afirmação “sem meias palavras” do apóstolo é esta: “Se alguém diz que ama a Deus, mas odeia o seu irmão, é um mentiroso”. João não diz que é um mal-educado ou que errou, mas que é um mentiroso, notou o Papa, e também nós devemos aprender isto: Eu amo a Deus, rezo, entro em êxtase e tudo… e depois descarto os outros, odeio os outros ou não os amo, simplesmente, ou sou indiferente aos outros… Não diz “você errou”, mas “você é mentiroso”. E esta palavra na Bíblia é clara, porque ser mentiroso é justamente o modo de ser do diabo: é o Grande Mentiroso, nos diz o Novo Testamento, é o pai da mentira. Esta é a definição de Satanás que a Bíblia nos dá. E se você diz amar a Deus e odeia o seu irmão, você está do outro lado: é um mentiroso. Nisto não há concessões. 

Muitos podem encontrar justificativas para não amar, alguém pode dizer: “Eu não odeio, Padre, mas existem tantas pessoas que fazem mal para mim ou que não posso aceitar porque são mal-educadas ou rudes“. E o Papa comenta sublinhando a concretude do amor indicado por João quando escreve: “Aquele que não ama seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê” e afirma: “Se você não é capaz de amar as pessoas, dos mais próximos aos mais distantes com quem convive, você não pode nos dizer que ama a Deus: você é um mentiroso.

O amor é concreto e cotidiano
Mas não há somente o sentimento, o ódio, pode existir o desejo de não “se envolver” nas coisas dos outros. Mas isso não está certo, porque o amor “se expressa praticando o bem“: Se uma pessoa diz: “Eu, para estar bem limpo, só bebo água destilada”: você morrerá! Porque isso não serve para a vida. O verdadeiro amor não é água destilada: é água todos os dias, com os problemas, com os afetos, com os amores e com os ódios, mas é isso. Amar a concretude, o amor concreto: não é um amor de laboratório. Isso nos ensina o apóstolo, com essas definições assim tão claras. Mas existe uma maneira de não amar a Deus e de não amar o próximo um pouco escondido, o que é indiferença. “Não, eu não quero isso: eu quero água destilada. Eu não me envolvo com o problema dos outros.” Você deve, para ajudar, para rezar.

O Papa Francisco cita então uma expressão de São Alberto Hurtado, que dizia: “É bom não fazer o mal; mas é mal não fazer o bem”. O verdadeiro amor “deve levar a praticar o bem (…), a sujar as mãos nas obras de amor“. Não é fácil, mas por esse caminho de fé existe a possibilidade de vencer o mundo, a mentalidade do mundo que “nos impede de amar.

Através do caminho da fé vencemos o mundo
Este é o caminho – afirma ainda o Papa -  “aqui não entram os indiferentes, aqueles que lavam as mãos dos problemas, aqueles que não querem envolver-se nos problemas para ajudar, para fazer o bem; não entram os falsos místicos, aqueles com o coração destilado como a água, que dizem amar a Deus, mas não amam o próximo“, e conclui: “Que o Senhor nos ensine estas verdades: a segurança de termos sido amados por primeiro e a coragem de amar os irmãos“.

FONTE
Vatican News

RECESSO

dez 25, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

O Departamento de Comunicação do Santuário São Judas Tadeu estará em recesso até o próximo dia 6 de janeiro.
Nesse período, o atendimento na Comunidade segue sem alterações. Informações: 17. 3215.9201.

PROGRAMAÇÃO > Acompanhe os horários de final de ano no Santuário São Judas

dez 25, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Participe das Celebrações no Santuário São Judas Tadeu. Acompanhe a programação no trânsito da Oitava do Natal:

Sábado, 28 de dezembro 
Contemplando os Santos Inocentes, os fiéis se reunirão para celebrar o último dia 28 de 2019. As Missas acontecerão às 7, 9, 11h30, 15 e 19 h. Meia hora antes de cada encontro, padres atenderão Confissões.

Terça-feira, 31 de dezembro 
Os fiéis renderão graças a Deus pela caminhada empreendida em 2019. No Santuário, em Missa presidida pelo padre Luiz Caputo, será exibida a “Retrospectiva Pastoral” da Comunidade. A Celebração Eucarística acontecerá às 20 h.

Quarta-feira, 1º de janeiro 
Contemplando Maria, a Mãe de Deus, a Comunidade se reunirá no Dia Mundial da Paz em dois horários: às 8 e às 19h.

Venha rezar no Santuário São Judas Tadeu.
Informações: 17. 3215.9201

ANGELUS > O Natal se aproxima e o Papa Francisco destaca pontos importantes da encarnação de Jesus Cristo

dez 22, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

Cúpula de São Pedro

Cidade do Vaticano – São José, “uma figura aparentemente secundária, mas em cuja atitude está encerrada toda a sabedoria cristã”. Assim tem início a alocução do Papa Francisco antes de rezar o Angelus com os milhares de peregrinos e turistas de todas as partes do mundo presentes na Praça São Pedro neste IV Domingo de Advento. E foi justamente o exemplo “desse homem manso e sábio” narrado no Evangelho de São Mateus proposto pela liturgia do dia, que inspirou sua reflexão.

José é um homem modesto, “não prega, não fala, mas busca fazer a vontade de Deus; e a cumpre no estilo do Evangelho e das Bem-aventuranças”, enfatiza o Papa. Pensemos: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus: E José é pobre porque vive do essencial, trabalha, vive do trabalho; é a pobreza típica daqueles que tem consciência de depender totalmente de Deus e nele depositam toda sua confiança.

Busca de uma solução para preservar a dignidade e integridade da amada Maria
A situação narrada pelo Evangelho é constrangedora, pois José e Maria estão prometidos como esposos, ainda não vivem juntos, mas “ela espera um filho por ação de DeusJosé, diante dessa surpresa, naturalmente fica perturbado, mas, ao invés de reagir de maneira impulsiva e punitiva – como se costumava fazer, a lei o protegia – busca uma solução que respeite a dignidade e a integridade de sua amada Maria. José sabia que consequências teria uma possível denúncia sua, mas “tem total confiança em Maria, a quem ele escolheu como esposa. Não entende mas busca outra solução (…), com grande sofrimento, decide se separar de Maria sem criar escândalo”.

Resgatar a lógica de Deus que abre novos horizontes
Pela fé, José passa a compreender que a criança gerada no ventre de Maria não é seu filho, mas é o Filho de Deus e que ele “será seu protetor, assumindo plenamente sua paternidade terrena: “O exemplo desse homem manso e sábio nos exorta a elevar o olhar, procurando ver além. Trata-se de resgatar a surpreendente lógica de Deus que, longe dos pequenos ou grandes cálculos, é feita de abertura a novos horizontes, a Cristo e à Sua Palavra.”

Que a Virgem Maria e seu casto esposo José – foi a exortação final do Santo Padre – nos ajudem a nos colocar à escuta de Jesus que vem e que pede para ser acolhido em nossos projetos e nas nossas escolhas. Às famílias: Natal com fraternidade, crescimento na fé e solidariedade.

Ao saudar os peregrinos presentes, após rezar o Angelus, Francisco dirigiu um pensamento especial às famílias, fazendo votos que o Natal seja uma ocasião de fraternidade, crescimento na fé e solidariedade: Dentro de três dias será Natal e meu pensamento vai especialmente às famílias, às famílias de vocês, que nestes dias de festa se reúnem: quem vive longe de seus pais, parte e volta para casa; os irmãos procuram se reencontrar. Que o Santo Natal seja para todos uma ocasião de fraternidade, de crescimento da fé e de gestos de solidariedade para com os necessitados. E que São José nos acompanhe neste caminho para o Natal.

FONTE
Jackson Erpen
Vatican News

ANGELUS > “O Advento, tempo de graça, nos diz que não basta acreditar em Deus: é preciso todos os dias purificar a nossa fé”, disse o Papa

dez 15, 2019   //   por admin   //   Notícias  //  Nenhum comentário

1576409356069.JPG

Cidade do Vaticano – O Advento nos diz que não basta acreditar em Deus: é preciso todos os dias purificar a nossa fé. Palavras do Papa Francisco ao rezar com os fiéis e peregrinos na Praça São Pedro  a oração do Angelus. Em sua alocução, o Pontífice comentou as leituras deste terceiro domingo do Advento, conhecido como domingo “da alegria”.

Alegria e dúvida
De um lado, o profeta Isaías faz um convite à alegria: “Criai ânimo, não tenhais medo! Vede, é vosso Deus […] ele que vem para vos salvar”. E então tudo se transforma: o deserto floresce, o consolo e a alegria tomam conta dos perdidos de coração, o coxo, o cego e o mudo são curados. Já no Evangelho, João Batista vive um momento de dúvida: ‘És tu, aquele que há de vir, ou devemos esperar um outro?’. Jesus então realiza prodígios: “os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados”.

Novo nascimento
Esta descrição nos mostra que a salvação envolve todo o homem e o regenera, explicou o Papa. Mas este novo nascimento sempre pressupõe uma morte a nós e ao pecado que está em nós. Por isso devemos nos converter e converter, sobretudo, a ideia que temos de Deus. “O Advento, tempo de graça, nos diz que não basta acreditar em Deus: é preciso todos os dias purificar a nossa fé.”

Fábula
Trata-se de se preparar para acolher não um personagem de uma fábula, mas o Deus que nos interpela, nos envolve e diante do qual se impõe uma escolha. O Menino que está no presépio, disse ainda Francisco, tem o rosto dos nossos irmãos e irmãs mais necessitados, dos pobres que “são os privilegiados deste mistério e, muitas vezes, aqueles que melhor conseguem reconhecer a presença de Deus no meio de nós. Que a Virgem Maria nos ajude para que, enquanto nos aproximamos do Natal, não nos deixemos distrair pelas coisas exteriores, mas façamos espaço no coração Àquele que já veio e que quer vir mais uma vez a curar as nossas doenças e a nos dar a sua alegria.”

FONTE
Vatican News

Páginas:«1234567...150»

Facebook

Twitter